Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quarta-feira, 18 de abril de 2012

DELTA NO RJ ii - Delta concentrou 17% de 28 contratos sem licitação na Região Serrana

TCU e MPF investigam se houve irregularidades nos repasses de verbas

Em Teresópolis, a situação continuava a mesma em dezembro de 2011, quase um ano depois das chuvas que devastaram a Região Serrana em janeiro do mesmo ano
Guilherme Leporace / O Globo

RIO
- O Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal no Rio investigam se houve irregularidades do governo estadual ao destinar R$ 27,4 milhões a um grupo de empresas que atuaram na recuperação da Região Serrana, após as chuvas de 2011. Desse total, cerca de 17% foram repassados para a Delta Construções. Em 28 contratos analisados, a Delta foi a maior beneficiada. Os contratos foram celebrados em caráter de emergência, sem licitação, logo nos primeiros dias da tragédia. Os recursos enviados ao Rio saíram da conta do Ministério da Integração Nacional.

A Delta ficou com a maior parcela do pacote: R$ 4,7 milhões, seguida da Carioca Christian com repasses de R$ 3,8 milhões. As tempestades castigaram a região em janeiro de 2011, matando 918 pessoas e deixando desaparecidos e um rastro de destruição em sete municípios.

Valores foram repassados sem assinatura de contratos

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Delta lidera ganhos entre suas concorrentes em obras do estado

Como revelou O GLOBO numa série de reportagens no ano passado, o governador Sérgio Cabral mantinha relações pessoais com Fernando Cavendish, controlador da Delta Construções. A empreiteira recebeu R$ 1,49 bilhão do governo Cabral. A empresa também foi citada nos grampos da Operação Monte Carlo, que revelou os métodos de ação do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Ela também é a empreiteira número um do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No no ano passado, a Delta recebeu R$ 884,4 milhões da União.

Os contratos firmados pelo governo estadual estão passando por fiscalização do TCU desde de maio do ano passado e também são investigados em inquérito civil pelo Ministério Público Federal. O TCU confirmou ontem que seus técnicos encontraram irregularidades e investigam o caso. Segundo o tribunal, os recursos teriam sido repassados para as empresas antes de os contratos serem formalizados. O estado nega qualquer irregularidade e já encaminhou documentos aos órgãos.

O TCU sustenta, em documentos obtidos pelo GLOBO, que o procedimento do estado foi ilegal e feriu a Lei de Licitações. Segundo técnicos, mesmo em situações de emergência, quando há dispensa de licitação, contratos precisam ser formalizados. Além da Delta, foram beneficiadas grandes empresas como a Carioca Christian-Nielsen, a Andrade Gutierrez, Camargo Correa e a Construtora Queiroz Galvão. Outras 19 receberam recursos do estado.

O primeiro lote de recursos foi repassado pelo Ministério da Integração Nacional para contas do governo estadual e de sete municípios da Região Serrana atingidos. Foram R$ 70 milhões para o estado e R$ 30 milhões diretamente para os municípios: Friburgo (R$10 milhões); Teresópolis e Petrópolis (R$ 7 milhões cada); e Sumidouro, Areal, Bom Jardim e São José do Vale do Rio Preto (R$1,5 milhão cada). Investigações do MP e da Controladoria Geral da União (CGU) identificaram desvios dos recursos por parte das prefeituras. Em Teresópolis e Nova Friburgo, os prefeitos foram afastados e o assunto virou tema de duas CPIs municipais e uma estadual.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/delta-concentrou-17-de-28-contratos-sem-licitacao-na-serra-4674888#ixzz1sOUlC3oM

sexta-feira, 11 de março de 2011

CPI DA REGIÃO SERRANA - Comissão que investiga tragédia para apurar responsabilidades de 904 mortos



Comissão que investiga tragédia estará em Nova Friburgo amanhã
Do R7 | 11/03/2011 às 07h23

Marcos de Paula / AE
Teresópolis foi uma das cidades mais afetadas pela chuva


A CPI da região serrana aprovou na quinta-feira (10) o primeiro roteiro de visitas às cidades atingidas pelas fortes chuvas em 11 de janeiro e, nesta sexta-feira (11), quando a tragédia que matou mais de 900 pessoas completa dois meses, a comissão fará sua primeira visita ao município de Teresópolis, onde será recebida pelo prefeito Jorge Mário Sedlacek.

A visita tem o objetivo de saber como é feito pelo município a identificação das áreas de risco, conhecer o sistema de monitoramento de construções irregulares, sistema de medidas compensatórias em empreendimentos e as regras básicas na aprovação da construção de condomínios.

Logo após, os membros da CPI irão para Câmara Municipal, onde tomarão ciência da legislação municipal para o uso e parcelamento do solo bem como um levantamento das ações da Câmara de Teresópolis no acompanhamento da tragédia.

De acordo com o relator da CPI, Nilton Salomão (PT), após as primeiras oitivas na sede da @Alerj o recolhimento de dados dos municípios darão clareza a CPI no que diz respeito ao critério de convocação dos agentes políticos para as futuras audiências a qual serão convocados.

- Fazem-se necessários o recolhimento deste tipo de dados em cada prefeitura e cada Câmara Municipal para dar mais clareza àquilo que é realmente o objeto de nossa investigação. Não tenho dúvida de que a
responsabilidade da tragédia da região serrana não é apenas da natureza. Ações preventivas poderiam ser tomadas, senão evitando todas as mortes, atenuando essa que foi uma das maiores tragédias que se tem conhecimento na história de nosso país.

A CPI da região serrana visitará no sábado (12) o município de Nova Friburgo sob orientação do mesmo cronograma a ser efetuado no município de Teresópolis. A comissão deverá também visitar alguns abrigos e áreas onde houve escorregamento de terra em área de encostas.

Tragédia das chuvas 

Um forte temporal atingiu a região serrana do Estado do Rio de Janeiro entre a noite de 11 de janeiro e a manhã do dia seguinte. Choveu em 24 horas o esperado para o mês inteiro e o resultado foi a maior tragédia climática registrada no país, segundo especialistas de várias áreas.

Deslizamentos de terra e enchentes mataram mais de 900 pessoas e deixaram quase 400 desaparecidas. Cerca de 30 mil sobreviventes ficaram desalojados ou desabrigados. Escolas, ginásios esportivos e igrejas viraram abrigos. Hospitais ficaram cheios de feridos na primeira semana; estando a maioria já recuperada. Cerca de 15 dias depois da catástrofe, doenças como leptospirose (provocada pelo contato com a urina de rato) começaram a assolar a população. Autoridades então passaram a monitorar casos confirmados e pacientes suspeitos, além de educar o povo em relação à prevenção.

As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro, São José do Vale do Rio Preto, Bom Jardim e Areal foram as mais afetadas e decretaram estado de calamidade pública. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados durante alguns dias.



As três esferas de governo se uniram para ajudar as vítimas e reconstruir as cidades. No dia 14 de janeiro, a presidente Dilma Rousseff liberou R$ 100 milhões para ações de socorro e assistência. Além disso, o governo federal anunciou a antecipação do Bolsa Família para os 20 mil inscritos no programa em Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. No dia 27 do mesmo mês, a presidente esteve no Rio e anunciou a entrega de 8.000 casas para desabrigados.

A ajuda também veio através de doações. Pessoas de diversos estados e países se comoveram com a tragédia e enviaram principalmente dinheiro, roupas, alimentos, remédios, água e colchões. Em fevereiro, as maiores necessidades, de acordo com as prefeituras dos municípios afetados, são material de limpeza, material de higiene pessoal e material descartável (como copos e fraldas).

Os animais que perderam seus donos e conseguiram sobreviver não foram esquecidos pela corrente de solidariedade. Entidades de defesa dos animais e pet shops organizaram feira de adoções. Centenas de cães e gatos ganharam novos lares e há até fila de espera de pessoas interessadas em cuidar dos bichinhos.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

GOLPE NO GEAP - PF investiga golpe de R$ 8 milhões




Antônio Werneck, O Globo

A Polícia Federal investiga no Rio uma quadrilha suspeita de aplicar um golpe de R$ 8 milhões em contas de funcionários públicos federais. O dinheiro, usado para custear o plano de saúde gerido pelo Grupo Executivo de Assistência Patronal (Geap), era desviado para contas supostamente abertas em nomes de "laranjas".

Os saques eram feitos na agência do Banco do Brasil no Centro de Petrópolis. Um homem e uma idosa aparentando cerca de 60 anos foram vistos retirando dinheiro da conta. Os dois ainda não estão identificados.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

CHUVAS NO RJ - Número de mortes na Região Serrana chega a 672, segundo prefeitura #ChuvasRJ


   

Rio - As prefeituras das cidades da Região Serranas atingidas pelas chuvas desde a terça-feira, dia 11 de janeiro, já contabilizam 672 corpos encontrados. De acordo com os levantamentos oficiais, até o momento, 318 pessoas morreram em Nova Friburgo, 274 em Teresópolis, 58 em Petrópolis, 20 em Sumidouro e 2 em São José do Vale do Rio Preto. O número de desabrigados e desalojados de toda a região já passa de 15 mil.

Em outro balanço, divulgado às 22h desta segunda-feira, a Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil contabiliza 665 vítimas fatais pelas fortes chuvas na região. Deste número, 312 são de Nova Friburgo, 276 de Teresópolis, 58 de Petrópolis e 19 do município de Sumidouro. Os dois corpos encontrados em São José do Vale do Rio Preto foram confirmados apenas pela prefeitura.

De acordo com a Secretaria, há 3.600 desalojados e 2.800 desabrigados em Petrópolis, 960 e 1.280 em Teresópolis e 3.220 e 1.970 em Nova Friburgo.
Foto: Divulgação
Peritos exibem fotos das vítimas em frente ao IML para reconhecimento por parentes e os primeiros corpos começam a ser sepultados no cemitério municipal de Teresópolis, onde foram abertas 300 covas | Foto: Divulgação
Concessionária de energia reforça equipes na Região Serrana

A concessionária de energia Ampla enviará à região serrana do Rio de Janeiro mais 70 equipes de emergência para se juntar às turmas que trabalham desde a semana passada de forma ininterrupta para regularizar o abastecimento de energia nas áreas atingidas pelos temporais.

Dos 105 mil moradores que ficaram sem energia,93% já tiveram o fornecimento normalizado, o que representa 98,5 mil clientes.

Segundo a Ampla, 96% dos clientes já estão com a energia em suas casas em Teresópolis. Em São José do Vale do Rio Preto, a concessionária já conseguiu restabelecer o fornecimento em 93% dos consumidores. Em Petrópolis e Areal, o fornecimento já voltou para 94% dos moradores.

A concessionária estendeu ainda o prazo de pagamento da conta de luz de janeiro para os clientes afetados. Durante 30 dias após o vencimento, não serão cobrados multa e juros.

A companhia disponibilizou geradores para atender os serviços essenciais na região serrana da rede hospitalar, postos de saúde e abrigos que estão atendendo desabrigados e desalojados da tragédia. 

Região Serrana enfrenta a pior catástrofe de sua história


Castigada por um temporal que fez chover em 24 horas mais do que era esperado para todo o mês, a Região Serrana do Rio enfrenta desde a noite da terça-feira 11 de janeiro a pior catástrofe natural do Brasil. Com o número de mortos, desabrigados, desalojados, feridos e desaparecidos, a tragédia já superou o registrado em janeiro do ano passado, em Angra dos Reis e, em abril, na capital e Niterói.

Localidades inteiras foram soterradas por lama no município de Teresópolis. No bairro Caleme, uma represa da Cedae transbordou por causa da tromba d’água, provocando o deslizamento de encostas sobre casas e carros. Em Nova Friburgo, três bombeiros que seguiam para resgatar vítimas quando o carro onde estavam foi soterrado por uma avalanche.

Petrópolis também sofreu devastação em diferentes pontos. O Distrito de Itaipava foi o mais atingido. O soterramento de uma casa na localidade Vale do Cuiabá matou 12 pessoas de uma mesma família. Corpos foram recolhidos por moradores e depositados às margens de um rio à espera de resgate. Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto, também cidades da região, também contabilizam mortos.
Com informações do Terra

sábado, 22 de maio de 2010

COPA DE 2014 - Projeto prevê reativação de via férrea histórica para Petrópolis



Foto: DIVULGAÇÃO
Rio de Janeiro e Petrópolis estão próximos de resgatar uma das malhas ferroviárias mais lendárias e bucólicas do Brasil: a Ferrovia Príncipe do Grão-Pará, a primeira do país, que será revitalizada ainda em prazo a ser definido

José Luiz de Pinho, Jornal do Brasil - jbonline



RIO - Rio de Janeiro e Petrópolis estão próximos de resgatar uma das malhas ferroviárias mais lendárias e bucólicas do Brasil: a Ferrovia Príncipe do Grão-Pará, a primeira do país, que será revitalizada ainda em prazo a ser definido. Interesse não falta. Inaugurada em 19 de fevereiro de 1883, a via férrea que liga a Vila Inhomirim, em Magé, à Rua Tereza, em Petrópolis, está desativada desde 1964, privando adeptos do trem de um dos visuais mais bonitos entre a cidade e a serra.
A reinstalação se dará graças ao projeto de lei nº 2736/2009, do deputado estadual João Pedro Figueira (DEM-RJ). O texto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa como de relevante interesse turístico e econômico para o Rio. O custo estimado é de R$ 62 milhões.




– É um dos mais belos passeios turísticos do Brasil. Com a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, a região receberá mais 600 mil turistas por ano, com empregos diretos para 2 mil pessoas – entusiasma-se João Pedro, presidente da Comissão de Turismo da Alerj.
A Secretaria Estadual de Transportes, que adquiriu 30 novas composições na China por US$ 9 milhões (R$ 162 milhões), é favorável à revitalização da ferrovia. Mas avisa ser inviável ceder novos trens para o trajeto.
– A prioridade é o transporte de trabalhadores, mas podemos ajudar com mão-de-obra especializada como fizemos em Macaé e Angra dos Reis – disse o secretário estadual de Transportes, Sebastião Rodrigues.
Duas etapas
A extensão de toda ferrovia é de 55 quilômetros, sendo 49 da antiga Estrada de Ferro Mauá, que vai da Leopoldina à Vila Inhomirim – e que precisa ser recuperada – mais os seis do plano inclinado da Serra da Estrela até Petrópolis, que não tem sequer trilhos.
– O prefeito de Petrópolis é do PT, partido do Lula. O BNDES e os ministérios dos Transportes e do Turismo vão querer investir no projeto – entende João Pedro.
O prefeito de Petrópolis, Paulo Mustrangi, afirma que o município não tem como bancar o projeto.
– Precisamos de ajuda dos governos estadual e federal. Já tivemos contato com o Ministério do Turismo, que pediu a reavaliação do orçamento – disse Mustrangi.
Nos sites Manifesto Livre e Tudo é Turismo, abaixo-assinados virtuais com mais de mil adesões à revitalização da ferrovia foram encaminhados ao Gabinete Civil da Presidência da República, pleiteando a inclusão do projeto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os documentos relatam que, na década de 50, a malha ferroviária do Rio era de 3.800 quilômetros. Em 2003, restavam 1.250, ou seja, perda de 60% em trilhos.
Engenheiro aprova, mas pede cuidados na execução
Ex-diretor do Metrô do Rio, ex-presidente do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e um dos autores do plano ferroviário da cidade de São Paulo, o especialista em engenharia de transportes Fernando MacDowell, adverte sobre os riscos de se manter a malha ferroviária da Ferrovia Príncipe do Grão-Pará, que está desativada há 46 anos.


Especialista veio do Rio de Janeiro para ser ouvido na CPI da AL

MacDowell argumenta que, para o empreendimento ser bem sucedido, evitando por em risco a integridade física de seus futuros usuários, será necessária uma avaliação criteriosa de toda a malha, que começa na Estação Leopoldina, no Centro.




Exibir mapa ampliado

– Dificilmente esses 49 quilômetros de malha ferroviária até o pé da serra vão estar em bom estado. Tem que ser feito um estudo multidisciplinar das condições desse material. Sem contar a parte da serra. Antes de serem instalados os trilhos, é obrigatório checar as condições do terreno – alerta o especialista.
Segundo MacDowell, os dormentes de toda essa malha ferroviária têm que estar alinhados, e os trilhos e fixadores, aparelhos que fazem as mudanças de via, precisam ser novos.
Por tudo isso, o especialista em transporte não acredita que o orçamento estimado para a reativação da Ferrovia Príncipe do Grão-Pará ficará em R$ 62 milhões.
– Acho que não, porque cada quilômetro de malha ferroviária teria de custar em torno de apenas R$ 1 milhão. Acho muito barato – estima. – Muito material teria que ser reaproveitado para ficar só nesse valor, e isso comprometeria o empreendimento na obra.
MacDowell, no entanto, é a favor da revitalização da ferrovia, por considerá-la um patrimônio histórico do país.
– O brasileiro é doido por andar de trem, ainda mais num trajeto bucólico e deslumbrante como aquele pela serra acima – admite ele. – É o tipo do cenário em que valeria até à pena, ao invés de um trem ou uma cremalheira, colocar uma locomotiva daquelas antigas, tipo maria-fumaça, para fazer o trajeto.

Memória JB | Ferrovia democrática
A Ferrovia Príncipe do Grão-Pará transportou desde a nobreza até a plebe. Na viagem inaugural, em 19 de fevereiro de 1883, entre os ilustres passageiros estavam D.Pedro II, imperador do Brasil, e o barão do Rio Branco. Anos depois, um garoto de 17 anos subia a serra de trem para jogar futebol: Garrincha, futuro craque, que morava em Pau Grande, próximo à estação da Vila Inhomirim.
 
Ele era juvenil do time da Companhia Têxtil América Fabril, onde trabalhava e disputava campeonatos contra o Petropolitano, Serrano e Cascatinha, de Petrópolis. Até Alberto Santos Dumont, o Pai da Aviação, fixou residência em Petrópolis, conhecida até hoje como "a casa encantada". Machado de Assis, Rui Barbosa, Oswaldo Cruz e outras personalidades também subiram a serra via trilhos. Nos concursos de beleza, misses se hospedavam no tradicional Hotel Quitandinha. Por mais de 80 anos a Estrada de Ferro deleitou os passageiros. Até que, em 5 de novembro de 1964, foi considerada economicamente inviável e desativada.

VEJA TAMBÉM 
Palácio Quintandinha
Deputado Estadual João Pedro Figueira - http://papopolitico.blogspot.com/

segunda-feira, 29 de março de 2010

RIO DE JANEIRO/PETRÓPOLIS/CULTURA - Museu Imperial de Petrópolis completa 70 anos e se abre ao internauta



É a antiga casa de veraneio de Dom Pedro II, construída em 1862, virou museu há sete décadas e guarda parte da história do Brasil, como coroa imperial de ouro, pérola e brilhantes.
 

 Nesta segunda-feira (29), o Museu Imperial de Petrópolis, um dos mais famosos do estado do Rio, completa 70 anos de fundação.

Um símbolo da cidade. É a antiga casa de veraneio de Dom Pedro II, construída em 1862, virou museu há sete décadas e guarda parte da história do Brasil, como a coroa imperial de ouro, pérola e brilhantes e a pena usada pela princesa Isabel para assinar a Lei Áurea. São oito mil peças no acervo.

No setor de arquivos, relíquias, documentos do passado que servem ao futuro. Diários de viagem do imperador e partituras de Carlos Gomes são documentos que agora podem ser compartilhados com o internauta. Tudo é parte do museu que ainda dá ao visitante um espetáculo som e luz que começa com um passeio pelo jardim e termina com a projeção de cenas da rotina do palácio na cortina d' água.