Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II

terça-feira, 23 de março de 2010

RIO DE JANEIRO/GOVERJ/SEGURANÇA PÚBLICA - Traficantes não reagem à UPP no Morro da Providência



O governo do estado começou, nesta segunda-feira, a ocupação de mais um conjunto de favelas no Rio. No Centro da cidade, Providência, Pedra Lisa e Moreira Pinto vão receber a sétima UPP.


Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), com apoio do Batalhão de Choque, chegaram às 8h30. Com um carro blindado, eles se posicionaram nos principais acessos às favelas. Não houve reação de traficantes, mas quatro homens foram detidos, dois deles com drogas.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a nova Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) vai beneficiar diretamente 10 mil pessoas que vivem nos morros da Providência, da Pedra Lisa e no Moreira Pinto. Mas, indiretamente, 600 mil pessoas que circulam no entorno da Central do Brasil vão sentir os efeitos da nova unidade.


“É uma maravilha. Do jeito quer nas outras comunidades está tranquilo, eu também espero que seja da mesma maneira aqui. Eu acho que toda a comunidade vai ficar feliz”, comentou um morador do Morro da Providência.

A ocupação desta segunda-feira faz parte da primeira etapa para a instalação da UPP no Morro da Providência. Em uma segunda fase, haverá operações de Choque de Ordem, no entorno do morro para que, em uma terceira etapa, em meados de abril, 120 policiais militares recém-formados vão trabalhar na favela.

A Providência é a favela mais antiga do estado do Rio. Começou a ser habitada ainda no fim do século 19, por soldados que voltaram da Guerra de Canudos. É considerada de extrema importância porque o raio de alcance de uma bala perdida pode atingir alvos como o Sambódromo, o Campo de Santana, a Central do Brasil e até toda a região da Zona Portuária.

“É um ponto estratégico para nós, onde temos um comando muito bom. Dá para irradiar o policiamento. No entorno, existem muitos problemas que vão ser atacados. Para nós, é importante ocupar esse espaço”, afirmou o tenente-coronel Paulo Henrique Azevedo, comandante do Bope.

Imagens feitas pela equipe de reportagem do RJTV, no início de 2010, mostram pessoas fumando crack próximo ao Terminal Américo Fontenelle. Entre os usuários, havia mulheres e crianças.

“A gente vai aproveitar para também estender para o entorno. Qualquer tipo de ilicitude que venha ocorrendo, nós vamos tentar combater. Em uma segunda fase, nós vamos nos articular com outras secretaria, municipais também, para que nós possamos trazer ordem para essa área”, concluiu o tenente-coronel Robson Rodrigues, comandante do Batalhão de Choque.

 


 

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