Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quinta-feira, 8 de março de 2012

PERSEGUIÇÃO E PUNIÇÃO NO RIO - Após greve da PM, 13% dos policiais do Bope foram transferidos para outros batalhões

Por Herculano Barreto Filho
Policial do Bope em treinamento no Cristo Redentor: parte da tropa, preparada para ações de alta complexidade, foi mandada para batalhões comunsFoto: Wania Corredo / Extra / 28.9.2006

Em apenas 22 dias, o efetivo do Batalhão de Operações Especiais (Bope), tropa de elite da PM, emagreceu quase 13%. Na ressaca após a greve das polícias, pelo menos 51 caveiras — que passam por vários cursos de treinamento em ações de combate, tiro de precisão, escalada e resgate de reféns — foram transferidos. Vinte e dois deles, para batalhões comuns, no interior do estado. O Bope tem cerca de 400 homens, segundo o site da PM. As transferências de quatro subtenentes, 18 sargentos, 17 cabos e 12 soldados começaram a ser publicadas no Boletim Interno da corporação cinco dias após a manifestação feita por 5 mil PMs, policiais civis e bombeiros na Cinelândia,em 10 de fevereiro, iniciando a greve da polícia.

Na ocasião, o Bope foi chamado, pelo comando-geral da Polícia Militar, para reprimir a manifestação. Mas os policiais militares que estavam de plantão se negaram a cumprir a ordem.

— O Bope descumpriu a ordem porque não iria reprimir os colegas de farda. Agora, toda a equipe está sendo transferida, como forma de represália. Até o sargento mais antigo do Bope foi mandado embora — disse um PM, que preferiu não se identificar por medo de represálias.

A Polícia Militar nega que exista qualquer tipo de relação entre o episódio e a greve. Segundo a corporação, foram transferências de rotina.

As transferências foram publicadas em três boletins. Em 14 de fevereiro, 11 homens que estavam em serviço no dia da greve foram transferidos — nove deles para batalhões comuns e dois para UPPs. Dois dias depois, outros oito policiais militares deixaram a elite da corporação para trabalhar em batalhões comuns.

Transferência em massa

No boletim interno 43, de anteontem, o golpe foi ainda mais duro. Uma transferência em massa, com a publicação de 32 nomes, enviou parte da elite da corporação para unidades no interior do estado.

Ao todo, 11 policiais militares vão se deslocar 183 quilômetros para chegar ao 32 BPM (Macaé). Outros 11 homens farão um trajeto ainda maior: se afastarão 274 quilômetros da capital, para prestar serviço no 8 BPM (Campos dos Goytacazes).

Quatro caveiras foram transferidos para o BPTur, batalhão de atendimento a turistas. O Batalhão de Ação com Cães, a Diretoria Geral de Saúde e o Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças também terão um caveira, cada, em seu efetivo.


Fonte Extra: http://extra.globo.com/casos-de-policia/apos-greve-da-pm-13-dos-policiais-do-bope-foram-transferidos-para-outros-batalhoes-4254424.html#ixzz1oWWP4tBR

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

ROCINHA : Ligações do Disque-Denúncia (2253-1177) crescem 38 vezes

Com ajuda de informações passadas por moradores, polícia havia achado até ontem 73 fuzis e metralhadora que derruba até avião 

 ROBERTA PENNAFORT / RIO - O Estado de S.Paulo

Graças a denúncias de moradores, a polícia do Rio conseguiu apreender, em três dias de ocupação nos Morros da Rocinha, do Vidigal e Chácara do Céu, na zona sul, 129 armas que eram usadas por traficantes para enfrentá-la. Só de fuzis são 73. As informações chegam pelo Disque-Denúncia (2253-1177) , que registrou 38 vezes mais chamadas do que o normal, por bilhetes ou indicações diretas aos policiais. 
Essas denúncias levaram equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) ontem a duas casas da Rocinha que até domingo eram usadas pelos traficantes: em uma foram encontrados 16 fuzis e uma metralhadora .30, cujo disparo derruba até aeronave, além de espingardas, pistolas, granadas e carregadores para fuzil.

Eram armas novas, algumas com a inscrição ADA (Amigos dos Amigos) e o desenho de um coelho, sinal de que pertencia ao traficante Anderson Rosa Mendonça, o Coelho, preso há uma semana.

Também foram apreendidos coletes à prova de balas de uso das Forças Armadas e caixas de fogos de artifício, usados pelos bandidos para alertar para a chegada da polícia. A cocaína, apreendida em sacos pretos, ainda não havia sido pesada.

Na localidade Roupa Suja, na parte alta da Rocinha, foram encontrados dez fuzis, escondidos na laje de uma casa.

Colaboração. Os números do Disque-Denúncia (2253-1177)  revelam o espírito colaborativo da população: foram 308 ligações só no domingo e na segunda, quando o usual nesses dias da semana são quatro informes diários.
Nem todo mundo tem coragem de denunciar. Após décadas dominados pelo tráfico, os mais céticos não descartam uma reviravolta. "Moro aqui há 67 anos. (Os traficantes) Dênis, Naldo, todos passaram, mas eu fiquei", dizia uma cozinheira que prefere "não se meter com polícia".

Abusos. Moradores também temem abusos por parte dos policiais, como ocorreram em ocupações semelhantes em outras favelas cariocas. Para evitá-los, representantes das associações de moradores acompanham as revistas nas casas.
De manhã, quando um carro do Bope passava com parte do material apreendido pela movimentada Rua 2, pedestres fotografavam. "É para guardar de recordação. Dá uma sensação boa se ver livre dessas armas", justificou um comerciante de 39 anos que passou o dia na rua com a câmera na mão.

Policiais também pediam a moradores para fotografá-los empunhando fuzis dos bandidos. Em outro ponto da favela, crianças observavam o vaivém de veículos do Bope cantando a música-tema do filme Tropa de Elite, que trata do combate ao tráfico pelo batalhão.

Para o comandante do Bope, coronel René Alonso, a credibilidade da UPP como principal projeto da Secretaria da Segurança Pública faz com que moradores não enxerguem a operação policial como "mais uma". "Em nenhuma favela tivemos tanta cooperação da população quanto aqui. Não existe receita, cada comunidade é diferente."

Mas há quem acredite que a conduta da PM "só está boa porque a imprensa ainda está na favela". Era, por exemplo, o que bradava uma vendedora ontem. No domingo da ocupação, ela havia se irritado com um policial que desconfiou que o skate da filha era uma arma

Fonte Estadão http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,rocinha-ligacoes-ao-disque-denuncia-crescem-38-vezes-,798949,0.htm

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

TRAFICO DE DROGAS NO RIO - Bope apreende 60 bolas de pasta de cocaína na #Rocinha

Foto: Roberto Moreyra
Por Talita Corrêa  
Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) encontraram 60 bolas de pasta base de cocaína durante o vasculhamento na Rocinha. Parte do material estava dentro de uma mala de aproximadamente um metro e meio. A droga foi levada para o 23º BPM (Leblon), onde foi montado o QG da ocupação do morro.
 
Mais cedo, os policiais encontraram, pelo menos, dez decodificadores de TV a cabo. Armas e munição continuam chegando no QG. A Polícia Militar vai divulgar, no final deste domingo, um balanço com as apreensões

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

InSEGURANÇA NO RIO - Com um tiro no peito Cinegrafista da BAND é morto durante operação da polícia na Favela de Antares, Zona Oeste do Rio



RIO - O cinegrafista da TV Bandeirantes Gelson Domingos, de 46 anos, foi morto neste domingo enquanto participava da cobertura de uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque na Favela de Antares, Zona Oeste do Rio. Ele foi atingido com um tiro de fuzil no peito e deixa três filhos e dois netos. O enterro do cinegrafista está marcado para segunda-feira, às 11h, no Cemitério do Caju. Nove marginais foram presos, entre eles, o "gerente" do tráfico local, Renato José Soares, conhecido como "BBC", e seu braço-direito, Leandro Ferreira de Araújo, vulgo "China". Quatro traficantes foram mortos e ainda não foram identificados, de acordo com nota enviada pela Polícia Militar.

A ação começou por volta de 6h30m e terminou à noite, segundo a mensagem da PM. Oitenta policiais entraram na comunidade pela área de lazer da Comlurb, na Avenida Antares, e foram recebidos a tiros por traficantes. De acordo com a mensagem da PM, o objetivo da ação era checar informações da área de inteligência do Bope e do Choque de que líderes do tráfico fortemente armados se reuniam no local. O patrulhamento na região está reforçado nesta noite por PMs do 27º BPM (Santa Cruz), com o apoio do Batalhão de Choque do 9º BPM (Rocha Miranda) e do 40º BPM (Campo Grande).

FOTOGALERIA : Imagens da operação na Favela de Antares

VÍDEO: O momento em que o cinegrafista da Band é baleado

De acordo com a PM, foram apreendidos: 1 fuzil AR 15; 3 pistolas; 4 carregadores de fuzil; 3 carregadores de pistola; 5 rádios transmissores; 1 kg de maconha; 1.500 trouxinhas de maconha; 100 pedras de crack; 2.000 papelotes de cocaína; 13 frascos de "cheirinho da loló"; R$ 3.154,00; 10 motos; e 1 celular. Todos os presos e o material apreendido estão sendo encaminhados para a Divisão de Homicídios da Polícia Civil, na Barra da Tijuca.

Em nota, a direção da Rede Bandeirantes lamentou a morte do cinegrafista e disse que sempre toma todas as precauções para este tipo de cobertura, acrescentando que Gelson Domingos usava colete à prova de balas no momento em que foi atingido. Ainda segundo a nota, a direção diz que, infelizmente, o funcionário foi mais uma vítima da violência.

A Secretaria de Saúde informou que Gelson Domingos da Silva chegou à UPA de Santa Cruz às 7h40m já morto por perfuração de bala na região do tórax. Segundo a nota, o secretário Sérgio Côrtes foi à unidade de saúde para prestar todo apoio à família. O corpo do cinegrafista já foi transferido para o IML

.

Também em nota, a Polícia Militar lamentou a morte de Gelson e afirmou que o objetivo da ação era checar informações da área de Inteligência do Bope e do Batalhão de Choque de que líderes do tráfico fortemente armados se reuniam no local. A PM informou que as operações na favela ocorrerão por tempo indeterminado.

A morte de Gelson provocou reações de pezar por parte de governos e instituições da sociedade civil. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) divulgou nota em que lamenta a morte do cinegrafista e ressalta a importância do trabalho dele para a sociedade. ( Leia a mensagem na íntegra )

O governador Sergio Cabral enviou mensagem à noite ao diretor da Band Rio, Daruiz Paranhos, lamentando a morte do cinegrafista Gelson Domingos. ( Leia a mensagem na íntegra )

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) também divulgou nota na tarde deste domingo em que "lamenta profundamente" a morte do cinegrafista da TV Bandeirantes. A nota, assinada pelo presidente da Abert, Emanuel Soares Carneiro, "manifesta solidariedade aos familiares, colegas e amigos". ( Leia a mensagem na íntegra )

A Associação Profissional dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio (Arfoc-Rio) divulgou nota dizendo que "este é mais um capítulo da trágica história da cidade, que nos deixa consternados e preocupados com o seu futuro e o da profissão".

O ex-capitão do Bope Rodrigo Pimentel disse que, em operações como a deste domingo, o procedimento correto é que dois policiais sigam na frente, ficando um deles na retaguarda:
- Se o repórter não estiver colado nesses policiais, ele se encontra relativamente seguro. A prova disso é que não perdemos nenhum soldado em favela este ano e, só na última semana, morreram dez bandidos.

Mas Pimentel afirmou que o colete de Gelson era de nível 2 e o protegia apenas contra tiros de pistola e revólver. Somente os modelos de nível 3 são capazes de deter um tiro de fuzil.
- Esse tipo de colete pesa uns 12 quilos e possui placas de cerâmica na parte da frente e de trás, além de proteções para o pescoço e outras partes do corpo - afirmou.

O sociólogo e professor da Uerj Ignácio Cano questionou a lógica militar adotada nas ações contra o crime.

- Tratar dessa questão como se fosse uma guerra acaba provocando a morte de inocentes - criticou Cano.

Para o coordenador do Núcleo de Estudos Estratégicos da UFF, Eurico de Lima Figueiredo, é preciso haver uma regulamentação da participação de jornalistas em conflitos armados.
- A regra principal que deveria ser seguida pela polícia não é atacar os criminosos, mas proteger os cidadãos. O bandido não tem compromisso com a vida, o policial, sim

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/11/06/cinegrafista-morto-durante-operacao-da-policia-na-favela-de-antares-zona-oeste-do-rio-925744944.asp#ixzz1d0zQ517g


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

MILÍCIAS NO RIO - ´Vans Piratas Ameaças e afastam fiscais

Ameaças afastam fiscais
Detro comprará helicóptero e pedirá ao Bope que proteja pessoal que age contra piratas
POR FRANCISCO EDSON ALVES
Rio - Para tentar frear a violência contra fiscais que atuam na repressão contra veículos piratas no Rio, o Detro comprará um ‘caveirão aéreo’ e pedirá ao Bope que dê cobertura às equipes, com seus veículos blindados.

Segundo o presidente do Detro, Rogério Onofre, nos últimos quatro anos houve cerca de 400 atentados a tiros, tentativas de atropelamento, ameaças e sequestros-relâmpago de agentes. Além disso, veículos apreendidos por eles foram resgatados.
Foto: Fábio Gonçalves / Agência O Dia
PMs apoiam blitz em Santa Cruz: tensão| Foto: Fábio Gonçalves / Agência O Dia
Onofre revela que, dos 120 fiscais contratados em 2007, 80 (66%) pediram demissão e tiveram que ser substituídos. A maioria deles fora ameaçada de morte.
Nos quatro anos, um fiscal foi assassinado, e um PM que dava cobertura a uma blitz quase morreu queimado numa Kombi apreendida. Somente 10% dos relatos, porém, foram registrados em delegacias. “Os funcionários travam uma luta de guerrilha diariamente com grupos criminosos ligados a milicianos e traficantes”, diz Onofre.

Perigo na Zona Oeste

As áreas mais perigosas para a repressão de transporte ilegal são Campo Grande, Bangu e Santa Cruz, no Rio, e Niterói e São Gonçalo, também na Região Metropolitana.

O helicóptero será blindado e equipado com câmeras de longo alcance, filmadoras e computadores de última geração. “A aeronave será de extrema importância no combate aos bandos armados”, diz Onofre.

Hoje, o Detro tem apoio do Batalhão de Choque ou do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv). Quinta-feira, policiais do BPRv armados de fuzil deram seguranças a fiscais numa blitz em Santa Cruz.

Lá, em meia hora, 33 vans e Kombis piratas foram apreendidas. Na terça-feira, um Peugeot que fazia lotadas ilegalmente foi incendiado quando já estava em cima de um reboque, em Niterói.

Viva Voz: X., policial militar, 31 anos

“Durante uma blitz do Detro em que eu era um dos PMs que davam cobertura aos fiscais, em Bangu, em dezembro de 2008, um motorista tentou fugir da fiscalização. Eu consegui entrar na Kombi em movimento, mas ele seguiu para a Favela Vila Aliança e abandonou o veículo.

Enquanto eu tentava ligá-la para sair da comunidade, o motorista voltou, jogou gasolina e tacou fogo. Tive dificuldades para sair, mas escapei ileso. Foram momentos de pânico. Também já tentaram tomar minha arma e quase fui atropelado por topiqueiros em fuga várias vezes”.

Para despistar, veículos sem logotipo

As quadrilhas monitoram a saída de PMs de batalhões para dar apoio às blitzes do Detro e contam até com grupos armados que resgatam veículos rebocados a caminho de depósitos. Em pouco mais de dois anos, oito veículos piratas foram retirados de reboques por bandos.

“Olheiros ficam diariamente de plantão em motos na beira das estradas e avisam nossos itinerários a comparsas por meio de radiotransmissores”, diz a coordenadora de Fiscalização do Detro, Marli de Sousa. Por conta disso, boa parte dos carros dos fiscais passou a circular descaracterizado.

A organização criminosa conta ainda com homens que incitam passageiros contra os fiscais. “A todo momento, homens estranhos rondam os locais das blitzes, insinuando que sabem onde moramos e que vão nos pegar”, revela a fiscal A., 26.

“Não sei até onde teremos forças, mas não vamos sucumbir às intimidações. Vamos é reforçar cada vez mais as ações, pois temos o apoio do governo do estado e da população”, garante Rogério Onofre.

Profissionais já escaparam até de linchamento

18/10/2011
Homens atearam fogo ao Peugeot LCZ-8200 (foto), flagrado por fiscais do Detro fazendo transporte ilegal de passageiros. O veículo já estava sobre o reboque. Atiraram pedra e quebraram o vidro de carro da fiscalização. “Por pouco não atingiu minha cabeça”, conta Y., 50 anos, um agente.

10/7/2010
Carro do Detro foi incendiado em ação em Alcântara, em São Gonçalo. Garrafa PET com vestígios de gasolina foi encontrada.

7/7/2009
Homens armados, em um Ecosport, interceptaram reboque e resgataram Kombi que havia sido apreendida em Campo Grande.

26/4/2009
O fiscal Ely Peixoto foi assassinado a tiros por três homens no Jardim Íris, em São João do Meriti. Três dias antes, ele fora ameaçado por topiqueiros piratas.

9/10/2008
Kombi apreendida em Brás de Pina foi incendiada pelo dono em ação do Detro. Grupo de topiqueiros piratas incitou moradores de favela vizinha contra fiscais, que quase foram linchados.

10/12/2008
Durante fiscalização em Bangu motorista tentou queimar vivo um PM que dava cobertura à blitz. O policial se salvou e prendeu o criminoso.

19/9/2007
Fiscal acompanhava o condutor de van apreendida na Avenida Presidente Vargas, no Centro, para depósito. No caminho, o motorista desviou o veículo e entrou no Morro da Providência. Ameaçado, o agente fugiu pela janela.

terça-feira, 23 de março de 2010

RIO DE JANEIRO/GOVERJ/SEGURANÇA PÚBLICA - Um dia após a ocupação, Bope apreende armas e drogas na Providência

Rio - Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) realizaram, nesta terça-feria, a primeira apreensão no Morro da Providência após o início da ocupação iniciada na segunda-feira. Durante a ação, foi recolhida grande quantidade de munição para diversos calibres - fuzil, escopeta, pistola e até ponto 50 (metralhadora antiaérea) -, duas granadas, uma bomba caseira, uma pistola e material para embalar e pesar drogas. Ninguém foi preso.

A ocupação
Foto: Paulo Araujo / Agência O
 Dia
Policiais do Bope fazem a contagem da munição apreendida na favela | Foto: Paulo Araújo / Agência O Dia
Na segunda-feira, a polícia começou a ocupar a favela, a primeira da cidade, que começou a se formar no fim do século 19. O Morro da Providência, no Centro, abrigará a sétima Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). De acordo com a Secretaria de Segurança, a escolha da localidade se deveu à localização da Providência: encravada numa região por onde circulam 600 mil pessoas por dia e vizinha da Zona Portuária, vitrine dos governos municipal, estadual e federal. A operação causou surpresa.
Por volta das 8h30, 335 homens dos batalhões de Operações Especiais (Bope) e de Choque e do Grupamento de Policiamento em Áreas Especiais (Gpae) da Providência tomaram as ruas e becos da comunidade, sem disparar nenhum tiro. O horário foi escolhido para evitar confronto na entrada ou saída de estudantes nas escolas.

A ocupação trouxe alívio para os moradores. Para quem esperou por 50 anos o fim do domínio do tráfico de drogas, a subida da polícia foi comemorada. “Até que enfim chegou a nossa vez. Sei que tudo está às mil maravilhas nas comunidades onde colocaram estas UPPs. Poderemos andar nas ruas e dormir sem ouvir tiros. Acho que agora vou ser feliz”, disse a costureira R., 70 anos.
>> FOTOGALERIA: Veja as imagens da UPP no Morro da Providência


 

 

RIO DE JANEIRO/GOVERJ/SEGURANÇA PÚBLICA - Traficantes não reagem à UPP no Morro da Providência



O governo do estado começou, nesta segunda-feira, a ocupação de mais um conjunto de favelas no Rio. No Centro da cidade, Providência, Pedra Lisa e Moreira Pinto vão receber a sétima UPP.


Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), com apoio do Batalhão de Choque, chegaram às 8h30. Com um carro blindado, eles se posicionaram nos principais acessos às favelas. Não houve reação de traficantes, mas quatro homens foram detidos, dois deles com drogas.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a nova Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) vai beneficiar diretamente 10 mil pessoas que vivem nos morros da Providência, da Pedra Lisa e no Moreira Pinto. Mas, indiretamente, 600 mil pessoas que circulam no entorno da Central do Brasil vão sentir os efeitos da nova unidade.


“É uma maravilha. Do jeito quer nas outras comunidades está tranquilo, eu também espero que seja da mesma maneira aqui. Eu acho que toda a comunidade vai ficar feliz”, comentou um morador do Morro da Providência.

A ocupação desta segunda-feira faz parte da primeira etapa para a instalação da UPP no Morro da Providência. Em uma segunda fase, haverá operações de Choque de Ordem, no entorno do morro para que, em uma terceira etapa, em meados de abril, 120 policiais militares recém-formados vão trabalhar na favela.

A Providência é a favela mais antiga do estado do Rio. Começou a ser habitada ainda no fim do século 19, por soldados que voltaram da Guerra de Canudos. É considerada de extrema importância porque o raio de alcance de uma bala perdida pode atingir alvos como o Sambódromo, o Campo de Santana, a Central do Brasil e até toda a região da Zona Portuária.

“É um ponto estratégico para nós, onde temos um comando muito bom. Dá para irradiar o policiamento. No entorno, existem muitos problemas que vão ser atacados. Para nós, é importante ocupar esse espaço”, afirmou o tenente-coronel Paulo Henrique Azevedo, comandante do Bope.

Imagens feitas pela equipe de reportagem do RJTV, no início de 2010, mostram pessoas fumando crack próximo ao Terminal Américo Fontenelle. Entre os usuários, havia mulheres e crianças.

“A gente vai aproveitar para também estender para o entorno. Qualquer tipo de ilicitude que venha ocorrendo, nós vamos tentar combater. Em uma segunda fase, nós vamos nos articular com outras secretaria, municipais também, para que nós possamos trazer ordem para essa área”, concluiu o tenente-coronel Robson Rodrigues, comandante do Batalhão de Choque.

 


 

quinta-feira, 18 de março de 2010

RIO DE JANEIRO/GOVERJ/SEGURANÇA PÚBLICA - Bope testa GPS e palmtop militarizado para ações em favelas no Rio


DIANA BRITO
colaboração para a Folha Online, no Rio

Policiais do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) realizam testes há três meses com um rádio com GPS (sistema de localização por satélite), importado da Holanda e da Inglaterra, para saber a localização de criminosos e da própria tropa em favelas do Rio.
Além da tecnologia, um palmtop (computador de mão) militarizado americano também passa por testes de resistência na corporação para ser implantado em ações a partir de abril.
"A ideia é estrear o palmtop junto com o GPS e fundir tudo ao mesmo tempo. O objetivo é ter mais informações para usar menos força. A gente já fez um primeiro teste, que foi plenamente funcional, na [favela] Tavares Bastos ao lado da sede do Bope, em Laranjeiras [zona sul do Rio], onde você tem uma situação real só que controlada", afirmou à Folha Online o major Fábio Rocha Bastos Cajueiro, chefe do Centro de Comunicações e Informática da PM e um dos responsáveis pelo projeto.
O custo estimado dos rádios com GPS é de 300 mil euros, o equivalente a cerca de R$ 760 mil, já o palmtop custa em média cerca de 1.000 dólares, o que equivale a cerca de R$ 1.787. Segundo a polícia, o primeiro teste será feito em uma favela dominada pelo tráfico de drogas na zona norte do Rio.
"Com o GPS instalado em um rádio portátil você localiza os homens em um terreno. Também temos o alarme "man down", que significa homem ao chão, e você é capaz de localizar o policial ferido na região com a ajuda de um alerta que dispara pra gente. Com o equipamento, também podemos nos comunicar sussurrando, sem que ninguém escute ao redor", disse o major.
Localizador
Em viagem pela Europa com outros dois tenentes da PM, nesta semana, para pesquisar novas tecnologias, Cajueiro disse ainda que faz pesquisas de mercado sobre equipamentos de rastreamento de criminosos através de celulares e rádios.
"Não nos interessa gravar o diálogo dos criminosos, apenas queremos localizá-los no terreno. A gente sabe que é possível fazer isso. Podemos localizar eles através dos sinais dos aparelhos de celular e rádio. Queremos implantar esse sistema até o final do ano", destacou o major.
Segundo a PM, os equipamentos em teste no Rio já são usados pela aliança militar Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Os rádios com GPS devem ser usados apenas pelos policiais em áreas de conflito, enquanto que os palmtops devem ser usados pelos policiais para o registro digital das ocorrências. O objetivo é agilizar o trabalho da PM e da Polícia Civil, que teria acesso mais rápido aos casos.

 


 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

BOPE - comemora 32 anos no Pavão-pavãozinho


Há um ano, quem dissesse aos moradores do Morro Pavão-Pavãozinho que, 12 meses depois, eles estariam numa festa de aniversário do Batalhão de Operações Especiais (Bope) seria considerado fora de seu juízo perfeito. Pois foi isso que aconteceu ontem.


Enviado por Guilherme Amado - 20.1.2010| 8h00m _ Casos de Polícia - Jornal Extra


Em mais um passo da política de aproximação com as comunidades da cidade, o Bope escolheu uma favela com Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) para ser o palco da festa dos 32 anos de aniversário do batalhão.

Fliperama, rapel, mágico e clima de festa de criança atraíram cerca de cem moradores do Pavãozinho e do Cantagalo para o evento, que contou com a presença de policiais e do secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame — que distribuiu cachorros-quentes e posou para fotos com moradores.




— Indiscutivelmente, é uma vitória. O mundo não vai ficar colorido de uma hora para outra, mas está provado que é possível — comemorou ele , garantindo que os 33 anos serão em uma das comunidades que prometeu ocupar este ano.

Uma moradora, que não quis se identificar, estava na contramão da festa:

— Aí está escrito a palavra paz. Se o Bope é paz, não sei de mais nada — afirmou, referindo-se à blusa que policiais e alguns moradores usavam, com as inscrições “Bope. Há 32 anos lutando pela paz”.