Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Corpos de filho e genro de deputado serão sepultados no Caju

Eles morreram, na tarde de sábado, após queda de ultraleve, em Jacarepaguá

POR CHARLES RODRIGUES - O dia
Rio- Os corpos do filho e do genro do deputado federal e ex-secretário Municipal de Transportes do Rio, Arolde de Oliveira, serão velados a partir das 8h deste domingo, no Cemitério do Caju, na Zona Norte do Rio. Benoni Assis Vieira de Oliveira, de 45 anos, e o cunhado, o fotógrafo Sergio Ribeiro de Menezes, de 43 anos, morreram no início da noite de sábado, após a queda de um ultraleve, na Lagoa de Jacarepaguá, no terreno do Clube Esportivo de Voo (CEU), na Zona Oeste do Rio. Os corpos chegaram ao Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro na madrugada deste domingo.   
Policiais da 16ª DP (Barra) investigam as causas do acidente. O resgate dos corpos da Lagoa de Jacarepaguá foi feito por bombeiros do quartel da Barra da Tijuca, que precisaram do apoio de um helicóptero para o trabalho. Parentes disseram que Benoni, que era proprietário do ultraleve, e Sérgio estavam fazendo fotos aéreas. O acidente ocorreu quando eles voltavam ao clube de voo. De acordo com a polícia, as vítimas foram encontradas sem o cinto de segurança. A polícia investiga as hipóteses de afogamento ou politraumatismo em decorrência do choque da aeronave com a água da lagoa. O laudo do IML deverá ficar pronto em uma semana.                       
O deputado federal Arolde de Oliveira esteve no IML, e, muito abalado, não quis dar entrevista. O parlamentar perdeu a mãe, Margarida, de 92 anos, no último dia 29 de janeiro. Segundo a assessoria do deputado, Benoni era um apaixonado por esportes radicais. Em 2006, ele já havia dado um susto na família, ao sofrer um grave acidente praticando motocross. Ele deixa mulher e três filhos. Já Sergio Menezes era casado, desde 2007, com a cantora evangélica Marina de Oliveira, filha do deputado.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Número de faltas de deputados em votações no plenário aumenta em 2 mil de 2008 para 2009

Publicada em 02/02/2010 às 00h00m
O Globo

BRASÍLIA - Em 2009, ano de uma das maiores crises políticas do Legislativo, a ausência de deputados nas sessões de votação em plenário foi alta: mais de 2 mil em relação ao número total de faltas registrado em 2008, segundo levantamento do site de notícias Congresso em Foco. Entre denúncias de mau uso da verba indenizatória pelo deputado do castelo, Edmar Moreira (PR-MG) , e a farra das passagens aéreas foram contabilizadas ano passado 9.820 faltas contra 7.643 em 2008. O ano legislativo na Câmara e no Senado será aberto nesta terça-feira, às 11h, com a presença da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), que levará a mensagem presidencial.
O levantamento considerou a presença em 115 sessões deliberativas realizadas em 2009. A Câmara, no início da noite desta segunda-feira, contestou os números, apontando que no ano passado foram realizadas 175 sessões em 115 dias. A Casa não tinha, porém, o levantamento de quantas eram as faltas, mas prometeu apresentar seus dados nesta terça.
A maior parte das 9.820 faltas foi justificada - por licença médica ou missão oficial autorizada. Ou seja, apesar de não estarem presentes à sessão, os descontos não pesaram tanto no bolso dos faltosos, porque apenas faltas não justificadas são descontadas de parte do salário.


Faltas chegam a até 1/3 das sessões


Em 2009, 41 deputados faltaram a 33% (um terço) das votações em plenário, somando 1.980 ausências, a maior parte justificada. Foram 8.754 faltas justificadas, contra 1.066 ausências sem justificativa, que implicam no corte do subsídio parlamentar.
A média de ausências em 2009 é a maior da atual legislatura eleita em 2006: ficou em 16,7%, contra 16% em 2008, e 13,88% em 2007. Para o trabalho em 2009, foi considerado o desempenho de 553 deputados, levando em conta todos os que exerceram o mandato no ano passado na condição de titular ou suplente.
No caso do Rio, três deputados estão na lista dos mais faltosos, dois deles porque enfrentaram problemas de saúde deles próprios ou da família: Arolde de Oliveira (DEM), Marina Maggessi (PPS) e Solange Almeida (PMDB). Arolde e Marina tiveram o mesmo número de faltas: 53 no total, das quais apenas uma sem justificativa. Arolde de Oliveira informou por sua assessoria que as faltas foram motivadas para um tratamento de um câncer. ( Leia mais: Com atuação paroquial, bancada do Rio aprova apenas uma emenda e 27 projetos )
A deputada Solange teve 34 faltas justificadas e oito não justificadas, num total de 42 ausências. Ela explica que teve que acompanhar o marido em operação e sessões de quimioterapia e radioterapia para combater um câncer de garganta. Apresentou os atestados de acompanhante.
" A Casa tem que discutir matérias de interesse da população "

- O tratamento foi muito duro. Tive que deixar Rio Bonito, onde moramos, e me mudar por três meses para o Rio.
Miro Teixeira (PDT-RJ), que está no nono mandato de deputado federal, reconhece que há um crescente desinteresse dos deputados nas sessões plenárias, porque consideram que os temas em votação são arcaicos.
- É muito alto (o total de faltas), mas se o deputado está nas bases, é sinal de que há algo errado por aqui. Se colocar para votar o aumento do mínimo, duvido que o deputado esteja ausente. A Casa tem que discutir matérias de interesse da população.
O deputado também criticou a regra de permitir justificar as ausências, em vigor desde 1993. A Constituição estabelece, no artigo 55, que a falta a mais de um terço das sessões deliberativas pode implicar na perda do mandato. Isso já ocorreu com dois deputados, em 1989.