Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quarta-feira, 11 de abril de 2012

DELTA NO GDF - Assessor é demitido por favorecimento em contratos do GDF de R$ 470 milhões


Assessor de Agnelo deixa cargo após ser citado em grampo da PF
Claudio Monteiro nega ter favorecido grupo ligado a Carlinhos Cachoeira.
Gravação feita em 2011 foi revelada pelo Jornal Nacional nesta terça-feira.

Do G1 DF
 



O chefe de gabinete do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, Claudio Monteiro, anunciou sua saída do cargo na noite desta terça-feira (10). O anúncio ocorre depois de o Jornal Nacional, da TV Globo, revelar trechos de gravações feitas pela Polícia Federal que apontam a suposta ligação de Monteiro com o grupo de Carlinhos Cachoeira, suspeito de comandar esquema de jogo ilegal em Goiás.

Monteiro disse que ligou para o governador logo após a exibição da reportagem do Jornal Nacional e que Agnelo aceitou sua saída. Segundo Monteiro, o governador teria deixado aberta a possibilidade de ele retornar ao cargo após o fim das investigações, uma vez provada sua inocência no caso.

“A pior coisa que tem é você ser premido pelo cargo e impossibilitado de tomar um conjunto de providências. Eu tinha dois cargos que acumulava aqui – chefe de gabinete e secretário-executivo da Copa. Meu nome foi levado a isso por pessoas com quem não tenho contato”, disse ao G1.

Na gravação, dois integrantes da quadrilha discutem o pagamento de uma mesada para ter benefícios em contratos milionários no setor de limpeza pública. Monteiro nega ter favorecido o grupo.

Ele disse que pretende processar a PF e as pessoas que o citaram na gravação. “Ou a Polícia Federal apurou e aquilo não foi praticado ou apurou e não tomou providencia, o que é prevaricação.”
A pior coisa que tem é você ser premido pelo cargo e impossibilitado de tomar um conjunto de providencias. Eu tinha dois cargos que acumulava aqui – chefe de gabinete e secretário- executivo da Copa. Meu nome foi levado a isso por pessoas com quem não tenho contato"
Claudio Monteiro, que anunciou sua saída da chefia de gabinete do governador do DF, Agnelo Queiroz

A gravação mostra o diálogo entre o então diretor da Construtora Delta na região Centro-Oeste, Claudio Abreu, para Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, um dos principais auxiliares de Carlinhos Cachoeira.

Segundo a polícia, os dois falam sobre a nomeação de um aliado da quadrilha na direção do Serviço de Limpeza Urbana de Brasília (SLU), área de interesse da Delta. Eles citam dois nomes: Marcelão, que seria o ex-assessor da Casa Militar do GDF, Marcello Lopes, e Claudio Monteiro.

O trecho indica a suposta indicação de João Monteiro para a direção do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) do Distrito Federal. Segundo a investigação, Dadá e Claudio Abreu acertam o pagamento de R$ 20 mil mais uma mesada mensal de R$ 5 mil a Claudio Monteiro pela indicação do nome de interesse do grupo para o cargo no SLU.

“Não tenho nenhuma participação na indicação de João Monteiro para o SLU. Mesmo tendo o mesmo sobrenome, não é meu parente”, disse Claudio Monteiro.

A PF não comprovou se o chefe de gabinete do GDF recebeu o dinheiro. A apuração da polícia indica que a quadrilha esperava que João Monteiro facilitasse negócios da Delta na coleta de lixo do DF. João Monteiro foi exonerado do SLU no fim de março.

VEJA TAMBEMPM de Goiás solicita à Justiça cópia do inquérito da Operação Monte CarloEm GO, escutas revelam influência de Cachoeira na Secretaria de EducaçãoDefesa pede à Justiça remoção de Cachoeira de presídio em Mossoró

Claudio Monteiro admitiu ter recebido no final do ano de 2011 o diretor da Delta, mas negou envolvimento com irregularidades. “Eu recebi pessoas para tratar sobre o aterro, o lixão. Recebi um diretor regional de uma empresa conceituada, não recebi qualquer um, não. Na função de servidor público, recebi um diretor de uma empresa. Não recebi nenhum bandido, nenhum malfeitor”, afirmou.

Contratos Atualmente, a Delta tem dois contratos na área de limpeza pública do DF, no valor total de R$ 470 milhões. Os contratos foram fechados antes de Agnelo assumir o GDF.

O ex-diretor do SLU, João Monteiro, disse que nunca teve contato com a quadrilha nem facilitou negócios para a empresa Delta. A Delta declarou não ter qualquer relação imprópria com João Monteiro e reafirmou que afastou Claudio Abreu por causa das ligações com Cachoeira.

Marcello Lopes não comentou as denúncias. O advogado de Idalberto Matias de Araújo disse que só vai se pronunciar quando tiver acesso ao inquérito.

Claudio Monteiro disse que vai à Justiça pedir reparação. “Abri mão de meus sigilos bancário, fiscal e telefônico. Agora espero resposta da Justiça”, disse. “Livre da função, eu posso buscar as barras da Justiça para processar quem eu acho que deve ser processado, para que provem as acusações que fizeram contra mim.”



Fonte G1

quinta-feira, 29 de março de 2012

QUADRILHA NA SAUDE - Ministério Público do Rio denuncia irregularidades em licitações em Nova Friburgo

Douglas Corrêa
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro
- O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou à Justiça a ex-secretária Municipal de Saúde de Nova Friburgo e ex-presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Jamila Calil Salim Ribeiro. Ela foi denunciada pelos crimes de formação de quadrilha, dispensa ilegal de licitação e peculato por ter se beneficiado da situação de calamidade pública na região serrana provocada pela tragédia de janeiro de 2011.

Outras sete pessoas também foram denunciadas na mesma ação, acusadas de terem se aproveitado da situação de calamidade para contratar obras e serviços em unidades de saúde de forma fraudulenta e desviar recursos públicos. A denúncia foi encaminhada pela Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Nova Friburgo, que também requereu a quebra do sigilo bancário e fiscal dos acusados, deferida hoje (28) pela 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro.

Também estão denunciados no processo o ex-diretor Financeiro da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Carlos Alberto da Rocha; o ex-chefe do Serviço de Manutenção da FMS, José Antônio Nery; o ex-gerente de Patrimônio da fundação, Idenilson Moura Rodrigues; o representante da empresa Marzzano Empreiteira, Carlos Alberto Marzzano; e os empresários Carlos Moacyr de Oliveira, Antônio Carlos Thurler e Eliasib Alves de Souza.

A denúncia, ajuizada no dia 22 deste mês, aponta irregularidades na reforma de laboratório, refeitório e cozinha do hospital municipal Raul Sertã e, também, na reforma da Unidade Básica de Saúde Ariosto Bento de Mello. “Todas as irregularidades foram dolosamente ignoradas pelos denunciados em conluio com os empresários”, aponta trecho da denúncia.

As penas para os crimes referidos na denúncia, somadas, variam de 14 a 42 anos de prisão.

No dia 10 de fevereiro, a justiça já havia deferido a indisponibilidade dos bens da ex-secretária municipal de Saúde e dos demais funcionários com base em duas ações civis públicas que estão em andamento na 1ª Vara Cível da Comarca de Nova Friburgo.



Fonte Agência Brasil

quinta-feira, 22 de março de 2012

SAÚDE NO RIO - Brasil Sul, empresa CONDENADA por FRAUDE, deixou hospital sem cirurgia e com cobertor sujo, mesmo assim Contrato foi renovado

Condenações por fraude não impediram renovação de contratos com órgãos públicos
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POR Mahomed Saigg
Pamela Oliveira
Rio - A farra com o dinheiro da saúde pública nos hospitais do Rio provoca até cancelamento de cirurgias por falta de roupas limpas para médicos e pacientes. Relatório da Controladoria Geral da União aponta fornecimento de “cobertores velhos, rasgados e alguns até com mau cheiro” no Hospital Federal dos Servidores do Estado, na Saúde. O serviço é feito por empresa cujo ex-dono foi condenado por fraudes em licitação e, mesmo assim, continua a ter contratos com o poder público.

Fiscais da Controladoria Geral da União esmiuçaram serviço de lavanderia do hospital |
Foto: Marcelo Régua / Agência O Dia

A responsabilidade pela lavanderia no Hospital dos Servidores é da Brasil Sul Indústria e Comércio Ltda., contratada para garantir a entrega de roupas limpas. Investigada por fraudes em licitação, a empresa nunca deixou de lucrar com contratos firmados com governos municipal, estadual e federal. Só ano passado, faturou R$ 15 milhões em serviços prestados a órgãos públicos.

A inspeção da Controladoria nos serviços de lavanderia foi realizada entre junho e julho do ano passado. A devassa foi solicitada pelo Ministério da Saúde diante de suspeitas de irregularidades

Trecho do relatório da CGU que investigou os serviços, prestados entre janeiro de 2009 e junho de 2011, destaca depoimento de chefe de um setor do hospital: “as roupas que são entregues nesta unidade diariamente não são suficientes para atender às necessidades mínimas e já ocorreu suspensão de cirurgias”. Ele se diz “envergonhado de encaminhar tais peças (os cobertores fedorentos) aos pacientes internados”.

Foto: Reprodução

Um de seus ex-donos, o empresário Altineu Pires Coutinho, é pai do deputado estadual Altineu Cortes (PR) e foi condenado pela 4ª Vara Federal Criminal em julho de 2009 por formação de quadrilha, corrupção ativa e fraude em licitação pública em serviços de lavanderia para hospitais. A sentença foi confirmada em fevereiro, pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

Hoje, Altineu não faz parte do quadro societário da Brasil Sul, que pertence a Raphael Cortes Freitas Coutinho e Gabriel Cortes Freitas Coutinho, filhos dele.

Foto: Reprodução

Sentenças na Justiça deveriam impedir participação em licitações
Apesar de as possibilidades de recurso ainda não terem se esgotado, as decisões da Justiça Federal deveriam servir para impedir que empresas condenadas por envolvimento com fraudes fossem recontratadas. Este é o entendimento do procurador da República Carlos Alberto Aguiar, que atuou no caso, e de especialista em Direito.

Para Aguiar, estado, município e União deveriam proibir a participação destas empresas em licitações até a decisão final da Justiça: “Os gestores, que têm a função de zelar pelo dinheiro público, poderiam e deveriam ter incluído as empresas num cadastro para que não participassem de licitações públicas até a decisão final”.

Professor de Direito Constitucional da Faculdade de Direito da PUC de São Paulo, Luiz Tarcísio Teixeira, apoia o procurador. “Uma decisão de segunda instância já é suficiente para o poder público determinar que as empresas não participem de licitações”.

“Nesta questão do trânsito em julgado, a tendência é flexibilizar. Até a decisão final, estas empresas se beneficiam da demora do Judiciário. A condenação aponta para fraude grave em licitação com formação de quadrilha e corrupção”, ressalta Tarcísio.

Quatro investigadas somam R$ 69 milhões em contratos
Além da Brasil Sul, as empresas Ferlim Serviços Técnicos, Lido Serviços Gerais Ltda e Prolav Serviços Técnicos Ltda tiveram seus donos condenados por formação de quadrilha, fraude em licitação e corrupção após a ‘Operação Roupa Suja’, deflagrada em 2005.

Juntas, elas lucraram, só no ano passado, o total de R$ 69 milhões em contratos com os governos estadual, municipal e a União em serviços gerais e de lavanderia em unidades públicas de saúde.

Na sentença de julho de 2009, o juiz federal Vlamir Magalhães, da 4ª Vara Federal Criminal, determinou que cópias fossem remetidas à Advocacia Geral da União e às Procuradorias do Estado e Município para que fossem “cientificados os responsáveis pela manutenção de cadastros de licitantes sobre o teor desta sentença”.

Através de seus advogados, a Brasil Sul e a Lido alegaram que não podem ser impedidas de participar de licitações públicas sem uma condenação em última instância. Já os advogados da Ferlim não comentaram as denúncias.


Fonte O Dia

terça-feira, 20 de março de 2012

JOGO ILEGAL - Procuradoria denuncia Carlinhos Cachoeira e mais 80 pessoas

FERNANDO MELLO
DE BRASÍLIA
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O Ministério Público Federal em Goiás ofereceu denúncia à Justiça Federal contra Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e mais 80 pessoas, por envolvimento em uma suposta quadrilha desarticulada pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal.
Segundo a Procuradoria, o grupo era encabeçado por Carlinhos Cachoeira e explorava direitos dos pontos de jogos caça-níquel em Goiânia e no entorno de Brasília, onde as máquinas estavam clandestinamente instaladas. O negócio se mantinha com apoio de policiais militares, civis e federais.
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"Esses agentes organizavam pseudoatuações, simulações de trabalhos policiais, tudo para conferir impressão de enfrentamento ao crime, ou, em outros casos, eram utilizados para eliminação de concorrentes e desarticulação de pessoas que se afastavam do controle e orientação do grupo, viabilizando um domínio territorial rígido, de longo prazo e cartelizado da atividade, monopolizando-a em todo o estado", aponta a denúncia.
Com 205 páginas, a peça acusatória trata de crimes como formação de quadrilha armada, corrupção, peculato e violação de sigilo perpetrado por servidores públicos federais, estaduais e municipais.
"Os gastos operacionais para manutenção do esquema --como reparos de máquinas caça-níqueis, aluguéis, vantagens indevidas a servidores públicos-- eram uma espécie de investimento, uma vez que o objetivo era que o negócio girasse, ajudando em sua manutenção e, em consequência, viabilizando a racionalização da atividade, a conferir, assim, características empresariais à organização", assinalam os procuradores da República Daniel de Resende Salgado, Lea Batista de Oliveira e Marcelo Ribeiro de Oliveira, responsáveis pela denúncia.
Caso seja condenado, Cachoeira, que está preso no presídio federal de Mossoró (RN), poderá ser condenado a pena superior a 30 anos, segundo a Procuradoria.
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O OUTRO LADO
A Folha ainda não conseguiu contato com os advogados de Cachoeira.
Eles têm defendido a inocência do acusado e afirmado que a prisão dele foi "superdimensionada", por se tratar de contravenção e não crime.

Fonte Folha
   

sábado, 10 de março de 2012

MÁFIA DA MERENDA PAULISTA - Promotoria denuncia 35 acusados de envolvimento

Entre os acusados, estão empresários e o secretário de Saúde de SP, Januário Montone

Marcelo Godoy e Fausto Macedo, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou nesta sexta-feira, 9, 35 acusados de envolvimento na chamada máfia da merenda, como é conhecido o grupo de empresas que teria formado um cartel e uma quadrilha para fraudar licitações para o fornecimento de merenda escolar. O grupo ainda é acusado de corromper políticos e funcionários públicos, além de lavar o dinheiro da organização criminosa.



Jonne Roriz/AE
Secretário de Saúde de SP é acusado de receber R$ 600 mil de propina

Entre os acusados estão os empresários Eloízo Afonso Gomes Durães e Geraldo João Coan e o secretário de Saúde da cidade de São Paulo, Januário Montone. Todos negam as acusações. Incluído entre os acusados por causa de sua atuação quando era secretário de Gestão (governos Serra e Kassab), Montone é acusado de receber R$ 600 mil de propina do cartel da merenda.
Durante as investigações, ele teve seus sigilos bancário e fiscal quebrados pela Justiça depois da apreensão de memorandos internos da empresa SP Alimentação - a maior do ramo, de propriedade de Durães. Neles, segundo os promotores do Grupo Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (Gedec), havia a indicação de dois pagamentos em agosto de 2007 de R$ 50 mil a Montone. Só em 2007, ele teria recebido R$ 600 mil.

Os supostos pagamentos de propinas para a Prefeitura de São Paulo efetuados pela máfia da merenda teriam começado em 2003, durante a gestão de Marta Suplicy (PT). De agosto de 2003 a fevereiro de 2004, documentos apreendidos pelo Gedec mostram que foram pagos R$ 1,2 milhão de propinas para corruptos que trabalhavam na Secretaria Municipal de Abastecimento de São Paulo. Na primeira quinzena de 2004, foram pagos R$ 242 mil em propinas.

Fraudes. O esquema, segundo a denúncia, começou a ser articulado pelas empresas do setor, que formaram um cartel para impedir a concorrência no mercado. Por meio de lobistas, convenciam candidatos a prefeito e prefeitos a terceirizar o fornecimento de merenda escolar para as escolas. Em vez de garantir eficiência e um custo menor, a medida significava um aumento médio de 30% dos valores gastos pelos municípios com a merenda, pois o cartel impedia a concorrência.

O aumento dos gastos não se devia, de acordo com a acusação, a uma melhoria na qualidade dos alimentos. Pelo contrário: uma das formas de a máfia da merenda ganhar dinheiro era justamente o fornecimento de alimentos de péssima qualidade para as crianças. As empresa ainda superfaturavam o número de refeições fornecidas ou deixavam de entregar o que era devido para aumentar seus lucros. Era por meio dessas fraudes que os acusados arrumariam o dinheiro para pagar as propinas em 57 cidades de 9 Estados. Além de São Paulo, os promotores citam na denúncia pagamentos de propina para outros 22 municípios do Estado.

O dinheiro saía das empresas da merenda por meio da compra de notas fiscais frias de empresas fantasmas. Parte dele era depositado em contas bancárias de laranjas e das empresas fantasmas - no endereço de uma delas funcionava uma igreja evangélica em Indaiatuba (SP).
Fonte Estadao

    

sábado, 25 de fevereiro de 2012

CASSADO - Prefeito de Limeira é cassado por suspeita de lavagem de dinheiro

A Câmara Municipal de Limeira (151 km de São Paulo) cassou, no final da noite desta sexta-feira (24), o mandato do prefeito Sílvio Félix (PDT).
Por 10 votos a 4, ao fim de sessão tumultuada que começara no dia anterior, os vereadores rejeitaram relatório de comissão processante da própria Casa que havia isentado o pedetista de envolvimento em suspeitas de enriquecimento ilícito envolvendo seus familiares.

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Votaram a favor da cassação os vereadores Carlinhos Silva (PDT), Carlos Rossler (PRP), Eliseu Daniel (DEM), João Alberto dos Santos (PSB), Mário Botion (PMDB), Miguel Lombardi (PR), Paulo Hadich (PSB), Antonio Braz (PDT), Raul Nilsen Filho (PMDB) e Ronei Martins (PT).
Já os vereadores Almir Pedro dos Santos (PSDB), Iraciara Bassetto (PV), Nilce Segalla (PTB) e Silvio Brito (PDT) votaram contra a cassação de Félix, envolvido em crise política desde novembro passado, quando operação do Ministério Público prendeu 12 pessoas, entre elas sua mulher, Constância Silva, e os filhos Maurício e Murilo.
Os três familiares de Félix cumpriram prisão temporária de cinco dias e foram soltos. Ao deixarem a delegacia da cidade, os filhos do agora prefeito cassado chegaram a ser agredidos por moradores.
Entre os crimes em investigação por promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) estão formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e sonegação fiscal. Segundo a Promotoria, a mulher de Félix é dona de uma holding de empresas suspeitas, como uma produtora de vídeo cujos proprietários são um pedreiro e um marceneiro.
De acordo com dados divulgados pela Promotoria à época das prisões, o patrimônio somado dos suspeitos, em imóveis e bens, alcançava R$ 21 milhões. Cinquenta imóveis do grupo foram embargados pela Justiça em Limeira e em outras cidades, como São Paulo, como medida preventiva para eventual ressarcimento aos cofres públicos em caso de comprovação de desvios.
O prefeito cassado nega as denúncias. Na sessão desta sexta na Câmara, o advogado José Roberto Batochio, um dos representantes do pedetista, sustentou que as denúncias não envolvem seu cliente e que "suspeita não é motivo para condenação".
A Promotoria apura desde junho de 2011 suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo familiares de Félix -entre os quais a sua mulher, Constância Silva, e os filhos Maurício e Murilo.
A sessão desta sexta na Câmara foi acompanhada por dezenas de pessoas, a maior parte delas manifestantes pró-cassação. Ao final da votação, houve festa com fogos e carro de som, e vereadores que votaram pela cassação chegaram a ser carregados pelo público presente.

AFASTAMENTO
Após a operação que culminou na prisão dos suspeitos em novembro passado, a Câmara Municipal de Limeira instaurou, ainda naquele mês, uma Comissão Processante para investigar a eventual participação de Félix no episódio.
Os vereadores da cidade aprovaram então o afastamento do prefeito enquanto durassem as investigações. Félix se manteve no cargo até meados de janeiro deste ano por força de uma liminar (decisão judicial provisória). Uma decisão posterior, porém, avalizou o afastamento provisório do prefeito, e com isso Orlando Zovico (PDT), o vice, assumiu a administração de Limeira. Zovico deverá assumir o posto de forma definitiva nos próximos dias.
No ultimo dia 13, dando continuidade à apuração do caso, promotores do Gaeco vistoriaram o gabinete do prefeito cassado e também do atual titular, o pedetista Zovico, que na ocasião declarou ter colocado a administração à disposição do Ministério Público "caso tenha ocorrido alguma irregularidade".

Fonte Folha
   

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

FALECIMENTO - Morre em São Paulo a empresária Eliana Tranchesi

Morre em São Paulo a empresária Eliana Tranchesi
Por vários anos Eliana comandou a Villa Daslu, butique de luxo na zona sul da capital paulista

Ricardo Valota e Pedro da Rocha, do estadão.com.br


SÃO PAULO - Morreu na madrugada desta sexta-feira, 24, aos 55 anos, vítima de complicações causadas pelo câncer, a empresária Eliana Maria Piva de Albuquerque Tranchesi. Eliana Tranchesi, como a empresária era conhecida no mundo fashion, estava internada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O enterro deve ocorrer na tarde desta sexta-feira no Cemitério do Morumbi. A assessoria do hospital só divulgará detalhes do falecimento de Eliana mediante autorização da família.

Veja também:
Fundo Laep compra Daslu por R$ 65 milhões 
 


Juan Guerra/AE
Empresária já havia retirado tumor de um dos pulmões em 2006

A empresária, que comandou por muitos anos a Villa Daslu - butique multimarcas que abrigou um dia as grifes mais luxuosas do mundo em um portentoso prédio neoclássico na Marginal Pinheiros, em São Paulo - em 2006 chegou a retirar um tumor de um dos pulmões e já passava por sessões de quimioterapia e radioterapia.

A empresária foi presa em março de 2009 pela Polícia Federal após ser condenada a 94 anos e seis meses de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, fraude em importações e falsificação de documentos. A sentença foi proferida juíza da 2ª Vara Federal de Guarulhos, Maria Isabel do Prado, e inclui ainda o irmão de Eliana, Antonio Carlos Piva de Albuquerque, diretor financeiro da empresa na época dos fatos, e Celso de Lima, dono da maior das importadoras envolvidas com as fraudes, a Multimport.

No mesmo dia, os advogados de defesa da empresária chegaram a divulgar um relatório médico sobre o estado de saúde de Eliana, que fazia tratamento no mesmo hospital onde ela faleceu. O documento, assinado pelo oncologista Sérgio Daniel Simon, afirmava: "A Sra. Eliana Maria Piva de Albuquerque Tranchesi encontra-se sob meus cuidados médicos desde março de 2009. A paciente é portadora de Adenocarcinoma de Pulmão com metástases em coluna lombo-sacra e por esse motivo encontra-se em tratamento radioterápico e quimioterápico. A paciente recebeu dose de quimioterapia em 21 de março de 2009 com as drogas Alimta, Carboplatina e Avastin.

Na fase em que se encontra atualmente, a paciente necessita de cuidados médicos diários, para a aplicação subcutânea de medicação e controle de exames de sangue. Devido ao uso de quimioterapia, a paciente tem alto risco de infecção generalizada, motivo pelo qual está recebendo medicação diária. Além disso, o uso de Avastin aumenta o risco de crises de hipertensão arterial e sangramento, e também necessitam de atenção médica continuada. Por esses motivos, creio que a mesma não deva permanecer em prisão comum, sendo mais seguro a prisão domiciliar com os cuidados médicos apropriados".


Fonte Estadão
    

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

OPERAÇÃO MEDULA 3 - Quadrilha que desviava remédios de combate ao câncer é desmantelada

Grupo desviava medicamentos de alto valor da rede pública e drogas eram revendidas em farmácias e clínicas particulares
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Diego Zancheta e Solange Spigliatti
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Atualizado às 12h55

Veja também:
TJ suspende ação que denunciou fraude em conjunto hospitalar


São Paulo, 2 -Uma quadrilha que desviava medicamentos para tratar câncer e reumatismo da rede estadual de saúde e que teria causado prejuízo de R$ 10 milhões só em 2011 é o alvo da Operação Medula 3, desencadeada pelo Ministério Público e Polícia Civil na madrugada dessa quinta-feira, 2. Foram presas 12 pessoas.

O grupo, que atuava em São Paulo e no Rio de Janeiro, desviava caixas de remédios que custavam entre R$ 6 mil e R$ 8 mil. As drogas de alto custo eram revendidas por farmácias e clínicas particulares da Grande São Paulo, do interior do Estado e do Rio de Janeiro por preços inferiores.

Em São Paulo, remédios destinados ao Hospital Brigadeiro, Instituto Brasileiro de Combate ao Câncer e Hospital Samaritano, que tem uma ala do SUS para tratamento de câncer, foram desviados pela quadrilha.

Um dos 12 presos foi capturado hoje pela manhã no Rio de Janeiro; outra é uma servidora da rede estadual de São Paulo. A Medula 3 emitiu ainda 16 mandados de busca e apreensão. Foram apreendidos dinheiro, armas e remédios de venda controlada.

A quadrilha pode ter mais 25 integrantes diretos que estão sob investigação. Os presos podem ser autuados por formação de quadrilha, furto, receptação, porte de arma e até tráfico de entorpecentes por causa dos remédios controlados envolvidos na fraude.

Há 6 meses que a atuação dos criminosos está sob apuração comandada pela Corregedoria Geral da Administração, órgao que responde diretamente a Casa Civil do governo paulista. Participaram ainda da investigação o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no Ministério Público, e a Polícia Civil.

À tarde o Corregedor Geral da Administração, Gustavo Úngaro, vai expor, do Palácio dos Bandeirantes, detalhes da investigação.

Fonte Estadao

    

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

CORRUPÇÃO - Esposa e Filho do Prefeito de Limeira são presos em Piracicaba


Filho do prefeito de Limeira é preso em Piracicaba
Mulher, filhos e cunhadas do administrador também são detidos em operação do MP 
O jovem Mauricio Félix da Silva, de 21 anos, filho do prefeito de Limeira, Silvio Félix (PDT), foi preso na madrugada desta quinta-feira (24) em Piracicaba. A prisão ocorreu em uma operação deflagrada pelas unidades do Ministério Público de Piracicaba, São Paulo, Ribeirão Preto, Campinas e Franca. Além dele, a primeira-dama de Limeira, Constância Félix, foi presa também na mesma data.

Félix morava em um apart hotel em Piracicaba, localizado na rua Moraes Barros. Segundo apurou a equipe de reportagem do EP Piracicaba, o jovem morava no local há pouco tempo.

Veja a galeria de fotos da operação

Constância é investigada pelo MP por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e falsidade ideológica. Os valores da lavagem de dinheiro, segundo o MP, podem ultrapassar os R$ 20 milhões. Há 15 mandados de prisão que estão sendo cumpridos em três cidades.

Foram detidas outras seis pessoas: o assessor político da primeira-dama, Carlos Henrique Pinheiro; outro filho da primeira-dama, Murilo Félix, que foi preso na capital; as irmãs da primeira-dama Verônica Dutra Amador e Lucimar Berberti Dutra; o contador dela, Daniel Henrique Gomes da Silva; e uma mulher suspeita de ser laranja no esquema investigado, Lucélia Baliani.

Documentos e computadores foram apreendidos nas casas dos suspeitos e todos foram levados para a Delegacia Seccional de Limeira. Outras pessoas ainda devem ser presas ao longo do dia. O prefeito Sílvio Félix (PDT) disse não saber o que está acontecendo.



Veja a lista das pessoas que já foram presas na operação








quarta-feira, 23 de novembro de 2011

GANGUE DO DETRAN-RJ : Quadrilha lucrava até R$ 4 milhões com esquema de fraudes no Detran

Quadrilha lucrava até R$ 4 milhões com esquema de fraudes no Detran
Até o momento, 36 pessoas foram presas em nove municípios do Estado. Entre os detidos estão um policial militar e um ex-PM


POR DIOGO DIAS 
Rio - Os integrantes da quadrilha especializada em fraudes no Detran chegavam a lucrar de 3,5 a 4 milhões por ano com o golpe. A informação foi revelada nesta quarta-feira pelo sub-chefe do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio (Gaeco), Marcelo Barbosa Arsênio. Batizada de "Direção Oposta", a ação visa cumprir 45 mandados de prisão e 44 de busca e apreensão.


Policiais prendem Jorge Fernando Barbosa Duarte (esq.), fiscal dos boxes do posto, e Marco Antonio Baptista, subchefe da unidade do Detran em Paracambi | Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia
Ao todo, o Ministério Público do Rio denunciou 66 pessoas pelos crimes de corrupção passiva, inserção de dados falsos no sistema de informações do Detran, falsidade ideológica, peculato e formação de quadrilha. Até o momento, 36 pessoas foram presas em nove municípios do Estado. Entre os detidos estão um policial militar e um ex-PM.
De acordo com Marcelo Arsênio, três grupos participavam do esquema de maneira separada. Os principais "núcleos" ficavam em Araruama e São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, e Paracambi, na Região Metropolitana. "São três núcleos diferentes que não tinham relação entre eles, mas as atividades eram as mesmas", explicou.

Na casa de um dos presos, em Campo Grande, foi apreendida farta documentação de veículos, R$ 12 mil e celulares. Na Região dos Lagos, uma pistola, um revólver e uma carabina foram apreendidos, além de munições de pistola e fuzil.

A ação foi desencadeada a partir de investigações da Corregedoria do Detran e conta com a participação de seis delegados, cinco promotores de Justiça e mais de 200 agentes da Polícia Civil, do Grupo de Apoio aos Promotores de Justiça (GAP) do MP-RJ.

'Vistoria fantasma'
No posto de vistoria de Paracambi, na Região Metropolitana, foram 20 denunciados, entre eles, o chefe da unidade Ricardo Loroza de Rezende, apontado como líder da quadrilha que atuava naquele órgão. Em Araruama, foram denunciadas 46 pessoas, todos funcionários e prestadores de serviço de dois postos de vistoria, chefiados por Nildo Sá Ferreira, que seria líder da quadrilha deste local.

De acordo com a denúncia, Ricardo e Nildo organizavam a atividade dos demais funcionários, cada qual em seu posto, e arrecadavam o dinheiro recebido por eles de motoristas que não desejavam submeter seus veículos aos procedimentos das vistorias regulares. João Carlos Lanhas La Cava de Abreu, ex-subchefe do posto de Araruama também é apontado como um dos líderes por manter as atividades ilícitas no posto de vistoria de São Pedro da Aldeia, onde era o atual chefe.

Também foram identificadas irregularidades como fraudes no documento de transferência de propriedade dos veículos, retirada de multas e IPVA´s atrasados do sistema do Detran, além de emissão fraudulenta de Carteiras de Habilitação.

As taxas cobradas pelos denunciados ficavam entre R$ 50 e R$ 300 por operação fraudulenta, variando de acordo com o cliente, com o grau de dificuldade da operação ou com o total de serviços solicitados. As quadrilhas faturavam de R$ 200 mil a R$ 250 mil mensais apenas com a chamada “vistoria fantasma”, quando o motorista não levava o veículo para inspeção e ainda assim recebia a documentação necessária para circular.

Vários usuários que aguardavam para realizar serviços como vistoria e emplacamento ficaram revoltados com a demora na reabertura dos serviços em Paracambi. De acordo com o funcionário da Cedae e estudante de engenharia João Cury, morador do município, faltou organização para que os motoristas não fossem prejudicados em função da operação. "Estou aqui para emplacar meu veículo, mas não há previsão para abertura do posto", reclamou

 

sábado, 19 de novembro de 2011

GANGUE DOS EMPRÉSTIMOS NO RIO - Quadrilha do golpe do falso empréstimo tinha movimentação financeira intensa

POR MARIA INEZ MAGALHÃES
Rio - A movimentação financeira de integrantes da quadrilha do golpe do falso empréstimo, presa quinta-feira pela Delegacia de Defraudações, era tão intensa que um deles chegou a depositar em uma semana mais de R$ 12 mil. Outro teve a conta bloqueada por movimentação atípica. Nesta sexta-feira, pelo menos, 10 vítimas procuraram a Defraudações.

Eles são do bando de João Carlos Moura Filho líder do grupo e fundador da empresa falsa Alfa Rio Créditos. Ele e 16 pessoas foram presas na operação. Três estão foragidas. O grupo exigia pagamento de taxas para empréstimo, mas não davam o crédito e nem devolviam o dinheiro depositado. A negociação era feita pelo celular. Segundo a polícia, em cinco anos, o bando teria movimentado R$ 2 milhões.

Fotos: Reproduções e Alexandre Vieira / Agência O Dia

De acordo com as investigações, Keila Cristina de Oliveira Mota, que disse ser manicure com renda mensal de R$ 100, teria movimentado de 7 a 14 de fevereiro desse ano R$ 12.220 mil. Ela emprestava a conta bancária para o bando. Outro membro do grupo Sérgio Pimentel da Silva teve a conta bloqueada devido aos constantes depósitos das vítimas. Para liberar a conta, ele, que também foi preso, teve de comprovar a movimentação. Para isso, João teria viabilizado comprovantes de renda e notas fiscais.

Melhor amiga de Keila, Andréa Maria de Fátima Ferreira da Silva, uma das que negociavam as taxas com as vítimas pelo celular, atendia os telefonemas como Andréa Oliveira dos Santos. Segundo a polícia, com este nome abriu conta que utilizava para os depósitos realizados pelas vítimas, conseguiu ainda talões de cheque, cartão de crédito, telefone e fez várias compras. Ela se apresentava tembém pelo telefone como Ana Carolina, Fernanda e Rafaela.

A quadrilha contava ainda com os fornecedores de cheques conseguidos de forma ilícita. O principal dele era Robson da Silva, conhecido também como Binha e apontado pela polícia como repceptador de cheques. De acordo com as investigações, apenas em julho ele recebeu cerca de 20 telefonemas de pessoas querendo comprar talões ou folhas de cheques. Numa das escutas autorizadas pela Justiça Binha oferece seis talões por R$ 450. O esquema montado por Binha é chamado de ‘disque-venda de cheques’

 Fonte O Dia http://odia.ig.com.br/portal/rio/html/2011/11/quadrilha_do_golpe_do_falso_emprestimo_tinha_movimentacao_financeira_intensa_207204.html

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

BANDA PODRE : Prisão de Nem: Polícia Federal vai investigar policiais civis

 OAB suspende por 90 dias advogados que estavam com bandido

Gustavo Goulart
Elenilce Bottari
Marcelo Gomes


RIO - A Polícia Federal vai instaurar inquéritos para investigar a suposta prática de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro por parte dos policiais civis e advogados envolvidos na tumultuada prisão do traficante Nem, na semana passada. Serão investigados o delegado da 82ª DP (Maricá), Roberto Gomes Nunes, o inspetor Mussi, da mesma delegacia, e o inspetor Figueiredo, da Subchefia Operacional da Polícia Civil. Eles tentaram levar o bandido para a 15ª DP (Gávea), e não para a sede da PF, como queriam os PMs do Batalhão de Choque que prenderam o traficante.

O inquérito da PF vai correr paralelamente ao aberto pela Corregedoria da Polícia Civil para apurar o caso. Semana passada, o delegado Fernando Veloso, subchefe operacional da Polícia, afirmou que havia uma negociação com os advogados de Nem para que ele se entregasse.

Punição vai de advertência a expulsão
O Tribunal de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio (OAB-RJ) suspendeu preventivamente na quinta-feira os três advogados flagrados levando o traficante. Os 60 integrantes do tribunal foram unânimes na decisão, que impede o exercício da profissão pelo prazo de 90 dias. Segundo o vice-presidente da OAB-RJ, Sérgio Fisher, os três estão sendo submetidos a um processo disciplinar pelo conselho pleno da entidade, que decidirá a punição a ser aplicada a eles. Ela vai de uma advertência até a expulsão dos quadros da entidade.

O conselho é formado por 80 pessoas que estão analisando cada caso. Fisher informou que se o processo administrativo não tiver sido concluído em 90 dias a suspensão é encerrada.

— Nenhum deles mandou representantes para o tribunal. Agora, eles têm direito a ampla defesa, que poderá ser feita durante o processo administrativo — explicou o vice-presidente da OAB-RJ.

Dos três, o único que está em liberdade é André Luís Soares Cruz, que se apresentou como cônsul honorário da República Democrática do Congo e foi autuado na Polícia Federal por favorecimento pessoal. Seu pai, Demóstenes Cruz e Luiz Carlos Cavalcante Azenha (advogado de Nem) estão presos em Bangu 8 por corrupção ativa.

O presidente do Conselho Nacional dos Peritos Judiciais, José Ricardo Rocha Bandeira, decidiu suspender André Cruz e Demóstenes Cruz dos cargos de diretor jurídico e auxiliar jurídico, respectivamente.

Traficante no Fórum atrai oficiais de Justiça
A passagem do traficante Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, pela 38 Vara Criminal na última quarta-feira, para ser citado num processo em que é acusado de associação para o crime e o tráfico, provocou uma correria entre oficiais de Justiça. Eles aproveitaram para intimar o bandido em outros seis processos.

Alguns dos dez processos que tramitam na Justiça contra o traficante estavam suspensos, como prevê a lei quando o réu está foragido. Em dois casos, os juízes marcaram audiência de instrução e julgamento ainda este mês.

Para juiz, conduta de Nem é "inaceitável e repugnante"
Em todos os processos, o traficante é apontado como o chefe do tráfico na Rocinha.

Na sentença em que condenou o bandido a oito anos e quatro meses de prisão por associação para o crime, o juiz Luiz Márcio Victor Alves Pereira, da 33ª Vara Criminal, afirmou que a conduta social de Nem é "inaceitável e repugnante, com ampla repercussão negativa nas imprensas nacional e internacional, comprometendo a imagem da cidade e gerando a subversão do estado democrático de direito".

Nem também foi condenado em outro processo, que tramitou na 9ª Vara Criminal, pelo juiz Luciano Silva Barreto, a sete anos de reclusão, em julho de 2010. A sentença foi confirmada pelo Tribunal de Justiça

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/prisao-de-nem-pf-vai-investigar-policiais-civis-3265135#ixzz1e3Dej6U9 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

CORRUPÇÃO EM NOVA FRIBURGO I - Polícia realiza operação para desarticular esquema de corrupção na Polinter

Renata Leite (renata.leite@oglobo.com.br) e Sergio Ramalho (sergio.ramalho@oglobo.com.br)

A descoberta de um esquema de corrupção envolvendo policiais e detentos da carceragem da Polinter de Nova Friburgo, na Região Serrana, levou a Justiça a decretar a prisão do delegado Renato Soares Vieira, coordenador do Núcleo de Controle de Presos (Nucop) da Polícia Civil. Ele é apontado como chefe de uma quadrilha armada, formada por outros sete policiais civis, com a participação de funcionário terceirizado e presos de confiança, os chamados "faxinas". O grupo mantinha uma tabela de valores que eram exigidos das famílias para garantir regalias aos presos que, em muitos casos, deixavam as celas para praticar crimes. Denunciados pelo Ministério Público estadual, 16 integrantes do bando tiveram as prisões decretadas e são alvos, na manhã desta terça-feira, da Operação Faraó. Até o momento, dez pessoas foram presas, entre elas o delegado Renato Soares Vieira. Além das prisões, também estão sendo executados 16 mandados de busca e apreensão.

Todos os envolvidos serão indiciados nos crimes de formação de quadrilha, usurpação de função pública e prevaricação. Alguns deles também serão acusados do crime de concussão (extorsão praticada por funcionário público no exercício da função). O bando teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Leonardo Telles, em exercício na 2ª Vara Criminal de Nova Friburgo. Os mandados de prisão se referem a nove policiais, seis detentos e uma servidora contratada da Nucop, que são acusados de cobrar propina em troca de vantagens em visitas a presos, transferências e permanência na Polinter. Os mandados estão sendo cumpridos por agentes da CGU, com apoio de policiais da Subsecretaria de Inteligência e da Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas (Draco).

Até o momento, além de Renato Vieira já foram presos os policiais Antônio Carlos de Jesus Fernandes e Geraldo Gontijo Farias; os presos que estavam em liberdade condicional Lúcio Paulo Nunes Ribeiro e Francisco Guilherme Araújo de Azevedo; e a funcionária terceirizada da Polícia Civil Tamires Santiago da Silva. Quatro envolvidos que já estavam presos: Igor Filipek e Zuelandres Batista dos Santos Filho, no Presídio Ary Franco; Claudemir de Souza Ferreira, na Polinter do Grajaú; e Luis Flávio Júnior, na Polinter de Neves. Também são acusados de envolvimento no esquema Luiz Claudio Pereira, Ernani de Souza Gomes, Antonio Carlos Ferreira, Marcelo Nazareth, Argemiro Garcia Correa e Eli Carneiro Machado .

Antonio Carlos Ferreira, um dos gerentes do esquema, não foi encontrado em sua casa em Guapimirim. No entanto, numa construção no fundo do quintal de sua residência foi apreendido um grande volume de móveis, calçados, sandálias, carteiras e outros produtos embalados. Os agentes suspeitam que o material se trata de carga roubada.

A atuação da quadrilha vinha sendo investigada em conjunto por agentes da Corregedoria Geral Unificada (CGU) e promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Promotoria de Investigação Penal (PIP) de Nova Friburgo. Interceptações telefônicas mostram que o bando agia pelo menos desde o início do ano. Numa conversa gravada em 17 de agosto passado, por exemplo, o preso Lúcio Ribeiro se passava por policial. No outro lado da linha, sem saber do esquema, um inspetor da 14ª DP (Leblon) tentava confirmar se o ex-PM Luiz Flávio Júnior continuava encarcerado na Polinter de Nova Friburgo. O ex-policial, que deveria estar no cárcere, havia sido reconhecido por uma vítima assaltada horas antes no Leblon, na Zona Sul, a 140 quilômetros da cidade serrana. A Polinter de Friburgo já havia sido desativa há cerca de dois meses. A desativação da unidade já é resultado desta investigação.

Na noite do último dia 29, sete presos fugiram da carceragem da Polinter, em Vila Isabel. Entre eles estava o miliciano Marcos Faria Pereira, o Cabeção, que havia sido preso em setembro do ano passado na Operação Todos os Santos . A carceragem integra o Núcleo de Controle de Presos (Nucop), então coordenado pelo delegado Renato Vieira. No momento da fuga, os presos estavam armados e renderam dois policiais que estavam de plantão na unidade. Eles ainda levaram da delegacia um fuzil, seis carregadores e um revólver. Dois dias depois, o fuzil foi encontrado numa lixeira no Morro do Fubá, comunidade dominada pela milícia de Marco Cabeção.

Embora o caso esteja ligado diretamente à investigação sobre a tabela de valores que existia na Polinter de Nova Friburgo - a carceragem foi desativada em meio às investigações -, na denúncia encaminhada à Justiça, os promotores sugerem que o esquema de corrupção funcionava nas demais carceragens do estado sob coordenação do Nucop. Uma sindicância foi instaurada na Polícia Civil para apurar se houve facilitação no episódio que resultou na fuga do miliciano.

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/11/08/policia-realiza-operacao-para-desarticular-esquema-de-corrupcao-na-polinter-de-nova-friburgo-925753267.asp#ixzz1d7OaXUJb



sábado, 24 de setembro de 2011

Juiz solta suspeitos de fraude na Prefeitura de São Paulo (Aì tem !!!)

ROGÉRIO PAGNAN
EVANDRO SPINELLI
DE SÃO PAULO


O desembargador Augusto de Siqueira, do Tribunal de Justiça, determinou na sexta-feira (16) a soltura de três dos suspeitos de participação no esquema de fraudes contra a Prefeitura de São Paulo. O grupo é suspeito de fraudar documentos para liberar obras, causando prejuízo estimado pelo município em cerca de R$ 50 milhões.

Justiça manda prender acusados de fraude contra Prefeitura de SP
Mais dois são presos acusados de fraude
Moradores dizem que não vão sair de prédio embargado em SP
Promotoria denuncia 20 pessoas por fraude contra prefeitura
Embargo a sete obras suspeitas de fraude em SP é suspenso
Inquilinos de parentes de Lu Alckmin não obtêm alvará
Fraude em São Paulo barra obras de quase 1.000 apartamentos

Conseguiram o habeas corpus o empresário Marco Aurélio de Jesus, dono da construtora Marcanni, o consultor Nivaldino Dionísio de Oliveira e o arquiteto Carlos dos Santos Rodrigues. Mais quatro pessoas estão presas, e nove, foragidas.

Para o magistrado, os crimes atribuídos aos suspeitos (estelionato e formação de quadrilha) são de caráter patrimonial, "sem violência ou grave ameaça". Ele arbitrou fiança de R$ 100 mil para Oliveira, R$ 54 mil para Jesus e R$ 27 mil para Rodrigues.

"Ressalte-se que a gravidade do delito é fator importante a ser considerado na análise, mas, de 'per si', não pode autorizar a custódia preventiva", diz a decisão.

DEFESA

O advogado Wellington Vieira Martins Júnior, defensor da família Oliveira (dois filhos de Nivaldino também estão presos), disse que a família enfrentava dificuldades para conseguir o dinheiro da fiança e, por isso, seu cliente continuava preso ontem.

Uma possibilidade seria pedir, na próxima semana, a redução desse valor.

Segundo ele, Nivaldino foi envolvido no contexto do suposto esquema, e causa "muita estranheza" ele ter sido apontado como "chefe dessa organização criminosa".

Ele diz que uma prova do pouco envolvimento é o crime estar supostamente ocorrendo há vários anos e a empresa de consultoria não ter nem um ano de existência.

Para o advogado de Jesus, Alberto Zacharias Toron, a decisão do tribunal reforça "o gesto de arbítrio" da juíza Cristina Alves Biagi Fabri (que decretou a prisão).

"O tribunal já havia dito que não era necessária a prisão numa situação análoga, de um corréu. Por isso, me pareceu um gesto de grande arbitrariedade", diz ele.
Procurada, por meio da assessoria de imprensa do TJ, a magistrada disse que não comentaria o assunto

MP denuncia 28 pessoas por fraudes em carteiras de habilitação na PB

24/09/2011 09h26 - Atualizado em 24/09/2011 09h30
Suspeitos teriam emitido cerca de 50 mil habilitações fraudulentas.
Entre os denunciados estão pessoas ligadas a autoescolas.
Do G1 PB                                

O Ministério Público da Paraíba denunciou à Justiça, nesta sexta-feira (23), 28 pessoas suspeitas de participação em um esquema de venda irregular de Carteiras Nacionais de Habilitação. Eles teriam sido responsáveis pela emissão de cerca de 50 mil habilitações fraudulentas. A denúncia pede a condenação delas pelos crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica e corrupção ativa.

O grupo, que vendia habilitações da Paraíba para vários estados, foi desarticulado em 2010 em uma operação policial que ficou conhecida como ‘ Espelho de Prata’. As investigações foram feitas em conjunto pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, Corregedoria do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e as polícias Rodoviária Federal e Civil. Na época foram cumpridos 41 mandados de prisão e 52 mandados de busca e apreensão em 10 cidades.

No inquérito policial 40 pessoas foram indiciadas pelas fraudes, mas o MP preferiu não denunciar agora os servidores do Detran supostamente envolvidos. Eles vão continuar sendo investigados e responderão em um processo complementar.

Entre os denunciados pelo MP estão despachantes e pessoas ligadas a autoescolas da Paraíba. Segundo a denúncia, grande parte das CNHs fraudulentas era retirada por pessoas de outros Estados, que recebiam as encomendas pelos Correios

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Justiça Federal abre ação criminal contra Edir Macedo

Líder da Igreja Universal e outros 3 dirigentes são acusados de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha

Fausto Macedo, de O Estado de São Paulo 

SÃO PAULO - A Justiça Federal em São Paulo abriu ação criminal contra o bispo Edir Macedo, líder mundial da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha. Além de Macedo, serão processados outros três dirigentes da igreja - a diretora financeira Alba Maria Silva da Costa, o bispo e ex-deputado federal João Batista Ramos da Silva e o bispo Paulo Roberto Gomes da Conceição. A Justiça decretou sigilo dos documentos do processo.

A Procuradoria da República, ao apresentar denúncia contra Macedo e seus aliados, pretendia também processá-los por outros dois crimes, estelionato e falsidade ideológica. Mas a Justiça rejeitou essa parte da acusação. A procuradoria vai recorrer porque está convencida de que a conduta dos bispos da Universal se enquadra na forma de organização criminosa, conforme previsto na Convenção de Palermo, ratificada pelo Brasil em 2004.

Segundo a denúncia, subscrita pelo procurador Sílvio Luís Martins de Oliveira, Macedo e seus próximos montaram uma quadrilha para lavar dinheiro da Iurd, remetido ilegalmente do Brasil para os Estados Unidos por meio de uma casa de câmbio paulista, entre 1999 e 2005. O procurador sustenta que o dinheiro era obtido por meio de estelionato contra fiéis, iludidos com “oferecimento de falsas promessas e ameaças de que o socorro espiritual e econômico somente alcançaria aqueles que se sacrificassem economicamente pela igreja”.

O estelionato contra os fiéis é o crime antecedente da lavagem de dinheiro que, segundo a procuradoria, ocorria por duas vias: remessas ao exterior pela Diskline Câmbio e operações comerciais e financeiras no Brasil usando a Cremo Empreendimentos Ltda como empresa de fachada.

“Agora eu vou saber os termos da acusação e vou poder apresentar defesa preliminar para mostrar as inconsistências da acusação, que não são poucas”, declarou o criminalista Antônio Sérgio de Moraes Pitombo, que defende a Universal.

Ele disse que não teve acesso à cópia da denúncia nem da decisão judicial pela abertura da ação penal. Para Pitombo, o recebimento parcial da denúncia “confirma que a acusação não tem nenhum cabimento”. O advogado ironizou. “Se o estelionato era o crime antecedente de lavagem e não foi reconhecido pela Justiça, vamos ver o que vai sobrar.”

sábado, 17 de setembro de 2011

OPERAÇÃO VOUCHER - MPF denuncia 21 acusados de desviar recursos no Turismo por improbidade administrativa

Plantão
Publicada em 16/09/2011 às 20h16m
O Globo


BRASÍLIA - O Ministério Público Federal no Amapá (MPF/AP) ajuizou na quarta-feira quatro ações por improbidade administrativa contra 21 pessoas acusadas de desviar recursos do Ministério do Turismo. A denúncia se refere a irregularidades que vieram à tona após a deflagração da Operação Voucher, da Polícia Federal, em agosto. Destacam-se os nomes do ex-secretário executivo da pasta, Frederico Silva da Costa, do secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins, e do ex-presidente da Embratur Mário Augusto Lopes Moysés

Se condenados, os envolvidos serão obrigados a devolver o dinheiro desviado, terão os direitos políticos suspensos, perderão a função pública, e serão proibidos de fazer contratos com a administração pública e de receber benefícios ou incentivos fiscais e pagamento de multa.

Em 30 de agosto, o MPF/AP já havia apresentado quatro denúncias contra os mesmos 21 envolvidos, abrangendo os crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica, peculato - obtenção de vantagem em razão do cargo - e uso de documento falso.

Completam a lista de denunciados Kérima Silva Carvalho, Antônio dos Santos Júnior, Wladimir Silva Furtado, Fábio de Mello, José Carlos Silva Júnior, Humberto Silva Gomes, Dalmo Antônio Tavares de Queiroz, Hugo Leonardo Silva Gomes, Luiz Gustavo Machado, Maria Helena Necchi, Sandro Elias Saad, Jorge Kengo Fukuda, Katiana Necchi Vaz Pupo, Gláucia de Fátima Matos, Luciano Paixão Costa, Francisca Regina Magalhães Cavalcante, Freda Azevedo Dias e Kátia Terezinha Patrício da Silva.

A Operação Voucher chegou a prender 36 pessoas por suspeita de desvio de recursos destinados ao Ministério do Turismo por meio de emendas parlamentares. Entre os presos, que já foram libertados, estavam funcionários da ONG Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), empresários e servidores público


Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/09/16/mpf-denuncia-21-acusados-de-desviar-recursos-no-turismo-por-improbidade-administrativa-925381887.asp#ixzz1YCkZUpmo

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Polícia prende suspeito e recupera parte de joias roubadas de cofre do Banco Itaú

Pedreiro é irmão de um suspeito identificado pela polícia; joias estavam na casa da namorada em Embu das Artes

Marcelo Godoy - O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - A polícia prendeu o primeiro acusado de envolvimento com o grupo de assaltantes responsável pelo roubo milionário dos cofres da agência da Avenida Paulista do Itaú. Trata-se de Marco Antônio Rodrigues dos Santos, de 29 anos. Ele é irmão de um dos autores do roubo e, segundo o delegado Nelson Silveira Guimarães, diretor do Departamento de Investigações sobre o crime Organizado (Deic) presenteado com US$ 8 mil, £ 9,8 mil, joias e pedras preciosas.

"Diante do que foi roubado, o que encontramos com ele é pouco, mas mesmo assim é importante para nós, pois é o começo que nós permitirá identificar todo o restante da quadrilha", afirmou Guimarães. O delegado afirmou que Santos deve ser indiciado por receptação de objetos roubados e pode ser ainda acusado de formação de quadrilha.

Santos foi apanhado em sua casa na zona norte de São Paulo e levado para a sede do Deic. Ele confirmou que o irmão participou do roubo. Com ele, os policiais do Deic encontraram as libras esterlinas, algumas joias e as pedras. "Não sabemos se são esmeraldas ou turmalinas. Elas serão avaliadas pela perícia", afirmou Guimarães. Ainda de acordo com o delegado, o acusado trocou os dólares por uma Montana, que também foi apreendida. "Tudo isso foi um troco que ele recebeu do irmão", disse.

O roubo do Itaú ocorreu no dia 28 de agosto. Dezesseis bandidos invadiram a agência e arrombaram 138 cofres de 120 clientes. Levaram fortunas de até R$ 5 milhões dos clientes. Além de dólares, libras, euros, os criminosos também carregaram joias, pedras preciosas e barras de ouro. Apenas cinco dos clientes procuraram a polícia até agora e deram queixa de roubo de bens avaliados em R$ 10 milhões. Estima-se que os bandidos podem ter levado até R$ 100 milhões dos cofres.
A investigação oficial do crime, feita pelo Deic, começou com oito dias de atraso depois de um desencontro de informações que envolveu a segurança do Itaú - que diz ter passado todas as informações à polícia de forma rápida -, o 78º Distrito Policial (Jardins) e Deic. No começo da semana, foi descoberto que o 69º Distrito Policial 9Cohab Teotônio Vilela, na zona leste), havia aberto um inquérito paralelo para investigar a quadrilha responsável pelo roubo e pedido a interceptação de sete telefones de suspeitos.

A descoberta de que a delegacia da zona leste havia recebido as fotos os ladrões do banco antes do Deic abriu uma crise na Polícia Civil que levou ao afastamento do delegado Ruy Ferraz Fontes do cargo de titular do 69º DP. Além do roubo do Itaú, ele teria investigado outros oito casos envolvendo o banco

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Como a Universal lava o dinheiro doado pelos seus fiéis

Denúncia do Ministério Público Federal aponta como Edir Macedo e dirigentes da Igreja Universal fraudaram a Receita para comprar rádios e TVs

André Vargas @Veja



Lavagem de dinheiro, evasão e formação de quadrilha em esquema com doleiros, paraísos fiscais e empresas de fachada: tudo para ampliar o poder do bispo Edir Macedo (Reprodução de TV) 

Há quinze anos, promotores tentam provar que os bispos da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), liderados por Edir Macedo, usam as doações de fiéis para financiar, de modo fraudulento, a compra de empresas e agigantar um conglomerado de comunicação que tem como principal finalidade ampliar a influência religiosa e política desse ramo evangélico.

Em 1º de setembro, o Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) denunciou Edir Macedo e três integrantes da cúpula da Iurd por formação de quadrilha, estelionato, duas modalidades de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Eles são o bispo Paulo Roberto Gomes da Conceição, a diretora financeira Alba Maria da Silva da Costa e o ex-deputado federal João Batista Ramos da Silva, que também presidiu a Iurd no Brasil. Macedo é o líder mundial da igreja.

A acusação do MPF veio à tona nesta segunda-feira. Agora, a Justiça vai decidir se aceita a denúncia e abre uma ação penal contra os integrantes da Universal. Macedo e os outros três denunciados são acusados pelo MPF de comandar e se beneficiar da lavagem de dinheiro arrecadado em cultos entre 1999 e 2005 – o período investigado. "Os pregadores valem-se da fé, do desespero ou da ambição dos fiéis para lhes venderem a ideia de que Deus e Jesus Cristo apenas olham pelos que contribuem financeiramente com a igreja", cita o procurador da República Silvio Luís Martins de Oliveira.

 Segundo a denúncia, o dinheiro das doações foi remetido ilegalmente do Brasil para os Estados Unidos e para o Uruguai, onde foi parar em contas bancárias abertas por empresas sediadas em paraísos fiscais. Criadas entre 1991 e 1992, as empresas offshore são a Investholding, sediada nas Ilhas Cayman, no Caribe, e a Cableinvest, na ilha Jersey.

Doleiros participaram da operação por intermédio das empresas de câmbio Diskline e IC, com escritórios em São Paulo e no Rio de Janeiro. Eles convertiam os reais que eram arrecadados junto aos fiéis em dólares depositados nas contas bancárias das offshores em Miami, Nova York e Montevidéu. Depois, o dinheiro era reconvertido em moeda nacional e aplicado na compra de veículos de comunicação no Brasil, todos registrados em nome de bispos e pessoas ligadas à Iurd. Em junho de 2005, João Batista Ramos da Silva foi descoberto quando tentava embarcar em um jatinho de Brasília para São Paulo com 10 milhões de reais em espécie.

A denúncia demonstra que a Iurd declarou ao Fisco somente uma parte do que arrecada nos cultos, apesar da a igreja ter imunidade tributária. Entre 2003 e 2006, a Universal declarou ter recebido mais de 5 bilhões de reais em doações. Segundo testemunhas, no entanto, o valor pode ser bem maior. "A Iurd parece aplicar junto à Fazenda Pública uma política que, nos moldes do que prega aos seus fiéis, também pode ser caracterizada como 'dizimista': declara à Receita apenas parte do que efetivamente arrecada", diz o procurador na denúncia.

Empréstimos – De acordo com a investigação do MPF, depois de passar pelas contas das offshores, o dinheiro, devidamente legalizado, era remetido de volta ao Brasil na forma de investimentos e aquisição de cotas societárias de empresas de fachada criadas pelo grupo. Os endereços principais eram a Cremo e a Unimetro. A novidade desta vez, é que a investigação apurou que os dirigentes também se beneficiavam de “empréstimos” das offshores.

Antes, a suspeita era de que apenas laranjas e pessoas de menor expressão na hierarquia eram usadas no esquema. Mas, entre 2003 e 2006, sustenta a procuradoria, a Cremo fechou três empréstimos de quase dez milhões de reais para Alba Maria da Silva da Costa. Só sete milhões de reais foram registrados. Em outra operação, a Cremo adquiriu um jatinho executivo para a Rádio Record. A investigação sugere que a Universal e as empresas fazem parte do mesmo conglomerado.
O procurador encaminhou cópia da denúncia à área cível da Procuradoria da República em São Paulo solicitando que seja analisada a possibilidade de cassação da imunidade tributária da Iurd.

Defesa – A advogada Denise Provasi Vaz, do escritório Moraes Pitombo, que representa a Iurd e o bispo e ex-deputado federal João Batista Ramos da Silva, afirmou que a defesa ainda não teve acesso ao conteúdo da denúncia apresentada pelo MPF-SP. Para ela, as alegações contra os clientes de seu escritório são “ressuscitadas”. “Outras com o mesmo teor foram apresentadas, sem sucesso, ao longo dos últimos anos”, diz. A advogada lembra que, como há recursos pendentes para determinar qual tribunal tem legitimidade no caso, a denúncia do MPF pode novamente dar em nada.

 

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

POLÍCIA FEDERAL - Prende 9 por desvio de R$ 50 milhões no Maranhão

Além da movimentação de R$ 50 mi originados da prefeitura de Barra do Corda,a PF apreendeu um avião, um helicóptero, cinco carros de luxo, joias e relógios


Solange Spigliatti, do estadão.com.br


SÃO PAULO - Nove pessoas foram presas no Maranhão na manhã desta quinta-feira, 3, durante operação da Polícia Federal, acusadas de crimes de desvio e apropriação de recursos públicos, lavagem de dinheiro, crimes contra a ordem tributária e formação de quadrilha.

Investigações iniciais da Polícia Federal constataram a movimentação de aproximadamente R$ 50 milhões originados da Prefeitura Municipal de Barra do Corda e sem destinação definida.

Além das prisões foram apreendidos durante o cumprimento de 30 Mandados, sendo 18 Mandados Judiciais de Busca e Apreensão e 12 de Prisão Temporária, um avião, um helicóptero, cinco carros de luxo, joias e relógios. Três pessoas seguem foragidas, segundo a Polícia Federal.

Segundo a PF, a Operação Astiages trata de ação policial planejada para dar cumprimento a ordens judiciais de prisão temporária e busca e apreensão expedidas pelo TRF da 1ª Região em detrimento de indivíduos relacionados à Prefeitura Municipal de Barra do Corda.

Se condenados pela pena máxima prevista por todos os crimes, cada um dos integrantes da Organização Criminosa pode pegar até 30 anos de prisão.

Fonte Estadao