Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quarta-feira, 4 de abril de 2012

LANCHAS DO PT - Dirigente do Ministério da Pesca, filiado ao PT, pediu que empresa doasse à sigla

Secretário de Planejamento do ministério fez a solicitação ao dono da Intech Boating
Marta Salomon, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA
- O pedido de doação de R$ 150 mil para a campanha do PT de Santa Catarina - cuja principal representante é a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) - feito ao fabricante da polêmica frota de lanchas-patrulha partiu de um ocupante de alto cargo de confiança do Ministério da Pesca. Karim Bacha era o secretário de Planejamento da pasta, enquadrado na faixa de remuneração mais alta da Esplanada, na época em que foi assinado o contrato com a empresa.

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Agência Brasil
Ex-secretário da Pesca, Bacha participou da campanha de Ideli ao governo de SC

Trata-se de um personagem importante na compra de 28 lanchas-patrulha, ao preço de R$ 31 milhões, sem necessidade comprovada e suspeita de licitação dirigida, conforme investigação do Tribunal de Contas da União (TCU). No início de setembro de 2010, Bacha, que também é filiado ao PT, estava engajado na campanha de Ideli ao governo de Santa Catarina e pediu ao dono da Intech Boating, fabricante das embarcações, uma doação ao partido. A fabricante foi um dos muitos alvos entre o empresariado por parte do servidor que buscava dinheiro para o PT e para a campanha de Ideli.

Durante o processo eleitoral, acabamos conversando com muitas pessoas. Eu posso ter conversado com o Neto também. Não vou dizer que não, porque faz tanto tempo”, respondeu Bacha ao Estado, referindo-se a José Antônio Galízio Neto, dono da Intech Boating. O petista admite que falou com outros empresários quando servidor da pasta, mas nega a existência de uma rede de captação de recursos.

O empresário confirma: “Tive contato com ele, sim. Foi mais ou menos uma semana, dez dias antes de eu fazer a doação, uma coisa assim. No meio da campanha, próximo das eleições, foi solicitado que a gente... bem, o resto você já sabe”, reagiu nesta terça-feira, 3, Galízio Neto, que revelara ao Estado na semana passada ter doado R$ 150 mil ao PT “por solicitação” do ministério, depois de ganhar o contrato.

A doação da Intech Boating ao comitê financeiro do PT foi feita em 13 de setembro de 2010, segundo registro do Tribunal Superior Eleitoral. O comitê financeiro bancou 81% (R$ 2,9 milhões) dos custos da campanha de Ideli ao governo de Santa Catarina. A ministra afirmou nesta terça-feira que a doação foi legal e negou ter qualquer responsabilidade pelo contrato das lanchas.

Ao perder a eleição, Ideli foi escalada por Dilma Rousseff para comandar o Ministério da Pesca. Antes de trocar o cargo pela coordenação política do governo, em junho de 2011, a ministra quitou uma conta pendente de R$ 5,2 milhões com a Intech. Mais de dez lanchas ficaram sem destino até o final de 2011, quando o sucessor de Ideli, Luiz Sérgio (PT-RJ), fechou acordo para ceder as embarcações à Marinha.

Longa história. A primeira das lanchas-patrulha encomendadas pela Pesca foi entregue em julho de 2009 à Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina. Era o resultado de uma negociação que começara no ano anterior, segundo reconstituição feita pelo Estado com base em depoimentos de personagens da história.

O comandante da Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina, coronel Rogério Rodrigues, conta que, em 2008, procurava uma lancha para a tarefa de fiscalização no Estado. “Eu gostei do modelo (da Intech) e solicitei ao pessoal do Ministério da Pesca que fizesse uma aquisição para nós, só isso”, resumiu o coronel, sobre o primeiro contato com o ex-secretário de Planejamento da Pesca, Karim Bacha.

O ministério não tinha competência para fiscalizar a pesca ilegal. Ainda assim, a equipe do então ministro Altemir Gregolin (PT-SC) lançou mão de duas emendas parlamentares aprovadas no Congresso pelas bancadas do Pará e do Maranhão destinadas à atividade pesqueira nos dois Estados para fazer a compra das 28 lanchas-patrulha.

O Pará recebeu uma lancha, mas ela nunca entrou em operação. Recentemente, a embarcação foi repassada à Marinha. O Maranhão só recebeu a primeira lancha em 2001, entregue à Polícia Militar do Estado. As últimas quatro das 19 lanchas que ficaram sem uso por mais de um ano ainda estão sob a guarda da Intech. A previsão é que seu destino seja definido até o final do mês.

Karim Bacha foi exonerado do cargo na Pesca cerca de dois meses após Ideli assumir a pasta. O petista hoje é pré-candidato à Prefeitura de Laguna e trabalha para o partido em Santa Catarina.


Fonte Estadao

terça-feira, 3 de abril de 2012

LANCHAS DO PT - Crivella acha que Ideli fez bem em pagar as lanchas

Ao defender Ideli, ministro diz que pagamento de lancha foi por 'obrigação'
Crivella diz que colega tinha dever de liberar a verba e que cabe a Gregolin explicar contratação

Júlio Castro, especial para O Estado de S. Paulo


FLORIANÓPOLIS
- O ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella (PRB), saiu em defesa da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) ao comentar as suspeições levantadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no contrato da pasta com a empresa Intech Boating, de Santa Catarina, para aquisição de 28 lanchas-patrulha. Filiada ao PT catarinense, Ideli foi titular da Pesca de janeiro a junho de 2011 e parte do pagamento do contrato, de R$ 31 milhões, foi feito sob sua gestão.

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Arquivo/AE
Ideli concorreu ao governo de SC em 2010: comitê estadual do PT bancou 81% dos custos

Como o Estado revelou na semana passada, a Intech Boating doou R$ 150 mil ao comitê eleitoral do PT em Santa Catarina, que financiou 81% dos custos da campanha de Ideli ao governo estadual. Em nota, Ideli negou que sua campanha tenha se beneficiado de recursos da empresa.

“Foi uma compra feita antes de ela (Ideli) ser ministra. Se ela pagou, o fez porque era sua obrigação”, disse nesta segunda-feira, 2, Crivella, ao defender a colega de Esplanada.

O ministro também minimizou qualquer envolvimento do antecessor de Ideli na pasta, Altemir Gregolin. “Ele fez muitas coisas boas enquanto comandou o ministério. O Gregolin deve esperar as argumentações e fazer suas contestações num prazo de 15 dias”, disse Crivella, que ontem participou de um evento em Santa Catarina.

O contrato para aquisição das 28 lanchas-patrulha foi pago entre 2009 e 2011. Fiscalizar a pesca ilegal não está entre as atribuições do ministério. Desse total de embarcações, pelo menos 23 ainda não entraram em operação ou estão com avarias no pátio da empresa, na Grande Florianópolis. Só 3 de um total de 28 lanchas estavam em funcionamento no segundo semestre do ano passado. A licitação ocorreu na gestão de Altemir Gregolin, que ocupou o cargo de 2006 a 2010.

O dono da Intech, José Antônio Galízio Neto, confirmou ao Estado a doação de R$ 150 mil ao PT catarinense e disse que “foi um pedido do ministério”. A nota divulgada na semana passada pela atual pasta de Ideli (Relações Institucionais) afirma que “não há nenhuma ligação entre a ministra Ideli Salvatti e a empresa Intech Boating, pois a doação questionada não foi feita para a candidatura de Ideli ao governo do Estado”.

Denúncia. Sem competência para fiscalizar a pesca irregular, o ministério está no alvo da auditoria do TCU que apontou vários indícios de irregularidades no processo de compra das lanchas-patrulha. No dia 31 de dezembro de 2010, seu último dia como ministro, Gregolin determinou a construção de mais cinco lanchas quando apenas quatro das 23 encomendadas haviam sido utilizadas.

Conforme o relatório do ministro Aroldo Cedraz, “o negócio foi lançado para a Intech Boating ganhar”. O edital reproduzia os requisitos técnicos do modelo de estreia da empresa no mercado. “As medidas e padrões de desempenho atendem perfeitamente aos requisitos excessivamente detalhados nos editais dos pregões”, diz o relatório.

Além disso, o aviso de licitação foi publicado em jornal que circula apenas no Distrito Federal, onde não há estaleiros. A licitação exigia que as lanchas fossem entregues em São Luís (MA) e Belém (PA).

O TCU pediu abertura de processo para a recuperação do dinheiro desviado. Ainda conforme o relatório, “a baixa utilização das lanchas revela a antieconomicidade das aquisições e comprova que os gestores do ministério falharam gravemente, uma vez que, mesmo diante das dificuldades encontradas em dar utilidade aos bens licitados, continuaram a ordenar a fabricação de novas unidades”. A compra das lanchas foi patrocinada por emendas parlamentares ao Orçamento da União.


Fonte Estadao

sábado, 31 de março de 2012

LANCHAS DO PT - Falcão defende ministra de doações feitas ao PT de Santa Catarina

Presidente do PT julgou improcedente a acusação porque, na época, Ideli não era ministra 

Daiene Cardoso - Agência Estado

SÃO PAULO
- O presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP), saiu nesta sexta-feira, 30, em defesa da ministra de Relações Institucionais da Presidência da República, Ideli Salvatti, no caso da doação ao PT de Santa Catarina feita por uma empresa que produziu lanchas-patrulha para o Ministério da Pesca, da qual Ideli foi titular.

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Sócio de empresa contratada pelo Ministério da Pesca confirma doação para o PT 

Reportagem publicada nesta sexta pelo jornal O Estado de S. Paulo afirma que, após ser contratada para construir lanchas-patrulha de mais de R$ 1 milhão cada para o Ministério da Pesca, a empresa Intech Boating foi procurada para doar R$ 150 mil ao comitê financeiro do PT de Santa Catarina. O comitê financeiro do PT catarinense, de acordo com a reportagem, bancou 81% dos custos da campanha a governador em 2010 e a candidata do partido era Ideli, atual coordenadora política do governo e ex-ministra da Pesca.

Para Falcão, Ideli não pode ser culpada pela doação feita pela Intech Boating. "A própria reportagem mostra que Ideli não tem a ver com os acontecimentos", afirmou. "Ela não era ministra. Ela teve sua campanha em grande parte bancada pelo diretório (catarinense), o que é normal", avaliou Falcão, após participar do seminário "Governança Metropolitana - Desafios, Tendências e Perspectivas", promovido em um hotel da capital paulista pelo Instituto Lula e pela Fundação Perseu Abramo.

Na avaliação de Falcão, há contradições na entrevista do dono da Intech, José Antônio Galízio Neto, que "ora fala que foi procurado pelo ministério e ora fala que foi procurado por um candidato". "É preciso entender o que se passou, mas certamente a ministra não tem a ver nem com a doação nem com o destino da doação", afirmou.

Ideli participou do seminário nesta manhã. Não falou com a imprensa na chegada e saiu evitando os jornalistas. De acordo com Falcão, a ministra não pôde atender aos pedidos de entrevista porque tinha um compromisso.

Fonte Estadao

sexta-feira, 30 de março de 2012

SUPERFATURAMENTO - TCU apontou indícios de superfaturamento e licitação dirigida no Ministério da Pesca na compra de lanchas


Ministério da Pesca contrata empresa e depois pede verba para campanha do PT
TCU apontou indícios de superfaturamento e licitação dirigida na compra de lanchas
Marta Salomon, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA - Após ser contratada para construir lanchas-patrulha de mais de R$ 1 milhão cada para o Ministério da Pesca - que não tinha competência para usar tais embarcações -, a empresa Intech Boating foi procurada para doar ao comitê financeiro do PT de Santa Catarina R$ 150 mil. O comitê financeiro do PT catarinense bancou 81% dos custos da campanha a governador, cuja candidata foi a atual coordenadora política do governo, ministra Ideli Salvatti, em 2010.



Arquivo Revista Náutica
Em 2010, Ideli participou do ato de assinatura da compra das lanchas-patrulha

Ex-militante do PT, o dono da empresa, José Antônio Galízio Neto, afirmou em entrevista ao Estado nesta quinta-feira, 29, que a doação não foi feita por afinidade política, embora se defina como filiado da época de fundação do partido em São Bernardo do Campo (SP).

“O partido era o partido do governo. A solicitação de doação veio pelo Ministério da Pesca, é óbvio. E eu não achei nada demais. Eu estava faturando R$ 23 milhões, 24 milhões, não havia nenhum tipo de irregularidade. E acho até hoje que, se precisasse fazer novamente, eu faria”, disse o ex-publicitário paulista. Logo em seguida, na entrevista, ele passou a atribuir o pedido de doação a um político local.

Derrotada na eleição, Ideli preencheu a cota do PT de Santa Catarina no ministério de Dilma Rousseff, justamente na pasta da Pesca. Em cinco meses no cargo, antes de mudar de gabinete para o Planalto, a ministra pagou o restante R$ 5,2 milhões que a empresa doadora à campanha petista ainda tinha a receber dos cofres públicos.

Nesta quinta-feira, a assessoria da ministra negou “qualquer ligação” entre Ideli e a Intech Boating, alegando que a doação não foi feita diretamente à campanha, mas ao comitê financeiro do PT. Em nota, a assessoria da ministra destaca que as contas da campanha foram aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ideli teve reiterados recentemente os poderes de articulação política do governo, em meio a sinais de rebelião da base de apoio de Dilma no Congresso.

Na quarta-feira, 28, o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou irregularidades na compra das lanchas-patrulha, em contratos com a Intech Boating, que somaram R$ 31 milhões. O prejuízo ao contribuinte, que autoridades e a empresa serão cobrados a devolver, ainda não foi calculado. O TCU critica sobretudo o fato de o ministério ter comprado lanchas sem ter o que fazer com elas. O relatório diz que 22 das 28 lanchas ficaram guardadas na própria fabricante, pois não tinham onde ser entregues.

José Antônio Galízio Neto afirmou que ainda restavam na empresa quatro das embarcações encomendadas. Uma delas seguiria ainda nesta quinta-feira para a Marinha, destino definido no início deste ano, quando a auditoria do TCU processava as conclusões.

As encomendas do ministério foram feitas entre 2009 e 2010, em licitações supostamente dirigidas, diz o TCU. No último dia de mandato, o então ministro Altemir Gregolin contratou mais cinco lanchas, quando 14 delas já estavam prontas e sem uso no estaleiro em Santa Catarina.


Fonte Estadao

terça-feira, 6 de março de 2012

OPERAÇÃO TAJ MAHAL - Receita Federal faz operação contra imóveis em situação irregular no #Rio

Fiscais voaram de helicóptero na cidade para identificar os imóveis.
Fiscalização propriamente dita só começa no segundo semestre.

Do G1 RJ 

A Superintendência Regional da Receita Federal deflagrou nesta segunda-feira (5), no município do Rio de Janeiro, a Operação Taj Mahal, com o objetivo de identificar os imóveis em situação irregular quanto ao recolhimento das contribuições previdenciárias. Os fiscais começaram o sobrevoo pela cidade e até o dia 15 de março todo o estado terá sido vistoriado.

Imagens de satélite As imagens obtidas nos voos da Receita Federal serão confrontadas com as imagens de satélites dos últimos cinco anos e com os cadastros das prefeituras municipais e o banco de dados da Receita Federal. Como alvos estarão também os imóveis cujos proprietários já concluíram as obras, mas continuam declarando ao fisco apenas o terreno.

O serviço de Inteligência da Receita Federal realizou trabalho preparatório da operação, identificando áreas do estado onde há indícios de descumprimento da legislação. As investigações preliminares possibilitaram a identificação de centenas de imóveis que podem estar em situação irregular.

Somente num segundo momento, previsto para o segundo semestre deste ano, será iniciada a fiscalização propriamente dita, com base no levantamento iniciado nesta segunda-feira.

Nos últimos meses, a Receita Federal fez operações semelhantes em três outros estados: São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No Rio de Janeiro, para regularizar a sua obra, o contribuinte deverá agendar o atendimento pretendido através da página da Receita Federal.

Fonte G1 

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

ENCHENTES 2008 - Desabrigados desde 2008 em Santa Catarina ainda aguardam moradia. Alagoas e Pernambuco também têm rastros de destruição

Reconstrução de áreas afetadas pelas chuvas no país é lenta

Letícia Lins
Odilon Rios, especial para O Globo
Juraci Perboni, especial para O Globo


Um ano depois, no bairro de Duas Pedras, em Friburgo, região Serrana do Rio de Janeiro, uma casa virou um monumento das chuvasMarcos Tristão / O Globo
PALMARES e ÁGUA PRETA (PE), UNIÃO DOS PALMARES (AL) e FLORIANÓPOLIS (SC) - É lento o ritmo da reconstrução em áreas afetadas pelas chuvas nos últimos anos no país. Nas regiões Sul e Nordeste, por exemplo, é possível encontrar antigos desabrigados que ainda aguardam moradias do governo, embora os estragos tenham sido causados em temporais ocorridos entre 2008 e o ano passado.

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Em Santa Catarina, a diarista Raquel Cunha, de 38 anos, vive, desde o fim de 2008, em Itajaí, com os três filhos, em uma casa paga pela prefeitura com o aluguel social. Assim como eles, que perderam tudo nas enchentes e deslizamentos provocados pelas chuvas daquele ano, outras 54 famílias ainda não têm uma nova residência.

O diretor de Obras da Secretaria de Habitação de Itajaí, Leonardo Caetano, informou que a prefeitura paga o auxílio moradia às 55 famílias, das quais 45 são da enchente de 2008.

- Temos um gasto mensal de R$ 30 mil - detalhou ele, que ainda não tem previsão de quando essas famílias poderão receber um imóvel.

Os projetos existem, mas a lista de espera é extensa: mais de seis mil famílias que ganham até três salários mínimos aguardam sorteio para ganhar uma casa.

A Defesa Civil de Blumenau, um dos municípios de Santa Catarina mais afetados pela catástrofe de novembro de 2008, interditou, na época, 2,6 mil moradias, das quais 1,6 mil já foram demolidas. Nos últimos anos, 320 famílias viveram em abrigos ou com aluguel social. As últimas 15 famílias deixaram os abrigos em novembro passado.

O vice-prefeito e secretário de Habitação de Blumenau, Rufinus Seibt, afirmou que, após 2008, foi elaborado um Plano Municipal de Habitação de Interesse Social, que identificou 55 áreas de risco e a necessidade de se construir de cinco a seis mil moradias.

Um grupo de 35 famílias de Ilhota, que teve 35 vítimas fatais e um desaparecido, em 2008, ainda esperam por uma casa. A construtora responsável deveria entregar 207 unidades, mas só deixou prontas 172, pois faliu.

Em Alagoas, um ano e meio após uma enxurrada que atingiu 11 cidades, finalmente, 1.479 moradores de áreas de risco ganharam casas novas em conjuntos habitacionais erguidos com verba da União e contrapartida do governo do estado. Mas os imóveis deixam a desejar: foram entregues sem torneiras, pias e chuveiros. Algumas, sequer tinham encanamento de água, portas ou janelas.

- Água, aqui, é uma dificuldade danada - disse o mestre de obras Cláudio dos Santos, que ajudou a construir as casas do conjunto Wilton Gonçalves, em União dos Palmares, na Zona da Mata alagoana.

Há duas semanas, diante dos problemas encontrados logo após a entrega dos imóveis, às vésperas do Natal, moradores fecharam as estradas de acesso à União dos Palmares e outras cidades atingidas pelas chuvas de 2010 para cobrar melhorias.

- Depois disso, o governo veio aqui e colocou o kit completo. Mas a casa é frágil. Não vai aguentar muito tempo isso aqui - avaliou Santos.

Quem recebeu a chave do imóvel assinou um contrato com a Caixa Econômica Federal, por meio do qual se responsabiliza pelo pagamento de uma mensalidade pelos próximos 25 anos. Mas o governo afirmou que vai assumir as prestações. Aguarda, apenas, uma Medida Provisória da presidente Dilma Rousseff para oficializar a transação. O governo do estado ainda precisa entregar mais 17 mil casas.

Em Água Preta, 150 famílias moram em abrigos

Em Pernambuco, os rastros da destruição ainda persistem em três dos mais prejudicados municípios pela enchente de 2010, que atingiu 68 cidades, danificou ou destruiu 16.862 casas e causou estragos em 4. 476 quilômetros de estradas. Além de 20 mortos, a enchente deixou um saldo de quase 90 mil pessoas desabrigadas ou desalojadas. Hoje, restam poucas pessoas em abrigos, e o cenário daquilo que parecia o efeito de um bombardeio começou a mudar na região, onde R$ 2,2 bilhões vêm sendo aplicados, entre recursos da União e do estado.

Em Água Preta, a 130 quilômetros da capital, cerca de 600 operários trabalhavam na última quinta-feira na construção de 2.459 casas. Na cidade, 150 pessoas ainda moram em um abrigo, improvisado no hospital municipal parcialmente destruído pelas chuvas. Maria de Oliveira, de 59, é uma delas. A enchente de 2010 destruiu por completo sua casa na beira do Rio Una. Segundo a prefeitura, não há casas disponíveis para alugar.

Em Palmares, a 125 quilômetros da capital, onde mais de 3 mil imóveis foram destruídos ou danificados, há ruas onde restam apenas paredes e casas destelhadas. Muitos desses imóveis não serão reconstruídas, pois estão em áreas de risco. Já em Barreiros, onde quase toda a população foi afetada pela enchente, três mil famílias ainda recebem auxílio-moradia


Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/pais/reconstrucao-de-areas-afetadas-pelas-chuvas-no-pais-lenta-3620058#ixzz1j3TQoDSK

sábado, 12 de novembro de 2011

DENUNCIA NO TRABALHO - Convênio suspeito beneficiou empresas de filiados do PDT

Uma ONG de Santa Catarina, presidida por um pedetista, usou verbas do Ministério do Trabalho para beneficiar empresas de filiados ao PDT, informa reportagem de Breno Costa e Fernando Mello, publicada na Folha deste sábado (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Muitos dos serviços não foram prestados ou foram pagos em duplicidade, segundo um relatório inédito da CGU (Controladoria-Geral da União) obtido pela Folha.

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Gustavo Lima - 10.nov.2011/Agência Câmara
Ministro Carlos Lupi fala em comissão na Câmara

Ministro Carlos Lupi fala em comissão na Câmara

O convênio, firmado entre o ministério e a Adrvale (Agência de Desenvolvimento do Vale do Rio Tijucas e Rio Itajaí Mirim), é o mesmo que, como a Folha revelou ontem, tornou-se alvo de um inquérito da Polícia Federal por irregularidades em licitações.
A Adrvale diz que o atual presidente é filiado ao PDT, mas isso não influencia nas escolhas da entidade ou na contratação de empresas.
O Trabalho diz que o convênio foi assinado após seleção com chamada pública, com a escolha da entidade com maior capacidade técnica, "não sendo avaliadas por este ministério questões partidárias". Segundo a pasta, foram feitos dois "monitoramentos" que não encontraram irregularidades.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

EXEMPLO A SER SEGUIDO - Procon-SC fecha agência do BB após queixas de clientes

Júlio Castro, O Estado de S.Paulo

Pela primeira vez, em Florianópolis (SC), uma agência bancária foi fechada com base na lei 699/2002, que prevê o atendimento num prazo máximo de 20 minutos. Ontem, o Procon da capital catarinense fechou a agência do Banco do Brasil (BB), localizada no centro, depois de reclamações dos clientes.

Segundo o diretor do Procon, Thiago Silva, a agência é campeã de reclamações e já havia sido autuada 81 vezes num único dia, com multa de R$ 1 mil para cada autuação. O BB não pagou nenhuma multa.

O pedido de suspensão do alvará de funcionamento é para um período dois dias. No caso de reincidência, a suspensão poderá variar de cinco a 15 dias. "A reabertura está condicionada à apresentação de relatório que ateste solução para o problema."

quarta-feira, 7 de abril de 2010

ECONOMIA/NEGÓCIOS - Governo é contra estaleiro de Eike Batista em Santa Catarina


FELIPE BÄCHTOLD
ESTELITA HASS CARAZZAI
da Agência Folha


O Instituto Chico Mendes, do governo federal, emitiu parecer contrário a um projeto bilionário do empresário Eike Batista de construção de um estaleiro em Biguaçu (região metropolitana de Florianópolis).
A obra é da OSX, nova empresa de Eike, em parceria com a Hyundai e ficaria próxima a três reservas ecológicas e a uma comunidade indígena. O objetivo é usar o estaleiro para a construção de navios voltados para a extração de petróleo.
O governo de Santa Catarina quer comandar o processo de licenciamento do projeto, orçado em R$ 3 bilhões. O Ministério Público Federal defende que esse processo seja de responsabilidade do Ibama, por causa do impacto ambiental.
A previsão é que o estaleiro ocupe uma faixa de até 1.700 metros de frente para o mar, próxima a praias badaladas de Florianópolis, como Jurerê. O Instituto Chico Mendes diz que o empreendimento foi elaborado em "área sensível" e traria danos irreversíveis ao ambiente, além de afetar setores como turismo, pesca e maricultura.
A Fatma (órgão ambiental de SC) minimiza o parecer. Para Murilo Flores, presidente do órgão, o documento não representa um ponto final à obra, mas abre caminho para negociações com os órgãos ambientais para reduzir impactos.
"Há problemas que, com tecnologia, podem ser superados", diz. Segundo ele, a Fatma já fez uma série de exigências ao projeto, que vêm sendo paulatinamente cumpridas pela OSX.
Em 2009, o Estado de Santa Catarina e o município de Biguaçu assinaram protocolos de intenção com a OSX para instalar o estaleiro -o que, segundo documento da empresa, indica "apoio e incentivo desses governos em favor do projeto".
A companhia quer começar a operar em 2011. A Fatma diz que não há previsão para concluir o licenciamento. Por entender que o Ibama deveria licenciar o projeto, o Ministério Público recomendou que a Fatma parasse os trabalhos, o que foi negado pelo órgão.
Pastagem
Procurada, a OSX disse que não pode comentar o caso por conta de normas da CVM.
Um relatório da empresa sobre o projeto afirma que o terreno onde seria feita a obra é de pastagens e já foi "previamente alterado pela ação humana".
Afirma ainda que o estaleiro e seu canal de acesso estão fora dos limites das reservas biológicas e sugere medidas para compensar o impacto ambiental. Segundo a OSX, outros três pontos do litoral de SC foram analisados, mas descartados também por questões ambientais ou por falta de espaço.
De acordo com o relatório, o projeto, em operação, criaria 4.000 empregos diretos e outros 4.000 indiretos.
O coordenador regional do Instituto Chico Mendes, Ricardo Castelli, diz que as ações compensatórias sugeridas pela empresa não são suficientes.
Ele diz que o local "não tem vocação" para esse tipo de obra, que pode "gerar riscos irreparáveis a recursos naturais".
A empresa pode contestar as considerações do parecer, que será reavaliado pelo instituto.

 


 

segunda-feira, 5 de abril de 2010

DENÚNCIA - Falha na segurança presidencial


Ivan Iunes
Publicação: 05/04/2010 07:00

A Polícia Civil de Santa Catarina deve se pronunciar oficialmente hoje sobre o assalto à residência de Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Bandidos entraram no apartamento dela na noite de sexta-feira e levaram notebook, dinheiro e objetos pessoais. Por ser filha do presidente, Lurian tem a segurança feita pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, mas uma falha no trabalho de vigilância permitiu a entrada dos assaltantes no condomínio, que fica no bairro de Itaguaçú, em Florianópolis.

De acordo com policiais de plantão, Lurian teria acionado os militares tão logo constatou o arrombamento. A casa que serve como base do GSI fica a menos de 500m do apartamento, mas ninguém viu os assaltantes entrarem. A filha de Lula praticava exercícios físicos no momento e não percebeu a movimentação dos bandidos. No sábado, técnicos da Polícia Civil periciaram o apartamento, mas o delegado responsável pelo caso, Jaime Martins, anunciou que só se pronunciaria sobre as investigações nesta segunda-feira.

Os filhos de Lurian, de 5 e de 12 anos, estão em São Paulo e não presenciaram o furto. O bairro onde a filha de Lula mora é de classe média alta e fica na porção continental da capital catarinense. Assaltos a residências são comuns no local, que também abriga a residência oficial do vice-governador do estado. Lurian é secretária de Assistência Social do município de São José (SC).

 


 

domingo, 4 de abril de 2010

SANTA CATARINA/FLORIANÓPOLIS/SEGURANÇA PÚBLICA - Apartamento de filha de Lula é invadido em Florianópolis


Lurian Cordeiro da Silva, filha do presidente Luiz Inácio Lula da 
Silva, participa da cerimônia de posse do prefeito eleito de São José 
Djalma Berger ... Foto: Fabricio Escandiuzzi/Especial para Terra Lurian é secretária municipal de Ação Social da cidade de São José
Foto: Fabricio Escandiuzzi/Especial para Terra

Fabrício Escandiuzzi
Direto de Florianópolis
O apartamento da jornalista Lurian Cordeiro da Silva, filha do presidente Luz Inácio Lula da Silva, foi invadido por assaltantes na noite desta sexta-feira da Paixão em Florianópolis (SC).
De acordo com as informações da Polícia Militar, Lurian estaria fazendo ginástica no momento da invasão. Ela não teria percebido a invasão e os homens levaram apenas um notebook e alguns objetos de pequeno valor.
Os dois netos do presidente Lula estavam passando o feriado de Páscoa no Estado de São Paulo. Lurian, que é secretária municipal de Ação Social da cidade de São José, mora no bairro Abraão, na região continental de Florianópolis.
A Polícia Civil mantém sigilo sobre o caso por uma questão de "segurança institucional". Lurian e seus filhos contam com uma equipe de segurança instituída para proteger familiares do presidente da República, composta por pelo menos dez agentes federais.

 


 

sábado, 3 de abril de 2010

ACIDENTE - Após morte, FAB suspende shows da Esquadrilha da Fumaça



As apresentações da Esquadrilha da Fumaça agendadas para as próximas semanas foram suspensas pelo Comando do Aeronáutica após o acidente que matou um oficial no final da tarde de sexta-feira em Lages, cidade localizada a 200 km de Florianópolis (SC).
Neste sábado, os "fumaceiros" realizariam uma apresentação em Curitiba. O capitão Anderson Amaro Fernandes pilotava um Tucano número sete e colidiu contra o solo durante as festividades dos 68 anos do Aeroclube de Lages, quando 10 mil pessoas assistiam ao evento.
O acidente é investigado pela Aeronáutica, que não informou em quanto tempo as atividades do esquadrão serão retomadas. Na noite desta sexta, peritos do Centro nacional de Investigação e Prevenção de Acidentes (Cenipa) desembarcaram em Lages. Por volta das 7h30 deste sábado, a equipe começou a analisar o local onde o avião explodiu. O aeroporto de Lages continua interditado ao público e o acesso só é permitido aos militares que trabalham na investigação.
Ainda na madrugada deste sábado, o corpo do oficial foi levado num avião da Aeronáutica para a cidade de Pirassununga, no interior de São Paulo, onde está situada a base da Esquadrilha da Fumaça.
Com 33 anos de idade e 180 apresentações no currículo, Amaro era casado e tinha uma filha. Após o velório em Pirassununga, seu corpo será levado para Fortaleza, sua terra natal, onde será sepultado. O oficial completaria 34 anos no próximo dia 20.