Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sábado, 8 de maio de 2010

PROJETO FX-2 - Decisão final sobre caças sai até o fim do mês


   

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, revelou que os preços baixaram "significativamente" na definitiva rodada de ajuste das ofertas

Por Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai anunciar a decisão formal na escolha do F-X2, novo caça de alta tecnologia da Força Aérea Brasileira (FAB), até o fim deste mês. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, que havia anunciado o prazo de 30 dias em abril, renovou seus votos ontem, em São Paulo, pouco antes de viajar para o Equador, Rússia e Irã. "Há boas chances", disse.

Jobim revelou também que os preços baixaram "significativamente" na definitiva rodada de ajuste das ofertas. O valor estimado pode chegar a cerca de 6 bilhões de euros, financiados até 2029 se for seguido o modelo adotado na compra dos quatro submarinos Scorpéne e mais o casco de um modelo nuclear.

De acordo com o ministro, é preciso cumprir uma certa liturgia no processo. "Há três momentos na decisão: o da consolidação da minha exposição de motivos, em fase de conclusão; o envio ao presidente que, então, convocará o Conselho de Defesa Nacional - o conselho é consultivo e opinará -; só depois o presidente decidirá. É esse o ritual."

Qualquer que seja o vencedor (o francês Rafale, o sueco Gripen ou o americano F-18 E/F) haverá um evento para a assinatura dos acordos entre governos. Nicolas Sarkozy, presidente da França, declarou que se o Rafale for selecionado, ele virá ao País. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

veja também 

Projeto FX-2 http://apatrulhadalama.blogspot.com/2010/01/projeto-fx-2.html

terça-feira, 6 de abril de 2010

MINISTÉRIO PÚBLICO - MPF abre inquérito para investigar compra de caças


NELIA MARQUEZ E TÂNIA MONTEIRO - Agência Estado

O Ministério Público Federal (MPF) em Brasília instaurou na terça-feira da semana passada inquérito civil público para apurar as negociações em torno da compra dos 36 caças pelo governo brasileiro. A investigação foi pedida pelo procurador José Alfredo de Paula Silva com base em representação do cidadão Vinícius Vasconcelos.
Embora a operação de compra ainda não tenha sido formalizada pelo governo brasileiro, a portaria que instaurou o inquérito considera que a escolha pelos caças franceses já é uma decisão do governo brasileiro "por critério de política externa".
De acordo com a portaria do MPF, o objeto da investigação é preferência do governo brasileiro em "escolher o caça francês Rafale, desprezando as concorrentes Gripen (sueco) e super Hornet (norte-americano), cujas propostas tinham preços menores". Conforme o texto, ao decidir pelos caças franceses, o governo desprezou o "princípio da economicidade".
A compra dos caças ainda terá de ser submetida ao Conselho de Defesa Nacional, cuja reunião ainda não foi convocada. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, que está hoje no Rio de Janeiro, terá de apresentar ao colegiado uma exposição de motivos para explicar a opção do governo brasileiro. A apuração do MPF, porém, ainda não foi iniciada porque o procurador que pediu a investigação está em férias.

 


 

sábado, 20 de março de 2010

PROJETO FX-2 - Nélson Jobim ignora FAB e prioriza transferência de tecnologia de caças

da Folha Online
Hoje na Folha O ministro da Defesa, Nelson Jobim, desconsiderou o ranking da Aeronáutica em que o caça sueco Gripen NG ficou em primeiro lugar para renovar a frota da FAB e priorizou transferência de tecnologia de caças, informa reportagem de Eliane Cantanhêde, publicada neste sábado pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Segundo a reportagem, Jobim mandou de volta aos militares um relatório sucinto desqualificando as possibilidades de transferência de tecnologia tanto do caça sueco quanto do norte-americano F-18 e afunilando a escolha para o francês Rafale.
A base da justificativa do ministro, conforme a Folha antecipou em 4 de fevereiro, é que o F-18 é americano e o Gripen NG tem componentes dos EUA, como o motor, e ambos deixariam o Brasil vulnerável. Os EUA, que têm regras peculiares de transferência de tecnologia, já impediram a Embraer de vender os aviões Super Tucano à Venezuela por terem peças americanas.
Argumentando que a avaliação de Jobim foi a partir de informações objetivas pinçadas do próprio relatório da FAB, o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, respondeu anteontem ao ministro que o Alto Comando (integrado pelos brigadeiros de mais alta patente) não tinha nada a opor.
Com isso, Jobim tem o caminho livre para finalmente anunciar o caça francês, o último no ranking oficial da Aeronáutica. O pacote do Rafale deve ficar em cerca de R$ 18 bilhões.
Leia a reportagem completa na Folha deste sábado, que já está nas bancas.
Assine a Folha

 

 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Suecos e americanos também oferecem desconto nos caças

da Folha Online
Hoje na Folha As empresas sueca e americana que disputam o fornecimento dos novos caças da FAB (Força Aérea Brasileira) reclamam o direito de oferecer novos preços para seus aviões, informa Igor Gielow em reportagem publicada nesta sexta-feira na Folha (íntegra disponível somente para assinantes do jornal ou do UOL).
Os concorrentes ficaram surpresos com a negociação direta do governo brasileiro com a francesa Dassault, conforme revelado ontem pela colunista Eliane Catanhêde, da Folha. Segundo a reportagem, a Dassault baixou em US$ 2 bilhões a oferta pelo pacote de seu caça, o Rafale.
Na reportagem de hoje, o diretor da sueca Saab no Brasil, Bengt Janér, diz que está disposto a oferecer um preço mais baixo pelo caça Gripen NG, escolhido na avaliação técnica da FAB por ser mais barato, além de transferência de tecnologia.
Já o representante da norte-americana Boeing, Mike Coggins, reclamou de não ter tido a mesma oportunidade de apresentar um preço melhor pelo F-18 Super Hornet.
Ontem, o novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, também saiu em defesa da Boeing, que segundo ele ainda está no páreo para vender 36 aviões caças à FAB.
Em nota divulgada ontem, o Ministério da Defesa afirma que ainda não concluiu a análise sobre os 36 aviões caças que serão adquiridos pelo governo federal. O ministério admite, porém, que vai levar em conta no momento da escolha não somente critérios técnicos, mas "informações enviadas pelos governos interessados e pelos proponentes".
"Desde 06 de janeiro, realizam-se, por órgãos competentes do Ministério da Defesa, análises dos aspectos políticos, estratégicos e financeiros do referido pacote tecnológico. Tais análises têm como parâmetro a Estratégia Nacional de Defesa, aprovada em dezembro de 2008. O Ministério da Defesa levará em consideração, também, outras informações enviadas pelos governos interessados e pelos proponentes", diz a nota.
Segundo o Ministério da Defesa, o ministro Nelson Jobim vai submeter as conclusões sobre a compra dos caças ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Editoria de Arte/Folha Imagem
Leia a coluna completa na Folha desta sexta-feira, que já está nas bancas.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Embaixador dos EUA diz que Boeing está no páreo por venda de caças

Ministros disseram que não há definição ainda, diz Thomaz Shannon.
Jornal diz que Lula escolheu caça francês após revisão de preço.
Diego Abreu Do G1, em Brasília
Ampliar Foto Foto: Antônio Cruz/ABr Foto: Antônio Cruz/ABr

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe as credenciais do embaixador dos Estados Unidos, Thomas Alfred Shanon Jr (Foto: Antônio Cruz/ABr)

O novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomaz Shannon, afirmou nesta quinta-feira (4), em entrevista coletiva, que a empresa norte-americana Boeing continua na disputa pela concorrência aberta pelo governo brasileiro para a compra de caças para reaparelhar a Força Aérea Brasileira (FAB).

Shannon disse que conversou nesta quinta com os ministros Nelson Jobim (Defesa) e Celso Amorim (Relações Exteriores), que teriam afirmado que o Brasil ainda não definiu se comprará aviões norte-americanos, franceses ou suecos. “Sobre os aviões, o ministro Jobim e o ministro Amorim disseram que não há uma definição ainda do governo do Brasil”, disse o novo embaixador, que tomou posse no cargo nesta quinta.

  • Aspas Sobre os aviões, o ministro Jobim e o ministro Amorim disseram que não há uma definição ainda do governo do Brasil "
Reportagem publicada nesta quinta pelo jornal "Folha de S. Paulo" afirma que, depois de uma queda de quase R$ 4 bilhões no valor do pacote de 36 caças, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Defesa optaram pela proposta francesa na negociação de novos aviões para a FAB.

É importante observar que França e Suécia são amigos e aliados dos EUA. Isso são relações comerciais, que não vão afetar nossas relações. Esse é um ato de diplomacia comercial. Obviamente temos grande interesse, mas França e Suécia são aliados e amigos
 Em nota emitida mais cedo, o comando da FAB já havia afirmado não ter recebido "qualquer comunicação oficial" sobre a suposta compra dos caças franceses pelo governo brasileiro. O ministro Nelson Jobim também negou, em entrevista nesta quinta, que haja uma definição pelos caças franceses.
 
Relações
O embaixador observou que os EUA têm se empenhado para que a Boeing seja a escolhida, mas destacou que uma eventual não escolha da empresa não afetará as relações com o Brasil.

“É importante observar que França e Suécia são amigos e aliados dos EUA. Isso são relações comerciais, que não vão afetar nossas relações”, garantiu. “Esse é um ato de diplomacia comercial. Obviamente temos grande interesse, mas França e Suécia são aliados e amigos”, completou. 

Transferência de tecnologia
 
Thomaz Shannon destacou ainda que a decisão da Boeing de transferir tecnologia para o Brasil é sem precedentes. “Isso mostra a nossa confiança no Brasil.”

Comissão do Senado convida Jobim para falar sobre compra de caças

Ministro também é chamado para falar sobre comissão da verdade.
Presidente da Câmara quer participar de decisão sobre caças.
Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado aprovou nesta quinta-feira (4) um convite para que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, fale sobre o processo de compras de caças para a Força Aérea Brasileira (FAB).

Acompanhando o assunto, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), disse esperar que o Conselho de Defesa Nacional seja convocado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir o tema. Além de Lula, o Conselho é formado pelos presidentes da Câmara e do Senado e pelo vice-presidente da República. “Espero ser convocado e lá no conselho nós vamos discutir”, disse Temer. 
Comissão da verdade
O convite a Jobim para falar no Senado se estende também a outro tema polêmico, a criação de uma comissão de verdade para debater crimes praticados durante a ditadura militar. A pedido de Jobim, foi retirado do decreto que prevê a criação de um grupo de trabalho para debater o tema o termo “repressão”.

Além do ministro da Defesa, a comissão aprovou a presença do ministro Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) para debater o tema. Vannuchi comandou as discussões que levaram ao Programa Nacional de Direitos Humanos. 
Jobim nega compra de caças
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, negou nesta quinta-feira (4) que o governo brasileiro tenha definido a suposta compra dos caças franceses para reaparelhar a Força Aérea Brasileira (FAB). Presente na cerimônia de apresentação do balanço de três anos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em Brasília, Jobim afirmou que o processo sobre as aeronaves ainda não foi concluído.

"Não está definida a compra dos caças. O procedimento ainda está no Ministério da Defesa. A notícia não tem fundamento", disse Jobim.

Reportagem publicada nesta quinta pelo jornal "Folha de S. Paulo" afirma que, depois de uma queda de quase R$ 4 bilhões no valor do pacote de 36 caças, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, optaram pela proposta francesa na negociação de novos aviões para a FAB.



Segundo a publicação, a fabricante Dassault reduziu o preço final dos caças Rafale de US$ 8,2 bilhões (R$ 15,1 bilhões) para US$ 6,2 bilhões (R$ 11,4 bilhões) depois de uma revisão concluída no sábado (30), quando Jobim passou por Paris na volta de uma viagem a Israel. Mesmo com a redução, diz o jornal, a proposta francesa ainda tem valor maior qua a das concorrentes (US$ 4,5 bilhões da sueca Saab e US$ 5,7 bilhões da americana Boeing).

Em setembro de 2009,  Lula e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, emitiram comunicado conjunto em que anunciavam a intenção da parte do governo brasileiro de entrar em negociação para aquisição de 36 caças GIE Rafale. Os dois também assinaram acordos para o desenvolvimento compartilhado de submarinos e helicópteros. 

À época, para convencer o Brasil, a França aceitou em sua oferta uma transferência tecnológica considerada sem precedentes por Paris. Apesar do comunicado,  nenhuma outra proposta havia sido oficialmente excluída da concorrência.

Em janeiro de 2010, Lula disse  que a escolha dos caças não é uma questão comercial comum e que leva em conta outros fatores que o custo das aeronaves. Ele disse, ainda, que mantinha-se calado sobre essa questão porque era ele quem decidiria no final.

“O único que ficou em silêncio até agora fui eu. E fiquei em silêncio porque sou eu que tenho o poder de decidir. E quem tem o poder de decidir tem mais responsabilidade, não fala o que quer, fala o que pode”, disse o presidente.

Na ocasião, Lula afirmou ainda que conversou com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e pediu que ele apresentasse um relatório sobre os três aviões que disputam a concorrência para atender a Força Aérea Brasileira (FAB).

“Quando esse relatório for apresentado pelo ministro Jobim a mim, tomarei a iniciativa de convocar o Conselho de Defesa, poderei tomar a iniciativa de fazer um debate no Congresso Nacional porque essa questão do caça não é uma questão comercial comum. Não é um acordo eminentemente econômico, que eu vou comprar um porque é mais barato ou vou comprar outro porque é isso”, argumentou.  Ele acrescentou, porém, que não deixaria a decisão para o próximo presidente.

Em nota, FAB diz que não recebeu comunicação sobre compra de caças

Lula escolheu caça francês após revisão de preço, disse jornal.
Concorrência também tem propostas dos EUA e da Suécia.
Do G1, em Brasília

Em nota emitida nesta quinta-feira (4), o comando da Força Aérea Brasileira (FAB) afirma não ter recebido "qualquer comunicação oficial" sobre a suposta compra dos caças franceses pelo governo brasileiro.

Reportagem publicada nesta quinta pelo jornal "Folha de S. Paulo" afirma que, depois de uma queda de quase R$ 4 bilhões no valor do pacote de 36 caças, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, optaram pela proposta francesa na negociação de novos aviões para a FAB.


Segundo a publicação, a fabricante Dassault reduziu o preço final dos caças Rafale de US$ 8,2 bilhões (R$ 15,1 bilhões) para US$ 6,2 bilhões (R$ 11,4 bilhões) depois de uma revisão concluída no sábado (30), quando Jobim passou por Paris na volta de uma viagem a Israel. Mesmo com a redução, diz o jornal, a proposta francesa ainda tem valor maior qua a das concorrentes (US$ 4,5 bilhões da sueca Saab e US$ 5,7 bilhões da americana Boeing).

Em setembro de 2009,  Lula e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, emitiram comunicado conjunto em que anunciavam a intenção da parte do governo brasileiro de entrar em negociação para aquisição de 36 caças GIE Rafale. Os dois também assinaram acordos para o desenvolvimento compartilhado de submarinos e helicópteros. 



À época, para convencer o Brasil, a França aceitou em sua oferta uma transferência tecnológica considerada sem precedentes por Paris. Apesar do comunicado,  nenhuma outra proposta havia sido oficialmente excluída da concorrência.

Em janeiro de 2010, Lula disse  que a escolha dos caças não é uma questão comercial comum e que leva em conta outros fatores que o custo das aeronaves. Ele disse, ainda, que mantinha-se calado sobre essa questão porque era ele quem decidiria no final.

“O único que ficou em silêncio até agora fui eu. E fiquei em silêncio porque sou eu que tenho o poder de decidir. E quem tem o poder de decidir tem mais responsabilidade, não fala o que quer, fala o que pode”, disse o presidente.

Na ocasião, Lula afirmou ainda que conversou com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e pediu que ele apresentasse um relatório sobre os três aviões que disputam a concorrência para atender a Força Aérea Brasileira (FAB).

“Quando esse relatório for apresentado pelo ministro Jobim a mim, tomarei a iniciativa de convocar o Conselho de Defesa, poderei tomar a iniciativa de fazer um debate no Congresso Nacional porque essa questão do caça não é uma questão comercial comum. Não é um acordo eminentemente econômico, que eu vou comprar um porque é mais barato ou vou comprar outro porque é isso”, argumentou.  Ele acrescentou, porém, que não deixaria a decisão para o próximo presidente.
 

Dassault diminui preço, e Lula escolhe caça francês



Valor do pacote de 36 caças cai quase R$ 4 bi, e governo bate o martelo pelo Rafale

Mesmo com redução, avião fabricado pela França custará quase 40% a mais do que o concorrente mais barato, o sueco Gripen

De Eliane Cantanhêde:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Nelson Jobim (Defesa) bateram o martelo a favor do caça francês Rafale. A decisão foi tomada depois que a fabricante, Dassault, reduziu de US$ 8,2 bilhões (R$ 15,1 bilhões) para US$ 6,2 bilhões (R$ 11,4 bilhões) o preço final do pacote de 36 aviões para a Força Aérea Brasileira.

Mesmo com a redução, os caças franceses têm preço muito superior ao dos concorrentes. Conforme a Folha apurou, a proposta do modelo Gripen NG, da sueca Saab, foi de US$ 4,5 bilhões, e a dos F-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing, de US$ 5,7 bilhões.

Além do custo do pacote, que inclui avião, armas, logística e custo de transferência tecnológica, a Dassault estimou que a manutenção dos aviões por 30 anos custará US$ 4 bilhões.

Os valores foram revistos após o presidente Lula anunciar antecipadamente a vitória do Rafale, em setembro.

O preço unitário, sempre uma estimativa, era então menor para todos os concorrentes porque o pacote não previa vantagens incluídas na renegociação -como o custo de a Embraer fabricar o caça futuramente.

domingo, 24 de janeiro de 2010

EXIBIÇÃO DO CAÇA SUPERSONICO RUSSO - SUKHOI SU-35

Exibição de avião supersônico russo - SUKHOI SU-35 super flaker, veja as manobras fantasticas que esse Piloto faz com o caça supersônico   


Projeto FX-2

O Projeto FX-2 de reequipamento e modernização da Força Aérea Brasileira foi criado em 2006, após uma mudança profunda no projeto inicial FX, na época considerado problemático e pouco ambicioso. O projeto foi remodelado e em 2006 o governo do Brasil anunciou um projeto mais ambicioso, o FX-2, visando à compra de uma aeronave de superioridade aérea. Enquanto o projeto FX projetava gastos de US$ 700 milhões, o FX-2 prevê gastos da ordem de US$ 2,2 a US$ 3 bilhões mas exige transferência completa de tecnologia,[1] e mais recentemente passou a incluir o direito de produção sob licença da aeronave no Brasil e de exportação para o mercado sul-americano.
Devido à repercussão desta licitação que pode incluir a aquisição posterior de mais aeronaves do mesmo modelo que vencer a concorrência, esta tem sido considerada a mais importante aquisição de aeronaves militares da década. A "compra da década" teria este peso pois muitos países que estavam para definir suas compras, adiaram suas decisões finais para esperar o anúncio do resultado final da decisão brasileira. Isto porque a aeronave que o Brasil comprar, ficará mais atraente em termos de preço, dada a economia em escala da produção de um número maior de unidades.

Índice

Histórico

Várias empresas aéreas chegaram a oferecer propostas para participar da concorrência do "FX-2":
Gripen da força aérea tcheca.
  • Su-35BM Super Flanker, da Sukhoi (Rússia)
  • Rafale F3, da Dassault (França)
  • JAS-39 Gripen NG, da Saab-BAE (Suécia)
  • F-18 F/A-18 E/F Super Hornet, da Boeing (EUA)
  • F-35 Lightning II, da Lockheed Martin (EUA)
  • EF-2000 Typhoon, do consórcio Eurofighter europeu (Alemanha, Itália, Espanha e Inglaterra)
Inicialmente os aviões cotados como favoritos eram o russo Sukhoi Su-35 e o francês Rafale[2][3]
Desde o início também participavam das disputa os modelos F-18 da Boeing e o Gripen da sueca Saab (que utiliza turbina americana), considerados inicialmente candidatos com chances mais reduzidas devido às restrições de transferência tecnológica e direitos de fabricação que os Estados Unidos historicamente impõem mesmo a aliados priviliagiados como Israel e Inglaterra. O caso das restrições impostas pelos EUA sobre o Brasil, impedindo a venda do Super Tucano à Venezuela, pesaram para que já no primeiro projeto FX, a oferta do F-16 americano fosse descartada.

A escolha dos finalistas e a polêmica com o Sukhoi

Sukhoi Su-30 da força aérea da Índia.
Para surpresa de muitos analistas,[4][5][6] em 2008 a FAB anunciou[7] que a aeronave russa estava fora da disputa final pelo FX-2[8][9]
O episódio causou polêmica pois os pilotos da FAB e muitos analistas afirmavam que o avião russo era superior, tinha maior autonomia e maior capacidade de carga, além de ser tecnologicamente superior aos outros modelos oferecidos ao Brasil.
As relações políticas internacionais permearam as disputas pela aquisição do caça brasileiro desde o início do FX-2 e, tudo indica, ajudam a explicar a exclusão dos russos da concorrência e a inclusão do F-18 na final.
Os Estados Unidos já haviam vetado a venda de aviões Super Tucano da Embraer à Venezuela em 2003, pela existência de componentes americanos, como a turbina turbohélice Pratt&Whitney Canada PT6A-25C utilizada no avião brasileiro. Este episódio desagradou alguns estrategistas brasileiros pois resultou na aproximação da Venezuela com a Rússia, que vendeu uma aeronave muito superior ao governo venezuelano, o Su-30.
Até 2005, o Su-30 era considerado o favorito para o programa FX brasileiro em 2005.[10][11] A aquisição venezuelana tornou-se um problema para o Programa FX, pois a FAB acreditava que seria possível adquirir o Su-30 como aeronave de superioridade aérea regional, ou seja, uma aeronave tecnologicamente superior às adquiridas pelos países vizinhos da América do Sul. Isto já havia levado a FAB à descartar o F-16, aeronave já adquirida pelo Chile e em estudo para aquisição por parte da Colômbia.
F/A-18 em evento de comemoração do 30o aniversário da aeronave.
A aquisição, por parte da Venezuela do Sukhoi Su-30 MKV e de mais uma frota de F-16 C/D Block 50 pelo Chile, foram considerados elementos decisivos para explicar o abandono do projeto FX, encerrado oficialmente em: 24/02/2005. Antes de sua substituição pelo projeto FX-2 a partir de 2006, a FAB adquiriu 12 caças Mirage 2000C usados, pertencentes à Força Aérea Francesa, por US$ 57 milhões, para que fosse possível continuar tendo capacidade de defesa do espaço aéreo brasileiro enquanto se definiam os detalhes da "concorrência" para o FX-2.
Apenas após concluída a aquisição das aeronaves francesas usadas, em 07 de novembro de 2007 o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o Brigadeiro Juniti Saito (comandante da Aeronáutica), a iniciar o projeto de aquisição de aeronaves para a FAB, o FX-2, a partir de janeiro de 2008.
A concorrência do FX-2 incluiu inicialmente 6 aeronaves, o que foi reduzido pela metade em novembro de 2008. A partir desta etapa, apenas 3 aeronaves participariam da fase final da concorrência. O avião russo foi excluído da etapa final, em detrimento do F/A-18 americano, que até então não era considerado um candidato sério devido às restrições de transferência tecnológica que os EUA sempre impõem, mesmo aos seus aliados.
A exclusão do Sukhoi da concorrência chegou a ser rediscutida, mas não foi reconsiderada, mesmo diante da oferta russa de desenvolver um novo caça de 5a geração em conjunto com a Embraer.[12]

O final da concorrência FX-2 em 2010

O Dassault Rafale.
No mês de fevereiro de 2009 teve início o processo de avaliação final das questões técnicas e políticas envolvendo a concorrência para o FX-2, comparando as vantagens e desvantagens de cada uma das três ofertas finais (Boeing, Saab e Dassault).[13]
Em Abril de 2009 a Embraer chegou a cogitar a possibilidade de adquirir parte da Saab, com aporte do BNDES o que potencialmente encerraria a discusão em torno da aquisição do FX-2.[14] Entretanto, este acordo não foi concluído e a concorrência continuou normalmente.
Em 7 de setembro de 2009, o Presidente Lula declarou que o acordo Brasil-França de aquisição de material bélico francês, incluindo submarinos e a transferência tecnológica para a construção do casco de um novo submarino nuclear, também incluiria o Rafale desde que a empresa Dassault confirmasse as promessas feitas pelo presidente francês, de transferência tecnológica irrestrita e licença para produzir e exportar o avião para a América do Sul.[15][16][17][18] O Presidente Lula fez questão de esclarecer que a preferência pelo Rafale não encerrava a concorrência, que os detalhes técnicos estavam sendo levados em consideração mas que a decisão final era político-estratégica, portanto da Presidência da República.[19]
O Ministério da Defesa estendeu o prazo para as ofertas finais das empresas até 02 de outubro de 2009 e deve anunciar o resultado final do relatório téncico no mesmo mês.[20] O lobby das empresas participantes da concorrência continua intenso[21][22][23][24][25][26] e as ofertas foram melhoradas até o último instante.[27]
No dia 14/12/2009, o presidente Lula confirmou que a decisão final sobre qual caça será comprado para a re-aparelhagem da FAB só sairá em 2010.

 

Disputas internacionais e a hipótese de sabotagem

Uma semana antes do anúncio do resultado final da concorrência que vem sendo considerada a mais importante da década, dois aviões franceses do tipo Rafale caem misteriosamente no Mar Mediterrâneo, levantando suspeitas de sabotagem industrial. A hipótese de sabotagem vem sendo considerada pela França, após uma série de acidentes aéreos com aeronaves da Airbus nos últimos três anos, que incluiu a descoberta de um caso de dano intencional (sabotagem) ao detector de fumaça de um avião da Air France que estava em Dusseldorf, na Alemanha, em 09/06/2009[28]

 

Propostas finalistas

No dia 11 de setembro, a FAB emitiu um esclarecimento sobre o Projeto F-X2 detalhando os pontos relevantes na avaliação das propostas recebidas.
As cinco áreas prioritárias de avaliação são:
  1. Transferência de tecnologia;
  2. Domínio do sistema de armas [pelo Brasil];
  3. Acordos de compensação e participação da indústria nacional (offset);
  4. Técnico-operacional; e
  5. Comercial.

Segundo artigo publicado na Folha de São Paulo, em 15 de Outubro de 2009, em uma audiência pública na Câmara, representantes da Dassault, Boieng e Saab reconheceram que a trasnferência de tecnologia não seria irrestrita.
Dentro desse contexto, torna-se importante o conhecimento das propostas oferecidas pelas três empresas finalistas. Ver infográfico.
Rafale F3
Em sua proposta inicial, a Dassault oferecia, além da transferência de tecnologia e da implantação de uma linha de montagem em parceria com a Embraer e outras 10 empresas brasileiras, um custo de manutenção para os Rafales equivalente ao dos Mirage 2000 já adquiridos pela FAB.
Eric Trappier, presidente da Rafale Internacional, prometeu que os aviões comprados seriam entregues em, no máximo, três anos e que a tecnologia do caça seria transferida a pelo menos uma dezena de empresas brasileiras que são parceiras da Rafale Internacional - um consórcio integrado também pelas empresas Snecma (fabricante das turbinas) e Thales (equipamentos eletrônicos, radares e sistemas de defesa).
Seriam produzidos no Brasil, inicialmente, as asas (pela Embraer), os componentes eletrônicos do radar de última geração e as peças de manutenção dos motores. Outros componentes necessários as adaptações exigidas pela FAB viriam a ser produzidos no Brasil também.
Em matéria publicada no dia 13/11/2009 no jornal O Globo, foi noticiado que a Dassault estava disposta a transferir a tecnologia do Rafale irrestritamente, incluindo os códigos-fonte do avião.
Segundo o almirante Edouard Guillard, "chefe do estado-maior particular do presidente da república", a oferta atual da Dassault sai da chamada transferência de tecnologia para a cessão de segredos industriais.
F/A-18E Super Hornet
No dia 30 de Setembro, a Boeing liberou um documento detalhando o seu programa de transferência de tecnologia oferecida para o Brasil. O pacote de oferecido pela Boeing cobre as tecnologias empregadas no Super Hornet, tecnologias estratégicas para o Brasil no que diz respeito a autonomia nacional e tecnologias capazes de impulsionar o desenvolvimento econômico brasileiro.
Além de garantir o acesso as tecnologias já existentes no caça, o acordo também inclui a modernização da integração de sensores AESA, FLIR e sistemas de designação de alvos, modernização dos sistemas de comunicação e de rede e a possibilidade de integração de novas armas.
O programa inclui o apoio e manutenção dos aviões no Brasil, com a transferência dos trabalhos realizados ao país. Engloba também o apoio à pesquisa no campo de aerodinâmica supersônica, através do fornecimento ao Brasil de um túnel de vento tri-sônico.
Um possível problema que ameaça a intenção estratégica de transferência de tecnologia é o risco de embargos e de veto por parte do governo americano, como demonstrado no incidente[29] da venda, pelo Brasil, de Super Tucanos para a Venezuela.
Bob Gower, vice-presidente da empresa responsável pelo F-18 Super Hornet, quando questionado em audiência pública sobre o porquê da proposta da Boeing citar transferência "necessária" e não "irrestrita", disse: "Isso significaria dar acesso a cada pequena peça. Se tivermos um chip Intel, não podemos dar acesso aos senhores. Solicitamos a eles [permissão para transferir], e eles nos disseram que era simples: "Basta comprar a nossa empresa'".
JAS-39 Gripen NG
Na área de projeto, a Suécia propõe[30] um compartilhamento no desenvolvimento do avião. As capacidades essenciais a serem compartilhadas pelas equipes do Brasil e Suécia devem ser: Integração de Armamento, integração do motor, integração de sistemas, Possibilidade de Projetar, Enlace de Dados, Seção de Reflexão ao Radar, Integração de sistemas Comerciais, Radar, Aerodinâmica, Avaliações e testes, sobrevivência, Desenvolvimento de Softwares, Integração de sistemas Táticos, sistema de gravação de dados, Funções de navegação.
Na parte de fabricação é proposta a participação brasileira na produção de 40% dos componentes, esses componentes ainda serão usados nos caças a serem produzidos posteriormente na Suécia tanto para a Força Aérea da Suécia como para outros clientes. O Brasil deverá ser responsável pela fabricação de do sistema de rastreamento infravermelho, o sistema de display, o data link e o trem de pouso.
Uma das críticas feitas ao caça da suéca Saab, o Gripen, é que ele tem dois terços do avião fabricados em outros países (aproxidamente 30% do avião possui componentes estadunidenses), e que isso dificultaria os processos de transferência de tecnologia para o Brasil. Os finalistas:

Aeronaves
Rafale F3
JAS-39 Gripen NG
F/A-18E Super Hornet
Dimensões
(CxLxA) m
Rafale F3: 10,9 x 15,3 x 5
JAS-39 Gripen NG: 8,4 x 14 x 4,5
F/A-18E Super Hornet: 13,6 x 18,3 x 4,8
Carga bélica (kg)
Rafale F3: 8.000
JAS-39 Gripen NG: 6.300
F/A-18E Super Hornet: 8.000
Peso máx.
(kg)
Rafale F3: 21.500
JAS-39 Gripen NG: 16.000
F/A-18E Super Hornet: 29.930
Velocidade
máx.(Km/h)
Rafale F3: 2.125
JAS-39 Gripen NG: 2.126
F/A-18E Super Hornet: 2.190
Alcance
máximo(Km)
Rafale F3: 3.125
JAS-39 Gripen NG: 4.070
F/A-18 Super Hornet: 3.700
Motor/
Potência(KN)
Rafale F3: 02 Snecma M88-3 87
JAS-39 Gripen NG: 01 GE F414-400 97,8
F/A-18 Super Hornet: 02 GE F414-400 97,8
Armamento
(típico)
Rafale F3: 1 canhão DEFA de 30mm, mísseis MICA e SCALP, bombas LGB
JAS-39 Gripen NG: 1 canhão Mauser, 27mm e mísseis AIM9 Sidewinder e AIM-120 AMRAAM
F/A-18E Super Hornet: 1 canhão M61A1 Vulcan com 6 canos de 20mm, mísseis AIM-9X Sidewinder e AIM-120 AMRAAM
Raio de ação (Km)
Rafale F3: 1.055
JAS-39 Gripen NG: 1.850
F/A-18E Super Hornet: 1.231
Preço
(estimado)
Rafale F3: US$ 70 milhões
JAS-39 Gripen NG: US$ 60 milhões
F/A-18E Super Hornet: US$ 70 milhões Proposta

Rafale F3: Transferência de parte da tecnologia do avião, com possibilidade de ser montado no Brasil
JAS-39 Gripen NG: Transferência de parte da tecnologia e integração de vários tipos de mísseis
F/A-18E Super Hornet: Venda direta, sem transferência de tecnologia

O Posicionamento da EMBRAER

O Gripen é o caça mais bem visto pela EMBRAER, conforme noticiado em 28/09/2009 pelo jornal Valor Econômico.
"Avaliamos as três propostas, a pedido da FAB e vimos que a oferta da empresa sueca Saab é a que vai assegurar ao Brasil o conhecimento e a agregação de tecnologia dentro da premissa 'on the job doing', ou seja, aprender fazendo", disse o vice-presidente-executivo para o mercado de defesa da empresa, Orlando José Ferreira Neto.
"Não estamos interessados em fabricar peças. Buscamos o domínio de conhecimento que ainda não temos e que nos será útil no desenvolvimento de futuras aeronaves."


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

18o.Escândalo Brasileiro - A NEGOCIATA COM OS RAFALES: EIS O GRANDE ESCÂNDALO


Origem Reinaldo Azevedo - VEJA - 13/01/2010


Não fosse essa espécie de abdução coletiva a que estamos todos submetidos, com “O Cara” deitando e rolando sobre as instituições — e a moralidade pública — , o caso dos caças Rafale seria tratado como aquilo que é: UM ESCÂNDALO, talvez o maior do governo Lula. Não é assim porque eu quero. É assim porque é. A Índia abriu uma concorrência internacional para a compra — ATENÇÃO!!! — de 126 caças. Valor que se dispõe a pagar a Força Aérea Indiana: US$ 10 bilhões. Seis modelos participaram da primeira rodada de seleção: os americanos F 18 e F 16, o Eurofighter Typhoon, o russo MiG 35, o sueco Gripen NG e o Rafale. Só um caça foi descartado no começo da disputa: o Rafale. Justificativa: não cumpria os requisitos mínimos de desempenho técnico exigidos pela Força Aérea Indiana.

Como vocês sabem, o Rafale é o caça que Lula decidiu comprar ao arrepio da recomendação da Aeronáutica, que é quem entende da área no Brasil. Lula, o Homem com o Isopor na Cabeça, é especialista em outros assuntos. Muitos indagarão: “Mas o escândalo está em ter a Força Aérea da Índia rejeitado o Rafale, que Lula quer comprar?” Não! Já contei onde está. É que a abdução em curso está nos impedindo de ver as coisas com a rapidez necessária. Já chego lá. Antes, algumas outras considerações. Ah, sim: depois de ler este post, você pode obter mais detalhes na concorrência indiana no site India Defence. Sigamos.

Enquanto o Rafale esteva na concorrência, Nicolas Sarkozy, o camelô de aviões e marido de Carla Bruni, fez o mesmíssimo lobby que vem fazendo no Brasil. A diferença é que, na Índia, a avaliação é realmente técnica. Por lá, não basta apenas adular o imperador absolutista, dispensar-lhe rapapés, elegê-lo “o homem do ano”, para embolsar alguns bilhões. Desde o começo da concorrência, informam os sites indianos que trataram do assunto, o Rafale era considerado a pior alternativa entre — atenção! — SETE MODELOS.

A chamada grande imprensa, que a canalha petralha acusa de ser “antigovernista” (podem rolar de rir), se interessou pelo assunto? Que eu tenha achado, só o Estadão Online publicou um despacho da Reuters no dia 16 de abril de ano passado. Depois o assunto sumiu. Como vocês sabem, a Força Aérea Brasileira também não quer o Rafale. Entre os três caças que avaliou, preferiu o sueco Gripen NG. Em segundo lugar, ficou o F-18. Em último, o avião francês. Como reagiu o governo do Homem do Ano do Le Monde? Considerou a hipótese de punir o que chamou de “vazamento” do relatório. Onde já se viu a Aeronáutica ficar se metendo com caças?

Celso Amorim, um gigante da filosofia, ainda maior por dentro do que por fora, deu-se a especulações metafísicas: “Às vezes, o barato sai caro”. Samuel Pinheiro Guimarães, o chefe da banda antiamericana do governo e da Sealopra, indagou se a gente compra um carro só pensando no preço… A mediocridade dessa gente é espantosa, especialmente quando tenta mimetizar Lula nas suas filosofadas e metáforas. O que, nele, aspira a um saber popular revela-se pelo que é na boca dos doutores: BOÇALIDADE PURA E SIMPLES.

E o escândalo, além do fato de que Lula anunciou o vitorioso quando a avaliação estava em curso??? Vamos lá. A Dassault, que fabrica os Rafales, se ofereceu para vender 126 caças à Índia por US$ 10 bilhões. Preço médio de cada avião: US$ 79.365.079,36. O Brasil está disposto a pagar R$ 10 bilhões por 36 aviões — ou US$ 5.681.818.181. Dividindo-se esse valor em dólar pelo número de aparelhos, chega-se ao custo unitário: US$ 157.828.282,82. Cada Rafale para o Brasil custa quase o que o dobro do que custaria para a Índia. Atenção: ESTAMOS FALANDO DO MESMO MODELO DE AVIÃO E DE CONCORRÊNCIAS FEITAS AO MESMO TEMPO.

Agora entendo o que o sr. Samuel Pinheiro Guimarães quer dizer quando afirma que a gente não compra um carro só pelo preço. No caso, parece que se compra também para agradar o fornecedor, não é mesmo? Que, sei lá, se não tiver o coração tão duro quanto o do faraó, dá ao menos um chaveiro de presente ao comprador. Já quanto a Amorim, o que pensar? Nem uma antítese tornada um clichê popular resiste a este monumento, logo involuindo para a tautologia: O CARO SAI CARO!

É incrível que um dos maiores negócios do governo Lula, com jeito, história e números de negociata, se faça sob o silêncio cúmplice de boa parte da imprensa e, como não poderia deixar de ser, da oposição.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Governo já decidiu por caça francês e tenta baixar preço

Da Reuters, na Folha Online:

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já bateu o martelo sobre a compra dos caças franceses Rafale, mas ainda tenta reduzir o preço final do negócio com a fabricante Dassault, informou à Reuters um ministro de Estado.

A fonte não deu prazo, mas disse que a negociação estimada em R$ 10 bilhões para a compra de 36 aviões de combate será fechada ainda este ano, a despeito da predileção da FAB (Força Aérea Brasileira) pelos caças suecos Gripen NG, fabricados pela Saab





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sábado, 9 de janeiro de 2010

O projeto F-X2 da FAB e a absurda ingerência presidencial




Publicado no site http://www.brasilverdade.org.br de 16/09/2009, por Wallace Farache Ferreira. O autor é advogado militante neste Estado e, também, aviador, estudioso da aviação militar, especialista em armamento e pára-quedista em 12/09/2009.


Estamos presenciando, estarrecidos, os desencontros, as afirmativas, as negativas, as mentiras e os desmentidos sobre o programa F-X2 de reequipamento da nossa Força Aérea Brasileira.

Assunto eminentemente técnico, por técnicos deveria ser tratado.

Tornou-se, porém, uma questão política, onde a conduta sempre honrada da maioria dos políticos costuma produzir resultados nefastos, principalmente estando em jogo a nossa soberania.

Iniciada no governo FHC, a licitação foi suspensa quando da posse do atual presidente, um indigente cultural que em nome do combate à fome (uma de suas demagógicas bandeiras de campanha), estabeleceu como prioridade o malfadado Fome Zero, para onde desviou recursos que deveriam ser empregados na aquisição de novos aviões de combate, para tirar do estado comatoso a FAB, relegada ao ostracismo desde o início do ciclo de presidentes civis, após os governos militares, tendo início o que se convencionou chamar, equivocadamente, de redemocratização, encabeçada pelo então presidente e hoje senador José Sarney, de reputação ilibada.

Indignados, tivemos a oportunidade de ver o presidente da República, vilão maior desse embaraçoso momento, aplaudir entusiasticamente , no desfile de 7 de Setembro, em Brasília, uma fração de tropa do 3º Regimento de Infantaria da Legião Estrangeira, francês, com sua monótona cadência de marcha e, irresponsável e impatriótico, retirar-se antes da exibição do magnífico EDA (Esquadrão de Demonstração Aérea), popularmente conhecida como “Esquadrilha da Fumaça”.

O infortúnio não terminou por aí.

Empolgado talvez pela ingestão de umas doses a mais, o presidente recebeu para um churrasco, na Granja do Torto, o convidado de honra, o mandatário maior da França, Nicolas Sakorzy.

Em dado momento, de forma estranha mas emblemática, as picanhas, costelas e cupins já quase assados, foram pulverizados por estilhaços de vidros que estavam colocados ao lado da churrasqueira e não suportaram as altíssimas temperaturas.

Desolado, o ilustre visitante, na prática um vendedor de alto coturno, foi obrigado a contentar-se com uma moqueca capixaba preparada às pressas.

O pior, todavia, estava por acontecer.

Em delírio patognomônico de quem se excedera na bebida, o presidente veio a público para, rechaçando as críticas pelo precipitado anúncio da compra de 36 caças franceses Rafale, afirmar com a presunção própria de um iletrado que conseguiu subir na escala social, que a decisão a respeito seria dele e de mais ninguém, em prazo que só ele poderia fixar.

Sabe-se que por pressões que o Grande Timoneiro nordestino sofreu, partidas do país tido como câncer da civilização, por muitas décadas inimigo cordial da Rússia, então integrante da URSS, uma maravilha tecnológica, o caça SUKHOY Su 37, foi alijado da concorrência.

Arrogante apenas para o público interno, mercê de seu alto índice de popularidade, o Apedeuta Mor fletiu os joelhos diante do Tio Sam, excluindo da competição um avião de combate de qualidades inigualáveis, moderno e insuperável, preferido por dez entre dez oficiais aviadores da FAB.

Sobraram, então, três caças de tecnologia ultrapassada, projetados há mais de duas décadas, quais sejam, o F-18 Super-Hornet, da Boeing norte-americana, o Gripen, da Saab sueca e o Rafale, da francesa Marcel-Daussault, todos infinitamente inferiores ao caça russo, tanto em autonomia quanto em aviônica, em manobrabilidade, em capacidade de aquisição, rastreamento e destruição de alvos inimigos, entre outras insuficiências.

As características únicas do caça russo, em especial por contar o Thrust Vecttoring Control – TVC (controle de empuxo vetorado), que lhe confere dez vezes mais eficácia em combate que outro caça sem esse dispositivo (copiado, por espionagem industrial, pelo F 22 Raptor, norte-americano, sem o mesmo sucesso), o tornam imbatível no dog-fight, em qualquer condição meteorológica, além de ser ideal, por sua grande autonomia, para um país de dimensões continentais como o nosso.

O desastrado presidente, que de vôo só conhece o da avoante (ave comum no Nordeste e que na época da desova se reúne em grande quantidade, sendo abatida aos milhares, para saciar a fome daqueles miseráveis brasileiros), decidiu por razões que a própria razão desconhece, que deveria adquirir o Rafale, lamentavelmente.

Resta-nos, por fim, descobrir qual trapaça está em andamento e quem será beneficiado por essa aquisição espúria, máxime se levarmos em consideração que esse avião, que fez seu primeiro vôo em 04 de julho de 1986, há vinte e três anos portanto, até então só era utilizado pela ARMÉE DE L’AIR (Força Aérea Francesa), sendo o Brasil, país governado por um sábio disfarçado, o primeiro e único país a comprá-lo, o que é motivo de chacota na própria França.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Relatório da FAB não terá ranking de caças







Deu em O Estado de S. Paulo :

Versão final de parecer a ser entregue para Jobim fica sem 'hierarquização' que indicava preferência pelo Gripen

De Vera Rosa e Eugênia Lopes:

O relatório técnico que o Comando da Aeronáutica apresentará ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, com a avaliação dos modelos de caças para a renovação da frota da Força Aérea Brasileira (FAB), não vai conter uma "hierarquização" das propostas internacionais.

A FAB iria recomendar o Gripen NG, da empresa sueca Saab, mas foi pressionada pelo governo e não entrará no mérito de qual a melhor opção para o projeto FX-2, que prevê a compra de 36 caças.

A versão final do relatório já havia sido "reexaminada", para cortar do texto o ranking das propostas, quando o documento foi publicado pelo jornal Folha de S. Paulo.

O novo texto deverá ser apresentado a Jobim na próxima semana. O vazamento foi interpretado pelo Palácio do Planalto como uma derradeira tentativa da Aeronáutica de constranger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a optar pelo caça sueco, o mais barato entre os três concorrentes.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Aviões - Lula deve manter opção por Rafale

Deu em O Estado de S. Paulo:

Para presidente, compra dos 36 aviões é 'política e estratégica' para consolidar parceria entre Brasil e França

De Eugênia Lopes, Vera Rosa, Denise Chrispim Marin e Leonêncio Nossa:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende ignorar relatório do Comando da Aeronáutica que avaliou o caça Gripen NG, da empresa sueca Saab, como o melhor para a renovação da frota da Força Aérea Brasileira (FAB), informou um de seus mais próximos auxiliares.

Lula já manifestou a preferência pelo caça francês Rafale e tem repetido que a decisão sobre a compra dos 36 aviões é "política e estratégica" para consolidar a parceria entre o Brasil e a França.

O vazamento do relatório do Comando da Aeronáutica para o jornal Folha de S. Paulo - com a avaliação ainda parcial das propostas para o projeto FX-2, de renovação da frota da FAB - irritou Lula e provocou mal-estar no governo.

Auxiliares do presidente disseram que o documento já foi modificado e não faz um ranking das melhores propostas, apenas avalia tecnicamente itens como transferência de tecnologia e aspectos comerciais e logísticos.

Nota do Comando da Aeronáutica informou ontem que o relatório ainda não foi enviado ao Ministério da Defesa.

Leia mais em Lula deve ignorar parecer pró-caça sueco e manter opção por Rafale

De Patrícia Campos Mello, correspondente em Washington:

A Boeing divulgou comunicado ontem dizendo esperar "que a decisão final seja tomada com base nas propostas técnicas e estratégias prioritárias do governo brasileiro".

"Acreditamos firmemente que o Programa Super Hornet oferece ao Brasil segurança garantida, a expansão da indústria aeroespacial e valores estratégicos de longo prazo", disse a empresa.

"Ademais, a Força Aérea Brasileira publicou nota em seu website na qual confirma que o relatório final ainda não foi entregue ao Ministério da Defesa."Na avaliação técnica feita pela Aeronáutica, o Gripen NG, da sueca Saab, foi o mais bem avaliado e o F-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing, ficou em segundo. O Rafale, da francesa Dassault, ficou em terceiro e último lugar.

O "sumário executivo" do relatório da FAB, com as conclusões finais das mais de 30 mil páginas de dados, apontou o fator financeiro como decisivo para a classificação do caça sueco: o Gripen NG, até por ser monomotor e ainda em fase de projeto, é o mais barato dos três concorrentes finais.

Dassault Rafale




Dassault Rafale é um caça de dupla propulsão com asa em delta, altamente ágil, considerado de 4,5ª geração. A Dassault Aviation iniciou seu projeto na década de 80 a fim de substituir todos os Mirage 2000 da força aérea francesa, e esta sendo produzido tambem para a marinha francesa, para operar em porta-aviões. Também tem sido comercializado para exportação para diversos países.

O Rafale é um caça polivalente, sendo um caça-bombardeiro de amplo raio de ação, com 14 pontos duros ele pode carregar um excelente arsenal ar-ar ou ar-terra, ou também tanques extras o que aumenta ainda mais seu raio de ação. Os componentes aviônicos do caça são muito avançados, mas entre eles destaca-se o seu radar multi-funcional Thomson-CSF Detexis RBE-2 que opera junto ao sistema eletro-óptico avançado OSF (Optronique Secteur Frontal), que inclui câmeras infravermelhas FLIR, telemetria laser, etc...

Índice
1 Desenvolvimento
2 Custos
3 Cronograma
4 Aerodinâmica
5 Sistemas de Combate
6 Radar AESA
6.1 Características do Radar para a redução de assinatura
7 Cockpit
8 Variantes
9 Padrões
10 História Operacional
10.1 França
11 Exportação
12 Especificações
12.1 Características gerais
12.2 Desempenho
12.3 Armamento
12.4 Avionicos
13 Caças compativeis
14 Interessados em comprar
15 Operadores
16 Futuros operadores
17 Referências


Desenvolvimento
Em meados da década de 1970, tanto a Força Aérea Francesa (Armée de l'Air) quanto a Marinha (Aeronavale) tinham necessidade (da Marinha, sendo um pouco mais urgente) de encontrar uma nova geração de caças (principalmente para substituir o Jaguar SEPECAT e o F-8 Crusader e as suas necessidades eram suficientemente semelhantes para serem mescladas em um único projeto. Em 1983, a França adjudicou a Dassault um contrato para dois aviões de combate experimental (Avion de Combat eXpérimental - ACX). Nações européias, Alemanha, França, Itália, Espanha e Reino Unido acordaram em desenvolver conjuntamente um novo caça no início de 1980. No entanto, a discordância sobre o tamanho do caça e liderança do projeto levou a França e outras nações a se dividirem em 1985. França desenvolveu o Rafale, enquanto as outras nações envolvidas mais tarde desenvolveram o caça que seria nomeado de Eurofighter Typhoon.

O Rafale A foi lançado no final de 1985 e fez seu vôo inaugural em 4 de Julho de 1986. O motor SNECMA M88 estava sendo desenvolvido e não foi considerado suficientemente maduro para os ensaios iniciais do programa, de modo que o caça voou com o General Electric F404-GE-400 turbofan pós-combustão, usado no F/A-18 Hornet. Ordens de produção foram colocado em 1988.

Outros testes continuaram, incluindo toques de pouso e teste de vôo com motores M88, antes do RAFALE A ser aposentado em 1994. Embora o Rafale e a British Aerospace EAP foram amplamente comparável, quando o primeiro Eurofighter Typhoon fez seu vôo inaugural em março de 1994, apesar da série pré-Rafales ter realizado vôo-teste três anos atrás, incluindo ensaios portador (Rafale C01, Rafale M01, e Rafale B01 pela primeira vez em maio de 1991, dezembro de 1991, e abril de 1993, respectivamente).

Três versões do Rafale na ordem de produção inicial:

Rafale C (Monoposto) com assento para um piloto para a AdA (Armée de l'Air, Força Aérea Francesa).
Rafale B (Biposto) com assento para dois pilotos para a AdA.
Rafale M (Marinha) caça para porta-aviões, para a Aeronavale (Marinha Francesa).
O protótipo do Rafale C voou em 1991, o primeiro de dois protótipos Rafale M voou no final daquele ano. O protótipo do Rafale B voou no início de 1993, e o segundo protótipo do Rafale M voou mais tarde esse ano. Ensaios de catapulta foram inicialmente realizados entre 13 de julho e 23 de agosto de 1992 em NAS Lakehurst em Nova Jersey, E.U.A. e Patuxent NAS River, Maryland, E.U.A., como a França não tinha catapultas terrestre de ensaio. A Aeronavale, em seguida, realizou testes a bordo do porta-aviões FS Foch.

Inicialmente, o Rafale B era para ser apenas um caça de treinamento, mas a Guerra do Golfo e a experiência do Kosovo demonstrou que um segundo tripulante é inestimável em combate e missões de reconhecimento e, portanto, mais Rafales B foram encomendados, substituindo alguns Rafales C. 60% das aeronaves serão de dois lugares. Uma decisão semelhante foi feita pela Marinha, que inicialmente não tinha um avião bi-lugar, o programa, no entanto, foi interrompido.

A incerteza política e econômica significava que não era até 1999 que uma produção do Rafale M voava. A Marinha francesa, com um Rafale M, executou um toque no convés do porta-aviões USS John C. Stennis (CVN-74).


Rafale B e Rafale CForam esperados para as forças francesas, 294 Rafales: 234 para a Força Aérea e 60 para a Marinha. Até o momento 120 Rafales foram oficialmente encomendados. Estes estão a ser entregues em três lotes distintos, sendo o mais recente para dezembro de 2004, 59 Rafales.

A versão da marinha tem prioridade desde que a aeronave está substituindo os F-8 Crusaders, que são muito mais velhos. Serviço de entregas começaram em 2001 e do tipo "entrou em serviço", em 4 de dezembro de 2000, embora o primeiro esquadrão, Flotille 12 , não reformar efectivamente até 18 de Maio de 2001. A unidade iniciou-se no porta-aviões Charles de Gaulle em 2002, tornando-se plenamente operacional em 25 de Junho de 2004, após um prolongado opeval (avaliação operacional), que incluiu vôo limitado e as missões de escolta navio de apoio à Operação Liberdade Duradoura no Afeganistão.

A Armée de l'Air recebeu seus três primeiros Rafales B (para os padrões F2) no final de dezembro de 2004. Eles foram para o Centre d'Aériennes Expériences Militaires (CEAM), em Mont-de-Marsan para a avaliação operacional e de formação de conversão a pilotos associados.

Custos
O custo total do programa, a partir de 2008, é de cerca de € 39,6 bilhões de euros, que se traduz em uma unidade de custo do programa de cerca de € 138.5 milhões de euros. O preço unitário flyaway a partir de 2008 é de € 64 milhões de euros para a versão C (Força Aérea), e € 70 milhões de euros para a versão da Marinha.

Cronograma

Datas importantes do programa Rafale incluem:
1985 França formalmente retira-se do programa Eurofighter, comprometendo-se ao projeto Rafale.
1986, 4 de julho: Primeiro voo do Rafale A; dezembro: inicio do desenvolvimento de motores SNECMA M88.
1988, abril: primeira ordem assinada (para Rafale protótipo C).
1990, Fevereiro: testes de vôo do M88 começam.
1991, 19 de maio: O primeiro vôo da Armée de l'Air, protótipo de assento único (Rafale C); 12 de dezembro: O primeiro vôo do protótipo Aeronaval (Rafale M).
1992, Rafale M começa ensaios
1993, Março: Primeiro contrato para produção de aeronaves assinada. Abril: Início dos ensaios de porta-avião, compatibilidade com Foch. 30 de abril: Primeiro vôo do Armée de l'Air protótipo de assento duplo (Rafale B).
1995, Junho: Primeiro MICA lançado de um Rafale em modo auto guiada. Julho: sistema OSF e capacete montado vista/display instalado e testado. Setembro: Rafale M testado a bordo de porta-avião (série 4). Novembro: Primeiro vou sem parada de longo alcance do Rafale B01 (3.020 km em menos de 6 horas 30 minutos). Outubro: Série final de testes de terra, baseados em porta-avião do Rafale M nos E.U.A.. Dezembro: A primeira produção de montagem da fuselagem do modelo.
1996, Março: M88 motor "flightworthiness" qualificado. Abril: Produção suspenso, reiniciado em janeiro de 1997, após as reduções de custos. Maio: testes de baixo nível com banco de dados digital de terreno. Julho: espectros eletrônicos guerra testes do sistema de integração em câmara anecóica. Novembro: voo Spectra testados. Dezembro: As primeiras entregas da produção de motores standard.
1997 Fevereiro: Rafale B01 vôo testado na configuração pesado (2 Apache ASMs, três tanques de 2.000 litros, dois Magic e dois MICA AAMS). Maio: Primeiro disparo inercial guiado do MICA. Junho: o vôo de teste do sistema de contramedidas Spectra. Outubro: Primeiro radar RBE2 produção voou pela primeira vez. Novembro: acendimento inercial guiado de mísseis contra dois alvos, com aeronaves de vincular-mísseis, com contramedidas.
1998, Junho: Qualificação de MICA sistema de controle de incêndio. Proposta de capacidade operacional inicial avaliada pela Marinha e pilotos da Força Aérea voando Rafale B01 e aeronaves desenvolvimento M02. 24 de novembro: Primeiro vôo de produção Rafale (um Rafale B)
1999, Maio: Primeiro lançamento de teste do míssil de cruzeiro SCALP EG.. 6 de Julho: Primeira plataforma de desembarque Afgan Charles de Gaulle. 7 de julho: Primeiro vôo do Rafale M de produção.
2000 20 de julho: Primeiro Rafale M entregues Flotille 12F
2002 Rafale M entrou em serviço com 12F (Aeronaval, em avaliação)
2004 a entrada de serviço completo com 12F (Marinha); 9 de setembro: Primeira Meteor GHTM (General Handling Training Missiles) Ensaios transporte Rafale M da CEV Istres; Junho: dezembro: Três Rafale Bs entregue ao CEAM, Mont de Marsan
2005, 11 de setembro: ensaios Primeira Meteor GHTM transporte Rafale M do porta-avião Charles de Gaulle.
2006, Verão: Formação de CE 1 / 7, com 8-10 aeronaves
2007 a entrada de serviço completo (Força Aérea) esperado com EC7; Primeiro pouso do Rafale M em E.U.A porta-avião USS Enterprise.
2008 Rafale totalmente qualificado para padrão F3.

Aerodinâmica
Um protótipo Dassault RafaleO Rafale possui uma asa delta combinado com ativos integrados (monobloco) canard para maximizar a capacidade de manobra (resistir a 9 g ou -3 g), mantendo estabilidade em vôo, um máximo de 11 g pode ser confirmado em caso de emergência. O canard também reduz a velocidade de aterragem para 115 nós. De acordo com fontes internas (Les essais en vol du Rafale) Limite de velocidade baixa é de 100 kt 80 kt mas às vezes é demonstrado durante Airshows pelos pilotos dispostos a sublinhar qualidades de baixa velocidade da aeronave. "Um mínimo de 15 kt ter sido atingido durante simulado combate contra um Mirage 2000 por um piloto agressivo. ". O avião pode operar em pistas de 400 metros.

Sistemas de Combate
Armamentos complementares do RafaleO Rafale carrega um sistema eletrônico integrado de sobrevivência nomeado SPECTRA que possui um software baseado em tecnologia "stealth virtual". O sensor mais importante é o passivo RBE2 Thales óptica de radar multi-modo. Thales alega ter alcançado níveis sem precedentes de conhecimento da situação através da detecção precoce e acompanhamento de alvos aéreos múltiplos para combate próximo e intercepção de longo alcance, assim como a geração em tempo real de mapas tridimensionais do terreno seguinte e o tempo real de geração de mapas de alta resolução do terreno para a navegação e orientação.

No entanto, nessas circunstâncias, quando a administração é necessária a assinatura, o Rafale pode utilizar vários sistemas de sensores passivos. O front-electro-sector sistema óptico ou Optronique Secteur Frontal (OSF), desenvolvido pela Thales, é completamente integrado dentro da aeronave e pode operar tanto em comprimentos de onda visíveis a infravermelhos.

O sistema Spectra de guerra eletrônica, desenvolvido em conjunto pela francesa Thales e a EADS, prevê a aeronave com maior capacidade de sobrevivência contra ameaças aéreas e no solo. O tempo real de ligação de dados permite a comunicação não só com outras aeronaves, mas também com comando fixo e comando móvel e centros de controle. Para aquelas missões que o exigem, o Rafale também irá eventualmente usar a designação de Dâmocles pod electro-optical/laser que traz a capacidade LGB de operar tanto em dia claro quanto a noite.

Os sistemas de núcleo do Rafale empregam um Integrated Modular Avionics (IMA), chamado de MDPU (Modular Data Processing Unit). Esta arquitetura acolhe todas as funções essenciais do sistema de gerenciamento de aeronaves, em vôo, fusão de dados, controlar o fogo, interface de maquina principal, etc.

O valor total do radar, da comunicação eletrônica e de auto-proteção do equipamento é de cerca de 30% do custo de todo o projeto.

A capacidade do Rafale, de ataque ao solo é limitada pela falta de um avançado casulo (bainha) de segmentação, mas isso será corrigido com a adição de Reco Thales Optronique's NG / Areos reconhecimento e direcionamento casulos (bainhas) Dâmocles sobre o padrão F-3.

Radar AESA
Enquanto os primeiros 100 Rafales foram equipados com o primitivo radar RBE2 Thales, o sensor mais importante da próxima geração do caça será o AA RBE2 Thales, uma nova matriz de varredura eletrônica ativa (AESA radar), que irá substituir a matriz passiva da RBE2.

A Thales completou a sua primeira matriz ativa por etapas, compreendendo 1.000 módulos transmissores/receptores de arsenato de gálio em 2006. No final de abril deste ano, a companhia disse que o AA RBE2 tinha terminado com sucesso uma nova série de ensaios sobre o Rafale, realizada em parceria com a Agência Francesa de contratos de defesa (DGA), no vôo Cazaux-centro de testes.

"Esta etapa marca a última etapa para a qualificação da AESA RBE2 radares este ano em preparação para a entrega das duas primeiras unidades a Dassault Aviation, durante o primeiro trimestre de 2010", afirma a Thales. "Os radares serão instalados nas aeronaves em 2011 para ser entregues à Força Aérea Francesa no início de 2012."

Características do Radar para a redução de assinatura
Embora não seja uma aeronave furtiva de verdade, o Rafale tem uma reduzida assinatura de radar de acordo com a Dassault. Enquanto a maioria dos recursos de design stealth são classificados, o uso extensivo de materiais compostos e padrões serrilhados nas bordas de fuga das asas e canards ajuda a reduzir a área de reflexão.

Cockpit
O cockpit utiliza um Martin-Baker Mark 16F "zero-zero", assento ejetável, ou seja, capaz de ser usado em velocidade zero e zero de altitude. O banco é inclinado 29 graus para trás, para melhorar o vigor a tolerância G. Dossel dobradiças aberta para a direita. Um sistema a bordo de geração de oxigênio é fornecido para eliminar a necessidade de vários depósitos de oxigênio.

A cabine inclui uma grande angular holográfico Head Up Display (HUD) e dois abaixo da cabeça de tela plana de multifunções a cores (DMF). A interação do Display é por meio do toque de entrada para que o piloto usa luvas de seda, forrado de couro. Além disso, em pleno desenvolvimento, o piloto terá um Helmet-Mounted Display (HMD).

O piloto controla a aeronave com um side-stick montado à sua direita e um regulador de pressão à sua esquerda. Estes incorporam vários comandos no acelerador e manche (HOTAS) controles. O cockpit do Rafale também é planejada para incluir Direct Voice Input (DVI), permitindo uma ação do piloto por comandos de voz.

Variantes
Dassault Rafale M
Dassault Rafale B no Show Aéreo de Paris em 2007Rafale A : Um demonstrador de tecnologia que voou pela primeira vez em 1986. Foi agora aposentado.
Rafale D : Dassault utilizou esta designação (D para discret ou camuflado) no início de 1990 para as versões de produção para a Armée de l'Air, para salientar o semi novos recursos furtivo que tinham adicionado ao projeto.
Rafale B : Esta é a versão de dois lugares para a Armée de l'Air, entregue à CE 330 em 2004.
Rafale C : Esta é a versão monoposto para a Armée de l'Air, entregue à CE 330, em Junho de 2004.
Rafale M : Esta é a versão Aeronaval, que entrou em serviço em 2002. O Rafale M pesa cerca de 500 kg (lb 1.100) a mais do que o Rafale C. Muito semelhante ao Rafale C na aparência, o M difere nos seguintes aspectos:
O reforço para suportar os rigores das operações baseadas em porta-aviões.
Artes fortes para desembarque.
Trem de pouso mais longo no nariz para manter o nariz mais alto para ganhar atitude no lançamento com a catapulta.
Pylon central excluídos na frente (para dar espaço a mais de velocidade)
Ferrão grande tipo Tailhook entre os motores
Built-in power operado Escada
Sistema de aterrisagem por micro-ondas em porta-aviões.
Plataforma "Telemir" de referência inercial que pode receber as atualizações dos sistemas de transporte.
Rafale N : O Rafale N, originalmente chamada de Rafale BM, foi planejada para ser uma versão de dois lugares para a Aeronavale. Os constrangimentos orçamentais e o custo de treinamento extra de membros da tripulação têm sido citados como os motivos de seu cancelamento.
[editar] Padrões
Entregas iniciais do Rafale M foram para a padrão F1 ( "França 1"). Isso significava que a aeronave estava adequada para o combate ar-ar, substituindo o obsoleto F-8 Crusaders, como um caça naval da aviação baseada em porta-aviões, mas não equipado ou armado para missões ar-terra. As entregas reais (para 11 Flotille algum tempo depois de 2007) são para o "F2" normal, dando capacidade para miss~es ar-terra, e substituindo a Dassault-Breguet Super Étendard no papel de ataque ao solo e a Dassault Étendard IVP no papel de reconhecimento. Isso irá deixar o Rafale M, como únicas aeronaves de asas fixas de combate pilotados pela Aviação Naval, e os planos são para atualizar todas as fuselagens para o padrão F3, com motores turbofan SNECMA M88-2, de 11.000 kg de empuxo cada, radar de terreno 3D e capacidade nuclear, a partir do início da década de 2010.

O primeiro Rafale C entregue à Armée de l'Air, em junho de 2005, foi para o padrão F2, e prevê-se que os melhoramentos semelhantes aos da Marinha ocorrerá no futuro. O Rafale substitui o SEPECAT Jaguars, Mirage F1 e o Mirage 2000 no Armée de l'Air.

História Operacional
França
Rafale da marinha francesa fazendo testes de pouso e decolagem no convés do porta-aviões norte-americano USS Ronald Reagan (CVN-76)O Rafale está agora em serviço com o papel nos ensaios e de formação da Força Aérea Francesa (CEAM / CE 5 / 330) e EC 1 / 7, em Saint-Dizier e esperam para receber um núcleo de 8-10 F2s Rafale durante o Verão de 2006, e parece que vai entrar em serviço operacional total (com ar robusto-ar e ficar fora do ar para as capacidades de ataque ao solo de precisão), em meados-2007 (CE, quando 1 / 7 terá cerca de 20 aeronaves, 15 em bipostos e 5 monopostos). O avião já está no serviço operacional limitada com a Marinha Francesa (Flotille 12F) para o papel ar-ar, e comprometeu-se uma grande quantidade de ar-solo em trabalho de avaliação.

O Rafale é totalmente compatível com os porta-aviões da Marinha dos E.U.A e alguns pilotos franceses da Marinha tem qualificação para fazer o pousos nos convés da Marinha dos E.U.A.

O primeiro Rafale implantado em uma zona de combate foram os da marinha francesa, durante a Operação Hércules, e a participação francesa na Operação Liberdade Duradoura. Eles voaram de Charles de Gaulle sobre o Afeganistão, logo em 2002, mas o padrão F1 se opõe para as missões do solo e não se viu nenhuma ação do Rafale.

Em 2007, após um programa de "crash" um reforço cerca de seis Rafale foi dada a possibilidade de queda de bombas guiadas a laser, tendo em vista a envolvê-los no Afeganistão. Três destes aviões que pertencentes à Força Aérea foram enviados para Dushanbe no Tajiquistão, enquanto os outros três Rafales foram enviados a bordo do Charles De Gaulle. A primeira missão ocorreu em 12 de março, e a primeira GBU-12 foi lançado no dia 28 de março em apoio a tropas holandesas em apuros no Sul do Afeganistão, que marca o début operacional do Rafale. No entanto, eles ainda têm que confiar nos Mirage 2000Ds e Étendards Super carregando casulos de designação a laser para designar os seus objetivos.

Em 6 de Dezembro de 2007, um Rafale da Força Aérea Francesa, de dois assento com um único ocupante, em um vôo de treinamento da base de Saint-Dizier, caiu em uma parte desabitada da comuna Neuvic na área de Corrèze, com a perda de seu piloto. Esta foi a primeira perda de um Rafale. Em 10 de janeiro de 2008, a RTL, o ministro da Defesa, Hervé Morin, indicou que a causa do acidente foi "desorientação" do piloto.

O Rafale apareceu na RNAS Yeovilton no dia 11 de Julho de 2009, tanto voando quanto de forma estática. Espera-se para emocionar as multidões na RIAT em 18 de julho de 2009 ao lado dos outros países europeus com asas em delta, o JAS-39 Gripen e o Eurofighter Typhoon. [Carece de fontes?]

Exportação
Dassault Rafale BVários países têm demonstrado interesse em comprar o Rafale. O Rafale é um dos seis caças concorrentes para apresentação de propostas da Índia para 126 caças multi-função. Em abril de 2009, reportagens, afirmou que o Dassault Rafale foi desclassificado da competição por não atender aos requisitos mínimos de desempenho da Força Aérea da Índia. Outras aeronaves concorrentes, ou seja, Mikoyan MiG-35, F-16, F/A-18 Super Hornet, JAS-39 Gripen e o Eurofighter Typhoon, se classificou para a próxima rodada de avaliação. No entanto, o Ministério da Defesa Indiano negou neste relatório, um porta-voz da IAF, afirmou, "nós não excluímos ninguém ainda da competição".

Em janeiro de 2006, o jornal francês Journal du Dimanche relatou que a Líbia queria na ordem de 13-18 Rafales "em um valor do negócio tanto quanto 3,24 bilhões dólares." Em Dezembro de 2007, Saif al-Islam Kadhafi declarou abertamente o interesse da Líbia no Rafale.

A Grécia também manifestou interesse no caça francês, possivelmente em troca de sua própria frota de Mirages. [Carece de fontes?]

Em setembro de 2007, "La Tribune" informou que a venda a Marrocos tinha caído através do governo por ter selecionado o Lockheed Martin F-16. Em Outubro de 2007, no início do relatório La Tribune parece confirmado que o Rafale não seria comprado.

Em janeiro de 2008, "O Estado de São Paulo" informou que o ministro da Defesa brasileiro visitou a França para discutir a possibilidade de aquisição de caças Rafale para o programa FX-2. Em junho de 2008, a Força Aérea Brasileira divulgou um pedido de informações às seguintes empresas e suas aeronaves: Boeing (F/A-18 Super Hornet) e Lockheed Martin F-35 Lightning II, Dassault Rafale, Sukhoi Su-35 , Saab Gripen NG e Eurofighter Typhoon. Em Outubro de 2008, foi relatado que a Força Aérea Brasileira teve selecionados três finalistas para o FX-2, Dassault Rafale, Saab Gripen NG e Boeing F/A-18. Em 7 de setembro de 2009, durante uma visita do presidente francês, Nicolas Sarkozy, o Brasil anunciou um acordo para entrar em negociações para comprar 36 Rafales.

Em fevereiro de 2007, foi relatado que a Suíça estava considerando, entre outros, o Rafale para substituir os F-5 Tiger II. (Le Temps, 13 de fevereiro de 2007). A avaliação começou em outubro de 2008 em Emmen Airforce Base constituída de aprox. 30 vôos de avaliação. O Rafale é um dos três candidatos (juntamente com o Saab Gripen e o Eurofighter), a ser avaliada. (Neue Zuercher Zeitung, 9 de Outubro de 2008)

Em fevereiro de 2009, o presidente francês Nicolas Sarkozy anunciou que o Kuwait estava considerando comprar até 28 jatos Rafale, mas sem pedidos firmes em vigor a partir dessa data. No mesmo mês, a França ofereceu Rafales para Omã para substituir sua frota de envelhecimento da SEPECAT Jaguars.

Em agosto de 2009, ofertou os Dassault Rafale para a Força Aérea da Polônia, visando a substituição de sua frota de envelhecidos MiG-29 e Sukhoi Su-22.

Especificações
O Rafale M voa no porta-aviões USS John C. Stennis.Dados de características do Dassault Rafale

Características gerais
Tripulação: 1-2
Comprimento: 15,27 m (50,1 ft)
Envergadura: 10,80 m (35,4 ft)
Altura: 5,34 m (17,5 ft)
Área de asa: 45,7 m² (492 ft ²)
Peso vazio: 9.500 kg (C), 9,770 kg (B), 10,196 kg (M)
Peso máximo de decolagem: 24,500 kg (C/D), 22,200 kg (M)
Powerplant: 2 × Snecma M88-2 turbofan
Impulso seco: 50,04 kN (11.250 lbf) cada
Impulso com pós-combustão: 75,62 kN com M88-Eco> 90 kN após 2010 (lbf 17.000) cada

Desempenho
Velocidade máxima:
Alta altitude: Mach 2, 2.390 Km/h, 1.290 nós
Baixa altitude: 1.390 km/h, 750 nós
Alcance (km): 2,800 km (Rafale C,sem carga externa)
Raio de combate: 1.850 Km / 3.125 Km
Teto de serviço: 16.800 m (55.000)
Taxa de subida: 304,8 m/s
Carregamento da asa: 326 kg/m²

Armamento
Metralhadora: 1 × 30 mm (1,18 in) canhão GIAT 30/719B
Mísseis:
ar-ar:
MICA IR / EM ou
Magic II e no futuro
MBDA Meteor
ar-solo:
MBDA Apache ou
SCALP EG ou
Ou AASM
GBU-12 Paveway II ou
AM 39 Exocet ou
ASMP-A míssil nuclear

Avionicos
Radar Thales RBE2
Thales SPECTRA sistema de guerra eletrônica.
Thales / SAGEM OSF (Optronique Secteur Frontal) busca de infravermelhos e sistema de trilha.

Caças compativeis
Eurofighter Typhoon
Sukhoi Su-33
F-15 Eagle
F/A-18E/F Super Hornet
Mikoyan MiG-35
JAS 39 Gripen
Chengdu J-10
F-16 Fighting Falcon
Mitsubishi F-2

Interessados em comprar
Líbia
Suíça
Emirados Árabes Unidos: Em novembro de 2009, governo dos Emirados Árabes Unidos sinalizau abrir mão de Rafale por avião de 5ª geração.[1]
Brasil[2]
Índia[3]

Operadores
França: 120 encomendados, 68 entregues em Junho de 2009.
Força Aérea Francesa - 42
Marinha da França - 26

Futuros operadores
Brasil: O Governo Brasileiro anunciou não-oficialmente no dia 07/09/2009 que o vencedor do Programa FX-2 é o Dassault Rafale, e tem a intenção de comprar 36 Rafales com transferência total de tecnologia por parte da França.