Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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terça-feira, 10 de abril de 2012

VAI UMA CARONINHA AÍ ??? - Crivella leva Pastor de carona em avião da FAB

Por Josias de Souza

O ministro Marcelo Crivella (Pesca) ofereceu carona num avião da FAB ao pastor evangélico Wilton Acosta, presidente do Fenasp (Fórum Cristão Nacional de Ação Social e Político). Voaram juntos de Brasília para Campo Grande (MS). Viagem de ida e volta.

O deslocamento ocorreu há quatro dias, na quinta-feira (5) da semana passada. Em texto veiculado nesta segunda (9), a pasta da Pesca informou que Crivella foi ao Mato Grosso do Sul para entregar escavadeiras hidráulicas a 13 municípios e visitar as obras de um entreposto pesqueiro.

A notícia do ministério não menciona, mas Crivella cumpriu em Campo Grande uma agenda paralela. O repórter Ítalo Milhomem informa: antes dos compromissos oficiais, o titular da Pesca, que é bispo licenciado da Igreja Universal, participou de um café da manhã com outros pastores e com parlamentares evangélicos.

Crivella foi ao café acompanhado do “carona” Wilton Acosta, primeiro a descer do avião da FAB, conforme mostra o vídeo lá do alto. Além dele e do ministro, voaram nas asas da Força Aérea uma assessora da Pesca e o deputado federal Vander Loubet (PT-MS). Recepcionou-os o governador André Puccineli (PMDB).

O petista Vander é autor das emendas que injetaram no Orçamento da União as verbas usadas na aquisição das escavadeiras hidráulicas que o ministro entregou. Em tese, sua presença no vôo seria justificável. Quanto ao pastor Wilton Acosta, não participou senão do pedaço religioso e extraoficial da agenda do ministro.

Deu-se na sede matogrossense da Igreja Mundial. Crivella brindou os presentes com uma oração. A audiência incluiu o governador Puccinelli e dois candidatos à prefeitura de Campo Grande: o petista Vander, aquele que apresentou as emendas das escavadeiras, e o também deputado Edson Giroto, do PMDB.

Ao discursar, o “carona” Wilton Acosta convocou os “irmãos” a se unirem na fé e na defesa dos bons costumes na política. Debateu-se no encontro, por exemplo, a mobilização contra a liberação do aborto de bebês anencéfalos. Um tema que vai a julgamento no plenário do STF nesta quarta (11).

Terminado o café “cristão”, Crivella foi aos compromissos oficiais de sua agenda. O pastor Wilton permaneceu na igreja. Reencontraram-se mais tarde, no embarque de volta para Brasília. Tomaram, de novo, o avião da FAB, que os aguardava na Base Aérea de Campo Grande.

O uso de jatinhos da frota da Força Aérea é regulamentado por um decreto presidencial (4.244) baixado em maio de 2002, sob FHC. Menciona as autoridades que podem voar: vice-presidente, presidentes do Senado, da Câmara e do STF, ministros e autoridades com status ministerial.

Estipula as situações em que os aviões podem ser requisitados. Pela ordem: “por motivo de segurança e emergência médica, em viagens a serviço e deslocamentos para o local de residência permanente” das autoridades.

Anota que o Ministério da Defesa e o Comando da Aeronáutica poderão “autorizar o transporte de outras autoridades –nacionais e estrangeiras”. Aos olhos da administração pública, o pastor Wilton Acosta não se enquadra no rol de “autoridades” admissíveis como passageiros.

Diz ainda o texto: “O transporte de autoridades civis em desrespeito ao estabelecido neste decreto configura infração administrativa grave, ficando o responsável sujeito às penalidades administrativas, civis e penais aplicáveis à espécie.”

Procurado, o Ministério da Pesca alegou que Crivella convidou o pastor para acompanhá-lo no voo porque Mato Grosso do Sul é o Estado natal de Wilton Acosta. A FAB reagiu à moda de Pilatos. “As informações sobre rotas, listas de passageiros e demais detalhes dos voos são de responsabilidade das autoridades transportadas”, lavou as mãos a Força Aérea.

Entrevistado pelo telefone, o pastor caroneiro reconheceu que não participou da agenda oficial de Crivella. “Fiz uma reunião em Campo Grande com os deputados, vereadores e lideranças para discutir uma estratégia de atuação da Fenasp nas Câmaras e Assembléias”, disse.

Por que diabos voou na companhia do ministro? “Nós tínhamos um agenda conjunta, não há nada de ilegal, foi autorizado e não é uma prática habitual.” Se tivesse viajado em avião comercial, o pastor teria desembolsado algo entre R$ 1.200 a R$ 1.750 para a ida e quantias semelhantes para a volta. De FAB, o contribuinte pagou os dois trechos

Fonte Uol/Blog do Josias
    

quarta-feira, 28 de março de 2012

FESTANÇA DO JUDICIÁRIO - Bancos oficiais pagarão coquetel para juízes em São Paulo. Custará R$ 225 mil

Por Frederico Vasconcelos

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil pagarão as despesas de um evento festivo do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (SP e MS) na segunda-feira, no Theatro Municipal de São Paulo.
OUTRAS FESTANÇAS
Empresários pagam encontro de juízes em resort na Paraíba
Seguradoras bancam evento para cúpula da Justiça em resort no Guarujá
Empresas bancam evento do TRF em praia no Rio de Janeiro

Pelo evento, a Caixa desembolsará R$ 150 mil e o Banco do Brasil, R$ 75 mil.

O presidente da Ajufesp (Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul), Ricardo Rezende, diz que o TRF-3 deveria ter verbas para solenidades "para não depender do auxílio de outras entidades" e que "a celebração da posse" é comum nas instâncias da República.

O TRF-3 informou que, como a posse ocorreu na véspera do Carnaval, optou por realizar o evento comemorativo em outro prédio, "sem dispêndio de recursos públicos".

Fonte Folha     

domingo, 18 de março de 2012

FRAUDE - MPF/MS processa ex-deputado federal e empresários por fraude milionária no Detran

Desvio gerou prejuízo que passa dos R$ 30 milhões        
O Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul denunciou – e a Justiça aceitou e tornou réus -   o ex-deputado federal Dagoberto Nogueira, a ex-diretora do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/MS), Dejanira Machado Recalde, e três empresários - Roberto Teles Barbosa, João Roberto Baird e Juarez Lopes Cançado. O processo tramita na 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande, especializada em crimes financeiros.
Eles respondem pelos crimes de formação de quadrilha, peculato - uso de função pública para conseguir vantagem ou lucro -, dispensa ilegal de licitação e operação de instituição financeira sem autorização. Somadas, as penas para esses crimes vão de 6 a 24 anos de reclusão.
Os crimes foram cometidos entre julho de 1999 e dezembro de 2003, a partir da contratação, pelo Detran, da empresa S&I Serviços e Informática, de Roberto Barbosa e João Baird, para arrecadar valores relativos ao trânsito, como IPVA, multas e o prêmio do seguro DPVAT. O Ministério Público Federal apurou que parte dos recursos, que deviam ser repassados ao Fundo Nacional de Saúde, Departamento Nacional de Trânsito e Federação de Seguradoras, foi desviado. Segundo auditoria do Tribunal de Contas (TCE/MS), o montante desviado, atualizado até maio de 2005, chega a R$ 30.277.214,14.
A contratação sem licitação foi autorizada pelo então diretor-geral do Detran, Dagoberto Nogueira. Ele alegou situação emergencial. A denúncia do MPF aponta que, por determinação de Dagoberto, apenas duas empresas foram consultadas sobre o contrato: S&I e Itel Informática, ambas de propriedade de João Roberto Baird.
Aparência de legalidade
O Ministério Público Federal também apurou que a alegada situação emergencial jamais existiu. “O Banco do Brasil comunicou previamente o Detran sobre a impossibilidade de manutenção de apenas três de seus postos de atendimento, mas afirmou que continuaria recebendo as guias de pagamento em suas agências bancárias”.
Com “autorização” emitida pela empresa ATP Tecnologia e Produtos, de Juarez Lopes Cançado, a S&I passou a atuar como se fosse instituição bancária, o que é vedado pela legislação. A denúncia do MPF aponta que o objetivo era “conferir aparência de legalidade ao esquema de arrecadação e desvio de dinheiro público”.
Em dezembro de 2003, após a descoberta dos desvios, o dono da S&I, Roberto Baird, efetuou diversos depósitos para ressarcir aos cofres públicos a quantia desviada. No total, Baird depositou R$ 3.100.752,82. Laudo pericial apontou, no entanto, que foram devolvidos “aproximadamente 10% do montante desviado”, que chega a R$ 30.277.214,14.
3 anos no STF
O inquérito policial para investigar os desvios de recursos no Detran foi instaurado em junho de 2004, por solicitação do Ministério Público Federal. Em julho de 2008, o inquérito foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, pois Dagoberto Nogueira assumira o cargo de deputado federal e havia indícios de participação de Paulo Bernardo Silva, ex-secretário de Fazenda de Mato Grosso do Sul e então no cargo de Ministro do Planejamento.
Em outubro de 2010, o inquérito contra o ministro foi arquivado, a pedido do MPF. Em fevereiro de 2011, o inquérito é devolvido à Justiça Federal em Campo Grande, já que Dagoberto não possuía mais prerrogativa de foro. A denúncia do Ministério Público Federal foi apresentada em 14/06/11 e recebida pela Justiça em 31/01/2012.

 Fonte MPF/MS
   

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

ASSASSINATO À JORNALISTA - Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, 51, foi morto em Ponta Porã (MS)

Dupla que matou jornalista em Ponta Porã (MS) fez 12 disparos e não roubou nada
Celso Bejarano
Do UOL, em Campo Grande
    Leo Veras/Mercosulnews
  • O jornalista Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, 51, foi morto em Ponta Porã (MS) O jornalista Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, 51, foi morto em Ponta Porã (MS)
Até o início da noite desta segunda-feira (13) a polícia ainda não tinha pista das duas pessoas que ocupavam uma motocicleta e mataram o jornalista Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, 51, em frente ao hotel Frontier, área central de Ponta Porã (MS), na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.
A vítima foi morta com nove tiros –e não cinco, como divulgado antes pela polícia– enquanto dirigia seu carro, um Fiat Idea, e nada de valor foi levado pelos criminosos.
Rocaro era editor-chefe do “Jornal da Praça” e dono do site de notícias Mercosulnews. Ele tinha uma coluna sobre política e também escrevia sobre tráfico de drogas.
A mulher dele, Nilda Cardoso, 49, seguia de carro a poucos metros do marido. Segundo o delegado que investiga o caso, Clemir Vieira Júnior, ela teria ouvido os estampidos, parado o veículo e corrido até o marido com quem trocou algumas palavras. Rocaro foi socorrido, mas morreu cinco horas após ter sido baleado.
Os atiradores teriam encostado a motocicleta ao lado do carro do jornalista que, em movimento, foi atingido por nove dos 12 tiros deflagrados. Para o delegado, os homens, que usavam capuzes e fugiram para o Paraguai, seriam pistoleiros profissionais.
Apenas uma rua separa Ponta Porã de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. O delegado disse que já teve acesso às câmeras do hotel onde ocorreu o crime, mas os equipamentos captam somente imagens da calçada, não da rua.
Rocaro, que era pai de dois filhos, fundou o Partido dos Trabalhadores no município e era membro da Academia de Letras de Ponta Porã.
Ontem, o jornalista e a mulher passaram o dia na casa do ex-prefeito da cidade, Vagner Piantoni, também petista. Piantoni disse a UOL que o jornalista foi até a sua casa na hora do almoço, e lá ficou até por volta das 23h. “Por duas ocasiões ele saiu, uma para comprar cigarros e outra para pegar um jornal. Demorou uma hora em cada saída”, disse o ex-prefeito, amigo do jornalista por 25 anos.
Piantoni afirmou não ter ideia de quem poderia ter matado o jornalista. “Tudo o que ele escrevia era objetivo, sem entrelinhas. Não sei, pode ser uma pequena coisa, ou não.”
Para o delegado que cuida do caso, nenhuma hipótese está descartada. O corpo do jornalista será enterrado amanhã pela manhã.
Este é o segundo crime contra jornalistas registrado na última semana. Mário Randolfo Marques Lopes e sua namorada, Maria Aparecida Guimarães, foram mortos a tiros na madrugada da última quinta-feira (9) em Barra do Piraí (RJ).
Lopes era editor do site "Vassouras na NET", no qual denunciava juízes, policiais e políticos. Entidades internacionais pedem uma investigação profunda para o caso

Fonte Uol
   

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

MEIO AMBIENTE - Incêndio destrói áreas de reserva e pastagens no Pantanal de MS

Brigadistas não conseguem chegar onde o fogo destrói a vegetação.
Chamas ameaçam a vida de animais silvestres.

O incêndio está destruindo áreas de reserva e pastagens na região de Corumbá, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. A área, que há seis meses estava alagada, foi consumida pelo fogo e a mancha negra avança sobre a região da Barra do São Lourenço, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. As chamas, ainda que na vegetação rasteira, ameaçam a vida de animais silvestres.

A área de vegetação seca próxima ao Rio Paraguai foi consumida pelo fogo. A região é de difícil acesso. As brigadas de combate a incêndios são pequenas, têm poucos integrantes e não conseguem chegar aos locais onde o fogo destrói a vegetação.
 A Brigada do Prevfogo, mantida pelo Ibama em Corumbá, tem 29 integrantes que são responsáveis por monitorar e combater os incêndios em toda região. Este ano, por causa da grande cheia do Pantanal, o registro de queimadas está aumentando exatamente no mês de dezembro, período em que termina o contrato dos brigadistas. Ainda não há previsão para que as brigadas contra incêndios cheguem ao local das queimadas.

 Fonte g1 http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2011/12/incendio-destroi-areas-de-reserva-e-pastagens-no-pantanal-de-ms.html

sábado, 19 de novembro de 2011

NEM VAI, NEM VOLTA - Nem é transferido para o Mato Grosso do Sul sob forte escolta

POR MARCELLO VICTOR
Rio - O traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, preso no último dia 10, foi transferido na manhã deste sábado para o Presídio Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

O voo que levou o acusado de chefiar o tráfico de drogas na Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, deixou o Aeroporto Santos Dumont por volta de 8h30. O comboio que levou o traficante da penitenciária de Bangu, na Zona Oeste do Rio, partiu com 40 policiais em 10 veículos.

Também foram transferidos Anderson Rosa Mendonça, o Coelho, Valquir Garcia dos Santos, o Carré, e o ex-PM Flávio Melo dos Santos. A transferência foi iniciada por volta de 6h, quando os policiais deixaram o presídio.


Mulher de Nem terá que depor na PF
Chamada de ‘primeira-dama’ ou ‘xerifa’ da Rocinha, Danúbia de Souza Rangel, mulher do traficante Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, terá que depor na PF em inquérito que investiga lavagem de dinheiro. Também são alvos os advogados Demóstenes Dantas Cruz e Luiz Carlos Azenha, além do traficante Anderson Rosa Mendonça, o Coelho, e outros integrantes da quadrilha.




Danúbia faz pose abraçada ao marido, o traficante Nem. O casal, muito sorridente, exibe várias joias. | Foto: Reprodução

Danúbia já foi investigada devido a suspeitas da mesma natureza em inquérito da Polinter, na Polícia Civil. Segundo os policiais, ela usufruía do dinheiro arrecadado com a venda de drogas para ostentar luxo na favela.

Durante investigação da Polinter, conforme o portal IG publicou nesta sexta-feira, escutas revelaram que Nem tinha muitos ciúmes dela. Em 19 de outubro, Danúbia relatou agressão a uma mulher identificada como Gisele:

“Fiquei toda roxa, com olho roxo e tudo”, contou, após admitir que estava de ‘vestido curtinho’ e tinha ficado ‘ruim’ e ‘bêbada’ numa festa. Em outra escuta, feita em 20 de janeiro, Danúbia conta a amiga que brigou com Nem e apanhou dele.

O Tribunal de Justiça pediu, e a Justiça Federal aceitou: Nem, Coelho e Valquir Garcia dos Santos, o Carré, deverão ser transferidos neste fim de semana para o Presídio Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Bandido mais procurado do Rio é preso
Nem foi preso durante operação do Batalhão de Choque, em frente ao Clube Piraquê, na Lagoa, na Zona Sul do Rio, no início da madrugada do último dia 10. O cerco aconteceu quando policiais, nas proximidades de um dos acessos a Rocinha, na Estrada da Gávea, desconfiaram de um veículo. Após abordagem, os ocupantes do carro afirmaram que eram de um consulado e, diante da insistência dos policiais em revistar o veículo, ofereceram dinheiro aos agentes. Após recusa por parte dos policiais militares, a busca no carro foi feita e Nem foi encontrado dentro do porta-malas de um Corolla preto.

Poucas horas antes, um "bonde" com traficantes, escoltado por três policiais civil, um policial militar reformado e um ex-PM, foi detido próximo ao Jóquei da Gávea, também Zona Sul da cidade. A ação foi conduzida por homens Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). Os traficantes presos na ação são: Anderson Rosa Mendonça, o Coelho, apontado como chefe do tráfico no Morro do São Carlos, no Estácio; Sandro Luis de Paula Amorim, o Peixe, um dos líderes do tráfico na mesma comunidade; Paulo Roberto Lima da Luz, o Paulinho; Varquir Garcia dos Santos, o Carré, e Sandro Oliveira.

Fonte O Dia / IG http://odia.ig.com.br/portal/rio/html/2011/11/nem_e_transferido_para_o_mato_grosso_do_sul_sob_forte_escolta_207239.html

domingo, 30 de outubro de 2011

MILÍCIAS NO BR - Milícias se alastram por pelo menos 11 estados

Cássio Bruno (cassio.bruno@oglobo.com.br)

RIO - A população do Rio de Janeiro não é a única refém das milícias. Em pelo menos 11 estados brasileiros, há ações de grupos paramilitares armados e chefiados por agentes públicos da área de segurança, de acordo com levantamento feito pelo GLOBO, nas duas últimas semanas, com base em dados fornecidos por Ministérios Públicos e Ouvidorias de Polícia. Os milicianos atuam em territórios urbanos e rurais, onde impõem lei própria e serviços econômicos, além de se envolverem em assassinatos. Em alguns casos, como na Bahia, há suspeita de envolvimento de políticos.

As milícias estão organizadas na Paraíba, no Espírito Santo, no Ceará, em Mato Grosso do Sul, no Pará, em Pernambuco, em Alagoas, no Piauí, em Minas Gerais e em São Paulo, além da Bahia e do Rio. Os grupos agem com características diferentes em cada estado. O discurso para controlar as comunidades é parecido: eles extorquem dinheiro de moradores e comerciantes para oferecer segurança privada ilegal. Em troca da proteção, os milicianos prometem expulsar ou matar traficantes.

Um dos casos mais graves está em Salvador. Investigações do Ministério Público apontam que milicianos têm controle de 12 bairros do subúrbio da capital, entre eles Águas Claras, Fazenda Grande do Retiro e Cosme de Faria. Eles exploram o transporte alternativo e a distribuição de serviços de internet, de TV a cabo e de gás. O modo de operar é semelhante ao de grupos paramilitares do Rio. Vereadores, com base eleitoral na região, estão na mira dos promotores. Segundo o MP, os parlamentares estariam se beneficiando das milícias em eleições.

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/10/29/milicias-se-alastram-por-pelo-menos-11-estados-925699563.asp#ixzz1cFqzAiq3

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

CORRUPÇÃO - Desde 2008, 274 prefeitos foram cassados no país

Publicada em 09/10/2011 às 23h01m
Marcelo Remígio (marcelo.remigio@oglobo.com.br)
 
O governo terminou mais cedo para 274 dos 5.563 prefeitos eleitos ou reeleitos nas últimas eleições municipais, o que representa 4,9% do total. Entre 2005 e 2008 - período do mandato anterior -, o total de gestores cassados tinha chegado a 296. A expectativa é que a marca seja ultrapassada nesta legislatura, até dezembro do ano que vem, quando terminarão os governos. Levantamento promovido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que 38,1% dos casos foram motivados por ações de improbidade administrativa e, em 36,9% deles, por infrações à legislação eleitoral. Os estados de Piauí - o campeão, com 50 cassados -, Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso lideram o ranking da troca de cadeiras.

INFOGRÁFICO: As perdas de mandato pelo país

LEIA MAIS: Ex-prefeito de cidade no Piauí teria construído poço com dinheiro público

Parte dos políticos que perderam o mandato e ficaram inelegíveis se mantém na corda bamba, com uma sucessão de decisões judiciais que garantem a permanência nas prefeituras. A maioria das ações que levaram às cassações foi motivada por desvios de verbas e falta de comprovação do uso do dinheiro público. Há ainda prefeitos reeleitos que tiveram contas do mandato anterior reprovadas. Em processos envolvendo campanhas eleitorais, as principais razões para a perda de mandato são a compra de votos, irregularidades na prestação de contas e uso indevido de meios de comunicação.

Professor de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), João Paulo Peixoto aponta duas razões para o número alto de cassações no país:

- Há uma combinação de despreparo com mau uso do dinheiro público. Profissionais com o perfil de gestores fogem da política porque a população tem uma imagem ruim dos políticos. Pessoas despreparadas que se elegem acabam formando equipes de trabalho fracas, com indicações políticas e pessoais, sem critério técnico - afirma o professor.

Ao analisar os números, o presidente da Confederação Nacional de Municípios, Paulo Ziulkoski, chega a uma previsão pessimista.

- A tendência é aumentar o número de cassações até 2012. Nem sempre um bom profissional de mercado consegue ser um bom prefeito. O despreparo para a função é grande. A fiscalização também aumentou, e a imprensa tem colaborado com o monitoramento - diz Ziulkoski.

Entre os estados que mais cassaram prefeitos, a Bahia aumentou, recentemente, a lista de afastados. Ioná Queiroz (PT), de Camamu; Sílvio Ataliba (PT), de Maragojipe; e Eranita Brito (PMDB), de Madre Deus, foram afastados. O número de cassados chega a 32, dos quais 26 conseguiram recursos judiciais mantendo os mandatos. Ioná foi acusada de compra de votos; Ataliba - reconduzido ao cargo por uma liminar -, de admitir funcionários sem concurso; e Eranita, de abuso de poder econômico e político.

Já em Tocantins, nos últimos dois anos foram propostas 108 ações pelo Ministério Público Federal e pelo MP estadual contra prefeitos e ex-prefeitos. Eles foram acusados de improbidade administrativa e mau uso de dinheiro público. Só o MPE denunciou 48 dos 139 prefeitos do estado por acusações que incluem desvio de verbas, funcionários fantasmas e empréstimos consignados fraudulentos. Enquanto o MPE tenta afastar os gestores, o MPF procura recuperar os danos aos cofres públicos, que já chegam a R$ 7 milhões.

- A maioria dos prefeitos pratica crimes contra o patrimônio público de maneira dolosa, consciente - disse Clenan Renaut de Melo Pereira, procurador-geral de Justiça de Tocantins.

Vinte e três dos 141 prefeitos eleitos em Mato Grosso em 2008 foram afastados ou cassados por corrupção ou fraudes eleitorais. Vinte deles tiveram problemas com o Tribunal Regional Eleitoral. Em dois dos maiores municípios do estado, prefeitos estão fora do cargo por conta de fraudes. Murilo Domingos (PR), de Várzea Grande, segunda maior cidade, foi afastado por ordem da Justiça. Ele é alvo de dez ações por improbidade administrativa. Domingos é acusado de contratar a ONG Abrassa (Associação Brasileira Profissionalizante, Cultural e de Preservação de Meio Ambiente) e repassar a ela servidores contratados e remunerados pela própria prefeitura. Assim, a ONG prestava serviço com funcionários que eram pagos pelos cofres públicos.

No vizinho Mato Grosso do Sul, dos 78 prefeitos, três perderam os cargos. De acordo com o MPE, foram instauradas 67 ações civis públicas contra gestores e que podem resultar em novas cassações.

O Rio de Janeiro soma nove casos de cassação, sendo que, em seis processos - Guapimirim, Itaguaí, Campos, Cabo Frio, Valença e Seropédica -, os prefeitos conseguiram na Justiça a permanência nos cargos. Foram cassados os prefeitos de Mangaratiba, Carapebus e Magé. Em São Paulo, dez prefeitos foram cassados. Oito prefeitos são investigados por uso indevido de verba pública. O Paraná registra 13 cassações, sendo quatro por improbidade. Santa Catarina também teve 13 gestores afastados - dois permanecem por causa de liminares -, e o Rio Grande do Sul, seis.

COLABORARAM Marcelle Ribeiro (SP), Agência A Tarde (BA), Graziela Guardiola (TO), Paulo Yafusso (MS), Anselmo Carvalho Pinto (MT), Juraci Perboni (SC) e Marcus Vinicius Gomes (PR)

Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/10/09/desde-2008-274-prefeitos-foram-cassados-no-pais-925542328.asp#ixzz1aNSN6YFB 


segunda-feira, 5 de abril de 2010

DENÚNCIA - No MS, em três anos 270 mil hectares viram carvão


deu na Folha
Valor equivale a duas vezes o território da cidade de SP em matas do Pantanal 

Estimativa foi feita pelo Ibama; para ambientalista, produção de carvão vegetal na região serve para bancar a abertura de mais pastos

A produção de carvão vegetal para a indústria siderúrgica fez desaparecer nos últimos três anos cerca de 270 mil hectares de matas nativas do Pantanal de Mato Grosso do Sul, o que equivale a duas vezes o território da cidade de São Paulo.
A estimativa foi feita pelo Ibama no Estado e levou em conta a demanda utilizada pelas indústrias no período e as informações sobre movimentação de cargas contidas nas guias do DOF (Documento de Origem Florestal).
"O avanço das carvoarias sobre as matas nativas, legalmente ou não, é uma séria ameaça à sobrevivência do Pantanal", afirma o superintendente do Ibama-MS, David Lourenço.
Entre 2007 e 2009, segundo o Ibama, Mato Grosso do Sul movimentou 8,6 milhões de metros cúbicos de carvão vegetal -a conta inclui o carvão importado do Paraguai. O auge foi o ano de 2007, com 4,5 milhões de metros cúbicos.
Em 2009, diz o Ibama, houve queda significativa na produção: 1,2 milhão de metros cúbicos. O órgão atribui o resultado à crise internacional e ao aumento na fiscalização


 


 

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Helicóptero da Aeronáutica cai em cima de carros estacionados em hospital de Campo Grande (MS)

Cinco ocupantes do aparelho não se feriram 

Do Portal MS Record, com R7

Gil de Fran/Picarelli com Você/TV MS Record 
Foto por Gil de Fran/Picarelli com Você/TV MS Record
Helicóptero da FAB destruiu carros em estacionamento de shopping
Um helicóptero da FAB (Força Aérea Brasileira) de prefixo 8689 com cinco militares a bordo caiu em cima de dois carros no estacionamento do Hospital Rosa Pedrossian em Campo Grande (MS).
Informações preliminares apontam que o helicóptero do esquadrão Pelicano caiu sobre um Fiat Uno e um Corsa que estavam estacionados no pátio do hospital. Os cinco militares não tiveram ferimentos, estão bem e se não quiseram dar entrevistas.
Até por volta das 13h o helicóptero permanecia tombado sobre os carros. Os militares vieram a Campo Grande buscar um órgão que seria transplantado. A área permanecia isolada até por volta das 13h. Procurada por volta das 15h30, a Aeronáutica informou que ainda não tinha detalhes a respeito.
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(Foto: Gil de Fran/Picarelli com Você/TV MS Record)

domingo, 17 de janeiro de 2010

Personagem do Dia - Delcídio Amaral

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Delcídio do Amaral Gómez (Corumbá, 8 de fevereiro de 1955) é um político brasileiro.

Engenheiro eletricista, participou da construção e montagem da Usina de Tucuruí, no Pará.

Depois de viver dois anos na Europa, trabalhando para a Shell, Delcído Amaral voltou ao Brasil. Foi diretor da Eletrosul em 1991, responsável pelo planejamento energético da região sul.

Em março de 1994 ocupou a secretaria executiva do Ministério das Minas e Energia, onde permaneceu até setembro. No final do governo Itamar Franco foi ministro de Minas e Energia, de setembro de 1994 a janeiro de 1995.

Fez parte da diretoria de Gás e Energia da Petrobrás durante o Escândalo do apagão, a crise de energia de 2000/2001.

Apoiado pelo então governador do Mato Grosso do Sul, Zeca do PT, elegeu-se ao Senado em 2002.

Em 2005 ganhou projeção nacional ao presidir a CPMI dos Correios que apurou o mensalão. Disputou o governo de Mato Grosso do Sul em 2006 mas foi derrotado já no primeiro turno para André Puccinelli.

No mês de agosto do ano de 2009, o senador Delcídio Amaral votou pelo arquivamento das ações contra o ex-presidente José Sarney, numa reunião do Conselho de Ética, sendo esta uma determinação de seu partido, o PT.







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