Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

FRAUDE - Postos de gasolina são flagrados furtando combustível no Rio

As irregularidades são cometidas com o uso de sofisticado equipamento instalado nas bombas
Ludmilla de Lima



Um laboratório testou a quantidade e a qualidade do combustível de 11 postos do Rio, e em todos foram detectados problemas Ana Branco / Reprodução / TV Globo

RIO - Um sofisticado equipamento instalado em bombas de combustível vem enganando consumidores do Rio, como mostrou neste domingo o Fantástico, da TV Globo. A reportagem, que também passou por São Paulo e Curitiba, encontrou na cidade o pior caso: em um posto, não identificado pelo programa, o furto chegou a 12% do tanque de um carro popular — de um total de 50 litros de gasolina, seis não são fornecidos ao veículo. Um laboratório testou a quantidade e a qualidade do combustível de 11 postos do Rio, e em todos foram detectados problemas.

Para revelar a fraude, o Fantástico usou um tanque especial, transparente, na mala de um carro. Sem conhecimento do frentista, a gasolina usada para abastecer o veículo ia para este tanque, de 20 litros, aferido pelo Inmetro. O reservatório era, então, levado para o laboratório, que então media a quantidade em um outro recipiente, também dentro dos padrões do instituto. O máximo de erro permitido em lei é de cem mililitros para cima ou para baixo. Mas, no posto do Rio onde foi feito o maior flagrante, de 20 litros marcados na bomba, 2.410 não chegaram ao veículo da reportagem.

Em outro posto da cidade, de acordo com a reportagem, 2.310 mililitros de 20 litros foram furtados. Um repórter, já se identificando como da TV Globo, depois retornou aos dois locais e pediu que fosse feita e medição usando o recipiente do laboratório. Como a fraude é armada e desarmada por controle remoto, nas duas situações ela não voltou a ser detectada.

Placa diminui a pressão da bomba de combustível


O Fantástico mostrou que uma placa instalada dentro das bombas diminui a pressão do combustível, dando uma diferença na quantidade fornecida e a registrada pelo marcador do equipamento. A fraude é acionada por controle remoto, semelhante ao usado em sistemas de garagem.

Fonte O Globo  http://oglobo.globo.com/rio/postos-de-gasolina-sao-flagrados-furtando-combustivel-no-rio-3598415#ixzz1ixGfygEn

terça-feira, 22 de novembro de 2011

GANGUE DOS BILHETES NO RIO - Polícia do Rio desarticula quadrilha que desviava bilhetes do metrô

Policiais da Delegacia de Defraudações do Rio desencadearam, na manhã desta segunda-feira, a Operação Nos Trilhos da Lei, que visa desarticular uma quadrilha especializada em desvio de bilhetes de integração Metrô-Ônibus.


"Operação Nos Trilhos da Lei" descobre ilegalidades nas vendas de bilhetes de metrô e ônibus
Cinco pessoas que vendiam bilhetes já foram detidas e encaminhadas para a especializada e mais de 200 bilhetes desviados apreendidos até o momento.

De acordo com o delegado Gabriel Ferrando, os agentes investigam a informação de que funcionários de empresas de ônibus estariam envolvidos no desvio dos bilhetes e passando para pessoas, que venderiam por um valor menor ao usuário.

Mais de 230 bilhetes desviados e R$ 1.200 em dinheiro já foram apreendidos.
Vendido por R$ 4 nas roleta dos ônibus municipais do Rio, o bilhete ‘MetrÔnibus Expresso’, que garante integração entre coletivos e metrô, estava alimentando esquema milionário de fraude.

Um milhão de tíquetes são emitidos por mês e todos estão vulneráveis. Agentes continuam nas ruas em busca de mais suspeitos de participar do esquema, informou a polícia.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

GANGUE DO BILHETE NO RIO - Integração metrô-ônibus alimenta fraude milionária (Entenda o Golpe)

Rodoviários atravessam os bilhetes a vendedores que revendem as passagens a usuários do metrô por até R$ 2,80
POR MAHOMED SAIGG
Rio - Vendido por R$ 4 nas roleta dos ônibus municipais do Rio, o bilhete ‘MetrÔnibus Expresso’, que garante integração entre coletivos e metrô, alimenta esquema milionário de fraude. Um milhão de tíquetes são emitidos por mês, e todos estão vulneráveis. Milhares são negociados no mercado paralelo, provocando prejuízos ao metrô e às empresas de ônibus.



Nas entradas das principais estações de metrô, membros de quadrilha especializada em vender os bilhetes oferecem tíquetes, que custam R$ 4, por preço menor. Com uma câmera escondida, O DIA acompanhou, por duas semanas, o trabalho da gangue nas estações Saens Peña, São Francisco Xavier, Largo do Machado, Botafogo, Del Castilho e Estácio.
Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
No Largo do Machado, vendedor repassa bilhetes a R$ 3 a usuários que gastariam R$ 3,10 no metrô | Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
Guardas municipais e seguranças do metrô não intimidam. “Pegamos tíquetes que dão direito a viagem de metrô com o pessoal dos ônibus. Eles conseguem nos passar por R$ 2, porque, quando um passageiro paga passagem comum, de R$ 2,50, colocam mais R$ 1,50 do bolso para completar os R$ 4 do bilhete Expresso. Assim, ganham R$ 0,50 por passagem”, contou um vendedor.

Movimento dita o preço

Nas bilheterias do metrô, a viagem custa R$ 3,10. Na entrada das estações, as passagens com bilhetes desviados são oferecidas a valores de R$ 2,80 a R$ 3. “O preço depende do movimento. Na Saens Peña, onde o movimento é grande, cobramos R$ 3. Na São Francisco Xavier, passamos por R$ 2,80”, explicou outro membro da quadrilha.
Arte: O Dia
Arte: O Dia
Grupo oferece até garantia
Sua satisfação ou o dinheiro de volta. O grupo tem até estratégia de ‘marketing’ para convencer os passageiros mais desconfiados com a facilidade da passagem mais barata. Há os que ofereçam ‘garantia’.

“Garantimos a troca do tíquete ou a devolução do dinheiro se ele não passar na roleta. Quando percebemos que um passageiro está desconfiado, com medo de estarmos vendendo tíquetes falsos, acompanhamos ele até a roleta para mostrar que nosso negócio é 100% seguro”, contou uma vendedora que atua em um dos acessos da Estação Saens Peña.

Outra particularidade da quadrilha é a promoção de uma espécie de rodízio de vendedores nas estações. “É para despistar os policiais militares”, explicou um deles.

Funcionários fazem renda extra vendendo tíquetes à quadrilha
A rentabilidade deste comércio ilegal de bilhetes de integração Expresso atrai cada vez mais rodoviários. “Todo mundo quer ganhar um dinheirinho a mais. E, neste caso, ninguém acha que está cometendo um crime, pois completamos os R$ 4 que são o valor da integração”, argumentou um rodoviário que preferiu não se identificar.

“Os empresários ficam furiosos porque, às vezes, acontece de um ônibus voltar para a garagem no fim do dia como se só tivesse levado passageiro de integração. Isso é um prejuízo enorme pra eles”, ressaltou.

A Fetranspor informa que faz verificações rotineiras sobre possíveis fraudes para coibir más práticas e confia na ação das autoridades policiais. Caso se confirme o envolvimento de funcionários, haverá punições, de acordo com a lei.

Bilhete de papel dificulta rastrear e calcular perdas

O bilhete da integração é feito de papel, dificultando o rastreamento pelas empresas de ônibus e pelo Metrô Rio. “Todo mês recebemos cerca de um milhão de bilhetes de integração Expresso. Vamos iniciar uma investigação para tentar frear esse derrame de tíquetes negociados de maneira irregular”, anunciou o diretor de Relações Institucionais do Metrô, Joubert Flores.

Preocupados, os empresários desconhecem a dimensão do impacto financeiro que a fraude representa. Pelas viagens feitas com o bilhete Integração Expresso, cujo valor é R$ 4, tanto ônibus quanto o metrô recebem R$ 2 cada.

PREJUÍZO
Com a fraude, as empresas de ônibus perdem R$0,50 por passagem. Já o MetrôRio deixa de receber R$ 1,10 a cada integração, já que a tarifa comum do metrô custa R$ 3,10

   

GOLPE - Polícia encontra mais dispositivos para furtar envelopes em bancos

Armadilhas estavam em 24 caixas eletrônicos de Uberlândia, diz PM.
Orientação é para que clientes lesados procurem agências bancárias.
           
Do G1 Triângulo Mineiro
Armadilha instalada nos caixas eletrônicos (Foto: Reprodução/ TV Integração)
Armadilha instalada nos caixas eletrônicos
(Foto: Reprodução/ TV Integração)

A operação de captura dos criminosos que espalharam armadilhas para furtar envelopes de depósitos em várias agências bancárias de Uberlândia continua. De acordo com o tenente Maury, da Polícia Militar, até este domingo (20) foram encontrados dispositivos em 24 caixas eletrônicos, em cinco agências diferentes. Até este sábado haviam sido localizados 17. Também foi recolhido neste domingo, R$1.700 em dinheiro e um cheque no valor de R$600. Os envelopes e o dinheiro serão encaminhados para a Polícia Civil.
saiba mais

De acordo com o cabo da PM, Vanderlei Pereira Junior, a ação foi descoberta depois que o cliente de um banco percebeu algo errado no caixa. Os bandidos usavam um dispositivo para furtar os envelopes com dinheiro depositado por clientes em caixas eletrônicos.
Na primeira agência na qual foi identificado o dispositivo, ele foi encontrado em todas as máquinas. “Quando ele tentou efetuar um depósito não recebeu o comprovante e chamou a polícia”, acrescentou o PM.
A Polícia Militar informou que este tipo de crime tem se tornado comum na cidade e orientou para que os clientes que se sentirem lesados procurem suas agências

Fonte G1  http://t.co/Fbuqp6JM

terça-feira, 8 de novembro de 2011

GOLPE DO BOI GORDO - Justiça leiloa duas propriedades da massa falida Boi Gordo

A empresa atraiu milhares de investidores na década de 1990 com a promessa de dinheiro fácil.
 


A Justiça leiloou nesta segunda-feira (7) duas propriedades da empresa Boi Gordo, que atraiu milhares de investidores na década de 1990 com a promessa de dinheiro fácil.

“R$ 2,22 milhões, R$ 2,23 milhões”. Ninguém esperava uma disputa tão grande. Duas fazendas da Boi Gordo, em Mato Grosso, foram arrematadas pelo valor total de R$ 3,81 milhões, quase 80% a mais do que o lance inicial.

O fazendeiro Hamilton Sessin ficou com uma delas e já imagina quanto vai lucrar: “Em dois anos e meio, mais ou menos uns R$ 400 mil”, conta.

O sucesso do leilão foi comemorado pela associação que reúne seis mil credores das fazendas reunidas Boi Gordo, que espera resultado parecido nos próximos leilões: “Vai fazer com que os ativos possam quase dobrar de valor em relação às avaliações”, explica José Luiz Garcia, presidente da associação dos lesados pela Boi Gordo.

No fim dos anos 1990, a Boi Gordo atraiu investidores prometendo ganhos de 42% em um ano e meio, bem acima da media do mercado. A empresa faliu em 2004, deixando uma dívida hoje calculada em R$ 3 bilhões. Ao todo, 30 mil investidores ficaram no prejuízo.

Sete anos depois de a Justiça decretar a falência da Boi Gordo, nenhum centavo foi pago aos credores. Os investidores são os últimos da fila. A expectativa agora é que eles esperem pelo menos dois anos para receber parte do dinheiro.
Vale a regra da antiga lei de falências: a primeira fatia do bolo, cerca de R$ 35 milhões, vai ser distribuída entre ex-funcionários, provavelmente a partir do meio do ano que vem, segundo o síndico da massa falida, Gustavo Sauer. Ainda em 2012, a ideia é pagar as dividas com o governo e o INSS, que devem abocanhar outros R$ 100 milhões. O que sobrar vai ficar com os investidores, mas só a partir de 2013.

“Resta a ele o consolo de que será o único credor de empresa que operava nesse mercado que receberá alguma coisa”, afirma Gustavo Sauer.

Isso se for vendida a joia da coroa, a fazenda Realeza do Guaporé, em Mato Grosso, do tamanho da cidade de São Paulo, com valor estimado em pelo menos R$ 100 milhões.

“O investidor terá talvez 10% do valor restituído, do valor que ele investiu em 2001”, afirma Paulo Cunha, coordenador da Associação dos Investidores da Boi Gordo.

“Para o investidor, a lição que fica é assim: quando a oferta é muita, a gente desconfia do santo”, diz Eronides Santos, promotor de Justiça de Falência. 

domingo, 11 de abril de 2010

GOLPE - Efeito "jovem viúva" surpreende o INSS


da Reportagem Local


Hoje na Folha O casamento entre mulheres jovens e trabalhadores mais velhos ou já aposentados passou a ser um dos nós da Previdência Social brasileira, que hoje concede por ano 30 mil pensões para beneficiários de casamentos em que a diferença de idade era superior a dez anos, informam Julianna Sofia e Andreza Matais em reportagem na Folha deste domingo (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Segundo o Ministério da Previdência, atualmente 605 viúvas de 15 a 19 anos recebem pensão por morte. Os números levantam a suspeita de que podem estar ocorrendo casamentos forjados para assegurar às famílias a manutenção do benefício após a morte do aposentado. A cada ano, as novas concessões para jovens viúvas aumentam em R$ 280 milhões os gastos da Previdência, considerando o atual valor médio dos benefícios: R$ 713,14.
No total, são concedidas por ano aproximadamente 360 mil pensões por morte. O segmento já representa 30% dos 23,5 milhões de beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Esses benefícios por morte consomem R$ 50 bilhões por ano.
"A concessão de pensões a casais com diferença superior a dez anos já representa um mês por ano do total de benefícios concedidos desse tipo. Essas pensões terão longa duração, sem contar a diferença de cinco anos que a mulher vive a mais que o homem", disse à Folha Helmut Schwarzer, dias antes de deixar o cargo de secretário de Previdência Social.

 


 

quinta-feira, 1 de abril de 2010

UTILIDADE PÚBLICA/GOLPE - NOVÍSSIMO golpe do telefone

Um sujeito, liga para sua casa e se identifica como Policial (delegado). Alega estar recebendo ameaças por telefone e que o número registrado na bina é o seu. Ele, então, sugere que sua linha foi clonada, e ACONSELHA você, a solicitar um reparo à sua operadora... E diz que vai ligar mais tarde,para saber se você fez a solicitação. Em caso afirmativo (se você fez a reclamação à operadora), você está lascado, porque no dia seguinte, ele estará na sua casa com uniforme e crachá da firma operadora. Daí em diante, você será presa fácil para ele, que entrará em sua casa sem esforço algum. Se receber essa ligação, não solicite o reparo e dê queixa imediatamente à Polícia.
Se ele voltar a ligar,
diga que já comunicou à polícia e que fez um BO(boletim de ocorrência).
SEJA SOLIDÁRIO, REPASSE!


 

 

sábado, 20 de março de 2010

DENÚNCIA - Empresa com histórico de golpes contra o Estado foi contratada pelo Ministério do Trabalho

CGU a proibiu de prestar serviços ao governo

Alana Rizzo
Thiago Herdy


Publicação: 21/03/2010 07:00



O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) contratou para o atendimento no call center uma empresa que aplicava diversos golpes contra a administração pública. Recentemente, a Higiterc — Higienização e Terceirização Ltda. foi declarada inidônea pela Controladoria-Geral da União (CGU). Um processo administrativo apurou o envolvimento de laranjas (1) nos contratos de mão de obra terceirizada. A sanção foi publicada no fim de fevereiro deste ano. A empresa está proibida de prestar serviços para o governo federal nos próximos cinco anos. Em 1º de março, o MTE firmou um contrato emergencial com a Apecê até que uma nova licitação seja realizada.

O contrato nº 36/2009, no valor de R$ 1,89 milhão, foi celebrado em 6 de novembro para a “prestação de serviços de atendimento receptivo” e deveria durar até 5 de novembro deste ano. A empresa, no entanto, pediu a rescisão amigável depois que uma decisão da Justiça do Trabalho penhorou capital e recebimentos da empresa. Na sentença, o juiz considerou a Higiterc sucessora de outra empresa. Uma liminar determinou que os valores sejam usados pelo ministério para o pagamento dos funcionários terceirizados. Os empregados denunciam, entre outras coisas, que estão com salários atrasados e ainda não receberam os acertos referentes à rescisão contratual.

Sem rastro
A Higiterc Higienização e Terceirização Ltda. funcionava em três salas de um prédio comercial na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Entretanto, segundo o porteiro, há cerca de 20 dias os responsáveis desocuparam os imóveis, sem deixar qualquer rastro, como novo endereço ou telefone para contato. A orientação dada pelos antigos inquilinos ao porteiro é não aceitar correspondências levadas por funcionários dos Correios e informar que a empresa não existe mais.

A Higiterc tem cadastro ativo como fornecedora do governo de Minas Gerais válido até setembro deste ano. O site da empresa, informado no cadastro, não existe. O nome citado como responsável pelas informações repassadas ao setor de compras do governo de Minas é de Ricardo Silva Franco de Albuquerque, de 31 anos. Ele também é mencionado como um dos representantes legais da empresa. Até meados do ano passado, vivia em uma casa simples, de tijolo e teto de amianto, construída nos fundos de um terreno em um bairro de classe média baixa de Belo Horizonte. Segundo a família, ele mudou-se e não informou o novo endereço ou telefone.

1 - No lugar de outra
O termo laranja costumeiramente designa uma pessoa que assume ou é forçada a assumir a culpa no lugar da verdadeira responsável pela ação. No jargão policial, simboliza quem acoberta crimes como tráfico, homicídio, violência sexual, roubo e outros. No universo político, refere-se a pessoas ou a empresas que cumprem o papel de “fachada” para que outras cometam irregularidades e ilicitudes.

Como um órgão fiscalizador contrata uma empresa enrolada como essa, que já tinha tido problemas com outros órgãos da administração pública?”
Lula Torres, diretor do Sinttel

Sempre viajando

“O Ricardo passa a maior parte do tempo viajando, seja para Brasília ou para cidades do interior de Minas Gerais. Ele não fala nada do que se refere ao trabalho dele com a gente”, afirmou uma mulher que se apresentou como irmã mais velha de Ricardo Silva, mas que não quis dizer o nome. Segundo ela, desde quando se mudou, o irmão aparece de vez em quando na casa, apenas para visitar a mãe e os amigos mais próximos. Os outros responsáveis legais da empresa, Marta Pereira dos Santos e Elias Gomes de Araújo, não foram localizados pela reportagem. Os dois são sócios de uma outra empresa: a Megassíndico Profissionais.

O Sindicato dos Trabalhadores de Empresas de Telecomunicações (Sinttel) critica a seleção da empresa pelo Ministério do Trabalho. “Como é que um órgão fiscalizador contrata uma empresa sabidamente enrolada como essa, que já tinha tido problemas com outros órgãos da administração pública?”, questiona o diretor do Sinttel, Lula Torres. Segundo ele, a empresa participou de um pregão eletrônico oferecendo um preço vantajoso, já que reduziu significativamente os salários dos atendentes. “Passou de R$ 900 para R$ 600 com a Higiterc”, denuncia. (AR)