Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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domingo, 11 de abril de 2010

ESPORTE/FUTEBOL PAULISTA - Em jogaço, Santos vence São Paulo e amplia vantagem na 'decisão' rumo à final

Tricolor consegue reagir no segundo tempo, busca empate, mas leva gol no fim. Agora, Santos pode até perder por um gol, no próximo domingo, na Vila

Adilson Barros e Carolina Elustondo São Paulo, SP
Um bom jogo decisivo deve ser assim: corrido, nervoso, cheio de alternativas, emocionante e, claro, com muitos gols. O clássico entre São Paulo e Santos, neste domingo à tarde, no Morumbi, pelas semifinais do Campeonato Paulista, teve tudo isso. Os Meninos da Vila foram para cima, abriram 2 a 0, o time tricolor, com um a menos (Marlos foi expulso ainda no primeiro tempo), empatou, e, no fim, com a cabeça de Durval, o Peixe venceu por 3 a 2 (assista aos melhores momentos no vídeo ao lado). Agora, o Alvinegro Praiano passa à final até perdendo por um gol de diferença no próximo domingo, na Vila Belmiro.

O jogo começou estudado, um pouco truncado. O técnico Dorival Júnior, do Santos, mandou a campo um time com características ofensivas, com três atacantes, mas posicionados num 4-4-2 clássico: o meia Marquinhos atuou como volante ao lado de Arouca, e Robinho jogou mais recuado, como um meia, armando o jogo ao lado de Ganso, deixando Neymar e André mais à frente.

O São Paulo tomou a iniciativa e, marcando muito bem no meio-campo, conseguiu brecar as investidas dos santistas, que erravam muitos passes. O objetivo tricolor era ficar com a bola, para não dar chance ao melhor ataque do campeonato. A estratégia deu certo até os 26 minutos, quando Neymar, até então apagado, recebeu na meia esquerda e acertou um lindo passe para Léo, que entrou pela esquerda e bateu cruzado. Júnior César apareceu pelo meio e acabou marcando contra. Os são-paulinos reclamaram que, na hora do chute de Léo, havia dois jogadores santistas impedidos.

Marcos Renato/GLOBOESPORTE.COM

Os santistas, como já virou rotina, comemoram mais um gol com coreografia

Após marcar, o Santos se tranquilizou e passou a comandar as ações. Jogando pelos lados do campo, abria a defesa são-paulina. Aos 33, Marlos, que já tinha amarelo, chutou Robinho e acabou expulso. As coisas se complicavam para o time da casa. Com um a mais, o Peixe encurralou o adversário e marcou o segundo aos 40, quando Neymar avançou pela esquerda e cruzou para André, que entrou por trás da zaga e emendou de primeira.

Tricolor reage, mas Durval garante para o Santos

Pelo primeiro tempo, o jogo se encaminhava para uma vitória sossegada do Santos. Mas, então, o técnico Ricardo Gomes teve uma boa sacada no intervalo: tirou o atacante Washington e colocou o lateral-direito Cicinho. Com isso, o São Paulo ganhou saída rápida pelo meio, controlou a posse de bola e a marcação. Encurralou o adversário e deu a impressão de que jogava com um a mais e não o contrário.

Marcos Renato/GLOBOESPORTE.COM

Dagoberto comemora após empatar o jogo em 2 a 2. Mas logo logo o Peixe ficaria na frente...

Perdidos na marcação, correndo atrás dos são-paulinos, os jogadores do Peixe foram apelando e cometendo faltas duras uma atrás da outra. Logo aos sete minutos, Hernanes avançou pelo meio, fez fila e mandou o chute de fora. Não foi exatamente uma bomba, mas o goleiro Felipe não conseguiu alcançar,  e o tricolor diminuiu aos sete minutos. O Santos tentou reagir aos oito, quando Robinho, após receber de Neymar, acertou o travessão. Mas o Peixe parou por aí.

O gol tricolor pôs fogo no jogo. A maneira como Hernanes comemorou, com raiva, mostrou que o time do Morumbi estava vivo. E muito vivo. O Santos já não passava mais do meio-campo. O São Paulo atacava por todos os lados e o empate, inevitável, saiu aos 21, quando Cicinho acertou um cruzamento na cabeça de Dagoberto.

O Peixe estava apavorado. Errava passes previsíveis. Robinho, Neymar, Ganso insistiam em jogar pelo meio, sem sucesso. Dorival, então, tirou André para colocar Pará na lateral direita, passando Wesley para o meio. Neymar, que sumiu no segundo tempo, foi substituído por Madson. Com essas mudanças, o Santos conseguiu segurar mais a bola para controlar o ímpeto tricolor.

Quando o jogo se encaminhava para um empate, veio o terceiro gol santista. Aos 44, Madson cobrou falta da esquerda, com perfeição, na cabeça de Durval, que entrava livre no segundo pau. O zagueiro só escorou de cabeça.

Enfim, um jogaço.

Marcos Renato/GLOBOESPORTE.COM

A torcida do Santos começou a festa no Morumbi e promete fazer bonito domingo que vem na Vila


FICHA TÉCNICA


SÃO PAULO 2 x 3 SANTOS
Rogério Ceni, Jean, Alex Silva, Miranda e Júnior César; Rodrigo Souto, Hernanes, Jorge Wagner (Fernandinho) e Marlos; Dagoberto (Marcelinho) e Washington (Cicinho). Felipe, Wesley, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Marquinhos (Zé Eduardo) e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Madson), André (Pará) e Robinho.
Técnico: Ricardo Gomes. Técnico: Dorival Júnior.
Gols:  Júnior César (contra), aos 26, André, 40 minutos do primeiro tempo; Hernanes, 7, Dagoberto, 21, Durval, aos 44 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Neymar, Léo, Paulo Henrique Ganso, Robinho, Wesley, Edu Dracena (Santos). Cartão vermelho: Marlos (São Paulo).
Público e renda: 35.695 pagantes / R$ 1.578.325,25
Estádio: Morumbi, em São Paulo. Data: 11/04/2010. Árbitro: Marcelo Rogério. Auxiliares: Vicente Romano Neto e David Botelho Barbosa.

 

 

terça-feira, 6 de abril de 2010

ESPORTE/FUTEBOL PAULISTA - Devemos extinguir o Paulistão?

Luiz Zanin - O Estadao de S.Paulo
 
Não consigo desgostar do Campeonato Paulista, ao contrário de alguns colegas aos quais devo respeito. Não vou evocar a título de argumento as imagens da infância, quando o campeonato regional era de fato o que mais nos interessava. Nem vou falar dos jogos antológicos a que assisti ou dos quais ouvi falar e compõem hoje a melhor mitologia do nosso futebol. Sei que as coisas mudam e não me considero saudosista. Admito que os campeonatos regionais não têm mais o mesmo atrativo de antigamente, mas imagino que deixariam um grande vazio caso fossem extintos.


Penso nisso tudo quando mais um Paulistão vai chegando à sua fase decisiva e, por mais que me esforce, não consigo sentir desalento, como se tudo o que experimentamos até agora não tivesse valido a pena. Claro, não é possível dar uma de ingênuo e ignorar problemas como a baixa média de público ou o sofrível nível técnico da maior parte dos concorrentes. Em todo caso, se o público não vai ao estádio como desejaríamos, isso pode acontecer porque o nível dos jogos de fato não é bom, mas também porque ir a estádio virou uma epopeia digna de herói grego, ou porque ingressos estão muito caros, ou porque a imensa oferta de futebol na TV talvez já sacie amplamente a fome de bola da maior parte dos torcedores.
Durante o Campeonato Brasileiro não teremos tanto desnível entre times, mas a qualidade técnica também não nos arrancará suspiros de êxtase. Nem faltarão estádios vazios a empobrecer estatísticas. Os campeonatos regionais podem ser responsabilizados por muitas mazelas - a principal, congestionar o calendário -, mas não podem ser inculpados pela falta de público em certos jogos. Tirando o torcedor militante, aquele que de fato acompanha o seu time na saúde e na doença, a maior parte das pessoas que vai ao campo escolhe os jogos que deseja ver ao vivo - os clássicos, as partidas decisivas, etc.
A não ser que lhe seja prometido um espetáculo a que não está acostumado a ver todos os dias quando, nesse caso, o aficionado vence a inércia e decide enfrentar a corrida de obstáculos que o leva ao estádio. Dou um exemplo. Sei, por experiência própria, como é difícil tirar o torcedor santista de casa. Cansei de ver jogos na Vila com as arquibancadas vazias, mesmo levando-se em conta que é muito mais tranquilo ir ao Urbano Caldeira que ao Pacaembu ou ao Morumbi. Mas o comodismo fala mais alto. No entanto, testemunhei a Vila Belmiro cheinha para assistir a um jogo contra o Monte Azul que, com todo o respeito, está longe de ser um adversário memorável. Acontece que a torcida já antecipava novo show dos Meninos da Vila e pagou para ver. Conclusão tão óbvia que dá até vergonha formular: a frequência ao estádio depende - e muito - da expectativa favorável sobre a qualidade do espetáculo. Se o Santos continuar a jogar bem desse jeito terá público no Paulista, no Brasileiro, na Copa do Brasil e num eventual amistoso contra o Chapetuba Futebol Clube.
De qualquer forma, também é claro que o novo Santos é a melhor coisa que poderia acontecer ao Campeonato Paulista de 2010. Se vai ganhar, não sei e ninguém sabe. Os românticos diriam que só os deuses do futebol podem saber, mas eles, os deuses, nunca revelaram suas preferências a este cronista. Caso existam, são deuses silenciosos. E talvez irônicos, porque se divertem em ridicularizar nossas previsões. Ao contrário do que a maioria de nós afirmou no início, os quatro grandes não estarão todos presentes nas rodadas decisivas, cedendo vagas aos times "fracos". As semifinais podem ter três grandes, apenas dois (o mais provável) ou somente o Santos, o primeiro colocado por antecipação. O simples fato de contrariar nossas previsões mais sábias já dá um certo crédito ao Campeonato Paulista, não é mesmo?


 


 

segunda-feira, 5 de abril de 2010

ESPORTE/FUTEBOL PAULISTA - Em nova noite de gala da molecada, Santos derrota o São Caetano no ABC

Líder do Paulistão faz 3 a 1 no Anacleto Campanella e poderia ter chegado a uma goleada, não fosse gol mal anulado pela arbitragem

GLOBOESPORTE.COM São Caetano do Sul, SP
O Santos continua sem adversários no Campeonato Paulista. Neste domingo, a equipe comandada pelo técnico Dorival Júnior, que já havia garantido por antecipação a liderança da fase de classificação, conquistou sua quarta vitória consecutiva ao bater o São Caetano por 3 a 1, em duelo realizado no estádio Anacleto Campanella, no ABC.

Os números da campanha santista realmente impressionam. São 14 vitórias em 18 partidas disputadas, com o melhor ataque da competição (57 gols) e a quarta melhor defesa (22 gols sofridos), totalizando 44 pontos, sete a mais do que o vice-líder Santo André.

Confira a classificação do Campeonato Paulista


Domínio santista e placar igual

O Santos entrou em campo sem surpresas na escalação. Com Robinho, recuperado de contusão, na vaga de Paulo Henrique Ganso, suspenso, o time da Baixada Santista abriu o marcador no seu primeiro ataque na partida. Aos dois minutos, Marquinhos cobrou falta para a área, e o atacante Hugo, do Azulão, tentou fazer o corte de cabeça, mas tocou no canto direito de Luiz, que nada pôde fazer. O árbitro Guilherme Cereta de Lima, no entanto, deu o gol para o camisa 10 do Peixe.

O gol fez do Santos o senhor da partida. O time tinha espaço e facilidade para tocar a bola, sempre pelo lado esquerdo, por onde Neymar e Robinho caíam e Léo apoiava constantemente. Aos 13, Marquinhos quase fez o segundo gol. Em cobrança de falta, ele acertou o travessão. Dez minutos depois, Robinho fez jogada individual e, da entrada da área, chutou de pé direito. Luiz fez defesa parcial e, na sobra, André acertou a trave.

Agência/Estado

Marquinhos comemora gol que teve desvio de atacante adversário no início da partida


O tempo passava, e o panorama da partida seguia inalterado. O Santos atacava, e o São Caetano se defendia. Aos 27 minutos, foi a vez de Marquinhos, em chute de fora da área, exigir bela defesa de Luiz. O domínio alvinegro se refletia nas estatísticas: até os 30 minutos, o Peixe já havia finalizado oito vezes, contra apenas duas do rival.

No entanto, como nem sempre o futebol é lógico, o São Caetano deixou tudo igual no marcador aos 38. Após falha de Pará na saída da defesa, a bola bateu em Fernandes e sobrou na área para Hugo. O atacante girou e, com categoria, bateu no canto direito de Felipe.

Mais emoção no segundo tempo

Os dois times voltaram sem alterações para o segundo tempo, que começou de maneira eletrizante. Logo com um minuto, Neymar desceu pela esquerda, invadiu a área e cruzou para André. Anderson Marques, no meio do caminho, fez o corte e evitou o segundo gol santista. O Azulão respondeu aos cinco. Fernandes avançou pela esquerda e cruzou, sobrando na direita da área para Wanderley, que disparou uma bomba de pé direito e acertou o travessão de Felipe.

Logo depois, a arbitragem prejudicou o Santos. Marquinhos fez lançamento primoroso para Neymar, que, em posição legal, dominou e bateu no canto esquerdo de Luiz. O auxiliar, erradamente, marcou impedimento do atacante (assista no vídeo ao lado).

O jogo seguiu aberto, com os dois times criando chances. Aos 20 minutos, Wanderley chutou de fora da área e Felipe espalmou. O Santos respondeu dois minutos depois e reencontrou o caminho das redes. Após cruzamento da direita de André, Neymar, livre na segunda trave, cabeceou com estilo e colocou no ângulo direito de Luiz. Na comemoração, todos os jogadores correram para abraçar o técnico Dorival Júnior no banco de reservas.

E tinha tempo para mais. Para encerrar a exibição de gala do time da Baixada Santista, Arouca deu belo passe para Robinho, que invadiu livre a área e, na saída de Luiz, tocou com categoria no canto direito. Nos minutos finais, o Peixe tocou a bola e esperou o tempo passar para comemorar mais um triunfo.


Ficha técnica: 

SÃO CAETANO 1 x 3 SANTOS
Luiz; Moradei, Anderson Marques, Marcelo Batatais e Romário; Jairo, Lucas, Fernandes e Éverton Ribeiro (Luciano Mandi); Wanderley e Hugo (Eduardo). Felipe, Pará (Rodriguinho), Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Wesley e Marquinhos; Neymar (Maikon Leite), Robinho (Zezinho) e André.
Técnico: Roberto Fonseca. Técnico: Dorival Júnior.
Gols: Marquinhos, aos dois, e Hugo, aos 38 minutos do primeiro tempo; Neymar, aos 22, e Robinho, aos 34 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Marcelo Batatais, Jairo e Lucas (São Caetano); Pará, Rodriguinho (Santos).  Cartão vermelho: Léo (Santos).
Estádio: Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul (SP). Data: 04/04/2010. Árbitro: Guilherme Cereta de Lima. Auxiliares: Marcio Luiz Augusto e Danilo Ricardo Simon Manis.

 

 

domingo, 4 de abril de 2010

ESPORTE/FUTEBOL PAULISTA - Corinthians bate o Ituano, volta ao G-4 e agora seca a ameaça Grêmio Prudente

Vitória por 2 a 0 faz Timão pular para a quarta colocação do Paulista, com 32 pontos. Equipe do interior segue com 19, perto da zona de descenso

GLOBOESPORTE.COM São José do Rio Preto, SP
Foi um sufoco, mas o Corinthians continua vivo no Campeonato Paulista. A vitória por 2 a 0 em São José do Rio Preto (gols de Jucilei e Ronaldo) deixou a equipe provisoriamente no G-4 do Campeonato Paulista e precisando secar o Grêmio Prudente, que enfrenta o Bragantino às 18h30m.

O Corinthians pulou para a quarta colocação, com 32 pontos, um a mais do que Prudente e Portuguesa, que nesta rodada venceu o Rio Branco. O Ituano, com mais essa derrota, permanece com 19 pontos e bem próximo da zona de rebaixamento, em 15º lugar.

Na última rodada da fase de classificação do Paulistão, às 21h50m da próxima quarta-feira, o Corinthians recebe o Rio Claro no Pacaembu. Já o Ituano visita a Portuguesa.


Timão domina, mas não marca

A responsabilidade maior pela vitória era do Corinthians, mas foi o Ituano que começou forte. Aos dois minutos, Juninho apareceu na grande área, gingou em frente à zaga e chutou. Rafael Santos defendeu. Aos oito, mais uma chance para os anfitriões: Welton aproveitou falha de Roberto Carlos e mandou para o gol. O goleiro salvou de novo.

O primeiro lance de ataque dos corintianos só veio aos 14 minutos - e de fora da área, já que era grande a dificuldade em furar o bloqueio armado pelo técnico Doriva. Danilo pegou mal na bola e sequer assustou o goleiro Éder. Cinco minutos depois, foi a vez de Elias aproveitar rebote e arrematar de longe. A bola saiu pela linha de fundo.

Foi o pontapé inicial para uma intensa pressão do Corinthians. Aos 20, Ronaldo chutou da meia-lua, mas Éder defendeu com tranqüilidade. No lance seguinte, Roberto Carlos cruzou e, após desvio da zaga, Ralf pegou de primeira. Éder salvou de novo. Aos 22, a melhor chance: Roberto Carlos achou Moacir livre na pequena área, mas o lateral-direito perdeu gol incrível.

Divulgação/Divulgação

O meia corintiano Danilo corre atrás de Juninho Paulista, do Ituano, durante jogo no Benedito Teixeira


Sem se intimidar com o melhor momento do adversário no jogo, o Ituano encontrou espaço para assustar. Aos 34 minutos, Alessandro cruzou da esquerda, e o zagueiro Jean Pablo bateu de primeira. Rafael apenas observou a bola passar rente à trave. Um minuto depois, Ronaldo marcou para o Alvinegro, mas o árbitro marcou corretamente impedimento.

No último minuto da etapa inicial, o Fenômeno ainda tentou de cabeça, mas a bola sobrou mesmo para Jorge Henrique bater cruzado para fora. Durante o primeiro tempo, duas baixas por contusão. No Ituano, Rissutt deu lugar a Marcel. E, no Corinthians, Moacir saiu para a entrada de Tcheco. Segundo Mano, o lateral era um dos mais desgastados fisicamente do elenco.


Na pressão, Jucilei salva. E Ronaldo faz 2 a 0

No segundo tempo, o Corinthians foi logo para cima do Ituano. Mas conseguiu uma finalização perigosa só aos oito minutos: Ronaldo recebeu passe e chutou forte de perna direita, por cima do gol de Éder. Aos 11, Mano fez uma mudança para tentar dar mais força ao ataque, sacando o meia Danilo e colocando em campo o atacante Iarley.

A dificuldade em criar jogadas pelas pontas, porém, continuava sendo o principal problema na partida. O Ituano, por sua vez, mostrou que não estava morto. Aos 18, após cruzamento da direita, Welton cabeceou livre na pequena área. Rafael Santos fez importante defesa, mas o árbitro já assinalava impedimento.

Aos 22 minutos, uma injeção de ânimo na torcida do Corinthians. Roberto Carlos acertou chute de fora da área e obrigou Éder a boa defesa. Logo depois da conclusão, o lateral-esquerdo se virou para a arquibancada e pediu vibração. Mas a resposta veio com o Ituano. Marcel recebeu de Alessandro e chutou colocado, mas a bola desviou na zaga.

Roberto Carlos, o melhor em campo, continuava a criar as principais chances. Foi assim mais uma vez aos 28 minutos, quando arriscou de fora da área e obrigou Éder a fazer boa defesa. Um minuto depois, uma repetição do lance. O lateral-esquerdo chutou de novo de longe, e o goleiro salvou. Na sequência, após cruzamento da direita, Ronaldo cabeceou e o camisa 1 do Ituano defendeu.

De tanto insistir, o Corinthians foi recompensado aos 35 minutos. Ronaldo decidiu deixar a área e atuar como armador. Lançou então para Iarley, que ajeitou de cabeça para Jucilei completar, também de cabeça, para o fundo do gol. Ainda houve tempo para marcar o segundo. Tcheco aproveitou falha da zaga e tocou para Ronaldo completar, a cinco minutos do fim do tempo regulamentar.


Ficha técnica: 

ITUANO 0 x 2 CORINTHIANS
Éder; Jean Pablo, João Leonardo (Cássio) e Rodrigão; Rissutt (Marcel), Alemão, Sandro (Daniel), Juninho Paulista e Alessandro; Simão e Welton. Rafael Santos; Moacir (Tcheco), Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Jucilei, Elias (Defederico) e Danilo (Iarley); Jorge Henrique e Ronaldo.
Técnico: Doriva. Técnico: Mano Menezes.
Gols: Jucilei, aos 35, e Ronaldo, aos 40 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Alessandro, Cássio (Ituano); Jorge Henrique, Chicão e Ralf (Corinthians)
Estádio: Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto (SP). Data: 04/04/2010. Árbitro: Claudinei Forati Silva. Auxiliares: Marco Antonio Gonzaga da Silva e Rafael Luiz da Silva.


 

 

ESPORTE/FUTEBOL PAULISTA - No G-4, São Paulo aplica 'chocolate' de Páscoa e afasta Botafogo de luta por vaga

Marlos é boa surpresa, e Hernanes brilha. Ceni perde um pênalti
Carolina Elustondo São Paulo

Miranda, Marlos e Dagoberto celebram vitória

Sem vencer há três jogos (dois pelo Paulista e um pela Libertadores), o São Paulo reencontrou a vitória e o bom futebol neste domingo, ao aplicar um chocolate de páscoa no Botafogo: 5 a 0 no Morumbi. Com o resultado, o dono da casa retomou o lugar no G-4, perdido provisoriamente no último sábado para a Portuguesa. O visitante se afastou da briga por uma vaga na fase final na competição. Com Marlos como surpresa e Hernanes em dia inspirado, o Tricolor ainda perdeu um pênalti com Rogério Ceni logo no começo da partida, mas com velocidade e três homens de frente, fez a alegria de pouco mais de oito mil torcedores no estádio.

O resultado deixou o anfitrião com 33 pontos e a terceira colocação, mas o time ainda pode ser ultrapassado pelo Grêmio Barueri, que joga neste domingo contra o Bragantino. De qualquer forma, o Tricolor não deixa a zona de classificação. O visitante permaneceu com 28 pontos e longe da vaga. Na rodada final da primeira fase, o São Paulo enfrenta o já classificado Santo André em Piracicaba. E o Botafogo recebe o Monte Azul. Todos os jogos serão às 21h50 na quarta-feira.

Surpresa na escalação, Marlos decide. Ceni perde pênalti


A surpresa no Tricolor foi a escalação de Marlos, ajudando o ataque formado por Dagoberto e Fernandinho. O Botafogo escalou André Neles, artilheiro do time no Paulista, com cinco gols. A garoa começou a cair no início da partida. E a pouca quantidade de torcedores que foi ao Morumbi neste domingo de Páscoa esperava uma chuva de gols. Mas não foi o que aconteceu.

O Tricolor criou muitas chances, é verdade. Com mais velocidade na frente e boas tentativas de longa distância de Hernanes, o time chegava ao gol de Weverton o tempo todo. Aos quatro minutos, Jorge Wagner cruzou e Alex Silva quase chegou na bola, mas o camisa 1 foi mais rápido. Aos nove, Fernandinho caiu na área pela primeira vez e o árbitro não entendeu que houve pênalti.

Aos 12, Paulo César de Oliveira viu pênalti a favor do São Paulo sim, desta vez de Walter em Dagoberto. Rogério Ceni foi para a cobrança em busca do 90º gol na carreira. Mas, na hora da cobrança, deu uma paradinha longa demais e bateu fraco, no meio do gol. Weverton, que já estava caído, teve tempo de fazer a defesa (assista ao vídeo).

Sem o gol que parecia certo, o São Paulo seguiu pressionando e criando inúmeras chances, mas irritando a torcida com tantas oportunidades desperdiçadas. Aos 22, Hernanes cobrou falta de fora da área e tirou tinta da trave de Weverton. Jorge Wagner também tentou duas vezes de longe, sem sucesso. E Marlos isolou uma bola por cima do gol.

Se os criadores não estavam conseguindo transformar as ideias em gols, um zagueiro resolveu o problema do Tricolor: aos 45, Miranda arrancou com a bola pelo meio e encontrou Marlos livre pela direita. O meia desta vez foi perfeito na conclusão, encobrindo o goleiro em uma linda jogada: 1 a 0. Marlos foi abraçar o técnico Ricardo Gomes, e Miranda foi ovacionado pela torcida, que gritou seu nome.

Hernanes brilha e Tricolor goleia



Hernanes faz dois e volta a jogar bem

A chuva apertou, e o São Paulo também voltou ainda mais firme na pressão sobre o Botafogo. O visitante teve um lance isolado com Adriano, que se atrapalhou na área e não conseguiu o empate. Depois, só deu Tricolor. Aos 14, Marlos novamente apareceu bem. Ele tabelou com Dagoberto e chegou livre na área. Solidário, tocou para Hernanes, que só empurrou para a rede: 2 a 0.

Alex Silva, cansado, deu lugar a Renato Silva e saiu muito aplaudido. Enquanto isso, Dagoberto quase fez o terceiro aos 21. Pela esquerda, o atacante bateu forte, em cima do goleiro Weverton, que salvou a jogada. Não demorou para sair o terceiro que Dagoberto havia perdido. Aos 22, Jorge Wagner cobrou escanteio pela esquerda e Rodrigo Souto, de primeira, ampliou. A torcida também gritou seu nome.

O placar de 3 a 0 já é considerado goleada. Mas para garantir o termo e afastar o rótulo de futebol ruim que vem acompanhando o time nesta temporada, o Tricolor fez o quarto. Em uma bela jogada pela esquerda, aos 24, Junior Cesar recebeu de Dagoberto, calibrou o pé e acertou a rede de Weverton, sem chances para o goleiro. O São Paulo era solto e veloz, como Gomes queria.

Hernanes, em dia inspirado, anotou o quinto gol da equipe na partida, em um chute preciso de fora da área: 5 a 0. A torcida ficou satisfeita não só pelo placar convincente, mas pelo futebol de bom gosto apresentado pela equipe, que vinha sendo constantemente criticada pelas últimas atuações.


Ficha técnica: 

SÃO PAULO 5 x 0 BOTAFOGO-SP
Rogério Ceni, Jean, Alex Silva (Renato Silva), Miranda e Junior Cesar; Hernanes, Rodrigo Souto, Marlos e Jorge Wagner (Carlinhos Paraíba); Dagoberto (Marcelinho) e Fernandinho. Weverton; Jonas, Leandro Amaro, Walter e Andrezinho; Rodrigo Pontes, Augusto Recife, Vinícius (Xuxa) e João Henrique (Washington); André Neles (Bruno) e Adriano.
Técnico: Ricardo Gomes. Técnico: José Gali Neto.
Gols: Marlos, aos 45 minutos do primeiro tempo; Hernanes, aos 14 minutos, Rodrigo Souto, aos 22, Junior Cesar, aos 24, e Hernanes, aos 36 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Junior Cesar, Alex Silva (São Paulo); Jonas, Augusto Recife (Botafogo).
Estádio: Morumbi. Data: 04/04/2010. Árbitro: Paulo César de Oliveira. Auxiliares: Ednilson Corona e Alberto Poleto Masseira.
Público e renda:  8.774 pagantes/R$ 211.359,75

 

 

segunda-feira, 29 de março de 2010

ESPORTE/FUTEBOL PAULISTA - Timão bate Tricolor por 4 a 3 com gol no fim e joga crise para o Morumbi

Em partida com erro dos goleiros, Alex Silva faz gol contra aos 46 minutos e dá vitória ao Corinthians
Carlos Augusto Ferrari e Marcelo Prado São Paulo
Nada como um clássico para acabar com qualquer indício de crise. No Corinthians, melhor ainda se a partida for contra o São Paulo, seu maior rival nos últimos anos. Em um grande duelo neste domingo, no Pacaembu, o Timão superou o momento instável depois de duas derrotas, fez 4 a 3 sobre o Tricolor pelo Campeonato Paulista e mandou toda a pressão para o outro lado. O Alvinegro vencia por 3 a 1, com erro de Rogério Ceni, mas em duas falhas do goleiro Rafael Santos permitiu que o rival empatasse no segundo tempo, com Rodrigo Souto. Aos 46 , porém, Alex Silva fez contra ao tentar cortar chute de Iarley, deixando a Fiel em festa.

O resultado embola o Estadual para as duas últimas rodadas da primeira fase. O São Paulo, agora com dois resultados negativos consecutivos, caiu para quarto, com 30 pontos. O time é seguido de perto pelo próprio Corinthians, em quinto, com 29. O Prudente, que venceu a Portuguesa, assumiu o terceiro lugar, com 31 pontos - a Lusa continua com 28.

A partida deste domingo também aumentou o tabu a favor do Timão sobre o Tricolor. Agora, são cinco vitórias e quatro empates. O último triunfo são-paulino aconteceu em 11 de fevereiro de 2007, por 3 a 1, também pelo Estadual. Outro dado desfavorável ao time do Morumbi é ter sido derrotado nos três clássicos disputados este ano, o que aumenta a pressão sobre Ricardo Gomes.

Os clubes agora voltam a pensar na Taça Libertadores, competição que possuem ótimas chances de avançarem às oitavas de final. O Corinthians enfrenta o Cerro Porteño-PAR, quinta-feira, às 19h15m, no Pacaembu. Pelo Paulistão, ainda tem pela frente Ituano (fora) e Rio Claro (casa). O São Paulo viaja ao México para pegar o Monterrey, quarta-feira, às 21h50m. No Estadual, joga contra Botafogo (casa) e Santo André (fora).

Timão abre vantagem. Dentinho e Washington são expulsos
Com o apoio da torcida, o Corinthians impôs uma pressão logo no início da partida, mas teve problemas na armação das jogadas. Danilo foi bem marcado por Rodrigo Souto, enquanto Elias, mesmo com mais liberdade para chegar ao ataque pela escalação de Ralf e Jucilei, não apareceu tanto.

Apostando no toque de bola, o São Paulo não demorou a criar uma boa oportunidade, aos cinco minutos. Dagoberto tocou para Hernanes pelo lado esquerdo da intermediária. O meia passou por um marcador, invadiu a área sem marcação e chutou mascado. Rafael Santos fez tranquila defesa.

O Corinthians só melhorou quando deu mais velocidade ao setor ofensivo. Dentinho abriu pelo lado esquerdo campo e fez a defesa tricolor dar espaços pelo meio. Aos 15, só um milagre evitou o gol alvinegro. Após cobrança de escanteio, Paulo André cabeceou e acertou a trave. No rebote, Dentinho soltou uma bomba e carimbou o outro poste. Na volta da bola, dentro da área, William chutou rasteiro e Rogério Ceni defendeu espetacularmente no canto direito.

A jogada contagiou a Fiel e mandou o Timão definitivamente para cima. Três minutos mais tarde, na primeira vez que se aproximou da área, Elias fez 1 a 0. A zaga do São Paulo saiu jogando errado, Dentinho ficou com a bola e tocou para Ronaldo deixar o volante livre na entrada da área, Com categoria, ele bateu no canto esquerdo e promoveu a primeira explosão de alegria da Fiel.

O São Paulo tentou responder em seguida, mas abusou das jogadas pelo meio, local bastante congestionado pelo recuo do Corinthians. Quando voltou a atacar, o Timão fez o segundo, aos 33. Dentinho ganhou de Jean pela esquerda e cruzou. Alex Silva afastou, Elias pegou o rebote e tocou para Danilo chutar com efeito, no canto esquerdo, sem chances para Rogério Ceni.

Na saída de bola, o clima esquentou. Washington dividiu com Dentinho no meio-de-campo, tentou segurá-lo e o atacante alvinegro o acertou. Ambos caíram no gramado e o árbitro Wilson Luiz Seneme expulsou os dois. Aos 42, o São Paulo descontou. Dagoberto fez boa jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para Jean desviar .


Goleiros erram na etapa final
No segundo tempo, Ricardo Gomes quis dar mais força ao ataque com a entrada de Fernandinho no lugar de Léo Lima. Mano Menezes optou pela cautela. O treinador manteve apenas Ronaldo na frente. E não precisou de mais para ampliar. Aos sete, Roberto Carlos cobrou falta de longa distância com muita violência, Rogério Ceni não conseguiu segurar a bola molhada e aceitou.

A desvantagem ainda maior foi como um balde de água fria sobre o São Paulo. Apenas Fernandinho arriscou alguma jogada, como aos 17, quando entrou driblando pela área, mas chutou para fora. O Corinthians poderia ter feito o quarto, aos 22. Danilo aproveitou bobeada de Jean e chutou colocado para Ceni se esticar todo e espalmar pela linha de fundo.

Mas se não vinha bem, o São Paulo contou com uma importante ajuda para chegar ao empate: Rafael Santos. O goleiro falhou duas vezes, a primeira aos 29. Hernanes cobrou com força falta próxima da área, o goleiro não segurou e Rodrigo Souto empurrou para as redes. Aos 37, Cicinho cobrou falta para a área, Rafael Santos saiu mal do gol e Rodrigo Souto cabeceou.

Foi hora de a torcida tricolor comemorar, diante da incredulidade da Fiel. Mas a torcida corintiana ainda iria festejar. Aos 46 minutos, Iarley, que entrara no lugar de Ronaldo, fez jogada pela esquerda e chutou. Alex Silva tentou cortar de cabeça e errou feio, acertando o canto direito de Ceni. Aí era oficial: a festa era mesmo corintiana.

Ficha técnica: 

CORINTHIANS 4x 3 SÃO PAULO
Rafael Santos, Moacir, Paulo André, William e Roberto Carlos; Ralf, Jucilei, Elias (Tcheco) e Danilo (Jorge Henrique); Dentinho e Ronaldo (Iarley). Rogério Ceni, Jean, Alex Silva, Miranda e Junior Cesar; Rodrigo Souto, Hernanes (Cicinho), Léo Lima (Fernandinho) e Cléber Santana; Dagoberto (Marlos) e Washington.
Técnico: Mano Menezes. Técnico: Ricardo Gomes.
Gols: Elias, aos 18, Danilo, aos 33, e Jean, aos 42 minutos do primeiro tempo. Roberto Carlos, aos sete, e Rodrigo Souto, aos 29 e aos 37, e Iarley, aos 48 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Ralf (Corinthians); Léo Lima, Rodrigo Souto (São Paulo). Cartões vermelhos: Dentinho (Corinthians) e Washington (São Paulo).
Estádio: Pacaembu. Data: 28/03/2010. Árbitro: Wilson Luiz Seneme. Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Herman Brumel Vani.  Público: 23.372 pagantes. Renda: R$ 738.733,00.

 

 

sexta-feira, 26 de março de 2010

ESPORTE/FUTEBOL PAULISTA - Washington admite: Corinthians e São Paulo estão pressionados


  Foto: Cláudio Dias/Futura Press Washington vê São Paulo pressionado no clássico contra o Corinthians
Foto: Cláudio Dias/Futura Press

Brigando por classificação no Campeonato Paulista e na Libertadores, São Paulo e Corinthians vivem uma semana de pressão. Esta é a visão de Washington. De volta ao time após ser poupado na derrota por 1 a 0 para o Bragantino, na quarta-feira, o artilheiro disse à TV Bandeirantes que os clubes precisam da vitória para resolverem suas situações nos dois torneios.

"Sem dúvida, os dois times estão pressionados. Temos que dar a vida para vencer esse jogo", afirmou o atacante, principal goleador do São Paulo na temporada, com dez gols. A chance de ficar fora do G-4 também preocupa. "Se perdemos, podemos sair do G-4. Vamos tentar definir o jogo, então temos que vencer", disse Washington.

 


 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Campeonato Paulista - 2010 - 7a.Rodada - Resultados, Artilheiros e vídeos

Sáb, 06/02/2010

  • 16:00

  • 17:00

  • 19:30
Dom, 07/02/2010

  • 11:00

  • 17:00

  • 17:00

  • 19:30

  • 19:30

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