Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quarta-feira, 28 de março de 2012

CAOS NA SAÚDE DO RIO - Vistoria flagra superlotação no Andaraí, onde massagem cardíaca é feita no chão ( @minsaude )


Caos em hospital federal

POR Diogo Dias

Rio - Pacientes da emergência atendidos nos corredores, ao lado do lixo hospitalar e até submetidos a procedimentos como massagem de reanimação após parada cardiorrespiratória, no chão, por falta de maca. Essa é a situação do Hospital Federal do Andaraí, onde, ontem, o Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SinMed) e a Comissão de Saúde da Câmara dos Vereadores flagrou superlotação.
Vistoria constatou falta de equipamentos e profissionais na unidade, em obra há um ano. Material de construção é transportado no mesmo elevador por onde passam pacientes e cadáveres. Por causa da reforma, a emergência foi transferida há 15 dias, de improviso, para o 1º andar do edifício vizinho. Pacientes ficam em macas perto do lixo, contrariando regras da Vigilância Sanitária.


Foto: Divulgação

Também superlotado, o setor de trauma virou enfermaria. Ali, é atendido paciente soropositivo com tuberculose. “Ele oferece risco para médicos e outros pacientes. Deveria ser transferido para unidade especializada em doenças infecciosas”, diz o presidente do SinMed, Jorge Darze.

Já a enfermaria atende paciente que deveria estar no CTI. Respirando com aparelhos, ele aguarda vaga. “É como avião no piloto automático. Ele não recebe atenção médica nenhuma”, compara o vereador Paulo Pinheiro. Segundo Darze, pelo menos seis clínicos deveriam atender o público, mas só três estavam na unidade ontem de manhã. Um contou que atende cerca de cem pacientes em um dia.

A direção do hospital informou em nota que as obras da emergência, com previsão de terminarem em 18 meses, fazem parte de ampliação, readequação e modernização da unidade. “As intervenções visam melhorar e humanizar o atendimento aos pacientes”, diz o texto. A direção observa que não recusa pacientes graves e que orienta que pessoas com casos mais simples procurem outras unidades. 


Fonte O Dia

domingo, 20 de novembro de 2011

PANELA DE PRESSÃO - Superlotação nas penitenciárias, alta pressão que ameaça explodir

Superlotação de cadeias já faz presos serem mandados para casa

Nas penitenciárias, alta pressão que ameaça explodir


Chico Otavio
Cássio Bruno



Os 24 presos da cadeia publica de Almadina, sul da Bahia estão desde a última sexta-feira em greve de fome Terceiro / Joá de Souza / Agência A Tarde
RIO - Na iminência de uma explosão demográfica na colônia penal de Porto Velho, as autoridades locais não vacilaram: abriram as portas da cadeia e mandaram presos para casa. Nos últimos três meses, 315 condenados, usando tornozeleiras eletrônicas, passaram a cumprir prisão domiciliar. Não por merecimento, mas pela incapacidade de abrigar tanta gente num lugar insalubre e com risco de desabamento.

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Mas Rondônia, palco de rebeliões sangrentas que chocaram o país, não é exceção. No mês que vem, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) concluirá um diagnóstico inédito sobre a situação das cadeias do Brasil. O trabalho, fruto de inspeções mensais iniciadas em janeiro por todos os promotores das varas de Execuções Penais, mostrará com números exatos e outros detalhes aquilo que o senso comum já desconfiava: as prisões estão superlotadas, como uma panela de pressão prestes a romper.

Em sete dos estados mais críticos do país, o excedente chega a quase 35 mil detentos. O sistema de vistorias mensais nos presídios brasileiros foi instituído pela Resolução 56/2010 do CNMP. As planilhas estaduais, à medida que são fechadas, revelam o tamanho do problema. No Rio, as cadeias abrigaram em setembro 2.279 presos além da capacidade máxima. Em Rondônia, foram mais de três mil excedentes, 50% acima do limite. No Rio Grande do Sul, havia 9,7 mil presos a mais. Em Alagoas, 1.500. Como as obras de reforma e ampliação do sistema não dão conta da demanda, Justiça e governos estaduais estão buscando alternativas para evitar o pior. Uma delas é abrir as trancas das celas.

- Foram deixando o assunto de lado e só despertaram quando a panela de pressão estava prestes a explodir. A sociedade é hipócrita. Muitos acham que os presos têm mesmo de sofrer, como se já não fosse um sofrimento a reclusão em si, não poder ver um filho se formando ou ir ao enterro da mãe — desabafa Mirian Spreafico, secretária de Justiça de Rondônia

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/superlotacao-de-cadeias-ja-faz-presos-serem-mandados-para-casa-3278493#ixzz1eFI5uqZA




    

sexta-feira, 26 de março de 2010

RIO DE JANEIRO/VANDALISMO - SuperVia vai registrar queixa contra responsáveis por vandalismo



O quebra-quebra aconteceu às 7h de ontem (25), depois que dois trens enguiçaram e a plataforma ficou lotada. Segundo a SuperVia, cerca de duas mil pessoas estavam na estação.

 


 

Todos os ramais de trens funcionam normalmente na manhã desta sexta-feira (26). No de Saracuruna, onde houve confusão ontem, o intervalo é de 30 minutos e, no ramal de Gramacho, o intervalo é de dez minutos, por volta das 6h30.

A SuperVia informou que vai registrar queixa na delegacia, hoje, contra os passageiros que participaram de atos de vandalismo ontem na estação de Saracuruna. Veja em vídeo os depoimentos de passageiros.

Passageiros chegaram a colocar fogo em um dos vagões, como mostram imagens feitas pela câmera de um telefone celular. A estação ficou com muita fumaça. A bilheteria foi invadida e teve o teto destruído. No meio da confusão, um homem levou um ventilador. O cenário era de destruição. Placas de sinalização derrubadas, janelas e lâmpadas arrancadas, cadeiras nos trilhos, documentos da SuperVia espalhados por toda parte.

À tarde, representantes do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) fizeram uma vistoria na estação. “Nós entendemos que, se a manutenção fosse bem feita, não poderia ter acontecido o que aconteceu hoje na estação”, disse o vice-presidente do Crea, Luiz Antônio Cosenza.

“Nós temos uma pontualidade de 90%, transportando 500 mil passageiros por dia. Então, existem sim atrasos, a gente pede desculpas aos passageiros, um pouco mais de passageiros. A frota está em processo de renovação. Já foram adquiridos 30 novos trens que vão começar a chegar a partir 2011. A gente está melhorando gradativamente. Esses 90% ainda não é o edial que a gente gostaria, mas é o malhor índice que a ferrovia já atingiu”, disse o diretor de marketing da SuperVia, José Carlos Leitão.

Segundo a Polícia Militar, um homem foi preso durante o tumulto, quando tentava roubar dinheiro da bilheteria. A SuperVia informou que ainda está avaliando o tamanho do prejuízo.

O deputado estadual Alessandro Molon, autor do relatório da CPI da SuperVia, participou da vistoria e disse que uma das composições estava fora do nível da plataforma. Segundo Molon, as pessoas reclamaram de superlotação, intervalos irregulares e atrasos. Ele deve entregar um relatório, hoje de manhã, ao Ministério Público estadual e quer a cobrança imediata de uma multa de R$ 100 mil por dia, pela má qualidade do serviço da SuperVia.

O Bom Dia ouviu um dos diretores da SuperVia na reportagem. Mas as críticas do deputado Alessandro Molon à SuperVia foram feitas depois. Mesmo assim, o jornal tentou falar novamente com um representante da empresa para falar sobre o assunto, mas ele não foi encontrado.