Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quinta-feira, 8 de março de 2012

REFRI - orgão americano diz que Coca e Pepsi têm potencial cancerígeno

Testes feitos a pedido de instituto de defesa do consumidor mostraram que refrigerantes das duas marcas possuem níveis de 4-MEI acima do recomendado

Refrigerante em lata
Refrigerante em lata: análises químicas encontram altos níveis de uma substância potencialmente cancerígena em amostras de Coca-Cola e Pepsi, nos Estados Unidos (Thinkstock)

Um grupo americano de defesa do consumidor afirmou que os refrigerantes normais e diet da Coca-Cola e Pepsi contêm uma substância que pode causar câncer em quantidade acima do normal. Em um comunicado público, o Center for Science in the Public Interest (CSPI – Centro para a Ciência a Favor do Interesse Público, em tradução livre) afirmou que análises químicas detectaram a presença de altos níveis de 4-metilimidazol (4-MEI), um produto usado para dar a cor 'caramelo' aos refrigerantes.
O CSPI coletou amostras de Coca-Cola, Pepsi, e outras marcas populares nos Estados Unidos em lojas na capital do país, Washington, e arredores. Foram encontradas de 145 a 153 microgramas (1 micrograma é a milionésima parte do grama) de 4-MEI em duas latas de 350 mililitros de Pepsi; 142 e 146 microgramas em duas latas de Coca-Cola; e 103 e 113 em duas latas de Diet Coke.

Saiba mais

4-METILIMIDAZOL
Também conhecido como 4-MEI ou apenas 4-MI, é um subproduto de uma reação química conhecida como processo amônia e serve para dar a cor marrom aos refrigerantes sabor cola. Não possui valor nutritivo, apenas função estética. Pesquisas demonstraram, em modelos animais, que a substância pode causar câncer.
Segundo a lei do estado da Califórnia, produtos que contenham quantias de 4-MI acima de 29 microgramas precisam ser identificados com um rótulo avisando que podem aumentar o risco de câncer.
"Quando a maioria das pessoas lê 'corante caramelo' nos rótulos dos alimentos, acha que se trata de um ingrediente similar ao obtido ao derreter açúcar em uma panela", afirmou Michael Jacobson, diretor executivo da CSPI. "Mas a realidade é bem diferente. Corantes feitos com amônia ou pelo processo de sulfito de amônia contém substâncias que podem causar câncer e não fazem parte da cadeia alimentar. Sob nenhuma circunstância poderiam ter um nome inocente como 'corante caramelo'."
Em uma petição enviada à FDA (agência americana que controla os remédios e alimentos), a CSPI requereu a mudança do nome do ingrediente para "corante caramelo quimicamente modificado" ou "corante caramelo por processo de sulfito de amônia." Também pediu que nenhum produto seja chamado de "natural" se contiver qualquer tipo de corante caramelo.
Jacobson vai além e defende o fim do uso do corante, já que outros produtos obtém a mesma cor marrom sem usar o 4-MEI, inclusive refrigerantes. "A Coca-Cola e a Pepsi, com a anuência da FDA, estão expondo desnecessariamente milhões de americanos a uma substância que causa câncer."

Opinião do especialista

Auro del Giglioprofessor titular de oncologia e hematologia da Faculdade da Fundação ABC

Existem várias substâncias capazes de causar câncer, o que não significa necessariamente que vão de fato provocar a doença. Até falar no celular, segundo uma agência de saúde da ONU, pode causar câncer. Mas as chances são extremamente pequenas.
É o caso dessa substância. Precisaria ingerir muito refrigerante para que o 4-MEI causasse câncer. O que não significa que beber refrigerante demasiadamente é seguro, pois ele causa uma série de outros problemas, como obesidade.
Ninguém deve ficar preocupado e nem é necessário parar de beber refrigerante. Mas é recomendável não consumir em excesso.
Segundo a CSPI, as pessoas em maior risco são homens na casa dos 20 anos, por consumirem grandes quantias de bebidas com corante caramelo e porque jovens são mais suscetíveis a produtos carcinogênicos que as pessoas mais velhas.
Reação — A American Beverage Association, que representa a indústria de bebidas americana, publicou em sua página na internet um comunicado afirmando que "a ciência simplesmente não mostra que o 4-MEI em bebidas ou alimentos representa uma ameaça à saúde humana."
A FDA, por meio de seu porta-voz, Douglas Karas, afirmou que a agência está analisando os pedidos da CSPI, mas que "é importante entender que uma pessoa precisaria consumir milhares de latas de refrigerante diariamente para atingir o número de doses equivalentes às administradas em estudos que mostraram relação com o câncer em ratos de laboratório."
Por via das dúvidas, a Pepsi disse à CSPI que vai alterar a quantidade de corante caramelo nos refrigerantes vendidos na Califórnia e que pretende estender a medida para o resto dos EUA. Em entrevista a um blog da Rádio Pública Nacional, a porta-voz da Coca-Cola disse que as mudanças para se adequar à lei da Califórnia já foram iniciadas, mas que os produtos da empresa sempre foram seguros.

Fonte Veja

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

FALECIMENTO - Morre em São Paulo a empresária Eliana Tranchesi

Morre em São Paulo a empresária Eliana Tranchesi
Por vários anos Eliana comandou a Villa Daslu, butique de luxo na zona sul da capital paulista

Ricardo Valota e Pedro da Rocha, do estadão.com.br


SÃO PAULO - Morreu na madrugada desta sexta-feira, 24, aos 55 anos, vítima de complicações causadas pelo câncer, a empresária Eliana Maria Piva de Albuquerque Tranchesi. Eliana Tranchesi, como a empresária era conhecida no mundo fashion, estava internada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O enterro deve ocorrer na tarde desta sexta-feira no Cemitério do Morumbi. A assessoria do hospital só divulgará detalhes do falecimento de Eliana mediante autorização da família.

Veja também:
Fundo Laep compra Daslu por R$ 65 milhões 
 


Juan Guerra/AE
Empresária já havia retirado tumor de um dos pulmões em 2006

A empresária, que comandou por muitos anos a Villa Daslu - butique multimarcas que abrigou um dia as grifes mais luxuosas do mundo em um portentoso prédio neoclássico na Marginal Pinheiros, em São Paulo - em 2006 chegou a retirar um tumor de um dos pulmões e já passava por sessões de quimioterapia e radioterapia.

A empresária foi presa em março de 2009 pela Polícia Federal após ser condenada a 94 anos e seis meses de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, fraude em importações e falsificação de documentos. A sentença foi proferida juíza da 2ª Vara Federal de Guarulhos, Maria Isabel do Prado, e inclui ainda o irmão de Eliana, Antonio Carlos Piva de Albuquerque, diretor financeiro da empresa na época dos fatos, e Celso de Lima, dono da maior das importadoras envolvidas com as fraudes, a Multimport.

No mesmo dia, os advogados de defesa da empresária chegaram a divulgar um relatório médico sobre o estado de saúde de Eliana, que fazia tratamento no mesmo hospital onde ela faleceu. O documento, assinado pelo oncologista Sérgio Daniel Simon, afirmava: "A Sra. Eliana Maria Piva de Albuquerque Tranchesi encontra-se sob meus cuidados médicos desde março de 2009. A paciente é portadora de Adenocarcinoma de Pulmão com metástases em coluna lombo-sacra e por esse motivo encontra-se em tratamento radioterápico e quimioterápico. A paciente recebeu dose de quimioterapia em 21 de março de 2009 com as drogas Alimta, Carboplatina e Avastin.

Na fase em que se encontra atualmente, a paciente necessita de cuidados médicos diários, para a aplicação subcutânea de medicação e controle de exames de sangue. Devido ao uso de quimioterapia, a paciente tem alto risco de infecção generalizada, motivo pelo qual está recebendo medicação diária. Além disso, o uso de Avastin aumenta o risco de crises de hipertensão arterial e sangramento, e também necessitam de atenção médica continuada. Por esses motivos, creio que a mesma não deva permanecer em prisão comum, sendo mais seguro a prisão domiciliar com os cuidados médicos apropriados".


Fonte Estadão
    

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

OPERAÇÃO MEDULA 3 - Quadrilha que desviava remédios de combate ao câncer é desmantelada

Grupo desviava medicamentos de alto valor da rede pública e drogas eram revendidas em farmácias e clínicas particulares
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Diego Zancheta e Solange Spigliatti
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Atualizado às 12h55

Veja também:
TJ suspende ação que denunciou fraude em conjunto hospitalar


São Paulo, 2 -Uma quadrilha que desviava medicamentos para tratar câncer e reumatismo da rede estadual de saúde e que teria causado prejuízo de R$ 10 milhões só em 2011 é o alvo da Operação Medula 3, desencadeada pelo Ministério Público e Polícia Civil na madrugada dessa quinta-feira, 2. Foram presas 12 pessoas.

O grupo, que atuava em São Paulo e no Rio de Janeiro, desviava caixas de remédios que custavam entre R$ 6 mil e R$ 8 mil. As drogas de alto custo eram revendidas por farmácias e clínicas particulares da Grande São Paulo, do interior do Estado e do Rio de Janeiro por preços inferiores.

Em São Paulo, remédios destinados ao Hospital Brigadeiro, Instituto Brasileiro de Combate ao Câncer e Hospital Samaritano, que tem uma ala do SUS para tratamento de câncer, foram desviados pela quadrilha.

Um dos 12 presos foi capturado hoje pela manhã no Rio de Janeiro; outra é uma servidora da rede estadual de São Paulo. A Medula 3 emitiu ainda 16 mandados de busca e apreensão. Foram apreendidos dinheiro, armas e remédios de venda controlada.

A quadrilha pode ter mais 25 integrantes diretos que estão sob investigação. Os presos podem ser autuados por formação de quadrilha, furto, receptação, porte de arma e até tráfico de entorpecentes por causa dos remédios controlados envolvidos na fraude.

Há 6 meses que a atuação dos criminosos está sob apuração comandada pela Corregedoria Geral da Administração, órgao que responde diretamente a Casa Civil do governo paulista. Participaram ainda da investigação o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no Ministério Público, e a Polícia Civil.

À tarde o Corregedor Geral da Administração, Gustavo Úngaro, vai expor, do Palácio dos Bandeirantes, detalhes da investigação.

Fonte Estadao

    

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

SAÚDE NO BR - Câncer é a segunda causa de morte no Brasil, afirma relatório do TCU. NÚMEROS SÃO DRAMÁTICOS ATENÇÃO @minsaude

Trata-se de um país doente, que demora até cem dias pra começar um tratamento contra o câncer. Os números do TCU são dramáticos.
 


Doença terrível, o câncer é hoje a segunda causa de morte no Brasil. São 500 mil novos casos por ano. Um mal que o país não se preparou para enfrentar. Quem tem câncer tem pressa, mas o que a gente encontrou na rede pública foi fila de espera para começar o tratamento.

Um levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) mostra que as condições de tratamento no país são muito desiguais. No Sudeste há centros de excelência. No Norte sequer há tratamento em algumas regiões. Ou seja, o país ainda não está preparado para atender uma demanda cada vez maior de doentes.

O câncer é a segunda causa de morte no país. Entre os homens, o mais comum é o de próstata e entre as mulheres, o de mama. Em 2003, a professora Regina Correia Leite fez o exame que aponta a doença. Como o médico não deu retorno, ela achou que estava tudo bem, mas já tinha câncer. Só descobriu isso um ano depois e teve de extrair uma das mamas. Ainda hoje faz quimioterapia.

“Corri atrás de outro profissional, mas o nódulo já estava grande. Seria, talvez, minha cura um diagnóstico precoce”, comenta a professora.

O Tribunal de Contas da União (TCU) fez uma auditoria na política nacional de câncer. A situação é crítica na Região Norte. No Pará, apenas 40% dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) conseguem fazer quimioterapia. Em Rondônia, só 6% dos doentes com câncer que precisam de cirurgia são operados. Já o Amapá e Roraima sequer oferecem radioterapia.
O país não se preparou para enfrentar a doença, que tem 500 mil novos casos por ano. Faltam leitos, equipamentos e profissionais. Muitas vezes a pessoa é diagnostica com câncer, mas não encontra vaga para iniciar o tratamento.

Os pacientes que precisam de quimioterapia aguardam, em média, 58 dias. A espera é ainda maior para radioterapia: cem dias. A demora reduz as chances de cura, que costumam ser de 90% em tumores em estágio inicial. Renata Vilhena Silva, advogada especializada em direito à saúde, diz que em casos extremos pacientes recorrem à Justiça.

“Existem decisões judiciais que obrigam, inclusive, o estado a arcar com o tratamento em um hospital particular. Ou manda operar, intima a Secretaria da Saúde para oferecer outro lugar, ou então em último caso o paciente pode pedir que seja pago o tratamento na rede privada”, orienta a advogada.

O médico Paulo Marcelo Hoff, diretor-geral do Instituto do Câncer em São Paulo, afirma que não há solução a curto prazo.

“É preciso que se faça um investimento no desenvolvimento de uma infraestrutura que possa dar vazão à demanda, ao numero de pacientes que estão surgindo. É preciso que se aumente o número de indivíduos que são treinados para fazer o atendimento a pacientes com câncer. É preciso também que a sociedade como um todo demande que haja um aumento na verba que é disponibilizada para que isso possa ser implementado”, defende o médico.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou o volume de recursos para tratamento contra o câncer no país em 22%. O ministério deve fechar o ano com investimentos de R$ 2,2 bilhões – R$ 400 milhões a mais do quem em 2010


Fonte Bom dia Brasil http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/11/cancer-e-segunda-causa-de-morte-no-brasil-afirma-relatorio-do-tcu.html

sábado, 29 de outubro de 2011

Lula fará quimioterapia para tratar tumor na laringe, informa hospital

G1, em Brasília                                
                    
O hospital Sírio-Libanês informou na manhã deste sábado (29) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será submetido a quimioterapia para tratamento de um tumor na laringe.

Segundo nota do hospital, exames realizados por Lula neste sábado, em São Paulo, identificaram o problema. De acordo com os médicos, ele "encontra-se bem" e fará tratamento ambulatorial.

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pelo hospital:

"BOLETIM MÉDICO

29/10/2011
11h00
O Ex-Presidente da República, Sr. Luís Inácio Lula da Silva realizou exames no dia de hoje no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, tendo sido diagnosticado um tumor localizado de laringe.
Após avaliação multidisciplinar, foi definido tratamento inicial com quimioterapia, que será iniciado nos próximos dias. O paciente encontra-se bem e deverá realizar o tratamento em caráter ambulatorial.
A equipe médica que assiste o Ex-Presidente é coordenada pelos Profs. Drs. Roberto Kalil Filho, Paulo Hoff, Artur Katz, Luiz Paulo Kowalski, Gilberto Castro e Rubens V. de Brito Neto.
Dr. Antonio Carlos Onofre de Lira
Diretor Técnico Hospitalar
Dr. Paulo Cesar Ayroza Galvão
Diretor Clínico"

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

RIO - Corcovado é iluminado de rosa em campanha contra o câncer de mama

Igreja da Penha também foi iluminada de rosa na noite de terça-feira.
Segundo o Inca, Rio é a segunda capital com o maior índice de mortes.

           
Do Bom Dia Rio                                           
                           
O Cristo Redentor e a Igreja da Penha, no Rio, ganharam iluminação rosa na noite desta terça-feira (4). A ação faz parte da campanha "Outubro Rosa", que alerta para a importância do diagnóstico e do tratamento precoce do câncer de mama, o mais comum entre as mulheres.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Rio é a segunda capital com maior índice de mortalidade por câncer de mama.
 

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Preços de medicamentos são estratosféricos

Caixa de remédio para leucemia passa de R$ 16 mil
Antônio Marinho e Juliana Câmara, O Globo
Hipertensão arterial, diabetes, câncer e doenças respiratórias são males que ameaçam a sobrevivência não só do ponto de vista médico como também econômico. Os preços de remédios importados são estratosféricos. Um exemplo? Leucemia: a caixa com 112 comprimidos de 200 mg de Nilotinibe chega a R$ 16.838. A quimioterapia para câncer de mama com drogas de ponta custa em média R$ 150 mil por ano.

O Plano de Ações para Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) ampliou o acesso ao tratamento, mas o Ministério da Saúde tem problemas para manter o fornecimento a hospitais.
Para especialistas, porém, a proposta de flexibilizar patentes não é a resposta. No caso do diabetes, o governo distribui medicamentos antigos, já sem patentes. Os mais modernos, que controlam a doença por mais tempo, custam muito mais.

— É claro que gostaríamos de tratar os pacientes dos hospitais públicos com drogas mais modernas. Mas os laboratórios gastam muito dinheiro em pesquisas e podem não querer trazer os remédios para o Brasil, se as patentes forem flexibilizadas — diz Amélio Godoy, do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia.

Para o oncologista Ricardo Teixeira, a flexibilização de patentes não vai atender a todos os casos. Ele diz que, hoje, pacientes só têm acesso a tratamento com fármacos mais modernos por meio de ação judicial.

— O paciente com câncer na rede pública tem menor sobrevida do que o de convênio. Em tumores de mama há um exemplo. Na rede pública, as mulheres recebem Tamoxifeno, que custa R$ 30 a caixa; na rede privada, é receitado o Anastrozol, que custa R$ 300.

— São Paulo é o único estado em que o paciente tem acesso aos melhores tratamentos, sem ter que entrar na Justiça — diz Teixeira. — É um direito do paciente optar por um medicamento mais caro, sobretudo quando aumenta a sobrevida mesmo que seja em dias.

Teixeira crítica a falta de fiscalização das clínicas particulares que recebem dinheiro do SUS para remédios de ponta que não chegam aos pacientes. Ele explica:

— O ministério paga, para câncer de mama avançado, a associação de Docetaxel e Doxorubicina, mas clínicas aplicam Doxo com Ciclofosfamida, combinação mais barata, só para aumentar a margem de lucro

Fonte O Globo

quinta-feira, 8 de abril de 2010

SAÚDE - Nova técnica detecta risco de câncer em fumantes

 da Efe, em Washington

Cientistas americanos desenvolveram um procedimento para identificar os fumantes que correm mais risco de desenvolver câncer pulmonar, revelou um estudo divulgado pela revista "Science Translational Medicine".
Segundo os pesquisadores da Escola de Medicina das Universidades de Boston e de Utah, o processo utiliza um enfoque no genoma para prevenir a doença nessas pessoas e, caso se manifeste, identificar o tratamento adequado.
"Este é um avanço crucial no campo da prevenção do câncer pulmonar, já que não existe uma estratégia efetiva para a prevenção entre os fumantes de alto risco", afirmou Avbrum Spira, diretor de Biomedicina Informática da Universidade de Boston.
Spira acrescentou que os resultados da pesquisa ajudarão a resolver o que qualificou como "a crescente carga pública vinculada à doença".
Nos Estados Unidos, cerca de 90% dos casos de câncer de pulmão são causados pelo fumo. Até o momento, não havia nenhum método para identificar quem corre mais risco de desenvolver a doença.
Os cientistas afirmaram que, em sua pesquisa, descobriram que a expressão de genes de um fator específico do câncer, identificado como PI3K, são ativados nas células das vias respiratórias de fumantes que sofrem de câncer pulmonar.
Essa atividade precede o desenvolvimento da doença e pode ser revertido, por meio de um agente quimiopreventivo (myo-inositol), afirmaram.
"Esta descoberta é importante, porque estas células podem ser colhidas de uma forma relativamente não invasiva e não requer a coleta invasiva de mostras de tecido que apresentam tumores", disse Spira.


 

sexta-feira, 19 de março de 2010

FALECIMENTO - Morre aos 54 anos a coreógrafa Roseli Rodrigues


da Folha de S.Paulo
A coreógrafa Roseli Rodrigues, morreu ontem, em São Paulo, vítima de câncer.
Ela assinou a coregrafia de "Tango Sob Dois Olhares", que recebeu o Prêmio Teatro de Dança de melhor espetáculo de 2009.
Roseli também foi membro do Conselho Artístico do Festival de Dança de Joinville e fez parte da Comissão de Artes Cênicas e Música do Conselho Municipal de Cultura da cidade de São Paulo.

Sergio Vieira/Divulgação
O 
bailarino Everson Besbat, do Balé Guaíra, dança na chuva em cena do 
espetáculo "Segundo Sopro", de Roseli Rodrigues
Everson Besbat, do Balé Guaíra, dança na chuva em cena do espetáculo "Segundo Sopro", de Roseli Rodrigues