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sábado, 18 de fevereiro de 2012

QUEBRA DE CONTRATO - CBF perde batalha judicial e terá de pagar R$ 8,2 mi à Coca-Cola


 Do UOL, em São Paulo


O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, está sob pressão e terá de quitar dívida com a Coca-Cola

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A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) perdeu uma batalha judicial importante no início deste mês, segundo o diário Lance!. Em uma decisão judicial publicada no início do mês, o juiz da 41ª Vara Cível da Comarca do Rio de Janeiro ordenou que a entidade quitasse um débito de R$ 8,2 milhões com a Coca-Cola por quebra de contrato.

A gigante do ramo de bebidas era patrocinadora da seleção brasileira até 2001, com contrato válido até o ano seguinte. Antes do fim do compromisso, a CBF recebeu uma proposta milionária da Ambev, rival da Coca, e decidiu romper o contrato unilateralmente.

A antiga patrocinadora não se conformou e levou a briga para a Justiça, pedindo R$ 12,7 milhões pela rescisão. Em 2008, a Coca-Cola ganhou em primeira instância e conseguiu o bloqueio de cerca de R$ 15 milhões das contas da CBF.

O dinheiro, no entanto, nunca foi repassado à empresa, já que a entidade sempre combateu a decisão judicial com liminares. Em 1º de fevereiro, segundo documento publicado pelo Lance!, o juiz Wilson do Nascimento Reis determinou que R$ 8,2 milhões da CBF fossem transferidos à Coca-Cola.

Ainda de acordo com o jornal, a empresa ainda quer mais da CBF. Por entender que perdeu a chance de exibir sua marca na conquista da Copa do Mundo de 2002, a Coca-Cola exige uma indenização a título de perdas e danos que pode chegar a R$ 50 milhões, segundo a empresa.

A notícia só aumenta a lista de problemas de Ricardo Teixeira, presidente da CBF. As informações que dão conta da sua possível renúncia são cada vez mais fortes e há um movimento de disputa nos bastidores para saber quem assumirá o comando da entidade.

Paralelamente, a lista de denúncias contra o dirigente vai crescendo. Na última quarta, a Folha de S. Paulo mostrou que a agência que organizou o amistoso entre Portugal e Brasil em Brasília, em 2008, tinha sede na fazenda de Teixeira. O dirigente sempre negou qualquer relação com a empresa em questão, investigada pelo Ministério Público por um suposto superfaturamento do amistoso à época.

Na última sexta, o jornalista Juca Kfouri, blogueiro do UOL, revelou que Sandro Rossel, presidente do Barcelona e ex-representante da Nike nas Américas, depositou R$ 3,8 milhões na conta da filha de Teixeira, Antônia, de 11 anos. 

Fonte Uol

quarta-feira, 7 de abril de 2010

BERÇO DO MENSALÃO - STF vai quebrar sigilo bancário e fiscal de Azeredo


De Carolina Brígido e Fábio Fabrini:

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai determinar a quebra do sigilo bancário e fiscal do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).
A medida será tomada para instruir o chamado processo do mensalão mineiro, que investiga desvios de recursos públicos para financiar a campanha do tucano, que tentava a reeleição como governador de Minas Gerais, em 1998.
Há duas semanas, foi publicada no Diário de Justiça a decisão do STF, de dezembro passado, de transformar o inquérito em ação penal.
Com isso, ficou liberado o início das investigações. Uma das primeiras providências do relator, ministro Joaquim Barbosa, será ouvir o depoimento do tucano.
Detalhes das finanças de Azeredo poderão ajudar a identificar seu suposto vínculo com Marcos Valério, apontado como operador de desvios de dinheiro de estatais do estado para, entre outros fins, abastecer a campanha do tucano.
Além disso, podem mostrar a suposta participação do senador na lavagem de dinheiro. Azeredo alega que as contas de sua campanha não estavam sob sua responsabilidade. Ele também responde no STF por peculato (apropriação de bens públicos).
Embora possa ser encarada como munição contra os tucanos nas campanhas deste ano, o processo do mensalão mineiro só deverá ser concluído no fim do ano que vem, quando o senador será julgado no plenário do STF.
A ideia do relator é pôr o caso em julgamento junto com o processo do mensalão do PT — esquema no qual o governo Lula teria pagado propina a parlamentares em troca de apoio no Congresso.
Os dois casos têm interseções significativas, a exemplo da participação de Marcos Valério como operador das irr egularidades.
— Os casos apresentam inúmeras semelhanças — disse em dezembro o relator, que ontem não quis dar entrevista.
O processo do mensalão do PT foi aberto em agosto de 2007 e ainda não foi concluído devido ao grande número de réus (40) e de testemunhas de defesa (cerca de 640).
Como o processo de Minas tem apenas um réu, a expectativa é de que o caso caminhe com mais celeridade. Azeredo terá direito a listar, no máximo, 16 testemunhas de defesa.
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