Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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terça-feira, 20 de abril de 2010

REFORMA AGRÁRIA - MST ocupa sede nacional do Incra em Brasília


O Movimento dos Sem Terra (MST) ocupou ontem a sede nacional do Incra em Brasília e nove superintendências estaduais, dentro do Abril Vermelho.
As ocupações foram consideradas inaceitáveis pelo presidente do Incra, Rolf Hackbart, que ontem mesmo entrou com pedido de reintegração de posse na 15 Vara da Justiça Federal em Brasília.
— As ocupações são inaceitáveis. O governo sempre negociou com todas as partes. Tanto que amanhã (hoje) tínhamos uma reunião agendada com o MST — disse Rolf.
O presidente do Incra suspendeu as negociações enquanto durarem as ocupações:
— Com as ocupações, o trabalho para. O principal prejuízo, que é sentido nos assentamentos, são os atrasos no processo de descentralização de recursos para obras de infraestrutura nos estados, principalmente para estradas, energia e água.
À noite, o MST informou que se reunirá hoje com o governo federal para discutir a pauta de reivindicações, e que já havia desocupado os prédios do Incra.
Segundo balanço do MST, 68 fazendas foram invadidas.
No Rio, a ocupação da sede do Incra, na Avenida Presidente Vargas com Rua da Conceição, aconteceu sem incidentes. Hoje, ao meio-dia, haverá no local ato de apoio à reforma agrária.

 


 

segunda-feira, 19 de abril de 2010

BAGUNÇA AGRÁRIA - MST ocupa sede nacional do Incra em Brasília

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) ocupou no início da manhã desta segunda-feira a sede nacional do Incra, em Brasília, segundo informou o movimento.

O MST reivindica o cumprimento dos compromissos assumidos pelo governo federal na Jornada de Agosto. Cerca de 700 integrantes estão envolvidos na mobilização.


 


 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

CPI do MST mira repasse de verbas a entidades

De Roldão Arruda - Estadão
Além de cobrar transparência, debates devem servir para expor deficiências da política de reforma agrária

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar as atividades de movimentos e organizações não-governamentais envolvidas com a reforma agrária pode se transformar em mais uma dor de cabeça para o governo federal nas próximas semanas. Programada para iniciar suas atividades hoje à tarde, a CPI vai se debruçar especialmente sobre o repasse de verbas públicas para entidades ligadas ao Movimento dos Sem-Terra (MST), que aumentaram durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"A CPI tem força para abrir as contas das entidades e ver se o dinheiro público está sendo bem aplicado", disse o deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), integrante da CPI e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária ? uma das bancadas mais influentes do Congresso. "Vamos cobrar transparência nessas transações."
Colatto acredita que os debates da CPI também sirvam para expor as deficiências da política de reforma agrária em curso no País. "Na minha opinião, temos de fazer mudanças nessa política, na qual se gasta muito dinheiro, com poucos resultados. Já se sabe que muitos assentamentos estão fracassados."
O governo não está de braços cruzados. Senadores e deputados do PT e de outros partidos da base aliada fazem parte da comissão mista. Ela será presidida pelo senador Almeida Lima (PMDB-CE), enquanto o cargo de relator caberá ao deputado Jilmar Tatto (PT-SP).
Um dos principais alvos das atividades da comissão deverá ser o MST. Tanto que ela é conhecida sobretudo como CPI do MST. Para organizações ligadas à reforma agrária e entidades de defesa dos direitos humanos, ela faria parte de uma ofensiva em curso no País destinada a criminalizar movimentos sociais.