Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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segunda-feira, 21 de março de 2011

JIRAU : Camargo Corrêa deve dar transporte e alimentação

Cássia Almeida, O Globo
Rio Madeira

A Justiça do Trabalho de Rondônia concedeu liminar à ação movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) no fim da noite de sexta-feira, obrigando a construtora Camargo Corrêa, responsável pelas obras da Usina Hidrelétrica de Jirau, a pagar transporte, alimentação, verbas rescisórias e ajuda de custo aos operários que tiveram que deixar o canteiro de obras.

Um dos maiores projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as obras de Jirau estão paradas depois que uma rebelião que começou na terça-feira provocou a destruição de alojamentos, áreas de lazer e escritórios no local, que abrigava 22 mil trabalhadores.

Caso não cumpra as exigências, a Camargo Corrêa receberá multa de R$ 5 mil por cada trabalhador afetado e por cada obrigação descumprida, além de uma multa geral de R$ 500 mil. Segundo a Camargo Corrêa, a empresa ainda não foi intimada oficialmente.

A construtora alega ainda que já vinha cumprindo as determinações do MPT.

quinta-feira, 17 de março de 2011

REBELIAO NA USINA DE JIRAU - Rebelião pode atrasar conclusão


          Danny Bueno
Briga entre um funcionário e um dos motoristas de ônibus teria desencadeado série de saques e incêndios
Aexandre Rodrigues, da Agência Estado
SÃO PAULO - Os distúrbios que paralisaram as obras da usina hidrelétrica de Jirau na quinta-feira, 17, em Rondônia, devem comprometer o cronograma do empreendimento. A afirmação foi feita pelo presidente do consórcio construtor da usina, Victor Paranhos, que ainda não tinha informações suficientes para avaliar os prejuízos provocados por uma série de saques e incêndios que destruíram dezenas de ônibus usados no transporte de trabalhadores e parte da estrutura de alojamentos do canteiro de obras da hidrelétrica, no Rio Madeira.
Uma revolta que teria sido desencadeada por uma briga entre um funcionário e um dos motoristas dos ônibus na noite de quarta-feira acabou provocando a fuga apressada da maior parte dos 18 mil funcionários da área, que, segundo Paranhos, seguia na tarde de quinta sob controle de manifestantes. Caixas eletrônicos de postos bancários foram atacados, assim como estabelecimentos comerciais.
"Durante a noite houve uma invasão pelo mato, com pessoas encapuzadas. Hoje, os trabalhadores tentaram voltar ao trabalho e houve nova invasão. A tropa da Polícia Militar perdeu o controle. O comandante local tentou achar uma liderança para dialogar com a outra parte, foram reunidas algumas pessoas num refeitório, mas eles não se entendiam", contou o presidente do Consórcio Energia Sustentável do Brasil, que reúne GDF Suez e Eletrobrás.
Depois de participar de uma cerimônia na sede do BNDES na tarde de quinta, o executivo afirmou que não havia descontentamento aparente entre os funcionários ou pauta de reivindicações pendente. "É preocupante porque não sabemos qual é a motivação. Não há sequer uma liderança", afirmou.
A Camargo Corrêa, responsável pelas obras civis da hidrelétrica, informou que a construção do empreendimento foi suspensa tempo indeterminado. A construtora afirmou ter decidido pela retirada dos 10 mil trabalhadores que estavam no local por causa diante do clima de insegurança.
Paranhos lamentou a paralisação das obras no momento em que estava perto de ser concluída a operação de desvio do Rio Madeira, com 95% do vertedouro pronto. Segundo ele, a previsão de início de operação da usina em março do ano que vem poderá ser revista, dependendo das consequências dos distúrbios.
O ritmo de retomada das obras dependerá da capacidade das instalações de manter um número elevado de trabalhadores na região, afirmou. O executivo teme que muitos não queiram voltar. Ele negou pressão sobre os trabalhadores para acelerar o ritmo da obra e afirmou que a divisão em dois turnos resultavam numa jornada média de trabalho de 10 horas por dia, incluindo horas extras.
Paranhos afirmou ter confiança no restabelecimento rápido do controle do canteiro de obras com o envio da Força Nacional ao local e elogiou o que chamou de reação rápida do governo. Ele ressaltou que os distúrbios se limitaram à área de alojamentos. Os equipamentos e paióis de explosivos utilizados na obra permaneceram sob controle da empresa.
O prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho (PT), que também esteve no BNDES, classificou o episódio como "uma rebelião, um motim" e manifestou preocupação com a falta de abrigo para milhares de trabalhadores. "É uma situação muito grave".COLABOROU WELLINGTON BAHNEMANN
   

domingo, 2 de maio de 2010

FRAUDE - Superfaturamento provoca rombo de R$ 1,4 bi na Petrobrás, aponta PF

da Reportagem Local
 
Hoje na Folha O superfaturamento de pelo menos cinco obras da Petrobras geraram um custo adicional de R$ 1,4 bilhão, apontam investigações da Polícia Federal. A informação consta de reportagem de Leonardo Souza e Renata Lo Prete, publicada na edição deste domingo da Folha (a íntegra é exclusiva para assinantes do jornal ou do UOL).
Segundo a PF, as construtoras envolvidas no superfaturamento participaram, ainda que forma indireta, da elaboração dos editais, de forma a restringir a quantidade de concorrentes e direcionar os vencedores dos certames.
Os documentos da polícia indicam problemas nos empreendimentos: Unidade de Tratamento de Gás de Caraguatatuba, Unidade de Coque da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e Refinaria do Nordeste, entre outros.
Camargo Corrêa, GDK e Queiroz Galvão são algumas das principais construtoras que participam do conluio, ainda de acordo com a PF.
Outro lado
A Petrobras negou irregularidades ou superfaturamento nas obras citadas e afirmou que a variação nos preços se deve às diferenças nos parâmetros técnicos utilizados pelos técnicos da PF, e o Tribunal de Contas, e os parâmetros dos engenheiros da companhia.
A GDK, que supostamente teria sido paga "por fora" para não participar da segunda licitação de Caraguatatuba, afirmou que deixou de concorrer porque a Petrobras mudou o escopo da obra, incluindo "novos condicionantes técnicos".
A Camargo Corrêa preferiu não se manifestar sobre o assunto. A construtora alega respeito à decisão do Superior Tribunal de Justiça, que determinou a suspensão das investigações policiais sobre a empresa. A assessoria da Queiroz Galvão não localizou qualquer diretor da empresa até sexta-feira para comentar o assunto.
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Leia a reportagem completa na Folha deste domingo, que já está nas bancas.

   

sexta-feira, 9 de abril de 2010

DENÚNCIA - TCU vê pagamento ilegal da Petrobras de R$ 56,9 mi



colaboração para a Folha
Hoje na Folha Uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) chegou à conclusão de que uma subsidiária da Petrobras pagou ilegalmente R$ 56,9 milhões a consórcios formados pelas construtoras Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e OAS na construção do gasoduto Urucu-Manaus, uma das mais caras obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
A informação é da reportagem de Breno Costa publicada na edição desta sexta-feira da Folha (íntegra somente para assinantes do jornal ou do UOL).
A obra, iniciada em junho de 2006, foi inaugurada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em novembro passado ao custo de R$ 5 bilhões -como a Folha revelou na ocasião, mais que o dobro dos R$ 2,4 bilhões assinados naquele ano com os três consórcios que dividiram a execução dos 670 km de dutos que cortam a selva amazônica.
O TCU determinou que o dinheiro pago indevidamente seja descontado de eventuais pagamentos a serem efetuados pela TAG (Transportadora Amazonense de Gás), subsidiária integral da petrolífera, aos consórcios.
Os R$ 56,9 milhões representam, segundo o tribunal, a diferença entre as ofertas apresentadas pelas empreiteiras no "demonstrativo de formação de preços" e os valores presentes nos boletins de medição da obra, planilhas que baseiam efetivamente os pagamentos da subsidiária da Petrobras. Na prática, as empresas ofereceram um preço e, após a execução, cobraram outro.
A auditoria do TCU, iniciada em 2007, também atingiu o governo do Amazonas. A equipe de auditores apontou o uso de empresas fantasmas e indícios de falsificação de documentos pela Secretaria de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas para justificar dispensa de licitação em convênio assinado com a Petrobras e com a TAG.
Segundo os auditores, em pelo menos quatro contratos, assinados entre 2006 e 2007 para serviços complementares às obras do gasoduto, propostas orçamentárias supostamente elaboradas pela mesma pessoa foram assinadas de maneira diferente em processos distintos.
A Petrobras, em resposta à Folha, afirma que "não ocorreram irregularidades ou pagamentos indevidos" na execução dos contratos para a construção do gasoduto Urucu-Manaus. Segundo a estatal, "existe uma divergência de entendimentos entre a Petrobras e o TCU quanto à forma de verificação dos custos no demonstrativo de formação de preços".

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Justiça diz que Kassab teve 33% de doações ilegais em 2008

Portal Terra
SÃO PAULO - Um parecer técnico da Justiça Eleitoral de São Paulo mostra que o prefeito da cidade, Gilberto Kassab (DEM), arrecadou 33% das doações para a sua campanha eleitoral de 2008 de formas consideradas ilegais pelo Ministério Público Eleitoral. Com isso, o prefeito corre o risco de, caso seja condenado em primeira instância, perder o cargo. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
No parecer, a Justiça aponta três tipos de fontes de doações que seriam ilegais. A primeira delas é a Associação Imobiliária Brasileira (AIB), que teria funcionado como fachada para doações do Sindicato do setor imobiliário (Secovi). A segunda seriam as empreiteiras Camargo Corrêa, OAS, Serveng Silvisan, CR Almeida, Carioca Christiani Nielsen, S.A. Paulista e Engeform, por serem construtoras acionistas de concessionárias de serviços públicos. A terceira fonte considerada ilegal foi o Banco Itaú S.A. A instituição não poderia fazer doações à campanha porque a prefeitura paga parte de seus funcionários por este banco.
A defesa do prefeito Gilberto Kassab afirmou que ele não recebeu doações ilegais na campanha de 2008. As empresas apontadas como fontes ilegais também afirmam que não cometeram irregularidades.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Contas no exterior alimentaram caixa 2 de empresa, diz PF

deu na folha

Relatório final da Operação Castelo de Areia sustenta que Camargo Corrêa fazia "contabilidade paralela" para propina
Delegado afirma que essas contas eram irrigadas por superfaturamento de obras; empresa nega acusações e critica vazamento de dados
Diretores da empreiteira Camargo Corrêa, investigada na Operação Castelo de Areia tinham, segundo a Polícia Federal, uma "contabilidade paralela", que seria destinada a pagamentos de propinas tanto no Brasil como no exterior.
As suspeitas aparecem no relatório final da PF nesse caso, assinado pelo delegado Otavio Margonari Russo. Desde o início do caso a defesa da Camargo Corrêa nega as acusações.
"A documentação aponta para a existência de uma contabilidade paralela, cujas receitas ilícitas provavelmente relacionam-se a superfaturamento de obras públicas", escrevem os policiais no relatório.
Ainda de acordo com a PF, as saídas de caixa dessa contabilidade seriam direcionadas "ao pagamento de vantagens pecuniárias aos mais diversos agentes públicos, transações estas que ocorreriam tanto dentro quanto fora do país".
O advogado Celso Vilardi, que defende a Camargo Corrêa, repetiu que lamenta o "vazamento criminoso" de documentos apreendidos durante a operação e disse que já pediu investigação sobre isso. Assinante do jornal leia mais em: Contas no exterior alimentaram caixa 2 de empresa, diz PF

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

25o.Escândalo Brasileiro - Fraude de 500 milhões de reais

VEJA
Edição 2031

24 de outubro de 2007


CPI aponta irregularidades em obras de aeroportos
e acusa empreiteiras de superfaturamento

Otávio Cabral e Ricardo Brito
 
Carlos Eduardo Cardoso/O Dia/AE

Foto Gabriel Lordello
A investigação que levou à cadeia o empreiteiro Zuleido Veras, dono da construtora Gautama, mostrou que não existe negócio melhor no Brasil do que uma boa e, se possível, gigantesca obra pública. Com alguns amigos no governo, um lobista eficiente no Congresso e um estoque de malas e envelopes de apoio, os lucros são vultosos para quem se habilita no ramo. A CPI do Apagão Aéreo, que termina nesta semana no Senado, mostra mais uma vez que a praga da corrupção está na raiz de praticamente tudo o que existe de errado na administração pública. Para tentar entender os motivos que levaram o país a enfrentar uma crise aérea sem precedentes, os parlamentares resolveram investigar a Infraero, empresa responsável pela administração dos aeroportos brasileiros. Descobriram aquilo que se suspeitava. Em apenas quatro anos, 500 milhões de reais foram desviados das obras dos principais aeroportos do país. É dinheiro de impostos que deveria estar amenizando a situação de penúria dos passageiros que viajam de avião, mas que acabou rateado entre empresários, funcionários públicos e corruptos de todos os matizes. A comissão investigou os gastos com a construção e reforma de dez aeroportos. Todas as obras apresentaram irregularidades que vão de direcionamento de licitações a superfaturamento. A CPI pediu o indiciamento de 21 pessoas e listou catorze empreiteiras como responsáveis pelos desvios milionários na Infraero.
 
Mauricio Lima/AFP
O mecanismo de fraude identificado pelos senadores na Infraero é regido por uma cartilha conhecida, que começa pela indicação dos dirigentes da empresa pública, que selecionam empreiteiras amigas, que superfaturam obras e, por fim, repassam o dinheiro arrecadado para o padrinho político ou o partido, alimentando um ciclo que não tem fim. As dez obras analisadas pela CPI, em regra, seguiram a mesma receita de irregularidades: direcionamento dos editais, alteração de projetos e superfaturamento. A ampliação do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, é exemplar. A licitação foi tão "rigorosa" que apenas um consórcio foi capaz de atender às exigências. Durante a execução da obra, alterações em serviços e em especificações de materiais levaram à assinatura de três aditivos ao contrato inicial. Houve ainda sobrepreço de materiais e alterações no cronograma de execução. Resultado: a União pagou 317 milhões de reais pela obra que deveria ter custado 276 milhões de reais. Há casos muito mais escandalosos. A obra de modernização do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, segundo a CPI, gerou um desfalque estimado em 254 milhões de reais. Como? Aumentando-se o custo de todos os itens em 25%. Os aeroportos de Vitória e de Macapá – este executado pela empreiteira Gautama de Zuleido Veras – apresentaram desvios maiores do que o do Santos Dumont. Também aparecem no relatório como irregulares as obras dos aeroportos de Viracopos (desvio de 3,5 milhões de reais), de Salvador (28,4 milhões), de Goiânia (35,7 milhões) e de Congonhas (12 milhões).
 
Com base nesse manancial de fraudes, o relatório recomenda o indiciamento de todos os que se beneficiaram ou permitiram que contratos irregulares fossem assinados, prorrogados e honrados. O número 1 da lista é o atual deputado Carlos Wilson, do PT de Pernambuco, que presidiu a Infraero entre 2003 e 2006. Outros quinze funcionários da empresa pública estão na lista dos indiciados. O ex-diretor financeiro Adenauher Figueira Nunes foi demitido por não conseguir explicar de onde saíram 250.000 reais em dinheiro que foram parar em sua conta. O ex-diretor comercial José Welington Moura é acusado de ter ganho um apartamento no bairro de Boa Viagem, no Recife, da empreiteira Queiroz Galvão, responsável pelas obras no aeroporto da cidade. "A apropriação do público pelo privado é tão endêmica na Infraero que, independentemente de quem esteja ocupando os cargos de direção, continua sendo o interesse dos empreiteiros o guia para a definição de prioridades nas obras", afirma em seu relatório o senador Demostenes Torres, do DEM de Goiás, relator da CPI, que vai encaminhar nesta semana suas conclusões ao Ministério Público.
 
Fotos Ana Araujo
Brasília é a terra prometida dos empreiteiros de obras públicas. Na cidade moram os parlamentares que apresentam as emendas orçamentárias, funcionam os ministérios que enviam o dinheiro para as obras e atuam os lobistas que azeitam os diversos interesses. E, por ser uma cidade monumental, Brasília também é um canteiro de obras permanente. Há dez meses, procuradores da República esquadrinham algumas obras suspeitas executadas na cidade nos últimos anos. Em quatro delas, já foram encontrados desvios superiores a 85 milhões de reais. Curiosamente, os casos envolvem a construção das sedes do Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal Superior do Trabalho, do Tribunal Superior Eleitoral – que ainda está na etapa das fundações – e a sede da própria Procuradoria-Geral da República. "Vamos tentar recuperar o dinheiro desviado", diz a procurador Rômulo Conrado. É uma excelente iniciativa.
 
No papel, o Brasil tem um extraordinário aparato anticorrupção, formado por órgãos como tribunais de contas, Controladoria-Geral da União, Ministério Público, Polícia Federal e as CPIs do Congresso. Na prática, porém, nada disso tem sido suficiente para conter os corruptos e os corruptores. Segundo Claudio Weber Abramo, diretor da organização Transparência Brasil, corrupção se combate com prevenção e punição. Nenhum desses dois instrumentos, no entanto, é utilizado com eficiência. A legislação frágil e o Judiciário lento favorecem a impunidade, o que incentiva os aventureiros. A promiscuidade entre o público e o privado cria as condições perfeitas para as tramóias. "Governantes e parlamentares sabem as causas e os efeitos nefastos da corrupção, mas não a combatem como deveriam porque não querem, porque se beneficiam dela ou para não perder seus aliados", avalia Abramo. Na semana passada, Zuleido Veras, que ficou preso por apenas treze dias, foi visto no aeroporto de Brasília. De óculos escuros, cabelo bem cortado e a famosa mala na mão, ele desembarcou como um passageiro qualquer. "Corrupto!", gritou um senhor idoso que o reconheceu. Zuleido deu de ombros para o velhinho, entrou num carro e seguiu o caminho que percorre desde a década de 80, quando fez amigos influentes, montou uma empreiteira e ficou rico. A engrenagem não pára.
 



domingo, 24 de janeiro de 2010

Construtora doou R$ 4 mi sem recibo em 2006, diz PF

Planilha apreendida lista, além de doações declaradas, pagamentos em dinheiro \
Do total de financiamentos eleitorais da Camargo Corrêa, 195 foram registrados no TSE; empresa diz que não comenta documentos ilegais
De Fernando Barros de Mello e Lilian Christofoletti:
Planilha apreendida pela Polícia Federal durante a Operação Castelo de Areia aponta que o grupo Camargo Corrêa doou R$ 4 milhões em dinheiro a candidatos e partidos políticos, nas eleições de 2006, sem recibo nem registro no Tribunal Superior Eleitoral.
O documento foi encontrado em um pendrive (dispositivo que armazena dados) apreendido pela PF em março do ano passado na casa de Pietro Bianchi, um dos diretores da construtora. A Folha teve acesso à íntegra do relatório final da PF sobre o caso e aos documentos apreendidos com na operação.
A defesa da empresa diz que todo o material apreendido durante a Castelo de Areia, inclusive a planilha de doações, está sub judice e, se o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmar a decisão liminar que suspendeu a operação, todo o material será considerado ilegal (leia texto nesta página).
A planilha que foi apreendida com Bianchi, apontado pela PF como o responsável dentro da Camargo Corrêa por todos os gastos "por fora" referentes às obras e aos repasses a agentes públicos, traz 232 doações a candidatos ou partidos, num total de R$ 34,94 milhões.
Desse total, 195 doações referem-se a transferências feitas em cheques ou transações bancárias. Estas são acompanhadas pelo número de recibo e foram devidamente declaradas ao TSE como repasses oficiais. Assinante do jornal leia mais em: Construtora doou R$ 4 mi sem recibo em 2006, diz PF

sábado, 23 de janeiro de 2010

Camargo Corrêa doou R$ 4 milhões sem recibo, afirma PF

da Folha Online
Hoje na Folha Planilha apreendida na Operação Castelo de Areia sugere que a Camargo Corrêa doou R$ 4 milhões em dinheiro, sem recibo nem registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a políticos nas eleições de 2006, diz a Polícia Federal. A informação é de Fernando Barros de Mello e Lilian Christofoletti, em reportagem publicada na Folha (disponível para assinantes do jornal e do UOL).
O documento foi encontrado em um pendrive (dispositivo que armazena dados) apreendido pela PF em março do ano passado na casa de Pietro Bianchi, um dos diretores da construtora.
Na planilha são listados os gastos "por fora" referentes às obras e aos repasses a agentes públicos, trazendo 232 doações a candidatos ou partidos, num total de R$ 34,94 milhões. 195 doações foram feitas em cheques ou transações bancárias e declaradas ao TSE.
O relatório da PF aponta, porém, que "cerca de 11,6% das doações do grupo teriam sido realizadas através de pagamentos feitos em dinheiro vivo, sem apresentação de recibo".
Levantamento da Folha comprovou que as doações listadas na planilha como tendo sido feitas em cheque, com recibo, estão registradas no TSE. Por outro lado, nenhum dos repasses que teriam sido feitos em dinheiro foi registrado pelos supostos beneficiários.
Outro lado
A defesa da empresa diz que todo o material apreendido durante a Castelo de Areia, inclusive a planilha de doações, está sub judice e, se o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmar a decisão liminar que suspendeu a operação, todo o material será considerado ilegal. Para o advogado da empresa, há vazamento criminoso e politização do caso.
Leia a reportagem completa na Folha deste sábado, que já está nas bancas.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Empreiteira pagou propina a aliados de Sarney, suspeita PF

da Folha Online
Hoje na Folha Relatório da Operação Castelo de Areia obtido pela Folha afirma que a empreiteira Camargo Corrêa acertou propina de pelo menos R$ 2,9 milhões para PT e PMDB em obra no Pará, informa reportagem de Fernando Barros de Mello e Lilian Christofoletti, publicada nesta sexta-feira (22) pela Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Segundo o relatório, a proprina é referente à obra da eclusa de Tucuruí, no Pará, citando como supostos beneficiários integrantes do grupo político do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que controla o Ministério de Minas e Energia.
Os supostos pagamentos constam em arquivos digitalizados apreendidos com Pietro Bianchi, diretor da construtora. Os registros foram feitos à mão em 15 de maio de 2008 e depois escaneados. A Folha obteve documentos inéditos que constam da investigação.
No manuscrito apreendido, há registro de que foram repassados aos partidos 3% de uma parcela recebida pela empreiteira para a construção da eclusa, de R$ 97 milhões. Ao lado, há a indicação de que os recursos destinados ao PMDB foram repassados a "Astro/Sarney". O pagamento ao PT está ligado ao nome Paulo.
A PF cita aliados do presidente do Senado. Ele afirma que a acusação é um "insulto". O PT nega, e PMDB e Camargo Corrêa não se pronunciaram.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Juiz abre novo processo contra diretores da Camargo Correa



deu na folha de s. paulo
De Sanctis vê indícios de envio ilegal de dinheiro ao exterior; empreiteira nega acusação. Empresa é alvo da Operação Castelo de Areia; inquéritos apuram supostas fraudes em licitações e pagamento de propina para políticos

De Lilian Christofoletti:

O juiz federal Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal de São Paulo, abriu um segundo processo criminal contra três executivos da construtora Camargo Corrêa, desta vez por supostos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, os diretores Pietro Bianchi, Dárcio Brunato e Fernando Dias Gomes remeteram dólares para diversas contas bancárias no exterior, em especial para a Banca Privada D'Andorra, num paraíso fiscal localizado entre a Espanha e a França. As contas não foram declaradas no Brasil.

Os três diretores são réus em outra ação por supostos crimes financeiros. Com a ajuda do doleiro Kurt Paul Pickel, também réu, eles teriam movimentado US$ 30 milhões por meio de uma operação simulada de importação de software (programas para computadores).





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