Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sábado, 3 de abril de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Especialistas: comparação entre FHC e Lula prejudica Serra


Serra fala em discurso durante a cerimônia de despedida Foto: 
Raphael Falavigna/Terra Cerimônia de despedida de Serra (foto) do governo de SP não contou com a presença de FHC
Foto: Raphael Falavigna/Terra

Claudia Andrade
Direto de Brasília
Na despedida do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), na última quarta, notou-se a ausência do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB). No lançamento da campanha presidencial de Serra, no próximo sábado, Fernando Henrique não deverá discursar, por conta da programação enxuta em "falatório" que está sendo planejada. Seriam estes indícios de que a presença do ex-presidente na campanha de Serra deverá ser tímida?
"A estratégia do PT é trazer o Fernando Henrique para o centro do debate eleitoral porque a memória do governo Lula é muito mais positiva", avalia o doutor em ciência política e conselheiro em marketing eleitoral Juliano Corbellini. "A tendência do PSDB é não trazer o Fernando Henrique para a pauta e não comprar essa tese do PT."
Tanto o ex-presidente como o atual, Luiz Inácio Lula da Silva, e sua candidata a sucessão, Dilma Rousseff (PT), têm falado sobre a comparação entre os governos. Para os estudiosos do tema, contudo, a comparação só favorece um lado da disputa. "Se eu fosse o estrategista da campanha do Serra, diria para ele jogar para frente, focar no que acabou de fazer em São Paulo e não olhar para trás", afirma o cientista político David Fleischer, da Universidade de Brasília.
Estratégias
"Lula e Dilma querem olhar para trás porque isso é favorável. Na memória do eleitor, o governo Lula está mais presente que o governo Fernando Henrique", diz Fleischer. Para ele, o PT quer "pendurar" o ex-presidente FHC no governador Serra, o que estaria incomodando muitos tucanos. "Quem sabe eles (PSDB) não o convencem (FHC) a cumprir quatro, cinco meses de contrato com a universidade americana", sugere. De acordo com a página do Instituto FHC, o ex-presidente é membro da Brown University, dos Estados Unidos.
Na análise de Corbellini, o primeiro round da eleição presidencial será a definição de agendas dos candidatos. "Será uma comparação entre governos ou entre os candidatos Serra e Dilma. Se o que prevalecer for a comparação entre os governos, venceu a estratégia da Dilma. Se for uma comparação entre os candidatos, devemos ter uma disputa mais equilibrada."
"Patrimônio"
Do lado tucano, o presidente de honra do PSDB é tido como um "patrimônio" e, no discurso, sua presença é dada como algo positivo para a candidatura Serra. "Ele é um patrimônio do partido e a participação dele é extremamente favorável", diz o senador Álvaro Dias (PR). Ele adota a tese de que a comparação entre governos, "sem manipulação de informações, mostra que o mandato de Fernando Henrique é muito superior".
Ao falar sobre a estratégia que o agora ex-governador de SP deve adotar, entretanto, a defesa é de uma pauta baseada em planos para o futuro. "O Serra não deve se preocupar com comparações. Ele deve ser responsável por uma agenda de futuro para o povo brasileiro. Sem desdenhar o passado, deve olhar para o futuro", diz o parlamentar.
Para o PT, a figura do ex-presidente representa a oposição, algo que o PSDB tentaria "esconder" durante a campanha. "O PSDB quer esconder o Fernando Henrique, mas não vai conseguir, porque não pode se despir do caráter oposicionista e dizer que é continuidade", diz o líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (PT-SP).
Redação Terra


 

quarta-feira, 31 de março de 2010

DOSSIÊ FHC - Substituta de Dilma terá de depor sobre dossiê anti-FHC


da Folha Online
Hoje na Folha Reportagem de Fernanda Odilla e Andreza Matais, publicada na edição de hoje da Folha (a íntegra da reportagem está disponível para assinantes do UOL e do jornal), informa que a nova ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, será convocada a prestar esclarecimentos no processo que investiga a confecção e vazamento de um dossiê com gastos do governo Fernando Henrique Cardoso.
Em 2008, a Folha revelou que Erenice mandou confeccionar o dossiê que reuniu informações sigilosas de gastos do casal FHC e Ruth Cardoso com cartões corporativos. Ela sempre negou se tratar de um dossiê, chamando o material de "banco de dados".
Secretária-executiva da Casa Civil, Erenice assume hoje o lugar de Dilma Rousseff na Casa Civil --que deixa o governo Lula para disputar as eleições presidenciais de outubro.
De acordo com a reportagem, a investigação sobre o dossiê anti-tucano será retomada com acareação e novos depoimentos após ficar suspensa por um ano e três meses. Além de Erenice, mais seis pessoas serão ouvidas pela Polícia Federal, a pedido do Ministério Público Federal.
Das 16 testemunhas ouvidas até agora, o único indiciado foi o então secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Pires, por quebra de sigilo funcional. Ele repassou o dossiê por e-mail ao Senado.
Outro lado
A Casa Civil afirmou que "o trabalho de digitação dos dados foi feito exclusivamente para alimentação do Sistema de Suprimento de Fundos". Para a pasta, não houve afronta às normas legais.
Leia a reportagem completa na Folha desta quarta-feira, que já está nas bancas.
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