Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quinta-feira, 10 de março de 2011

O SAPO - JOBIM TERÁ QUE ENGOLIR O SAPO GENOINO


Genoino é nomeado para assessorar Jobim

Rosana de Cassia, da Agência Estado


Foi publicada nesta quinta-feira, 10, no Diário Oficial da União, a nomeação do ex-deputado do PT, José Genoino, para o cargo de assessor especial do ministro da Defesa, Nelson Jobim. Genoino, que não se reelegeu em outubro passado, é ex-guerrilheiro do PCdoB no Araguaia, e um dos réus na ação do Supremo Tribunal Federal, que investiga o esquema do Mensalão.

Genoino recebe atualmente R$ 20.300 como aposentadoria por sua atuação parlamentar. A remuneração do DAS-5, função para a qual foi nomeado, é de R$ 8.988. A soma dos dois valores chega a R$ 29.288 – que sofrerá um corte pelo teto. Assim, Genoino receberá R$ 26.723,13.

(Com informações de João Domingos)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

REVANCHISMO ??? - Dilma quer Comissão da Verdade neste ano


Dilma quer Comissão da Verdade neste ano

Maria do Rosário, Jobim e Cardozo vão procurar líderes partidários para aprovar projeto de lei já enviado ao Congresso no primeiro semestre

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

Os ministros Nelson Jobim (Defesa), José Eduardo Cardozo (Justiça) e Maria do Rosário (Direitos Humanos) vão procurar líderes partidários no Congresso para articular a criação da Comissão da Verdade e Justiça, para esclarecer mortes, desaparecimentos e torturas durante a ditadura militar, ainda neste semestre.

A mobilização dos ministros começará nas próximas semanas, segundo informou ontem Maria do Rosário, em Genebra.

Apesar dessa articulação pela Comissão da Verdade, a ministra afirmou que a presidente Dilma Rousseff não tem planos de propor uma revisão da Lei da Anistia. "Não cabe ao Executivo propor isso. Essa deve ser uma questão da sociedade", disse Maria do Rosário.

Segundo a ministra, a criação da comissão está entre as prioridades do governo. "Vamos ter um diálogo mais direto com os líderes, sobre o significado disso", explicou. Mas insistiu que o Executivo não irá além disso.

"Alguns acham que pode ser a porta para buscar a revisão da Lei da Anistia. Mas nós nos movemos dentro do que está no ordenamento jurídico do Brasil", afirmou. "É uma comissão do resgate da memória, do direito de saber o que ocorreu. Não cabe ao Executivo hoje, com os limites que temos, iniciar o debate da anistia. Não é nossa proposta e nem está dentro das nossas possibilidades."

sábado, 8 de maio de 2010

PROJETO FX-2 - Decisão final sobre caças sai até o fim do mês


   

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, revelou que os preços baixaram "significativamente" na definitiva rodada de ajuste das ofertas

Por Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai anunciar a decisão formal na escolha do F-X2, novo caça de alta tecnologia da Força Aérea Brasileira (FAB), até o fim deste mês. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, que havia anunciado o prazo de 30 dias em abril, renovou seus votos ontem, em São Paulo, pouco antes de viajar para o Equador, Rússia e Irã. "Há boas chances", disse.

Jobim revelou também que os preços baixaram "significativamente" na definitiva rodada de ajuste das ofertas. O valor estimado pode chegar a cerca de 6 bilhões de euros, financiados até 2029 se for seguido o modelo adotado na compra dos quatro submarinos Scorpéne e mais o casco de um modelo nuclear.

De acordo com o ministro, é preciso cumprir uma certa liturgia no processo. "Há três momentos na decisão: o da consolidação da minha exposição de motivos, em fase de conclusão; o envio ao presidente que, então, convocará o Conselho de Defesa Nacional - o conselho é consultivo e opinará -; só depois o presidente decidirá. É esse o ritual."

Qualquer que seja o vencedor (o francês Rafale, o sueco Gripen ou o americano F-18 E/F) haverá um evento para a assinatura dos acordos entre governos. Nicolas Sarkozy, presidente da França, declarou que se o Rafale for selecionado, ele virá ao País. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

veja também 

Projeto FX-2 http://apatrulhadalama.blogspot.com/2010/01/projeto-fx-2.html

segunda-feira, 22 de março de 2010

GOVERNO LULA/MINISTÉRIO DA DEFESA - Nélson Jobim quer criar 647 novos cargos na Defesa


Deu no O Globo

BRASÍLIA - O projeto de reestruturação das Forças Armadas, que é parte da Estratégia Nacional de Defesa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevê a criação de 647 novos cargos de confiança na estrutura do Ministério da Defesa. Com o argumento de que as atribuições de sua pasta irão aumentar com os novos "desafios" nessa área, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, encaminhou a Lula, em fevereiro, minuta do decreto com esse aumento do número de cargos. São os chamados Direção e Assessoramento Superior (DAS), vagas de livre escolha do ministro, sem concurso. O pleito de Jobim está sendo analisado na Casa Civil da Presidência da República. É o que mostra a reportagem de Evandro Éboli na edição de O GLOBO desta segunda.
O Ministério da Defesa conta hoje com 931 cargos de DAS. Esses 647 novos postos representam 70% da atual estrutura. Um contingente que representa quase um novo ministério. Na justificativa, Jobim afirma que as atribuições do ministério hoje são outras e serão ainda maiores com a reformulação em curso. O ministro diz ainda que o Ministério da Defesa continua com a mesma estrutura desde que foi criado, há dez anos, considerada insuficiente.
- A atual estrutura está aquém das necessidades criadas pelos desafios atualmente enfrentados pelo Ministério da Defesa essa insuficiência se agravará com o atendimento aos marcos estabelecidos pela Estratégia Nacional de Defesa -, argumenta Nelson Jobim em exposição de motivos enviada a Lula.
Jobim diz ainda que o crescimento dessas obrigações e das atribuições geradas pela Estratégia Nacional de Defesa "acarretarão demandas adicionais à já ultrapassada capacidade de ação do Ministério da Defesa e se torna imperiosa a ampliação da força de trabalho".
O ministro afirma que a reestruturação que pretende implementar é resultado de um profundo estudo feito na Defesa e levou em conta questões estratégicas. Segundo Jobim, é preciso considerar uma "peculiaridade" da pasta em relação a todas as outras da Esplanada: "a convivência de duas vertentes, a institucional, como ministério civil, e a operacional, como condutor das ações militares da Defesa". O objetivo da reestruturação é integrar as ações dessas duas áreas.

 


 

sábado, 20 de março de 2010

PROJETO FX-2 - Nélson Jobim ignora FAB e prioriza transferência de tecnologia de caças

da Folha Online
Hoje na Folha O ministro da Defesa, Nelson Jobim, desconsiderou o ranking da Aeronáutica em que o caça sueco Gripen NG ficou em primeiro lugar para renovar a frota da FAB e priorizou transferência de tecnologia de caças, informa reportagem de Eliane Cantanhêde, publicada neste sábado pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Segundo a reportagem, Jobim mandou de volta aos militares um relatório sucinto desqualificando as possibilidades de transferência de tecnologia tanto do caça sueco quanto do norte-americano F-18 e afunilando a escolha para o francês Rafale.
A base da justificativa do ministro, conforme a Folha antecipou em 4 de fevereiro, é que o F-18 é americano e o Gripen NG tem componentes dos EUA, como o motor, e ambos deixariam o Brasil vulnerável. Os EUA, que têm regras peculiares de transferência de tecnologia, já impediram a Embraer de vender os aviões Super Tucano à Venezuela por terem peças americanas.
Argumentando que a avaliação de Jobim foi a partir de informações objetivas pinçadas do próprio relatório da FAB, o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, respondeu anteontem ao ministro que o Alto Comando (integrado pelos brigadeiros de mais alta patente) não tinha nada a opor.
Com isso, Jobim tem o caminho livre para finalmente anunciar o caça francês, o último no ranking oficial da Aeronáutica. O pacote do Rafale deve ficar em cerca de R$ 18 bilhões.
Leia a reportagem completa na Folha deste sábado, que já está nas bancas.
Assine a Folha

 

 

quarta-feira, 3 de março de 2010

Nélson Jobim confirma que ele e militares ameaçaram se demitir

Ministro diz que mudanças no programa de direitos humanos encerrou crise
De Evandro Éboli :
Pela primeira vez em público, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, confirmou ontem que ele e os três comandantes das Forças tomaram a decisão de pedir demissão de seus cargos no fim do ano passado, se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não recuasse em alguns trechos do Programa Nacional dos Direitos Humanos. A declaração de Jobim diverge do ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, que semana passada alegou que o programa não causou uma crise militar.
Em audiência na Comissão de Defesa Nacional do Senado, Jobim afirmou que não chegou a comunicar a Lula o desejo de se demitir porque o presidente se antecipou e prometeu rever o ponto polêmico. O texto previa a criação, por decreto, da Comissão da Verdade para apurar apenas circunstâncias das mortes e desaparecimentos de opositores do regime militar. Também havia a possibilidade de revisão da Lei de Anistia:
— Queremos uma Comissão da Verdade que apure o que ocorreu nos dois lados, que seja bilateral. Disse aos comandantes militares que iria brigar para isso acontecer. Se não ocorresse, perderia autoridade moral perante às Forças e, portanto, pediria demissão. Não teria condições políticas de me manter no Ministério da Defesa.

terça-feira, 2 de março de 2010

Nélson Jobim admite ter sido desatento com documentos da FAB


Agência Brasil
Publicação: 02/03/2010 20:42
 
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, negou nesta terça (2) que a Força Aérea Brasileira (FAB) tenha sonegado documentos sigilosos do período da ditadura militar solicitados pela Casa Civil em 2006. Jobim alegou “desatenção” aos papéis que, segundo ele, estavam disponíveis desde que o pedido foi feito. “A FAB não ocultou nada. O que se passou, de minha parte, foi uma desatenção da necessidade de verificá-los”, disse o ministro em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado.
Segundo Jobim, na época em que a Casa Civil solicitou ao Ministério da Defesa os documentos, o então comandante da FAB, o brigadeiro Luiz Carlos Bueno, disse que parte dos papéis havia sido destruída em um incêndio ocorrido no Rio de Janeiro. De acordo com o ministro os papéis que sobraram eram “notadamente produzidos pelo departamento de inteligência” e com informações muito “genéricas”, daí sua desatenção.
“Eu não me dei conta quando fui informado. O brigadeiro Juniti Saito me informou que havia documentos que tinham sido classificados pelo comandante Bueno como genéricos. Estávamos preocupados exclusivamente com a queima de documentos”, disse o ministro sobre a documentação que foi enviada somente neste ano para o Arquivo Nacional.
O envio dos papéis, de acordo com Jobim, se deu por causa de uma “curiosidade” da Procuradoria-Geral da Justiça Militar, que se interessou em verificá-los em 2008.

Nelson Jobim pede à FAB relatório sobre documentos da ditadura

Brasília - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, pediu ao Comando da Aeronáutica, na segunda-feira, o envio de um relatório de providências tomadas para reunir os documentos sigilosos da ditadura militar (1964-1985) nas unidades da Força Aérea Brasileira (FAB), até o encaminhamento do material para o Arquivo Nacional. O objetivo é provar que a Aeronáutica cumpriu determinação feita durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Ainda não se sabe por que os mais de 50 mil documentos da ditadura foram enviados somente neste ano para o Arquivo Nacional. Na primeira vez que a Defesa exigiu o material, a FAB afirmou que os documentos haviam sido destruídos em um incêndio no aeroporto Santos Dumont (RJ), em 1998. Em 2004, foram encontrados documentos parcialmente destruídos na Base Aérea de Salvador (BA). Havia a suspeita de que teriam sido queimados pelo comando da base.

As informações são do Terra

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Suecos e americanos também oferecem desconto nos caças

da Folha Online
Hoje na Folha As empresas sueca e americana que disputam o fornecimento dos novos caças da FAB (Força Aérea Brasileira) reclamam o direito de oferecer novos preços para seus aviões, informa Igor Gielow em reportagem publicada nesta sexta-feira na Folha (íntegra disponível somente para assinantes do jornal ou do UOL).
Os concorrentes ficaram surpresos com a negociação direta do governo brasileiro com a francesa Dassault, conforme revelado ontem pela colunista Eliane Catanhêde, da Folha. Segundo a reportagem, a Dassault baixou em US$ 2 bilhões a oferta pelo pacote de seu caça, o Rafale.
Na reportagem de hoje, o diretor da sueca Saab no Brasil, Bengt Janér, diz que está disposto a oferecer um preço mais baixo pelo caça Gripen NG, escolhido na avaliação técnica da FAB por ser mais barato, além de transferência de tecnologia.
Já o representante da norte-americana Boeing, Mike Coggins, reclamou de não ter tido a mesma oportunidade de apresentar um preço melhor pelo F-18 Super Hornet.
Ontem, o novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, também saiu em defesa da Boeing, que segundo ele ainda está no páreo para vender 36 aviões caças à FAB.
Em nota divulgada ontem, o Ministério da Defesa afirma que ainda não concluiu a análise sobre os 36 aviões caças que serão adquiridos pelo governo federal. O ministério admite, porém, que vai levar em conta no momento da escolha não somente critérios técnicos, mas "informações enviadas pelos governos interessados e pelos proponentes".
"Desde 06 de janeiro, realizam-se, por órgãos competentes do Ministério da Defesa, análises dos aspectos políticos, estratégicos e financeiros do referido pacote tecnológico. Tais análises têm como parâmetro a Estratégia Nacional de Defesa, aprovada em dezembro de 2008. O Ministério da Defesa levará em consideração, também, outras informações enviadas pelos governos interessados e pelos proponentes", diz a nota.
Segundo o Ministério da Defesa, o ministro Nelson Jobim vai submeter as conclusões sobre a compra dos caças ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Editoria de Arte/Folha Imagem
Leia a coluna completa na Folha desta sexta-feira, que já está nas bancas.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Embaixador dos EUA diz que Boeing está no páreo por venda de caças

Ministros disseram que não há definição ainda, diz Thomaz Shannon.
Jornal diz que Lula escolheu caça francês após revisão de preço.
Diego Abreu Do G1, em Brasília
Ampliar Foto Foto: Antônio Cruz/ABr Foto: Antônio Cruz/ABr

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe as credenciais do embaixador dos Estados Unidos, Thomas Alfred Shanon Jr (Foto: Antônio Cruz/ABr)

O novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomaz Shannon, afirmou nesta quinta-feira (4), em entrevista coletiva, que a empresa norte-americana Boeing continua na disputa pela concorrência aberta pelo governo brasileiro para a compra de caças para reaparelhar a Força Aérea Brasileira (FAB).

Shannon disse que conversou nesta quinta com os ministros Nelson Jobim (Defesa) e Celso Amorim (Relações Exteriores), que teriam afirmado que o Brasil ainda não definiu se comprará aviões norte-americanos, franceses ou suecos. “Sobre os aviões, o ministro Jobim e o ministro Amorim disseram que não há uma definição ainda do governo do Brasil”, disse o novo embaixador, que tomou posse no cargo nesta quinta.

  • Aspas Sobre os aviões, o ministro Jobim e o ministro Amorim disseram que não há uma definição ainda do governo do Brasil "
Reportagem publicada nesta quinta pelo jornal "Folha de S. Paulo" afirma que, depois de uma queda de quase R$ 4 bilhões no valor do pacote de 36 caças, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Defesa optaram pela proposta francesa na negociação de novos aviões para a FAB.

É importante observar que França e Suécia são amigos e aliados dos EUA. Isso são relações comerciais, que não vão afetar nossas relações. Esse é um ato de diplomacia comercial. Obviamente temos grande interesse, mas França e Suécia são aliados e amigos
 Em nota emitida mais cedo, o comando da FAB já havia afirmado não ter recebido "qualquer comunicação oficial" sobre a suposta compra dos caças franceses pelo governo brasileiro. O ministro Nelson Jobim também negou, em entrevista nesta quinta, que haja uma definição pelos caças franceses.
 
Relações
O embaixador observou que os EUA têm se empenhado para que a Boeing seja a escolhida, mas destacou que uma eventual não escolha da empresa não afetará as relações com o Brasil.

“É importante observar que França e Suécia são amigos e aliados dos EUA. Isso são relações comerciais, que não vão afetar nossas relações”, garantiu. “Esse é um ato de diplomacia comercial. Obviamente temos grande interesse, mas França e Suécia são aliados e amigos”, completou. 

Transferência de tecnologia
 
Thomaz Shannon destacou ainda que a decisão da Boeing de transferir tecnologia para o Brasil é sem precedentes. “Isso mostra a nossa confiança no Brasil.”

Comissão do Senado convida Jobim para falar sobre compra de caças

Ministro também é chamado para falar sobre comissão da verdade.
Presidente da Câmara quer participar de decisão sobre caças.
Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado aprovou nesta quinta-feira (4) um convite para que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, fale sobre o processo de compras de caças para a Força Aérea Brasileira (FAB).

Acompanhando o assunto, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), disse esperar que o Conselho de Defesa Nacional seja convocado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir o tema. Além de Lula, o Conselho é formado pelos presidentes da Câmara e do Senado e pelo vice-presidente da República. “Espero ser convocado e lá no conselho nós vamos discutir”, disse Temer. 
Comissão da verdade
O convite a Jobim para falar no Senado se estende também a outro tema polêmico, a criação de uma comissão de verdade para debater crimes praticados durante a ditadura militar. A pedido de Jobim, foi retirado do decreto que prevê a criação de um grupo de trabalho para debater o tema o termo “repressão”.

Além do ministro da Defesa, a comissão aprovou a presença do ministro Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) para debater o tema. Vannuchi comandou as discussões que levaram ao Programa Nacional de Direitos Humanos. 
Jobim nega compra de caças
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, negou nesta quinta-feira (4) que o governo brasileiro tenha definido a suposta compra dos caças franceses para reaparelhar a Força Aérea Brasileira (FAB). Presente na cerimônia de apresentação do balanço de três anos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em Brasília, Jobim afirmou que o processo sobre as aeronaves ainda não foi concluído.

"Não está definida a compra dos caças. O procedimento ainda está no Ministério da Defesa. A notícia não tem fundamento", disse Jobim.

Reportagem publicada nesta quinta pelo jornal "Folha de S. Paulo" afirma que, depois de uma queda de quase R$ 4 bilhões no valor do pacote de 36 caças, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, optaram pela proposta francesa na negociação de novos aviões para a FAB.



Segundo a publicação, a fabricante Dassault reduziu o preço final dos caças Rafale de US$ 8,2 bilhões (R$ 15,1 bilhões) para US$ 6,2 bilhões (R$ 11,4 bilhões) depois de uma revisão concluída no sábado (30), quando Jobim passou por Paris na volta de uma viagem a Israel. Mesmo com a redução, diz o jornal, a proposta francesa ainda tem valor maior qua a das concorrentes (US$ 4,5 bilhões da sueca Saab e US$ 5,7 bilhões da americana Boeing).

Em setembro de 2009,  Lula e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, emitiram comunicado conjunto em que anunciavam a intenção da parte do governo brasileiro de entrar em negociação para aquisição de 36 caças GIE Rafale. Os dois também assinaram acordos para o desenvolvimento compartilhado de submarinos e helicópteros. 

À época, para convencer o Brasil, a França aceitou em sua oferta uma transferência tecnológica considerada sem precedentes por Paris. Apesar do comunicado,  nenhuma outra proposta havia sido oficialmente excluída da concorrência.

Em janeiro de 2010, Lula disse  que a escolha dos caças não é uma questão comercial comum e que leva em conta outros fatores que o custo das aeronaves. Ele disse, ainda, que mantinha-se calado sobre essa questão porque era ele quem decidiria no final.

“O único que ficou em silêncio até agora fui eu. E fiquei em silêncio porque sou eu que tenho o poder de decidir. E quem tem o poder de decidir tem mais responsabilidade, não fala o que quer, fala o que pode”, disse o presidente.

Na ocasião, Lula afirmou ainda que conversou com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e pediu que ele apresentasse um relatório sobre os três aviões que disputam a concorrência para atender a Força Aérea Brasileira (FAB).

“Quando esse relatório for apresentado pelo ministro Jobim a mim, tomarei a iniciativa de convocar o Conselho de Defesa, poderei tomar a iniciativa de fazer um debate no Congresso Nacional porque essa questão do caça não é uma questão comercial comum. Não é um acordo eminentemente econômico, que eu vou comprar um porque é mais barato ou vou comprar outro porque é isso”, argumentou.  Ele acrescentou, porém, que não deixaria a decisão para o próximo presidente.

Dassault diminui preço, e Lula escolhe caça francês



Valor do pacote de 36 caças cai quase R$ 4 bi, e governo bate o martelo pelo Rafale

Mesmo com redução, avião fabricado pela França custará quase 40% a mais do que o concorrente mais barato, o sueco Gripen

De Eliane Cantanhêde:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Nelson Jobim (Defesa) bateram o martelo a favor do caça francês Rafale. A decisão foi tomada depois que a fabricante, Dassault, reduziu de US$ 8,2 bilhões (R$ 15,1 bilhões) para US$ 6,2 bilhões (R$ 11,4 bilhões) o preço final do pacote de 36 aviões para a Força Aérea Brasileira.

Mesmo com a redução, os caças franceses têm preço muito superior ao dos concorrentes. Conforme a Folha apurou, a proposta do modelo Gripen NG, da sueca Saab, foi de US$ 4,5 bilhões, e a dos F-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing, de US$ 5,7 bilhões.

Além do custo do pacote, que inclui avião, armas, logística e custo de transferência tecnológica, a Dassault estimou que a manutenção dos aviões por 30 anos custará US$ 4 bilhões.

Os valores foram revistos após o presidente Lula anunciar antecipadamente a vitória do Rafale, em setembro.

O preço unitário, sempre uma estimativa, era então menor para todos os concorrentes porque o pacote não previa vantagens incluídas na renegociação -como o custo de a Embraer fabricar o caça futuramente.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Haiti não precisa de circo


por Augusto Nunes - Veja
16 de janeiro de 2010
Assim que o perigo passou, Nelson Jobim apareceu na zona conflagrada pronto para o que desse e viesse. Em caso de tsunami, baixaria numa praia do Haiti com a farda de almirante que ganhou na Rússia. Em caso de invasão espacial, sobrevoaria o Caribe com o traje de gala de brigadeiro francês. Como se tratava de um caso de terremoto, o ministro da Defesa incorporou o general Jobim e irrompeu em Porto Príncipe enfiado num uniforme de campanha.

A missão foi cumprida em três dias. No primeiro, o destemido forasteiro recomendou aos sobreviventes que hospitalizassem os feridos e enterrassem os mortos. No segundo, determinou aos militares brasileiros em ação na cidade sem água nem mantimentos que dessem de beber a quem tem sede e de comer a quem tem fome. No terceiro, descobriu que o governo brasileiro sofrera uma perda muito mais dolorosa que as provocadas pelo terremoto.

Jobim manteve a placidez de quem prepara um chimarrão no fim da tarde ao comentar a morte em combate da doce guerreira Zilda Arns, do diplomata Luiz Carlos da Costa e dos 14 jovens heróis engajados na força de paz da ONU. Isso acontece, sugeriu o sorriso de aeromoça. O que lhe pareceu insuportável foi a perda do controle do aeroporto da capital para os oficiais que lideram o contingente de 10 mil soldados americanos.

“Não podemos admitir o comando unilateral dos Estados Unidos”, avisou ao saber que os ianques, a pedido do governo do Haiti, haviam assumido a administração do aeroporto em colapso e normalizado o tráfego dos aviões — sem pedirem licença ao Brasil. Irritado com a insolência, Jobim perdeu a paciência de vez com a notícia de que cargueiros da FAB haviam sido impedidos de pousar na capital por controladores de voo americanos, que orientaram os pilotos na aterrissagem em em pistas menos inseguras.

“Tudo isso pode ser visto como algo natural”, concedeu o chanceler Celso Amorim, “mas é importante ter a clareza de que nós estamos sendo tratados com a prioridade adequada”. De novo no encalço de Hillary Clinton, desta vez à caça de tratamento especial para aeronaves brasileiras, Amorim tirou da maleta a fantasia em frangalhos. Agora nas montanhas de escombros, o Itamaraty voltou a procurar algum atalho que leve ao Conselho de Segurança da ONU.

O espetáculo do oportunismo rastaquera foi engrossado na sexta-feira pela embaixadora do Brasil na ONU, Maria Luísa Viotti. “Estou em busca de informações sobre o caráter da presença das tropas americanas em Porto Príncipe”, revelou a diplomata, fustigada pela suspeita de sempre: depois de ter arrendado a Colômbia, o império de Barack Obama talvez tente a anexação do Haiti. Aliviou-se com a descoberta de que a missão é humanitária, mas ainda não sossegou. No momento, quer saber da Casa Branca se existe o risco de “interferências na missão de paz comandada por militares brasileiros”.

Segundo a ONU, uma nação miserável foi devastada pela maior tragédia ocorrida desde a fundação da entidade há 60 anos. Mergulhado no pesadelo incomparável, desprovido de tudo, o Haiti precisa de muito pão, mas no momento não precisa de circo. A trupe do governo está liberada para envergonhar o Brasil em outras paragens.





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