Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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terça-feira, 3 de abril de 2012

BAIXARIA NA @ALERJ - Cidinha Campos (PDT) e Clarissa Garotinho (PR) protagonizaram debate com ofensas pessoais


Após bate-boca, deputadas agora decidem se calar

Cidinha Campos (PDT) e Clarissa Garotinho (PR) protagonizaram um acalorado debate no plenário da Assembleia Legislativa, com direito a ofensas pessoais

Ediane Merola

RIO - Após protagonizarem um acalorado debate no plenário da Assembleia Legislativa, com direito a ofensas pessoais, as deputadas estaduais Cidinha Campos (PDT) e Clarissa Garotinho (PR) não pretendem dar continuidade ao bate-boca, ocorrido na terça e na quarta-ferias da semana passada e com trechos publicados na coluna "Nhenhenhém", de Jorge Bastos Moreno, no GLOBO, sábado passado. As duas também não planejam entrar com representação na Mesa Diretora, que precisa ser procurada por algum parlamentar para encaminhar pedido de análise de falta de decoro à corregedoria da casa.

Por meio de sua assessoria, o presidente da Alerj, Paulo Melo (PMDB), disse que a Assembleia é um espaço democrático e, por esse motivo, no plenário cabe todo tipo de debate. Ele informou ainda que, nos dois dias, a discussão não afetou a votação dos projetos, que ocorreram normalmente.

A discussão teve início após o deputado federal Anthony Garotinho (PR), pai de Clarissa, publicar em seu blog que Cidinha teria tentado esconder uma doação de campanha feita pelo PMDB. Ela negou as acusações e atacou o deputado em plenário, chamando os membros da família do deputado de "pivete" e "trombadinha". Um dia depois, Clarissa contra-atacou comparando Cidinha à personagem Dona Clotilde, a Bruxa do 71, do seriado "Chaves", e lembrando que, no passado, ela atentou contra a própria vida.

Na terça-feira, quando fez o discurso contra Garotinho, Cidinha confirmou que recebeu dinheiro do PMDB e afirmou que o valor foi declarado ao TSE em 2010. Ao chamar o deputado de deletério, ela explicou que a palavra quer dizer doente, incapaz. A parlamentar continuou sua defesa até o deputado estadual Gilberto Palmares (PT) fazer um aparte e declarar solidariedade a ela, "pois é um absurdo é esse tipo de denúncia". Neste dia, Clarissa não estava no plenário.

Durante votação realizada no dia seguinte, para concessão do título de benemérito do estado ao Secretário estadual de Defesa Civil, Sérgio Simões, a deputada Janira Rocha (PSol) criticou a medida e foi ironizada por Cidinha. Ela disse ter dúvidas se a parlamentar defende a PM ou o PM, numa referência ao marido de Janira, que é tenente da Polícia Militar e responde ao Conselho de Justificação por ter participado do movimento de luta dos policiais. O tema gerou polêmica, foi retirado da pauta e, ao ocupar o plenário para discursar, Clarissa saiu em defesa de Janira e dela própria, dizendo que Cidinha, como de costume, usou de sarcasmo com os deputados.

Nesta quinta-feira, ao conversarem com o GLOBO por telefone, Clarissa e Cidinha mantiveram os termos usados no bate-boca, mas afirmaram que não pretendem levar a discussão à Mesa Diretora. Clarissa acrescentou que não alimentará a conversa no plenário.

— A população não espera que o plenário seja palco de baixaria, mas jamais direcionei ofensa à deputada, é ela que sempre fala de nós, deputados da oposição. Apenas respondi à ofensa. Mas não pretendo levar à diante. Se quiser debater política, vamos debater — disse Clarissa, acrescentando que não entrará com representação. — Não penso em fazer isso, é isso o que ela quer, para depois ainda se fazer de vítima. Depois que ela perdeu o programa que tinha na TV fica usando a Alerj para falar besteira. Não vou mais entrar em debate, quero que ela reveja a postura dela.

Cidinha, que também pretende mudar o tom, diz que Clarissa é quem sempre a ataca, principalmente depois dos fins de semana, quando deve se encontrar com pai.

— Fico imaginando os dois falando de mim — contou Cidinha, acrescentando que não pretende denunciar o deputado federal. — Entrar contra o Garotinho? Ele não tem a menor credibilidade. Ele acha que não posso defender o atual governo, mas após a gestão dele é obrigação minha defender o Cabral. E a Clarissa disse que eu tentei o suicídio. Mas eu estava apaixonada, era jovem. E o que ela está fazendo? Está se juntando com outros para roubar.



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/apos-bate-boca-deputadas-agora-decidem-se-calar-4479788#ixzz1qyJQK5Cw

quinta-feira, 22 de março de 2012

MÁFIA DA PROPINA NO RIO III - Alerj deu medalha para a Toesa

Alerj deu medalha para a Toesa, mas situação pode mudar
Após denúncia de corrupção, deputada Cidinha Campos pediu a revogação das homenagens
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Bruno Rohde
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RIO - O empresário David Gomes da Silva, um dos sócios da Toesa Service, recebeu duas homenagens na Alerj. Mas essa situação pode mudar. Ele aparece nas gravações do "Fantástico" explicando as delicadas relações de proteção entre quem dá e quem recebe a propina:
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— Uma das coisas que eu passo pros (sic) meus filhos: eu protejo meu contratante, e o contratante me protege.

Isso foi o suficiente para que a deputada estadual Cidinha Campos (PDT) pedisse a revogação das homenagens. O pedido será analisado pela Comissão de Emendas Constitucionais e Vetos. Em seguida, deve ser submetido ao plenário.

Em 2005, o deputado Jodenir Soares (PTdoB) propôs a concessão da Medalha Tiradentes a David, que também recebeu o título de Cidadão do Estado do Rio de Aparecida Gama (PMDB).



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/alerj-deu-medalha-para-toesa-mas-situacao-pode-mudar-4379904#ixzz1pqAOKv9g



sexta-feira, 9 de março de 2012

FARRA COM DINHEIRO PÚBLICO - Alerj vai gastar R$ 2,9 milhões em novos carros para deputados

Carros comprados em 2007 vão ser substituídos por novos que custam cerca de R$ 76 mil

Carla Rocha


O mais exclusivo: Renault Fluence foi o escolhido pelos deputados
Marco Antônio Cavalcanti / O Globo

RIO - O mais exclusivo da linha Fluence, com rodas de liga leve de 17 polegadas, piloto automático, motor 2.0, 16 válvulas, bancos de couro. É assim que a Renault anuncia o modelo escolhido pelos deputados do Rio para substituir os "antigos" carros da Assembleia Legislativa (Alerj). A Mesa Diretora da Casa decidiu padronizar a frota e, com isso, saem de cena os Boras — comprados em 2007 — para entrar na garagem do Legislativo o Fluence Privilège, cujo preço oscila em torno de R$ 76 mil. Estima-se uma despesa de até R$ 2,9 milhões com a compra, que deve acontecer ainda no primeiro semestre deste ano, após licitação.

A notícia sobre a substituição dos veículos na Alerj foi revelada pela coluna de Ancelmo Gois no GLOBO. Nesta quinta-feira, novos detalhes sobre a aquisição foram esclarecidos. A presidência da Alerj explicou que uma análise técnica foi solicitada para que se encontrasse um veículo que estivesse no mesmo nível do Bora da Volkwagen, que saiu de linha, mas que não fosse tão caro quanto o Jetta, que chegou a ser cogitado pelos vereadores do Rio há um ano, mas acabou abandonado após uma polêmica sobre os gastos.

O estudo técnico para a padronização da frota que embasou a escolha do Fluence Privilège não foi divulgado. A responsabilidade foi entregue ao deputado Samuel Malafaia (PSD), da bancada evangélica, escolhido por ser engenheiro mecânico. Malafaia, que é da Assembleia de Deus, divulga em sua página que é formado pela Uerj, com especialização em tecnologias e sistemas de proteção ambiental. Ontem, ele não foi localizado e, segundo assessores, o estudo só poderia ser apresentado com a autorização dele. O presidente da Alerj, deputado Paulo Melo (PMDB), deu as informações, por meio de sua assessoria, mas não foi encontrado para falar sobre o assunto.

Já existe uma discussão sobre o que será feito com a antiga frota — que tanto podem ir a leilão quanto ser doada para prefeituras ou entidades de utilidade pública. Outra incógnita é sobre como será a distribuição dos veículos, já que o primeiro lote atende apenas à metade dos parlamentares. Nos bastidores já se fala que os carros novos vão deflagrar uma disputa entre os deputados. Assim como os veículos usados atualmente, eles não serão blindados.

De acordo com nota da Alerj, a escolha recaiu sobre o Fluence em razão da relação custo/benefício. Foram considerados itens como custo de manutenção, espaço interno, garantia e preço. Este último item, a propósito, pode variar para cima se os parlamentares optarem por exemplo por acessórios, como o "pack premium" ofertado pela concessionária. Ele prevê faróis de xénon e teto solar elétrico, com segurança extra: sistema anti-esganamento. Custa mais R$ 4.100. Se optarem pelo modelo sem esse pacote, a despesa, hoje, segundo os cálculos da própria Renault, ficariam em R$ 2,6 milhões. Já com "pack premium" chegaria a quase R$ 2,8 milhões, mais perto do valor total da concorrência.

Há um ano, Câmara desistiu de Jettas

A Câmara dos Vereadores do Rio também viveu uma polêmica quando tentou renovar sua frota em março do ano passado: uma compra de 51 Jettas, no valor de R$3,5 milhões. Depois da pressão popular e de uma série de reportagens do GLOBO, os vereadores fizeram uma reunião a portas fechadas e decidiram pelo cancelamento da compra dos veículos.

Na época, irritado com o impacto negativo na opinião pública, o presidente da Câmara, Jorge Felippe (PMDB), disse que a compra havia sido discutida e aprovada durante uma reunião com 46 vereadores, em 15 de março. Apenas cinco, de acordo com ele, se manifestaram contrários à medida desde o início: Teresa Bergher (PSDB), Leonel Brizola Neto (PDT), Eliomar Coelho (Psol), Paulo Pinheiro (PPS) e Andrea Gouvêa Vieira (PSDB). Com a repercussão, outros também passaram a questionar a compra e alguns rejeitaram os novos veículos.

Depois de um pedido da Câmara, a própria montadora Volkswagen decidiu devolver os recursos aos cofres públicos. Em nota, ela informou que atendia à solicitação da Câmara "em caráter excepcional e sustentada em parâmetros legais". Os Jettas que foram negociados na época eram do modelo 2012, com quatro airbags, bancos de couro, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, bicombustível, com motor 2.0 e direção hidráulica, entre outras características.

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/alerj-vai-gastar-29-milhoes-em-novos-carros-para-deputados-4264378#ixzz1obzXQAqD

sábado, 11 de fevereiro de 2012

#CaosNosTrilhos - Alerj cobra explicações da SuperVia sobre problemas com trens

Em nota, a comissão citou a vida útil dos trens, dizendo que "muitos trens em operação hoje tem mais de 50 anos e praticamente não há mais peças de reposição, o que dificulta o trabalho de manutenção"

Isabela Bastos

RIO - A Comissão de Transportes da Assembléia Legislativa (Alerj) informou na sexta-feira ter enviado ofício à SuperVia cobrando explicações sobre os seguidos problemas envolvendo os trens do Rio. Em nota, a comissão citou a vida útil dos trens, dizendo que "muitos trens em operação hoje tem mais de 50 anos e praticamente não há mais peças de reposição, o que dificulta o trabalho de manutenção". O presidente da comissão, deputado Marcelo Simão (PSB), disse que pretende agendar uma reunião com dirigentes da empresa para cobrar melhorias no sistema e a entrada em operação dos trens chineses comprados pelo governo estadual:


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"Temos sempre feito cobranças à Supervia e a concessionária promete soluções que não consegue cumprir. É preciso que os novos trens prometidos entrem logo em operação, pois a população não pode mais continuar sendo sumetida a um transporte caótico e precário", disse o parlamentar na nota.

O secretário de Estado de Transportes, Júlio Lopes, disse que quatro dos 34 trens chineses, encomendados pelo governo estadual, já foram entregues pelos fornecedores. Um deles já se encontra em testes de circulação com sacos de areia no lugar dos passageiros. Os outros trens ainda estão em fase de montagem nas oficinas da SuperVia. Mas para que as composições possam entrar em operação, elas precisam ser homologadas, o que ainda não aconteceu.

A Agetransp, agência que fiscaliza os transportes do Rio, anunciou que abriu processo administrativo para apurar os transtornos aos passageiros causados pela paralisação registrada anteontem no ramal Japeri, que gerou atrasos em série e tumultos em várias estações da SuperVia. O processo está em fase de instrução, que é a reunião de informações e provas documentais do incidente. Ele ainda será distribuído a um conselheiro relator. Ainda não há data para que o processo seja levado à análise em sessão regulatoria publica.

Um dia depois do quebra-quebra generalizado em quatro estações de trens do Rio, incluindo a Central do Brasil, a SuperVia voltou na sexta-feira a registrar problemas no transporte ferroviário. Segundo a Agetransp, a circulação do ramal Guapimirim da empresa ficou interrompida durante boa parte do dia, por conta de problemas mecânicos na locomotiva que movimenta os vagões. O serviço, ainda de acordo com a agência, só foi restabelecido às 16h40. A SuperVia informou que, por conta da pane, duas das seis viagens programadas não foram realizadas.

O ramal onde ocorreu o problema tem nove estações, entre Saracuruna, em Duque de Caxias, e a cidade de Guapimirim. A pane não foi divulgada pela empresa. Tanto o tele-atendimento gratuito da SuperVia, como o site da empresa, informavam que o ramal de Guapimirim estava funcionando normalmente. Já a página da SuperVia no Twitter não fazia qualquer menção a problemas em Guapimirim.

Fonte O Globo  http://oglobo.globo.com/rio/alerj-cobra-explicacoes-da-supervia-sobre-problemas-com-trens-3946735#ixzz1m3MgRYYR

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

NÃO TÔ NEM AÍ - Sérgio Cabral ignora metade dos pedidos de informações

por ITALO NOGUEIRA
O governo do Rio ignorou mais da metade dos requerimentos de informação feitos este ano por deputados, contrariando a Constituição estadual. E, quando enviou as respostas, a administração não respeitou o prazo de um mês na maior parte das vezes.
O excesso de pedidos foi um dos motivos que, segundo o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), o levaram ao STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar restringir a formulação de pedidos de dados às comissões da Assembleia Legislativa do Rio, controladas por sua base aliada.
Levantamento feito pela Folha na Assembleia mostra que, no ano passado, a média de pedidos foi de um por deputado. Se a Casa usasse o limite autorizado pela Constituição --12 por integrante--, seriam 840 requerimentos anuais. Em 2011, foram 71.
Desses 71 pedidos endereçados a órgãos do governo estadual, 40 não tiveram resposta --outros cinco ainda estão dentro do prazo permitido pela legislação.
Dos 26 respondidos, 15 chegaram à Assembleia Legislativa com atraso superior a uma semana.
"Ele não responde aos requerimentos dos deputados e diz que há excesso? Quem evita a transparência se aproxima da corrupção", argumentou o deputado Marcelo Freixo (PSOL).
O governo do Estado afirmou que "cada requerimento tem que ser analisado de acordo com as suas especificidades". "Não se trata de uma questão simplesmente numérica."
A oposição teme que, com a alteração, todo requerimento tenha que ser aprovado nas comissões da Casa. Desta forma, pedidos incômodos ao governador seriam barrados pela base de Cabral.
"Se o papel do deputado é fiscalizar, como posso fazer isso sem informação oficial do governo?" disse a deputada Clarissa Garotinho (PR).
A prática já ocorreu ao menos três vezes na Mesa Diretora, presidida pelo deputado Paulo Melo (PMDB).
Contrariando o regimento interno da Assembleia, o aliado de Cabral não publicou três requerimentos que pediam informações sobre viagens do governador ao exterior, contratos com a Delta --do empresário Fernando Cavendish, amigo de Cabral-- e detalhamento das isenções fiscais às empresas de Eike Batista, também amigo do governador.
Clarissa ingressou com mandado de segurança pedindo a publicação do requerimento que fez sobre as viagens. O Tribunal de Justiça, porém, negou a liminar


sábado, 26 de novembro de 2011

FRAUDE NO DETRAN/RJ : Sobrinho de presidente da @Alerj é preso por fraude no Detran

Apontado com um dos líderes da quadrilha que praticava fraudes em postos do Detran-RJ, Nildo Sá Ferreira se entregou à polícia neste sábado. Sobrinho do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeirio (Alerj), deputado Paulo Melo (PMDB), Nildo era chefe das duas unidades de vistoria de Araruama (Região dos Lagos). A mulher do acusado, a certificadora de veículos Luciana Francisca Bronze, permanece foragida.
Paulo Melo é responsável pela indicação do sobrinho para a chefia do posto. Nildo se apresentou na 118ª DP (Araruama) acompanhado do advogado. O acusado está preso na carceragem de Araruama e deve ser transferido para o presídio Ary Franco, em Água Santa (Zona Oeste), na próxima semana.
Os responsáveis pela investigação seguem no encalço da mulher dele, acusada de ser responsável por emitir documentos de veículos que não compareciam aos postos de vistoria. Ela assinava os laudos baseados em informações falsas fornecidas por vistoriadores e peritos. O responsável por fiscalizar o processo era Nildo, conhecido como Dida.
A polícia fez buscas em diversos endereços da região dos Lagos à procura de Luciana e cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do casal, em Saquarema. Dos 44 mandados de prisão contra integrantes de quadrilhas que agiam em Araruama, São Pedro da Aldeia e Paracambi, 40 foram cumpridos. Além de Luciana, outras três pessoas estão foragidas.
      

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

MILÍCIAS IN RIO - Descoberto plano para executar parlamentar @MarceloFreixo

Ex-policial foragido de presídio da PM receberia R$ 400 mil para matar deputado que presidiu CPI das Milícias
Publicada em 09/10/2011 às 23h35mSérgio Ramalho (sergio.ramalho@oglobo.com.br)

RIO - Ex-cabo da Polícia Militar que fugiu do Batalhão Especial Prisional (BEP), em setembro passado, estaria articulando um plano para executar o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL). Ligado a um grupo paramilitar de Campo Grande, na Zona Oeste, Carlos Ary Ribeiro, o Carlão, receberia R$ 400 mil para matar o parlamentar, que presidiu a CPI das Milícias. De acordo com documento reservado da Coordenadoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, o ex-PM já teria feito levantamento da rotina do político, inclusive dos horários em que ele dispensa a segurança da Assembleia Legislativa do Rio.

Procurado pelo GLOBO, Marcelo Freixo confirmou ter sido informado sobre a existência do plano pelo presidente da Alerj, deputado Paulo Melo (PMDB), que aumentou o aparato de segurança do parlamentar:

- Após a morte da juíza Patrícia Acioli as ameaças feitas a mim triplicaram. Isso pode ser um sinal de que o crime organizado no Rio pretende avançar nas suas fronteiras, não aceito que esse problema seja exclusivamente meu. As milícias continuam com seus negócios e territórios em expansão, somente as prisões não vão deter esses grupos. É preciso retirar deles as fontes de lucro. Convivo com o medo, a vontade de viver e de continuar fazendo o que acredito - afirma Marcelo Freixo.

As milícias continuam com seus negócios e territórios em expansão, somente as prisões não vão deter esses grupos. É preciso retirar deles as fontes de lucro. Convivo com o medo, a vontade de viver e de continuar fazendo o que acredito

Fuga pelo buraco do ar-condicionadoCarlão é ligado a grupos paramilitares de Campo Grande, agora, chefiados pelo ex-PM Tony Ângelo de Aguiar. Segundo investigações da Coordenadoria de Inteligência, Tony seria o financiador do suposto plano de atentado ao parlamentar.

Carlão fugiu do BEP menos de 24 horas após a Polícia Civil e a Secretaria de Segurança desencadearem uma operação contra a milícia da Zona Oeste . Na ocasião, 19 pessoas foram presas. O nome de Carlão figurava entre os que tiveram mandados de prisão expedidos pela Justiça. No caso do ex-PM, a determinação era para que fosse transferido do BEP para Bangu 8. Carlão, entretanto, fugiu da unidade prisional da PM antes de a mudança ser concretizada.

RELEMBRE: Mesmo presos, chefes de milícias comandam quadrilhas na Zona Oeste do Rio, no estilo do tráfico

Na ocasião, o então corregedor da PM, Ronaldo Menezes, disse que o ex-cabo escapou de sua cela pelo buraco do ar-condicionado, mas não explicou como o aparelho foi recolocado no local. A versão acabou questionada por promotores da Auditoria de Justiça Militar. No BEP, o ex-PM tinha transformado sua cela em suíte, com direito a cama de casal, ar-condicionado, TV, videogame e frigobar. Quatro meses antes da fuga, policiais da corregedoria e promotores encontraram um celular e um notebook na cela do ex-PM.

Suspeita de favorecimento dentro de unidade prisional Um levantamento da Promotoria da Auditoria Militar revela que as fugas de quatro ex-PMs - entre eles, Carlão -- presos no BEP aconteceram às vésperas de transferências deles para presídios comuns. Para a promotora Isabella Pena Lucas, isso evidencia a prática de favorecimento na unidade:

- Não estou falando de um caso isolado, mas de quatro fugas que aconteceram quando esses ex-PMs seriam transferidos para o sistema prisional - ressaltou Isabella. Comissão indiciou 225 pessoas

A CPI das Milícias, presidida por Marcelo Freixo, indiciou 225 pessoas, entre elas políticos, policiais civis e militares, além de bombeiros. O trabalho da comissão trouxe à tona o domínio territorial de vários desses grupos paramilitares. Principalmente em Campo Grande, onde os irmãos Natalino e Jerônimo Guimarães, respectivamente, ex-deputado estadual e ex-vereador, chefiavam a maior milícia da região. As investigações da comissão, associadas a inquéritos da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), resultaram nas prisões dos políticos e de vários integrantes da milícia.

Apesar de enfraquecido, o grupo paramilitar de Campo Grande continua atuando. O ex-PM Tony Ângelo de Aguiar estaria por trás do crime que era planejado contra o parlamentar, atendendo a ordens de Natalino, Jerominho e Ricardo da Cruz Teixeira, o Batman. Todos condenados e presos em penitenciárias federais fora do estado

Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/10/09/ex-policial-foragido-de-presidio-da-pm-receberia-400-mil-para-matar-deputado-que-presidiu-cpi-das-milicias-925542301.asp#ixzz1aNVEDzW2

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Deputados aprovam gestão da saúde por organizações sociais no #Rio


Mais cedo houve tumulto do lado de fora da Alerj.
Batalhão de Choque foi chamado para conter manifestantes.


Tássia Thum
Do G1 RJ

Depois de muita discussão no plenário da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e tumulto do lado de fora, foi aprovado o projeto de lei que autoriza a gestão das unidades de saúde pelas Organizações Sociais, na tarde desta terça-feira (13).


Foram 49 votos a favor e 12 contra. O texto foi aprovado, mas a Casa ainda discutirá cerca de 20 destaques - a última tentativa de aprovação de emendas rejeitadas pelo parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que acolheu 37 das 307 emendas apresentadas. As emendas destacadas são votadas individualmente. Após a votação dos destaques, o projeto será enviado à sanção do governador Sérgio Cabral, informou a Alerj.

Polícia usa spray de pimenta em tumulto Mais cedo, houve muita confusão do lado de fora da Alerj. Três viaturas do Batalhão de Choque estão na Assembleia Legislativa do Rio na tarde desta terça-feira (13). Centenas de servidores da rede estadual de saúde se aglomeram nas entradas da Assembleia para tentar acompanhar a votação do projeto de lei que autoriza a gestão das unidades de saúde por Organizações Sociais.

As entradas estão fechadas e um grupo diz não ter conseguido senha para acompanhar a votação. Policiais estão munidos de armas com balas de borracha e já usaram spray de pimenta para conter as pessoas na Rua Dom Manoel, que fica atrás da Alerj.

Segundo a assessoria da Alerj, estava sendo feito o cadastramento das pessoas para acompanhar a votação, mas é um processo que requer um certo tempo para a identificação. O número de senhas disponíveis nem chegou a ser atingido, mas algumas pessoas começaram a se exaltar e tentaram forçar a entrada na Alerj. Os seguranças que estavam em quantidade bem inferior ao grupo que queria entrar, fecharam as portas, informou a Alerj. Veja nota da Alerj na íntegra no fim desta reportagem.

A advogada do Fórum de Saúde do Rio de Janeiro, Rossana Bossi, de 54 anos, disse que foi agredida por um segurança da Alerj e por um policial quando foi falar com um deputado que saía pelas porta dos fundos. Ainda segundo ela, há muitas mulheres entre os manifestantes.

"Nossa manifestação é pacífica. Não estamos armados. Me pergunto o motivo da truculência da segurança da Alerj e da presença de policiais do Batalhão de Choque".


Procurado pelo G1, o comandante do Batalhão de Choque não quis falar com a imprensa.


Veja a nota da Alerj na íntegra: "Por conta da iminência de uma invasão por parte de manifestantes que chegaram a forçar as entradas no Palácio Tiradentes, a presidência da Alerj se viu obrigada a convocar o Batalhão de Choque da PM para garantir a segurança de seus funcionários e um dos patrimônios históricos do estado, o Palácio Tiradentes. Mesmo com a presença de policiais, deputados, deputadas, seguranças da casa foram agredidos quando tentavam entrar no prédio onde fica o plenário da Alerj.

Vale ressaltar que, antes da confusão, a entrada para as galerias estava liberada e cidadãos chegaram a ocupar as galerias do plenário e acompanhar a sessão. Com o tumulto, se tornou inviável fazer a contagem de pessoas que entravam no prédio e, consequentemente, evitar a superlotação das galerias, medida fundamental para a man

Fonte g1 http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/09/deputados-aprovam-gestao-da-saude-por-organizacoes-sociais-no-rj.html

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

ALERJ - Protocolada pedido de CPI contra a FACILITY



RIO - No primeiro dia de trabalho na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) uma surpresa: 25 pedidos para a abertura de comissões parlamentares de inquérito (CPIs) haviam sido protocolados na Mesa Diretora da Casa. Os pedidos abordam temas que vão desde os contratos de compra de medicamentos, assinados pela Secretaria estadual de Saúde, aos firmados entre o estado e o grupo Facility (o maior fornecedor de mão de obra terceirizada ao Executivo).

Apesar de os autores admitirem que terão de percorrer um longo caminho para instalar alguma das CPIs propostas, o presidente da Casa, deputado Paulo Melo (PMDB), afirmou logo depois que tomou posse, na quarta-feira , que todos os pedidos serão analisados.

O governo foi criticado ainda depois que o secretário da Casa Civil, Régis Fichtner, leu na mensagem enviada pelo governador para a abertura dos trabalhos que a prioridade do estado para este ano seria o desenvolvimento econômico do Rio.

- É lamentável que a mensagem sequer cite a educação na lista de prioridades para 2011 - reclamou o deputado estadual Comte Bittencourt (PPS).