Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

#CHUVAS #RIO - Cinco dos 18 mortos em Sapucaia são tirados de Fusca soterrado


Desabrigados são vítimas de saque a casas condenadas
Cinco dos 18 mortos em Sapucaia são tirados de Fusca soterrado

POR FELIPE FREIRE

Rio - Não bastasse a dor causada pelas mortes e destruição em deslizamentos no distrito de Jamapará, em Sapucaia, moradores forçados a deixar suas casas estão tendo seus imóveis saqueados. Nesta quarta-feira, cinco corpos de uma mesma família foram resgatados dentro de um Fusca soterrado, elevando para 18 o número de mortos. Em Campos, outro trecho da BR-356 cedeu, e, além do Rio Muriaé, agora foi o Paraíba do Sul que transbordou. A água alagou o bairro Lapa, onde fica a casa da prefeita Rosinha Garotinho.

Morador de Sapucaia, Manoel da Silva, 63, contou que tentaram arrombar a janela da sua casa e, ontem, quase sua bicicleta foi furtada. “O pessoal não respeita nem o sofrimentos outros”, disse. Quatro pessoas continuam desaparecidas na cidade.

No Fusca encontrado, estavam os corpos do servente Francisco Edézio Lopes, 46, sua mulher, Valdinéia, as duas filhas do casal, Francine, 15 , e Vitória, 7, e um primo de Francisco, Sebastião Lopes. “Meu marido está arrasado, não consegue nem vir aqui ver”, disse Maria Orzelina Lopes, mulher de um irmão de Francisco.

O governo federal liberou R$ 75 milhões para ações emergenciais em Minas Gerais, no Rio e no Espírito Santo. Ao todo, 127 cidades mineiras estão em estado de emergência. O estado do Rio ficará com R$ 25 milhões para usar em alimento, abrigo e combustível. Nesta quarta-feira, em visita a Sapucaia, o vice-governador Luiz Fernando Pezão defendeu projeto nacional de controle das cheias dos rios.

Verba para imóveis e cemitério
O prefeito de Sapucaia, Ânderson Zanon, afirmou que terá R$ 1,5 milhão da União para construir 50 casas para famílias que perderam seus imóveis. Nesta quarta-feira, moradores tiraram móveis e eletrodomésticos de lá.

Outros 80 estão em análise pela Defesa Civil, podendo elevar o número de sem-teto para 20% da população de Jamapará, que tem 5 mil moradores. Zanon também quer verba para outro cemitério, pois o atual está superlotado. A média anual era de 25 sepultamentos e só na terça foram oito.

Na Serra, segundo o Crea, das 170 áreas indicadas em 2011 como de alto risco de deslizamento, em só oito foram iniciadas obras.

Quase 15 mil fora de casa
Entre terça e quarta, o número de desabrigados no Norte e Noroeste do Rio aumentou em mais de três mil. A última parcial indicava que 14.920 mil pessoas estavam fora de casa devido às fortes chuvas.

A BR-393 apresenta risco em pelo menos três pontos em que a pista se apoia na encosta que começa a ceder | Foto: Divulgação
Em Campos, barricadas com terra foram usadas para tentar conter a água do Paraíba do Sul que alagou 5 bairros.

O quadro nessas regiões pode piorar. O Instituto Nacional de Meteorologia prevê mais chuvas em todo o estado.
Em Sapucaia, a BR-393 apresenta risco em pelo menos três pontos em que a pista se apoia na encosta que começa a ceder. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, a BR-101 entre Mangaratiba e Angra tem 40 pontos com perigo de deslizamento.

Colaborou Christina Nascimento

quarta-feira, 7 de abril de 2010

ESPORTE/FUTEBOL/TAÇA LIBERTADORES - ATENÇÃO: Jogo entre Flamengo e Universidad de Chile é adiado


Patrícia Trindade - Correio Brasiliense
Publicação: 07/04/2010 08:36



Rio de Janeiro — Apesar da pressão da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) e dos cartolas da Universidad de Chile para que a partida contra o Flamengo, pela Libertadores, fosse mantida para hoje, às 21h50, no Maracanã, prevaleceu o bom senso e o confronto foi adiado. A palavra final para o impasse foi da secretária estadual de Esporte, Lazer e Turismo, Márcia Lins, às 23h de ontem, que considerou “irresponsável” a realização do confronto diante dos problemas de deslocamento e falta de segurança provocados pela chuva que devastou o Rio nos últimos dois dias.

“Os locais de acesso ao Maracanã estão interditados. Não vamos colocar vidas em risco. Policiais e bombeiros têm coisas mais importantes para fazer no momento do que promover um jogo de futebol. As ruas em torno do Maracanã são as que se alagam com mais facilidade. A água sobe e inunda a região rapidamente”, lembrou Márcia. “E se voltar a chover forte no momento do jogo? A previsão da meteorologia é de que a chuva só diminua a partir de quinta-feira (amanhã). Com o problema ainda parcialmente resolvido, qualquer precipitação vai colocar a vida dos torcedores e das pessoas que vão trabalhar no evento em risco. Além disso, ainda vamos avaliar os estragos. Ainda há muito lixo e lama nos vestiários e nas rampas de aceso. Precisamos ver o que foi danificado, amanhã (hoje), durante o dia”, justificou.

Pelo regulamento da Libertadores, o jogo tem de acontecer até 24 horas depois da data original da tabela. Caso contrário, terá de ser remarcado para outro dia. O mais provável é que ele seja realizado amanhã, às 16h, no Maracanã, a pedido da Rede Globo, que detém os direitos de transmissão e tem interesse em passar o confronto em TV aberta. Mas, só se o volume de chuva no Rio diminuir.

Caso a situação siga caótica, a Conmebol terá de encontrar uma brecha em meio ao calendário apertado das duas equipes. A Universidad de Chile enfrenta o Cobreloa, sábado, pelo Campeonato Chileno e seus dirigentes já estão tentando adiar o jogo de meio-dia para as 20h do mesmo dia. Os transtornos para o Flamengo serão menores, já que o clássico contra o Vasco, pelas semifinais da Taça Rio, será apenas domingo.

Márcia Lins considera mais prudente seria adiar de vez o jogo, já que dificilmente os problemas na capital diminuirão drasticamente até amanhã à tarde. A decisão da nova data, no entanto, só será acertada após uma reunião entre a secretária e o delegado da Conmebol, Guido Chamorro, cuja chegada na capital era esperada para ontem à noite.

Mesmo com tanta chuva, o gramado do Maracanã não foi o responsável pelo adiamento. O sistema de drenagem passou com louvor pelo difícil teste. Depois de amanhecer quase submerso ontem, a água foi completamente drenada menos de oito horas depois. Apenas por precaução, a Universidad de Chile não foi autorizada a fazer o treino de reconhecimento no final da tarde.

O problema foram os estragos fora do campo. Por causa da chuva, o portão 20 acabou arrebentando e prejudicando o sistema de bombeamento. A água invadiu os vestiários, que estão cheios de lama e lixo. Além disso, os bairros Maracanã e Tijuca são, historicamente, uma região que alaga facilmente, mesmo se a chuva não for tão forte como a que arrasou a cidade ontem.


Estatísticas e curiosidades


O primeiro duelo do Flamengo contra a Universidad de Chile, quando o clube brasileiro foi derrotado por 2 x 1, em Santiago, duas semanas atrás, pela terceira rodada do Grupo 8, foi disputado, coincidentemente, depois de uma grande tragédia. Um terremoto assolou o Chile no início do mês passado e transferiu o local do jogo da litorânea Viña del Mar para a capital chilena. Com aquele resultado, o rubro-negro perdeu a liderança da Chave e, por isso, esta semana se transformou na mais importante do time da Gávea no ano. Um revés pode tornar o sonho de conquistar o bicampeonato da Libertadores em um pesadelo. E ainda causar um efeito dominó, influenciando o grupo no clássico contra o Vasco, domingo, pelas semifinais da Taça Rio, na busca do inédito tetra.

Chuva atrapalha os outros grandes


O temporal também atrapalhou a programação dos outros três grandes clubes do Rio. Vasco, Botafogo e Fluminense foram obrigados a cancelar seus treinos de ontem na preparação para as semifinais do segundo turno do Campeonato Carioca. O clássico vovô está marcado para o sábado, às 18h30, no Maracanã, um dia antes do Clássico dos Milhões, no mesmo local, às 16h.

O Fluminense até tentou encontrar um lugar para o treino. Sem a opção da praia do Leme ou do estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador, o Tricolor chegou a marcar uma atividade nas Laranjeiras e convocar os jogadores, mas teve de desistir até porque a sede estava fechada desde o meio-dia. O clube, então, recomendou que os atletas se exercitassem individualmente em suas residências, aproveitando aparelhos de musculação, esteiras ou bicicletas ergométricas disponíveis em condomínios.

O Botafogo também cancelou os treinos, com o pedido de que os jogadores buscassem um jeito de se condicionar por conta própria. No Vasco, o treinador interino Gaúcho preferiu elogiar o empenho de jogadores como os meias Carlos Alberto e Philipe Coutinho para conseguirem chegar a São Januário mesmo com o caos no trânsito. O esforço, no entanto, foi em vão.

Gramado resiste ao dilúvio

» O gramado do Maracanã passou com louvor pelo dilúvio que cobriu quase todo o campo no início da manhã de ontem. Em menos de oito horas, o sistema de drenagem conseguiu absorver toda a água que transformou o maior palco do futebol brasileiro em um lamaçal após o temporal que devastou o Rio.


Nota oficial


“A Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Lazer comunica a decisão do Governo do Estado de suspender a realização do jogo Flamengo x Universidad de Chile no estádio do Maracanã, programado para esta quarta-feira (hoje), 7 de abril, válido pela Copa Libertadores, em razão da situação em que se encontra a cidade do Rio de Janeiro por causa das fortes chuvas, em especial o estádio e seu entorno, que não reúnem as condições mínimas necessárias para tal.

Vale destacar, ainda, que o governador e o prefeito decretaram feriado nas escolas das redes públicas municipal e estadual para amanhã (hoje) e permanece, também, o estado de alerta para que as pessoas não saiam de casa. O objetivo é facilitar a atuação dos órgãos públicos municipais e estaduais na recuperação da cidade e na desobstrução das vias que ainda encontram-se impedidas.”


Vôlei também sofre


Rio de Janeiro —
“Foi desesperador, um caos total. Passamos fome, frio e sede. Olhávamos para fora e o estacionamento do Maracanãzinho parecia o oceano. Foram momentos de muita angústia.” Dessa forma, a ponteira Érika, do Unilever, resumiu as quase 16 horas que o grupo ficou ilhado no ginásio cercado por água no bairro do Maracanã, uma das regiões mais afetadas pelo temporal que castigou o Rio de Janeiro nos dois últimos dias.

As comandadas pelo técnico Bernardinho chegaram ao Maracanãzinho às 17h30 de segunda-feira e só chegaram em casa ao meio-dia de ontem. “Deitamos no chão, mas não conseguimos dormir. Estávamos com a roupa molhada de suor e ficamos com medo de pegar uma gripe, uma virose. Imagina isso na véspera de uma decisão?", temia a ponteira, medalha de bronze nas Olimpíadas de Sydney de 2000, referindo-se ao segundo jogo da série melhor de três das semifinais da Superliga Feminina 2009/2010 contra o São Caetano, que estava previsto para ontem, mas acabou adiado.

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) remarcou o confronto para amanhã, às 21h30, em outro ginásio, o do Tijuca Tênis Clube. O jogo é de vida ou morte para as cariocas. Hexacampeãs da Superliga, perderam a primeira partida, sábado, em São Caetano do Sul, por 3 x 0 e correm o risco de ficar de fora da final da competição pela primeira vez nos últimos nove anos. O terceiro clássico, se necessário, será sábado, no mesmo horário e local.

“Graças a Deus deu tudo certo. Nosso drama não foi nada perto da tragédia que a chuva trouxe para a vida de outros cariocas”, alegou Érika, abalada com os momentos de tensão vividos no Maracanãzinho. “Assistimos a um vídeo e quando saímos da sala de TV para treinar com bola vimos que a quadra já estava inundada. Primeiro, achamos que tinha estourado um cano, alguma coisa assim. Era muita água. Tentamos secar, mas por volta das 15h o alagamento começou a subir as escadas e ficamos com medo. Subimos para as partes mais altas do ginásio e tentamos nos abrigar nas salas vips e nos alojamentos”, revelou a jogadora.

Fome acaba em pizza

Para boa parte do grupo do Unilever no entanto, a aventura ainda estava longe de acabar. A líbero do time e da Seleção Brasileira, Fabi, também registou, no Facebook (site de relacionamentos) as cenas das companheiras tentando enxugar a quadra e do técnico Bernardinho, exausto, deitado em um colchão no meio do ginásio. “Por volta da meia-noite, um amigo da Regiane (oposto da equipe) que mora no Maracanã (bairro) comprou três pizzas para nós. Foi o que nos salvou.”

“De manhã, ele comprou 30 pães e conseguimos segurar até as 11h30, quando os Bombeiros autorizaram nossa saída. Foi inacreditável. Um caos. Não tínhamos noção de como a chuva tinha afetado a cidade. Vimos cenas desoladoras, de destruição mesmo. Mas no final das contas, serviu como uma terapia de grupo. Há males que vêm para bem. Quem sabe isso não serviu para nos unir mais nessa hora decisiva?”, acredita a jogadora. (PT)

Drama em tempo real


A meio-de-rede Carol Gattaz relatava o drama do Unilever no Maracanãzinho com mensagens em seu twitter. Às 2h, ela postou uma foto com as companheiras tentando secar a quadra e o grupo ainda brincava com a situação. “Eu, a Carolzinha, a Camilinha (Camila Adão) e a Luíza resolvemos tentar a sorte e saímos do ginásio no meu carro, que é alto. Conseguimos sair do estacionamento, mas paramos nas ruas da Tijuca, ilhadas. Ficamos três horas paradas. Estava amanhecendo quando decidimos pegar o metrô”, revelou a central, que não teve opção senão abandonar o carro no meio da avenida Maracanã e contar com a serviço do seguro.

“Vou tentar dormir um pouco aqui dentro do carro para ver se abaixamos os alagamentos e saímos daqui”, escreveu Carol Gattaz às 3h da madrugada de ontem. Às 6h30, ela voltou a dar notícia no microblog: “Tomar ganho quente, porque cheguei encharcada da chuva. Graças a Deus chegamos bem depois de tudo.”

Osasco é o primeiro finalista

» A primeira vaga na final da Superliga Feminina de Vôlei foi definida ontem. Dono da segunda melhor campanha na primeira fase, o Osasco confirmou o favoritismo com a segunda vitória sobre o Pinheiros, mesmo fora de casa, com o placar de 3 x 1 (25/19, 25/20, 19/25 e 25/15). Agora, espera pela definição da outra semifinal.

Jogadoras ainda voltaram a treinar


» Apesar da terapia de choque, de terem passado horas de muita tensão no Maracanãzinho de segunda para terça-feira e até do desgaste físico e emocional, o sempre exigente treinador Bernardinho não aliviou para as jogadores do Unilever. As atletas tiveram a tarde para dormir e descansar, mas se reapresentaram às 19h para um treino no Ginásio
da Tijuca.

Mensagem no Twitter


Carol Gattaz (jogadora de vôlei)
2h45

“Aqui na área do Maracanã e da Tijuca tá toda alagada, ruas impedem os carros de passar. Não tem como sair!!! Desespero e cansaço total”

3h

“Vou tentar dormir um pouco aqui dentro do carro para ver se abaixamos os alagamentos e saímos daqui. Já já volto com mais notícias”

6h30

“Tomar banho quente porque cheguei encharcada da chuva e cama. Graças a Deus, chegamos bem, depois de tudo!!!”

“Chegamos em casa agora, 6h30 da manhã, ainda continua tudo alagado na Tijuca e no Maracanã. Tivemos que deixar o carro e vir de metrô... única solução”


Henrique Barbosa (nadador)

“Se eu estivesse no Rio, sairia de casa só de sunga, touca e óculos, e já chegaria pro treino aquecido!!!”


Leonardo Moura (lateral-direito do Flamengo)

“Vendaval atinge Orla da Barra da Tijuca. Evitem sair de casa.”

Fred (atacante do Fluminense)

“Que Deus olhe por todos nós. Força, Rio”

 


 

terça-feira, 6 de abril de 2010

ESPORTE/VÔLEI - Confira imagens feitas por Fabi, líbero do Rio de Janeiro, da inundação do Maracanãzinho




 


 

Fabi, do Unilever, revela caos com falta de água e comida em noite em ginásio

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da Folha Online
A jogadora de vôlei Fabi disse que as atletas e a comissão técnica do Unilever enfrentaram problemas como a falta de água e comida no ginásio do Maracanãzinho, onde o time ficou ilhado da noite de ontem para a manhã de hoje em função das fortes chuvas no Rio.
O alagamento no ginásio fez com que as atletas da Unilever dormissem no local. Apesar de algumas jogadoras saírem do ginásio por volta das 6h30, a maioria delas, acompanhadas da comissão técnica, repousou em colchonetes espalhados.
"Nunca vivi isso na minha vida. Chegamos às 18h para treinar. Foi um caos total, com a quadra submersa. Alternamos cochilo com retirada de material. Tentávamos avisar nossas famílias que estávamos bem, ai acabavam as baterias dos celulares. Foi um caos", disse Fabi, em entrevista à TV Globo.
"Nós não víamos as cadeiras. Não tínhamos como comer, beber água. Conseguimos um lugar para ficar, ai conseguimos comer um pão. Além do temor da chuva, tinha também [o problema] da fome e da sede", continuou.
Na segunda-feira, a equipe dirigida pelo técnico Bernardinho estava se preparando para iniciar os treinamentos para o jogo contra o Blausiegel/São Caetano, que seria realizado nesta terça. Devido ao alagamento do ginásio, a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) decidiu adiar o jogo. A partida será agora na quinta-feira.

domingo, 28 de março de 2010

ESPORTE/FÓRMULA INDY - GP de São Petersburgo é adiado por conta da chuva


Neste domingo, depois das fortes chuvas que vêm caindo na região do Grande Prêmio de São Petersburgo, na Flórida, a direção do circuito, juntamente com a cúpula da Fórmula Indy, resolveu adiar o início da corrida para segunda feira as 11 horas.

 


 

quinta-feira, 25 de março de 2010

ALAGÃO DO KASSAB - Chuva diminui e São Paulo sai do estado de atenção; há alagamentos


da Folha Online
A forte chuva que atingiu São Paulo na tarde desta quinta-feira causou alagamentos, prejudicou o trânsito e fechou o aeroporto de Congonhas por 16 minutos. Segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), da prefeitura, as pancadas perderam a intensidade e, com isso, o estado de atenção que havia sido decretado na cidade foi retirado.
Trechos das zonas norte e leste de SP estão sem luz após temporal
Aeroporto de Congonhas fecha por 16 minutos devido à chuva que atinge SP
De acordo com o órgão, foram registrados 50 pontos de alagamentos --alguns interromperam a circulação dos veículos. Do total, cerca de 20 ainda ocupavam vias, mas não há registro de interdições.
Por medida preventiva, a pista sentido aeroporto do túnel do Anhangabaú ficou interditada das 14h30 às 15h45. O CGE informou que, devido a alagamentos, o túnel Tom Jobim permaneceu interditado das 15h10 às 15h50.
Segundo o órgão, houve registro de granizo por volta das 14h40 na região do Teatro Municipal, no centro da cidade.
Devido ao temporal, trechos de avenidas importantes das zonas leste e norte ficaram sem energia elétrica. A AES Eletropaulo informou que o problema atingiu trechos das seguintes vias: avenida Coronel Sezefredo Fagundes, rua Manuel Gaya, na zona norte; avenida Professor Luiz Ignácio de Anhaia Mello, avenida Doutor Francisco Mesquita; avenida Sapopemba, rua Buenópolis, rua Turiassú, rua Dianópolis, entre outras.

 


 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Granizo atinge Zona Oeste do Rio de Janeiro

Uma forte chuva, com granizo, atinge na tarde desta terça-feira (9) a zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. A janela do quartel do Corpo de Bombeiros na região foi quebrada pelas pedras de gelo mas ninguém se machucou. A corporação recebeu chamados para a queda de árvores, duas delas na rua Piraquara, em Realengo, na rua do Governo e na estrada da Água Branca. Uma das árvores que caiu atingiu uma escola mas ninguém ficou ferido. A Defesa Civil informou que a cidade encontra-se em estado de atenção devido a previsão de chuvas leves e moderadas nas próximas horas.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Entenda por que chove tanto em SP


Tempestades são comuns na cidade nesta época do ano.
No entanto, frequência e intensidade das chuvas assustam paulistanos.
Do G1, em São Paulo




sábado, 6 de fevereiro de 2010

Urbanistas apontam soluções para SP não sofrer com chuvas no próximo verão

Cândido Malta acredita que temporais deste ano forçam replanejamento.
Paulistanos também podem contribuir para evitar repetição de problemas.
 
Luciana Bonadio Do G1, em São Paulo

Rio Tietê transborda durante chuva forte: urbanistas recomendam desassoreamento (Foto: Nelson Antoine/Foto Arena/AE)

As chuvas fortes provocam muitos transtornos para os moradores da capital paulista desde dezembro. A cidade enfrenta mais de 45 dias de chuvas ininterruptas, com pontos de alagamento intransitáveis e muitas residências invadidas pela água suja. Urbanistas ouvidos pelo G1 apontam iniciativas que podem ser tomadas pelo poder público e pela população para evitar que São Paulo volte a sofrer com o mesmo problema no próximo verão.

O urbanista Cândido Malta Campos Filho acredita que as fortes chuvas forçam um replanejamento. “Está mudando o panorama. Temos que mudar o planejamento, rever. Temos que ver com um critério mais rigoroso. Eu acho que a desculpa do governo tem a sua base, porque está chovendo muito, mas não tem desculpa para não replanejar”, diz. 

O primeiro ponto a ser revisto, segundo ele, é o Plano Diretor de Macrodrenagem da Bacia do Alto Tietê, desenvolvido em 1998 para reduzir os efeitos das enchentes na região metropolitana de São Paulo. Esse plano apontou, por exemplo, onde eram necessárias obras e a construção de piscinões para conter a água durante as fortes chuvas. O urbanista diz que os dados em que o plano se baseou estão defasados. “Ele foi feito com a área impermeabilizada de 1997. Eles não tiveram previsão no plano de crescimento da cidade. E crescimento significa mais impermeabilização. A solução é pegar esse plano, rever e pensar no futuro, até 2030, por exemplo."

Cândido Malta aponta outro problema na execução do plano. “Em 1998, ele previu o armazenamento nos piscinões de 32 milhões de metros cúbicos de água. Fazendo isso, resolveria as macroenchentes. Ele foi cumprido? A resposta é só um quarto. Só se construiu piscinão para conter 8 milhões de metros cúbicos”, diz.

O superintendente do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), Ubirajara Tannuri Felix, diz que a revisão do plano começou no ano passado e deve estar concluída até março. “O plano tinha, naquela oportunidade, um olhar para 2020. As modificações na região metropolitana, as alterações no uso e ocupação do solo e a crescente impermeabilização fizeram com que nós antecipássemos a revisão. A partir daí vamos ter um novo cálculo e um novo direcionamento.”

Atualmente, há 45 piscinões na região metropolitana, com capacidade de quase 9 milhões de metros cúbicos. Para ele, a revisão deve apontar para a necessidade de novas áreas para conter a água. “A minha intuição é que os volumes de reserva que foram dimensionados há 10 anos terão um acréscimo, e não será muito pequeno. É só a gente olhar essa condição climatológica dos últimos dois, três meses”, acredita.

Segundo Felix, a principal dificuldade é encontrar áreas para a construção de piscinões. “A dificuldade encontrada é em relação à disponibilidade de áreas. Se tivéssemos, com certeza teríamos aumentado a média de entrega de piscinões por ano”, diz. O governo estadual é responsável pelos investimentos no projeto e execução das obras, mas são os municípios que cedem os terrenos para a construção. 

Desassoreamento
O arquiteto e urbanista Jorge Wilheim, um dos fundadores do Movimento Nossa São Paulo e ex-secretário municipal de Planejamento, diz que o primeiro passo é manter os rios Tietê e Pinheiros desassoreados. “Uma coisa é manter desassoreados os rios lentos, como o Tietê e Pinheiros. A quantidade de terra que vai para esses rios é muito grande. Nos três anos anteriores não houve desassoreamento do Rio Tietê”, afirma. 

Plano de Macrodrenagem, que prevê a construção de piscinões, está sendo revisto (Foto: Bruno Azevedo / G1)

A Secretaria de Saneamento e Energia divulgou na noite desta sexta-feira (5) que os investimentos para a recuperação e manutenção da Bacia do Tietê vão ter um aumento orçamentário de R$ 105 milhões, totalizando R$ 305,6 milhões. As licitações serão lançadas até março, com previsão de desassoreamento do Rio Tietê até o fim do ano de 1 milhão de metros cúbicos. Atualmente, o volume é de 400 mil metros cúbicos ao ano.

Outra solução apontada por Wilheim é reter a água para que ela desça aos rios com uma defasagem de tempo. Uma das técnicas para isso é a construção de piscinões, mas não a única. “Existem outras técnicas de reter água, como fazer canais ao longo dos rios que só são abertos em momentos de muita chuva. Outra é, em rios e córregos muito inclinados, fazer pequenas cascatas que vão retendo um pouco de água, depois solta.” 

Contribuição dos moradores
O urbanista Cândido Malta aponta algumas soluções que podem ser tomadas pelos moradores da capital paulista e ajudar na contenção da água das chuvas. A primeira é não jogar lixo nas ruas. “É preciso uma campanha para que as pessoas não joguem lixo nas ruas, nos córregos e nos rios. Isso é uma atitude que pode ser mudada. A falta de educação ambiental é generalizada”, critica.

Além disso, as pessoas podem aumentar as áreas permeáveis na cidade. Uma das dicas é alterar as calçadas para pisos permeáveis. Segundo o urbanista, a mudança não é cara e “ajudaria bastante”. Grandes estacionamentos, quintais de residências e áreas comuns de edifícios também poderiam ser construídos com pisos permeáveis.

A Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente publicou, em dezembro de 2009, uma portaria que modificou as exigências para o licenciamento de novas edificações na capital paulista. Esses imóveis precisam manter “características naturais de permeabilidade do solo” em, no mínino, 20% da área total do terreno. Antes da portaria, a exigência era de 15%. Segundo a Prefeitura, um dos objetivos da medida é a prevenção contra as enchentes. 

Medidas da Prefeitura

Entre as metas da Prefeitura de SP, está estudo de intervenções em pontos recorrentes de alagamento (Foto: Nelson Antoine/ AE)

O secretário de Coordenação das Subprefeituras, Ronaldo Camargo, falou nesta semana sobre o plano de drenagem na capital paulista. “O prefeito, no início do mês passado, estipulou a Secretaria de Desenvolvimento Urbano para centralizar a questão do Plano Diretor de Drenagem da cidade, juntamente com o do estado. Estaremos delineando qual será o plano diretor para os próximos 40, 50 anos da cidade.”

A Prefeitura dobrou até o carnaval as equipes que realizam a limpeza de bueiros e bocas de lobo na cidade. Serão 200 equipes nas ruas, sendo 50 delas da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Cem delas são mecanizadas e as outras cem, manuais. A cidade conta com 400 mil bueiros. A expectativa do secretário é que a limpeza de todos esteja concluída até o fim da operação verão, em março.

Entre as metas até 2012, a Prefeitura diz que elabora um estudo de intervenções em pontos recorrentes de alagamento na capital paulista. Além disso, os piscinões serão monitorados por câmeras disponibilizadas em uma intranet.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Rio e São Paulo podem ter mais um dia com chuva forte

Portal Terra


RIO - Rio e São Paulo podem ter mais um dia de chuva forte esta tarde, segundo previsão da meteorologia. A temperatura máxima na capital fluminense fica em torno dos 30 graus. Choveu muito em algumas áreas da capital paulista na madrugada desta terça-feira, segundo a Climatempo. Às 7h, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrava quatro pontos de alagamento, o mais grave na Rua Educador Paulo Freire, na Vila Guilherme. Segundo a agência meteorológica, as áreas de instabilidade continuam nos próximos dias e devem ocorrer temporais nesta quarta-feira.

No Rio de Janeiro, as chuvas que mataram uma criança diminuíram de intensidade na madrugada. A Defesa Civil manteve estado de atenção para chuvas e deslizamentos em todo o município. O menino Matheus Martins Cerqueira, de 9 anos, morreu afogado pelas chuvas que inundaram a Rua Clarimundo de Melo, na Piedade. O garoto brincava com outras crianças nas águas, por volta das 18h, e, ao passar um ônibus, foi arrastado por uma onda que se formou para dentro de um bueiro.

As chuvas de segunda-feira também causaram danos em várias cidades do interior de São Paulo, como Capivari, que teve em um dia o volume de chuva equivalente a três meses.