Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
Mostrando postagens com marcador acidente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador acidente. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

NAUFRÁGIO DO CONCÓRDIA - Sexto corpo é encontrado no navio naufragado na Itália

Identidade de passageiro, que vestia colete salva-vidas, não foi revelada.
Cruzeiro naufragou na sexta, deixando 5 mortos; 15 estão desaparecidos.

Do G1, com agências internacionais




Bombeiros encontraram o corpo de um homem no navio Costa Conordia, que naufragou na sexa-feira (13) na costa italiana, durante a madrugada desta segunda-feira (16).
O corpo estava em uma seção não inundada do navio. O homem era um passageiro e vestia um colete salva-vidas. A identidade não foi revelada.
Entre os desaparecidos estão quatro italianos: um pai de 36 anos e sua filha de 5 anos, além de duas mulheres sicilianas de 49 e 50 anos que estariam bem segundo os socorristas, mas cuja família não conseguiu entrar em contato.
Dois norte-americanos também não foram encontrados: a Embaixada dos Estados Unidos informou em sua página do Facebook que 118 de 120 passageiros foram encontrados.
Também há dois casais franceses e uma pessoa de nacionalidade não revelada entre os desaparecidos.
A nacionalidade dos tripulantes desaparecidos não foi informada.
O acidente, ocorrido na noite de sexta próximo à ilha de Giglio, a cerca de 40 quilômetros da costa, também deixou pelo menos 40 feridos, dois deles em estado grave.
Cerca de 15 pessoas continuavam desaparecidas, e as buscas prosseguiam.
Dois japoneses que eram dados como desaparecidos foram localizados em Roma, onde haviam chegado, mas ainda não tinham se apresentado as autoridades.

Três sobreviventes resgatados
Mais cedo neste domingo, três pessoas foram resgatadas com vida do interior do barco.
Marrico Giampetroni, comissário-chefe de bordo do navio foi retirado e içado de helicóptero, pois tinha uma perna quebrada.
O sobrevivente Marrico Giampetroni é içado, de helicóptero, após ter sido resgatado do interior do Costa Concordia neste domingo (15) (Foto: Reuters)
O sobrevivente Marrico Giampetroni é içado, de helicóptero, após ter sido resgatado do interior do Costa Concordia neste domingo (15) (Foto: Reuters)
 
Ele foi levado a um hospital da cidade de Grosseto, no continente.
O acesso ao tripulante foi difícil, porque os resgatistas tiveram de atravessar regiões alagadas dentro do navio, que virou e está parcialmente submerso no Mar Mediterrâneo.

Lua de mel
Horas antes, um casal sul-coreano em sua lua de mel havia sido resgatado de dentro do barco, depois que os bombeiros, que trabalhavam na parte emersa do Costa Concordia, ouviram seus gritos de socorro.

Tratava-se de Hye Jim Jeong e Kideok Han, de 29 anos.
Eles haviam embarcado no navio na cidade de Civitavecchia, poucas horas antes.
Equipe da tripulação foi vista em botes de embarque domingo de manhã, com o seu equipamento de mergulho, que incluía um capacete especial com uma luz frontal.
Eles então foram vistos tocando o casco com as mãos perto do corte de 50 metros de comprimento onde a água inundou e causou a virada do navio.
Barco passa em frente do Costa Concórdia na manhã deste domingo (15) (Foto: AP)Barco passa em frente do Costa Concórdia na manhã deste domingo (15) (Foto: AP)
 
mapa naufragio italia vale esta (Foto: Arte G1)

O navio chocou-se contra uma rocha, encalhou em um banco de areia próximo à ilha de Giglio, na Toscana, região central da Itália, teve seu casco quebrado, virou e ficou parcialmente submerso.
O acidente ocorreu a cerca de 40 quilômetros do continente, muito perto da ilha de Giglio.
Havia 53 brasileiros a bordo -47 passageiros e 6 tripulantes-, mas não há notícias de brasileiros entre os mortos, feridos ou desaparecidos, segundo o Itamaraty.

A empresa Costa Cruzeiros, por intermédio de sua assessoria de imprensa no Brasil, deixou disponíveis os seguintes números de telefone para informações sobre os brasileiros, em São Paulo: 55-11-2123-3673 e 55-11-2123-3679.

No total, 12 navios e 9 helicópteros foram mobilizados para verificar se há alguém no mar, segundo o porta-voz da capitania de Livorno, Emilio Del Santos.
A capitania de Livorno, o maior porto da Toscana, anunciou a abertura de uma investigação sobre a causa do acidente e como os passageiros foram resgatados.
A "caixa-preta" do navio, dispositivo com o registro da sua trajetória, já foi encontrada e está sendo examinada. Francesco Verusio, procurador-chefe de Grosseto, disse que o exame deve estar pronto em dois dias.

ComunicadoVeja, a seguir, a íntegra da nota divulgada pela empresa Costa Cruzeiros neste domingo (15).
"Costa Concordia – 15 de Janeiro 2012 – 20:15h
Genova, 15 janeiro 2012 – Costa Crociere reitera sua profunda dor pelo terrível acidente que atingiu seus entes mais caros : seus hóspedes, seus funcionários, seu próprio navio; e se desculpa pelo sofrimento e o desconforto que estas pessoas passaram, desejando pêsames às famílias das vítimas verificadas.
Em todo o mundo, cerca de 1.100 pessoas da Costa Crociere estão trabalhando na gestão deste terrível acidente desde a noite de sexta feira. Nossa prioridade foi dar suporte às operações de salvamento e assistência aos hóspedes e à tripulação, conduzindo-os em segurança de volta às suas próprias residências.
As operações de busca e salvamento prosseguem, coordenadas pela Guarda Costeira e as autoridades italianas. Infelizmente confirmamos que ainda há desaparecidos e, vista a evolução da situação, não nos é consentido fornecer mais dados a respeito.
O Comandante Francesco Schettino, que ocupava o comando do Costa Concordia, ingressou na Costa Crociere em 2002 como oficial responsável pela segurança e depois de ter sido imediato, foi promovido a Comandante em 2006. Como todos os comandantes de nossa frota, participou de programas regulares de atualização e treinamento, superando positivamente todas as etapas de avaliação previstas.
Como já amplamente publicado, a Magistratura, com a qual Costa Crociere está colaborando, determinou a detenção do Comandante, contra o qual foram feitas graves acusações. Pareceria que o comandante tenha cometido erros de juízo que trouxeram graves conseqüências : a rota percorrida pelo navio muito próxima da costa, e aparentemente suas decisões na gestão da emergência não tenham correspondido aos procedimentos da Costa Crociere, que se alinham, e em alguns casos superam, os padrões internacionais.
Costa Crociere opera em pleno respeito às normas de segurança e se orgulha do empenho de seus funcionários à gestão da segurança dos hóspedes.
Todos os membros de sua tripulação são portadores de um certificado BST (Basic Safety Training), são capacitados e formados para a gestão de emergências e assistência aos hóspedes na hipótese de abandono de navio, através de numerosas exercitações. Funções, responsabilidades e deveres são claramente definidos e designados para consentir a gestão de situação de tamanha importância.
Todos os membros da tripulação passam por exercício de abandono do navio a cada duas semanas. Para todos os hóspedes do cruzeiro é promovido um exercício de salvamento em suas primeiras 24 horas a bordo, conforme determina a lei. Costa Crociere adota um sistema computadorizado de controle, que permite certificar que todos os hóspedes tenham participado de tal exercício.
A capacitação dos membros das tripulações da Costa Crociere é periodicamente controlada pelas Guardas Costeiras e demais entidades de classificação independentes alinhadas com os requisitos especificados no sistema SMS (Safety Management Systems).
A bordo do Costa Concordia e de todos os navios Costa estão disponíveis coletes salva vidas, lanchas e botes em numero superior ao máximo de pessoas que podem ser hospedadas pelo navio. As lanchas são dotadas de reservas de água e alimentos, pronto socorros portáteis com medicamentos, e instrumentos de sinalização e comunicação que permitem aguardar em segurança a chegada de socorro. As lanchas são objeto de minuciosos controles por parte da equipe do navio e dos órgãos de certificação. Todos os navios Costa Crociere são certificados pela RINA e são construídos de acordo com os mais altos padrões e tecnologia.
Ocorrido o acidente, Costa Crociere interveio imediatamente para impedir um potencial impacto ambiental e, desde sábado passado, conta com o suporte da Smit & Salvage, empresa líder no mundo neste setor, com quem está definindo um plano de ações. As mais imediatas consistem em realizar uma barreira de contenção ao redor do casco do navio.
A Magistratura determinou o arresto do navio e da VDR – a chamada “caixa preta”. Costa Crociere portanto doravante terá acesso ao navio apenas mediante autorização das autoridades."
Arte Costa Concordia (Foto: Arte G1)
  
   

sábado, 14 de janeiro de 2012

ACIDENTE com navio de cruzeiro força retirada de mais de 4.000 na Itália

Naufrágio de navio na Itália deixa seis mortos e dezenas de feridos
Retirada dos últimos passageiros teve complicações, diz imprensa local.
Embarcação encalhou em um banco de areia na região da Toscana.

Do G1, com agências internacionais

Navio que fazia cruzeiro pelo Mar Mediterrâneo ficou encalhado em banco de areia próximo à ilha de Giglio, na Itália, e seis pessoas morreram (Foto: Giorgio Fanciulli/Giglionews.it/AP Photo)
Ao menos seis pessoas morreram e outras dezenas ficaram feridas na noite de sexta-feira (13) após um navio da empresa Costa Cruzeiros encalhar com mais de 4 mil passageiros a bordo em um banco de areia próximo à ilha de Giglio, região da Toscana, na Itália.

saiba mais
Cruzeiro encalha na Itália e mais de 4 mil passageiros são retirados

Segundo a imprensa local, a retirada dos últimos passageiros e membros da tripulação do navio Costa Concordia apresentou complicações. Unidades da guarda costeira e barcos de passageiros participavam do resgate.

Um dos passageiros do Costa Concordia disse à imprensa italiana que, por volta das 21h30 (18h30 no horário de Brasília), "todos estavam jantando quando a luz apagou, houve um tranco e os pratos caíram da mesa".

Quando a luz voltou, o comandante do navio anunciou uma avaria no gerador elétrico e garantiu um conserto rápido, mas um vazamento de água se abriu no navio, que ficou inclinado. A tripulação pediu que todos colocassem os coletes salva-vidas e logo veio a ordem para abandonar o navio, disse o passageiro.

O navio, que partiu na sexta de Civitavecchia, na região de Roma, faria um cruzeiro de uma semana pelo Mar Mediterrâneo com escalas programadas pelas cidades de Savona, Marselha, Barcelona, Palma de Mallorca, Cagliari e Palermo, informou a assessoria de imprensa da Costa Cruzeiros.

Ainda de acordo com a Costa Cruzeiros, cerca de 1.000 passageiros do Costa Concordia têm nacionalidade italiana, enquanto aproximadamente 500 são alemães e 160 franceses. Até 0h30 deste sábado (14), não havia informações de brasileiros a bordo.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

HORROR NAS BARCAS - Advogado de processo contra as @barcas_SA estava em acidente. 65 FERIDOS .

Ele relata os momentos de pânico na chegado ao Rio nesta segunda
Rafael Galdo


Uma mulher caiu após colisão e foi socorrida por outros passageiros Foto do Leitor Ralph Lichote
RIO - Um advogado que move uma ação para cassar a concessão da Barcas S/A estava entre os passageiros que viveram momentos de pânico no início da tarde desta segunda-feira, quando um catamarã social que fazia a travessia Niterói-Rio bateu contra o cais da Praça Quinze, com 907 pessoas a bordo. Ralph Anzolin Lichote é presidente da Associação Nacional de Defesa dos Usuários de Transporte. E um dos advogados de uma ação popular que tramita na 15ª Câmara Cível do Rio em que é pedida a caducidade da concessão das linhas das empresa, alegando que a concessionária não teria cumprido itens do contrato com o estado, como a construção de uma estação das barcas em São Gonçalo.

Ele conta que viajava próximo à popa da embarcação. Quando a barca se aproximou da Praça Quinze, diz ele, os passageiros perceberam que, em vez de diminuir a velocidade para atracar, como faz normalmente, o catamarã manteve a velocidade de quando está no meio da Baía de Guanabara.

— Só ouvimos uma pessoa gritando no sistema de som da embarcação: “abaixa o ferro, abaixa o ferro”. Um passageiro que estava do meu lado alertou que a barca bateria. As pessoas correram para o fundo da embarcação, que continuou com toda velocidade até a colisão. Muita gente bateu com o rosto nos bancos. A barca, então, voltou uns 150 metros para trás, e retornou sua trajetória em direção ao píer, até bater de novo. Foi um grande susto. Não tinha socorro. Umas 15 pessoas ficaram caídas no chão. E o socorro demorou a chegar. Eu, felizmente, só fiquei com dores na coluna — relatou o advogado.

Em primeira instância, ano passado, a ação em que Lichote é um dos advogados recebeu parecer favorável. Pela decisão da Justiça, seriam cassadas as concessões para todas as linhas operadas pela Barcas S/A, exceto a Niterói-Praça Quinze. Mas a concessionária recorreu da decisão. O caso seria julgado em segunda instância no último dia 22 de novembro. Mas o julgamento foi adiado, e deve ocorrer no início do ano que vem

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/advogado-de-processo-contra-as-barcas-estava-em-acidente-3342880#ixzz1f5Lel8Z6 

segunda-feira, 31 de maio de 2010

RIO DE JANEIRO/COTIDIANO - Colisão de Ônibus da Alpha com um automóvel #inforio

Colisão de um ônibus da Viação Alpha com um automóvel Escort na Rua Conde de Bonfim em frente ao no.469 na Tijuca, Rio de Janeiro, ás 7:32 hs



fotos: patrulhadalama



   

sábado, 10 de abril de 2010

INTERNACIONAL/RÚSSIA/POLÔNIA - Veja os destroços do avião que caiu na Rússia


da Reportagem Local


Um vídeo da agência russa Life News mostra os destroços do avião do presidente da Polônia que caiu na Rússia por volta das 11h locais deste sábado.
No acidente, morreram civis, líderes militares e o presidente Lech Kaczynski. O Ministério de Emergência da Rússia informou que havia 96 mortos --88 deles são parte da delegação do Estado polonês.
O avião presidencial modelo TU-154 tinha 20 anos. Autoridades polonesas discutiam a substituição das aeronaves.

 


 

FALECIMENTO - Morre o Presidente da Polônia em desastre de avião na Rússia


da Reportagem local
Atualizado às 06h25.

O presidente da Polônia, Lech Kaczynski, morreu neste sábado quando o avião que o transportava caiu a aproximadamente 400 quilômetros a oeste de Moscou, durante um voo rumo à cidade russa de Smolensk, informou um canal de notícias russo.

Jacek Turczyk/Efe
Lech Kaczynski (d) e sua esposa Maria (2d), em 2007, junto ao 
monumento em memória das vítimas do massacre de Katyn.
Lech Kaczynski (d) e sua esposa Maria (2d), em 2007, junto ao monumento em memória das vítimas do massacre de Katyn.

O governador de Smolensk, Sergei Anufriev, declarou que "não há sobreviventes no acidente do avião que transportava o presidente, Lech Kaczynski". Segundo o Ministério do Exterior polonês, a esposa do presidente também estava a bordo.
O acidente aconteceu no meio de um denso nevoeiro depois que o piloto do avião rejeitou sugestões de desviar o voo até Moscou ou Minsk, a capital de Belarus.
A Procuradoria russa informou que a bordo do avião presidencial polonês havia 132 pessoas, entre elas Kaczynski e sua esposa, enquanto o Ministério de Situações de Emergência do país disse que o número de vítimas era 87.
Kaczynski se dirigia à localidade russa de Katyn para prestar homenagem aos milhares de oficiais poloneses executados em 1940 pelos serviços secretos soviéticos.
Junto a Kaczynski viajavam vários altos funcionários poloneses e familiares das vítimas do massacre de Katyn.
O presidente russo, Dmitri Medvedev, foi informado da catástrofe e enviou a Smolensk o ministro de Situações de Emergência, Serguei Soigu, enquanto o chefe do Governo, Vladimir Putin, vai liderar uma comissão para averiguar o acidente.
Com agências internacionais

 


 

sábado, 3 de abril de 2010

ACIDENTE - Após morte, FAB suspende shows da Esquadrilha da Fumaça



As apresentações da Esquadrilha da Fumaça agendadas para as próximas semanas foram suspensas pelo Comando do Aeronáutica após o acidente que matou um oficial no final da tarde de sexta-feira em Lages, cidade localizada a 200 km de Florianópolis (SC).
Neste sábado, os "fumaceiros" realizariam uma apresentação em Curitiba. O capitão Anderson Amaro Fernandes pilotava um Tucano número sete e colidiu contra o solo durante as festividades dos 68 anos do Aeroclube de Lages, quando 10 mil pessoas assistiam ao evento.
O acidente é investigado pela Aeronáutica, que não informou em quanto tempo as atividades do esquadrão serão retomadas. Na noite desta sexta, peritos do Centro nacional de Investigação e Prevenção de Acidentes (Cenipa) desembarcaram em Lages. Por volta das 7h30 deste sábado, a equipe começou a analisar o local onde o avião explodiu. O aeroporto de Lages continua interditado ao público e o acesso só é permitido aos militares que trabalham na investigação.
Ainda na madrugada deste sábado, o corpo do oficial foi levado num avião da Aeronáutica para a cidade de Pirassununga, no interior de São Paulo, onde está situada a base da Esquadrilha da Fumaça.
Com 33 anos de idade e 180 apresentações no currículo, Amaro era casado e tinha uma filha. Após o velório em Pirassununga, seu corpo será levado para Fortaleza, sua terra natal, onde será sepultado. O oficial completaria 34 anos no próximo dia 20.


 


 

segunda-feira, 22 de março de 2010

INTERNACIONAL/RÚSSIA/MOSCOU - Avião russo cai em Moscou e deixa oito feridos

colaboração para Folha Online
Uma aeronave TU-204, de fabricação russa, da companhia aérea Aviastar-TU, caiu na manhã desta segunda-feira num bosque a cerca de dois quilômetros do aeroporto Domodedovo, em Moscou, na Rússia, deixando oito tripulantes feridos, um em estado grave. Segundo o Ministério Russo para Situações de Emergência, o voo não levava passageiros.
Imagens de TV mostraram a fuselagem do avião partida em três sobre a neve, e não havia risco de incêndio, de acordo com as autoridades russas.
Vladimir Davydov/Reuters
Avião russo Tupolev TU-204 cai perto do Aeroporto de Domodedovo, em
 Moscou, capital russa; oito tripulantes ficaram feridos
Avião russo Tupolev TU-204 cai perto do Aeroporto de Domodedovo, em Moscou, capital russa; oito tripulantes ficaram feridos
Segundo Yelena Galanova, porta-voz do aeroporto, a mesma aeronave teve problemas no fim de semana, durante um voo comercial que levava 210 passageiros de Moscou para o Egito.
O sistema de calefação teria entrado em pane, e a fumaça dentro da cabine fez com que a tripulação decidisse retornar à Rússia. Após ser consertada, a mesma aeronave continuou em direção ao resort Hurghada, no Mar Vermelho, e nesta segunda-feira fazia o voo de volta trazendo somente os tripulantes.
Ainda de acordo com a porta-voz Galanova, não haveria relação direta entre os problemas ocorridos e o acidente de hoje, já que após o reparo o avião estaria em perfeitas condições de voo.
O TU-204 é uma aeronave de porte médio projetada pela então União Soviética nos anos 80 para competir com similares ocidentais. Desde 1990, apenas 60 modelos foram produzidos.
Autoridades russas buscam saber se a queda foi causada por erro do piloto, pane técnica ou ambos, e determinaram a suspensão de todos os voos da companhia Aviastar-TU até que a investigação oficial seja concluída.
Com Efe e AP

 

 

domingo, 21 de março de 2010

ACIDENTE - Ferrari bate a 300km/h




 


 

BRASIL/AMAPÁ - três morrem durante construção de ponte





Um acidente durante a construção de uma ponte, no Amapá, deixou três mortos e dez feridos. A obra fica sobre o Rio Vila Nova, entre a capital Macapá e a cidade de Mazagão. O guindaste não aguentou o peso de uma das vigas e a peça caiu em cima de uma balsa. A Polícia Civil vai apurar as causas do acidente.


 


 

ACIDENTE VÔO 447 - Air France indeniza 20 famílias

DEU NO JB

De Leandro Mazzini:
A Air France fechou ontem o primeiro acordo de indenização com 20 famílias de vítimas da queda do Airbus  do voo AF 447 Rio-Paris, no dia 31 de maio passado.
Os valores não foram divulgados.
O Programa de Indenização do Voo 447 foi criado pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça, em parceria com o MP do Rio, Procon e seguradoras.
A situação de cada beneficiário foi avaliada individualmente. Outras famílias têm até o dia 30 de abril para aderirem ao programa.


 

 

sábado, 20 de março de 2010

quarta-feira, 17 de março de 2010

ACIDENTE - Acidente em gasoduto da Petrobras em Minas deixa seis feridos

da Reuters
Uma despressurização durante as obras de um gasoduto da Petrobras na região de Juiz de Fora, em Minas Gerais, deixou seis feridos nesta terça-feira.
Segundo a assessoria de imprensa da Egesa, empresa responsável pela execução da obra, os funcionários estavam realizando um teste quando o acidente no gasoduto Rio de Janeiro-Belo Horizonte aconteceu, por volta das 16h.
"Houve essa despressurização, atingindo e ferindo essas pessoas, cinco delas da Egesa e uma da própria Petrobras", afirmou a assessoria.
As vítimas foram encaminhadas para um hospital de Juiz de Fora, disse a assessoria. Três pessoas já tiveram alta e outras três continuam internadas. A Egesa não soube, no entanto, informar o estado de saúde delas.
"A Egesa e a Petrobras estão apurando as causas do acidente e familiares das vítimas estão sendo assistidos", segundo a assessoria, que não forneceu mais detalhes.

 

 

segunda-feira, 15 de março de 2010

BRASIL/ACIDENTE - Ex-governador sai ileso após capotar carro no RS

O ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto (PMDB) sofreu um acidente de trânsito às 12h do domingo, no km 33 da RS-122, em Bom Princípio. Rigotto perdeu o controle do seu carro em uma reta, o veículo saiu da pista, capotou e se chocou contra uma árvore. O acidente não causou ferimentos no político. "Machuquei apenas os dedos quando tentei abrir a porta traseira para sair. O cinto de segurança me salvou", disse Rigotto. As informações são do jornal Zero Hora.
» Siga o Terra no Twitter
Segundo a reportagem, Rigotto havia participado de uma corrida em Porto Alegre e ia para Caxias do Sul para almoçar. O acidente teria ocorrido após a roda do carro atingir uma pedra entre a pista e o acostamento. O jornal afirma que, depois do acidente, o ex-governador foi para Caxias na companhia de familiares.
Redação Terra

 

 

sábado, 13 de março de 2010

CELEBRIDADES - Fenômeno da internet Stefhany capota Cross Fox no Piauí



Stefhany afirma não ter sido procurada pela Record Foto: 
Divulgação Família de Stefhany evitou a polícia para não expor a cantora
Foto: Divulgação

A cantora Stefhany, 18 anos, teria sofrido um acidente de carro na madrugada deste sábado em uma rodovia estadual que liga São José do Piauí a Inhuma-PI, onde a adolescente reside. Segundo informações não confirmadas pelo plantão de polícia de Inhuma, Stefhany teria capotado três vezes o seu Cross Fox, que recebeu de presente da Volkswagen no programa Caldeirão do Huck, da TV Globo.
No carro, além da cantora, estava sua mãe, Nety França, e um mais uma pessoa. Segundo testemunhas, os três tiveram ferimentos leves.
A reportagem do Terra tentou contato com a mãe e assessora Nety França, porém o celular está desligado.
Redação Terra

 


 

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Corpos de filho e genro de deputado serão sepultados no Caju

Eles morreram, na tarde de sábado, após queda de ultraleve, em Jacarepaguá

POR CHARLES RODRIGUES - O dia
Rio- Os corpos do filho e do genro do deputado federal e ex-secretário Municipal de Transportes do Rio, Arolde de Oliveira, serão velados a partir das 8h deste domingo, no Cemitério do Caju, na Zona Norte do Rio. Benoni Assis Vieira de Oliveira, de 45 anos, e o cunhado, o fotógrafo Sergio Ribeiro de Menezes, de 43 anos, morreram no início da noite de sábado, após a queda de um ultraleve, na Lagoa de Jacarepaguá, no terreno do Clube Esportivo de Voo (CEU), na Zona Oeste do Rio. Os corpos chegaram ao Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro na madrugada deste domingo.   
Policiais da 16ª DP (Barra) investigam as causas do acidente. O resgate dos corpos da Lagoa de Jacarepaguá foi feito por bombeiros do quartel da Barra da Tijuca, que precisaram do apoio de um helicóptero para o trabalho. Parentes disseram que Benoni, que era proprietário do ultraleve, e Sérgio estavam fazendo fotos aéreas. O acidente ocorreu quando eles voltavam ao clube de voo. De acordo com a polícia, as vítimas foram encontradas sem o cinto de segurança. A polícia investiga as hipóteses de afogamento ou politraumatismo em decorrência do choque da aeronave com a água da lagoa. O laudo do IML deverá ficar pronto em uma semana.                       
O deputado federal Arolde de Oliveira esteve no IML, e, muito abalado, não quis dar entrevista. O parlamentar perdeu a mãe, Margarida, de 92 anos, no último dia 29 de janeiro. Segundo a assessoria do deputado, Benoni era um apaixonado por esportes radicais. Em 2006, ele já havia dado um susto na família, ao sofrer um grave acidente praticando motocross. Ele deixa mulher e três filhos. Já Sergio Menezes era casado, desde 2007, com a cantora evangélica Marina de Oliveira, filha do deputado.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Escândalos Brasileiros - Acidente com a P-36 (No.2)



Plataforma P-36


A P-36 foi a maior plataforma de produção de petróleo no mundo antes de seu afundamento em Março de 2001. A plataforma era da estatal brasileira Petrobrás e custou 350 milhões de dólares.

Sua construção teve início na Itália em 1995 com um casco semi-submerso (com colunas estabilizadoras) e terminou no Canadá em 2000. A P-36 era operada pela Petrobras no campo de Roncador, Bacia de Campos, distante 130 km da costa do estado do Rio de Janeiro, produzindo 84.000 barris de petróleo por dia.

No madrugada do dia 15 de março de 2001 ocorreram duas explosões em uma das colunas da plataforma, a primeira às 0h22m e a segunda às 0h39m. Segundo a Petrobras, 175 pessoas estavam no local no momento do acidente das quais 11 morreram, todas integrantes da equipe de emergência da plataforma. Depois das explosões, a plataforma tombou em 16 graus, devido ao bombeio de água do mar para o seu interior, o suficiente para permitir alagamento que levou ao seu afundamento.

Times de resgate tentaram salvar a plataforma durante o fim de semana seguinte, injetando nitrogênio e ar comprimido nos tanques para tentar remover a água acumulada mas abandonaram as tentativas devido ao tempo ruim.

A plataforma afundou no dia 20 de março, em uma profundidade de 1200 metros e com estimadas 1500 toneladas de óleo ainda a bordo. Segundo a agência nacional de petróleo (ANP) do Brasil, o acidente foi causado por "não-conformidades quanto a procedimentos operacionais, de manutenção e de projeto".

Em 2007 a P-36 foi substituída pela plataforma P-52, construída em Cingapura e no Brasil.



Dados sobre a P-36

Alcance de prefuração: 1360 metros (4,462 pés)
Comprimento total: 112,776 metros (370 mil pés)
Largura 95,580 metros (313.582 pés)
Altura: 119,150 metros (390.912 pés)
Comprimento do casco: 83,104 metros (272.651 pés)
Largura do casco: 68,580 metros (225.000 pés)
Altura até o convés principal: 42,977 metros (141 mil pés)
Peso: 31.400 toneladas
Deslocamento a 22m/72pés
Calado operacional: 56.503 toneladas
Deslocamento a 11m/36pés (calado transporte): 37.083 toneladas
Capacidade de acomodação: 175 pessoas

Características principais da planta de produção
Poços de produção: 21 + 2 (sobressalentes)
Poços de injeção de água: 5 + 2 (sobressalentes)
Oleoduto de exportação: 3
Dutos de exportação de gás e gás combustível: 2
Capacidade de processamento da planta: 28.600 m3/d
Sistema de compressão de gás: 7.200.000 m3/d
Exportação de petróleo: 28.600 m3/d
Capacidade de Lift gas: 2.000.000 m3/d
Taxa de injeção de água: 24.000 m3/d
Tratamento de água produzido: 15.000 m3/d


Origem : Sindipetro


Relatório da Comissão para Apurar Responsabilidades pelo Acidente ocorrido na Plataforma P-36,
localizada na Bacia de Campos, no Estado do Rio de Janeiro, da Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras, que resultou na morte de 11 trabalhadores e na perda total da plataforma, ocorrido em 15 de março de 2001 criada pela Portaria no. 021/2001 da Presidência do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado do Rio de Janeiro.


I - Introdução

No dia 15 de março de 2001, localizada a aproximadamente 150 Km da costa do Estado do Rio de Janeiro, no Campo de Roncador da Bacia de Campos, a plataforma P-36, a maior plataforma semi-submersível de produção de petróleo do mundo, sofre uma explosão às 0h22 minutos em sua coluna de popa boreste. Dezessete minutos depois, outra grande explosão na parte superior desta coluna e áreas próximas, provoca a morte de 11 trabalhadores da brigada de incêndio da Petrobrás. No dia 20 de março de 2001, às 11h 41 min, a plataforma submergiu completamente e afundou em seguida.
A perda total da plataforma resultou em um prejuízo estimado em cerca de um bilhão de reais. Além disso, com a perda, a Petrobras deixa de produzir 80 mil barris de petróleo por dia e ainda, um milhão e 300 mil metros cúbicos de gás por dia.
Considerando a gravidade do acidente, que provocou irreparáveis perdas humanas e incalculáveis prejuízos à Nação, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado do Rio de Janeiro, no uso de suas atribuições legais e regimentais, amparado na Lei Federal o. 5.194/66, na Resolução no. 205 de 30 de setembro de 1971/CONFEA (Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) e resoluções afins, e, ainda, na Decisão Normativa no. 69, de 23 de março de 2001/CONFEA, constituiu esta Comissão com o intuito de investigar com profundidade as causas e responsabilidades no acidente.
A Comissão do CREA-RJ, criada pela Portaria no. 021/2001 e alterada pela Portaria no. 022/2001 (processo no. 2001501780), foi composta pela Câmara Especializada de Engenharia e de Segurança do Trabalho, Câmara Especializada de Engenharia Indus-trial, Câmara Especializada de Engenharia Elétrica, Comissão de Meio Ambiente e o setor de Fiscalização do Conselho e, ainda, por sete entidades da sociedade civil e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Lembre-se aqui, que muito recentemente, em agosto de 2000, o CREA-RJ tornava público o Relatório sobre o Acidente Ecológico na Baía de Guanabara, ocorrido em janeiro de 2000 após o rompimento do duto PE-II da Petrobras, que já apontava para a empresa a necessidade de melhorias na sua política de segurança no trabalho, meio ambiente e segurança industrial e, também, que esta reavaliasse os efetivos mínimos operacionais necessários à manutenção na REDUC/DTSE/Ilhas e a tendência continuada de terceirização, cuja correlação com a precarização das condições de trabalho têm se mostrado historicamente elevada.
Ao criar esta Comissão de investigação de acidente envolvendo atividades de Engenharia, o CREA-RJ reveste-se de seu papel de entidade fiscalizadora do exercício profissional com o intuito de garantir à sociedade a transparência necessária quando os serviços dos profissionais do sistema CONFEA/CREAs são questionados.
Trata-se também, de defender a Engenharia Nacional, na qual justamente a Petrobras teve um papel histórico como escola e modelo, ocupando a vanguarda na pesquisa e na tecnologia em nosso país.
Este trabalho traduz a preocupação de que sejam asseguradas daqui para frente melhores condições de trabalho na Petrobras, com o objetivo de defender o interesse público e resguardar esta empresa enquanto patrimônio da nação brasileira, dentro de um espírito de soberania nacional.


II - Algumas informações sobre a Plataforma P-36

A plataforma P-36 foi adquirida pela Petróleo Brasileiro S/A – Petrobras, por contrato de afre-tamento, por 12 anos, com a opção de compra já exercida no início do contrato.
A plataforma em questão foi inicialmente projetada para ser uma unidade de perfuração, recebendo a denominação Spirit of Columbus. Posteriormente, a unidade foi modificada para se transformar em uma unidade de produção. Neste momento, foram contratadas as empresas AMEC Process and Energy, responsável pela engenharia básica e pelo detalhamento da planta de processo. O pro jeto naval ficou a cargo da Noble Denton e a Davie Industries, de Quebec, Canadá, foi a responsável pelas atividades de desmontagem e montagem. Toda a modificação foi gerenciada pela empresa Petromec, criada pela Marítima Petróleo e Engenharia Ltda.
Um fato importante é que durante o empreendimento de modificação da unidade, feito em Quebec, no Canadá, o estaleiro Davie entrou em concordata. A Petrobras, a Petromec e a Davie, com envolvimento do sindicato local, acertaram então uma antecipação do fim das obras. Desta forma ficou aprovado uma extensão dos trabalhos aos sábados, feriados e férias de julho de 1997, o que por fim resultou numa redução em 34 dias no cronograma original do empreendimento de modificação da plataforma.
A plataforma foi classificada pelas entidades classificadoras RINA (Registro Italiano Navale) e ABS (American Bureau of Shipping).
No quadro I (ver Anexo) estão destacadas algumas características da plataforma P-36. No quadro II, estão relacionados os principais equipamentos da plataforma e seus fornecedores.

III - Metodologia

O trabalho da Comissão, foi realizado com base em documentação pertinente e esclarecimentos de profissionais jurisdicionados ou não ao sistema CONFEA/CREAs, prestados à Comissão, conforme inventário relacionado neste Relatório. Este relatório apresenta em seu conteúdo denúncias, conclusões e recomendações.

IV - Considerações

· Um acidente de trabalho desta magnitude não pode ser atribuído a uma única causa ou simplesmente à falha humana. Ao contrário, conforme previsto nos Manuais de Engenharia de Prevenção de Perdas, no capítulo de Análise de Riscos 1 , os acidentes se relacionam a várias causas.
· A direção da Petrobrás impediu, desde o início, a participação dos trabalhadores, através de suas legítimas representações (Federação Única dos Petroleiros – FUP, Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense – Sindipetro/NF, Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro – Sindipetro/RJ, Sindicato dos Petroleiros de Duque de Caxias – Sindipetro/Caxias e Comissões Internas de Prevenção de Acidentes – CIPAS – envolvidas), na Comissão de Sindicância formada pela empresa para investigar o acidente de 15 de março de 2001. Somente após a mobilização de entidades organizadas, partidos políticos e ações judiciais, a empresa acatou a participação de um representante dos trabalhadores, indicado pelo Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense.
· A Petrobrás não forneceu, a esta Comissão do CREA-RJ, os documentos e informações solicitadas através dos Ofícios G-725/2001-SGE, D-786/2001-SGE, 868/2001-SGE e G-1114/2001-SGE.
· Os seguintes profissionais não atenderam à convocação desta Comissão para prestar esclarecimentos relativos ao acidente: Antônio Luiz Silva de Menezes, engenheiro mecânico, CREA-RJ 18010/D, da Petrobras, e David Zylbersztajn, engenheiro mecânico, CREA-RJ 36312/D, da Agência Nacional de Petróleo.
· Considerando os dados técnicos obtidos pela Comissão, que se apure as responsabilidades havidas pelas omissões, por parte da direção da Petrobrás, quanto aos alertas e recomendações dos Sindipetros sobre os acidentes abaixo : plataforma de Enchova, com 37 mortes, plataforma de Namorado, com uma morte, plataforma P – 37, com duas mortes e, desde 1998, registram-se 97 mortes, sendo 70 de trabalhadores terceirizados.
· Durante o processo de apuração do acidente da plataforma P-36, a presidente da Cipa da Bacia de Campos não tomou as providências necessárias previstas na NR-5 do Ministério do Trabalho e Emprego quanto à realização da análise das causas do acidente.

V - Conclusões

1- As falhas no modelo de gestão da empresa que implanta uma Política de Metas de Produção a qualquer custo, permitiram a entrada da P-36 em produção sem cumprir todas as etapas, desde o projeto até a operação com os devidos cuidados com a Segurança no Trabalho e também com o treinamento do pessoal de operação, cedendo às pressões da Agência Nacional de Petróleo – ANP;



2- Que houve falhas no projeto, procedimentos e planejamento da Plataforma P-36, a saber:
· A localização do tanque de drenagem de emergência (TDE) no interior da coluna da plataforma, contrariando a boa prática da engenharia, sobretudo com armazenamento de produto em coluna vital, como era o caso da P-36.
· O tanque de drenagem de emergência (TDE) encontrava-se em área não classificada, sem sensores de gás e sem sistema de combate à incêndio. A presença de sensores de gás no interior da coluna certamente teria evitado a entrada da brigada de incêndio no interior da mesma.
· O difícil acesso e a pouca ventilação no interior da coluna são contrários às premissas da Norma Regulamentadora - NR-13, do Ministério do Trabalho e Emprego.
· O projeto permitiu que ocorresse interligação da planta de processo com o tanque de drenagem de emergência (TDE), o que propiciou o retorno de óleo para estes tanques. Estas linhas deveriam ser independentes ou deveria existir uma válvula de retenção que impedisse este retorno. O projeto deveria prever também instrumentação de segurança e alarme.

3- Que houve falhas no gerenciamento da Plataforma P-36, a saber:
· Os boletins de produção dos dias 12 e 13 e 14 de março de 2001, indicaram anormalidades de operação e recomendavam a compra do equipamento e que seria necessário parar a produção e efetuar a troca.
· Falha dos atuadores no fechamento dos dampers estanques da ventilação permitindo comunicação dos compartimentos habitáveis estanques da coluna e do submarino (“pontoons”).
Falta de procedimentos para operação nas áreas de processo, utilidades e manutenção principalmente em situações de emergência.
· Tamponamento da linha de “VENT” atmosférico, ocasionando sobrepressão no tanque de drenagem de emergência(TDE).
· Falta de isolamento por tamponamento total por ocasião da retirada para manutenção da bomba de recalque do tanque de drenagem de emergência localizado a boreste. Ou seja, deveria ter sido raqueteada também a entrada do tanque, o que eliminaria qualquer possibilidade de passagem na válvula de entrada do mesmo.

4- Que houve falhas no Gerenciamento de Riscos da plataforma, a saber:
· A plataforma entrou em operação enquanto várias etapas de montagem de equipamentos ainda estavam sendo executadas, envolvendo grande risco.

5- Que houve falhas gerenciais envolvendo as áreas de Engenharia, Exploração & Produção, que reduziu os prazos e suprimiu etapas estipuladas no cronograma de construção, montagem e operação da plataforma.

6- Considerando os dados técnicos obtidos pela Comissão, que se apure as responsabilidades havidas por parte da atual direção da Petrobras e da anterior, principalmente nas áreas de Exploração & Produção e Engenharia, por falhas de gerenciamento, incluindo aí a escolha da empresa Marítima Engenharia LTDA, para construção da P-36.

7- Considerando os dados técnicos obtidos pela Comissão, que se apure as responsabilidades havidas por parte da Agência Nacional de Petróleo – ANP - por não fiscalizar as operações das plataformas, conforme a seguinte capitulação, constante na Lei no. 9478/97, a chamada Lei do Petróleo:
Art. 44. O contrato estabelecerá que o concessionário estará obrigado a:
I - adotar, em todas as suas operações, as medidas necessárias para a conservação dos reservatórios e de outros recursos naturais, para a segurança das pessoas e dos equipamentos e para a proteção do meio ambiente.
Art. 53. Qualquer empresa ou consórcio de empresas que atenda ao disposto no art. 5º poderá submeter à ANP proposta, acompanhada do respectivo projeto, para a construção e operação de refinarias e de unidades de processamento e de estocagem de gás natural, bem como para a ampliação de sua capacidade.
§ 1º A ANP estabelecerá os requisitos técnicos, econômicos e jurídicos a serem atendidos pelos proponentes e as exigências de projeto quanto à proteção ambiental e à segurança industrial e das populações.
8 – Considerando os dados técnicos obtidos pela Comissão, que se apure as responsabilidades envolvendo a área de Segurança Industrial, que subavaliou os riscos; e a área de Recursos Humanos, por conta da redução do efetivo com acúmulo de funções, falta de treinamento adequado e excessivo número de terceirizados.


9 - Considerando os dados técnicos obtidos pela Comissão, que se apure a co-responsabilidade da empresa Marítima Petróleo Engenharia LTDA., que sob sua responsabilidade gerenciou a adaptação da plataforma de perfuração Spirit of Columbus para plataforma de produção P-36.

10 – Considerando os dados técnicos obtidos pela Comissão, que se apure a responsabilidade da Marinha do Brasil, por ter autorizado o deslocamento da Plataforma P-36, com pendências, para Bacia de Campos.

11- Tendo em vista a falta de informações a respeito do naufrágio da plataforma P-36, em razão da não apresentação dos documentos solicitados e da omissão dos depoimentos dos profissionais convocados, a Comissão verifica a necessidade de se apurar as causas e as responsabilidades pelo citado naufrágio pelos órgãos competentes.


VI - Recomendações


Que o MINISTÉRIO PÚBLICO
Continue seus procedimentos investigatórios - tomando por base as denúncias dos Sindipetros e as conclusões deste Relatório.

Que o CONGRESSO NACIONAL
Instaure uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI, que apure as causas e responsabilidades do elevado número de acidentes na Petrobrás nos últimos anos. Somente nos últimos 3 anos mais de 97 trabalhadores (entre efetivos e contratados) morreram nas áreas da empresa e no intervalo de apenas um pouco mais de um ano três grandes acidentes ocorreram. Que esta CPI investigue também os contratos de serviços feitos pela Petrobras, a qualidade e a origem dos equipamentos adquiridos por ela, a qualificação da mão de obra e a política de certificação de suas unidades operacionais.

Que a ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - ALERJ
Continue as investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI do acidente da P–36, na busca das causas e responsabilidades pela tragédia.

Que o MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE
Através do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, e dos órgãos estaduais de meio ambiente, venha a proceder de forma mais rigorosa a fiscalização e conseqüentemente o licenciamento para as operações da indústria do petróleo em todo o território nacional e em especial nas operações marítimas “off-shore”, buscando um risco mínimo de dano ao meio ambiente e ao ecossistema.

Que a AGENCIA NACIONAL DE PETRÓLEO (ANP)
Cumpra com seu papel de acordo com § 1º do artigo 53 da Lei Nº Lei 9478/97 da Lei do Petróleo, que estabelece: “A ANP estabelecerá os requisitos técnicos, econômicos e jurídicos a serem atendidos pelos proponentes e as exigências de projeto quanto à proteção ambiental e à segurança industrial e das populações”;
Não autorize atividades da indústria de petróleo em instalações que coloquem em risco o meio ambiente, a segurança dos trabalhadores e das comunidades, estabelecendo procedimentos efetivos para o cumprimento dos incisos V, VII e IX, Seção I, Capítulo IV da Lei 9.478/97 (Lei do Petróleo), que tratam da autorização e fiscalização das atividades no setor e da preservação do meio ambiente.



Veja íntegra da nota da Petrobras sobre a explosão da plataforma P-36


Quinta, 15 de março de 2001, 09h06
Na madrugada de hoje, por volta de 0h20, houve uma explosão na plataforma Petrobras 36, no Campo de Roncador, na Bacia de Campos. As operações da plataforma foram imediatamente suspensas, e a brigada de emergência foi acionada.
Enquanto ocorriam os trabalhos de controle, aconteceu uma segunda explosão, por volta de 0h50.

Imediatamente iniciou-se a operação de retirada preventiva das pessoas que estavam na P-36, exceto as diretamente envolvidas no controle da emergência. Estavam embarcadas 175 pessoas. Foi imediatamente providenciado o transporte de 151 pessoas para a plataforma Petrobras 47, que se situa a uma distância de 12 quilômetros da Petrobras 36, Ao mesmo tempo, eram desenvolvidas ações de controle e de atendimento às vítimas.

Um helicóptero ambulância foi acionado para remoção de vítimas. Por volta das 7 horas da manhã, as 24 pessoas que trabalhavam na P-36 em operações de controle da emergência foram retiradas, uma vez que foram registrados problemas de estabilidade na plataforma. Equipes técnicas foram enviadas ao local, para identificar o problema. Os recursos que estão sendo utilizados para o controle da emergência são suficientes.

Devido a prioridade das ações de controle, ainda não se tem um balanço exato da situação. Há, porém, a confirmação de uma vítima fatal. Trata-se de um funcionário da Petrobras. Há ainda um ferido que foi transportado para o Hospital do Galeão, no Rio de Janeiro. Dez pessoas estão desaparecidas. Os danos às instalações estão limitados à área da explosão. Não há indícios de derramamento de óleo e outros danos ambientais.

A plataforma Petrobras 36 está localizada no campo de Roncador, no norte da Bacia de Campos, no litoral fluminense, e está em rodução desde maio/2000. Atualmente, a produção de óleo da P_36 é de cerca de 80 mil barris, e a da compressão de gás para o continente é de cerca de 1,3 milhões de metros cúbicos.


referencias: Wikipedia e Sindipetro