Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sábado, 14 de janeiro de 2012

CRISE NA EUROPA - Com rebaixamento de europeus, otimismo do mercado deve ser reduzido

Efeito não será duradouro, porque rebaixamento já estava previsto

Por
Paulo Justus
SÃO PAULO - O rebaixamento do rating soberano da França e de outros oito países europeus pela Standard & Poor’s (S&P) deve arrefecer o otimismo moderado que predominava desde o início do ano nos mercados financeiros, sustentado pelas boas notícias sobre o desempenho da economia americana e pelas rolagens bem-sucedidas das dívidas de Espanha e Itália. Para economistas, as revisões para baixo das notas de economias centrais da Europa devem trazer de volta volatilidade aos mercados de capitais a curto prazo. Num primeiro momento, porém, terão pouco efeito sobre o desempenho da economia real. Para o Brasil, assim como as demais economias emergentes, essa volatilidade pode se traduzir em variações fortes nas bolsas e na taxa de câmbio.

— O efeito deve ser temporário, como ocorreu no rebaixamento dos Estados Unidos: houve turbulência de curto prazo, na bolsa e no dólar, mas depois reverteu. O contágio disso no investimento estrangeiro e na captação das empresas no exterior vai depender de uma ruptura — disse Silvio Campos Neto, da Tendências.  

Sinais positivos podem prevalecer, diz analista
Para Jayme Carvalho, economista e estrategista do Santander Private Banking, boa parte dos rebaixamentos anunciados ontem já estava embutida nas avaliações do mercado. Segundo ele, decisões como as da S&P reduzem o otimismo, mas não devem mudar o rumo dos mercados, que apontavam para uma recuperação desde o início do ano:

— O rebaixamento joga um pouco de água fria, mas não é suficiente para esfriar o otimismo a curto prazo.

O economista cita a divulgação dos dados do Livro Bege do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), que na quinta-feira mostrou um aumento da confiança do consumidor americano. Na economia brasileira, continuou, os sinais recentes também são positivos. Segundo ele, tudo indica que o ponto mais baixo do crescimento já passou e que a criação de emprego continuará em alta.

Por esses motivos, Carvalho disse não acreditar sequer que se chegue a ter um período de volatilidade, como o que ocorreu depois do rebaixamento da dívida dos EUA. Naquela ocasião, lembrou, o mercado foi pego de surpresa pela notícia, o que não ocorreu agora, já que os investidores já estavam exigindo um prêmio maior do que o condizente com o rating pelos títulos de países como Itália e França.

— Só algo mais grave afetaria a nossa economia. Num primeiro momento, o rebaixamento mexe com o câmbio, com alguma depreciação e fuga de recursos para os EUA, mas nada muito mais grave do que isso, por enquanto — concordou Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados



Fonte Jornal O Globo http://oglobo.globo.com/economia/com-rebaixamento-de-europeus-otimismo-do-mercado-deve-ser-reduzido-3666193#ixzz1jQNTg9oq

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

FRAUDE - Ex-executivos da Vivendi são condenados


A justiça francesa condenou ontem a três anos prisão --que podem ser cumpridos em liberdade condicional-- e multa de 150 mil euros o ex-presidente do grupo de comunicação Vivendi Universal, Jean-Marie Messier.
Ele foi acusado de apropriação indébita de recursos e divulgar informações enganosas a investidores.
Messier esteve à frente da empresa entre 1996 e 2002, período no qual as ações da companhia perderam quase 80% do valor devido à divida de bilhões de dólares contraída para fazer aquisições, incluindo a Universal.
O advogado de Messier avisou que vai recorrer da sentença.
O tribunal também condenou o ex-vice-presidente do grupo, Edgar Bronfman Jr, a 15 meses de prisão --que poderão ser cumpridos em liberdade condiciona-- e multa de 5 milhões de euros por ter feito operações no mercado com informações privilegiadas.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

FRANÇA - Mansão na França é reaberta após 100 anos


   Uma mansão na cidade de Moulin, no centro da França, foi aberta à visitação após 100 anos fechada.
A casa, que abriga uma coleção de obras de arte e peças valiosas, pertencia a Louis Mantin, um rico francês que determinou em seu que o local fosse transformado em um museu um século após a sua morte.
Louis Mantin nunca se casou e não teve nenhum filho.

domingo, 4 de abril de 2010

CARROS - Jaguar rompe tradição e entra na era esporte do XJ #car

FELIPE NÓBREGA
enviado especial da Folha a Versalhes (França)

Para os gregos antigos, o tempo não era medido pela contagem dos dias. Só um acontecimento especial computava a passagem de um período.
Da mesma forma, é possível dizer que o antigo Jaguar XJ ficou estacionado no tempo desde 1968, quando revolucionou o segmento de sedãs de luxo com seu estilo arrebatador. Perdurou por décadas e virou, depois, seu próprio fardo.
Já a novíssima geração do XJ, prometida para desembarcar no Brasil em agosto, resgata a ousadia do modelo original.
Mas, agora, recorre ao charme do Maserati Quattroporte e ao refinamento do Bentley para ressuscitar a sua lista de pretendentes. Sonha até com a do Porsche Panamera, outro automóvel de mais de R$ 500 mil.
Em um test-drive pelos arredores de Versalhes, o novo XJ mostra que a sua construção em alumínio lhe dá a pitada de leveza que falta ao dinâmico BMW 750i, outro que adota a boa e velha tração traseira.
É ela que, no Jaguar, dá vida aos 510 cv do motor 5.0 V8 com compressor e leva o sedã aos 100 km/h em 4,9s, diz a fábrica.
Nem é preciso tanta ligeireza. Não há nada melhor no sedã do que as poltronas de couro costuradas à mão e com ventilação interna. Mas só os bancos frontais fazem massagem.

LCD
Tudo bem que o Mercedes Classe S também oferece o mimo e ainda "percebe" quando o motorista está com sono. Mas é o Jaguar quem traz o painel de instrumentos em LCD.
Dá até para trocar a projeção do conta-giros pela do visor do ACC (controlador de distância em relação ao carro da frente).
Outro item que antigos donos de XJ vão estranhar é o seletor do câmbio automático de seis marchas. Em vez de alavanca, há um botão giratório.
"High-tech" mesmo é a tela "touch screen" no console central. Ela projeta simultaneamente imagens distintas para o motorista e para o passageiro.
Enquanto um vê --nitidamente-- os mapas do GPS, o outro consegue assistir, por exemplo, a um filme em DVD.
Sinal de que o aristocrata inglês já avança hoje por meio de bits indianos do grupo Tata.
O jornalista viajou a convite da Jaguar, que cedeu o XJ para avaliação


 


 

segunda-feira, 1 de março de 2010

Tempestade Xynthia mata 53 na Europa

France Presse
Publicação: 28/02/2010 21:09
 
PARIS - A tempestade Xynthia, que varre a Europa ocidental, já matou 53 pessoas, sendo 45 na França, além de provocar graves inundações e cortes de eletricidade.
Na França, o fenômeno já deixou entre 45 e 50 mortos, segundo um levantamento provisório do ministério do Interior sobre a tormenta mais severa a atingir o país desde dezembro de 1999, quando outra tempestade provocou 92 óbitos.
O primeiro-ministro francês, François Fillon, qualificou a situação de "catástrofe nacional" e estimou que o pleno restabelecimento da eletricidade exigirá "vários días", após uma reunião de crise com vários ministros neste domingo. O presidente Nicolas Sarkozy pediu ao governo "que atue sem demora para que as medidas de solidariedade nacional possam chegar rapidamente".
As autoridades francesas pediram à União Europeia uma liberação especial do fundo de solidariedade para ajudar o país a enfrentar os estragos provocados por Xynthia.
Na manhã de hoje, mais de um milhão de residências estavam sem eletricidade, mas no final da tarde o serviço foi restabelecido em cerca de 500 mil lares, segundo a distribuidora da empresa pública EDF.
O departamento mais afetado foi o de Vendée (oeste), onde morreram mais de 30 pessoas, segundo a prefeitura local. Em várias localidades, telhados das casas desabaram, residências foram inundadas e pessoas procuravam as autoridades a procura de parentes desaparecidos.
No departamento vizinho de Charente-Maritime faleceram seis pessoas, incluindo um menino de dez anos.
O presidente Sarkozy já anunciou que visitará os dois departamentos.
No Loire Atlântico (oeste), duas pessoas morreram, e no departamento de Yonne (centro), um homem faleceu atingido por uma viga que se soltou com o vento. Mais duas vítimas fatais foram registradas em Oloron-Sainte-Marie, nos Pirineus Atlânticos (sudoeste), intoxicadas com os gases de um gerador elétrico que tentavam ligar depois que o fornecimento de energia foi cortado.
Violentas inundações foram registradas no litoral ao sul do porto de La Rochelle, onde muitos moradores se refugiaram no telhado de suas casas devido ao nível da água.
Em Paris, todos os parques e cemitérios foram fechados por precaução. A sudoeste da capital, no parque do Palácio de Versailles, o vento derrubou cerca de 30 árvores.
A Air France anunciou o cancelamento de 200 voos que partiriam ou chegariam neste domingo ao aeroporto Roissy-Charles de Gaulle. Além disso, 1.200 caminhões pesados foram bloqueados em várias estradas, principalmente no sudoeste da França, devido ao fechamento das passagens para a Espanha por causa do mau tempo.
Na Alemanha, um homem morreu e sua mulher ficou ferida quando uma árvore caiu sobre o carro do casal na região da Floresta Negra (sudoeste). Uma mulher que corria também faleceu, na queda de uma árvore, na região de Bergheim, na Renânia do Norte-Westfalia. Também na Alemanha, a tempestade matou um homem de 69 anos a oeste de Frankfurt.
Na Bélgica, um homem foi morto pela queda de uma árvore em Jodoigne, na região de Bruxelas. A tempestade, que se formou no Oceano Atlântico, chegou no sábado ao litoral português com menos violência que o previsto, mas provocou uma vítima: uma criança, que morreu na queda de uma árvore em Paredes (noroeste).
Na Espanha, a tempestade Xynthia deixou três mortos. Uma mulher de 82 anos faleceu no sábado ao cair de um muro na localidade de Vilar de Barrio, na Galícia (noroeste), enquanto dois homens, de 51 e 41 anos, morreram na província de Burgos após bater de carro contra uma árvore que caiu na estrada.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Suecos e americanos também oferecem desconto nos caças

da Folha Online
Hoje na Folha As empresas sueca e americana que disputam o fornecimento dos novos caças da FAB (Força Aérea Brasileira) reclamam o direito de oferecer novos preços para seus aviões, informa Igor Gielow em reportagem publicada nesta sexta-feira na Folha (íntegra disponível somente para assinantes do jornal ou do UOL).
Os concorrentes ficaram surpresos com a negociação direta do governo brasileiro com a francesa Dassault, conforme revelado ontem pela colunista Eliane Catanhêde, da Folha. Segundo a reportagem, a Dassault baixou em US$ 2 bilhões a oferta pelo pacote de seu caça, o Rafale.
Na reportagem de hoje, o diretor da sueca Saab no Brasil, Bengt Janér, diz que está disposto a oferecer um preço mais baixo pelo caça Gripen NG, escolhido na avaliação técnica da FAB por ser mais barato, além de transferência de tecnologia.
Já o representante da norte-americana Boeing, Mike Coggins, reclamou de não ter tido a mesma oportunidade de apresentar um preço melhor pelo F-18 Super Hornet.
Ontem, o novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, também saiu em defesa da Boeing, que segundo ele ainda está no páreo para vender 36 aviões caças à FAB.
Em nota divulgada ontem, o Ministério da Defesa afirma que ainda não concluiu a análise sobre os 36 aviões caças que serão adquiridos pelo governo federal. O ministério admite, porém, que vai levar em conta no momento da escolha não somente critérios técnicos, mas "informações enviadas pelos governos interessados e pelos proponentes".
"Desde 06 de janeiro, realizam-se, por órgãos competentes do Ministério da Defesa, análises dos aspectos políticos, estratégicos e financeiros do referido pacote tecnológico. Tais análises têm como parâmetro a Estratégia Nacional de Defesa, aprovada em dezembro de 2008. O Ministério da Defesa levará em consideração, também, outras informações enviadas pelos governos interessados e pelos proponentes", diz a nota.
Segundo o Ministério da Defesa, o ministro Nelson Jobim vai submeter as conclusões sobre a compra dos caças ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Editoria de Arte/Folha Imagem
Leia a coluna completa na Folha desta sexta-feira, que já está nas bancas.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Em nota, FAB diz que não recebeu comunicação sobre compra de caças

Lula escolheu caça francês após revisão de preço, disse jornal.
Concorrência também tem propostas dos EUA e da Suécia.
Do G1, em Brasília

Em nota emitida nesta quinta-feira (4), o comando da Força Aérea Brasileira (FAB) afirma não ter recebido "qualquer comunicação oficial" sobre a suposta compra dos caças franceses pelo governo brasileiro.

Reportagem publicada nesta quinta pelo jornal "Folha de S. Paulo" afirma que, depois de uma queda de quase R$ 4 bilhões no valor do pacote de 36 caças, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, optaram pela proposta francesa na negociação de novos aviões para a FAB.


Segundo a publicação, a fabricante Dassault reduziu o preço final dos caças Rafale de US$ 8,2 bilhões (R$ 15,1 bilhões) para US$ 6,2 bilhões (R$ 11,4 bilhões) depois de uma revisão concluída no sábado (30), quando Jobim passou por Paris na volta de uma viagem a Israel. Mesmo com a redução, diz o jornal, a proposta francesa ainda tem valor maior qua a das concorrentes (US$ 4,5 bilhões da sueca Saab e US$ 5,7 bilhões da americana Boeing).

Em setembro de 2009,  Lula e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, emitiram comunicado conjunto em que anunciavam a intenção da parte do governo brasileiro de entrar em negociação para aquisição de 36 caças GIE Rafale. Os dois também assinaram acordos para o desenvolvimento compartilhado de submarinos e helicópteros. 



À época, para convencer o Brasil, a França aceitou em sua oferta uma transferência tecnológica considerada sem precedentes por Paris. Apesar do comunicado,  nenhuma outra proposta havia sido oficialmente excluída da concorrência.

Em janeiro de 2010, Lula disse  que a escolha dos caças não é uma questão comercial comum e que leva em conta outros fatores que o custo das aeronaves. Ele disse, ainda, que mantinha-se calado sobre essa questão porque era ele quem decidiria no final.

“O único que ficou em silêncio até agora fui eu. E fiquei em silêncio porque sou eu que tenho o poder de decidir. E quem tem o poder de decidir tem mais responsabilidade, não fala o que quer, fala o que pode”, disse o presidente.

Na ocasião, Lula afirmou ainda que conversou com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e pediu que ele apresentasse um relatório sobre os três aviões que disputam a concorrência para atender a Força Aérea Brasileira (FAB).

“Quando esse relatório for apresentado pelo ministro Jobim a mim, tomarei a iniciativa de convocar o Conselho de Defesa, poderei tomar a iniciativa de fazer um debate no Congresso Nacional porque essa questão do caça não é uma questão comercial comum. Não é um acordo eminentemente econômico, que eu vou comprar um porque é mais barato ou vou comprar outro porque é isso”, argumentou.  Ele acrescentou, porém, que não deixaria a decisão para o próximo presidente.
 

Dassault diminui preço, e Lula escolhe caça francês



Valor do pacote de 36 caças cai quase R$ 4 bi, e governo bate o martelo pelo Rafale

Mesmo com redução, avião fabricado pela França custará quase 40% a mais do que o concorrente mais barato, o sueco Gripen

De Eliane Cantanhêde:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Nelson Jobim (Defesa) bateram o martelo a favor do caça francês Rafale. A decisão foi tomada depois que a fabricante, Dassault, reduziu de US$ 8,2 bilhões (R$ 15,1 bilhões) para US$ 6,2 bilhões (R$ 11,4 bilhões) o preço final do pacote de 36 aviões para a Força Aérea Brasileira.

Mesmo com a redução, os caças franceses têm preço muito superior ao dos concorrentes. Conforme a Folha apurou, a proposta do modelo Gripen NG, da sueca Saab, foi de US$ 4,5 bilhões, e a dos F-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing, de US$ 5,7 bilhões.

Além do custo do pacote, que inclui avião, armas, logística e custo de transferência tecnológica, a Dassault estimou que a manutenção dos aviões por 30 anos custará US$ 4 bilhões.

Os valores foram revistos após o presidente Lula anunciar antecipadamente a vitória do Rafale, em setembro.

O preço unitário, sempre uma estimativa, era então menor para todos os concorrentes porque o pacote não previa vantagens incluídas na renegociação -como o custo de a Embraer fabricar o caça futuramente.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

18o.Escândalo Brasileiro - A NEGOCIATA COM OS RAFALES: EIS O GRANDE ESCÂNDALO


Origem Reinaldo Azevedo - VEJA - 13/01/2010


Não fosse essa espécie de abdução coletiva a que estamos todos submetidos, com “O Cara” deitando e rolando sobre as instituições — e a moralidade pública — , o caso dos caças Rafale seria tratado como aquilo que é: UM ESCÂNDALO, talvez o maior do governo Lula. Não é assim porque eu quero. É assim porque é. A Índia abriu uma concorrência internacional para a compra — ATENÇÃO!!! — de 126 caças. Valor que se dispõe a pagar a Força Aérea Indiana: US$ 10 bilhões. Seis modelos participaram da primeira rodada de seleção: os americanos F 18 e F 16, o Eurofighter Typhoon, o russo MiG 35, o sueco Gripen NG e o Rafale. Só um caça foi descartado no começo da disputa: o Rafale. Justificativa: não cumpria os requisitos mínimos de desempenho técnico exigidos pela Força Aérea Indiana.

Como vocês sabem, o Rafale é o caça que Lula decidiu comprar ao arrepio da recomendação da Aeronáutica, que é quem entende da área no Brasil. Lula, o Homem com o Isopor na Cabeça, é especialista em outros assuntos. Muitos indagarão: “Mas o escândalo está em ter a Força Aérea da Índia rejeitado o Rafale, que Lula quer comprar?” Não! Já contei onde está. É que a abdução em curso está nos impedindo de ver as coisas com a rapidez necessária. Já chego lá. Antes, algumas outras considerações. Ah, sim: depois de ler este post, você pode obter mais detalhes na concorrência indiana no site India Defence. Sigamos.

Enquanto o Rafale esteva na concorrência, Nicolas Sarkozy, o camelô de aviões e marido de Carla Bruni, fez o mesmíssimo lobby que vem fazendo no Brasil. A diferença é que, na Índia, a avaliação é realmente técnica. Por lá, não basta apenas adular o imperador absolutista, dispensar-lhe rapapés, elegê-lo “o homem do ano”, para embolsar alguns bilhões. Desde o começo da concorrência, informam os sites indianos que trataram do assunto, o Rafale era considerado a pior alternativa entre — atenção! — SETE MODELOS.

A chamada grande imprensa, que a canalha petralha acusa de ser “antigovernista” (podem rolar de rir), se interessou pelo assunto? Que eu tenha achado, só o Estadão Online publicou um despacho da Reuters no dia 16 de abril de ano passado. Depois o assunto sumiu. Como vocês sabem, a Força Aérea Brasileira também não quer o Rafale. Entre os três caças que avaliou, preferiu o sueco Gripen NG. Em segundo lugar, ficou o F-18. Em último, o avião francês. Como reagiu o governo do Homem do Ano do Le Monde? Considerou a hipótese de punir o que chamou de “vazamento” do relatório. Onde já se viu a Aeronáutica ficar se metendo com caças?

Celso Amorim, um gigante da filosofia, ainda maior por dentro do que por fora, deu-se a especulações metafísicas: “Às vezes, o barato sai caro”. Samuel Pinheiro Guimarães, o chefe da banda antiamericana do governo e da Sealopra, indagou se a gente compra um carro só pensando no preço… A mediocridade dessa gente é espantosa, especialmente quando tenta mimetizar Lula nas suas filosofadas e metáforas. O que, nele, aspira a um saber popular revela-se pelo que é na boca dos doutores: BOÇALIDADE PURA E SIMPLES.

E o escândalo, além do fato de que Lula anunciou o vitorioso quando a avaliação estava em curso??? Vamos lá. A Dassault, que fabrica os Rafales, se ofereceu para vender 126 caças à Índia por US$ 10 bilhões. Preço médio de cada avião: US$ 79.365.079,36. O Brasil está disposto a pagar R$ 10 bilhões por 36 aviões — ou US$ 5.681.818.181. Dividindo-se esse valor em dólar pelo número de aparelhos, chega-se ao custo unitário: US$ 157.828.282,82. Cada Rafale para o Brasil custa quase o que o dobro do que custaria para a Índia. Atenção: ESTAMOS FALANDO DO MESMO MODELO DE AVIÃO E DE CONCORRÊNCIAS FEITAS AO MESMO TEMPO.

Agora entendo o que o sr. Samuel Pinheiro Guimarães quer dizer quando afirma que a gente não compra um carro só pelo preço. No caso, parece que se compra também para agradar o fornecedor, não é mesmo? Que, sei lá, se não tiver o coração tão duro quanto o do faraó, dá ao menos um chaveiro de presente ao comprador. Já quanto a Amorim, o que pensar? Nem uma antítese tornada um clichê popular resiste a este monumento, logo involuindo para a tautologia: O CARO SAI CARO!

É incrível que um dos maiores negócios do governo Lula, com jeito, história e números de negociata, se faça sob o silêncio cúmplice de boa parte da imprensa e, como não poderia deixar de ser, da oposição.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Relatório da FAB não terá ranking de caças







Deu em O Estado de S. Paulo :

Versão final de parecer a ser entregue para Jobim fica sem 'hierarquização' que indicava preferência pelo Gripen

De Vera Rosa e Eugênia Lopes:

O relatório técnico que o Comando da Aeronáutica apresentará ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, com a avaliação dos modelos de caças para a renovação da frota da Força Aérea Brasileira (FAB), não vai conter uma "hierarquização" das propostas internacionais.

A FAB iria recomendar o Gripen NG, da empresa sueca Saab, mas foi pressionada pelo governo e não entrará no mérito de qual a melhor opção para o projeto FX-2, que prevê a compra de 36 caças.

A versão final do relatório já havia sido "reexaminada", para cortar do texto o ranking das propostas, quando o documento foi publicado pelo jornal Folha de S. Paulo.

O novo texto deverá ser apresentado a Jobim na próxima semana. O vazamento foi interpretado pelo Palácio do Planalto como uma derradeira tentativa da Aeronáutica de constranger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a optar pelo caça sueco, o mais barato entre os três concorrentes.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Aviões - Lula deve manter opção por Rafale

Deu em O Estado de S. Paulo:

Para presidente, compra dos 36 aviões é 'política e estratégica' para consolidar parceria entre Brasil e França

De Eugênia Lopes, Vera Rosa, Denise Chrispim Marin e Leonêncio Nossa:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende ignorar relatório do Comando da Aeronáutica que avaliou o caça Gripen NG, da empresa sueca Saab, como o melhor para a renovação da frota da Força Aérea Brasileira (FAB), informou um de seus mais próximos auxiliares.

Lula já manifestou a preferência pelo caça francês Rafale e tem repetido que a decisão sobre a compra dos 36 aviões é "política e estratégica" para consolidar a parceria entre o Brasil e a França.

O vazamento do relatório do Comando da Aeronáutica para o jornal Folha de S. Paulo - com a avaliação ainda parcial das propostas para o projeto FX-2, de renovação da frota da FAB - irritou Lula e provocou mal-estar no governo.

Auxiliares do presidente disseram que o documento já foi modificado e não faz um ranking das melhores propostas, apenas avalia tecnicamente itens como transferência de tecnologia e aspectos comerciais e logísticos.

Nota do Comando da Aeronáutica informou ontem que o relatório ainda não foi enviado ao Ministério da Defesa.

Leia mais em Lula deve ignorar parecer pró-caça sueco e manter opção por Rafale

De Patrícia Campos Mello, correspondente em Washington:

A Boeing divulgou comunicado ontem dizendo esperar "que a decisão final seja tomada com base nas propostas técnicas e estratégias prioritárias do governo brasileiro".

"Acreditamos firmemente que o Programa Super Hornet oferece ao Brasil segurança garantida, a expansão da indústria aeroespacial e valores estratégicos de longo prazo", disse a empresa.

"Ademais, a Força Aérea Brasileira publicou nota em seu website na qual confirma que o relatório final ainda não foi entregue ao Ministério da Defesa."Na avaliação técnica feita pela Aeronáutica, o Gripen NG, da sueca Saab, foi o mais bem avaliado e o F-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing, ficou em segundo. O Rafale, da francesa Dassault, ficou em terceiro e último lugar.

O "sumário executivo" do relatório da FAB, com as conclusões finais das mais de 30 mil páginas de dados, apontou o fator financeiro como decisivo para a classificação do caça sueco: o Gripen NG, até por ser monomotor e ainda em fase de projeto, é o mais barato dos três concorrentes finais.

Dassault Rafale




Dassault Rafale é um caça de dupla propulsão com asa em delta, altamente ágil, considerado de 4,5ª geração. A Dassault Aviation iniciou seu projeto na década de 80 a fim de substituir todos os Mirage 2000 da força aérea francesa, e esta sendo produzido tambem para a marinha francesa, para operar em porta-aviões. Também tem sido comercializado para exportação para diversos países.

O Rafale é um caça polivalente, sendo um caça-bombardeiro de amplo raio de ação, com 14 pontos duros ele pode carregar um excelente arsenal ar-ar ou ar-terra, ou também tanques extras o que aumenta ainda mais seu raio de ação. Os componentes aviônicos do caça são muito avançados, mas entre eles destaca-se o seu radar multi-funcional Thomson-CSF Detexis RBE-2 que opera junto ao sistema eletro-óptico avançado OSF (Optronique Secteur Frontal), que inclui câmeras infravermelhas FLIR, telemetria laser, etc...

Índice
1 Desenvolvimento
2 Custos
3 Cronograma
4 Aerodinâmica
5 Sistemas de Combate
6 Radar AESA
6.1 Características do Radar para a redução de assinatura
7 Cockpit
8 Variantes
9 Padrões
10 História Operacional
10.1 França
11 Exportação
12 Especificações
12.1 Características gerais
12.2 Desempenho
12.3 Armamento
12.4 Avionicos
13 Caças compativeis
14 Interessados em comprar
15 Operadores
16 Futuros operadores
17 Referências


Desenvolvimento
Em meados da década de 1970, tanto a Força Aérea Francesa (Armée de l'Air) quanto a Marinha (Aeronavale) tinham necessidade (da Marinha, sendo um pouco mais urgente) de encontrar uma nova geração de caças (principalmente para substituir o Jaguar SEPECAT e o F-8 Crusader e as suas necessidades eram suficientemente semelhantes para serem mescladas em um único projeto. Em 1983, a França adjudicou a Dassault um contrato para dois aviões de combate experimental (Avion de Combat eXpérimental - ACX). Nações européias, Alemanha, França, Itália, Espanha e Reino Unido acordaram em desenvolver conjuntamente um novo caça no início de 1980. No entanto, a discordância sobre o tamanho do caça e liderança do projeto levou a França e outras nações a se dividirem em 1985. França desenvolveu o Rafale, enquanto as outras nações envolvidas mais tarde desenvolveram o caça que seria nomeado de Eurofighter Typhoon.

O Rafale A foi lançado no final de 1985 e fez seu vôo inaugural em 4 de Julho de 1986. O motor SNECMA M88 estava sendo desenvolvido e não foi considerado suficientemente maduro para os ensaios iniciais do programa, de modo que o caça voou com o General Electric F404-GE-400 turbofan pós-combustão, usado no F/A-18 Hornet. Ordens de produção foram colocado em 1988.

Outros testes continuaram, incluindo toques de pouso e teste de vôo com motores M88, antes do RAFALE A ser aposentado em 1994. Embora o Rafale e a British Aerospace EAP foram amplamente comparável, quando o primeiro Eurofighter Typhoon fez seu vôo inaugural em março de 1994, apesar da série pré-Rafales ter realizado vôo-teste três anos atrás, incluindo ensaios portador (Rafale C01, Rafale M01, e Rafale B01 pela primeira vez em maio de 1991, dezembro de 1991, e abril de 1993, respectivamente).

Três versões do Rafale na ordem de produção inicial:

Rafale C (Monoposto) com assento para um piloto para a AdA (Armée de l'Air, Força Aérea Francesa).
Rafale B (Biposto) com assento para dois pilotos para a AdA.
Rafale M (Marinha) caça para porta-aviões, para a Aeronavale (Marinha Francesa).
O protótipo do Rafale C voou em 1991, o primeiro de dois protótipos Rafale M voou no final daquele ano. O protótipo do Rafale B voou no início de 1993, e o segundo protótipo do Rafale M voou mais tarde esse ano. Ensaios de catapulta foram inicialmente realizados entre 13 de julho e 23 de agosto de 1992 em NAS Lakehurst em Nova Jersey, E.U.A. e Patuxent NAS River, Maryland, E.U.A., como a França não tinha catapultas terrestre de ensaio. A Aeronavale, em seguida, realizou testes a bordo do porta-aviões FS Foch.

Inicialmente, o Rafale B era para ser apenas um caça de treinamento, mas a Guerra do Golfo e a experiência do Kosovo demonstrou que um segundo tripulante é inestimável em combate e missões de reconhecimento e, portanto, mais Rafales B foram encomendados, substituindo alguns Rafales C. 60% das aeronaves serão de dois lugares. Uma decisão semelhante foi feita pela Marinha, que inicialmente não tinha um avião bi-lugar, o programa, no entanto, foi interrompido.

A incerteza política e econômica significava que não era até 1999 que uma produção do Rafale M voava. A Marinha francesa, com um Rafale M, executou um toque no convés do porta-aviões USS John C. Stennis (CVN-74).


Rafale B e Rafale CForam esperados para as forças francesas, 294 Rafales: 234 para a Força Aérea e 60 para a Marinha. Até o momento 120 Rafales foram oficialmente encomendados. Estes estão a ser entregues em três lotes distintos, sendo o mais recente para dezembro de 2004, 59 Rafales.

A versão da marinha tem prioridade desde que a aeronave está substituindo os F-8 Crusaders, que são muito mais velhos. Serviço de entregas começaram em 2001 e do tipo "entrou em serviço", em 4 de dezembro de 2000, embora o primeiro esquadrão, Flotille 12 , não reformar efectivamente até 18 de Maio de 2001. A unidade iniciou-se no porta-aviões Charles de Gaulle em 2002, tornando-se plenamente operacional em 25 de Junho de 2004, após um prolongado opeval (avaliação operacional), que incluiu vôo limitado e as missões de escolta navio de apoio à Operação Liberdade Duradoura no Afeganistão.

A Armée de l'Air recebeu seus três primeiros Rafales B (para os padrões F2) no final de dezembro de 2004. Eles foram para o Centre d'Aériennes Expériences Militaires (CEAM), em Mont-de-Marsan para a avaliação operacional e de formação de conversão a pilotos associados.

Custos
O custo total do programa, a partir de 2008, é de cerca de € 39,6 bilhões de euros, que se traduz em uma unidade de custo do programa de cerca de € 138.5 milhões de euros. O preço unitário flyaway a partir de 2008 é de € 64 milhões de euros para a versão C (Força Aérea), e € 70 milhões de euros para a versão da Marinha.

Cronograma

Datas importantes do programa Rafale incluem:
1985 França formalmente retira-se do programa Eurofighter, comprometendo-se ao projeto Rafale.
1986, 4 de julho: Primeiro voo do Rafale A; dezembro: inicio do desenvolvimento de motores SNECMA M88.
1988, abril: primeira ordem assinada (para Rafale protótipo C).
1990, Fevereiro: testes de vôo do M88 começam.
1991, 19 de maio: O primeiro vôo da Armée de l'Air, protótipo de assento único (Rafale C); 12 de dezembro: O primeiro vôo do protótipo Aeronaval (Rafale M).
1992, Rafale M começa ensaios
1993, Março: Primeiro contrato para produção de aeronaves assinada. Abril: Início dos ensaios de porta-avião, compatibilidade com Foch. 30 de abril: Primeiro vôo do Armée de l'Air protótipo de assento duplo (Rafale B).
1995, Junho: Primeiro MICA lançado de um Rafale em modo auto guiada. Julho: sistema OSF e capacete montado vista/display instalado e testado. Setembro: Rafale M testado a bordo de porta-avião (série 4). Novembro: Primeiro vou sem parada de longo alcance do Rafale B01 (3.020 km em menos de 6 horas 30 minutos). Outubro: Série final de testes de terra, baseados em porta-avião do Rafale M nos E.U.A.. Dezembro: A primeira produção de montagem da fuselagem do modelo.
1996, Março: M88 motor "flightworthiness" qualificado. Abril: Produção suspenso, reiniciado em janeiro de 1997, após as reduções de custos. Maio: testes de baixo nível com banco de dados digital de terreno. Julho: espectros eletrônicos guerra testes do sistema de integração em câmara anecóica. Novembro: voo Spectra testados. Dezembro: As primeiras entregas da produção de motores standard.
1997 Fevereiro: Rafale B01 vôo testado na configuração pesado (2 Apache ASMs, três tanques de 2.000 litros, dois Magic e dois MICA AAMS). Maio: Primeiro disparo inercial guiado do MICA. Junho: o vôo de teste do sistema de contramedidas Spectra. Outubro: Primeiro radar RBE2 produção voou pela primeira vez. Novembro: acendimento inercial guiado de mísseis contra dois alvos, com aeronaves de vincular-mísseis, com contramedidas.
1998, Junho: Qualificação de MICA sistema de controle de incêndio. Proposta de capacidade operacional inicial avaliada pela Marinha e pilotos da Força Aérea voando Rafale B01 e aeronaves desenvolvimento M02. 24 de novembro: Primeiro vôo de produção Rafale (um Rafale B)
1999, Maio: Primeiro lançamento de teste do míssil de cruzeiro SCALP EG.. 6 de Julho: Primeira plataforma de desembarque Afgan Charles de Gaulle. 7 de julho: Primeiro vôo do Rafale M de produção.
2000 20 de julho: Primeiro Rafale M entregues Flotille 12F
2002 Rafale M entrou em serviço com 12F (Aeronaval, em avaliação)
2004 a entrada de serviço completo com 12F (Marinha); 9 de setembro: Primeira Meteor GHTM (General Handling Training Missiles) Ensaios transporte Rafale M da CEV Istres; Junho: dezembro: Três Rafale Bs entregue ao CEAM, Mont de Marsan
2005, 11 de setembro: ensaios Primeira Meteor GHTM transporte Rafale M do porta-avião Charles de Gaulle.
2006, Verão: Formação de CE 1 / 7, com 8-10 aeronaves
2007 a entrada de serviço completo (Força Aérea) esperado com EC7; Primeiro pouso do Rafale M em E.U.A porta-avião USS Enterprise.
2008 Rafale totalmente qualificado para padrão F3.

Aerodinâmica
Um protótipo Dassault RafaleO Rafale possui uma asa delta combinado com ativos integrados (monobloco) canard para maximizar a capacidade de manobra (resistir a 9 g ou -3 g), mantendo estabilidade em vôo, um máximo de 11 g pode ser confirmado em caso de emergência. O canard também reduz a velocidade de aterragem para 115 nós. De acordo com fontes internas (Les essais en vol du Rafale) Limite de velocidade baixa é de 100 kt 80 kt mas às vezes é demonstrado durante Airshows pelos pilotos dispostos a sublinhar qualidades de baixa velocidade da aeronave. "Um mínimo de 15 kt ter sido atingido durante simulado combate contra um Mirage 2000 por um piloto agressivo. ". O avião pode operar em pistas de 400 metros.

Sistemas de Combate
Armamentos complementares do RafaleO Rafale carrega um sistema eletrônico integrado de sobrevivência nomeado SPECTRA que possui um software baseado em tecnologia "stealth virtual". O sensor mais importante é o passivo RBE2 Thales óptica de radar multi-modo. Thales alega ter alcançado níveis sem precedentes de conhecimento da situação através da detecção precoce e acompanhamento de alvos aéreos múltiplos para combate próximo e intercepção de longo alcance, assim como a geração em tempo real de mapas tridimensionais do terreno seguinte e o tempo real de geração de mapas de alta resolução do terreno para a navegação e orientação.

No entanto, nessas circunstâncias, quando a administração é necessária a assinatura, o Rafale pode utilizar vários sistemas de sensores passivos. O front-electro-sector sistema óptico ou Optronique Secteur Frontal (OSF), desenvolvido pela Thales, é completamente integrado dentro da aeronave e pode operar tanto em comprimentos de onda visíveis a infravermelhos.

O sistema Spectra de guerra eletrônica, desenvolvido em conjunto pela francesa Thales e a EADS, prevê a aeronave com maior capacidade de sobrevivência contra ameaças aéreas e no solo. O tempo real de ligação de dados permite a comunicação não só com outras aeronaves, mas também com comando fixo e comando móvel e centros de controle. Para aquelas missões que o exigem, o Rafale também irá eventualmente usar a designação de Dâmocles pod electro-optical/laser que traz a capacidade LGB de operar tanto em dia claro quanto a noite.

Os sistemas de núcleo do Rafale empregam um Integrated Modular Avionics (IMA), chamado de MDPU (Modular Data Processing Unit). Esta arquitetura acolhe todas as funções essenciais do sistema de gerenciamento de aeronaves, em vôo, fusão de dados, controlar o fogo, interface de maquina principal, etc.

O valor total do radar, da comunicação eletrônica e de auto-proteção do equipamento é de cerca de 30% do custo de todo o projeto.

A capacidade do Rafale, de ataque ao solo é limitada pela falta de um avançado casulo (bainha) de segmentação, mas isso será corrigido com a adição de Reco Thales Optronique's NG / Areos reconhecimento e direcionamento casulos (bainhas) Dâmocles sobre o padrão F-3.

Radar AESA
Enquanto os primeiros 100 Rafales foram equipados com o primitivo radar RBE2 Thales, o sensor mais importante da próxima geração do caça será o AA RBE2 Thales, uma nova matriz de varredura eletrônica ativa (AESA radar), que irá substituir a matriz passiva da RBE2.

A Thales completou a sua primeira matriz ativa por etapas, compreendendo 1.000 módulos transmissores/receptores de arsenato de gálio em 2006. No final de abril deste ano, a companhia disse que o AA RBE2 tinha terminado com sucesso uma nova série de ensaios sobre o Rafale, realizada em parceria com a Agência Francesa de contratos de defesa (DGA), no vôo Cazaux-centro de testes.

"Esta etapa marca a última etapa para a qualificação da AESA RBE2 radares este ano em preparação para a entrega das duas primeiras unidades a Dassault Aviation, durante o primeiro trimestre de 2010", afirma a Thales. "Os radares serão instalados nas aeronaves em 2011 para ser entregues à Força Aérea Francesa no início de 2012."

Características do Radar para a redução de assinatura
Embora não seja uma aeronave furtiva de verdade, o Rafale tem uma reduzida assinatura de radar de acordo com a Dassault. Enquanto a maioria dos recursos de design stealth são classificados, o uso extensivo de materiais compostos e padrões serrilhados nas bordas de fuga das asas e canards ajuda a reduzir a área de reflexão.

Cockpit
O cockpit utiliza um Martin-Baker Mark 16F "zero-zero", assento ejetável, ou seja, capaz de ser usado em velocidade zero e zero de altitude. O banco é inclinado 29 graus para trás, para melhorar o vigor a tolerância G. Dossel dobradiças aberta para a direita. Um sistema a bordo de geração de oxigênio é fornecido para eliminar a necessidade de vários depósitos de oxigênio.

A cabine inclui uma grande angular holográfico Head Up Display (HUD) e dois abaixo da cabeça de tela plana de multifunções a cores (DMF). A interação do Display é por meio do toque de entrada para que o piloto usa luvas de seda, forrado de couro. Além disso, em pleno desenvolvimento, o piloto terá um Helmet-Mounted Display (HMD).

O piloto controla a aeronave com um side-stick montado à sua direita e um regulador de pressão à sua esquerda. Estes incorporam vários comandos no acelerador e manche (HOTAS) controles. O cockpit do Rafale também é planejada para incluir Direct Voice Input (DVI), permitindo uma ação do piloto por comandos de voz.

Variantes
Dassault Rafale M
Dassault Rafale B no Show Aéreo de Paris em 2007Rafale A : Um demonstrador de tecnologia que voou pela primeira vez em 1986. Foi agora aposentado.
Rafale D : Dassault utilizou esta designação (D para discret ou camuflado) no início de 1990 para as versões de produção para a Armée de l'Air, para salientar o semi novos recursos furtivo que tinham adicionado ao projeto.
Rafale B : Esta é a versão de dois lugares para a Armée de l'Air, entregue à CE 330 em 2004.
Rafale C : Esta é a versão monoposto para a Armée de l'Air, entregue à CE 330, em Junho de 2004.
Rafale M : Esta é a versão Aeronaval, que entrou em serviço em 2002. O Rafale M pesa cerca de 500 kg (lb 1.100) a mais do que o Rafale C. Muito semelhante ao Rafale C na aparência, o M difere nos seguintes aspectos:
O reforço para suportar os rigores das operações baseadas em porta-aviões.
Artes fortes para desembarque.
Trem de pouso mais longo no nariz para manter o nariz mais alto para ganhar atitude no lançamento com a catapulta.
Pylon central excluídos na frente (para dar espaço a mais de velocidade)
Ferrão grande tipo Tailhook entre os motores
Built-in power operado Escada
Sistema de aterrisagem por micro-ondas em porta-aviões.
Plataforma "Telemir" de referência inercial que pode receber as atualizações dos sistemas de transporte.
Rafale N : O Rafale N, originalmente chamada de Rafale BM, foi planejada para ser uma versão de dois lugares para a Aeronavale. Os constrangimentos orçamentais e o custo de treinamento extra de membros da tripulação têm sido citados como os motivos de seu cancelamento.
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Entregas iniciais do Rafale M foram para a padrão F1 ( "França 1"). Isso significava que a aeronave estava adequada para o combate ar-ar, substituindo o obsoleto F-8 Crusaders, como um caça naval da aviação baseada em porta-aviões, mas não equipado ou armado para missões ar-terra. As entregas reais (para 11 Flotille algum tempo depois de 2007) são para o "F2" normal, dando capacidade para miss~es ar-terra, e substituindo a Dassault-Breguet Super Étendard no papel de ataque ao solo e a Dassault Étendard IVP no papel de reconhecimento. Isso irá deixar o Rafale M, como únicas aeronaves de asas fixas de combate pilotados pela Aviação Naval, e os planos são para atualizar todas as fuselagens para o padrão F3, com motores turbofan SNECMA M88-2, de 11.000 kg de empuxo cada, radar de terreno 3D e capacidade nuclear, a partir do início da década de 2010.

O primeiro Rafale C entregue à Armée de l'Air, em junho de 2005, foi para o padrão F2, e prevê-se que os melhoramentos semelhantes aos da Marinha ocorrerá no futuro. O Rafale substitui o SEPECAT Jaguars, Mirage F1 e o Mirage 2000 no Armée de l'Air.

História Operacional
França
Rafale da marinha francesa fazendo testes de pouso e decolagem no convés do porta-aviões norte-americano USS Ronald Reagan (CVN-76)O Rafale está agora em serviço com o papel nos ensaios e de formação da Força Aérea Francesa (CEAM / CE 5 / 330) e EC 1 / 7, em Saint-Dizier e esperam para receber um núcleo de 8-10 F2s Rafale durante o Verão de 2006, e parece que vai entrar em serviço operacional total (com ar robusto-ar e ficar fora do ar para as capacidades de ataque ao solo de precisão), em meados-2007 (CE, quando 1 / 7 terá cerca de 20 aeronaves, 15 em bipostos e 5 monopostos). O avião já está no serviço operacional limitada com a Marinha Francesa (Flotille 12F) para o papel ar-ar, e comprometeu-se uma grande quantidade de ar-solo em trabalho de avaliação.

O Rafale é totalmente compatível com os porta-aviões da Marinha dos E.U.A e alguns pilotos franceses da Marinha tem qualificação para fazer o pousos nos convés da Marinha dos E.U.A.

O primeiro Rafale implantado em uma zona de combate foram os da marinha francesa, durante a Operação Hércules, e a participação francesa na Operação Liberdade Duradoura. Eles voaram de Charles de Gaulle sobre o Afeganistão, logo em 2002, mas o padrão F1 se opõe para as missões do solo e não se viu nenhuma ação do Rafale.

Em 2007, após um programa de "crash" um reforço cerca de seis Rafale foi dada a possibilidade de queda de bombas guiadas a laser, tendo em vista a envolvê-los no Afeganistão. Três destes aviões que pertencentes à Força Aérea foram enviados para Dushanbe no Tajiquistão, enquanto os outros três Rafales foram enviados a bordo do Charles De Gaulle. A primeira missão ocorreu em 12 de março, e a primeira GBU-12 foi lançado no dia 28 de março em apoio a tropas holandesas em apuros no Sul do Afeganistão, que marca o début operacional do Rafale. No entanto, eles ainda têm que confiar nos Mirage 2000Ds e Étendards Super carregando casulos de designação a laser para designar os seus objetivos.

Em 6 de Dezembro de 2007, um Rafale da Força Aérea Francesa, de dois assento com um único ocupante, em um vôo de treinamento da base de Saint-Dizier, caiu em uma parte desabitada da comuna Neuvic na área de Corrèze, com a perda de seu piloto. Esta foi a primeira perda de um Rafale. Em 10 de janeiro de 2008, a RTL, o ministro da Defesa, Hervé Morin, indicou que a causa do acidente foi "desorientação" do piloto.

O Rafale apareceu na RNAS Yeovilton no dia 11 de Julho de 2009, tanto voando quanto de forma estática. Espera-se para emocionar as multidões na RIAT em 18 de julho de 2009 ao lado dos outros países europeus com asas em delta, o JAS-39 Gripen e o Eurofighter Typhoon. [Carece de fontes?]

Exportação
Dassault Rafale BVários países têm demonstrado interesse em comprar o Rafale. O Rafale é um dos seis caças concorrentes para apresentação de propostas da Índia para 126 caças multi-função. Em abril de 2009, reportagens, afirmou que o Dassault Rafale foi desclassificado da competição por não atender aos requisitos mínimos de desempenho da Força Aérea da Índia. Outras aeronaves concorrentes, ou seja, Mikoyan MiG-35, F-16, F/A-18 Super Hornet, JAS-39 Gripen e o Eurofighter Typhoon, se classificou para a próxima rodada de avaliação. No entanto, o Ministério da Defesa Indiano negou neste relatório, um porta-voz da IAF, afirmou, "nós não excluímos ninguém ainda da competição".

Em janeiro de 2006, o jornal francês Journal du Dimanche relatou que a Líbia queria na ordem de 13-18 Rafales "em um valor do negócio tanto quanto 3,24 bilhões dólares." Em Dezembro de 2007, Saif al-Islam Kadhafi declarou abertamente o interesse da Líbia no Rafale.

A Grécia também manifestou interesse no caça francês, possivelmente em troca de sua própria frota de Mirages. [Carece de fontes?]

Em setembro de 2007, "La Tribune" informou que a venda a Marrocos tinha caído através do governo por ter selecionado o Lockheed Martin F-16. Em Outubro de 2007, no início do relatório La Tribune parece confirmado que o Rafale não seria comprado.

Em janeiro de 2008, "O Estado de São Paulo" informou que o ministro da Defesa brasileiro visitou a França para discutir a possibilidade de aquisição de caças Rafale para o programa FX-2. Em junho de 2008, a Força Aérea Brasileira divulgou um pedido de informações às seguintes empresas e suas aeronaves: Boeing (F/A-18 Super Hornet) e Lockheed Martin F-35 Lightning II, Dassault Rafale, Sukhoi Su-35 , Saab Gripen NG e Eurofighter Typhoon. Em Outubro de 2008, foi relatado que a Força Aérea Brasileira teve selecionados três finalistas para o FX-2, Dassault Rafale, Saab Gripen NG e Boeing F/A-18. Em 7 de setembro de 2009, durante uma visita do presidente francês, Nicolas Sarkozy, o Brasil anunciou um acordo para entrar em negociações para comprar 36 Rafales.

Em fevereiro de 2007, foi relatado que a Suíça estava considerando, entre outros, o Rafale para substituir os F-5 Tiger II. (Le Temps, 13 de fevereiro de 2007). A avaliação começou em outubro de 2008 em Emmen Airforce Base constituída de aprox. 30 vôos de avaliação. O Rafale é um dos três candidatos (juntamente com o Saab Gripen e o Eurofighter), a ser avaliada. (Neue Zuercher Zeitung, 9 de Outubro de 2008)

Em fevereiro de 2009, o presidente francês Nicolas Sarkozy anunciou que o Kuwait estava considerando comprar até 28 jatos Rafale, mas sem pedidos firmes em vigor a partir dessa data. No mesmo mês, a França ofereceu Rafales para Omã para substituir sua frota de envelhecimento da SEPECAT Jaguars.

Em agosto de 2009, ofertou os Dassault Rafale para a Força Aérea da Polônia, visando a substituição de sua frota de envelhecidos MiG-29 e Sukhoi Su-22.

Especificações
O Rafale M voa no porta-aviões USS John C. Stennis.Dados de características do Dassault Rafale

Características gerais
Tripulação: 1-2
Comprimento: 15,27 m (50,1 ft)
Envergadura: 10,80 m (35,4 ft)
Altura: 5,34 m (17,5 ft)
Área de asa: 45,7 m² (492 ft ²)
Peso vazio: 9.500 kg (C), 9,770 kg (B), 10,196 kg (M)
Peso máximo de decolagem: 24,500 kg (C/D), 22,200 kg (M)
Powerplant: 2 × Snecma M88-2 turbofan
Impulso seco: 50,04 kN (11.250 lbf) cada
Impulso com pós-combustão: 75,62 kN com M88-Eco> 90 kN após 2010 (lbf 17.000) cada

Desempenho
Velocidade máxima:
Alta altitude: Mach 2, 2.390 Km/h, 1.290 nós
Baixa altitude: 1.390 km/h, 750 nós
Alcance (km): 2,800 km (Rafale C,sem carga externa)
Raio de combate: 1.850 Km / 3.125 Km
Teto de serviço: 16.800 m (55.000)
Taxa de subida: 304,8 m/s
Carregamento da asa: 326 kg/m²

Armamento
Metralhadora: 1 × 30 mm (1,18 in) canhão GIAT 30/719B
Mísseis:
ar-ar:
MICA IR / EM ou
Magic II e no futuro
MBDA Meteor
ar-solo:
MBDA Apache ou
SCALP EG ou
Ou AASM
GBU-12 Paveway II ou
AM 39 Exocet ou
ASMP-A míssil nuclear

Avionicos
Radar Thales RBE2
Thales SPECTRA sistema de guerra eletrônica.
Thales / SAGEM OSF (Optronique Secteur Frontal) busca de infravermelhos e sistema de trilha.

Caças compativeis
Eurofighter Typhoon
Sukhoi Su-33
F-15 Eagle
F/A-18E/F Super Hornet
Mikoyan MiG-35
JAS 39 Gripen
Chengdu J-10
F-16 Fighting Falcon
Mitsubishi F-2

Interessados em comprar
Líbia
Suíça
Emirados Árabes Unidos: Em novembro de 2009, governo dos Emirados Árabes Unidos sinalizau abrir mão de Rafale por avião de 5ª geração.[1]
Brasil[2]
Índia[3]

Operadores
França: 120 encomendados, 68 entregues em Junho de 2009.
Força Aérea Francesa - 42
Marinha da França - 26

Futuros operadores
Brasil: O Governo Brasileiro anunciou não-oficialmente no dia 07/09/2009 que o vencedor do Programa FX-2 é o Dassault Rafale, e tem a intenção de comprar 36 Rafales com transferência total de tecnologia por parte da França.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Contrariando Lula e Jobim, FAB opta por caças suecos

Fx-18 Super-Hornet - EUA

Gripen-Suécia


Dassault-Rafale (França)



Deu na Folha de S. Paulo :

Aeronáutica recomenda compra do Gripen NG, o mais barato dos finalistas do FX-2

Relatório técnico contraria preferência pública pelos franceses manifestada pelo governo federal; decisão final cabe ao presidente

De Eliane Cantanhêde:

O caça francês Rafale, da empresa Dassault, ficou em terceiro e último lugar no relatório técnico que o Comando da Aeronáutica entregou ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, sobre o projeto FX-2, de renovação da frota da FAB. O Gripen NG, da sueca Saab, ficou em primeiro lugar na avaliação, e o F-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing, em segundo.

O resultado tende a gerar constrangimentos no governo e mais atrasos para a decisão final sobre o projeto de compra de 36 caças, ao contrapor a avaliação técnica da Aeronáutica pró-suecos à preferência política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da área diplomática pela oferta que foi apresentada pelos franceses.

A decisão pró-Rafale chegou a ser anunciada em nota conjunta assinada pelos presidentes Lula e Nicolas Sarkozy, em setembro passado, mas o governo brasileiro recuou depois da repercussão negativa na FAB e entre os concorrentes, já que a avaliação técnica nem sequer havia sido concluída.

Agora, o governo está num impasse: ou passa por cima do relatório da FAB e fica com os Rafale, ou desagrada o governo francês e opta pelo Gripen NG. Formalmente, o presidente Lula está liberado para escolher qualquer um dos três.

Maiores Informações:

Projeto FX-2 : http://pt.wikipedia.org/wiki/Projeto_FX-2
Dassault-Rafale: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rafale
Super-Honet : http://pt.wikipedia.org/wiki/F/A-18E/F_Super_Hornet
Gripen : http://pt.wikipedia.org/wiki/Gripen