Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

PRIVATARIA TUCANA III - Protógenes diz ter 173 assinaturas para CPI da 'Privataria'

 O deputado Delegado Protógenes (PC do B-SP) afirmou nesta quinta-feira ter conseguido 173 assinaturas para abrir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) com a intenção de investigar as acusações feitas pelo livro "A Privataria Tucana".

O livro, escrito pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr., acusa o ex-governador José Serra de receber propinas de empresários que participaram das privatizações conduzidas pelo governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Veja tambem
Em livro, jornalista acusa tucanos de receber propina
Serra diz que livro é 'coleção de calúnias'; outros não comentam

  "A perspectiva é chegar a mais de 250 assinaturas", disse Protógenes, que vai protocolar o pedido de abertura de CPI na próxima terça-feira.

Para abrir uma comissão na Câmara dos Deputados são necessárias 171 assinaturas.

Segundo o deputado, assinaram o requerimento deputados governistas --entre eles a "metade da bancada do PT"-- e da oposição --PSDB, DEM e PPS.

"Eles pediram para não divulgar o nome. E quem já colocou a assinatura recebeu pressão para tirar, mas não vai tirar", afirmou Protógenes.

De acordo com ele, a CPI não pretende fazer uma revisão das privatizações feitas no governo FHC. "Ela vai fazer uma investigação dos possíveis ilícitos e irregularidades cometidos na década de 90."

O deputado pedirá ainda uma audiência pública com o jornalista na próxima semana.

"Tem investigações policiais que possivelmente vão ser desarquivadas", afirmou o delegado licenciado da Polícia Federal, em referência à Operação Satiagraha.

O deputado disse ainda considerar "sensata" a decisão do líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), e do líder do PT na Câmara, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), de não assinarem o pedido.

LIVRO

Publicado pela Geração Editorial, "A Privataria Tucana" foi escrito por Amaury Ribeiro Jr., que no ano passado foi acusado de participar da montagem de uma central de espionagem no comitê da campanha da presidente Dilma Rousseff.

O livro sustenta que amigos e parentes de Serra mantiveram empresas em paraísos fiscais e as usaram para movimentar milhões de dólares entre 1993 e 2003, mas não oferece nenhuma prova de que esse dinheiro tenha relação com as privatizações.

Algumas informações do livro circularam na campanha eleitoral do ano passado e boa parte do material foi publicada antes por jornais e revistas, entre eles a Folha.


Editoria de Arte/Folhapress

Fonte folha http://www1.folha.uol.com.br/poder/1022081-protogenes-diz-ter-173-assinaturas-para-cpi-da-privataria.shtml

PRIVATARIA TUCANA II - Para PSDB, PT está por trás de livro que denuncia fraudes nas privatizações

Em nota, partido repudiou 'A Privataria Tucana', que associa Serra a suposto esquema no governo FHC; ex-presidente classificou livro como 'infâmia'

estadão.com.br



Os tucanos começaram a reagir ao livro "A Privataria Tucana", de autoria do jornalista Amaury Ribeiro Jr.. Lançado na semana passada, o livro associa o ex-governador de São Paulo, José Serra, a um suposto esquema de cobrança de propinas durante o processo das privatizações, no governo Fernando Henrique Cardodo, do qual Serra foi ministro. Depois do próprio Serra definir o livro como "lixo" e do senador Aécio Neves classificá-la como "literatura menor", o partido e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso divulgaram notas.

Veja também:
Serra chama de 'lixo' livro sobre privatizações do governo FHC
Livro relaciona Serra a escândalo nas privatizações do governo FHC


A nota do PSDB, assinada pelo presidente da legenda, Sérgio Guerra, acusa diretamente o PT de estar por trás do livro. "A nova investida ocorre num momento em que o PT está atolado em denúncias de corrupção que já derrubaram seis ministros, e aguarda ansiosamente o julgamento do Mensalão, maior escândalo de corrupção de que se tem notícia na história do Brasil", afirma a nota. Ainda segundo o texto, a participação de petistas tem sido constante na "fabricação de falsos dossiês".

Para o PSDB, a obra como "uma eviana tentativa de atribuir irregularidades aos processos de privatização no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso e acusar o Partido e os seus líderes de participar de ações criminosas". A nota diz ainda que nenhum órgão de controle constatou qualquer irregularidade em todo o processo.

'Infâmia' 

A nota publicada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no site Observador Político não faz ataques diretos, a não ser aoo próprio autor do livro. Ele definiu a obra como "infâmia" e lembrou o caso do "Dossiê Cayman", em que ele mesmo foi acusado de possuir uma conta milionária na ilha. ""Quero deixar registrado meu protesto e minha solidariedade às vítimas da infâmia e pedir à direção do PSDB, seus líderes, militantes e simpatizantes que reajam com indignação. Chega de assassinatos morais de inocentes. Se dúvidas houver, e nós não temos, que se apele à Justiça, nunca à infâmia", conclui.

 Fonte Estadao http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,para%C2%A0psdb-pt-esta-por-tras-de-livro-que-denuncia-fraudes-nas-privatizacoes,811470,0.htm

    

A Privataria Tucana I - Amaury Ribeiro Jr., indiciado pela PF, mostra documento inédito sobre suposta evasão de divisas

Livro usa papéis da CPI do Banestado contra tucanos

Daniel Bramatti, de O Estado de S.Paulo


Veja também
:
PSDB acusa PT de estar por trás do livro; FHC vê 'infâmia'
Serra chama de 'lixo' livro sobre privatizações do governo FHC
Livro relaciona Serra a escândalo nas privatizações do governo FHC
Com 15 mil exemplares vendidos em menos de uma semana, segundo a editora Geração Editoria, o livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., revela documentos inéditos da antiga CPI do Banestado que apontam supostas movimentações irregulares de recursos por pessoas próximas ao ex-governador José Serra (PSDB).

Segundo os papéis da CPI – que investigou, entre 2003 e 2004, um esquema de evasão de divisas do Brasil –, o empresário Gregório Marin Preciado, casado com uma prima de Serra, utilizou-se de uma conta operada por doleiros em Nova York para enviar US$ 1,2 milhão para a empresa Franton Interprises, que seria ligada ao ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira.

Indicado por Serra para o Banco do Brasil no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio é apontado na obra como suposto articulador da formação de consórcios que participaram do processo de privatização, graças a sua influência na Previ, fundo de pensão dos funcionários do banco estatal.

O autor do livro foi indiciado no ano passado pela Polícia Federal por supostamente participar da violação do sigilo bancário de parentes e pessoas próximas a Serra, então candidato à Presidência. O objetivo seria a montagem de um dossiê contra tucanos. Ribeiro Jr. nega e acusa o deputado Rui Falcão (PT), então coordenador da campanha de Dilma Rousseff, de ter furtado dados sobre Serra de seu computador.

O jornalista diz, no livro, que Ricardo Sérgio controlava empresas em paraísos fiscais que teriam recebido supostas propinas de beneficiados pelo processo de privatização, entre eles o próprio Preciado, representante da espanhola Iberdrola na época em que a empresa comprou três estatais de energia no Brasil.

O elo entre a Franton Interprises e Ricardo Sérgio, segundo o autor, é uma “doação” de R$ 131 mil feita à empresa pelo ex-diretor do BB, em 1998. A operação é citada em documento da CPI do Banestado reproduzido no livro

Fonte Estadao http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,livro-usa-papeis-da-cpi-do-banestado-contra-tucanos,811523,0.htm

terça-feira, 22 de novembro de 2011

TESTA DE FERRO - Rádio de PHC, filho de FHC vai ser investigada

Ministério das Comunicações suspeita que a Rádio Disney tenha mais de 30% de participação de capital estrangeiro, uma irregularidade segundo a legislação brasileira.
O filho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso(foto no ano 2000), Paulo Henrique Cardoso, o PHC, seria testa de ferro do grupo americano Walt Disney Company para burlar a legislação brasileira de meios de comunicação, segundo reportagem da revista IstoÉ. 

O cientista social, que abandonou a área e se transformou em empresário, aparece perante às autoridades reguladoras do setor como dono da Rádio Holding Participações Ltda, empresa que controla 71% da Rádio Itapeva FM, ou Rádio Disney (91,3 Mhz). O restante das  ações (29%) pertence a The Walt Disney Company (Brasil) Ltda. 

A proporção está dentro da lei que permite a empresas estrangeiras controlar apenas 30% do capital de veículos de comunicação no Brasil. O Ministério das Comunicações abriu, contudo, um processo administrativo para averiguar se a Itapema cumpre de fato a regra e a Secretaria de Serviços de Comunicação Eletrônica pediu investigação ao Ministério Público Federal.

A IstoÉ aponta que documentos da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) de 17 de novembro trazem como sócio majoritário da Rádio Holding a ABC Venture Corp e não PHC. A empresa, registrada na Califórnia, EUA, é subsidiária de um dos braços da Walt Disney Company, e, neste caso, controladora de ambas as rádios.

Pelos documentos, a WDC detinha 98,6% da Rádio Holding e PHC menos de 2% das ações. Porém, na ficha cadastral simplificada da Junta, solicitada online por CartaCapital nesta segunda-feira 21 de novembro, a porcentagem majoritária citada acima pertence ao filho do ex-presidente.

As partes citadas na reportagem negam as irregularidades e disponibilizaram à revista documentos de fevereiro de 2010, com PHC como sócio majoritário. Os sócios também informam que a compra foi autorizada pela portaria 100, de 11 de março de 2010 pelo Ministério da Comunicação e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 16 de março do mesmo ano.

No entanto, a ABC Venture e PHC concederam procurações a dois executivos estrangeiros da WDC, que os permite depositar e sacar fundos, emitir e endossar cheques e solicitar créditos em conta corrente, por exemplo. Uma tática supostamente para a empresa estrangeira comandar a emissora dentro da legislação.


Fonte Correio do Brasil / Carta Capital http://correiodobrasil.com.br/radio-de-filho-de-fhc-vai-ser-investigada/331250/

domingo, 13 de março de 2011

GASTOS PÚBLICOS - Inchaço cria ‘Esplanada oculta’ e gasto de R$ 100 milhões por ano para União


Inchaço cria ‘Esplanada oculta’ e gasto de R$ 100 milhões por ano para União


Para acomodar estruturas administrativas de novos ministérios e um volume crescente de servidores, governo federal paga aluguéis exorbitantes

Leandro Colon e Tânia Monteiro

Em meio às dificuldades do governo da presidente Dilma Rousseff em passar a faca nas despesas de custeio, Brasília é hoje vitrine de um fenômeno de gastança descontrolada: as dezenas de imóveis alugados fora da Esplanada dos Ministérios para acomodar o inchaço da máquina administrativa. Levantamento do Estado mostra que prédios e salas, só do primeiro escalão do Poder Executivo, pagam pelo menos R$ 9 milhões mensais de aluguel. A chamada "Esplanada oculta" custa, no mínimo, R$ 100 milhões por ano, dinheiro suficiente para construir cerca de 2.700 casas do programa Minha Casa, Minha Vida.

O inchaço ministerial começou no primeiro mandato do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003. Ele recebeu 26 ministérios do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), mas entregou 37 à presidente Dilma - que pretende criar mais dois: o da Micro e Pequena Empresa e o da Infraestrutura Aeronáutica.

Na acomodação das novas pastas e ampliação das antigas, o governo "coloniza" prédios fora da Esplanada desenhada por Lúcio Costa e costuma dispensar licitação para escolher os imóveis a alugar. A suntuosidade e o custo do aluguel dos prédios muitas vezes é inversamente proporcional à relevância política e econômica do ministério.

[Ministério da Pesca não adiantou de nada até hoje]

O caso mais evidente desse descompasso é o Ministério da Pesca e Aquicultura. A pasta da ministra Ideli Salvatti (PT) gasta R$ 575 mil por mês, num contrato de R$ 7 milhões por ano. Esse é o aluguel de um prédio espelhado de 14 andares, onde 374 servidores estão lotados. A ministra e 67 assessores nem ficam lá - dão expediente num prédio da Esplanada. Nos oito anos dos dois mandatos de Lula, os recursos da Pesca aumentaram mais de 70 vezes, de R$ 11 milhões para R$ 803 milhões, mas a produção nacional de pescado continuou em 990 mil toneladas.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

ELEIÇÕES 2010 - PSDB recua, e FHC discursará na festa de Serra


Aécio também falará no lançamento da pré-candidatura do tucano, que faltou ontem à posse de Goldman

De Gerson Camarotti e Sérgio Roxo:

A cúpula do PSDB voltou atrás e decidiu que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso discursará na festa de sábado em que o ex-governador José Serra será anunciado como o pré-candidato do PSDB à Presidência.
Até ontem, os tucanos diziam que, além de Serra, poucos líderes fariam discursos. A mudança é uma recuo do PSDB para tentar neutralizar a alegação de petistas e da pré-candidata do PT, a ex-ministra Dilma Rousseff, de que os tucanos querem esconder Fernando Henrique.
O ex-governador Aécio Neves também discursará, além dos presidentes dos partidos da coligação.
Pelo menos por enquanto, Serra decidiu não alimentar o bate-boca com Dilma. No discurso que fará sábado, pretende adotar um tom mais propositivo.
A ordem no comando de campanha, no momento, é evitar o que consideram uma armadilha dos petistas de entrar em confronto direto com Lula.
Leia mais em O Globo

 


 

quarta-feira, 31 de março de 2010

DOSSIÊ FHC - Substituta de Dilma terá de depor sobre dossiê anti-FHC


da Folha Online
Hoje na Folha Reportagem de Fernanda Odilla e Andreza Matais, publicada na edição de hoje da Folha (a íntegra da reportagem está disponível para assinantes do UOL e do jornal), informa que a nova ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, será convocada a prestar esclarecimentos no processo que investiga a confecção e vazamento de um dossiê com gastos do governo Fernando Henrique Cardoso.
Em 2008, a Folha revelou que Erenice mandou confeccionar o dossiê que reuniu informações sigilosas de gastos do casal FHC e Ruth Cardoso com cartões corporativos. Ela sempre negou se tratar de um dossiê, chamando o material de "banco de dados".
Secretária-executiva da Casa Civil, Erenice assume hoje o lugar de Dilma Rousseff na Casa Civil --que deixa o governo Lula para disputar as eleições presidenciais de outubro.
De acordo com a reportagem, a investigação sobre o dossiê anti-tucano será retomada com acareação e novos depoimentos após ficar suspensa por um ano e três meses. Além de Erenice, mais seis pessoas serão ouvidas pela Polícia Federal, a pedido do Ministério Público Federal.
Das 16 testemunhas ouvidas até agora, o único indiciado foi o então secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Pires, por quebra de sigilo funcional. Ele repassou o dossiê por e-mail ao Senado.
Outro lado
A Casa Civil afirmou que "o trabalho de digitação dos dados foi feito exclusivamente para alimentação do Sistema de Suprimento de Fundos". Para a pasta, não houve afronta às normas legais.
Leia a reportagem completa na Folha desta quarta-feira, que já está nas bancas.
Assine a Folha

 


 

quinta-feira, 25 de março de 2010

ELEIÇÕES DE 2010 - Roriz diz que não procurou o PSDB - foi procurado por ele

De Adriana Vasconcelos, de O Globo:
O ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC), negou ontem, por meio de nota , que tenha procurado líderes do PSDB para negociar apoio à campanha eleitoral do Distrito Federal.
O ex-governador afirma que foi o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), que ofereceu a legenda para uma aliança.
- Na ocasião respondi que essa aliança seria possível, sim, pela enorme admiração que tenho pelo ex-Presidente da República Fernando Henrique Cardoso desde que, também, pessoas do partido a nível local envolvidas diretamente com a chamada Operação Caixa de Pandora, fossem afastadas dos cargos diretivos partidários", completa.
Na última segunda-feira, Roriz teve um encontro com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em que teria oferecido palanque ao candidato tucano José Serra à Presidência em troca de apoio no DF.
A reunião, articulada por Eduardo Jorge, ex-secretário-geral da Presidência e atual vice-presidente executivo do PSDB, foi considerada desastrosa.
Sérgio Guerra, por sua vez, reagiu com cautela à nota do ex-governador. Ele admitiu que o PSDB negocia uma aliança nacional com o PSC, sem compromisso com os palanques estaduais.
Essa aliança aumentaria o tempo de TV da coligação da oposição (PSDB-DEM-PPS) de cerca de seis minutos para oito minutos, caso feche também com o PTB. O PT, com o PMDB, deverá contar com cerca de 10 minutos de TV.
- Visitei o Roriz, como visitei o senador Mão Santa e todos os membros da Executiva do PSC. Estamos negociando um acordo nacional - respondeu Sérgio Guerra, evitando polêmicas com o ex-governador.
O ex-governador disse ainda na nota que uma aliança com os tucanos dependeria da candidatura ao Senado da tucana Maria de Lourdes Abadia, que foi vice de Roriz.
"Quanto à aliança com o PSDB no Distrito Federal disse a ele (FH) que o partido poderia apresentar um candidato ao Senado, na composição da chapa majoritária. E que o nome de minha preferência pessoal é o da ex-governadora Maria de Lourdes Abadia".
Embora lidere as pesquisas sobre a sucessão no DF, Roriz está na mira do Ministério Público, que apura denúncias de que o esquema do mensalão do DEM de Brasília , que derrubou o governador José Roberto Arruda, teria começado em sua administração.

 

 

quarta-feira, 24 de março de 2010

ELEIÇÕES 2010 - FHC recebe Roriz e irrita líderes do PSDB


Tucanos dizem que ex-presidente não pode negociar apoios para campanha de Serra; ele afirma que não tratou disso

De Adriana Vasconcelos, Maria Lima e Adauri Antunes Barbosa:

O encontro anteontem entre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC), que ofereceu apoio à candidatura do tucano José Serra à Presidência, provocou constrangimentos e irritação à cúpula do PSDB.
Embora lidere as pesquisas sobre a sucessão no DF, Roriz está na mira do Ministério Público, que apura denúncias de que o esquema do mensalão do DEM, que derrubou o governador José Roberto Arruda, teria começado em sua administração.
O encontro, articulado por Eduardo Jorge, ex-secretário-geral da Presidência e atual vice-presidente executivo do PSDB, foi considerado desastroso.
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), criticou a reunião e antecipou ser contra qualquer aliança com Roriz. Para ele, Serra pode sobreviver sem palanque no DF. Além disso, acrescentou, Fernando Henrique não é a pessoa credenciada para fazer ou desfazer acordos.
— O caminho para selar ou não um acordo não é ali (Fernando Henrique). FH vai ser um militante de peso, mas não é seu papel selar acordos — afirmou Virgílio, acrescentando:
— Não vejo porque temos que nos nivelar por baixo. Eu não concordo e não precipitaria um palanque com Roriz em Brasília. Serra pode ir ali na rodoviária que todo mundo o conhece. O DF não precisa de um cacique para mandar o eleitor votar no Serra. Essa é uma estratégia vovó, antiga, de fazer palanque por região. Ele pode perder no DF, mas ganhar em outros estados. O que quero saber é a procedência desses palanques.
(Comentário meu: Subir no palanque de Roriz em Brasília produziria na candidatura Serra o mesmo estrago que o apoio de Garotinho no Rio produziu na candidatura de Geraldo Alckmin no segundo turno da eleição presidencial de 2006.)
Leia mais em O Globo

 


 

segunda-feira, 22 de março de 2010

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL - Dilma: Serra quer se desvencilhar de FH

Pré-candidata do PT provoca adversário: ‘se ele não tem orgulho do governo Fernando Henrique, o problema é dele’

Em clima de festa, durante o aniversário do ex-companheiro de governo Tarso Genro, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, provocou o adversário José Serra, um dia depois de ele ter assumido publicamente a intenção de se candidatar à Presidência pelo PSDB. Dilma reafirmou que não pretende descolar sua imagem da do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
— Sem sombra de dúvida o governo Lula foi melhor que o de Fernando Henrique Cardoso sob todos os aspectos. Por isso, queria saber como é que me desvencilho do governo Lula. Em junho de 2005, fui para a Casa Civil, o ministério que coordena o governo. Então, eu não farei o milagre de me desvencilhar do governo Lula, porque tenho orgulho dele. Agora, se ele (Serra) quer se desvencilhar do governo Fernando Henrique porque não tem orgulho, é problema dele. Vamos aparecer como somos. Tenho muito orgulho de ter desenvolvido o PAC, o pré-sal, o Minha Casa, Minha Vida — disse a ministra.
Na sexta-feira, Serra afirmara que tem que ser comparado a Dilma e não a Lula. Ontem, a assessoria do governador informou que ele não comentaria as declarações de Dilma.
Durante pouco mais de uma hora e meia, Dilma abraçou correligionários, posou para fotos e foi ovacionada pelos pouco mais de mil participantes da festa de 63 anos do ex-ministro, no centro de eventos do Sport Club Internacional.
Longe de se parecer com a sisuda ex-secretária de Minas e Energia do governo petista no Rio Grande do Sul, uma sorridente Dilma desembarcou do carro e cumprimentou políticos, seguranças, convidados, crianças e quem mais encontrou pelo caminho, com apertos de mão e abraços.
Foi abraçada ao ex-companheiro de governo que a ministra atravessou o saguão e entrou no salão de festas. A ministra foi recebida com aplausos e gritos pelos convidados, que pagaram R$ 100 pelo ingresso (as bebidas não estavam incluídas).
Leia mais em O Globo

 


 

sexta-feira, 19 de março de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Fernando Henrique Cardoso diz no Rio que é hora de começar campanha


Ele defendeu que partido não espere candidato para fazer propaganda.
Ex-presidente disse que discussão sobre royalties é 'patética'.

Patrícia Kappen Do G1, no Rio
 
  • Aspas Houve uma precipitação do presidente da República ao fazer campanha abertamente, então deu a impressão de que os outros estão atrasados. Mas na verdade a época apropriada é agora"
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta quinta-feira (18) que está na hora de o PSDB começar a fazer campanha política. O ex-presidente participou da abertura do ciclo de palestras sobre Joaquim Nabuco, na Academia Brasileira de Letras, no Centro do Rio.

“As coisas têm o seu momento, eu acho que agora é o momento, tem que atuar, tem que crescentemente falar. Nós temos que dizer ao que estamos vindo”, afirmou o presidente para jornalistas após a palestra, depois de declarar: “Houve uma precipitação do presidente da República ao fazer campanha abertamente, então deu a impressão de que os outros estão atrasados. Mas na verdade a época apropriada é agora.”

Para FH, Dilma não vai dizer programa do PT
Fernando Henrique destacou também que o partido poderia fazer campanha antes mesmo do anúncio de um candidato. “Uma coisa é o candidato, outra coisa é a campanha. Eu não sei por que o partido tem que esperar que alguém diga que é candidato para fazer propaganda. Deve fazer o quanto antes, isso não é uma questão do candidato. O partido tem que ter autonomia, até que eles se declarem candidatos. É preciso difundir mais”. Mas destacou que o papel do candidato, numa democracia de massa, é fundamental na escolha do voto da população.


Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (Foto: Patrícia Kappen/G1)

“Claro que a palavra que conta é a palavra dos candidatos. A política brasileira não é diferente da americana, depende muito da mensagem de quem é candidato. A palavra do candidato é que define efetivamente, não é o programa do partido. Acabou de ser publicado o programa do PT. Se a candidata disser o que o programa diz, ela vai perder a eleição. Ela vai falar outra coisa. Ela sabe disso e vai falar outra coisa. O que vale mais é o programa do PT ou a palavra da candidata? É a palavra da candidata.” O sociólogo afirmou que quando o candidato do PSDB, o governador de São Paulo José Serra, começar a falar, será mais fácil “mobilizar o país”.

E comentou também a multa de R$ 5 mil que um ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aplicou ao presidente Lula por fazer campanha política: “Vamos ajudá-lo a pagar, vamos fazer uma vaquinha para pagar. Não quero fazer críticas à Justiça. Eu acho que a questão não é dinheiro, é mais moral.”

Em relação à última pesquisa eleitoral, que apontou a candidata do PT, Dilma Rousseff, cinco pontos percentuais atrás de Serra, quando em dezembro a diferença era de 21 pontos, Fernando Henrique tem uma explicação: “Não vamos negar os fatos: o presidente Lula tem muita popularidade. Tudo o que está sendo atribuído agora à candidata dele é em função dele. O que ela vai agregar, vamos ver quando ela começar a se dirigir ao país como candidata, como líder. Por enquanto ela não é líder. Ele é o líder.”

Discutir royalties é 'patético'
Fernando Henrique entrou também na polêmica da distribuição dos royalties do petróleo. Uma emenda aprovada pela Câmara dos Deputados reparte os recursos da exploração do petróleo no mar, inclusive fora da camada do pré-sal, entre todos os estados e municípios de acordo com os critérios dos fundos de participação. Com isto, segundo estudo feito pela assessoria do deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), o Rio de Janeiro, por exemplo, perderia cerca de R$ 5 bilhões de arrecadação. O Espírito Santo perderia anualmente R$ 400 milhões.

“Essa discussão é sexo dos anjos. Você está disputando distribuir royalties que não existem, eu acho patético. Nos tínhamos que estar discutindo qual a melhor maneira de distribuir o petróleo. É a partilha mesmo, essa nova proposta da criação de uma ‘petrosal’ é boa, até que ponto? Tem que discutir o modelo. Eu vejo com certa preocupação o fato de o congresso ter se dedicado à discussão da distribuição dos royalties.”

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quarta-feira, 3 de março de 2010

TELEBRÁS - Privatização aconteceu em 1998 cercada por escândalo

Grampo telefônico foi suficiente para "derrubar" ministro e presidente do BNDES

Do R7
 
Otávio Magalhães/29.08.1998/AE 
Foto por Otávio Magalhães/29.08.1998/AE
 
A Telebrás foi privatizada na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro; em um único dia o governo arrecadou mais de R$ 22 bilhões com a venda da empresa
Com a justificativa de oferecer melhores serviços aos consumidores e de livrar o Estado dos altos custos de manter empresas produtivas, o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso decidiu privatizar a Telebrás, desmembrando a companhia criada em 1972 em 12 empresas, levadas a leilão em julho de 1998.

Em um único dia o governo conseguiu ganhar mais de R$ 22 bilhões com a venda de três grupos de telefonia fixa:

- Telesp, comprada pela espanhola Telefônica
- Tele Norte Leste (Telemar), adquirida pelo grupo AG Telecom
- Tele Centro Sul (Brasil Telecom), arrematda por fundos de pensão, Telecom Itália e Banco Opportunity

Na telefonia móvel foram vendidas oito empresas e uma de longa distância: a Embratel, para o grupo MCI Internacional.

A concessão permite as operações até o ano de 2025 nas áreas em que são responsáveis. Para isso, o governo dividiu o Brasil em regiões.

Pela Lei Geral das Telecomunicações, de 1997, as empresas de telefonia fixa são conhecidas como mistas. Algumas delas atuam prestando serviço público, as chamadas concessionárias (Telefônica, Oi – fixa -, Sercomtel, CTBC e Embratel). Suas tarifas cobradas aos clientes são controladas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações, criada em 1997 para regular o setor). Outras, chamadas de empresas espelho, prestam serviços privados e têm suas tarifas reguladas pelo mercado, como é o caso da GVT. A diferença entre concessionárias e espelho é que as primeiras usam as redes de tecnologia já em funcionamento na época em que a prestação de serviço era de responsabilidade da Telebrás. Elas têm obrigações em contrato que dizem respeito a melhoria de seu trabalho e investimentos na rede. Já as empresas espelho começaram do nada. Tiveram que cuidar de toda estrutura técnica. Por isso, podem atuar de acordo com as regras do mercado. A explosão do número de usuários das linhas telefônicas fixas e celulares – principalmente as linhas pré-pagas – é apontada como a demonstração do sucesso da privatização do setor, embora os altos custos e a competição limitada despertem críticas ao processo, assim como as dúvidas sobre a lisura do processo que levou as empresas para as mãos da iniciativa privada.

Alguns dias depois do negócio, financiado em grande parte pelo próprio governo, vieram à tona fitas de grampos telefônicos ilegais das linhas de telefone do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). As gravações alimentaram a suspeita de que houve um esquema para favorecer a compra da Tele Norte Leste por parte do consórcio liderado pelo Banco Opportunity.

O consórcio entre Opportunity, fundos de pensão e Telecom Italia arrematou a Tele Centro Sul e, seguindo as regras do leilão, não pôde ficar com outra empresa.

Os processos sobre o escândalo continuam na Justiça, mas na época o caso derrubou o ministro das Comunicações, o presidente o BNDES e de diretores do Banco do Brasil, e do gestor do fundo Previ, integrante do consórcio.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Comparação Dilma-Serra interessa ao governo, diz líder

11 de fevereiro de 2010 - Agência Estado

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), admitiu que é de interesse do governo a estratégia de comparações com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na campanha presidencial deste ano.

"Vamos fazer a comparação do que foi o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do atual. A comparação Serra e Dilma nos interessa", afirmou, nesta quinta-feira.
Segundo ele, a pré-candidata do governo, a ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, foi escolhida para suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva porque ela é "a melhor entre os melhores", assim como o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que teve posição no governo Fernando Henrique quando foi ministro do Planejamento e da Saúde.
Mas, Vaccarezza destacou que uma das dificuldades do candidato da oposição é o momento político atual. Em 2002, afirmou, o povo queria mudança e Serra era candidato da continuidade. Agora, em 2010, o povo quer continuidade, e Serra é candidato da mudança. "Ele foi e é candidato em dois momentos ruins para ele", avaliou.
'Dogmática' - Já para Fernando Henrique, o problema de Dilma Rousseff é o temperamento e a falta de experiência em outro cargo público, como governadora ou prefeita. Em entrevista ao jornal americano Miami Herald desta quinta-feira, o ex-presidente disse que considera a candidata "autoritária" e mais "dogmática" do que Lula.
"Ela é mais dogmática. Ela tem uma visão ultrapassada, favorecendo uma maior interferência do Estado", afirmou. "Ela não foi governadora, nem prefeita, nada. É difícil pensar que as pessoas colocarão sua confiança em alguém que é um servidor público, não um líder, enquanto em outro campo você tem líderes com um passado comprovado", completou.
(Com Agência Estado)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

FHC reitera crítica a Dilma e contraria estratégia de Serra

Segundo ele, pré-candidata petista não é "líder", enquanto tucano "mostrou que faz"
Governador paulista evita entrar na polêmica iniciada com publicação de artigo do ex-presidente, que insiste em defender seu governo

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) questionou ontem a capacidade de liderança da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata petista à Presidência da República neste ano.
As declarações foram feitas um dia depois de FHC publicar um artigo no qual afirmou que Lula "enuncia inverdades" e desafiou os petistas a fazerem comparações "sem mentir" e "sem descontextualizar".
As comparações propostas no artigo dividiram opiniões no PSDB. O texto contraria a estratégia do governador de São Paulo e pré-candidato tucano, José Serra, de evitar comparações de governos. Em conversa com o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), Serra limitou-se a chamar o texto de "inteligente". Em público, evitou fomentar a polêmica.
Segundo interlocutores do governador, é um erro estratégico dar uma largada na campanha desmentindo críticas do PT. Ainda assim, a avaliação é de que, se restrita aos jornais, a discussão não provocará dano à candidatura tucana, desde que encerrada agora.
Petistas aproveitaram o artigo para reforçar, em entrevistas e em redes sociais, a estratégia de comparar governos.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Sem medo do passado

O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que, se a oposição ganhar, será o caos.
Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse "o Estado sou eu". Lula dirá: "o Brasil sou eu!" Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.
Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?
A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês...). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições.
Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.
Na campanha haverá um mote — o governo do PSDB foi "neoliberal" — e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social.
Os dados dizem outra coisa. Mas, os dados, ora os dados... O que conta é repetir a versão conveniente.
Há três semanas, Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal.
Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado.
Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao país.
Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país.
Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de "bravata" do PT e dele próprio.
Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI — com aval de Lula, diga-se — para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte.
Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.
Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto "neoliberalismo" peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista.
Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010:
"Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha seis milhões de barris de reservas. Dez anos depois produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela".
O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia.
Os fatos são diferentes: com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo.
De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.
Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo.
O Bolsa Escola atingiu cerca de cinco milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outras seis milhões, já com o nome de Bolsa Família, englobando em uma só bolsa os programas anteriores.
É mentira, portanto, dizer que o PSDB "não olhou para o social". Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o programa da Aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa "Toda Criança na Escola" trouxe para o ensino fundamental quase 100% das crianças de 7 a 14 anos.
Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje a mais de três milhões de idosos e deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil).
Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas, se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.

Fernando Henrique Cardoso é ex-presidente da República

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Lei de Combate à Corrupção Eleitoral já cassou 961 políticos

Todo mundo conhece a velha máxima de que no Brasil algumas leis pegam e outras não. Esse, felizmente, não é o caso da Lei 9.840, mais conhecida como Lei de Combate à Corrupção Eleitoral, de 28 de setembro de 1999. Ela pegou para valer e, nesta sua primeira década de existência, comemorada neste mês, já foi responsável pela cassação, em todo o país, de pelo menos 961 políticos, entre vereadores, prefeitos, deputados, senadores e até governadores. Aprovada em tempo recorde pelo Congresso Nacional e imediatamente sancionada pelo então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a lei foi resultado de ampla mobilização da sociedade para recolher 1 milhão de assinaturas, em uma época em que a internet, ferramenta fundamental de comunicação nos tempos atuais, ainda era pouco popular no Brasil.

Hoje, ostenta o título de primeira lei criada a partir de um movimento popular no Brasil. Prevê que todo candidato que for pilhado oferecendo dinheiro ou qualquer tipo de benefício ao eleitor e também usando a estrutura da administração pública para obter votos terá seu registro cassado ou poderá ser impedido de ocupar o cargo, caso seja eleito. Determina ainda o afastamento imediato, antes mesmo da tramitação dos recursos em outras instâncias. No aniversário oficial da lei, dia 29 de setembro, um novo projeto de iniciativa popular chega ao Congresso. Desta vez, para impedir a candidatura de condenados criminalmente e por desvio de dinheiro, em primeira instância.

A Lei de Combate à Corrupção Eleitoral foi aprovada em 1999 e já passou a valer para as eleições municipais de 2000. No mesmo ano, antes de os eleitos terem sido diplomados, um candidato foi cassado no Brasil com base na lei.

O ex-vereador Francisco Withaker, um dos coordenadores do Movimento Nacional de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), considerado dos principais articuladores da mobilização pela aprovação da Lei 9.840, conta que não foi fácil conseguir a adesão de 1 milhão de pessoas ao projeto, o que na época representava 15% do eleitorado brasileiro. “Falávamos para um montão de pessoas e o assunto começou a se espalhar, ganhar adesões e se multiplicar. Quase todo eleitor já tinha vivido uma experiência de assédio para venda de voto. Era uma prática corriqueira no Brasil, vista como a única possibilidade de a população arrancar alguma coisa dos políticos nem que fosse somente nas eleições”, destaca Francisco, que na época era secretário-executivo da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), organismo da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), entidade que lançou a campanha. Mas logo a população entendeu, lembra Withaker, que era “uma atitude cruel, pois quem compra votos gasta muito dinheiro e depois tem de usar os cofres públicos para recuperar o que gastou. É um circulo vicioso”.

O que diz o texto

A Lei 9.840 alterou legislação de setembro de 1997, acrescentando artigo que determina que constitui compra de votos, proibida pela lei, o candidato doar, oferecer, prometer ou entregar ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição. Fixa ainda que a prática será punida com multa e cassação de registro ou do diploma.

Alessandra Mello - Estado de Minas

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

FH: ‘Ele calçou o sapato errado’

deu em O Globo

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou ontem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "calçou o sapato errado" na condução do terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos. Ele admitiu que o programa tem semelhanças com os PNDHs 1 e 2, lançados em seu governo (1996 e 2002), mas considerou que o governo Lula "combinou uma coisa e fez outra".

Sobre a Comissão da Verdade, um dos poucos pontos que não foram tocados nos PNDHs de seu governo, Fernando Henrique disse que a ideia só tem criado tumultos, inclusive no governo:

— O programa tem coisas do meu tempo, mas o fato é que eles (do governo) combinaram uma coisa e fizeram outra. Isso não se faz em política.

Perguntado sobre o encaminhamento que o presidente Lula deveria dar ao caso, Fernando Henrique afirmou:

— Problema do Lula. Ele calçou o sapato errado.

De acordo com Fernando Henrique, a Comissão da Verdade deveria acalmar ânimos, não acirrá-los. Sem entrar em detalhes sobre a proposta, disse apenas que o problema está na forma como o projeto foi conduzido. Quanto à reintegração de posse de propriedades rurais ocupadas por sem-terra, disse que esse tema não deveria estar no mesmo PNDH.




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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Escândalos Brasileiros - A morte de Celso Daniel (No.7)




Por Augusto Nunes em 02/11/2009:


Se fosse só prefeito, Celso Daniel já teria brilho suficiente para figurar na constelação das estrelas nacionais do PT. Uma das maiores cidades do país, Santo André é a primeira letra do ABC, berço político de Lula e do partido. Mas em janeiro de 2002 ele já cruzara as fronteiras da administração municipal para coordenar a montagem do programa de governo do candidato à Presidência. Ocupava o mesmo cargo que transformaria Antônio Palocci em ministro da Fazenda quando foi seqüestrado numa esquina de São Paulo, torturado e assassinado a tiros.

Foi um crime político, berraram em coro os Altos Companheiro já no momento em que o corpo foi encontrado numa estrada de terra perto da capital. A comissão de frente escalada pelo PT para o cortejo fúnebre, liderada por José Dirceu, Aloízio Mercadante e Luiz Eduardo Greenhalgh, caprichou no visual. O olhar colérico, os trajes de quem não tivera tempo nem cabeça para combinar o paletó com a gravata, o choro dos inconsoláveis, os cabelos cuidadosamente desalinhados - todos os detalhes da paisagem endossavam a discurseira.

Até ali, sabia-se apenas o que tinha contado o empresário Sérgio Gomes da Silva, o “Sombra”, ex-assessor de Celso Daniel. Segundo o relato, os dois voltavam do jantar no restaurante em São Paulo quando o carro (blindado) foi interceptado numa esquina por bandidos que, por motivos misteriosos, levaram só o prefeito e permitiram que a testemunha sobrevivesse. O depoimento de Sombra, que merecia ficar sob suspeição só pelo apelido, pareceu tão verossímil quando uma nevasca no Nordeste. Mas a comissão de frente não estava interessada em enxergar contradições no samba-enredo. Queria entrar logo na avenida e levantar a arquibancada no gogó.

A letra decorada pelo PT garantia que Celso Daniel fora assassinado por motivos políticos. Dirceu e Mercadante lembraram que panfletos atribuídos a uma misteriosa organização ultradireitista haviam prometido a execução de dirigentes petistas. Greenhalgh informou que o presidente Fernando Henrique Cardoso não tomara as devidas providências. Animados com a indiferença do governo, como recitou o trio, os carrascos resolveram agir. Celso Daniel foi o primeiro.

Em pouco tempo, a polícia paulista prendeu alguns prontuários ambulantes, que assumiram a autoria do assassinato. O governo tucano de Geraldo Alckmin deu o caso por encerrado. Estranhamente, o PT gostou do desfecho e passou a endossar a tese do crime comum. A família de Celso Daniel não concordou. O Ministério Público achou a conclusão apressada e seguiu investigando o caso. Logo emergiram evidências de que o crime tivera motivações políticas, sim. Só que os bandidos eram ligados ao próprio PT.

Empresários da área de transportes e pelo menos um secretário municipal haviam forjado o embrião do que o Brasil contemplaria, em escala extraordinariamente ampliada, com as investigações em torno do mensalão. Praticando extorsões ou desviando dinheiro público, a quadrilha infiltrada na administração de Santo André supria campanhas do PT. Precisamente por isso, a turma que trocou preces por imprecações improcedentes no dia do enterro do prefeito tratou de impedir que as investigações avançassem.

Acusado de mandante do crime, Sombra ficou preso entre dezembro de 2003 e junho de 2004. Em nenhum momento os chefes do PT se interessaram por apurar seu envolvimento no episódio. Ao contrário: todos trabalharam para enterrar a história o quanto antes, como comprovam conversas telefônicas entre figurões do partido e amigos arrolados no grupo de suspeitos.

Numa das gravações, Gilberto Carvalho, que pouco antes do crime fora escalado pelo PT para instalar-se na prefeitura de Santo André como uma espécie de interventor, conversa com Sombra. Já promovido a número 1 na relação dos possíveis mandantes, Sombra andava inquieto. Carvalho, hoje secretário do presidente da República, procura tranqüilizá-lo.

“Marcamos às três horas na casa do José Dirceu”, informa. “Vamos conversar um pouco sobre nossa tática da semana, né? Porque nós temos que ir para a contra-ofensiva”. A voz de Sombra avisa que o suspeito gostou de saber da movimentação fraternal. “Vou falar com meus advogados amanhã”, diz. “Nossa idéia é colocar essa investigação sob suspeição”. Carvalho concorda com a manobra: “Acho que é um bom caminho”.

Em outra conversa, a inquietação de Sombra foi berrada ao parceiro Klinger Oliveira Souza, secretário de Assuntos Municipais de Santo André. “Fala com o Gilberto aí, tem que armar alguma coisa!”, exalta-se. “Calma, calma”, recomenda Klinger. “Estou indo praí pra gente conversar”. Sombra continua irritado: “Eu tô calmo! Eu tô calmo! Só quero que as coisas sejam resolvidas”!

Além do nervosismo de Sombra, causava preocupação à equipe de resgate o comportamento do médico João Francisco Daniel, irmão do assassinado. Ele estava convencido de que Celso se condenara à morte ao resolver desmontar a máquina de fazer dinheiro instalada nos porões da prefeitura. Extorquidas de empresas concessionárias de serviços públicos ou subtraídas de contratos superfaturados, as boladas financiavam campanhas eleitorais do PT paulista (e, como descobriria Celso, também a boa vida dos monitores do esquema corrupto).

É provável que Celso tenha aprovado a institucionalização da gatunagem. Ao notar que fora longe demais, decidiu encerrar as patifarias, documentadas no dossiê que pretendia entregar a dirigentes do PT. Ele contara a história toda ao irmão. E João Francisco se transformou em testemunha de alto risco para os padrinhos de Sombra. Como neutralizar o homem-bomba?

A interrogação anima a conversa entre Gilberto Carvalho e Greenhalgh. “Está chegando a hora de o João Francisco ir depor”, adverte o advogado do PT. “Antes do depoimento preciso falar com você para ele não destilar ressentimentos lá”. Gilberto se alarma com o perigo iminente. “Pelo amor de Deus, isso vai ser fundamental. Tem que preparar bem isso aí, cara, porque esse cara vai… Tudo bem”.

Passados sete anos, Sombra continua por aí, os Altos Companheiros continuam bem de vida. Bruno José Daniel Filho, um dos irmãos de Celso Daniel, e sua mulher, Marilena Nakano, sobrevivem no exílio como refugiados políticos reconhecidos pelo governo francês, como mostra a reportagem publicada no dia 17 de outubro no jornal Zero Hora. Resolveram fugir depois da morte de oito testemunhas, todas em circunstâncias suspeitas.

Uma das vítimas foi o legista que comprovou a inexistência de crime comum apoiado nas torturas evidentes sofridas pelo prefeito. “Lidamos com duas mortes. Uma foi a do Celso. A outra foi a morte simbólica de companheiros do PT”, disse Marilena ao repórter Gabriel Brust. Os familiares de Celso Daniel “foram usados em depoimentos na CPI dos Bingos”, escreve Luiz Eduardo Greenhalgh no segundo parágrafo da carta enviada à coluna como resposta ao texto “O primeiro andor da Interminável procissão de escândalos”. Submetido a mortes sucessivas por declarações desse gênero, Celso Daniel foi enterrado pelo PT há quase oito anos.

O caso segue insepulto.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Lula na UTI

deu no Ancelmo

Veja só. Lula, em seus sete anos de governo já abriu, duas vezes e meia o número de leitos de UTI que os abertos durante os oito anos da Era FH. Em 1995, o Brasil dispunha de 9.344 vagas em unidades do gênero. Até 2002, o governo Fernando Henrique abriu 1.971 novas, segundo o Ministério da Saúde. De lá para cá, foram inauguradas mais 5.250 camas em UTIs.

Só em novembro passado, o ministro Temporão abriu 206 novos leitos de terapia intensiva, que custarão por ano R$ 37 milhões e vão beneficiar 34 hospitais em 11 estados.