Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quinta-feira, 5 de abril de 2012

JIRAU EM GREVE - Trabalhadores aguardam Ministério do Trabalho

Sindicato informa que operários aguardam fiscalização do MTE para voltar ao trabalho em Jirau

Repórter da Agencia Brasil

Brasília
– O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil de Rondônia, Raimundo Enelson, disse à Agência Brasil que os operários da Camargo Corrêa estão aguardando a autorização do Ministério do Trabalho e Emprego para retomar as atividades na obra da Hidrelétrica Jirau (Rio Madeira - RO), interrompida ontem (3) após incêndio durante a madrugada.

Segundo a empreiteira, 4 mil trabalhadores estão na margem esquerda do rio aguardando o retorno do serviço. Do total de 7 mil empregados, apenas 200 pediram formalmente para serem desligados da empresa. Os trabalhadores e familiares que buscarem informações sobre a obra podem ligar gratuitamente no 0800 70 10 170. O serviço funciona de segunda à sexta das 8h às 21h; e aos sábados, das 9h às 16h.
O Ministério da Justiça está enviando mais 120 homens da Força Nacional de Segurança Pública para garantir a segurança na região. Já haviam um batalhão de 100 homens antes do incêndio. Hoje (4) pela manhã o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, classificou o incêndio, que está sendo investigado pela polícia civil, como “banditismo” e “vandalismo”.
Fonte Agencia Brasil    

quarta-feira, 4 de abril de 2012

NOVA REVOLTA - Incêndio em alojamento da Usina Jirau foi criminoso, diz presidente de confederação de trabalhadores

Pedro Peduzzi e Gilberto Costa
Repórteres da Agência Brasil


Brasília – O presidente da Confederação dos Trabalhadores na Indústria da Construção e Madeira, Cláudio Gomes, disse que o incêndio desta madrugada (3) em 37 alojamentos da obra da Hidrelétrica Jirau, no Rio Madeira (RO), foi criminoso. “É uma coisa criminosa. Colocou a vida em risco de vários trabalhadores”, disse em entrevista à Agência Brasil.

Segundo Gomes, o incêndio foi provocado por empregados insatisfeitos com o resultado da assembleia de ontem dos trabalhadores, na qual foi aprovado o acordo acertado na negociação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). “Eles não acataram a decisão. Não respeitaram a vontade da maioria”.

A decisão, aceita pela maioria dos trabalhadores de Jirau e pela unanimidade dos trabalhadores da Hidrelétrica Santo Antônio, também no Rio Madeira, prevê o aumento de R$ 170 para R$ 220 da complementação da cesta básica, para os trabalhadores que recebem até R$ 1,5 mil mensais. E para quem ganha mais de R$ 1,5 mil por mês um aumento de R$ 200 na cesta básica. As obras das usinas ficaram paralisadas durante 26 dias.

O presidente da confederação não quis acusar nenhum envolvido ou apontar grupo político responsável. “Não temos como identificar”. Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil de Rondônia, Raimundo Enelson, os envolvidos são de um grupo minoritário que agem “por algum interesse que não sabemos qual”.

Enelson estima que 5,6 mil trabalhadores foram afetados. Desses, 500 poderão retornar nesta noite aos alojamentos parcialmente atingidos. Os demais serão abrigados em unidades do Serviço Social da Indústria (Sesi), hotéis e pensões de Porto Velho. Conforme o presidente do sindicato, a empresa fará rescisão dos contratos dos trabalhadores que quiserem deixar a obra.

Em nota, a Camargo Corrêa, empreiteira contratada para a construção da obra, informou que o incêndio atingiu cerca de 30% dos alojamentos. A empresa confirmou que houve uma morte, mas não deu detalhe. A suspeita é de a morte foi por ataque cardíaco em meio à confusão.

Cerca de 7 mil trabalhadores estavam nos alojamentos da obra. A empresa disse que, no momento, “o clima é de estabilidade e controle”, e que os esforços “estão concentrados na mobilização de recursos para a retirada com segurança dos trabalhadores que desejam deixar o canteiro de obras, cerca de 3 mil pessoas”.


 Fonte Agencia Brasil
    

sexta-feira, 30 de março de 2012

GREVE NO PAC - Obras de Hidrelétricas paradas. São 43 mil trabalhadores de braços cruzados

Greve nas usinas do PAC leva a atraso na entrega das obras

Danilo Fariello
Geralda Doca

BRASÍLIA e RIO —
Quatro importantes obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na área de energia estão paralisadas, com 43 mil trabalhadores de braços cruzados, colocando em risco os cronogramas de execução dos empreendimentos. Nas hidrelétricas do Rio Madeira, em Porto Velho (RO), o clima era de tensão nesta quinta-feira, com a presença de policiais militares armados com balas de borracha. A greve, que já dura 22 dias em Jirau e oito em Santo Antônio, estendeu-se para o canteiro de Belo Monte, onde três mil funcionários, de um total de sete mil, pararam por melhores condições de trabalho. Em São Félix do Xingu (PA), onde ficam as obras de Belo Monte, um operador de motosserra morreu durante o trabalho na quarta-feira à tarde, o que estimulou a adesão à greve, na avaliação do governo federal. Outra hidrelétrica do PAC, no Rio Teles Pires, fronteira entre Pará e Mato Grosso, teve sua licença de instalação suspensa pela Justiça nesta semana, e o cronograma interrompido.

As greves são motivadas, principalmente, por pedidos de aumento salarial e de melhores condições de trabalho. Os valores dos quatro empreendimentos chegam a quase R$ 60 bilhões.

— Fomos pegos de surpresa com os PMs nos canteiros de obra. Participamos de uma comissão tripartite na quarta-feira e ninguém falou nada — disse Enélcio Pereira, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil de Rondônia (Sticcero), sobre Jirau e Santo Antônio.

— A presença da PM no canteiro é preocupante, só acirra os ânimos. A saída é a negociação, mas as empresas se recusam a negociar com trabalhadores parados, e eles não querem voltar sem proposta — disse Claudio da Silva Gomes, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Construção Civil e da Madeira (Conticom).

Segundo os sindicalistas, havia cerca de 150 PMs nos canteiros em cada usina ontem. Eles estavam prontos para um confronto, com balas de borracha e gás lacrimogêneo. Entre os policiais, há contingente da Força Nacional de Segurança Pública. No ano passado, uma agitação tomou conta do canteiro de Jirau, com atos de vandalismo.

Governo criará comissão tripartite
Em Porto Velho, nesta quitna-feira pela manhã, 97% dos trabalhadores da obra de Santo Antônio decidiram, pacificamente, retomar as atividades, segundo nota do consórcio construtor. De acordo com os sindicalistas, os empregadores haviam decidido abonar os dias parados. No entanto, um tumulto causado pelos demais funcionários teve de ser contido pela polícia, disse o consórcio. Na hora do almoço, um trabalhador atirou uma pedra em um policial. “Houve confronto e mesmo contando com o apoio da Força Policial, o consórcio foi obrigado a evacuar a obra para preservar a integridade física dos demais trabalhadores e de suas instalações”, disse o consórcio em nota.

Em Jirau, a situação foi também conturbada, mas sem violência. A Camargo Corrêa, responsável pela obra, afirmou que, pela manhã, uma minoria de grevistas impediu os profissionais de retomar os trabalhos — segundo a Conticom, foram duas mil pessoas. Em nota, a Camargo Corrêa afirma que “não ocorreram atos de violência contra trabalhadores nem houve registro de danos materiais às instalações e equipamentos”. O sindicato conseguiu dispersar o movimento, mas a obra permaneceu parada, disse a Conticom.

Jirau e Santo Antônio já consideram reavaliar seus prazos de entrega das obras. O consórcio Energia Sustentável do Brasil, responsável por Jirau, previa o início das operações para o segundo semestre deste ano. Em nota, o Santo Antônio Energia reconheceu que está “avaliando eventuais impactos” da greve. A hidrelétrica deveria entrar em operação no fim de abril. Nesta quinta-feira, estava marcada uma audiência de conciliação entre as partes no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), mas a reunião, que trataria de Jirau e Santo Antônio, foi adiada para amanhã.

Segundo o movimento Xingu Vivo, a morte do trabalhador em Belo Monte não tem relação direta com a greve, mas o clima ficou pesado e os trabalhadores usaram o ocorrido para cruzar os braços e protestar contra cláusulas “não atendidas” do acordo coletivo de 2011. Também estariam revoltados com o desconto no contracheque de auxílio concedido aos operários instalados na cidade. A empresa estaria levando esses empregados aos canteiros e, por isso, retirando o adicional. Outra reivindicação é a redução do prazo de seis para três meses para que possam visitar as famílias.

Diante de greves e tumultos, o governo corre para pôr em prática o compromisso assumido pelas empreiteiras Andrade Gutierrez, Odebrecht e Camargo Corrêa de melhorar as condições de trabalho, respectivamente, em Belo Monte, Santo Antônio e Jirau. O compromisso foi assinado com a presidente Dilma em 1 de março entre 12 empresas e centrais sindicais.

Na segunda-feira, será publicada uma portaria assinada pelo ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência, instalando a Comissão Permanente Tripartite, com 30 pessoas, entre representantes do governo, dos trabalhadores e das empresas. A primeira reunião será na terça-feira.

As paralisações, porém, não chegam a preocupar o mercado, que conta com sobra de energia para atender ao crescimento do consumo até 2016. Além disso, projetos desse porte já contam com uma “gordura” em seus cronogramas. A diretora de Gestão de Risco e Regulação da Trade Energy, Regina Pimentel, destaca que o cenário indica sobra de quatro mil megawatts (MW) médios até 2014.

— Não há preocupações com esses eventuais atrasos.



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/hidreletricas-paradas-43-mil-trabalhadores-de-bracos-cruzados-4450360#ixzz1qbYlDkF0

sábado, 29 de outubro de 2011

TREM-BALA : Na China tem tarifa popular de R$ 160

Preço é válido para linha de cerca de 1,3 mil quilômetros, entre Xangai e Pequim, a maior do mundo. No Brasil, teto cogitado é de R$ 200, entre Rio de Janeiro e São Paulo.
Em banho-maria no Brasil, o trem-bala viaja diariamente a mais de 300 quilômetros horários entre as cidades chinesas de Xangai e Pequim, cobrindo cerca de 1,3 mil quilômetros, em pouco menos de cinco horas. Trata-se da maior linha de trem de alta velocidade do mundo, inaugurada em junho deste ano. Orçada em cerca de US$ 33 bilhões, ela levou pouco mais de três anos para ficar pronta.
No Brasil, depois de três tentativas fracassadas de leilão do projeto, o governo estuda soltar novo edital, até dezembro.
Na última década, os chineses se lançaram em uma cruzada de pesados investimentos em infraestrutura que resultaram na construção de cerca de 8 mil quilômetros de linhas de trens de alta velocidade. Apesar de já ser hoje a maior do mundo, a perspectiva é de que a malha chinesa vá dobrar até 2020

As diferenças como cada um dos países trata a questão do transporte ferroviário de alta velocidade não se limitam à agilidade de implantação.
A tarifa para o trecho entre Pequim e Xangai varia de cerca de R$ 160 (555 Renminbi), para a classe econômica, até R$ 530 (1.750 Renminbi), para a primeira classe. No Brasil, a tarifa teto em estudo para a classe econômica, no trecho de menos de 500 quilômetros entre São Paulo e Rio de Janeiro, é de R$ 200.
Mas há também semelhanças. Assim como costuma acontecer em obras de infraestrutura no Brasil, o preço da obra chinesa sofreu com escaladas de preço que levantaram suspeitas de superfaturamento. De forma semelhante, a viabilidade financeira do sistema é questionada.
O governo chinês, porém, não parece ter o lucro como meta principal da iniciativa. Espera, por outro lado, que o trem bala traga ganhos secundários de competitividade ao país, liberando linhas tradicionais de trem para o transporte de cargas e evitando o superlotação do sistema de transporte aéreo.
No Brasil, existe a expectativa de que os benefícios sejam os mesmos. Mas também que os operadores privados sejam capazes de lucrar com o sistema.
Dúvidas em relação à possibilidade de que a linha possa ser rentável para o consórcio construtor e operador da linha foram justamente um dos motivos de esvaziamento dos primeiros leilões do projeto no país. O entendimento, de modo geral, foi de que o número de passageiros projetado seria inferior ao necessário para bancar uma obra estimada pelo governo brasileiro em R$ 33 bilhões, mas que nas avaliações do mercado poderia passar de 5 bilhões.
Para resolver a questão, o governo pretende agora dividir a licitação do projeto em duas fases. Na primeira, serão definidos o fornecedor dos trens e o operador da linha, que fará o projeto executivo da obra. Na segunda fase serão escolhidas as empresas construtoras.
Uma das mudanças em estudo para aumentar a atratividade do negócio para as construtoras é a entrega a elas do direito de exploração comercial das estações e de projetos imobiliários no entorno das mesmas, afirma Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer). Resta saber se realmente dará certo.
Grandes grupos construtores, como Camargo Corrêa e Odebrecht, já manifestaram interesse em participar. Existe também expectativa entre fabricantes de trens, como Siemens, Alstom e Bombardier. 
Fonte Brasil Economico  

segunda-feira, 21 de março de 2011

JIRAU : Camargo Corrêa deve dar transporte e alimentação

Cássia Almeida, O Globo
Rio Madeira

A Justiça do Trabalho de Rondônia concedeu liminar à ação movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) no fim da noite de sexta-feira, obrigando a construtora Camargo Corrêa, responsável pelas obras da Usina Hidrelétrica de Jirau, a pagar transporte, alimentação, verbas rescisórias e ajuda de custo aos operários que tiveram que deixar o canteiro de obras.

Um dos maiores projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as obras de Jirau estão paradas depois que uma rebelião que começou na terça-feira provocou a destruição de alojamentos, áreas de lazer e escritórios no local, que abrigava 22 mil trabalhadores.

Caso não cumpra as exigências, a Camargo Corrêa receberá multa de R$ 5 mil por cada trabalhador afetado e por cada obrigação descumprida, além de uma multa geral de R$ 500 mil. Segundo a Camargo Corrêa, a empresa ainda não foi intimada oficialmente.

A construtora alega ainda que já vinha cumprindo as determinações do MPT.

quinta-feira, 17 de março de 2011

REBELIAO NA USINA DE JIRAU - Rebelião pode atrasar conclusão


          Danny Bueno
Briga entre um funcionário e um dos motoristas de ônibus teria desencadeado série de saques e incêndios
Aexandre Rodrigues, da Agência Estado
SÃO PAULO - Os distúrbios que paralisaram as obras da usina hidrelétrica de Jirau na quinta-feira, 17, em Rondônia, devem comprometer o cronograma do empreendimento. A afirmação foi feita pelo presidente do consórcio construtor da usina, Victor Paranhos, que ainda não tinha informações suficientes para avaliar os prejuízos provocados por uma série de saques e incêndios que destruíram dezenas de ônibus usados no transporte de trabalhadores e parte da estrutura de alojamentos do canteiro de obras da hidrelétrica, no Rio Madeira.
Uma revolta que teria sido desencadeada por uma briga entre um funcionário e um dos motoristas dos ônibus na noite de quarta-feira acabou provocando a fuga apressada da maior parte dos 18 mil funcionários da área, que, segundo Paranhos, seguia na tarde de quinta sob controle de manifestantes. Caixas eletrônicos de postos bancários foram atacados, assim como estabelecimentos comerciais.
"Durante a noite houve uma invasão pelo mato, com pessoas encapuzadas. Hoje, os trabalhadores tentaram voltar ao trabalho e houve nova invasão. A tropa da Polícia Militar perdeu o controle. O comandante local tentou achar uma liderança para dialogar com a outra parte, foram reunidas algumas pessoas num refeitório, mas eles não se entendiam", contou o presidente do Consórcio Energia Sustentável do Brasil, que reúne GDF Suez e Eletrobrás.
Depois de participar de uma cerimônia na sede do BNDES na tarde de quinta, o executivo afirmou que não havia descontentamento aparente entre os funcionários ou pauta de reivindicações pendente. "É preocupante porque não sabemos qual é a motivação. Não há sequer uma liderança", afirmou.
A Camargo Corrêa, responsável pelas obras civis da hidrelétrica, informou que a construção do empreendimento foi suspensa tempo indeterminado. A construtora afirmou ter decidido pela retirada dos 10 mil trabalhadores que estavam no local por causa diante do clima de insegurança.
Paranhos lamentou a paralisação das obras no momento em que estava perto de ser concluída a operação de desvio do Rio Madeira, com 95% do vertedouro pronto. Segundo ele, a previsão de início de operação da usina em março do ano que vem poderá ser revista, dependendo das consequências dos distúrbios.
O ritmo de retomada das obras dependerá da capacidade das instalações de manter um número elevado de trabalhadores na região, afirmou. O executivo teme que muitos não queiram voltar. Ele negou pressão sobre os trabalhadores para acelerar o ritmo da obra e afirmou que a divisão em dois turnos resultavam numa jornada média de trabalho de 10 horas por dia, incluindo horas extras.
Paranhos afirmou ter confiança no restabelecimento rápido do controle do canteiro de obras com o envio da Força Nacional ao local e elogiou o que chamou de reação rápida do governo. Ele ressaltou que os distúrbios se limitaram à área de alojamentos. Os equipamentos e paióis de explosivos utilizados na obra permaneceram sob controle da empresa.
O prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho (PT), que também esteve no BNDES, classificou o episódio como "uma rebelião, um motim" e manifestou preocupação com a falta de abrigo para milhares de trabalhadores. "É uma situação muito grave".COLABOROU WELLINGTON BAHNEMANN
   

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Empreiteira fez "tráfico de influência", diz PF

Deu na Folha de S. Paulo
Relatório da Operação Castelo de Areia afirma que doações da Camargo Corrêa a candidatos estavam relacionadas a obras

O relatório conclusivo da Polícia Federal sobre a Operação Castelo de Areia, que investiga a construtora Camargo Corrêa, diz que a empresa fez doações a candidatos e partidos políticos durante a eleição de 2006 de olho em obras públicas. O objetivo, informaram agentes, seria o "tráfico de influência".
Segundo a PF, após análise detalhada de mais de 200 doações, conclui-se que alguns dos repasses estão "relacionados a alguma obra, o que pode indicar que estas doações possam ser fruto de tráfico de influência".
"O grupo [Camargo Corrêa] "doou" pouco mais de R$ 4 milhões com objetivo de beneficiar partidos e/ou órgãos onde teria interesse direto", diz trecho que faz parte de um dos relatórios da Polícia Federal a que a Folha teve acesso.
Assinante do jornal leia mais em Empreiteira fez "tráfico de influência", diz PF






domingo, 24 de janeiro de 2010

Obra de construtora no Pará é investigada

Três dos seis hospitais a cargo do consórcio da Camargo Corrêa no Estado ainda não funcionam -um deles está nas fundações
Governo do Pará afirmou já ter pago R$ 247 milhões pelas obras; Ministério Público apura pagamento de propina ao PT e ao PMDB
De João Carlos Magalhães:
Três dos seis hospitais construídos pelo consórcio liderado pela Camargo Corrêa no Pará ainda não estão funcionando. As obras são alvo de uma investigação do Ministério Público Federal em São Paulo.
O governo de Ana Júlia Carepa (PT) espera ainda neste ano colocar em funcionamento os das cidades de Breves, na Ilha do Marajó, e de Tailândia, no nordeste do Estado (este não chegou a ser citado na denúncia da Procuradoria, mas também foi feito pela construtora).
As instalações dos dois hospitais estão 95% prontas, mas faltam médicos e equipamentos para que possam funcionar.
Há um terceiro hospital, que deveria cuidar de crianças com câncer em Belém, que mal saiu do papel. Pensado para ser uma espécie de anexo do Hospital Ophir Loyola, principal centro oncológico da capital paraense, dele só foi feita a fundação. Assinante do jornal leia mais em: Obra de construtora no Pará é investigada