Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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terça-feira, 10 de abril de 2012

REGIÃO SERRANA - Após novo desastre, Cabral e Pezão prometem NOVAMENTE construir mais casas

Governo do RJ promete construir mais casas
Após forte chuva em Teresópolis, 379 casas foram interditadas pela Defesa Civil

Band

A Defesa Civil orientou moradores de áreas de risco a abandonar suas casas e procurar abrigos oferecidos pela prefeitura
Fuca Burgos/Futura Press


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Um ano e três meses após a tragédia da região serrana do Rio de Janeiro, moradores de Teresópolis viveram novo desastre e escutaram do governo do Estado mais uma promessa.

Nessa segunda-feira, o governador Sérgio Cabral afirmou que, até o fim de 2013, mais de 2 mil apartamentos serão construídos na Serra para abrigar as famílias que perderam suas casas nas enchentes do ano passado.

Além das habitações, o governador prometeu empregar na região serrana a estratégia de compra assistida, já realizada em comunidades cariocas que receberam obras do PAC das Favelas.

Segundo Cabral, a iniciativa agiliza a solução do problema para as famílias sem teto. “A compra assistida dá agilidade. Assistentes sociais do Estado procuram a família, definem o valor do imóvel, retiram os moradores da área de risco, e acompanham a compra de um imóvel em local seguro. Depois, nas áreas de risco desocupadas ainda são construídos parques e áreas de lazer”, explicou Cabral.

No entanto, entraves judiciais colaboram para a demora das desapropriações. Segundo o vice-governador Luiz Fernando Pezão, “os proprietários não concordam com o valor”.

Até hoje, nenhum apartamento foi entregue aos desabrigados na Serra. No ano passado, a tragédia deixou mais de 900 mortos. Na sexta-feira, a chuva que atingiu a Teresópolis matou cinco pessoas e deixou 24 feridas.

Ontem, a Defesa Civil orientou moradores de áreas de risco a abandonar suas casas e procurar abrigos oferecidos pela prefeitura. Ao todo, 379 casas foram interditadas e 179 pessoas ainda estão desabrigadas.

Segundo a Defesa Civil, as falhas registradas durante o temporal no sistema de alerta contra enchentes, instalado após a tragédia de 2011, já estão sendo investigadas. Das 20 sirenes da cidade, quatro não funcionaram.

A demora no acionamento dos equipamentos também foi alvo de reclamações. Entre os bairros que ficaram sem sirenes estão Fonte Santa e Pimentel, onde uma pessoa morreu vítima de deslizamento.

“A luz apagou. O desespero foi grande. Subimos as ruas gritando para o pessoal descer, porque a sirene deu problema. Foi um verdadeiro pânico”, contou o presidente da Associação de Moradores de Pimentel, Marcos da Silva.


sábado, 7 de abril de 2012

REGIÃO SERRANA - População continua sofrendo. Chuvas deixaram 5 mortos e mais 800 desabrigados

Bombeiros confirmam 5ª morte após chuva forte em Teresópolis, RJ
Número de desabrigados pode chegar a 800, segundo Corpo de Bombeiros.
Em 4h choveu mais do que o esperado no município para o mês inteiro.

Do G1, em São Paulo



Subiu para cinco o número de mortos após a chuva forte que caiu em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, informou na madrugada deste sábado (7) o comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, coronel Sérgio Simões.

A vítima localizada é uma mulher, que estava sob os escombros de uma casa no bairro de Santa Cecília. O filho dela, de cinco anos, foi resgatado com vida, de acordo com o coronel Simões.

Segundo as primeiras informações, uma vítima teria 14 anos, moradora do bairro Quinta Lebrão. Um casal teria sido retirado sem vida em um desabamento em Bom Retiro e ainda uma outra vítima morreu em um deslizamento na comunidade Pimentel.

Anteriormente, os bombeiros informaram que a vítima de 14 anos era do sexo masculino, porém às 23h41 a corporação afirmou que era uma menina. Segundo Simões, o número de desabrigados em Teresópolis pode chegar a 800.

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A chuva deu trégua no município por volta das 23h. Bombeiros do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS) e cães da corporação estão a caminho.

Segundo a Secretaria de Estado da Defesa Civil, o sistema de alerta sonoro da cidade foi acionado nos bairros de Perpétuo e Rosário, e moradores estão sendo orientados a seguir para os pontos de apoio.



chega a oito o número de deslizamentos de terra em Teresópolis. A informação foi confirmada pela Secretaria de estado de Defesa Civil.

A serra Rio-Teresópolis chegou a ficar cerca de 3 horas totalmente interditada.

De acordo com a Concer, concessionária responsável pela via, a interdição ocorreu por medida preventiva, já que chovia muito forte na cidade.


Friburgo Em Nova Friburgo, também na Região Serrana, a chuva forte do fim desta tarde provocou um deslizamento de terra na RJ-142, estrada que liga os distritos de Mury a Lumiar. Segundo a Defesa Civil do município, motoristas que trafegam pelo local devem dirigir com atenção, pois a rodovia opera em meia pista.

Ainda de acordo com a Defesa Civil, em quatro horas choveu mais do que o esperado no município para o mês inteiro. Mais cedo, o Rio Bengalas, no Centro da cidade, chegou a transbordar, mas as águas já retornaram ao nível normal.

Todos os rios da Região Serrana estão em estágio de atenção, ainda de acordo com o Inea. A Defesa Civil do estado informou que as equipes estão mobilizadas nos dois municípios.

Em janeiro de 2011, a chuva que devastou municípios da Região Serrana deixou mais de 900 mortos.


    

Fonte G1

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

IRREGULARIDADE - Integração liberou verba contra enchentes antes de parecer técnico

Manipulação foi comprovada durante inspeção do TCU na Secretaria Nacional de Defesa Civil
Roberto Maltchik
Thiago Herdy

BRASÍLIA e BELO HORIZONTE - O Ministério da Integração Nacional manipulou processos de liberação de recursos da Defesa Civil para que prefeituras tivessem os termos de compromisso firmados antes da emissão do parecer técnico atestando como e quanto o município deveria receber. A manobra assegurou o pagamento de R$ 11,5 milhões a seis prefeituras baianas, em 2009, durante a gestão de Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). Outro convênio, com o governo do Maranhão, seguiu o mesmo procedimento, porém não houve repasses ao estado.

A manipulação foi comprovada durante a última inspeção que o Tribunal de Contas da União (TCU) fez na Secretaria Nacional de Defesa Civil, em 2010. Os auditores identificaram nas pastas onde os processos ficam guardados, bilhetes com a seguinte recomendação: “Atenção: o parecer de análise deverá ser colocado antes do termo de compromisso, com data anterior ao mesmo”. Nos mesmos processos, os auditores encontraram folhas em branco à espera do aval da área técnica. As folhas só não estão completamente em branco por conta do aviso, em manuscrito, indicando a sua finalidade: “parecer de análise”, que seria incorporado ao processo com data anterior a do Termo de Compromisso.

A manobra beneficiou as cidades baianas de Cairú (R$ 1,2 milhão), Lauro de Freitas (R$ 7 milhões), Mascote (R$ 600 mil), Valença (R$ 700 mil), Conde (R$ 1 milhão) e Simões Filho (R$ 1 milhão), atingidas por enchentes em 2009. No caso de Lauro de Freitas, que recebeu R$ 7 milhões para contenção de encostas, recuperação de vias urbanas, desobstrução de córregos e recuperação de prédios públicos, a liberação integral dos recursos ocorreu em dois meses. O convênio foi publicado em 21 de julho de 2009 e pago em 22 de julho do mesmo ano.

No Termo de Compromisso firmado com o governo estadual do Maranhão, segundo o Portal da Transparência, os R$ 22,5 milhões contratados não foram liberados.

Irregularidades em 48 convênios
Os sete processos manipulados integram uma lista de 48 convênios nos quais os auditores identificaram algum tipo de impropriedade na formalização de Termos de Compromisso. Em todos os casos, são recursos de transferência obrigatória para recuperação de danos provocados por desastres naturais.

A relação enumera casos de processos com folhas reservadas para inserção de documentos; processos apresentados com datas futuras; termos com planos de trabalho sem aprovação; e processos sem datas ou mesmo com recursos liberados sem o plano de trabalho, contemplado nos chamados relatórios de avaliação de danos (Avadans) ou Notificação Preliminar de Desastres (Nopred).

Ao avaliar as falhas processuais, os auditores ressaltaram à época que o maior risco que se corria seria a possibilidade de inserção de pareceres após a assinatura dos termos de compromisso, sob pena de transferência irregular de recursos públicos.

“A reserva de folhas no processo, além de impossibilitar a obtenção de informações gerenciais, principalmente para a análise do tempo necessário para a emissão do parecer pela área técnica, dá margem à inserção no processo de pareceres técnicos após a assinatura de termo de compromisso, que, por sua vez, implica na transferência de recursos públicos sem análise tempestiva do plano de trabalho apresentado pelo ente solicitante”, afirmam os auditores em processo relatado pelo ministro Benjamin Zymler, atual presidente da Corte de Contas.

Análise técnica evita desperdícios
Os auditores chegam a advertir que o repasse de dinheiro não precisa de plano de trabalho aprovado, porém, salientam que a análise técnica - incorporada depois, com data retroativa, nos sete convênios - é a única forma de garantir que os objetos financiados estejam de acordo com a especificação exigida pelo programa, “evitando desperdício dos recursos”.

A auditoria foi a mesma que confirmou a estrutura raquítica da Secretaria da Defesa Civil para avaliação dos decretos de situação de emergência e de calamidade pública, encaminhados pelos municípios. Como O GLOBO revelou na última quarta-feira, a fragilidade do controle abriu o caminho para a proliferação de casos de desvio de recursos repassado às cidades para reconstruir áreas atingidas por enchentes no Sul do país.

O vice-prefeito de Barra Velha, em Santa Catarina, Claudemir Francisco, viu isso acontecer. Ele assumiu o cargo depois do afastamento do prefeito Samir Mattar, acusado de fazer falsa comunicação de desastres.

O ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, afirma que a única recordação que tem a respeito desses convênios foi a gravidade da enchente que se abateu sobre as cidades mencionadas pela reportagem. Ele negou que tenha liberado recursos, sem a devida sustentação da área técnica, por motivos políticos partidários. E lamentou os problemas crônicos na estrutura da Defesa Civil para a análise dos decretos de situação de emergência.

- Eu não conheço o teor dessa auditoria. Entretanto, se foi apontada irregularidade, deve-se punir exemplarmente os responsáveis. Eu acredito que as investigações servem mesmo para esse propósito: analisar a regularidade dos atos, verificar se houve algum erro, e punir quem quer que seja o responsável - afirmou Vieira Lima, que hoje responde pela Vice-Presidência de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal.

O GLOBO procurou o Ministério da Integração Nacional para abordar o item da auditoria do Tribunal de Contas da União que tratava da manipulação dos processos, que tiveram liberação de recursos autorizada sem a devida análise técnica. Entretanto, até o fechamento desta edição, o ministério não se manifestou sobre o caso.

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/integracao-liberou-verba-contra-enchentes-antes-de-parecer-tecnico-4053763#ixzz1nIDyzSSJ

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

TRAGÉDIAS - 15% dos decretos municipais são indeferidos pela Secretaria Nacional de Defesa Civil

A Secretaria Nacional de Defesa Civil indeferiu, no ano passado, 225 pedidos de reconhecimento de decretos municipais de situação de emergência ou estado de calamidade. Segundo levantamento obtido pela Agência Brasil, esse número representa 15% das 1.514 solicitações de reconhecimento de situações adversas causadas por intempéries como chuva, seca ou estiagem encaminhadas em 2011.

O reconhecimento dos decretos locais é necessário para que o governo federal possa liberar recursos econômicos e humanos para os municípios que, sozinhos, não têm condições de auxiliar as vítimas e reconstruir os prejuízos. Para os cidadãos, o reconhecimento também torna mais ágil a liberação de benefícios federais como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a antecipação de benefícios previdenciários, entre outros.

Os Estados com maior número de decretos negados foram a Bahia (47), Santa Catarina (47), o Rio Grande do Sul (34), Minas Gerais (17), o Amazonas (15), Pernambuco (9), o Paraná (8), Roraima (7), o Espírito Santo (5), a Paraíba (5), o Piauí (5), Sergipe (5), o Rio Grande do Norte (4), São Paulo (4), o Ceará (3), Alagoas (2), Goiás (2), Mato Grosso (2), o Rio de Janeiro (2), o Pará (1) e Rondônia (1).

A maioria das cidades é de pequeno porte, mas a secretaria informou que também foram indeferidas solicitações feitas por municípios de médio porte, como, por exemplo, Vitória da Conquista (BA). Duas capitais, João Pessoa (PB) e Salvador (BA), também tiveram pedidos recusados. No caso da capital paraibana, um primeiro decreto foi indeferido, mas, pouco tempo depois, outro foi reconhecido. Procurado, o coordenador da Defesa Civil municipal, Francisco Noé, informou que o pedido do município foi regularizado. A prefeitura de Salvador continua recorrendo da decisão da secretaria nacional, que é vinculada ao Ministério da Integração Nacional.

O prefeito da capital baiana, João Henrique, decretou situação de emergência no dia 9 de novembro, devido aos estragos causados pelas chuvas que atingiram a cidade nos dias anteriores. O pedido de reconhecimento, contudo, foi negado no último dia 16. O chefe da Divisão de Reconhecimento da secretaria nacional, Werneck Carvalho, explicou que o pedido não atendia aos critérios estabelecidos a partir de parâmetros internacionais empregados pela Organização das Nações Unidas (ONU).

"Segundo os critérios da secretaria, as anormalidades relatadas por Salvador não configuravam um desastre", disse Carvalho, com base em pareceres de dois técnicos. "Eles foram a Salvador verificar a situação e garantem que os danos alegados pela prefeitura não foram constatados. Segundo os técnicos, os prejuízos não excederam a capacidade da prefeitura e só cinco casas foram danificadas."

De acordo com a Secretaria de Transportes e Infraestrutura de Salvador, só entre os dias 7 e 9 de novembro desabaram um prédio de três andares e seis casas. Foram registrados 246 deslizamentos de terra e mais de 100 casas tiveram que ser evacuadas. Muitos dos moradores dessas residências continuam vivendo em abrigos municipais. "Os riscos de desastres em locais de risco não desaparecem quando a chuva vai embora. Pelo contrário. E é justamente quando o tempo melhora que se pode trabalhar nas áreas com mais segurança, visibilidade dos estragos e eficiência. Por essa razão, é dever da administração municipal pedir a reavaliação da decisão, pois o que se preza é a segurança da população", justifica a prefeitura, em nota.

Além da confirmação de que eventos adversos provocaram grandes perdas humanas e materiais, a secretaria nacional também verifica se o município (ou o Estado, se for o caso) não tem capacidade de lidar com a situação por seus próprios meios e se, de fato, necessita da ajuda federal. "Quem dá a resposta imediata ao desastre é a cidade, que tem que ter sua defesa civil, seus órgãos e recursos próprios. Se isso não for suficiente, a prefeitura deve pedir auxílio ao Estado. A ajuda federal complementar só deve ser pedida nos casos em que também o Estado não for capaz de responder ao problema", explicou Carvalho.

Ele disse que há situações em que os municípios contabilizam danos de anos anteriores ao elaborar o pedido de reconhecimento. Além disso, há prefeituras que embora não precisem da ajuda federal, pedem o reconhecimento do decreto por entender que só assim poderão contratar, sem licitação, obras emergenciais como drenagem e contenção de encostas.

"Muitas vezes, existe uma falta de conhecimento. Há defesas civis municipais que desconhecem o processo e a legislação e encaminham documentação incompleta, fora do prazo, com erros. Se sabemos que a situação exige nosso auxílio, levamos em conta o interesse público e devolvemos a documentação pedindo que seja corrigida, mas há casos em que esses problemas implicam a rejeição do pedido."


    
Fonte Terra http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5578375-EI306,00-Defesa+Civil+dos+decretos+municipais+sao+indeferidos.html

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

FARRA NO DNOCS - relatório da @CGU aponta prejuízo de R$ 312 milhões

Documento revela ainda concentração de convênios com Rio Grande do Norte, estado do diretor-geral

BRASÍLIA - Relatório da Controladoria Geral da União (CGU), concluído em dezembro de 2011, aponta prejuízos de R$ 312 milhões na gestão de pessoal e em contratações irregulares do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). O relatório de 252 páginas revela uma sucessão de pagamentos superfaturados, contratos com preços superestimados e "inércia" da direção do órgão para sanar irregularidades que prosperaram ao longo da última década.
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A CGU também aponta "concentração significativa" de convênios para ações preventivas de Defesa Civil no Rio Grande do Norte, estado do diretor-geral do Dnocs, Elias Fernandes, e de seu padrinho político, o líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Os dois negam favorecimento do órgão.
A auditoria foi realizada no ano passado, depois que as contas do Dnocs foram consideradas irregulares pela CGU por três anos consecutivos (2008, 2009 e 2010). O trabalho apontou prejuízo estimado em obras de R$ 192,2 milhões. São recursos destinados à construção de barragens, adutoras, açudes, pontilhões e passagens molhadas. A CGU ainda contabilizou prejuízo de R$ 119,7 milhões em pagamentos indevidos de Vantagem de Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI), complemento salarial dado aos servidores.
Além dos prejuízos multimilionários, os auditores se surpreenderam com o rateio de R$ 34,2 milhões para a execução de convênios entre prefeituras e o Dnocs voltados a ações de Defesa Civil. De 47 convênios, 37 contemplaram municípios do Rio Grande do Norte, que contrataram R$ 14,7 milhões. Muitos convênios, de acordo com a CGU, recheados de irregularidades, como pagamento a empresas com "ligações políticas, com sócios de baixa escolaridade e, inclusive, empresas não encontradas, indicando serem de fachada".
Para a realocação de 40 casas no Bairro São Francisco, em Alto do Rodrigues (RN), por exemplo, a CGU não conseguiu encontrar os boletins de medição da obra. E ainda identificou direcionamento de licitação, débitos não identificados na conta corrente do convênio e suspeita de uso de laranjas para a contratação de prestadoras de serviço. Sobre os contratos de Defesa Civil com prefeituras do Rio Grande do Norte, a CGU concluiu: "Ficou evidenciada que a execução daqueles convênios está eivada de irregularidades".
O Dnocs é subordinado ao Ministério da Integração, cujo ministro, Fernando Bezerra (PSB), também destinou grande parte das verbas de sua pasta para seu estado, Pernambuco.

Aditivos no teto da Lei de Licitações
Nas obras de grande e médio portes, a auditoria separou obras antigas, cujas irregularidades não teriam sido sanadas, e novos empreendimentos, cujas suspeitas emergiram em 2011. É o caso do contrato para a execução das obras da Barragem Figueiredo, no Ceará, que teve três termos aditivos, elevando em 24,94% o valor global, no teto do limite de acréscimo previsto pela Lei de Licitações: pulou de R$ 78 milhões para R$ 97,37 milhões.
Para a CGU, a Comissão de Fiscalização do Dnocs concordou com o pagamento de indenização à empresa contratada - Galvão Engenharia S/A - "sem fundamentos técnicos consistentes". O valor pago indevidamente pode chegar a R$ 3,6 milhões. Em 16 de outubro de 2011, de acordo com o diretor Elias Fernandes, a Comissão de Fiscalização foi integralmente substituída. Nessa obra, a CGU estimou superfaturamento de R$ 3,65 milhões.
Em suas considerações finais, o relatório de auditoria aponta "incapacidade" da direção do Dnocs para reagir frente aos problemas apresentados e atribui aos diretores a responsabilidade pelo não atendimento de recomendações de controle, apresentadas ao longo dos últimos anos:
"Não raras vezes, os projetos não atingem os objetivos propostos, seja quando a execução é direta, seja na indireta, mediante a celebração de convênios... Esse quadro é agravado pelo fato de que as recomendações do controle interno não são tratadas de forma efetiva pela direção da autarquia".
Elias afirmou que a auditoria não o "intimida" e contestou a responsabilidade pelas irregularidades constatadas. Fernandes reconheceu falhas gerenciais, criadas, segundo ele, por "40 anos" sem concurso público, que fez o número de servidores cair de 6,7 mil para 1,8 mil nos últimos 20 anos.
- Eu discuto qualquer ponto desse relatório e digo que não houve nenhum desvio de recursos por parte dos dirigentes. Se houve pela Comissão de Fiscalização, isso está sendo apurado. Se as prefeituras estão fazendo errado, a fiscalização que está lá vai dizer. Agora, não houve negligência do órgão - afirmou o diretor-geral do Dnocs, antes de negar que o ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional) tenha lhe pedido o cargo.
Elias Fernandes também negou favorecimento às obras do Rio Grande do Norte, sob o argumento de que os recursos foram pulverizados em diversas prefeituras, que receberam, em média, R$ 400 mil cada. O mesmo argumento foi utilizado pelo líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves:
- Como que esse dinheiro (14,7 milhões), para atender a dezenas de municípios prejudicados por calamidades, pode ser favorecimento? Consegui esse dinheiro para o meu estado com muito sacrifício, com muita luta. É uma coisa simplória.

domingo, 23 de outubro de 2011

REGIÃO SERRANA - Burocracia e poucos recursos para prevenir desastres preocupam população serrana

Publicada em 22/10/2011 às 20h36m

Fábio Vasconcellos (fabiovas@oglobo.com.br)
 

RIO - Se num passado recente a ausência de ações preventivas do poder público tornou ainda mais dramática a maior tragédia natural do país, com a morte de mais de 900 pessoas durante as chuvas na Região Serrana, agora é a burocracia, somada ao baixo volume de recursos, que deixa a população em alerta. Anunciados logo após a enxurrada de janeiro, os novos radares meteorológicos, que poderiam prever chuvas com até duas horas de antecedência, só entrarão em operação em 2012, após o período dos temporais. Enquanto os equipamentos não vêm, os moradores de áreas de risco terão que contar com outras medidas de prevenção para evitar maiores danos durante as chuvas.

Criada também com a finalidade de desenvolver ações para se antecipar aos desastres naturais, a Secretaria estadual de Defesa Civil reservou recursos no orçamento de 2012 para este propósito. Mas, pelos números, não há o que comemorar. O órgão pretende aplicar R$ 57,6 milhões em projetos de ampliação de sua capacidade de atendimento. Deste total, apenas R$ 980 mil, ou seja, 1,7%, serão destinados ao programa "prevenção de desastres". O restante do orçamento da Defesa Civil vai para pagamento de pessoal, manutenção do Corpo de Bombeiros e compra de carros e equipamentos. A maior parte dos recursos vem do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros (Funesbom), formado pela cobrança da taxa de incêndio.

VOTE:Você acha que, após a tragédia da Serra, o poder público passou a se preocupar mais com a prevenção de catástrofes?

Moradores querem pressionar governos
O valor para prevenção, que a própria secretaria reconhece como "insuficiente", chega ser uma contradição com o que preconiza o Plano Plurianual (PPA) 2012-2015 do governo, que identifica todas as metas e prioridades para os próximos quatro anos. Pelo documento, a Defesa Civil tem como objetivo "promover a redução de desastres com ações nas áreas de prevenção, preparação para as emergências e resposta, incluindo a prestação de socorros diversos à população". Pelo PPA, os R$ 980 mil serão aplicados no programa "preparação para emergência e desastres", cuja meta é realizar 23 cursos de defesa civil e apoio a 40 unidades de Defesa Civil nos municípios. Até o fim de 2015, o objetivo é realizar 115 cursos e treinar agentes de 70 unidades municipais, especialmente de cidades que não contam com estrutura mínima de atendimento à população. As equipes das cidades da Região Serrana, onde já foram identificadas 40 áreas de risco, também devem ser beneficiadas.

Mas é a proposta orçamentária da Secretaria e os recursos para a prevenção que deixam ainda mais preocupados os moradores da Serra. O presidente da Associação de Vítimas das chuvas em Teresópolis, Joel Caldeira, diz que a tempestade do fim de semana passado deixou moradores assustados, pois houve pequenos deslizamentos de terra e alagamento de ruas. Ele diz que os moradores farão uma audiência pública no dia 28 para pressionar o governo do estado e a prefeitura a acelerarem a aplicação de recursos na recuperação do município e na prevenção das tragédias

Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/10/22/burocracia-poucos-recursos-para-prevenir-desastres-preocupam-populacao-serrana-925637190.asp#ixzz1bazs8frq


sábado, 10 de abril de 2010

SERGIPE/CHUVAS - 19h08 Chuvas deixam mais de 500 desalojados em Sergipe


da Agência Brasil


As chuvas que caem desde a última quarta-feira em Sergipe já danificaram 778 casas, deixando 319 pessoas desalojadas e 210 desabrigadas no Estado, de acordo com a Defesa Civil.
No município de Carmópolis, a cerca de 50 quilômetros de Aracaju, 180 casas foram danificadas, 80 pessoas estão desalojadas e 120 desabrigadas por causa de alagamentos e desabamentos no município. A prefeitura decretou estado de calamidade pública e as famílias sem abrigo foram encaminhadas para o centro de idosos do município.
Na cidade de São Cristóvão, cerca de 100 pessoas estão desalojadas por causa de inundações. Na capital, Aracaju, alagamentos, desabamentos e deslizamentos de terra também danificaram 12 casas.
O gerente de planejamento da Defesa Civil do estado, Alexandre José Alves, disse que o governo estadual e os municípios estão com suas equipes mobilizadas para conseguir recursos para os desabrigados.
"Estamos trabalhando para minimizar os efeitos dessa grande chuva, com a qual não estamos acostumados aqui no estado", disse Alves. Segundo ele, a previsão é que o tempo fique instável até a próxima terça-feira (13).

 


 

RIO DE JANEIRO/CHUVAS - sem retroescavadeira, bombeiros usam máquinas emprestadas em Niterói

           Ruben Berta - O Globo
Apesar da atuação constante em casos de deslizamento de encostas, o Corpo de Bombeiros não tem uma retroescavadeira entre seus equipamentos para emergências. Na tragédia do Morro do Bumba, em Niterói, as máquinas usadas foram deslocadas, por exemplo, de obras do Complexo Petroquímico de Itaboraí (Comperj), de ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ou até do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM.
- Não temos equipamentos como retroescavadeiras porque o custo de manutenção é alto. Há órgãos do próprio governo estadual como a Emop (Empresa de Obras Públicas) que têm as máquinas, sabem como operá-las e ficam à disposição em casos de tragédia - alega o diretor do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros (Funesbom), coronel Aurentino Gomes.
Na tragédia do Morro do Bumba, outro questionamento é em relação ao equipamento usado pelos bombeiros. O presidente da Associação dos Ativos e Inativos da Policia Militar e Corpo de Bombeiros (Assinap), Miguel Cordeiro, afirmou que, apesar da possibilidade de liberação de gás metano durante os trabalhos, não foram fornecidas máscaras.
- Vamos fazer a doação de 1.200 máscaras. Também já doamos luvas, pois as que estavam sendo utilizadas não são adequadas, são de cano curto e não protegem completamente os braços - disse Cordeiro.

R$ 82 milhões investidos em equipamentos em 2009

O coordenador geral da Defesa Civil, coronel Luiz Guilherme, negou que os bombeiros estejam trabalhando no local sem os equipamentos necessários.
Já o diretor do Funesbom, Aurentino Gomes, afirmou que os investimentos em equipamentos foram recorde no ano passado, totalizando R$ 82 milhões de um total de R$ 116 milhões aplicados.
- O Corpo de Bombeiros do Rio é o mais bem equipado do Brasil e possivelmente da América Latina - garantiu Gomes, acrescentando que, no ano passado, foram adquiridos 73 veículos de emergência, dez lanchas e um helicóptero, entre outros equipamentos.
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terça-feira, 6 de abril de 2010

RIO DE JANEIRO/PREFEITURA/DEFESA CIVIL - COMUNICADO DEFESA CIVIL


A cidade encotra-se em estado de alerta máximo

06/04/2010

A Defesa Civil do Município do Rio de Janeiro informa que a cidade encontra-se em estado de alerta máximo devido a chuva que cai em todas as regiões. A previsão é de chuvas moderadas ao longo do dia. O órgão recomenda que as pessoas não saiam de casa ate que a situação se normalize.

A Defesa Civil aconselha aos moradores de áreas de encostas e locais sujeitos a deslizamentos que fiquem atentos a sinais de trincas e rachaduras e que se abriguem em local seguro até a chuva passar.

O Sistema de Gestão de Risco de Crises (Sigeric) está de prontidão e em caso de emergência, a população deve ligar para a Defesa Civil no telefone 199, que funciona 24 horas, priorizando os casos de deslizamentos e desabamentos.


 


 

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Sobe para 34, o número de mortos pela chuva no Rio e na Baixada

foto da Pousada Sankay


deu no JBONLINE:

RIO - Subiu para 36 o número de mortos em consequência da chuva dos últimos dias no estado do Rio. Ontem à noite, o número de vítimas era de 19. Porém, nesta sexta-feira, morreu no Hospital Salgado Filho, no Méier, a menina Mariana Moraes, de 3 anos, que tinha sido resgatada dos escombros da casa em que morava, na Rua Marechal Alencastro, em Cascadura. Mariana tinha várias fraturas pelo corpo. O seu estado de saúde agravou-se durante a madrugada.

No desabamento da residência, morreu o pai da criança, Mário Jorge Moraes, de 49 anos, e a mãe, Diana Martins.

E esta madrugada, uma encosta deslizou na praia do Bananal, na Ilha Grande, em Angra dos Reis, soterrando a pousada Sankay. Até agora, já foram encontrados 11 corpos. Cinco pessoas estão gravemente feridas.

O prefeito de Angra, Tuca Jordão, o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, e o secretário estadual de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes, acompanham os trabalhos na Praia do Bananal.

Outras cinco pessoas de uma mesma família morreram em um desabamento no Morro da Carioca, região central de Angra.






Sobe para 19, o número de mortos pela chuva no Rio e na Baixada

Atualizando.





quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Sobe para dez número de mortos pela chuva no Rio e na Baixada

deu no g1:

Segundo Defesa Civil de Caxias, criança de 7 anos morreu em Gramacho.
Rio e Magé também tiveram vítimas em decorrencia de desabamentos.


Uma criança de 7 anos morreu em Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, em decorrência dos estragos causados pela chuva na manhã desta quinta-feira (31). Com isso, sobe para dez o número de vítimas no estado.


Segundo a Defesa Civil do município, os rios Saracuruna, Sarapuí e Capivari transbordaram e deixaram 192 pessoas desabrigadas. Os bairros mais atingidos foram Imbariê, Pilar, Via Rosdário e Campos Elíseos.


Cascadura

Ainda nesta manhã, a coordenadoria de Defesa Civil confirmou a morte de mais outras duas pessoas no Rio de Janeiro. Elas estavam soterradas numa casa na Rua Lancaster, em Cascadura, no subúrbio . Uma pessoa foi resgatada com vida. Com isso, sobe para nove o número de mortes em todo o Grande Rio.

A prefeitura do Rio emitiu, à 1h50 desta quinta, um alerta sobre a possibilidade de deslizamentos de terra em encostas e morros de três regiões diferentes da cidade: zonas Norte, Centro e Oeste (Jacarepaguá e Barra da Tijuca), em razão da chuva acumulada nas últimas horas e da previsão de mais chuva para a véspera do Ano Novo.


Jacarepaguá

Os bombeiros resgataram com vida, na madrugada desta quinta, apenas uma pessoa das cinco pessoas de uma mesma família soterradas em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio. Quatro morreram: um adulto, duas jovens e uma criança.

Segundo os bombeiros, a sobrevivente foi identificada como Elisa Marinho Ribeiro da Silva, de 38 anos, mãe das duas jovens e da criança. Os demais soterrados foram encontrados mortos. São eles: Isabela Ribeiro Marinho, de 18 anos, Elisangela Ribeiro Marinho, 22, e João Pedro, de apenas 3 anos, além de um adulto identificado como Vladimir, que seria o padrasto.

Segundo o coronel Sérgio Simões, comandante da Defesa Civil do município, a mulher foi levada para um hospital da região. O desabamento aconteceu por volta de 22h na comunidade São Sebastião, na Praça Seca.

Morro do Sapê

Duas crianças de uma mesma família ficaram soterradas no desabamento de uma casa no Morro do Sapê, em Irajá, subúrbio do Rio. Segundo a Defesa Civil, uma delas não resistiu aos ferimentos e morreu.

No momento do acidente, as crianças estavam em casa com a família. Elas foram socorridas pelos próprios familiares e levadas para uma clínica próximo ao local.



Magé

Bombeiros identificaram como Jéssica Souza Martins, de 12 anos, a vítima de um desabamento causado pelo deslizamento de terra que ocorreu no distrito de Piabetá, no município de Magé, na Baixada Fluminense, na tarde de quarta-feira.

Uma outra criança, de 9 anos, foi levada com vida pelos bombeiros para o Hospital Fragoso. O outro morto é um homem.


Barreiras em estradas

A forte chuva que cai sobre o Rio de Janeiro provocou deslizamento de barreiras em algumas estradas do estado. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), houve deslizamentos de terra na Rio-Santos, na altura de Angra dos Reis, no Litoral Sul, e na BR-040, no trecho Rio-Juiz de Fora, na Serra de Petrópolis, que opera em meia pista. Na madrugada desta quinta-feira (31), sete pessoas morreram em desabamentos na região do Grande Rio.

De acordo com a PRF, não houve feridos em nenhum dos deslizamentos nas estradas. A Rio-Santos, que teve problemas no quilômetro 476, já foi liberada.


terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Rio e São Paulo podem ter mais um dia com chuva forte

Portal Terra


RIO - Rio e São Paulo podem ter mais um dia de chuva forte esta tarde, segundo previsão da meteorologia. A temperatura máxima na capital fluminense fica em torno dos 30 graus. Choveu muito em algumas áreas da capital paulista na madrugada desta terça-feira, segundo a Climatempo. Às 7h, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrava quatro pontos de alagamento, o mais grave na Rua Educador Paulo Freire, na Vila Guilherme. Segundo a agência meteorológica, as áreas de instabilidade continuam nos próximos dias e devem ocorrer temporais nesta quarta-feira.

No Rio de Janeiro, as chuvas que mataram uma criança diminuíram de intensidade na madrugada. A Defesa Civil manteve estado de atenção para chuvas e deslizamentos em todo o município. O menino Matheus Martins Cerqueira, de 9 anos, morreu afogado pelas chuvas que inundaram a Rua Clarimundo de Melo, na Piedade. O garoto brincava com outras crianças nas águas, por volta das 18h, e, ao passar um ônibus, foi arrastado por uma onda que se formou para dentro de um bueiro.

As chuvas de segunda-feira também causaram danos em várias cidades do interior de São Paulo, como Capivari, que teve em um dia o volume de chuva equivalente a três meses.