Seul (Coreia do Sul) - Dois caças da Força Aérea sul-coreana estão desaparecidos, após terem sido vistos voando para o interior do país, informou o Ministério da Defesa na terça-feira. A agência de notícias Yonhap, dois F-5 se acidentaram em um monte próximo à base de Gangneung, 240 quilômetros a leste de Seul, e os três pilotos estão desaparecidos.
Segundo a Aeronáutica sul-coreana, os dois aviões militares desapareceram do radar cinco minutos depois que decolaram em Gangneung, e parte das fuselagens já foi localizada. O acidente aconteceu por volta das 12h locais (0h em Brasília), e por enquanto não foram descobertas as causas. No momento do acidente, havia pouca visibilidade na zona, pois o céu estava encoberto.
A Coreia do Norte - com quem o Sul ainda está tecnicamente em guerra após o conflito do início da década de 1950 ter sido encerrado com uma trégua - não estaria envolvida no incidente, de acordo com a autoridade do Ministério da Defesa.
Os aviões supersônicos F-5, desenvolvidos pela Northrop Grumman e que voaram pela primeira vez nos anos 1960, continuam em operação em vários países do mundo, incluindo o Brasil e os EUA. Os caças F-5 passaram a ser utilizados pelas forças armadas da Coreia do Sul na década de 80.
As empresas sueca e americana que disputam o fornecimento dos novos caças da FAB (Força Aérea Brasileira) reclamam o direito de oferecer novos preços para seus aviões, informa Igor Gielow em reportagem publicada nesta sexta-feira na Folha (íntegra disponível somente para assinantes do jornal ou do UOL).
Os concorrentes ficaram surpresos com a negociação direta do governo brasileiro com a francesa Dassault, conforme revelado ontem pela colunista Eliane Catanhêde, da Folha. Segundo a reportagem, a Dassault baixou em US$ 2 bilhões a oferta pelo pacote de seu caça, o Rafale.
Na reportagem de hoje, o diretor da sueca Saab no Brasil, Bengt Janér, diz que está disposto a oferecer um preço mais baixo pelo caça Gripen NG, escolhido na avaliação técnica da FAB por ser mais barato, além de transferência de tecnologia.
Já o representante da norte-americana Boeing, Mike Coggins, reclamou de não ter tido a mesma oportunidade de apresentar um preço melhor pelo F-18 Super Hornet.
Ontem, o novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, também saiu em defesa da Boeing, que segundo ele ainda está no páreo para vender 36 aviões caças à FAB.
Em nota divulgada ontem, o Ministério da Defesa afirma que ainda não concluiu a análise sobre os 36 aviões caças que serão adquiridos pelo governo federal. O ministério admite, porém, que vai levar em conta no momento da escolha não somente critérios técnicos, mas "informações enviadas pelos governos interessados e pelos proponentes".
"Desde 06 de janeiro, realizam-se, por órgãos competentes do Ministério da Defesa, análises dos aspectos políticos, estratégicos e financeiros do referido pacote tecnológico. Tais análises têm como parâmetro a Estratégia Nacional de Defesa, aprovada em dezembro de 2008. O Ministério da Defesa levará em consideração, também, outras informações enviadas pelos governos interessados e pelos proponentes", diz a nota.
Segundo o Ministério da Defesa, o ministro Nelson Jobim vai submeter as conclusões sobre a compra dos caças ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Editoria de Arte/Folha Imagem
Leia a coluna completa na Folha desta sexta-feira, que já está nas bancas.
Lula escolheu caça francês após revisão de preço, disse jornal.
Concorrência também tem propostas dos EUA e da Suécia.
Do G1, em Brasília
Em nota emitida nesta quinta-feira (4), o comando da Força Aérea Brasileira (FAB) afirma não ter recebido "qualquer comunicação oficial" sobre a suposta compra dos caças franceses pelo governo brasileiro.
Reportagem publicada nesta quinta pelo jornal "Folha de S. Paulo" afirma que, depois de uma queda de quase R$ 4 bilhões no valor do pacote de 36 caças, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, optaram pela proposta francesa na negociação de novos aviões para a FAB.
Segundo a publicação, a fabricante Dassault reduziu o preço final dos caças Rafale de US$ 8,2 bilhões (R$ 15,1 bilhões) para US$ 6,2 bilhões (R$ 11,4 bilhões) depois de uma revisão concluída no sábado (30), quando Jobim passou por Paris na volta de uma viagem a Israel. Mesmo com a redução, diz o jornal, a proposta francesa ainda tem valor maior qua a das concorrentes (US$ 4,5 bilhões da sueca Saab e US$ 5,7 bilhões da americana Boeing).
Em setembro de 2009, Lula e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, emitiram comunicado conjunto em que anunciavam a intenção da parte do governo brasileiro de entrar em negociação para aquisição de 36 caças GIE Rafale. Os dois também assinaram acordos para o desenvolvimento compartilhado de submarinos e helicópteros.
À época, para convencer o Brasil, a França aceitou em sua oferta uma transferência tecnológica considerada sem precedentes por Paris. Apesar do comunicado, nenhuma outra proposta havia sido oficialmente excluída da concorrência.
“O único que ficou em silêncio até agora fui eu. E fiquei em silêncio porque sou eu que tenho o poder de decidir. E quem tem o poder de decidir tem mais responsabilidade, não fala o que quer, fala o que pode”, disse o presidente.
Na ocasião, Lula afirmou ainda que conversou com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e pediu que ele apresentasse um relatório sobre os três aviões que disputam a concorrência para atender a Força Aérea Brasileira (FAB).
“Quando esse relatório for apresentado pelo ministro Jobim a mim, tomarei a iniciativa de convocar o Conselho de Defesa, poderei tomar a iniciativa de fazer um debate no Congresso Nacional porque essa questão do caça não é uma questão comercial comum. Não é um acordo eminentemente econômico, que eu vou comprar um porque é mais barato ou vou comprar outro porque é isso”, argumentou. Ele acrescentou, porém, que não deixaria a decisão para o próximo presidente.
Valor do pacote de 36 caças cai quase R$ 4 bi, e governo bate o martelo pelo Rafale
Mesmo com redução, avião fabricado pela França custará quase 40% a mais do que o concorrente mais barato, o sueco Gripen
De Eliane Cantanhêde:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Nelson Jobim (Defesa) bateram o martelo a favor do caça francês Rafale. A decisão foi tomada depois que a fabricante, Dassault, reduziu de US$ 8,2 bilhões (R$ 15,1 bilhões) para US$ 6,2 bilhões (R$ 11,4 bilhões) o preço final do pacote de 36 aviões para a Força Aérea Brasileira.
Mesmo com a redução, os caças franceses têm preço muito superior ao dos concorrentes. Conforme a Folha apurou, a proposta do modelo Gripen NG, da sueca Saab, foi de US$ 4,5 bilhões, e a dos F-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing, de US$ 5,7 bilhões.
Além do custo do pacote, que inclui avião, armas, logística e custo de transferência tecnológica, a Dassault estimou que a manutenção dos aviões por 30 anos custará US$ 4 bilhões.
Os valores foram revistos após o presidente Lula anunciar antecipadamente a vitória do Rafale, em setembro.
O preço unitário, sempre uma estimativa, era então menor para todos os concorrentes porque o pacote não previa vantagens incluídas na renegociação -como o custo de a Embraer fabricar o caça futuramente.
Publicado no site http://www.brasilverdade.org.br de 16/09/2009, por Wallace Farache Ferreira. O autor é advogado militante neste Estado e, também, aviador, estudioso da aviação militar, especialista em armamento e pára-quedista em 12/09/2009.
Estamos presenciando, estarrecidos, os desencontros, as afirmativas, as negativas, as mentiras e os desmentidos sobre o programa F-X2 de reequipamento da nossa Força Aérea Brasileira.
Assunto eminentemente técnico, por técnicos deveria ser tratado.
Tornou-se, porém, uma questão política, onde a conduta sempre honrada da maioria dos políticos costuma produzir resultados nefastos, principalmente estando em jogo a nossa soberania.
Iniciada no governo FHC, a licitação foi suspensa quando da posse do atual presidente, um indigente cultural que em nome do combate à fome (uma de suas demagógicas bandeiras de campanha), estabeleceu como prioridade o malfadado Fome Zero, para onde desviou recursos que deveriam ser empregados na aquisição de novos aviões de combate, para tirar do estado comatoso a FAB, relegada ao ostracismo desde o início do ciclo de presidentes civis, após os governos militares, tendo início o que se convencionou chamar, equivocadamente, de redemocratização, encabeçada pelo então presidente e hoje senador José Sarney, de reputação ilibada.
Indignados, tivemos a oportunidade de ver o presidente da República, vilão maior desse embaraçoso momento, aplaudir entusiasticamente , no desfile de 7 de Setembro, em Brasília, uma fração de tropa do 3º Regimento de Infantaria da Legião Estrangeira, francês, com sua monótona cadência de marcha e, irresponsável e impatriótico, retirar-se antes da exibição do magnífico EDA (Esquadrão de Demonstração Aérea), popularmente conhecida como “Esquadrilha da Fumaça”.
O infortúnio não terminou por aí.
Empolgado talvez pela ingestão de umas doses a mais, o presidente recebeu para um churrasco, na Granja do Torto, o convidado de honra, o mandatário maior da França, Nicolas Sakorzy.
Em dado momento, de forma estranha mas emblemática, as picanhas, costelas e cupins já quase assados, foram pulverizados por estilhaços de vidros que estavam colocados ao lado da churrasqueira e não suportaram as altíssimas temperaturas.
Desolado, o ilustre visitante, na prática um vendedor de alto coturno, foi obrigado a contentar-se com uma moqueca capixaba preparada às pressas.
O pior, todavia, estava por acontecer.
Em delírio patognomônico de quem se excedera na bebida, o presidente veio a público para, rechaçando as críticas pelo precipitado anúncio da compra de 36 caças franceses Rafale, afirmar com a presunção própria de um iletrado que conseguiu subir na escala social, que a decisão a respeito seria dele e de mais ninguém, em prazo que só ele poderia fixar.
Sabe-se que por pressões que o Grande Timoneiro nordestino sofreu, partidas do país tido como câncer da civilização, por muitas décadas inimigo cordial da Rússia, então integrante da URSS, uma maravilha tecnológica, o caça SUKHOY Su 37, foi alijado da concorrência.
Arrogante apenas para o público interno, mercê de seu alto índice de popularidade, o Apedeuta Mor fletiu os joelhos diante do Tio Sam, excluindo da competição um avião de combate de qualidades inigualáveis, moderno e insuperável, preferido por dez entre dez oficiais aviadores da FAB.
Sobraram, então, três caças de tecnologia ultrapassada, projetados há mais de duas décadas, quais sejam, o F-18 Super-Hornet, da Boeing norte-americana, o Gripen, da Saab sueca e o Rafale, da francesa Marcel-Daussault, todos infinitamente inferiores ao caça russo, tanto em autonomia quanto em aviônica, em manobrabilidade, em capacidade de aquisição, rastreamento e destruição de alvos inimigos, entre outras insuficiências.
As características únicas do caça russo, em especial por contar o Thrust Vecttoring Control – TVC (controle de empuxo vetorado), que lhe confere dez vezes mais eficácia em combate que outro caça sem esse dispositivo (copiado, por espionagem industrial, pelo F 22 Raptor, norte-americano, sem o mesmo sucesso), o tornam imbatível no dog-fight, em qualquer condição meteorológica, além de ser ideal, por sua grande autonomia, para um país de dimensões continentais como o nosso.
O desastrado presidente, que de vôo só conhece o da avoante (ave comum no Nordeste e que na época da desova se reúne em grande quantidade, sendo abatida aos milhares, para saciar a fome daqueles miseráveis brasileiros), decidiu por razões que a própria razão desconhece, que deveria adquirir o Rafale, lamentavelmente.
Resta-nos, por fim, descobrir qual trapaça está em andamento e quem será beneficiado por essa aquisição espúria, máxime se levarmos em consideração que esse avião, que fez seu primeiro vôo em 04 de julho de 1986, há vinte e três anos portanto, até então só era utilizado pela ARMÉE DE L’AIR (Força Aérea Francesa), sendo o Brasil, país governado por um sábio disfarçado, o primeiro e único país a comprá-lo, o que é motivo de chacota na própria França.