Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
Mostrando postagens com marcador mortes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mortes. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de abril de 2012

DELTA NO RJ III - @MP_RJ pode reabrir a investigação Cabral x Cavendish x Eike Batista

Cabral e Cavendish: MP pode rever arquivamento
por Antonio Werneck

Não é definitiva a decisão do procurador-geral de Justiça, Claudio Lopes, que arquivou a investigação do Ministério Público estadual sobre supostas irregularidades na relação de amizade entre o governador Sérgio Cabral e os empresários Fernando Cavendish e Eike Batista, conforme antecipou na semana passada Ancelmo Gois, na sua coluna no GLOBO.
O pedido de arquivamento do procurador ainda precisa passar pelo crivo do Conselho Superior do MP, que tem poder para anulá-lo. A relatora do processo no conselho foi escolhida esta semana: será a procuradora Dirce Ribeiro de Abreu. O Conselho Superior — com poder de rever todos os casos de arquivamento pedidos pelo procurador-geral — é formado pelo corregedor-geral do MP e por oito procuradores de Justiça. O presidente do conselho é o próprio procurador-geral.
Após o voto da relatora — que não tem prazo regimental e pode durar mais de três meses —, o conselho se reúne para deliberar podendo ou não concordar com o arquivamento. Por meio de sua assessoria, Cláudio Lopes informou que não vota no conselho e é impedido de participar da reunião.
A investigação do MP arquivada pelo procurador-geral teve origem no dia 17 de junho do ano passado, após um acidente com um helicóptero em Porto Seguro, na Bahia, em que morreram sete pessoas. Naquela época, Cabral admitiu ter usado o jatinho de Eike Batista para ir do Rio até o Sul da Bahia, onde participaria do aniversário de Cavendish, dono da Delta.
   

quinta-feira, 12 de abril de 2012

CAOS NA SAÚDE DO RIO - Morreu húngaro no Hospital Municipal Souza Aguiar que aguardava 1 mes por cirurgia

Troca de e-mails entre médicos revela falhas em hospital do Rio
Caso foi descoberto após morte de fotógrafo ser discutida em mensagens.
Grupo também fazia reserva de leitos e fala sobre falta de profissionais.

Do G1 RJ



Uma troca de e-mails entre médicos do Hospital municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, revelou detalhes da rotina dos profissionais do Centro de Tratamento Intenso (CTI) da unidade. Nas mensagens, os médicos falam sobre erros e até certos critérios para a internação de pacientes no CTI do hospital, conforme mostrou o Jornal das Dez, da Globonews.

O caso foi revelado após a morte do fotógrafo húngaro Andreas Palluch, radicado no Brasil. Ele morreu na quarta-feira passada depois de ficar mais de um mês à espera de uma cirurgia. O caso do fotógrafo também está entre os assuntos discutidos nos e-mails.

A troca de mensagens começou em fevereiro de 2010 para tratar de assuntos do CTI. As conversas deveriam ficar restritas ao grupo, nomeado "CTI 3º andar", mas até a noite de segunda-feira (9) qualquer internauta tinha acesso.

Em uma das mensagens, o responsável pelo CTI pede aos médicos que tenham critério na escolha dos pacientes que serão internados no CTI adulto do hospital. No e-mail, o médico diz que a recomendação é para que as vagas sejam preenchidas rapidamente para evitar transferências externas, principalmente de pacientes em estado grave e "moribundos" originários das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Os médicos também falam sobre as falhas no setor. Um deles comenta a falta de enfermeiros durante o plantão. Ele informa que uma paciente tem uma doença infecciosa, mas o isolamento não é feito da forma adequada, com risco de contaminação. Outra mensagem chama atenção para um objeto metálico esquecido dentro do corpo de um paciente. Ele ressalta que, "felizmente", o descuido tinha sido descoberto antes de o corpo seguir para o IML.

Fotógrafo esperou um mês por cirurgia Andreas Palluch foi vítima de um assaltado no dia 17 de fevereiro, sexta-feira de carnaval. Ele teria sido levado por um policial para o Hospital Souza Aguiar, mas não há um boletim de ocorrência. A vítima ficou um mês internada à espera de uma cirurgia, e familiares pressionaram o hospital para que uma providência fosse tomada.

A situação foi comentada em outra troca de e-mails entre os médicos do hospital. Nas mensagens, o responsável pelo CTI diz que a família tem se mostrado "problemática" e confirma a remarcação da cirurgia por causa do erro de um fornecedor na entrega do material. O texto diz ainda que não uma definição sobre os responsáveis pelo paciente e pede para que nenhum privilégio seja concedido à família.

“A gente em nenhum momento pediu privilégio. O que nós pedimos foi informação. Eu quero ser informada quando ele vai ser operado. ‘Ah, aparece aí! ’ Isso não é forma de tratar uma família”, relatou a filha do fotógrafo, Andrea Palluch.

Ela conta ainda que o hospital publicou notas informando que o pai dela morreu por causa de ferimentos decorrentes da agressão que sofreu. “Ele não tinha ferimento externo corporal algum. Ele teve sim uma lesão na coluna”, explicou, ressaltando que o hospital disse que a família foi muito bem atendida. “Isso não posso confirmar”, finalizou.

Hospital diz que família teve toda a assistência Em nota, a Secretaria municipal de Saúde informou que o fotógrafo Andreas Palluch deu entrada no hospital com estado de saúde muito grave, não tendo condições clínicas para ser submetido à cirurgia. Apenas após a estabilização do quadro, o paciente pôde ser operado. Ainda segundo a secretaria, os familiares receberam toda a assistência necessária. Eles também tiveram acesso a uma cópia do prontuário com todas as informações sobre o paciente.

Sobre a ocupação das vagas no CTI do Souza Aguiar, a secretaria esclareceu que a regulação dos leitos é feita com uma central que trabalha diretamente com a unidade

Fonte G1

quarta-feira, 4 de abril de 2012

DENGUE NO RIO - Sobe para sete o número de mortos pela dengue no estado do Rio este ano

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A dengue já matou sete pessoas no estado do Rio de Janeiro este ano. O maior número de mortes, seis, ocorreu na capital fluminense. Niterói, na região metropolitana, registrou um óbito. As informações constam do boletim semanal divulgado hoje (3) pela Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com secretário Hans Dohmann, as ações de combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, serão intensificadas para evitar novas mortes no município. Ele alertou para o fato dos meses de abril e maio, historicamente, serem os de maior incidência da doença.

Estamos ainda chamando a atenção da população. Abril e maio são os meses com maior número de casos. Então, para que a gente evite o maior número de mortes possível, é importante que cada um cuide de sua residência. Lembrando que o maior número de pacientes contaminados, contamina-se dentro de casa”, disse.

Dohmann destacou ainda que a possibilidade de uma nova epidemia na cidade preocupa a Secretaria de Saúde. Segundo ele, todos os profissionais estão em alerta máximo, devido ao alto grau de risco de contaminação que predomina durante os meses de abril e maio. “Esta possibilidade ainda está em curso, nós ainda estamos entrando na pior fase, que são estes próximos dois meses”, ressaltou.

As notificações de pessoas que contraíram dengue no município do Rio de Janeiro já registram 27.859 casos este ano, segundo a secretaria. Em uma semana, foram contabilizadas 434 notificações. Entre as amostras coletadas, o tipo 4 da doença é o predominante, com 79,5% dos casos.

O boletim aponta ainda que as regiões norte e oeste da cidade foram as que mais notificaram casos de dengue na capital fluminense até o momento, com mais de 25 mil registros confirmados desde o início do ano.

Fonte Agencia Brasil


terça-feira, 3 de abril de 2012

DESABAMENTO NA TREZE DE MAIO - Operários revelaram à polícia que serraram colunas do Edifício Liberdade

Prédio foi um dos três que desabaram no dia 25 de janeiro na Cinelândia, provocando a morte de 17 pessoas e deixando cinco desaparecidas
Gustavo Goulart
Rogério Daflon
Diego Barreto


Avenida Treze de Maio, no local onde desabaram prédios no dia 25 de janeiro
Domingos Peixoto / Agência O Globo


RIO
- Depoimentos dados à polícia por operários que trabalharam na reforma do nono andar do Edifício Liberdade, na Cinelândia, mostram que foram derrubados pelo menos um pilar e paredes de concreto armado. O Liberdade foi um dos três prédios que desabaram no dia 25 de janeiro, provocando a morte de 17 pessoas e deixando cinco desaparecidas.

Segundo o depoimento do operário Wanderley Muniz da Silva — a que O GLOBO teve acesso —, "todas as paredes foram derrubadas, à exceção das da sala dos arquivos da T.O. e de parte da parede que dividia as salas do lado esquerdo do banheiro". Wanderley diz que o andar "virou um salão aberto, à exceção de uma coluna de 20 centímetros que suportava o barbará, próximo à porta do banheiro".


Veja também
Detalhes revelados pelos operários
Corpo da 17ª vítima de desabamento é identificado
Vídeo Novas imagens mostram ainda mais de perto momento do desabamento do Edifício Liberdade
Donos de empresas contam prejuízos após desabamento
Foto da década de 50 revela que prédio que desabou sofreu muitas modificações ao longo do tempo

Ele afirmou ainda que havia uma coluna na outra parede (indicada pelo número 19 na planta que consta do inquérito policial). Segundo ele, "era de concreto armado, estruturada com trançado de ferragens grossas". Em seguida, disse que "tinha uma estrutura de coluna com seis vergalhões verticais, dispostos em pares, aos quais era fixada a trama de ferro da parede". Por fim, afirmou "que essa parte que demonstrava ser uma coluna mais resistente foi derrubada e serrados seus ferros do teto e da base".

No depoimento de Wanderley, consta ainda a informação de que paredes de concreto armado também foram derrubadas.

Dono de empresa diz que não sabia

Por considerar conflito de competência no caso do desabamento dos prédios no Centro, o juízo da 31ª Vara Criminal remeteu o inquérito iniciado pela 5ª DP (Gomes Freire) para a Polícia Federal, que, além de apurar responsabilidades nos danos causados ao Teatro Municipal, está investigando a queda dos prédios e as mortes.

A obra no nono andar foi feita sob responsabilidade da empresa Tecnologia Organizacional (T.O.), que também ocupava o 3º, o 4º, o 6º, o 10º e o 14º andares do prédio 44 da Avenida Treze de Maio. O presidente da T.O, Sérgio Alves, afirmou que não havia pilares internos no nono andar:

— O andar era um vão livre, com pilares externos. E já tínhamos feito obras no mesmo edifício no terceiro, quarto e sexto andares. O que fizemos no nono foi replicar o que havíamos feito nesses outros pavimentos. Por isso, não houve necessidade de um acompanhamento de um engenheiro ou um arquiteto. Era uma reforma, não uma obra, e ela foi comunicada ao síndico. Não tenho informações de profissionais que tiraram pilares ou vigas. Não consigo conceber essa ação. E não tenho conhecimento desses depoimentos.

O encarregado da obra, Gilberto Figueiredo, declarou à polícia que esteve ausente do local entre os dias 19 e 24 de janeiro (véspera do desabamento). Ele afirmou ainda que, quando retornou, a "estrutura da coluna 19 já não se encontrava no local, não tendo visto qualquer ferragem pendendo do teto ou caindo do chão". Por isso, ele pôde concluir "que seus colegas a tenham derrubado".

Outro operário da obra, Alexandro da Silva Fonseca também apontou, em seu depoimento, a derrubada de paredes de concreto armado.

Segundo a comissão técnica do Clube de Engenharia formada para acompanhar o caso, a primeira leitura dos depoimentos de operários leva a crer que houve quebra de estrutura de concreto armado e que isso pode ter causado o desabamento.

— Pelos depoimentos, existe a probabilidade de que estruturas de concreto armado que foram demolidas sustentavam parte dos andares superiores. O certo é que essas estruturas não deveriam ter sido derrubadas — disse o vice-presidente do clube, Manoel Laça, acrescentando que a comissão é formada por quatro engenheiros especialistas em cálculo estrutural.

O delegado federal Fábio Scliar, da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico, que assumiu o inquérito vindo da 5ª DP, diz haver depoimentos de pedestres informando que a primeira coisa a cair foi o aparelho de ar-condicionado do nono andar e, depois, a parede do mesmo pavimento. Em seguida, conta ele, os andares de cima se curvaram e desabaram sobre outros prédios atingidos. Para ele, os depoimentos dos operários da obra do nono andar são bastante relevantes.

— Com o depoimento do Wanderley, ficam explícitas as responsabilidades. Vamos nos aprofundar nas investigações — disse.

Scliar fará hoje acareação entre os vários empregados da obra:

— Há contradições que precisam ser esclarecidas. Penso que estamos à frente para esclarecer os fatos. São pessoas humildes que estão submetidas a uma linha hierárquica. Mas, como profissionais, podem atingir vergalhões de uma viga e continuar o trabalho? Em tese, o profissional sabe que não deve mexer nas estruturas.

No fim da tarde desta terça-feira, o delegado terá um encontro com representantes do Instituto de Criminalística Carlos Éboli para tratar do laudo.



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/operarios-revelaram-policia-que-serraram-colunas-do-edificio-liberdade-4479865#ixzz1qy8KtpAK

domingo, 5 de fevereiro de 2012

SAÚDE PÚBLICA - Consumo de drogas legais e ilegais mata 8 mil pessoas por ano no País

Levantamento em sistema do Datasus mostra que álcool, fumo, psicotrópicos e cocaína tiraram a vida de 40 mil brasileiros entre os anos de 2006 e 2010

Pablo Pereira - O Estado de S. Paulo 

Veja também:
Famílias lamentam mortes por fumo 

O uso de drogas matou 40.692 pessoas no País entre 2006 e 2010, uma média de 8 mil óbitos por ano. Estudo sobre mortes por drogas legais ou ilegais, registradas no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, mostra que o álcool é o campeão na mortandade.

O levantamento feito na base de dados do Datasus, obtido pelo Estado, informa que a bebida tirou a vida de 34.573 pessoas – 84,9% dos casos informados por médicos em formulários que avisam o governo federal sobre a causa da morte nesse grupo da população. Em segundo lugar aparece o fumo, com 4.625 mortos (11,3%). A cocaína matou pelo menos 354 pessoas no período.

Feita pelo Observatório do Crack, da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a pesquisa aponta que, na comparação por gênero, há mais registros de morte de homens por álcool e fumo. Em cinco anos, 31.118 homens perderam a vida por causa da bebida. Outros 3.250 morreram em casos associados diretamente ao cigarro.

Na comparação da devastação por Estado, os mineiros lideram as mortes por álcool, com 0,82 morte para cada 100 mil habitantes, seguidos pelos cearenses, com 0,77 morte/100 mil pessoas. Depois aparecem os sergipanos, com 0,73/100 mil. São Paulo registra 0,53 morte para cada 100 mil habitantes.

O levantamento da CNM revela que em São Paulo houve 1.120 vítimas do uso abusivo do álcool em 2006. Em 2010, porém, o sistema registra uma queda de 14% nas informações. O SIM alcança 979 pessoas mortas por consumo de bebida. O Estado que menos apresenta perda de vidas por álcool é o Amapá: quatro em 2006, dez em 2009 e cinco em 2010.

Quando a causa do óbito é o fumo, o campeão de mortes de usuários é o Rio Grande do Sul. A taxa de óbitos pelo tabaco chega a 0,36 para cada 100 mil. A seguir aparecem Piauí e Rio Grande do Norte, ambos com 0,33/100 mil.

A duas principais drogas legalizadas no País, álcool e fumo, juntas, segundo o estudo, mataram 39.198 pessoas em cinco anos. – ou 96,2% do total. Os técnicos da CNM alertam, no entanto, que os dados de 2010 ainda são preliminares.

A devastação pode ser maior. O preenchimento das fichas para informação não é simples e o sistema tem casos de mortes classificadas como óbito por substâncias psicoativas (480). São os casos nos quais é informado no formulário um código que junta mais de uma droga associada à morte.

A Declaração de Óbito (DO) é composta por 9 blocos e 62 variáveis que apontam causa e local da morte. O preenchimento é de responsabilidade do médico, conforme estabelecido pelos Conselhos Federal e Estadual de Medicina, diz o estudo.

Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, há uma urgente necessidade de combater o problema das drogas nos municípios. “E não se está fazendo isso. O problema estoura é nos municípios”, afirma.

Ziulkoski diz que a média de cerca de 8 mil óbitos, encontrada no SIM, é um número subestimado. “Não há uma cultura de informação dos médicos”, acrescenta. Para ele, “o País precisa ver que a política de prevenção do uso de drogas é precária”. O estudo abrange 2 mil municípios. “A situação é alarmante.”

Para o vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Mauro Aranha, o problema é bem maior. “Há aí uma clara subnotificação das mortes”, afirma. Segundo ele, o governo precisa melhorar a logística nos municípios para que os médicos possam informar os dados reais. “Isso é fundamental para que se possa trabalhar políticas públicas sobre drogas”, defende Aranha.

Pesquisando nas bases de dados do Datasus, técnicos do CNM elaboraram também uma lista com os 50 municípios com maiores taxas de mortalidade por drogas. No caso da mapa das mortes por álcool, Minas Gerais tem 23 municípios, Paraná, 9, e São Paulo, 5.

Quando a conta do dano causado pelo cigarro é feita na lista de 50 municípios, o Rio Grande do Sul se destaca com 17, seguido de Minas, com 7, e Santa Catarina com 6. São Paulo tem 2 municípios na lista dos 50 com maior incidência de mortes por fumo.

Em nota, o Ministério da Saúde explica que os números de 2010, divulgados pelo estudo, podem sofrer ajustes. De acordo com a nota, entre 2006 e 2009 foram notificados 31.951 óbitos com causa básica de consumo de álcool, fumo e substâncias psicoativas (como cocaína canabinoides e alucinógenos). Os dados do SIM são fornecidos pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde e gerenciados pelo ministério.

Os óbitos de 2011 só serão conhecidos no final do ano. “O Ministério da Saúde vem desenvolvendo um conjunto de ações para aperfeiçoar o registro de óbitos no País, assim como a qualidade das informações. Uma das medidas foi a intensificação de registros de óbitos por causas mal definidas (parada cardíaca, por exemplo), que caiu de 15% (2004) para 7,8% (2011)”, diz a nota. Outra medida adotada foi a criação, em 2006, da rede nacional do Sistema de Verificação de Óbitos, utilizado para a identificação das causas de mortes naturais. “Com isso”, argumenta o governo, “houve ampliação da notificação no País, por meio do SIM. O sistema capta atualmente 94% dos óbitos ocorridos no território nacional. Esse porcentual está acima do padrão internacional (90%)”.

Fonte Estadão
 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

DESABAMENTO NO RIO - Suspeita de negligência: prédio que desabou tinha obras sem licença


Tragédia tem seis mortos e 20 desaparecidos. Trabalho de resgate continua pela madrugada

O Globo

 
Bombeiros dão prosseguimento ao trabalho de resgate de vítimas no Centro do Rio 
Marcelo Piu / O Globo
 
RIO - Negligência. Uma única palavra pode ser o ponto de partida para explicar a tragédia que se abateu sobre o Centro, na quarta-feira à noite, quando três prédios desabaram, matando seis pessoas e deixando seis feridos. Há ainda 20 desaparecidos que mobilizam equipes de resgate no coração da cidade. Mal começa a baixar, a cortina de poeira revela um cenário de destruição, mas também os primeiros indícios de que a lei foi, mais uma vez, ignorada. No Edifício Liberdade, no número 44 da Avenida Treze de Maio, que foi o primeiro a ruir, estavam sendo realizadas duas reformas de grande porte no terceiro e no nono andares, mas nenhuma delas tinha registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ). A última obra de que se tem notícia por ali é de 2008.

— São obras irregulares, com certeza — disse o presidente da Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes do Crea, o engenheiro Luiz Antonio Cosenza. — Já entramos em contato com a empresa para que informe quem eram os engenheiros responsáveis e que obras eram essas.

Os dois andares em questão eram ocupados pela empresa TO Tecnologia Organizacional. Sem o conhecimento de órgãos técnicos, a empresa só poderia fazer discretas intervenções. Não é o que estaria acontecendo. Há relatos de que quase todas as paredes de um dos andares haviam sido retiradas, o que pode ter sido crucial para o abalo estrutural. Porém, o advogado da TO, Jorge Willians Soares, garante que os serviços executados se limitavam à troca de carpetes antigos e à pintura de paredes. Ele prometeu entregar documentos comprovando sua versão na 5ª DP (Gomes Freire), onde já foi aberto um inquérito. O delegado Alcides Alves de Moura já ouviu o depoimento de seis pessoas, entre testemunhas e donos de imóveis no Edifício Liberdade.

Se o Plano Diretor da Cidade tivesse sido cumprido, a obra no Edifício Liberdade deveria ter sido licenciada pela Secretaria municipal de Urbanismo. Por meio de nota, o município alegou que o artigo 57 do Plano Diretor dispensa a licença prévia quando as reformas não envolvem aumento da área construída. Mas o mesmo artigo da lei prevê exceções: o licenciamento é obrigatório se a obra estiver no entorno de um bem tombado.

O Edifício Liberdade ficava ao lado do Teatro Municipal, tombado pelo Iphan desde 1973. Tão próximo que teve sua bilheteria, num prédio anexo, atingida por destroços. Não bastasse o vizinho mais próximo, ainda ficam nos arredores, que integram o Corredor Cultural do Centro, imóveis igualmente ilustres, como o Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara de Vereadores, o Museu de Belas Artes e a Biblioteca Nacional.

O subsecretário de Patrimônio Cultural, Intervenção Urbana, Arquitetura e Design, Washington Fajardo, tem outro entendimento da legislação. Segundo ele, a lei não pode ser aplicada de forma genérica.

— Esse item diz respeito apenas à ambiência no entorno dos prédios, mas não às partes internas de imóveis. Essa sempre foi a regra adotada pela prefeitura. Uma agência bancária que funcionava num dos prédios alterou a fachada e por isso precisou de licença prévia do Patrimônio. Se alguém quiser instalar um letreiro, isso interfere na observação do imóvel tombado e por isso terá que ser analisado — argumentou Fajardo.

O Iphan preferiu não se manifestar por ser um órgão federal e as licenças de obras serem da alçada da prefeitura. Para o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio, Sidney Menezes, o grande problema está na própria legislação urbanística.

— As regras são confusas e dão margem a interpretações distintas. Realmente há décadas a prefeitura dispensou licenças para reformas. Mas, se existe uma outra interpretação, isso nem é uma questão para os arquitetos. Tem que ser resolvida pelos juristas — opinou.

Foi decretado luto oficial na cidade do Rio por três dias. Se o pior se confirmar — e não forem encontrados sobreviventes sob os escombros — , terá sido um desabamento tão trágico quanto o pior deles já registrado no Rio. Em 1971, uma falha estrutural levou ao chão 122 metros do Elevado Paulo de Frontin. Na época, 26 pessoas morreram.

Falta de licença ou falhas na fiscalização estão por trás de outros desabamentos ocorridos nos últimos anos. Foi o caso do prédio no número 55 da Rua do Rosário, no Centro, onde funcionou o Hotel Linda do Rosário. Apesar de ter seis andares, apenas dois pavimentos constavam no cadastro do IPTU. Em 2002, o desabamento matou um casal de hóspedes. No térreo, onde funcionava uma lanchonete, havia uma obra ilegal. O problema é crônico. Em 2007, um prédio de três andares caiu em Marechal Hermes, causando a morte de duas crianças e deixando sete feridos. O imóvel chegou a ser interditado pela Defesa Civil, mas o proprietário prosseguiu com a obra mesmo depois de receber cinco autos de infração.

Um dos casos mais emblemáticos do Rio, o desabamento parcial do edifício Palace 2, na Barra da Tijuca, em 1998, matou oito pessoas e deixou 130 famílias desabrigadas. O prédio desabou depois de uma obra irregular na cobertura, onde foi construída uma piscina. A perícia ainda constatou falhas no projeto de construção de dois pilares.

 
Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/rio/suspeita-de-negligencia-predio-que-desabou-tinha-obras-sem-licenca-3774067#ixzz1keAjKhW4

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

DENGUE - Estado do Rio registra 100 casos de dengue em 2012. Em 2011 foram 51 óbitos

POR PEDRO DE FIGUEIREDO
Rio - O Estado do Rio já registrou 100 casos de dengue na primeira semana de janeiro. Deste total, 64 foram notificados no município do Rio e outros 36 no Interior. As informações foram confirmadas pelas secretarias Municipal e Estadual de Saúde.
Na Capital, a região com maior número de casos foi o Subúrbio da Leopoldina - que engloba bairros como Olaria, Penha, Ramos e Ilha do Governador - onde houve 20 notificações.
A Prefeitura divulgou também o balanço total da dengue no ano de 2011. No total, foram 77.165 casos no município do Rio no ano que passou, com 51 óbitos.
 
   


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

NAUFRÁGIO DO CONCÓRDIA - Sexto corpo é encontrado no navio naufragado na Itália

Identidade de passageiro, que vestia colete salva-vidas, não foi revelada.
Cruzeiro naufragou na sexta, deixando 5 mortos; 15 estão desaparecidos.

Do G1, com agências internacionais




Bombeiros encontraram o corpo de um homem no navio Costa Conordia, que naufragou na sexa-feira (13) na costa italiana, durante a madrugada desta segunda-feira (16).
O corpo estava em uma seção não inundada do navio. O homem era um passageiro e vestia um colete salva-vidas. A identidade não foi revelada.
Entre os desaparecidos estão quatro italianos: um pai de 36 anos e sua filha de 5 anos, além de duas mulheres sicilianas de 49 e 50 anos que estariam bem segundo os socorristas, mas cuja família não conseguiu entrar em contato.
Dois norte-americanos também não foram encontrados: a Embaixada dos Estados Unidos informou em sua página do Facebook que 118 de 120 passageiros foram encontrados.
Também há dois casais franceses e uma pessoa de nacionalidade não revelada entre os desaparecidos.
A nacionalidade dos tripulantes desaparecidos não foi informada.
O acidente, ocorrido na noite de sexta próximo à ilha de Giglio, a cerca de 40 quilômetros da costa, também deixou pelo menos 40 feridos, dois deles em estado grave.
Cerca de 15 pessoas continuavam desaparecidas, e as buscas prosseguiam.
Dois japoneses que eram dados como desaparecidos foram localizados em Roma, onde haviam chegado, mas ainda não tinham se apresentado as autoridades.

Três sobreviventes resgatados
Mais cedo neste domingo, três pessoas foram resgatadas com vida do interior do barco.
Marrico Giampetroni, comissário-chefe de bordo do navio foi retirado e içado de helicóptero, pois tinha uma perna quebrada.
O sobrevivente Marrico Giampetroni é içado, de helicóptero, após ter sido resgatado do interior do Costa Concordia neste domingo (15) (Foto: Reuters)
O sobrevivente Marrico Giampetroni é içado, de helicóptero, após ter sido resgatado do interior do Costa Concordia neste domingo (15) (Foto: Reuters)
 
Ele foi levado a um hospital da cidade de Grosseto, no continente.
O acesso ao tripulante foi difícil, porque os resgatistas tiveram de atravessar regiões alagadas dentro do navio, que virou e está parcialmente submerso no Mar Mediterrâneo.

Lua de mel
Horas antes, um casal sul-coreano em sua lua de mel havia sido resgatado de dentro do barco, depois que os bombeiros, que trabalhavam na parte emersa do Costa Concordia, ouviram seus gritos de socorro.

Tratava-se de Hye Jim Jeong e Kideok Han, de 29 anos.
Eles haviam embarcado no navio na cidade de Civitavecchia, poucas horas antes.
Equipe da tripulação foi vista em botes de embarque domingo de manhã, com o seu equipamento de mergulho, que incluía um capacete especial com uma luz frontal.
Eles então foram vistos tocando o casco com as mãos perto do corte de 50 metros de comprimento onde a água inundou e causou a virada do navio.
Barco passa em frente do Costa Concórdia na manhã deste domingo (15) (Foto: AP)Barco passa em frente do Costa Concórdia na manhã deste domingo (15) (Foto: AP)
 
mapa naufragio italia vale esta (Foto: Arte G1)

O navio chocou-se contra uma rocha, encalhou em um banco de areia próximo à ilha de Giglio, na Toscana, região central da Itália, teve seu casco quebrado, virou e ficou parcialmente submerso.
O acidente ocorreu a cerca de 40 quilômetros do continente, muito perto da ilha de Giglio.
Havia 53 brasileiros a bordo -47 passageiros e 6 tripulantes-, mas não há notícias de brasileiros entre os mortos, feridos ou desaparecidos, segundo o Itamaraty.

A empresa Costa Cruzeiros, por intermédio de sua assessoria de imprensa no Brasil, deixou disponíveis os seguintes números de telefone para informações sobre os brasileiros, em São Paulo: 55-11-2123-3673 e 55-11-2123-3679.

No total, 12 navios e 9 helicópteros foram mobilizados para verificar se há alguém no mar, segundo o porta-voz da capitania de Livorno, Emilio Del Santos.
A capitania de Livorno, o maior porto da Toscana, anunciou a abertura de uma investigação sobre a causa do acidente e como os passageiros foram resgatados.
A "caixa-preta" do navio, dispositivo com o registro da sua trajetória, já foi encontrada e está sendo examinada. Francesco Verusio, procurador-chefe de Grosseto, disse que o exame deve estar pronto em dois dias.

ComunicadoVeja, a seguir, a íntegra da nota divulgada pela empresa Costa Cruzeiros neste domingo (15).
"Costa Concordia – 15 de Janeiro 2012 – 20:15h
Genova, 15 janeiro 2012 – Costa Crociere reitera sua profunda dor pelo terrível acidente que atingiu seus entes mais caros : seus hóspedes, seus funcionários, seu próprio navio; e se desculpa pelo sofrimento e o desconforto que estas pessoas passaram, desejando pêsames às famílias das vítimas verificadas.
Em todo o mundo, cerca de 1.100 pessoas da Costa Crociere estão trabalhando na gestão deste terrível acidente desde a noite de sexta feira. Nossa prioridade foi dar suporte às operações de salvamento e assistência aos hóspedes e à tripulação, conduzindo-os em segurança de volta às suas próprias residências.
As operações de busca e salvamento prosseguem, coordenadas pela Guarda Costeira e as autoridades italianas. Infelizmente confirmamos que ainda há desaparecidos e, vista a evolução da situação, não nos é consentido fornecer mais dados a respeito.
O Comandante Francesco Schettino, que ocupava o comando do Costa Concordia, ingressou na Costa Crociere em 2002 como oficial responsável pela segurança e depois de ter sido imediato, foi promovido a Comandante em 2006. Como todos os comandantes de nossa frota, participou de programas regulares de atualização e treinamento, superando positivamente todas as etapas de avaliação previstas.
Como já amplamente publicado, a Magistratura, com a qual Costa Crociere está colaborando, determinou a detenção do Comandante, contra o qual foram feitas graves acusações. Pareceria que o comandante tenha cometido erros de juízo que trouxeram graves conseqüências : a rota percorrida pelo navio muito próxima da costa, e aparentemente suas decisões na gestão da emergência não tenham correspondido aos procedimentos da Costa Crociere, que se alinham, e em alguns casos superam, os padrões internacionais.
Costa Crociere opera em pleno respeito às normas de segurança e se orgulha do empenho de seus funcionários à gestão da segurança dos hóspedes.
Todos os membros de sua tripulação são portadores de um certificado BST (Basic Safety Training), são capacitados e formados para a gestão de emergências e assistência aos hóspedes na hipótese de abandono de navio, através de numerosas exercitações. Funções, responsabilidades e deveres são claramente definidos e designados para consentir a gestão de situação de tamanha importância.
Todos os membros da tripulação passam por exercício de abandono do navio a cada duas semanas. Para todos os hóspedes do cruzeiro é promovido um exercício de salvamento em suas primeiras 24 horas a bordo, conforme determina a lei. Costa Crociere adota um sistema computadorizado de controle, que permite certificar que todos os hóspedes tenham participado de tal exercício.
A capacitação dos membros das tripulações da Costa Crociere é periodicamente controlada pelas Guardas Costeiras e demais entidades de classificação independentes alinhadas com os requisitos especificados no sistema SMS (Safety Management Systems).
A bordo do Costa Concordia e de todos os navios Costa estão disponíveis coletes salva vidas, lanchas e botes em numero superior ao máximo de pessoas que podem ser hospedadas pelo navio. As lanchas são dotadas de reservas de água e alimentos, pronto socorros portáteis com medicamentos, e instrumentos de sinalização e comunicação que permitem aguardar em segurança a chegada de socorro. As lanchas são objeto de minuciosos controles por parte da equipe do navio e dos órgãos de certificação. Todos os navios Costa Crociere são certificados pela RINA e são construídos de acordo com os mais altos padrões e tecnologia.
Ocorrido o acidente, Costa Crociere interveio imediatamente para impedir um potencial impacto ambiental e, desde sábado passado, conta com o suporte da Smit & Salvage, empresa líder no mundo neste setor, com quem está definindo um plano de ações. As mais imediatas consistem em realizar uma barreira de contenção ao redor do casco do navio.
A Magistratura determinou o arresto do navio e da VDR – a chamada “caixa preta”. Costa Crociere portanto doravante terá acesso ao navio apenas mediante autorização das autoridades."
Arte Costa Concordia (Foto: Arte G1)
  
   

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

GUERRA NO TRÂNSITO - Mortes envolvendo motos disparam em pequenas cidades

Nos últimos dez anos, número equivale ao total de americanos mortos na Guerra do Vietnã

O aumento da frota de motos em circulação no Brasil se tornou responsável por uma das piores epidemias que o País já enfrentou.

Foram 65 mil mortes em acidentes com motocicleta nos últimos dez anos - número equivalente ao total de americanos mortos na Guerra do Vietnã.

Desde 2007, moto mata mais que carro - Efrém Ribeiro/Meio Norte
Efrém Ribeiro/Meio Norte
Desde 2007, moto mata mais que carro
E não é nas grandes metrópoles litorâneas ou do Sudeste que as mortes têm maior peso nas estatísticas. São as pequenas cidades do interior, especialmente do Nordeste, Norte e Centro-Oeste do País, que concentram as maiores taxas de mortalidade por quantidade de motos ou motonetas em circulação - em municípios como São Gonçalo do Piauí (PI), Ribeirãozinho (MT) e Aurora do Tocantins (TO).
Em números absolutos, as mortes em cada uma dessas cidades podem não impressionar. São duas, três, dez por ano. Por isso, não provocam tanto barulho. Mas, quando somadas, configuram uma epidemia só comparável à provocada pelos assassinatos. E as vítimas têm o mesmo perfil: jovens de 20 a 29 anos, do sexo masculino e de baixa renda. Nessa faixa etária, nem câncer nem enfarte nem nenhuma outra doença mata mais do que as motos. Só as armas de fogo.
Entre as capitais, São Paulo ocupa apenas o 13.º lugar no ranking da mortalidade envolvendo motociclistas. O Rio fica em 15.º. A campeã, com uma taxa três vezes maior, é Boa Vista (RR), seguida de perto por Palmas (TO).
O Ministério da Saúde se diz preocupado com o crescimento das mortes, mas há poucos programas de abrangência nacional em curso para combater a epidemia.
O aumento das mortes está diretamente ligado ao avanço da frota sobre duas rodas que, de 2000 a 2010, cresceu quatro vezes de tamanho. É exatamente a mesma taxa de crescimento do número de mortes.

   

sábado, 29 de outubro de 2011

MORTES NO TRÂNSITO - Trânsito mata mais de 40 mil e bate recorde

ALENCAR IZIDORO ENVIADO ESPECIAL AO RIO

Os acidentes de trânsito deixaram 40.610 mortos no país em 2010, média de 111 por dia e uma alta de 8% sobre o ano anterior, informa Alencar Izidoro. É o maior número em 15 anos, segundo o Ministério da Saúde. A reportagem está disponível para assinantes da Folha e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.
As internações cresceram 15%, beirando 146 mil.
Para o ministro Alexandre Padilha, a elevação se deve principalmente ao aumento da frota de motos. Pelo 2º ano, morreram mais motociclistas que pedestres.
Juca Varella/Folhapress
Movimento de motociclistas na avenida Rebouças; trânsito matou mais de 40 mil pessoas no ano passado
Movimento de motociclistas na avenida Rebouças; trânsito matou mais de 40 mil pessoas no ano passado
Técnicos incluem também um provável relaxamento da lei seca. O ministro da Saúde admite que a embriaguez é uma das principais causas de acidentes, mas argumenta que fiscalizar é atribuição dos Estados.
Especialistas listam ainda ações do governo federal, como a lei, sancionada por Lula, que regulamentou a profissão de mototaxista e os incentivos a motos e carros, em detrimento do transporte coletivo.
Editoria de Arte/Folhapress

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Com 131 mortes por dengue este ano, Rio propõe nova Campanha

O inseto alterado em laboratório compete com o macho selvagem para procriar mosquitos incapazes de transmitir a dengue (James Gathany/PHILL, CDC)


A caminho daquela que pode ser “a maior epidemia de dengue da história da cidade”, como alertou o prefeito Eduardo Paes, da capital, o estado do Rio de Janeiro registra, desde janeiro 131 mortes causadas pela doença. Os casos confirmados chegam a 160 mil.
Os dados foram divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde, no anúncio da ação que pretende envolver toda a população no combate ao mosquito Aedes aegypti. A proposta é simples: “10 Minutos Contra a Dengue”. Esse é o tempo que cada morador precisa dedicar por semana para combater o mosquito no seu raio de alcance, seja no trabalho, em casa ou na vizinhança.

A campanha “10 Minutos Contra a Dengue” foi inspirada em uma experiência bem-sucedida do governo de Cingapura com base na experiência bem sucedida do governo de Cingapura.

Mais que as grandes ações de combate ao mosquito em áreas públicas, o ‘dever de casa’ dos moradores pode fazer a diferença na hora de reduzir a infestação pelo mosquito. A estimativa da secretaria é de que 80% dos focos de dengue estejam no ambiente doméstico.

Os agentes de saúde dos municípios ficarão responsáveis por levar o guia "10 Minutos Contra a Dengue" à população durante visitas às casas. O material traz orientações sobre como é preciso ficar atento a situações como calhas entupidas, caixas d´água destampadas, ralos no quintal acumulando água da chuva, o pratinho embaixo do vaso, além de deixar baldes e garrafas viradas com a boca para baixo.


domingo, 27 de março de 2011

DENÚNCIA - Mortes registradas em obras do PAC

O Globo

Estagnada há décadas, espremida pelo baixo crescimento do país, a construção civil brasileira começou em meados da década passada a reagir.

Somente no ano passado, o setor cresceu 11,6% no segundo maior avanço entre os setores econômicos. Reação que veio acompanhada do aumento da já conhecida insegurança nos canteiros de obras.

Desde 2008, quando o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ganhou força, 40 trabalhadores já morreram em 21 obras relacionadas no PAC.

Na construção civil as mortes acontecem por soterramentos, quedas, incêndios, explosões, choques elétricos e esmagamentos.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

BRASIL - Crianças vivas


De: Vinicius Torres Freire:

A cada ano, cerca de 100 mil crianças morrem no Brasil antes do quinto aniversário; 70 mil delas antes do primeiro ano.
Ainda é um massacre silencioso: de cada mil crianças, 24 morrem antes dos cinco anos. Mas já foi muito pior, não faz muito tempo. Em meados dos anos 1990, essa taxa de mortalidade era quase três vezes maior.
Um estudo de uma equipe de nove pesquisadores do Ipea mostra como caíram as taxas de mortes infantis, entre outros indicadores. Tão importante quanto, revela que diminui também a desigualdade social na expectativa de vida das crianças.
Em 1996, a mortalidade na infância (a dos menores de cinco anos) era de 141 por mil entre as crianças classificadas como "extremamente vulneráveis".
Esses meninos vivem em famílias chefiadas por homens de cor negra, mães que não foram à escola e ausentes da casa, moradores da zona rural do Nordeste, com renda per capita menor que a da metade da linha de pobreza (R$ 24,90). Na média nacional, a mortalidade era de 64 por mil.
Em 2006, a mortalidade na infância na média brasileira caíra para 24 por mil; a dos meninos "extremamente vulneráveis", para 39 por mil.
A mortalidade infantil -mortes antes do primeiro ano- ainda é cerca de cinco vezes maior que a dos países desenvolvidos. Em 1996, era de 55 por mil, na média. Em 2006, de 21 por mil. Entre as crianças vulneráveis, a taxa caiu de 115 para 33.
A porcentagem de crianças com baixo peso ao nascer caiu a um nível similar à de países desenvolvidos.
O que aconteceu?
Segundo os pesquisadores do Ipea: 1) Redução rápida da pobreza extrema; 2) Expansão do acesso aos serviços básicos de saúde e saneamento, em especial entre os mais pobres; 3) Maior utilização dos serviços devido ao aumento da escolaridade dos pais e às campanhas de atenção básica à infância.
Grande parte da melhoria no acesso a serviços básicos de saúde pode ser atribuída ao Programa de Saúde da Família (PSF), dizem os pesquisadores.
O PSF foi criado em 1994 e expandido desde então -o atendimento é feito em unidades básicas de saúde (o posto de saúde renovado), por equipes de saúde que vão à casa das famílias.
Assinante do jornal leia mais em Crianças vivas

 


 

sexta-feira, 2 de abril de 2010

INTERNACIONAL/TAILÂNDIA - Ataque de rebeldes na Tailândia deixa 6 mortos e 10 feridos


Seis civis morreram e dez agentes ficaram feridos em um ataque de insurgentes no sul da Tailândia nas últimas horas, de acordo com fontes policiais.

O fato ocorreu na quinta-feira na província de Narathiwat e começou com o assassinato de seis moradores de Bacho por rebeldes. A delegacia local enviou uma patrulha para investigar o incidente e quando estavam 1 km de distância do local, o veículo foi emboscado pelos mesmos agressores.

Uma bomba montada com um botijão de gás de cozinha e escondido na estrada deteve o veículo ao mesmo tempo em que os rebeldes disparavam contra as forças de segurança. A equipe que persegue os insurgentes acredita que eles tenham se refugiado na província vizinha de Yala.
As informações são da EFE

 


 

quinta-feira, 25 de março de 2010

SAÚDE - Nova gripe provoca 45 mortes neste ano no Brasil


G1 levantou os números com as secretarias de 25 estados e do DF. Pará é o estado com maior registro de óbitos, somando 22.

De Glauco Araújo, Luciana Rossetto e Nathália Duarte, do G1:

O Brasil já registrou 45 óbitos provocados pela nova gripe neste ano, de acordo com levantamento feito pelo G1 com as secretarias da Saúde de 25 estados e do Distrito Federal. A reportagem não conseguiu contato com o governo do Amapá.
Nove estados confirmaram óbitos pela nova gripe em 2010. O Pará tem o maior número de mortos. De acordo com boletim divulgado na quarta-feira (24), o estado registrou 22 óbitos desde o início deste ano.
O Paraná vem em seguida, com sete mortes confirmadas. Amazonas, Ceará e Maranhão registraram cinco, quatro e três óbitos, respectivamente. Os estados de Alagoas, Minas Gerais, Paraíba e São Paulo tiveram uma morte cada um.

 


 

domingo, 21 de março de 2010

BAHIA/SALVADOR/SEGURANÇA PÚBLICA - registro de 19 assassinatos no fim de semana

O final de semana em Salvador foi marcado pelo alto número de homicídios: foram 19 mortes registradas entre a noite de sábado e o fim da tarde de domingo. Pelo menos quatro das vítimas eram adolescentes de 14 a 17 anos.
O corpo de um jovem que aparentava ter cerca de 16 anos foi encontrado em uma rua de barro na região da avenida Paralela, uma das mais movimentadas de Salvador.
A vítima apresentava três perfurações na cabeça, duas no lado direito e uma no esquerdo da testa, e tinha pernas e braços amarrados com fitas plásticas pelos punhos e tornozelos. Próximo ao corpo havia quatro cápsulas de balas. Não foram encontrados documentos de identificação e não há pistas da autoria e motivação do crime.
Outro adolescente foi morto, por volta da 0h de domingo, no bairro de Castelo Branco, periferia da cidade. Segundo testemunhas, Joilson Vinícius, 14 anos, foi assassinado junto com a mãe, Maria de Lourdes, 40 anos, quando os dois voltavam para a casa.
O terceiro adolescente vítima da violência tinha 14 anos e morreu com um tiro no pescoço no bairro do Rio Sena, também na periferia. Já o jovem L.C.M, 16 anos, foi morto por volta das 8h de domingo e chegou já sem vida ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde deu entrada com ferimento grave por disparados de arma de fogo. As razões de ambos assassinatos são ignoradas.
Além dos adolescentes, um duplo homicídio foi registrado pela polícia às 21h15 de sexta-feira. Cláudia Regina Germano dos Santos, 29 anos, e Luís Henrique Nunes do Carmo, 28 anos, foram assassinados com vários disparos de arma de fogo no bairro de Rio Vermelho, orla marítima de Salvador. Segundo a polícia, o irmão de Luís afirmou que ele era envolvido com tráfico de drogas e tinha saído recentemente da cadeia.
Também foram assassinados no final de semana, no sábado, Paulo, o Zoião, 30 anos, às 20h; um homem com identidade ignorada, aparentando 26 anos, às 19h; Felipe de Assis dos Santos Maceno, 19 anos, às 22h50. Já no domingo, morreram Alan de Jesus Teles, 18 anos, às 00h21; Cristiano de Jesus Rodrigues da Silva, 34 anos, às 4h; uma mulher com identidade ignorada, às 3h; e um homem com identidade ignorada, aparentando 19 anos, que morreu às 8h30 no HGE, todos vítimas de arma de fogo.