Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

PIAUÍ - Sete prefeitos são presos acusados de desviar R$ 20 bi


Recursos eram para compra de remédios e merenda escolar no Piauí
Efrém Ribeiro, O Globo
A Polícia Federal do Piauí prendeu ontem sete prefeitos e dois ex-prefeitos do interior do Piauí e o presidente do Instituto de Assistência e Extensão Rural (Emater) do governo do estado, Francisco Donato de Araújo, o Chico Filho. Todos são acusados de desvio de cerca de R$ 20 milhões de recursos para a compra de medicamentos, além de merenda e material escolar.
O dinheiro era do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Fundo de Desenvolvimento da Educação Fundamental (Fundeb). Os prefeitos teriam usado notas frias para simular compras de produtos.
A operação foi realizada em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal. Ao todo, 325 agentes da Polícia Federal prenderam 30 pessoas, entre eles um advogado, servidores públicos, assessores, empresários, lobistas, secretários de Saúde e Educação. Foram cumpridos 84 mandados de busca e apreensão em 12 municípios.
Leia mais em O Globo

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Polícia Federal prende prefeitos do Piauí por venda de notas frias


Uma operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta quarta-feira prendeu prefeitos e servidores de cidades do Piauí.
Com a participação da a Controladoria-Geral da União e Ministério Público Federal, a Operação Geleira investiga uma suposta rede especializada na venda de notas fiscais frias para desvio de recursos públicos de prefeituras do interior do Piauí.
Também foram presos empresários de 33 empresas que, segundo a PF, estão ligadas ao esquema.
A operação contou com a participação de 325 policiais federais e 29 servidores da CGU, que cumpriram 30 mandados de prisão e 84 mandados de busca e apreensão.
O desvio de dinheiro púbico pode ter chegado a R$ 3,7 milhões, de acordo com a CGU.
Ainda segundo a GCU, o grupo desviava recursos federais transferidos para programas de educação e saúde. Os primeiros indícios do esquema surgiram em 2008.
A atuação do grupo foi identificada em 21 cidades --Uruçuí, Elizeu Martins, Landri Sales, São Raimundo Nonato, Ribeira do Piauí, Dirceu Arco Verde, Várzea Branca, Assunção do Piauí, Caracol, Oeiras, Coivaras, Palmeirais, Porto, Santa Luz, Alto Longa, Castelo, Fronteiras, Matias Olimpio, Nossa Senhora dos Remédios, São Lourenço e Curral Novo.
Os nomes dos prefeitos presos e de outros investigados não foram divulgados

segunda-feira, 1 de março de 2010

Um assalto aos cofres públicos

deu no O Globo

OAB protesta contra irregularidades no MPF do Piauí

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) classificou ontem como "estarrecedor e um verdadeiro assalto aos cofres públicos" o número de irregularidades cometidas por procuradores do Piauí, constatadas por uma inspeção do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A inspeção na Procuradoria Geral da Justiça do Piauí encontrou diversos problemas de mau uso de recursos públicos e sonegação de impostos.
Reportagem publicada pelo GLOBO na sexta-feira revelou que, entre as irregularidades na Procuradoria Geral, havia estagiários ganhando mais de R$ 5 mil por mês e procuradores com salários de mais de R$ 61 mil, além de sonegação de Imposto de Renda por procuradores, promotores e funcionários e fraudes em licitações. Corregedores do CNMP também descobriram que um prédio anexo ao do MP piauiense foi comprado sem concorrência pública.
Entre 2005 e 2008, o MP do Piauí pagou aos seus integrantes, além dos salários, jetons de R$ 2 mil a R$ 3 mil por participação em reuniões, além de gratificações entre R$ 1 mil e R$ 9 mil por mês. Segundo o CNMP, as folhas de pagamento do órgão jamais foram enviadas ao Tribunal de Contas do Estado.
Presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante elogiou o CNPM, responsável pelo controle externo do Ministério Público, e disse que a Ordem cobrará a punição dos envolvidos e o ressarcimento do dinheiro gasto irregularmente.