Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sábado, 10 de abril de 2010

INTERNACIONAL/RÚSSIA - Aviões Tupolev-154 se envolveram em 16 acidentes em 16 anos




São Paulo - A queda do avião Tupolev-154 que matou neste sábado o presidente polonês, Lech Kaczynski, 60 anos, e outras 95 pessoas, próximo ao aeroporto de Smolensk, na Rússia, aumentou para 16 o número de acidentes com este tipo de aeronave russa desde 1994. As informações são do site português Jornal de Notícias.

O acidente anterior ocorreu no dia 10 de julho de 2009, quando um Tupolev das linhas aéreas Caspias, que viajava do Irã para a Armênia caiu, matando 168 pessoas.

Três anos antes (2006) outro Tupolev-154 das linhas áreas do Irã saiu da pista, e pegou fogo quando tentava aterrissar no aeroporto da cidade iraniana de Mashad, provocando a morte a 80 dos 147 passageiros.

O mais grave acidente com este tipo de avião russo ocorreu a 22 de agosto de 2006 quando um Tupolev das linhas aéreas russas Pulkovo, com 170 pessoas abordo, caiu durante uma tempestade na Ucrânia a caminho de um resort do Mar Negro para St. Petersburgo.

Há 16 anos, a queda de um Tupolev-154 provocou a morte a 125 pessoas perto da estância de neve da cidade de Irkutsk no dia 3 de janeiro de 1994.

O modelo Tupolev-154 começou a ser construído em 1972 e o primeiro voo realizou-se a 9 de fevereiro de 1972.

O acidente


Lech Kaczynski, presidente da Polônia, morreu no sábado (10) quando o avião que o transportava se acidentou próximo de um aeroporto na Rússia. O acidente aconteceu pouco antes das 11h de Moscou (4h em Brasília).A aeronave, um Tupolev-154, viajava de Varsóvia para a cidade russa de Smolensk, a 420 km da capital Moscou, onde as autoridades polonesas participariam de uma cerimônia para lembrar os 70 anos de um massacre de mais de 20 mil prisioneiros de guerra por forças russas na floresta de Katyn durante a Segunda Guerra Mundial.

O chefe de Estado viajava com a primeira-dama, Maria, e altos oficiais do seu gabinete, incluindo o presidente do Banco Central. Uma das caixas-pretas do avião foi encontrada no local da tragédia, informou um funcionário do governo regional à agência Interfax.

A morte de Kaczysnki repercutiu entre outras personalidades da política mundial, como o presidente dos EUA, Barack Obama, o rei Juan Carlos, da Espanha, e o papa Bento XVI.


 


 

sábado, 9 de janeiro de 2010

O projeto F-X2 da FAB e a absurda ingerência presidencial




Publicado no site http://www.brasilverdade.org.br de 16/09/2009, por Wallace Farache Ferreira. O autor é advogado militante neste Estado e, também, aviador, estudioso da aviação militar, especialista em armamento e pára-quedista em 12/09/2009.


Estamos presenciando, estarrecidos, os desencontros, as afirmativas, as negativas, as mentiras e os desmentidos sobre o programa F-X2 de reequipamento da nossa Força Aérea Brasileira.

Assunto eminentemente técnico, por técnicos deveria ser tratado.

Tornou-se, porém, uma questão política, onde a conduta sempre honrada da maioria dos políticos costuma produzir resultados nefastos, principalmente estando em jogo a nossa soberania.

Iniciada no governo FHC, a licitação foi suspensa quando da posse do atual presidente, um indigente cultural que em nome do combate à fome (uma de suas demagógicas bandeiras de campanha), estabeleceu como prioridade o malfadado Fome Zero, para onde desviou recursos que deveriam ser empregados na aquisição de novos aviões de combate, para tirar do estado comatoso a FAB, relegada ao ostracismo desde o início do ciclo de presidentes civis, após os governos militares, tendo início o que se convencionou chamar, equivocadamente, de redemocratização, encabeçada pelo então presidente e hoje senador José Sarney, de reputação ilibada.

Indignados, tivemos a oportunidade de ver o presidente da República, vilão maior desse embaraçoso momento, aplaudir entusiasticamente , no desfile de 7 de Setembro, em Brasília, uma fração de tropa do 3º Regimento de Infantaria da Legião Estrangeira, francês, com sua monótona cadência de marcha e, irresponsável e impatriótico, retirar-se antes da exibição do magnífico EDA (Esquadrão de Demonstração Aérea), popularmente conhecida como “Esquadrilha da Fumaça”.

O infortúnio não terminou por aí.

Empolgado talvez pela ingestão de umas doses a mais, o presidente recebeu para um churrasco, na Granja do Torto, o convidado de honra, o mandatário maior da França, Nicolas Sakorzy.

Em dado momento, de forma estranha mas emblemática, as picanhas, costelas e cupins já quase assados, foram pulverizados por estilhaços de vidros que estavam colocados ao lado da churrasqueira e não suportaram as altíssimas temperaturas.

Desolado, o ilustre visitante, na prática um vendedor de alto coturno, foi obrigado a contentar-se com uma moqueca capixaba preparada às pressas.

O pior, todavia, estava por acontecer.

Em delírio patognomônico de quem se excedera na bebida, o presidente veio a público para, rechaçando as críticas pelo precipitado anúncio da compra de 36 caças franceses Rafale, afirmar com a presunção própria de um iletrado que conseguiu subir na escala social, que a decisão a respeito seria dele e de mais ninguém, em prazo que só ele poderia fixar.

Sabe-se que por pressões que o Grande Timoneiro nordestino sofreu, partidas do país tido como câncer da civilização, por muitas décadas inimigo cordial da Rússia, então integrante da URSS, uma maravilha tecnológica, o caça SUKHOY Su 37, foi alijado da concorrência.

Arrogante apenas para o público interno, mercê de seu alto índice de popularidade, o Apedeuta Mor fletiu os joelhos diante do Tio Sam, excluindo da competição um avião de combate de qualidades inigualáveis, moderno e insuperável, preferido por dez entre dez oficiais aviadores da FAB.

Sobraram, então, três caças de tecnologia ultrapassada, projetados há mais de duas décadas, quais sejam, o F-18 Super-Hornet, da Boeing norte-americana, o Gripen, da Saab sueca e o Rafale, da francesa Marcel-Daussault, todos infinitamente inferiores ao caça russo, tanto em autonomia quanto em aviônica, em manobrabilidade, em capacidade de aquisição, rastreamento e destruição de alvos inimigos, entre outras insuficiências.

As características únicas do caça russo, em especial por contar o Thrust Vecttoring Control – TVC (controle de empuxo vetorado), que lhe confere dez vezes mais eficácia em combate que outro caça sem esse dispositivo (copiado, por espionagem industrial, pelo F 22 Raptor, norte-americano, sem o mesmo sucesso), o tornam imbatível no dog-fight, em qualquer condição meteorológica, além de ser ideal, por sua grande autonomia, para um país de dimensões continentais como o nosso.

O desastrado presidente, que de vôo só conhece o da avoante (ave comum no Nordeste e que na época da desova se reúne em grande quantidade, sendo abatida aos milhares, para saciar a fome daqueles miseráveis brasileiros), decidiu por razões que a própria razão desconhece, que deveria adquirir o Rafale, lamentavelmente.

Resta-nos, por fim, descobrir qual trapaça está em andamento e quem será beneficiado por essa aquisição espúria, máxime se levarmos em consideração que esse avião, que fez seu primeiro vôo em 04 de julho de 1986, há vinte e três anos portanto, até então só era utilizado pela ARMÉE DE L’AIR (Força Aérea Francesa), sendo o Brasil, país governado por um sábio disfarçado, o primeiro e único país a comprá-lo, o que é motivo de chacota na própria França.