Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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segunda-feira, 19 de março de 2012

MAIS AUMENTO - Governo autoriza reajustes de até 5,85% nos medicamentos. Farmácia popular tem falta de 80 remédios

As alterações podem ser feitas a partir do próximo dia 31 
Paula Laboissière, da

 

O reajuste de até 5,85% tem como base a variação, nos últimos 12 meses, do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) 
Brasília – Resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) publicada hoje (19) no Diário Oficial da União autoriza reajustes de até 5,85% no preço dos remédios vendidos em todo o país.

As alterações podem ser feitas a partir do próximo dia 31 e devem ter como referência o chamado preço fabricante (limite usado por laboratórios ou distribuidores de medicamentos para venda no mercado brasileiro) cobrado em 31 de março de 2011. Até a data limite para a entrada em vigor do reajuste, as empresas produtoras de medicamentos deverão apresentar à Cmed o relatório de comercialização com os preços que pretendem cobrar após a aplicação da correção.

De acordo com a resolução, a categoria de remédios em que o faturamento com a venda de genéricos seja igual ou superior a 20% pode sofrer reajuste de até 5,85%. Já a categoria de remédios com faturamento de genéricos entre 15% e 19% tem reajuste autorizado de até 2,8%.

O reajuste de até 5,85% tem como base a variação, nos últimos 12 meses, do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Fonte Agencia Brasil

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

OPERAÇÃO MEDULA 3 - Quadrilha que desviava remédios de combate ao câncer é desmantelada

Grupo desviava medicamentos de alto valor da rede pública e drogas eram revendidas em farmácias e clínicas particulares
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Diego Zancheta e Solange Spigliatti
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Atualizado às 12h55

Veja também:
TJ suspende ação que denunciou fraude em conjunto hospitalar


São Paulo, 2 -Uma quadrilha que desviava medicamentos para tratar câncer e reumatismo da rede estadual de saúde e que teria causado prejuízo de R$ 10 milhões só em 2011 é o alvo da Operação Medula 3, desencadeada pelo Ministério Público e Polícia Civil na madrugada dessa quinta-feira, 2. Foram presas 12 pessoas.

O grupo, que atuava em São Paulo e no Rio de Janeiro, desviava caixas de remédios que custavam entre R$ 6 mil e R$ 8 mil. As drogas de alto custo eram revendidas por farmácias e clínicas particulares da Grande São Paulo, do interior do Estado e do Rio de Janeiro por preços inferiores.

Em São Paulo, remédios destinados ao Hospital Brigadeiro, Instituto Brasileiro de Combate ao Câncer e Hospital Samaritano, que tem uma ala do SUS para tratamento de câncer, foram desviados pela quadrilha.

Um dos 12 presos foi capturado hoje pela manhã no Rio de Janeiro; outra é uma servidora da rede estadual de São Paulo. A Medula 3 emitiu ainda 16 mandados de busca e apreensão. Foram apreendidos dinheiro, armas e remédios de venda controlada.

A quadrilha pode ter mais 25 integrantes diretos que estão sob investigação. Os presos podem ser autuados por formação de quadrilha, furto, receptação, porte de arma e até tráfico de entorpecentes por causa dos remédios controlados envolvidos na fraude.

Há 6 meses que a atuação dos criminosos está sob apuração comandada pela Corregedoria Geral da Administração, órgao que responde diretamente a Casa Civil do governo paulista. Participaram ainda da investigação o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no Ministério Público, e a Polícia Civil.

À tarde o Corregedor Geral da Administração, Gustavo Úngaro, vai expor, do Palácio dos Bandeirantes, detalhes da investigação.

Fonte Estadao

    

terça-feira, 1 de novembro de 2011

REMÉDIOS - Preço de genérico varia até 951% em farmácias do País

Pesquisar dentro do bairro onde mora já garante gasto menor com os medicamentos
   
Rio - Os preços dos remédios mais vendidos nas farmácias têm variado mais que a saúde de seus próprios doentes. Uma pesquisa do Procon-SP mostrou que o preço dos medicamentos pode variar em torno de 951%, a exemplo do anti-inflamatório Diclofenaco Sódico (50 mg). No Rio, o popular Paracetamol (750 mg) tem variação de 271%. Diante dos disparates, pesquisar preços e exigir descontos são os caminhos da economia.

Nas farmácias cariocas, conforme O DIA constatou em quatro grandes redes de varejo, os dez remédios genéricos mais vendidos sofrem variações grandes de preço.
Um dos campeões para tratar dores no estômago, o Omeprazol (20 mg), é vendido de R$ 12,90 a R$ 39. A variação fica em 200%. Outro medicamento que tem preço instável é o regulador de pressão Captopril (25 mg), com variação de 174%, ficando nas prateleiras entre R$ 5,95 a R$ 16,30. O Paracetamol é encontrado de R$7,40 a R$ 1,99, uma variação de 271%.

Em São Paulo, o genérico com a maior diferença de preço foi o Diclofenaco Sódico (50 mg) encontrado em um estabelecimento por R$ 9,36, em outro, por R$ 0,89, uma diferença de R$ 8,47 entre os dois locais na cidade.

Para o coordenador da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), Luciano Lobo, o método de procura é uma dica valiosa: “Tem que gastar sola de sapato mesmo. Hoje há uma farmácia ao lado da outra praticamente. Dá para fazer pesquisa do bairro onde mora e conseguir preços mais em conta”, aconselha.

A peregrinação por preço mais baixo

A aposentada Patrícia Bárbara Xavier, de 65 anos, achou uma solução prática. Moradora de Copacabana, ela recorre à caminhada para conseguir bons preços: “A gente tem que andar mesmo. Aproveito que aqui é tudo pertinho e vou pesquisando”, diz, ressaltando o gasto de R$ 300 por mês com medicação para pressão.
Arte: O Dia
Arte: O Dia
De outro lado, o aposentado Ivan Carneiro Peixoto, de 78 anos, aposta na sorte: “Conheço farmácias que vendem sempre mais barato e procuro sempre elas. Acho importante a procura, mas gosto de algumas farmácias”, diz.

Dicas

INTERNET À FAVOR
Em geral, os consumidores possuem uma ferramenta útil na busca por preços de genéricos mais em conta. Aqueles que recorrem ao meio digital descobrem com mais facilidade preços mais baratos na própria cidade ou estado.

LISTA EM MÃOS
Para economizar é preciso se programar. Além disso, os especialistas garantem que saem na frente aqueles que se organizam para percorrer as principais farmácias do bairro perguntando pelos preços.

PREÇO CAMARADA
Clientes antigos de algumas farmácias costumam receber descontos polpudos na hora da compra. Vale a amizade!

De lupa

ECONOMIA —A variação de preço pode ser uma arma do consumidor na hora da compra. Pesquisando o valor dos medicamentos em farmácias diferentes as boas surpresas surgem.

PREGUIÇA — Quem desiste da peregrinação pelas farmácias acaba engolindo o primeiro preço que encontrar. Lidar com a sorte é perigoso e os primeiros valores podem ser os mais altos.


quarta-feira, 3 de março de 2010

Alerj quer explicações do estado sobre desperdício milionário de remédios

Para deputado, há descontrole com verba pública e desrespeito aos pacientes do Rio

POR PÂMELA OLIVEIRA

Rio - O deputado estadual Marcelo Freixo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, pedirá explicações à Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil sobre o desperdício de medicamentos e produtos médico-hospitalares. Segundo relatório preliminar do Denasus, segundo O DIA noticiou, o estado perdeu, entre julho e novembro do ano passado, R$ 15,6 milhões em produtos. A secretaria diz que a perda teria sido de R$ 8,1 milhões em um ano.

“Não se pode ter esse descontrole com o dinheiro público. Não se pode deixar estragar remédio. Em nenhuma hipótese isso é tolerável”, afirma Freixo.
O deputado, que mandará ofício para a Secretaria Estadual de Saúde, disse que frequentemente é procurado por pacientes que não conseguem obter medicamentos que deveriam ser fornecidos pelo estado. “Isso fere o direito à saúde. Marcamos uma audiência pública para tratar da falta de medicamentos para portadores de esclerose múltipla no estado”, afirma.
A advogada Fátima Vieira da Silva, 56 , vive o drama na pele: a filha dela, de 28 anos, e o marido têm a doença. Ela conta que desde janeiro não recebe o Interferon beta 1 A do estado. A caixa custa R$ 9mil.
“Os funcionários da farmácia dizem que não tem previsão de compra. Minha filha está enfrentando uma crise devido à falta do remédio. Está com dificuldades de andar e pode ter sequelas definitivas. A situação é desesperadora. Queria poder gerir esse dinheiro para o estado. Nenhuma mãe passaria pelo que estou passando”.

Parlamentar quer a lista dos produtos
Presidente da Comissão de Saúde da Alerj, o deputado Atila Nunes ouviu ontem o superintendente de Logística e Suprimentos do Estado, Marcos Alves.

“Vou pedir oficialmente que o Denasus envie o relatório com a relação dos medicamentos que perderam a validade e confrontar com a relação do estado. Entre os dois valores alegados, a diferença é muito grande”, afirmou. O estado diz que parte da medicação e produtos perdidos voltou dos hospitais.