Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sexta-feira, 23 de março de 2012

MÁFIA DA PROPINA NO RIO II - Cabral dá multa de R$ 180 mil mas assina contrato de R$ 500 mil com a Rufolo com dispensa de licitação

Por Marcus Vinicius Pinto
Rio de Janeiro

Três dias depois da determinação do governador Sérgio Cabral de que todas as secretarias de governo do Estado cancelassem seus contratos com as empresas envolvidas nas denúncias feitas pelo Fantástico do último domingo, a Secretaria de Defesa Civil publicou no Diário Oficial do Rio uma dispensa de licitação de quase R$ 500 mil em favor da Rufulo Empresa de Serviços Técnicos e Construção LTDA. para limpeza e desinfecção de ambulâncias do Corpo de Bombeiros.

A Rufulo é uma das empresas envolvidas na tentativa de fraudar licitações do Instituto de Pediatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), denunciada no domingo, e, em caso de confirmação do contrato número E-27/0003/10132/2012, vai receber o valor de R$ 483.139,74. Os donos da empresa estão sendo alvo de investigação da Polícia Federal (PF) e devem ser ouvidos ainda nesta quinta-feira na sede da corporação no Rio de Janeiro. Além da Rufulo, vão ser ouvidos diretores e funcionários da Locanty.

Nesta quarta-feira, a PF ouviu depoimentos dos dois diretores do hospital da UFRJ que decidiram permitir a câmera oculta para denunciar o esquema de corrupção, além do diretor da Bella Vista, outra das empresas denunciadas.

O Terra entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Defesa Civil para tentar um esclarecimento por parte do secretário Sergio Simões sobre o descumprimento de uma ordem do governador, mas ainda não obteve retorno. Na segunda-feira, através do secretário da Casa Civil, Régis Fichtner, Cabral determinou que as secretarias verificassem contratos com as empresas Toesa Service, Locanty Soluções, Bella Vista Refeições Industriais e Rufolo Serviços Técnicos e Construções e que, tão logo identifiquem os contratos, informem à Casa Civil para que eles sejam cancelados.

Fonte Terra

sábado, 15 de outubro de 2011

GAS EM SP : Estado de São Paulo registra um vazamento de gás com fogo por dia

Problema já é a terceira principal causa de incêndios no Estado; botijões representam risco maior que tubulação
15 de outubro de 2011 | 0h 54

Cida Alves, especial para O Estado de S.Paulo

Todos os dias, bombeiros atendem pelo menos uma ocorrência de fogo causado por vazamento de gás. E o problema já é a terceira principal causa de incêndios no Estado. “Escapes de gás só perdem para instalações elétricas inadequadas e a falta de cuidado das pessoas na hora de cozinhar”, explicou o tenente Marcos Palumbo, do Corpo de Bombeiros de São Paulo.

Veja também:
Prefeitura do Rio irá reformular legislação de concessão de alvarás comerciais 

Os botijões representam um risco ainda maior, segundo a corporação. O número de vazamentos de gás engarrafado identificados pelo Corpo de Bombeiros no ano passado foi 92% maior do que o de vazamentos em tubulações. Neste ano, bombeiros atenderam, em média, cinco ocorrências por dia de escapes de Gás Liquefeito de Petróleo, mais conhecido como GLP. Por ano, são cerca de 3.100. Geralmente, os principais problemas estão na instalação incorreta do botijão e falta de manutenção de mangueiras e outros itens de segurança.

No caso dos estabelecimentos comerciais, o uso dos botijões está proibido por lei. Restaurantes e lanchonetes, por exemplo, devem ter uma central de GLP, que deve ser instalada por engenheiro qualificado. Os recipientes de 13 quilos são de uso exclusivo em residências. Edifícios que estão em áreas onde há rede da Companhia de Gás (Comgás) devem adaptar-se ao sistema de fornecimento por tubulação.

“Quando fazemos as vistorias, geralmente está tudo certinho. Mas, quando damos as costas e os locais já têm o alvará em mãos, muitos proprietários modificam o sistema de gás, burlando a legislação, e não dão a manutenção devida”, explica o major do Corpo de Bombeiros Maurício Moraes de Souza.

Clandestino. Outro grave problema, segundo ele, é o comércio clandestino de revenda de botijões. Nesse mercado, são revendidos recipientes sem a devida inspeção pelas empresas que fazem envasamento do gás ou apresentam defeitos na válvula, por exemplo. “Isso faz com que haja vazamento de gás. Esse mercado negro abastece principalmente casas da periferia.”

 Fonte Estadão http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,estado-de-sao-paulo-registra-um-vazamento-de-gas-com-fogo-por-dia,785524,0.htm

EXPLOSÃO NA PRAÇA TIRADENTES - Eduardo Paes quer criar norma que já existe (da onde esse cara saiu???)

Paes quer rever concessão de alvarás provisórios, embora regra já exija laudo de bombeiros para restaurantes

Publicada em 14/10/2011 às 23h38m
Carla Rocha, Isabel de Araújo e Flávia Milhorance (granderio@oglobo.com.br)
 
 

RIO - Depois da explosão no restaurante Filé Carioca, na Praça Tiradentes, que matou três pessoas e deixou 17 feridas , o prefeito Eduardo Paes disse na sexta-feira que pretende rever a legislação e criar novas regras para a emissão e renovação de alvarás provisórios. Ele também se comprometeu a apurar se houve algum desvio de conduta de servidores no caso e investigar com rigor o que provocou o acidente no estabelecimento, atribuído a um vazamento de gás GLP acondicionado de forma irregular em cilindros no subsolo da loja.

- Já determinei que se investigue se os procedimentos legais por parte da prefeitura foram cumpridos ou se aconteceu algum desvio de conduta. No caso de terem sido cumpridas as normas por parte da prefeitura e dos bombeiros, algo está errado na legislação - afirmou o prefeito, acrescentando, porém, que tudo indica que o restaurante tenha cumprido as exigências feitas pelo município.

No caso de terem sido cumpridas as normas por parte da prefeitura e dos bombeiros, algo está errado na legislação

Sobre as sucessivas prorrogações do alvará provisório - foram cinco nos últimos três anos - Paes afirmou ter constituído uma equipe especializada para analisar o problema:

- O município não olha padrões de segurança, e sim confere se todos os aspectos legais foram cumpridos. Vamos rever a legislação sim. O alvará provisório é uma tentativa de desburocratizar o processo, mas em hipótese alguma pode-se colocar em risco a vida das pessoas. Algumas áreas não podem ser desburocratizadas nunca e, por isso, cabe uma reflexão - observou, acrescentando que a fiscalização em si é atribuição do Corpo de Bombeiros. Norma já prevê vistoria de bombeiros

O Filé Carioca funcionava com um alvará provisório emitido pela prefeitura em 20 de agosto de 2008, que vinha sendo sucessivamente prorrogado. Nunca, porém, havia sido inspecionado pelo Corpo de Bombeiros, que alegou sequer ter conhecimento de sua existência. O detalhe é que todas as renovações do alvará provisório foram concedidas quando uma nova legislação já havia mudado toda a forma de tratar o assunto. Menos de um mês depois de o restaurante obter o documento, o decreto 29.881, de setembro, deixava clara a nova exigência: a análise prévia dos bombeiros, mesmo sendo alvará provisório, para atividades de fabricação, manipulação de alimentos em caso de estabelecimento com área superior a 80 metros quadrados. O Filé Carioca ocupava duas lojas, num total de 250 metros quadrados.

LEIA MAIS: Cartilha da ANP ensina como lidar com gás

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A Secretaria Especial da Ordem Pública (Seop) explicou que o alvará provisório foi prorrogado com base no pedido original, quando ainda valia a lei anterior (decreto 18.989 de 2000, modificado pelo decreto 19.222 do mesmo ano), que não exigia a vistoria dos bombeiros. Sobre o número de prorrogações, a Seop justificou que a lei é omissa em relação à quantidade de vezes que o alvará provisório pode ser renovado. Ela estabelece prazo de 180 dias, prorrogáveis por igual período. Caso seja necessário esticá-lo ainda mais, a Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização (CLF) deve ser consultada. No entanto, três das cinco prorrogações foram dadas pela Inspetoria Regional de Licenciamento e Fiscalização, e apenas duas delas pela CLF. Para a Seop, trata-se da mesma coisa, já que as inspetorias são subordinadas à coordenadoria.
 

A elasticidade dada ao alvará provisório foi criticada pelo promotor de Justiça Rodrigo Terra, diretor-regional da Associação Nacional do Ministério Público do Consumidor.

- O nome já diz: é alvará provisório. Ele tem a finalidade de atender a uma situação de emergência que não poderia esperar a expedição do documento definitivo e, por isso, a sua renovação tem de ser limitada - diz Terra. - Só o alvará definitivo é que constatará se o estabelecimento reúne todas as condições para o seu funcionamento ser autorizado, a sua conformidade com as exigências legais.

Apesar de os órgãos envolvidos no caso afirmarem que a legislação é omissa sobre as prorrogações do alvará provisório, o prefeito na sexta-feira deu uma explicação de como é o procedimento: o alvará provisório é renovado automaticamente após 180 dias, por um prazo igual. Após um ano, fiscais da CLF podem estendê-lo novamente por seis meses, prorrogáveis mais duas vezes, totalizando dois anos e meio.

Perguntada sobre o total de alvarás provisórios em vigor na cidade, a Seop explicou que levaria algum tempo para obter a informação porque o levantamento teria que ser feito manualmente. Integrante da Comissão de Abastecimento, Indústria, Comércio e Agricultura da Câmara, a vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB) disse que já solicitou à prefeitura a relação de todos os alvarás provisórios válidos na cidade e o prazo de vigência de cada um.

- Deve haver milhares de casos iguais ao desse restaurante. Como é possível que a prefeitura ainda faça o controle manual desses alvarás com o avanço tecnológico dos últimos anos? Outra coisa: o cidadão tem o direito de saber que tipo de alvará tem o lugar que ele está frequentando, isso tem que ser transparente - disse a parlamentar.

INSTALAÇÃO CORRETA:Pesquisador fala sobre os cuidados necessários para instalação de gás

MEMÓRIA:Relembre outros casos de explosão no Centro

TESTEMUNHAS DA TRAGÉDIA: Dona de sorveteria calcula prejuízo em R$ 400 mil



FOTOGALERIA: Veja as imagens da área atingida pela explosão


Deve haver milhares de casos iguais ao desse restaurante. Como é possível que a prefeitura ainda faça o controle manual desses alvarás com o avanço tecnológico dos últimos anos?

Como não foi fiscalizado, o restaurante Filé Carioca tinha seis cilindros de GLP, cada um de 45 litros, em seu subsolo. A informação foi confirmada na sexta-feira pelo advogado do proprietário, Bruno Castro da Rocha. O Edifício Riqueza, onde estava o estabelecimento, não tem gás canalizado da CEG nem autorização para utilizar botijões, segundo o Corpo de Bombeiros. Ao contrário do Hotel Formule 1 e de uma lanchonete que ficam perto do local, que são abastecidos pela companhia.

Polícia deve ouvir proprietário neste sábado
Na sexta-feira, o síndico do condomínio, José Carlos Nogueira, esteve no prédio para buscar documentos em seu escritório de advocacia, no quarto andar. Ele afirmou que não sabia do uso de gás pelo Filé Carioca, embora o produto seja essencial para o funcionamento de qualquer restaurante.

- Foi um ato de irresponsabilidade de uma pessoa só. Todo mundo no condomínio sabia que não podia ter gás. Eu mesmo sempre ia a todas as salas fiscalizar - garantiu o síndico, afirmando que a convenção do condomínio também era clara sobre a restrição ao uso de gás.

De acordo com Nogueira, o Filé Carioca tinha uma entrada própria, por onde os botijões deviam entrar. Ele acrescentou ainda que há informações de que o gás chegava ao estabelecimento à noite, por volta das 23h.

Para tentar descobrir o que pode ter entrado em contato com o gás, provocando a explosão, a polícia vai tentar localizar as imagens do circuito interno do restaurante. O delegado da 5ª DP (Centro), Alcides Andrade, disse que todo esforço será feito para tentar localizar essas imagens:

- Vou encaminhar peritos para verificar esta hipótese de gravação. Será uma materialidade da situação, e as imagens serão acrescentadas ao material da CET-Rio.

A expectativa é que o dono do restaurante Filé Carioca, Carlos Rogério do Amaral, de 47 anos, preste depoimento neste sábado à polícia. Ele - que ficou internado até ontem de manhã no Quinta D'Or, para onde foi levado após uma crise nervosa - deverá ser responsabilizado criminalmente. Também deverá ser ouvido o irmão dele, Jorge do Amaral, que estava dentro do estabelecimento na hora da explosão e fraturou uma costela. Até a noite de sexta-feira, a polícia tinha ouvido 15 pessoas envolvidas no acidente.

   

NEGLIGÊNCIA E IRRESPONSABILIDADE - Bomba-relógio em um terço dos restaurantes do Rio

Bombeiros já flagraram em vistorias botijões em locais confinados, perto de fogões e escondidos em cômodo no subsolo. Corporação promete intensificar fiscalização
POR MAHOMED SAIGG
Rio  - Estimulados pela falta de fiscalização, pelo menos um terço dos bares, botecos e restaurantes vistoriados pelo Corpo de Bombeiros no Rio de Janeiro armazena gás de cozinha de maneira irregular. Acondicionados em locais fechados, próximo aos fogões e até mesmo escondidos no subsolo dos estabelecimentos, botijões ou cilindros de gás se transformam em bombas-relógio.

Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia

Mais um botijão foi retirado nesta sexta-feira do Edifício Riqueza | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
Esta alarmante realidade vem à tona um dia depois da explosão do Restaurante Filé Carioca, na Praça Tiradentes, que provocou a morte de três pessoas e feriu 17. O estabelecimento — que desde agosto de 2008 funcionava com alvará provisório da prefeitura — nunca solicitou o Certificado de Aprovação dos Bombeiros. Atualmente, o documento é exigido pela própria prefeitura para emitir as licenças de funcionamento.
De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Simões, mensalmente são realizadas cerca de 500 vistorias aleatórias na capital. Quando é constatado o armazenamento perigoso de botijões, é dado prazo de 24h para mudá-los para ambiente arejado.
Se a mudança não for feita, as mangueiras de gás são lacradas. “Vamos intensificar a fiscalização para reduzir os riscos de novas tragédias”, prometeu Simões, que apresentou novo cálculo para o impacto provocado pela explosão.
“Nossos engenheiros calculam que o impacto foi equivalente à carga de 32 kg de dinamite. Se não fosse uma construção com bases profundas, certamente aquele edifício teria entrado em colapso e desabado”, destacou o coronel Sérgio Simões.
O prefeito Eduardo Paes anunciou nesta sexta-feira que as regras para concessão de alvarás para estabelecimentos comerciais será revista: “O alvará provisório é uma medida de desburocratização, mas não pode significar risco para a população”.
Facilidade para renovar licença provisória
Apesar de não ter cumprido as exigências para receber alvará de funcionamento definitivo, o dono do restaurante não tinha dificuldades para renovar a licença temporária, desde 2008. A Secretaria Especial de Ordem Pública informou que não há prazos fixos nem limites para a renovação dos alvarás provisórios.
O laudo do Corpo de Bombeiros começou a ser pedido em setembro daquele ano, mas, mesmo assim, o documento nunca foi cobrado dorestaurante no momento de renovação da licença. Por não ter efeito retroativo, o decreto de setembro de 2008 que mudou a lei isenta bares e restaurantes abertos antes daquela data de apresentarem o laudo.
Nesta sexta-feira o síndico, José Nogueira, disse que não sabia que o restaurante usava botijão apesar de o prédio não ter gás encanado: “O acidente foi fruto da irresponsabilidade de uma só pessoa”, acusou, se referindo ao comerciante.
Autoridades podem responder pelas três mortes
Servidores da Prefeitura do Rio e do Corpo de Bombeiros poderão responder pelas mortes por causa da negligência na fiscalização que resultou na explosão no restaurante Filé Carioca. Segundo o delegado titular da 5ª DP (Gomes Freire), Alcides Alves Pereira, autoridades de órgãos públicos terão que prestar esclarecimentos: “Caso haja responsabilidade de alguma autoridade, ela será indiciada pelas mortes”, destacou.
Foto: Fabio Gonçalves / Agência O Dia
Dono do restaurante, Carlos Rogério do Amaral e o irmão dele e gerente, Jorge Luiz, podem depor neste sábado. No entanto, o advogado deles, Bruno Castro, alega que ambos não têm condições de saúde e tenta marcar outra data. Bruno admitiu que o restaurante funcionava com seis cilindros de gás de 45 quilos cada. “A prefeitura sabia que ali funcionava um restaurante, e restaurante precisa de gás. Os bombeiros jamais foram lá”, argumentou Bruno.
     

segunda-feira, 19 de abril de 2010

RIO DE JANEIRO/COTIDIANO - Bombeiros controlam princípio de incêndio em escola do Rio


Um princípio de incêndio, nesta segunda-feira, levou pânico a professores e funcionários da Escola Municipal Ludimilia Trota, na Tijuca, zona norte do Rio. O fogo, que começou na biblioteca, se propagou pelo sistema de ar-condicionado e, como a sala é trancada a cadeado, foi necessário usar um extintor para arrombar a tranca e iniciar o combate às chamas.
As crianças foram levadas pelas professoras para a entrada da escola e ninguém se feriu. Uma guarnição do Destacamento do Corpo de Bombeiros da Tijuca, que fica a 200 metros da escola, chegou rapidamente e controlou o princípio de incêndio. Por medida de segurança, as aulas foram suspensas e as crianças enviadas para casa.
O Dia