Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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segunda-feira, 16 de abril de 2012

CORRUPÇÃO NO ESPORTE - Polícia Federal investiga sumiço de R$ 2,4 milhões do Inst.Cidade na época de Orlando Silva

PF avança na investigação de corrupção em programa do Ministério do Esporte

Por José Cruz

A Polícia Federal avança nas investigações de denúncias de corrupção no Instituto Cidade, de Juiz de Fora, de onde desapareceram R$ 2,4 milhões — quando Orlando Silva era ministro – , destinados ao programa Pintando a Cidadania, do Ministério do Esporte, assunto divulgado neste espaço desde 2009.

Depoimento
Na semana passada, a senhora Sandra Helena Rodrigues Costa, que preside a cooperativa contratada pelo Instituto Cidade para produção de material esportivo, prestou depoimento ao delegado Ronaldo Guilherme Campos, da Polícia Federal.

Ela confirmou, entre outros dados, o que já havia dito em reportagem: filiados ao PCdoB que não trabalhavam no projeto recebiam vale-transporte do Instituto Cidade.

“O gerenciamento do vale-transporte era da Senhora Margareth, prima de Wadson Ribeiro” – à época secretário do Ministério do Esporte, amigo de Orlando Silva e um dos políticos do PCdoB com pretensões a se tornar prefeito de Juiz de Fora, em novembro próximo. Será que o vale-transporte já fazia parte de apoio a cabos eleitorais? Está aí o que a polícia também investiga.

Na prática, o dinheiro do programa do Pintando a Cidadania era repassado pelo Ministério do Esporte ao Instituto, que pagava os funcionários da cooperativa. Mas…

Surpresa
“Um dia, o diretor do Instituto – José Augusto Silva – anunciou que o dinheiro tinha acabado, mesmo faltando confeccionar mais da metade do material – bolas, redes, bolsas, agasalhos etc”, declarou Sandra Helena.

Indagado sobre o motivo do fim da parceria, já que o material não havia sido produzido, José Augusto explicou, conforme registros de Sandra Helena à PF. “Assumo que desviei o dinheiro para outros programas do Instituto Cidade”, ONG intimamente ligada a Wadson Ribeiro

Quedas
Diante desse escândalo e tantos outros, o ministro Orlando Silva acabou demitido pela presidenta Dilma Rousseff.

Antes, detonou o responsável pelo programa Pintando a Cidadania, Wadson Ribeiro, de Juiz de Fora, cidade mineira pela qual já disputou vaga para deputado federal (PCdoB), mas não se elegeu.

As investigações continuam e o delegado Ronaldo Guilherme Campos ainda quebra a cabeça para descobrir onde foram parar R$ 2,4 milhões do Ministério do Esporte. Em breve, novos capítulos. Porém, o maior problema é que, devido essa irresponsabilidade da equipe do ex-ministro Orlando Silva, cerca de 250 famílias passam por enormes dificuldades em Juiz de Fora. A Cooperativa perdeu um trabalho que empregava mão-de-obra com muito trabalho pela frente, hoje desempregada.

Wadson e Orlando: investigados pela PF

Enquanto isso…

neste país sem memória e de corrupção renovada continua a mais recente e emocionante novela, tendo como principais protagonistas os senhores Carlinhos Cachoeira, Agnelo Queiroz, Demóstenes Torres e por aí vai.

Com uma novidade: quem investigará essa gente são Fernando Collor e Renan Calheiros, entre outros senadores…

E agora, vai?



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

CADê O DINHEIRO ? - R$ 2,4 milhões do Ministério do Esporte desaparecem de conta de ONG ligada ao PC do B

R$ 2,4 milhões do Ministério do Esporte desaparecem de conta de ONG ligada ao PC do B
    
José Cruz e Vinícius Segalla
Em Brasília (DF) e em Juiz de Fora (MG)
   
 
A Polícia Federal está investigando o sumiço de R$ 2,4 milhões de verbas do programa Pintando a Cidadania, do Ministério do Esporte, repassados à ONG "Instituto Cidade", de Juiz de Fora (MG), para a produção de materiais esportivos, como bolas, camisas e redes de vôlei. A ONG mineira terceirizou os serviços contratando uma cooperativa local para produzir os materiais.

O QUE DEVERIA TER SIDO FEITO E O QUE FOI PRODUZIDO PELO INSTITUTO CIDADE

Produto O que foi produzido O que deveria ter sido feito
Bolas Nada 8.000 unidades
Redes de futsal e vôlei 400 unidades 2.000 unidades
Camisetas 26 mil unidades 60.500 unidades
Bonés 4.900 unidades 61.250 unidades
  • Fonte: Ministério do Esporte

Mais de um ano após o início do contrato, em 3 de dezembro de 2010, porém, a ONG, que recebeu 100% da verba (R$ 2,409.522,44 milhões), produziu apenas 10% do material, e encerrou a produção depois disso. O próprio Ministério do Esporte, de acordo com documentos internos a que o UOL teve acesso – já encaminhados à Polícia Federal –, reconhece os indícios de desvio de recursos públicos e favorecimento a pessoas ligadas ao PC do B (Partido Comunista do Brasil) no uso das verbas cedidas à ONG. O partido comanda o Ministério do Esporte desde 2003.
Atualmente, as atividades do Instituto Cidade estão paralisadas. A reportagem esteve em Juiz de Fora e encontrou uma fábrica de material esportiva vazia. Um funcionário informou que tinha dispensado os mais de 40 trabalhadores, já que não havia dinheiro para produzir qualquer material ou efetuar pagamentos.
No dia 10 de novembro de 2011, cumprindo mandado da Justiça, a Polícia Federal apreendeu computadores e documentos na sede da ONG e em mais três endereços em Juiz de Fora, entre eles na casa do presidente da entidade, José Augusto da Silva.
Segundo o delegado federal Ronaldo Guilherme Campos, à frente das investigações, o que é possível afirmar até agora "é a existência de forte indício de que algo de irregular aconteceu". Ele precisará de "mais quatro ou cinco meses" para concluir as investigações, e diz que aguarda a quebra do sigilo bancário dos envolvidos.
O principal deles é José Augusto da Silva, presidente do Instituto Cidade e ex-cabo eleitoral de Wadson Ribeiro (PC do B), que está na suplência do partido para a Câmara dos Deputados. Wadson, ex-presidente da UNE (1999-2001), ocupou a Secretaria Nacional de Esporte Educacional da pasta até o final de 2011. O programa Pintando a Cidadania está vinculado a essa secretaria. Em novembro, Wadson deixou o Ministério, pouco depois da saída do então ministro Orlando Silva, no bojo de pesadas denúncias de corrupção na pasta.
Orlando e Wadson, com Ricardo Cappelli – que preside a comissão técnica da Lei de Incentivo ao Esporte – formavam o triunvirato de ex-presidentes da União Nacional dos Estudantes com cargos de destaques no Ministério do Esporte, a partir de 2006. Do trio, apenas Cappelli permanece no cargo, na pasta agora sob o comando do ministro Aldo Rebelo.
No dia 23 de novembro do ano passado, José Augusto Silva foi convocado pelo Ministério do Esporte para "tratar de assuntos relevantes e urgentes, inerentes ao desenvolvimento das ações previstas no plano de aplicação do convênio", de acordo com documento que o UOL teve acesso. A José Silva foi também solicitada a apresentação de "extrato atualizado da movimentação bancária da conta exclusiva do convênio". Em vão. Ele alegou que com a apreensão dos documentos pela Polícia Federal não poderia atender ao solicitado pelo Ministério.

Pagamentos irregulares
As explicações do presidente do Instituto Cidade não convenceram. No dia 9 de janeiro deste ano, um relatório interno do Ministério do Esporte que integra volumoso processo – tudo já enviado à Polícia Federal – , adianta que "há indícios de malversação do dinheiro público" na ONG Instituto Cidade, e que a mesma "não se esforça em elucidar as denúncias feitas".

Pagamentos ilegais
O mesmo relatório do ministério denuncia "pagamentos com recursos públicos de vales-transporte, previstos no plano de aplicação aos cooperados (que produziriam o material esportivo), a integrantes do PC do B que atuam em escritório regional do partido político em Juiz de Fora. Os partidários são acusados de não guardarem relação ou vínculo com as metas do convênio. Do processo consta uma lista com os “nomes dos militantes do partido que receberam os benefícios, ou seja de maneira ilegal".
  • Ministério do Esporte O ex-Secretário Nacional de Esporte Educacional, Wadson Ribeiro, teve como cabo eleitoral em 2010 o presidente da ONG Instituto Cidade, José Augusto da Silva, acusado de desviar recursos do Ministério do Esporte
O UOL teve acesso à lista de pessoas que receberiam o benefício. 15 delas seriam filiadas ao PC do B. Apesar desses indícios de graves irregularidades, o convênio do ministério com o Instituto Cidade ainda não foi rescindido. Segundo levantamento junto ao Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), o Instituto Cidade foi contemplado com R$ 7 milhões do Ministério do Esporte, entre 2006 e 2011.
A coordenadora da cooperativa – constituída de pessoas carentes de Juiz de Fora para atender aos pedidos de produção de material esportivo –, Sandra Rodrigues Costa, relatou a funcionários do Ministério do Esporte que o presidente do Instituto Cidade, José Augusto da Silva, teria convocado uma reunião com os coordenadores do projeto no fim de 2011 para informar que as atividades seriam interrompidas por falta de recursos.
Nos relatos, cujas gravações foram ouvidas pelo UOL, Sandra informa que José Augusto da Silva deu um aviso claro: "Apenas teremos recursos disponíveis até dezembro (de 2011). Alertem os funcionários (da Cooperativa) que após não teremos mais dinheiro para executar as metas do convênio".
Sandra teria, então, perguntado o que foi feito dos R$ 2,9 milhões (na verdade, o repasse oficial foi de R$ 2,4 milhões, segundo o Siafi) que deveriam ser usados na produção do material. A resposta: "Eu assumo que desviei os recursos do convênio do Ministério do Esporte para outros projetos do Instituto Cidade". Para quais projetos o dinheiro teria sido desviado, Silva não informou.

O balanço do convênio é o seguinte, segundo o Ministério do Esporte:
8.000 bolas encomendadas: Nenhuma foi produzida
26.000 camisetas produzidas, ou 43% do contratado
4.900 bonés entregues, apenas 8% do previsto no contrato
Redes: foram produzidas 200 redes de futsal e outras 200 de vôlei, ou apenas 20% do total contratado
Bandeiras: nenhum material chegou à fábrica; nada foi produzido
O UOL tentou entrar em contato com José Augusto da Silva por dois dias em Juiz de Fora, mas não obteve resposta

   

quarta-feira, 17 de março de 2010

ACIDENTE - Acidente em gasoduto da Petrobras em Minas deixa seis feridos

da Reuters
Uma despressurização durante as obras de um gasoduto da Petrobras na região de Juiz de Fora, em Minas Gerais, deixou seis feridos nesta terça-feira.
Segundo a assessoria de imprensa da Egesa, empresa responsável pela execução da obra, os funcionários estavam realizando um teste quando o acidente no gasoduto Rio de Janeiro-Belo Horizonte aconteceu, por volta das 16h.
"Houve essa despressurização, atingindo e ferindo essas pessoas, cinco delas da Egesa e uma da própria Petrobras", afirmou a assessoria.
As vítimas foram encaminhadas para um hospital de Juiz de Fora, disse a assessoria. Três pessoas já tiveram alta e outras três continuam internadas. A Egesa não soube, no entanto, informar o estado de saúde delas.
"A Egesa e a Petrobras estão apurando as causas do acidente e familiares das vítimas estão sendo assistidos", segundo a assessoria, que não forneceu mais detalhes.

 

 

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

23o.Escândalo Brasileiro - O baú da felicidade

VEJA
Edição 2065

18 de junho de 2008


Vídeos mostram prefeito recebendo propina
e envolvendo José Dirceu em negociata

Diego Escosteguy
João Schubert/Jornal Panorama
Nos vídeos, o prefeito Bejani aparece recebendo pacotes de dinheiro de empresários: "Não tem uma mala aí?"

VEJA TAMBÉM
Exclusivo on-line
• Vídeo do escândalo
Há três anos, VEJA trouxe a público um vídeo que exibia o pagamento de propina de um empresário a Maurício Marinho, funcionário dos Correios e soldado do PTB. A cena de Marinho embolsando um bolinho de 3 mil reais imortalizou-se como símbolo maior do escândalo do mensalão – e também como epítome lapidar do estágio avançado que o câncer da corrupção atingira no Brasil. Na semana passada, VEJA teve acesso a seis vídeos cujo enredo se assemelha ao da célebre fita dos Correios: um corrupto recebendo dinheiro para beneficiar empresários com contratos no governo. As fitas são estreladas pelo prefeito de Juiz de fora, Carlos Alberto Bejani, do mesmo PTB de Marinho. Nelas, Bejani aparece acertando negociatas com empresários, combinando propinas e recebendo dinheiro, muito dinheiro – em maços, em pacotes, em sacolas, em malas... Assim como o vídeo de Marinho, os DVDs apreendidos agora trazem conversas comprometedoras, envolvendo personagens famosos. Num deles, Bejani aponta a participação do ex-ministro José Dirceu no esquema de desvio de dinheiro.
As fitas estavam escondidas na própria casa de Bejani e foram encontradas quando a PF deflagrou a Operação Pasárgada, há dois meses. A polícia prendeu Bejani e outras cinqüenta pessoas acusadas de participar de uma quadrilha que desviava recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) – dinheiro que a União repassa às prefeituras para investimentos. Dias depois, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região mandou soltar todos os presos. Com a descoberta da videoteca da corrupção, a PF conseguiu devolver os mesmos personagens à cadeia na última quinta-feira – inclusive Bejani e os empresários que o haviam subornado. Nos diálogos, o prefeito mostra que tem o DNA do PTB. Ele sempre quer mais. Numa das conversas, os empresários oferecem 120 000 reais por mês para que Bejani assegure um aumento na tarifa dos ônibus de Juiz de Fora. Ele se ofende com a proposta: "O primeiro aumento é todo meu! Não vou fechar nada disso! Não vou!".
Bejani: suposta reunião com Dirceu e comissão de 7 milhões de reais
A conversa na qual Dirceu é citado foi filmada em 10 de maio de 2006. Disse Bejani: "Eu tenho uma reunião com José Dirceu às 3 horas em Belo Horizonte. Tô liberando 70 milhões". O empresário faz troça: "Nô! Mas que coisa feia, né, sr. Bejani?". Continua o prefeito: "Setenta milhões! Cê sabe quanto que dá isso? Sete milhões de comissão". Logo depois, Bejani conseguiu a liberação do dinheiro junto à Caixa Econômica Federal e ao Ministério das Cidades. A PF investiga se Dirceu agiu em favor da quadrilha, mas, no relatório enviado à Justiça, os policiais não fazem acusação alguma contra o ex-ministro. Dirceu nega participação no esquema e garante que nunca prestou consultoria ao prefeito. Os DVDs do crime constituem uma pequena parte das provas recolhidas pela PF. Segundo as investigações, as ramificações da quadrilha alcançavam até o TRF da 1ª Região, que soltou os acusados. Na semana que vem, os desembargadores vão julgar um recurso impetrado por um dos presos que, se aceito, pode jogar no lixo todas as provas produzidas pela PF, o que inclui os vídeos do prefeito – um tesouro do crime que reafirma o triste diagnóstico de que aparentemente nada consegue conter o câncer da corrupção.






quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Petrobras inaugura primeira termelétrica flex do mundo



A Usina Termelétrica Juiz de Fora (UTE JF) será a primeira do mundo a gerar energia elétrica a partir do etanol, a primeira a usar combustível renovável para geração de energia e a primeira unidade flex fuel (bicombustível).

A unidade está operando em fase de testes com o etanol desde o último dia 31 de dezembro e terá capacidade instalada de 87 megawatss (MW).

O projeto da UTE foi desenvolvido em parceria com a multinacional General Electric (GE). "Vamos rodar três meses com etanol, medindo as emissões. Estamos com uma expectativa bastante grande em relação ao desempenho e às emissões dentro dos níveis-padrão. Do ponto de vista ambiental, é algo extremamente relevante", disse a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster.

Segundo ela, se os resultados forem positivos, surgirão oportunidades de negócios para uso em outros países, como o Japão, que têm turbinas semelhantes. "O Brasil será o primeiro país do mundo a produzir energia a partir de etanol", observou a diretora, explicando que a turbina a ser utilizada terá capacidade para gerar 45 megawatts e foi adaptada pela GE para operar tanto com gás quanto com etanol.

"Temos as melhores expectativas para mostrar a viabilidade técnica e econômica da produção de eletricidade com uma fonte menos poluente", afirmou Maria das Graças. Na sua avaliação, mesmo sendo um combustível mais caro que o gás para uso de geração de energia, "o álcool é uma alternativa aos combustíveis fósseis, estará à disposição em caso de necessidade e poderá ser beneficiado pelos projetos de incentivo à redução das emissões de poluentes".

Outro fator destacado pela diretora é o fato de que há atualmente, em todo o mundo, uma grande expectativa sobre a redução de emissões de gás carbônico e, por isso, "o projeto deverá facilitar a entrada dessas usinas em países desenvolvidos".