Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quarta-feira, 18 de abril de 2012

DELTA NO RJ ii - Delta concentrou 17% de 28 contratos sem licitação na Região Serrana

TCU e MPF investigam se houve irregularidades nos repasses de verbas

Em Teresópolis, a situação continuava a mesma em dezembro de 2011, quase um ano depois das chuvas que devastaram a Região Serrana em janeiro do mesmo ano
Guilherme Leporace / O Globo

RIO
- O Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal no Rio investigam se houve irregularidades do governo estadual ao destinar R$ 27,4 milhões a um grupo de empresas que atuaram na recuperação da Região Serrana, após as chuvas de 2011. Desse total, cerca de 17% foram repassados para a Delta Construções. Em 28 contratos analisados, a Delta foi a maior beneficiada. Os contratos foram celebrados em caráter de emergência, sem licitação, logo nos primeiros dias da tragédia. Os recursos enviados ao Rio saíram da conta do Ministério da Integração Nacional.

A Delta ficou com a maior parcela do pacote: R$ 4,7 milhões, seguida da Carioca Christian com repasses de R$ 3,8 milhões. As tempestades castigaram a região em janeiro de 2011, matando 918 pessoas e deixando desaparecidos e um rastro de destruição em sete municípios.

Valores foram repassados sem assinatura de contratos

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Delta lidera ganhos entre suas concorrentes em obras do estado

Como revelou O GLOBO numa série de reportagens no ano passado, o governador Sérgio Cabral mantinha relações pessoais com Fernando Cavendish, controlador da Delta Construções. A empreiteira recebeu R$ 1,49 bilhão do governo Cabral. A empresa também foi citada nos grampos da Operação Monte Carlo, que revelou os métodos de ação do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Ela também é a empreiteira número um do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No no ano passado, a Delta recebeu R$ 884,4 milhões da União.

Os contratos firmados pelo governo estadual estão passando por fiscalização do TCU desde de maio do ano passado e também são investigados em inquérito civil pelo Ministério Público Federal. O TCU confirmou ontem que seus técnicos encontraram irregularidades e investigam o caso. Segundo o tribunal, os recursos teriam sido repassados para as empresas antes de os contratos serem formalizados. O estado nega qualquer irregularidade e já encaminhou documentos aos órgãos.

O TCU sustenta, em documentos obtidos pelo GLOBO, que o procedimento do estado foi ilegal e feriu a Lei de Licitações. Segundo técnicos, mesmo em situações de emergência, quando há dispensa de licitação, contratos precisam ser formalizados. Além da Delta, foram beneficiadas grandes empresas como a Carioca Christian-Nielsen, a Andrade Gutierrez, Camargo Correa e a Construtora Queiroz Galvão. Outras 19 receberam recursos do estado.

O primeiro lote de recursos foi repassado pelo Ministério da Integração Nacional para contas do governo estadual e de sete municípios da Região Serrana atingidos. Foram R$ 70 milhões para o estado e R$ 30 milhões diretamente para os municípios: Friburgo (R$10 milhões); Teresópolis e Petrópolis (R$ 7 milhões cada); e Sumidouro, Areal, Bom Jardim e São José do Vale do Rio Preto (R$1,5 milhão cada). Investigações do MP e da Controladoria Geral da União (CGU) identificaram desvios dos recursos por parte das prefeituras. Em Teresópolis e Nova Friburgo, os prefeitos foram afastados e o assunto virou tema de duas CPIs municipais e uma estadual.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/delta-concentrou-17-de-28-contratos-sem-licitacao-na-serra-4674888#ixzz1sOUlC3oM

sábado, 7 de abril de 2012

REGIÃO SERRANA - População continua sofrendo. Chuvas deixaram 5 mortos e mais 800 desabrigados

Bombeiros confirmam 5ª morte após chuva forte em Teresópolis, RJ
Número de desabrigados pode chegar a 800, segundo Corpo de Bombeiros.
Em 4h choveu mais do que o esperado no município para o mês inteiro.

Do G1, em São Paulo



Subiu para cinco o número de mortos após a chuva forte que caiu em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, informou na madrugada deste sábado (7) o comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, coronel Sérgio Simões.

A vítima localizada é uma mulher, que estava sob os escombros de uma casa no bairro de Santa Cecília. O filho dela, de cinco anos, foi resgatado com vida, de acordo com o coronel Simões.

Segundo as primeiras informações, uma vítima teria 14 anos, moradora do bairro Quinta Lebrão. Um casal teria sido retirado sem vida em um desabamento em Bom Retiro e ainda uma outra vítima morreu em um deslizamento na comunidade Pimentel.

Anteriormente, os bombeiros informaram que a vítima de 14 anos era do sexo masculino, porém às 23h41 a corporação afirmou que era uma menina. Segundo Simões, o número de desabrigados em Teresópolis pode chegar a 800.

saiba maisInternautas fotografam alagamentos em Teresópolis
Barco faz resgate de moradores 'ilhados' pela chuva em Teresópolis

A chuva deu trégua no município por volta das 23h. Bombeiros do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS) e cães da corporação estão a caminho.

Segundo a Secretaria de Estado da Defesa Civil, o sistema de alerta sonoro da cidade foi acionado nos bairros de Perpétuo e Rosário, e moradores estão sendo orientados a seguir para os pontos de apoio.



chega a oito o número de deslizamentos de terra em Teresópolis. A informação foi confirmada pela Secretaria de estado de Defesa Civil.

A serra Rio-Teresópolis chegou a ficar cerca de 3 horas totalmente interditada.

De acordo com a Concer, concessionária responsável pela via, a interdição ocorreu por medida preventiva, já que chovia muito forte na cidade.


Friburgo Em Nova Friburgo, também na Região Serrana, a chuva forte do fim desta tarde provocou um deslizamento de terra na RJ-142, estrada que liga os distritos de Mury a Lumiar. Segundo a Defesa Civil do município, motoristas que trafegam pelo local devem dirigir com atenção, pois a rodovia opera em meia pista.

Ainda de acordo com a Defesa Civil, em quatro horas choveu mais do que o esperado no município para o mês inteiro. Mais cedo, o Rio Bengalas, no Centro da cidade, chegou a transbordar, mas as águas já retornaram ao nível normal.

Todos os rios da Região Serrana estão em estágio de atenção, ainda de acordo com o Inea. A Defesa Civil do estado informou que as equipes estão mobilizadas nos dois municípios.

Em janeiro de 2011, a chuva que devastou municípios da Região Serrana deixou mais de 900 mortos.


    

Fonte G1

quinta-feira, 29 de março de 2012

QUADRILHA NA SAUDE - Ministério Público do Rio denuncia irregularidades em licitações em Nova Friburgo

Douglas Corrêa
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro
- O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou à Justiça a ex-secretária Municipal de Saúde de Nova Friburgo e ex-presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Jamila Calil Salim Ribeiro. Ela foi denunciada pelos crimes de formação de quadrilha, dispensa ilegal de licitação e peculato por ter se beneficiado da situação de calamidade pública na região serrana provocada pela tragédia de janeiro de 2011.

Outras sete pessoas também foram denunciadas na mesma ação, acusadas de terem se aproveitado da situação de calamidade para contratar obras e serviços em unidades de saúde de forma fraudulenta e desviar recursos públicos. A denúncia foi encaminhada pela Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Nova Friburgo, que também requereu a quebra do sigilo bancário e fiscal dos acusados, deferida hoje (28) pela 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro.

Também estão denunciados no processo o ex-diretor Financeiro da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Carlos Alberto da Rocha; o ex-chefe do Serviço de Manutenção da FMS, José Antônio Nery; o ex-gerente de Patrimônio da fundação, Idenilson Moura Rodrigues; o representante da empresa Marzzano Empreiteira, Carlos Alberto Marzzano; e os empresários Carlos Moacyr de Oliveira, Antônio Carlos Thurler e Eliasib Alves de Souza.

A denúncia, ajuizada no dia 22 deste mês, aponta irregularidades na reforma de laboratório, refeitório e cozinha do hospital municipal Raul Sertã e, também, na reforma da Unidade Básica de Saúde Ariosto Bento de Mello. “Todas as irregularidades foram dolosamente ignoradas pelos denunciados em conluio com os empresários”, aponta trecho da denúncia.

As penas para os crimes referidos na denúncia, somadas, variam de 14 a 42 anos de prisão.

No dia 10 de fevereiro, a justiça já havia deferido a indisponibilidade dos bens da ex-secretária municipal de Saúde e dos demais funcionários com base em duas ações civis públicas que estão em andamento na 1ª Vara Cível da Comarca de Nova Friburgo.



Fonte Agência Brasil

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

#CHUVAS #RegiaoSerrana #RJ - Moradores desenvolvem síndrome traumática devido à tragédia das chuvas em Nova Friburgo

 
Edmilson Silva com três do seus quatro filhos em frente à casa onde vive com a família em Nova Friburgo: "É só falar em chuva que minha mulher chora" Foto: Bruno Gonzalez / Extra  
 
Por Clarissa Monteagudo e Talita Corrêa

Quando as chuvas se abateram sobre a Região Serrana, não foram só barrancos, pontes e prédios que despencaram. A sensação de segurança e paz, o passado e o futuro de milhares de moradores ruíram sob a fúria da natureza. Órfãos em sua terra natal, deserdados do paraíso, as vítimas agora convivem com outra face da tragédia: o medo. A cada chuva forte em Friburgo surge o pânico em uma cidade que convive com seus fantasmas: escombros das casas destruídas e denúncias de corrupção. É a síndrome do trovão.

— Agora, há uma aflição real. Quantas e quantas pessoas perderam tudo: casa, família, futuro e passado? Ficaram sem documento, sem escola, a receita do remédio, todas as referências. É um sofrimento muito grande. Elas estão muito assustadas diante da possibilidade de um novo acontecimento. Nada foi feito para evitar. É uma ameaça real — explica Fátima Vasconcelos, presidente da Associação Psiquiátrica do Rio de Janeiro, que coordena uma equipe de psiquiatras voluntários na Região Serrana.

Segundo a prefeitura, Nova Friburgo apresentou em 2011 o número de 1.400 atendimentos mensais de moradores com transtornos mentais. Uma quantidade 30% maior que a dos anos anteriores. De acordo o psicólogo José Maria Gomes, que presta assessoria técnica à Clínica de Psiquiatria Santa Lúcia, a volta das chuvas causa um transtorno pré-traumático, que atinge quem passou ileso pela catástrofe no ano passado, mas teme ser vítima de nova tragédia.

As marcas do heroísmo estão gravadas em dez pontos na mão do vendedor Edmilson Silva, de 41 anos, que se agarrou a uma cerca de arame para salvar um dos quatro filhos. A família inteira guarda no peito a angústia.

— Não dormimos há seis dias. Cai um pingo do céu e os meninos correm para minha cama, apertados, tremendo. É só falar algo sobre chuva que minha mulher chora. Meu irmão lembra da sobrinha da mulher dele, de 13 anos, que encontrou morta debaixo da terra. Fica calado. Meus filhos se recordam de amiguinhos que morreram e dizem que foram encontrados irreconhecíveis "sem um monte de parte do corpo". Como pode crianças conviverem com lembranças assim? — questiona ele.

Depoimento

O trauma vivido no ano passado não sai da cabeça de Edmilson:

Era o dia 12 de janeiro de 2011 quando o mundo pareceu que ia acabar. Vi uma casa mais alta despencar, depois outra e outra. Peguei meus quatro filhos. Demos as mãos, rezamos e corremos até a porta. Em três segundos, perdi todos. A violência da água me arrastou e arrancou minha roupa. Quando vi meu menino mais novo preso a um bambuzinho, segurei-me em uma cerca de arame com toda força do mundo e puxei ele pelo cabelo. Depois um relâmpago alumiou tudo, e achei o menino do meio. Só ouvia a chuva, parecia o som do fim do mundo. Cheguei à casa do meu primo, sem conseguir nem chorar. Disse: 'Perdi meus meninos'. Ele falou: 'Calma. Estão comigo'. E desabei no choro mais longo da minha vida.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

CORRUPÇÃO EM NOVA FRIBURGO II - Justiça Federal afasta prefeito em exercício

Dermeval Barboza, do PMDB, é suspeito de irregularidades no uso do dinheiro que o município recebeu depois da tragédia das chuvas de janeiro.



A Justiça Federal afastou o prefeito em exercício de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio. Dermeval Barboza, do PMDB, é suspeito de irregularidades na aplicação do dinheiro que o município recebeu depois da tragédia das chuvas de janeiro.
O secretário de governo, José Ricardo Carvalho, também foi afastado preventivamente e os dois tiveram os bens bloqueados.
O presidente da Câmara de Vereadores assumiu a prefeitura interinamente. O prefeito afastado nega as irregularidades e diz que vai recorrer da decisão


CORRUPÇÃO EM NOVA FRIBURGO I - Polícia realiza operação para desarticular esquema de corrupção na Polinter

Renata Leite (renata.leite@oglobo.com.br) e Sergio Ramalho (sergio.ramalho@oglobo.com.br)

A descoberta de um esquema de corrupção envolvendo policiais e detentos da carceragem da Polinter de Nova Friburgo, na Região Serrana, levou a Justiça a decretar a prisão do delegado Renato Soares Vieira, coordenador do Núcleo de Controle de Presos (Nucop) da Polícia Civil. Ele é apontado como chefe de uma quadrilha armada, formada por outros sete policiais civis, com a participação de funcionário terceirizado e presos de confiança, os chamados "faxinas". O grupo mantinha uma tabela de valores que eram exigidos das famílias para garantir regalias aos presos que, em muitos casos, deixavam as celas para praticar crimes. Denunciados pelo Ministério Público estadual, 16 integrantes do bando tiveram as prisões decretadas e são alvos, na manhã desta terça-feira, da Operação Faraó. Até o momento, dez pessoas foram presas, entre elas o delegado Renato Soares Vieira. Além das prisões, também estão sendo executados 16 mandados de busca e apreensão.

Todos os envolvidos serão indiciados nos crimes de formação de quadrilha, usurpação de função pública e prevaricação. Alguns deles também serão acusados do crime de concussão (extorsão praticada por funcionário público no exercício da função). O bando teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Leonardo Telles, em exercício na 2ª Vara Criminal de Nova Friburgo. Os mandados de prisão se referem a nove policiais, seis detentos e uma servidora contratada da Nucop, que são acusados de cobrar propina em troca de vantagens em visitas a presos, transferências e permanência na Polinter. Os mandados estão sendo cumpridos por agentes da CGU, com apoio de policiais da Subsecretaria de Inteligência e da Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas (Draco).

Até o momento, além de Renato Vieira já foram presos os policiais Antônio Carlos de Jesus Fernandes e Geraldo Gontijo Farias; os presos que estavam em liberdade condicional Lúcio Paulo Nunes Ribeiro e Francisco Guilherme Araújo de Azevedo; e a funcionária terceirizada da Polícia Civil Tamires Santiago da Silva. Quatro envolvidos que já estavam presos: Igor Filipek e Zuelandres Batista dos Santos Filho, no Presídio Ary Franco; Claudemir de Souza Ferreira, na Polinter do Grajaú; e Luis Flávio Júnior, na Polinter de Neves. Também são acusados de envolvimento no esquema Luiz Claudio Pereira, Ernani de Souza Gomes, Antonio Carlos Ferreira, Marcelo Nazareth, Argemiro Garcia Correa e Eli Carneiro Machado .

Antonio Carlos Ferreira, um dos gerentes do esquema, não foi encontrado em sua casa em Guapimirim. No entanto, numa construção no fundo do quintal de sua residência foi apreendido um grande volume de móveis, calçados, sandálias, carteiras e outros produtos embalados. Os agentes suspeitam que o material se trata de carga roubada.

A atuação da quadrilha vinha sendo investigada em conjunto por agentes da Corregedoria Geral Unificada (CGU) e promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Promotoria de Investigação Penal (PIP) de Nova Friburgo. Interceptações telefônicas mostram que o bando agia pelo menos desde o início do ano. Numa conversa gravada em 17 de agosto passado, por exemplo, o preso Lúcio Ribeiro se passava por policial. No outro lado da linha, sem saber do esquema, um inspetor da 14ª DP (Leblon) tentava confirmar se o ex-PM Luiz Flávio Júnior continuava encarcerado na Polinter de Nova Friburgo. O ex-policial, que deveria estar no cárcere, havia sido reconhecido por uma vítima assaltada horas antes no Leblon, na Zona Sul, a 140 quilômetros da cidade serrana. A Polinter de Friburgo já havia sido desativa há cerca de dois meses. A desativação da unidade já é resultado desta investigação.

Na noite do último dia 29, sete presos fugiram da carceragem da Polinter, em Vila Isabel. Entre eles estava o miliciano Marcos Faria Pereira, o Cabeção, que havia sido preso em setembro do ano passado na Operação Todos os Santos . A carceragem integra o Núcleo de Controle de Presos (Nucop), então coordenado pelo delegado Renato Vieira. No momento da fuga, os presos estavam armados e renderam dois policiais que estavam de plantão na unidade. Eles ainda levaram da delegacia um fuzil, seis carregadores e um revólver. Dois dias depois, o fuzil foi encontrado numa lixeira no Morro do Fubá, comunidade dominada pela milícia de Marco Cabeção.

Embora o caso esteja ligado diretamente à investigação sobre a tabela de valores que existia na Polinter de Nova Friburgo - a carceragem foi desativada em meio às investigações -, na denúncia encaminhada à Justiça, os promotores sugerem que o esquema de corrupção funcionava nas demais carceragens do estado sob coordenação do Nucop. Uma sindicância foi instaurada na Polícia Civil para apurar se houve facilitação no episódio que resultou na fuga do miliciano.

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/11/08/policia-realiza-operacao-para-desarticular-esquema-de-corrupcao-na-polinter-de-nova-friburgo-925753267.asp#ixzz1d7OaXUJb



domingo, 20 de março de 2011

REGIÃO SERRANA - BNDES SÓ LIBEROU 15% DOS RECURSOS

Pouca verba para grandes problemas

Reforma na igreja do centro de Nova Friburgo - Foto: Marcos Tristão / Agência O Globo

Gustavo Goulart, O Globo

Passados mais de dois meses da tragédia na Região Serrana, que causou a morte de quase 900 pessoas e deixou um imenso rastro de destruição, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibilizou apenas 15% dos recursos aprovados para ajuda a microempresas e empresas de pequeno porte afetadas pelos temporais.

Do total de R$ 400 milhões liberados, foram desembolsados R$ 61,2 milhões, sendo que apenas R$ 5,2 milhões foram emprestados a empresários de Teresópolis, o segundo município mais castigado da região, depois de Nova Friburgo.


sexta-feira, 11 de março de 2011

CPI DA REGIÃO SERRANA - Comissão que investiga tragédia para apurar responsabilidades de 904 mortos



Comissão que investiga tragédia estará em Nova Friburgo amanhã
Do R7 | 11/03/2011 às 07h23

Marcos de Paula / AE
Teresópolis foi uma das cidades mais afetadas pela chuva


A CPI da região serrana aprovou na quinta-feira (10) o primeiro roteiro de visitas às cidades atingidas pelas fortes chuvas em 11 de janeiro e, nesta sexta-feira (11), quando a tragédia que matou mais de 900 pessoas completa dois meses, a comissão fará sua primeira visita ao município de Teresópolis, onde será recebida pelo prefeito Jorge Mário Sedlacek.

A visita tem o objetivo de saber como é feito pelo município a identificação das áreas de risco, conhecer o sistema de monitoramento de construções irregulares, sistema de medidas compensatórias em empreendimentos e as regras básicas na aprovação da construção de condomínios.

Logo após, os membros da CPI irão para Câmara Municipal, onde tomarão ciência da legislação municipal para o uso e parcelamento do solo bem como um levantamento das ações da Câmara de Teresópolis no acompanhamento da tragédia.

De acordo com o relator da CPI, Nilton Salomão (PT), após as primeiras oitivas na sede da @Alerj o recolhimento de dados dos municípios darão clareza a CPI no que diz respeito ao critério de convocação dos agentes políticos para as futuras audiências a qual serão convocados.

- Fazem-se necessários o recolhimento deste tipo de dados em cada prefeitura e cada Câmara Municipal para dar mais clareza àquilo que é realmente o objeto de nossa investigação. Não tenho dúvida de que a
responsabilidade da tragédia da região serrana não é apenas da natureza. Ações preventivas poderiam ser tomadas, senão evitando todas as mortes, atenuando essa que foi uma das maiores tragédias que se tem conhecimento na história de nosso país.

A CPI da região serrana visitará no sábado (12) o município de Nova Friburgo sob orientação do mesmo cronograma a ser efetuado no município de Teresópolis. A comissão deverá também visitar alguns abrigos e áreas onde houve escorregamento de terra em área de encostas.

Tragédia das chuvas 

Um forte temporal atingiu a região serrana do Estado do Rio de Janeiro entre a noite de 11 de janeiro e a manhã do dia seguinte. Choveu em 24 horas o esperado para o mês inteiro e o resultado foi a maior tragédia climática registrada no país, segundo especialistas de várias áreas.

Deslizamentos de terra e enchentes mataram mais de 900 pessoas e deixaram quase 400 desaparecidas. Cerca de 30 mil sobreviventes ficaram desalojados ou desabrigados. Escolas, ginásios esportivos e igrejas viraram abrigos. Hospitais ficaram cheios de feridos na primeira semana; estando a maioria já recuperada. Cerca de 15 dias depois da catástrofe, doenças como leptospirose (provocada pelo contato com a urina de rato) começaram a assolar a população. Autoridades então passaram a monitorar casos confirmados e pacientes suspeitos, além de educar o povo em relação à prevenção.

As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro, São José do Vale do Rio Preto, Bom Jardim e Areal foram as mais afetadas e decretaram estado de calamidade pública. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados durante alguns dias.



As três esferas de governo se uniram para ajudar as vítimas e reconstruir as cidades. No dia 14 de janeiro, a presidente Dilma Rousseff liberou R$ 100 milhões para ações de socorro e assistência. Além disso, o governo federal anunciou a antecipação do Bolsa Família para os 20 mil inscritos no programa em Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. No dia 27 do mesmo mês, a presidente esteve no Rio e anunciou a entrega de 8.000 casas para desabrigados.

A ajuda também veio através de doações. Pessoas de diversos estados e países se comoveram com a tragédia e enviaram principalmente dinheiro, roupas, alimentos, remédios, água e colchões. Em fevereiro, as maiores necessidades, de acordo com as prefeituras dos municípios afetados, são material de limpeza, material de higiene pessoal e material descartável (como copos e fraldas).

Os animais que perderam seus donos e conseguiram sobreviver não foram esquecidos pela corrente de solidariedade. Entidades de defesa dos animais e pet shops organizaram feira de adoções. Centenas de cães e gatos ganharam novos lares e há até fila de espera de pessoas interessadas em cuidar dos bichinhos.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

TRAGÉDIA NA REGIÃO SERRANA - Número de mortes causadas pela chuva chega a 894



O número de mortos identificados na região serrana do Rio de Janeiro em consequência da catástrofe provocada pela chuva no mês passado é de 894 pessoas, de acordo com o último balanço da Polícia Civil do Rio, divulgado hoje (12), quando a tragédia completa um mês. Nova Friburgo tem o maior número, com 424 óbitos, seguida de Teresópolis (373), Petrópolis (71), Sumidouro (21), São José do Vale do Rio Preto (quatro) e Bom Jardim, onde uma pessoa morreu.

O número de desaparecidos na região chega a 408, segundo balanço divulgado ontem (11), pelo Programa de Identificação de Vítimas (PIV) do Ministério Público do Rio de Janeiro. O município de Teresópolis lidera a lista de desaparecidos, com 223 nomes, seguido de Nova Friburgo (85), Petrópolis (56) e Sumidouro (dois). Em São José do Vale do Rio Preto e em Bom Jardim não há desaparecidos.

Na próxima segunda-feira (14), o Ministério Público deverá divulgar uma nova atualização da lista de desaparecidos.

SIGA BRASIL - Cidadãos podem monitorar dinheiro enviado para ajudar o Rio


Milton Júnior
Do Contas Abertas


O Senado Federal anunciou nesta semana mais uma ferramenta de controle social pela internet. Por meio do portal Siga Brasil, um sistema de informações sobre as leis orçamentárias que reúne diversas bases de dados, o cidadão poderá acompanhar todos os repasses federais para as cidades do Rio de Janeiro atingidas pelas chuvas no início deste ano. Os interessados poderão identificar, por exemplo, qual órgão liberou efetivamente os recursos, para qual município ou estado, com que foi gasta a verba, além de verificar quem foram os favorecidos diretos.

Segundo dados da nova ferramenta, os principais municípios da região serrana do estado receberam, em janeiro, cerca de R$ 30 milhões do programa de “resposta aos desastres e reconstrução”, do Ministério da Integração Nacional. De acordo com o Siga Brasil, Nova Friburgo recebeu um terço do valor, enquanto Teresópolis e Petrópolis receberam R$ 7 milhões, cada uma. O restante foi distribuído entre as cidades de Sumidouro, Areal, Bom Jardim e São José do Vale do Rio Preto.

O sistema desenvolvido pelo Senado poderá ainda ajudar o próprio governo, segundo reportagem institucional. A equipe técnica da Secretaria de Controle Externo do Tribunal de Contas da União (TCU) no Rio, por exemplo, encarregada de fiscalizar a aplicação dos recursos federais repassados às prefeituras, será um deles. A equipe começou o trabalho de fiscalização pela Secretaria de Obras do estado, que já recebeu R$ 70 milhões do crédito extraordinário dos R$ 780 milhões aberto pela MP 522/11.

Instruções

Para identificar se os recursos destinados a socorrer vítimas das enchentes foram liberados para as prefeituras das áreas atingidas, basta acessar o link “Orçamento”, na página do Senado na internet.Clique aqui para ir direto ao site. Recomenda-se usar o Internet Explorer e o Java 2 versão 1.4.2. Veja aqui o infográfico produzido pelo Jornal do Senado para exemplificar o caminho que o internauta deverá percorrer.


Se o atalho não for usado, selecione estados e municípios à esquerda da página. Em seguida, escolha 2011 (por enquanto, os dados disponíveis nessa consulta pronta incluem apenas 2010 e o atual exercício). Localize na parte "Orçamento em números", a chamada referente à "Defesa Civil – recursos aplicados pela União por município".

Monitoramento também no Executivo

A Controladoria-Geral da União (CGU) também anunciou nesta semana que acompanhará de forma preventiva a aplicação dos recursos públicos federais transferidos aos municípios do Rio. Além de monitorar in loco o quadro situacional e assessorar tecnicamente os gestores, a Controladoria “estuda” incluir no Portal da Transparência o detalhamento dos gastos realizados pelos estados e municípios para atendimento às situações de calamidade.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Crea-RJ : 80% das mortes na Região Serrana poderiam ter sido evitadas



Rio - O presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Economia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) afirmou que tragédia que vitimou mais de 830 pessoas na Região Serrana do Rio ocorreu por uma " foi exacerbada pela falta de planejamento dos órgãos públicos". A acusação de Agostinho Guerreiro foi feita nesta quarta-feira após a entrega de um estudo aos prefeitos de Teresópolis e Nova Friburgo sobre os fatores que causaram as enchentes nas duas cidades.

"Se tivesse sido cumprida a Lei brasileira correspondente a desmatamentos, certamente teríamos salvo 80% de vidas na região", afirma Guerreiro. Além de determinar as causa da tragédia, o documento, concebido por técnicos e especialistas do Crea-RJ nos três dias que se seguiram às chuvas, apresenta sugestões de obras possíveis de serem realizadas até o próximo verão para amenizar os riscos.

"São obras de pequeno porte, como contenção de encostas e pequenas barragens no topo dos afluentes que não exigem grandes gastos ou grande aparato para serem realizadas", sugere o engenheiro.

Ele também ressaltou a urgência para a realização das obras sugeridas. "No verão do ano que vem, nós teremos novas catástrofes. Só não sabemos onde". 

De acordo com Guerreiro, apesar de o fenômeno natural das chuvas ter ocorrido em grande intensidade, a intervenção humana na região não pode ser desconsiderada como fator preponderante na força das cheias e deslizamentos. "Aqueles que colocam a culpa apenas no fenômeno natural estão prestando um desserviço ao comportamento dos órgãos públicos".

Além do aquecimento global, que, segundo o engenheiro, intensifica os fenômenos naturais, o desmatamento de encostas e a ocupação irregular do solo fazem com que a velocidade e o volume das águas que descem os morros aumentem, desencadeando o processo.

Região Serrana enfrenta a pior catástrofe de sua história

Castigada por um temporal que fez chover em 24 horas mais do que era esperado para todo o mês, a Região Serrana do Rio enfrenta desde a noite da terça-feira 11 de janeiro a pior catástrofe natural do Brasil. Com o número de mortos, desabrigados, desalojados, feridos e desaparecidos, a tragédia já superou o registrado em janeiro do ano passado, em Angra dos Reis e, em abril, na capital e Niterói.

Localidades inteiras foram soterradas por lama no município de Teresópolis. No bairro Caleme, uma represa da Cedae transbordou por causa da tromba d’água, provocando o deslizamento de encostas sobre casas e carros. Em Nova Friburgo, três bombeiros que seguiam para resgatar vítimas quando o carro onde estavam foi soterrado por uma avalanche.

Petrópolis também sofreu devastação em diferentes pontos. O Distrito de Itaipava foi o mais atingido. O soterramento de uma casa na localidade Vale do Cuiabá matou 12 pessoas de uma mesma família. Corpos foram recolhidos por moradores e depositados às margens de um rio à espera de resgate. Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto, também cidades da região, também contabilizam mortos.

Com informações do Terra

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

CHUVAS NO RJ - Número de mortes na Região Serrana chega a 672, segundo prefeitura #ChuvasRJ


   

Rio - As prefeituras das cidades da Região Serranas atingidas pelas chuvas desde a terça-feira, dia 11 de janeiro, já contabilizam 672 corpos encontrados. De acordo com os levantamentos oficiais, até o momento, 318 pessoas morreram em Nova Friburgo, 274 em Teresópolis, 58 em Petrópolis, 20 em Sumidouro e 2 em São José do Vale do Rio Preto. O número de desabrigados e desalojados de toda a região já passa de 15 mil.

Em outro balanço, divulgado às 22h desta segunda-feira, a Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil contabiliza 665 vítimas fatais pelas fortes chuvas na região. Deste número, 312 são de Nova Friburgo, 276 de Teresópolis, 58 de Petrópolis e 19 do município de Sumidouro. Os dois corpos encontrados em São José do Vale do Rio Preto foram confirmados apenas pela prefeitura.

De acordo com a Secretaria, há 3.600 desalojados e 2.800 desabrigados em Petrópolis, 960 e 1.280 em Teresópolis e 3.220 e 1.970 em Nova Friburgo.
Foto: Divulgação
Peritos exibem fotos das vítimas em frente ao IML para reconhecimento por parentes e os primeiros corpos começam a ser sepultados no cemitério municipal de Teresópolis, onde foram abertas 300 covas | Foto: Divulgação
Concessionária de energia reforça equipes na Região Serrana

A concessionária de energia Ampla enviará à região serrana do Rio de Janeiro mais 70 equipes de emergência para se juntar às turmas que trabalham desde a semana passada de forma ininterrupta para regularizar o abastecimento de energia nas áreas atingidas pelos temporais.

Dos 105 mil moradores que ficaram sem energia,93% já tiveram o fornecimento normalizado, o que representa 98,5 mil clientes.

Segundo a Ampla, 96% dos clientes já estão com a energia em suas casas em Teresópolis. Em São José do Vale do Rio Preto, a concessionária já conseguiu restabelecer o fornecimento em 93% dos consumidores. Em Petrópolis e Areal, o fornecimento já voltou para 94% dos moradores.

A concessionária estendeu ainda o prazo de pagamento da conta de luz de janeiro para os clientes afetados. Durante 30 dias após o vencimento, não serão cobrados multa e juros.

A companhia disponibilizou geradores para atender os serviços essenciais na região serrana da rede hospitalar, postos de saúde e abrigos que estão atendendo desabrigados e desalojados da tragédia. 

Região Serrana enfrenta a pior catástrofe de sua história


Castigada por um temporal que fez chover em 24 horas mais do que era esperado para todo o mês, a Região Serrana do Rio enfrenta desde a noite da terça-feira 11 de janeiro a pior catástrofe natural do Brasil. Com o número de mortos, desabrigados, desalojados, feridos e desaparecidos, a tragédia já superou o registrado em janeiro do ano passado, em Angra dos Reis e, em abril, na capital e Niterói.

Localidades inteiras foram soterradas por lama no município de Teresópolis. No bairro Caleme, uma represa da Cedae transbordou por causa da tromba d’água, provocando o deslizamento de encostas sobre casas e carros. Em Nova Friburgo, três bombeiros que seguiam para resgatar vítimas quando o carro onde estavam foi soterrado por uma avalanche.

Petrópolis também sofreu devastação em diferentes pontos. O Distrito de Itaipava foi o mais atingido. O soterramento de uma casa na localidade Vale do Cuiabá matou 12 pessoas de uma mesma família. Corpos foram recolhidos por moradores e depositados às margens de um rio à espera de resgate. Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto, também cidades da região, também contabilizam mortos.
Com informações do Terra