Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

FRAUDE - MPF denuncia 101 pessoas por fraude na prova da OAB em GO

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia contra 101 pessoas supostamente envolvidas com fraudes no Exame de Ordem, realizado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) como exigência para que os bacharéis em Direito possam exercer a advocacia. Segundo informações divulgadas nesta sexta-feira pelo MPF, os candidatos pagavam cerca de R$ 15 mil para serem aprovados no exame em Goiás.

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A investigação começou após a Polícia Federal apurar, entre 2006 e 2007, um possível esquema de fraude no exame, que na época não era realizado de forma unificada por todos os Estados. Desde então, os procuradores do MP no Estado trabalharam no cruzamento das informações e constataram o envolvimento de 101 pessoas, que foram denunciadas à Justiça.

Foram apontados três pessoas que seria as "cabeças" da quadrilha, entre elas a secretária da Comissão de Estágio e Exame de Ordem da seccional da OAB em Goiás, Maria do Rosário Silva. De acordo com o MPF, Rosário era responsável por toda a operacionalização do exame no Estado. "Ela suprimia os cartões de respostas originais dos candidatos beneficiários, substituindo-os por outros, falsos, por ela preenchidos com respostas certas. Para a prova subjetiva, ela repassava para a intermediária Eunice da Silva Mello as folhas de respostas em branco para que os candidatos redigissem outras provas prático-profissionais", disse o órgão na denúncia.

"A realização de monitoramento telefônico, judicialmente autorizado, gerou inúmeros áudios que corroboraram as suspeitas acerca da existência de quadrilha voltada à prática de fraudes em Exames de Ordem da OAB-GO, com envolvimento de então empregada pública da entidade", afirmou o procurador da República Helio Telho, responsável pelo caso.

Entre outras acusações, os denunciados são apontados pelo MPF por crime contra a administração pública e contra a fé pública, mediante venda de aprovações em processos seletivos. A assessoria da seccional da OAB em Goiás informou que a funcionária acusada já havia sido exonerada do cargo na época da operação da PF, em 2007, e que os problemas ocorreram quando o exame não era realizado de forma unificada em todo o País

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

OPERAÇÃO TORMENTA - PF aponta novas fraudes em exames da OAB

A Operação Tormenta (que investiga irregularidades em diversos concursos públicos), da Polícia Federal, encontrou novos indícios de fraudes em três exames da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), todos realizados em 2009. Em 2010, a segunda fase do exame já tinha sido anulada por suspeita de vazamento do gabarito da prova.

A PF já pediu todos os documentos à entidade organizadora do exame, o Cespe (Centro de Seleção e Promoção de Eventos) da UNB (Universidade de Brasília), para identificar os candidatos que foram beneficiados pelas irregularidades.
O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, disse que os envolvidos terão o exercício profissional suspenso preventivamente e, em seguida, a carteira de advogado cassada. "Quem entra na Ordem pela porta dos fundos vai sair pela porta dos fundos", afirmou.
Cavalcante disse ainda que não há chance do concurso ser anulado, porque a fraude teria sido localizada, beneficiando determinadas pessoas sem atingir todo o exame. "Seria impossível agora, depois de já ter feito compromisso de mais de 60 mil candidatos, anular esses exames." Ainda não se sabe, no entanto, quais Estados foram afetados pelas irregularidades.
Em relação aos problemas, o presidente diz acreditar que não afetam a credibilidade do exame. "Onde o ser humano está presente sempre vai haver tentativa de fraude, de corrupção. A gente tem que sempre ampliar os mecanismos de segurança para evitar isso."
O Cespe informou que já encaminhou as informações solicitadas pela Polícia Federal. O centro de seleção, no entanto, não quis dar detalhes do material.
FRAUDES
A prova anulada de 2010 foi a primeira feita de forma unificada no país inteiro --18.720 candidatos, em 155 cidades do país, realizaram o exame.
Segundo a comissão de exame da OAB em São Paulo, a irregularidade que levou à suspensão foi detectada durante a aplicação da segunda fase da prova prático-profissional de direito penal, no dia 28 de fevereiro.
De acordo com a OAB, o candidato escondia as questões em uma folha de papel encontrada em um livro de consulta. Algumas delas estavam datilografadas e outras, manuscritas.
Ao ser flagrado, o candidato foi retirado da sala. A OAB informou que o candidato se recusou a revelar como conseguiu as questões.
Mais tarde, em julho de 2010, cerca de cem pessoas foram indiciadas pela Operação Tormenta por fraudes em concursos públicos. --além da segunda fase da OAB, também foram alteradas as provas de concursos da Polícia Federal, da Receita Federal, da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e da Anac (Agência Brasileira de Aviação Civil).
Segundo a polícia, o grupo atuava em todo o país fazendo o aliciamento de pessoas com acesso prévio às questões da prova. Depois, a quadrilha fazia o repasse das respostas por ponto eletrônico durante a prova ou indicava uma pessoa mais preparada para fazer o exame no lugar do cliente.