Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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terça-feira, 10 de abril de 2012

CASO DEMÓSTENES TORRES - Conselho de Ética abre processo contra Senador

Antonio Carlos Valadares tomou posse nesta terça (10) como presidente.
Demóstenes Torres terá 10 dias úteis para apresentar defesa ao conselho.

Iara Lemos
Do G1, em Brasília
O senador Demóstenes Torres (Foto:Globo News)

O novo presidente do Conselho de Ética, Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), aceitou na tarde desta terça-feira (10) a representação do PSOL contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) e abriu processo para verificar se houve quebra de decoro parlamentar, o que pode levar à perda do mandato.

Demóstenes será investigado por denúncias de que usou seu mandato para beneficiar o bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal sob suspeita de chefiar uma quadrilha de jogo ilegal. Devido às denúncias, Demóstenes deixou a lidenraça do DEM na Casa e se desfiliou do partido.

"Acato a presente representação. Determinando seu registro e a notificação do representado para que no prazo de 10 dias úteis contados da intimação pessoal ou por intermédio do seu gabinete apresente sua defesa prévia", disse o presidente do conselho.

TramitaçãoOferecida a defesa, o relator apresentará relatório preliminar, no prazo de até cinco dias úteis, e o Conselho, também em até cinco dias úteis, realizará análise inicial do mérito da representação, onde se examinará se há indícios de prática de ato que possa sujeitar o senador à perda do mandato.

Após essa fase, o denunciado terá três dias úteis para apresentar as alegações finais. Após esse prazo, o relator finalizará seu relatório, que será apreciado pelo Conselho em até dez dias úteis.

Em caso de indicação para a perda do mandato, o parecer do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar será encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania para exame dos aspectos constitucional, legal e jurídico, o que deverá ser feito no prazo de 5 cinco sessões ordinárias.

Concluída a tramitação no Conselho de Ética e na Comissão de Constituição e Justiça, o processo será encaminhado à Mesa Diretora e, depois de lido no expediente, será publicado no "Diário do Senado Federal" e distribuído em avulsos para inclusão na ordem do dia. A cassação, se for indicada, precisa ser aprovada em plenário.

RelatorApesar da abertura do processo no Conselho de Ética, foi adiada para a próxima quinta-feira (12), às 10h, a escolha do relator para o processo. A escolha será mediante sorteio, de acordo com o novo presidente do conselho.

VEJA TAMBEMMaia falará com Sarney para criação de CPI mista sobre Cachoeira
Entenda as denúncias contra o senador Demóstenes Torres

Valadares afirmou que tomou uma atitude "importante" ao aceitar o pedido. "Eu já fiz a coisa mais importante, aceitar a representação. O processo tem início aqui", disse o novo presidente. Ao final da sessão, Valadares disse que Demóstenes não tem mais como escapar de um eventual processo de cassação.
"O clima aqui no Senado, que antes era de torcida para que não fossem verdadeiras as acusações hoje é de inteira decepção e frieza com o nome do Demóstenes Torres [...] Não há mais como [Demóstenes] escapar de um processo de cassação", disse Valadares.

A partir da abertura do processo, Demóstenes terá 10 dias úteis para prestar explicações prévias ao Conselho. Valadares afirmou que espera que Demóstenes preste explicações pessoalmente ao grupo. O senador Demóstenes Torres não vai ao Senado há cerca de três semanas, desde o dia 20 de março, no auge das denúncias.


CPI mista O líder do PSOL no Senado, Randolfe Rodrigues (AP), anunciou no começo da tarde desta terça, durante reunião do Conselho de Ética, que teve início a coleta de assinaturas para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o elo entre parlamentares e Cachoeira.

Para que o pedido de instalação da CPI seja protocolado junto à Mesa do Senado, é necessária a coleta de 27 assinaturas dos 81 senadores. Para a CPMI, são necessárias mais 171 assinaturas de deputados federais.

Segundo Randolfe, já assinaram o requerimento ele próprio, o senador Pedro Taques (PDT-MT), a senadora Ana Amélia (PP-RS) e o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

"É em um momento de crise como este que a nossa democracia se afirma. Coloco o requerimento à disposição para que conseguindo o número de assinaturas possamos instaurar a comissão parlamentar de inquérito", afirmou o senador.

O líder do governo no Congresso, José Pimentel (PT-CE), afirmou que a bancada do PT, formada por 13 senadores, assinará o requerimento que pede a criação da comissão. "Tiramos por unanimidade assinar a criação da CPI por ser uma matéria do Congresso Nacional", disse Pimentel.

O líder do PSDB, Alvaro Dias (PR), também colocou a posição do partido favorável à criação da comissão para investigar as relações do bicheiro preso pela Polícia Federal com parlamentares.

"Estamos juntos, queremos a investigação da CPI e depois voltaremos a falar de outras CPIs. Estamos aqui, em nome do nosso partido, para anunciar que vamos apoiar a criação da CPI", disse o tucano.

A ideia da criação da CPI foi fortalecida após o corregedor do Senado, Vital do Rêgo (PMDB-PB), anunciar que o Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido de fornecer informações sobre a investigação que envolve o senador porque o inquérito corre em segredo de Justiça.

Segundo informou Vital do Rêgo, o Supremo alegou que, por conta do processo sigiloso, somente uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) poderia receber as informações.

"Se só uma CPI pode receber essas informações, então vamos buscar assinaturas para uma CPI. Vamos investigar esta arapongagem toda envolvendo Cachoeira, o senador [Demóstenes Torres] e outras pessoas mais", disse o líder do PT no Senado, Walter Pinheiro

Fonte G1

quinta-feira, 5 de abril de 2012

POLÍCIA FEDERAL quer saber por que o Governador do Amapá Camilo Capiberibe tem 35 contas bancárias


O governador de 35 contas bancárias
A Polícia Federal investiga por que Camilo Capiberibe (PSB), do Amapá, precisa de tantas delas, em quatro bancos, para movimentar seu dinheiro

MARCELO ROCHA

NÚCLEO FAMILIAR
O governador do Amapá, Camilo Capiberibe (acima), e seu pai, o senador João Capiberibe (ao lado), ambos do PSB. O filho é suspeito de ter desviado dinheiro de passagens aéreas; o pai, de ter usado dinheiro público para comprar um terren (Foto: Mario Tomaz/Futura Press e José Varella/CB/D.A Press)

Cerca de 40% dos brasileiros ainda não têm conta-corrente em banco. Na Região Norte, metade da população enfrenta essa limitação. Situação muito diferente vive o governador do Amapá, Camilo Capiberibe (PSB). Uma investigação da Polícia Federal descobriu que Capiberibe aparece como titular de 35 contas bancárias. ÉPOCA teve acesso a dados do Banco Central que mostram que Capiberibe concilia a administração do Estado com a de contas-correntes, poupança e investimentos em quatro instituições financeiras diferentes. Em cinco dessas contas, sua mulher, Cláudia Camargo Capiberibe, é cotitular. A polícia ainda não sabe explicar por que o governador mantém tantas contas para movimentar seu salário – de R$ 24 mil mensais.

A polícia chegou a Capiberibe por acaso. Em setembro de 2010, 18 pessoas foram presas pela Polícia Federal no Amapá durante a Operação Mãos Limpas. Entre elas estavam o então governador, Pedro Paulo Dias (PP), e o ex Waldez Góes (PDT), acusados de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. Na ocasião, Camilo Capiberibe era deputado estadual. Entre o material apreendido pela polícia havia indícios de que Capiberibe e alguns colegas desviavam recursos públicos. Eles apresentavam notas fiscais da agência de turismo Martinica como se tivessem gastado com viagens aéreas – e recebiam reembolso por isso. Após investigar a Martinica, os policiais concluíram que as notas eram frias. Os investigadores afirmam que viagens eram inventadas para que os deputados recebessem um extra dos cofres de um dos Estados mais pobres do país. Entre 2010 e 2011, os deputados estaduais amapaenses aumentaram de R$ 12 mil para R$ 100 mil mensais a cota para gastos com viagens, alimentação e combustíveis. Para saber se Capiberibe embolsou o dinheiro das passagens, a PF pediu – e a Justiça concedeu – a quebra do sigilo bancário do governador. Foi aí que apareceram suas 35 contas.

Antigo território, só em 1991 o Amapá passou à condição de Estado, com direito a governador, Assembleia Legislativa e bancadas de deputados federais e senadores no Congresso Nacional. Por falta de uma classe política própria, ganhou de saída uma oligarquia. Com a imagem desgastada ao deixar a Presidência da República em 1990, o ex-presidente José Sarney preferiu evitar a concorrência em seu Maranhão e elegeu-se senador pelo Amapá. Sarney instalou um grupo político no Estado – faltava apenas uma turma de adversários. A família Capiberibe assumiu o papel de oposição a Sarney. Com um histórico de perseguido político e ambientalista, João Capiberibe, pai do governador Camilo, foi eleito governador em 1994 e cumpriu dois mandatos. Em 2002, foi eleito senador, ao derrotar Gilvam Borges, candidato de Sarney. Sua mulher, Janete, mãe do governador Camilo, foi eleita deputada. A disputa custou caro: João Capiberibe e Janete foram cassados, acusados de comprar votos por R$ 26. Numa ação cheia de reviravoltas, João Capiberibe perdeu a vaga para Borges. Mas não se deu por vencido. Em 2010, o casal Capiberibe foi eleito novamente, enquanto o filho Camilo se tornou governador do Estado. O domínio do Amapá pela família estava concretizado, mesmo que, devido à Lei Ficha Limpa, Janete e João tenham assumido seus mandatos com meses de atraso, após decisão do Supremo Tribunal Federal.
A PF chegou ao governador ao investigar desvios de verba de viagens na Assembleia Legislativa

As suspeitas de irregularidades sobre os Capiberibes não se limitam ao filho do governador. O Ministério Público Federal no Amapá apura uma denúncia de que a casa onde o senador João Capiberibe mora, em Macapá, lhe foi dada pela empresa Engeform. O imóvel foi transferido a ele por José Ricardo Dabus Abucham – representante e irmão do proprietário da Engeform. No período de João Capiberibe (1995-2002) no governo estadual, a Engeform recebeu R$ 17 milhões por uma obra na área de saúde, orçada no início em R$ 12,3 milhões.

Capiberibe nega a acusação e afirma ter pagado R$ 300 mil pela casa, divididos em uma entrada de R$ 40 mil e 26 parcelas de R$ 10 mil mensais. Capiberibe apresentou a ÉPOCA recibos que, segundo ele, comprovam a transação. Parte dos papéis não traz seu nome como depositante. O governador Camilo Capiberibe também rebateu as acusações. Disse a ÉPOCA, por intermédio de sua assessoria de imprensa, desconhecer ser objeto de qualquer investigação da Polícia Federal. Ele disse ser titular de apenas três contas-correntes e duas de poupança. Sobre as suspeitas envolvendo gastos com passagens aéreas, afirmou que os recursos “foram empregados dentro dos parâmetros legais, integralmente movimentados através de conta bancária, declarados ao Imposto de Renda e utilizados segundo as resoluções da mesa diretora daquela casa”.

Ao assumir seu mandato no início do ano, o senador João Capiberibe fez um pronunciamento na Tribuna do Senado. Anunciou que pediria uma audiência ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, sobre os desdobramentos da Operação Mãos Limpas – aquela que, em 2010, prendeu dois governadores do Estado. “É urgente que a Procuradoria-Geral da República e o STJ prestem contas dessa operação à sociedade brasileira e, em particular, ao povo do Amapá”, disse João Capiberibe. Com sua ampla atividade no sistema bancário, seu filho, o governador Camilo Capiberibe, poderá ser um dos primeiros a ter de “prestar contas” à sociedade brasileira. Trinta e cinco contas. 


    
Fonte Revista época

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

NEPOTISMO - Depois de pôr irmão em estatal, ministro Fernando Bezerra, deu cargo ao tio em comitê

Osvaldo Coelho, ex-deputado e tio de Bezerra, não tem remuneração, mas possui atuação política

Marta Salomon
 
BRASÍLIA - O ex-deputado federal Osvaldo Coelho (DEM), tio do ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra Coelho, foi nomeado há quatro meses, pelo sobrinho, membro do comitê técnico-consultivo para o desenvolvimento da agricultura irrigada, criado dias antes por portaria do ministério. Trata-se do segundo integrante da família Coelho a ter cargo indicado pelo ministro e subordinado a ele, contabilizada a permanência do irmão Clementino na presidência da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf).

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Wilton Junior/AE
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Osvaldo Coelho se diz perito em irrigação, tema que atrai muito a atenção do sobrinho-ministro. Procurado pelo Estado, o tio queixou-se de trabalhar pouco. Desde a criação, o comitê só se reuniu uma vez, para a sua instalação, em 20 de setembro. "Estou fazendo de conta de que sou conselheiro, mas não estou dando conselho nenhum. Não sei se o conselho é que está estático ou se é o ministro", queixa-se.

A legislação - expressa em decreto presidencial e em códigos de conduta - impede a nomeação de familiares por autoridades. O Ministério da Integração nega que seja caso de nepotismo. Em nota, alegou que o comitê não tem "personalidade jurídica". "Trata-se de um órgão colegiado, paritário, consultivo e opinativo. A função de conselheiro não é cargo em comissão ou função de confiança", diz a nota.

O Ministério da Integração Nacional alega ainda que os integrantes do comitê da agricultura irrigada apenas opinam sobre a política nacional de irrigação, sem direito a remuneração. "Quando necessário, podem ser solicitadas apenas passagens e diárias", afirma a Integração. A Controladoria-Geral da União (CGU) endossa o entendimento do ministério, baseada no decreto editado em junho de 2010.

‘Princípio da moralidade’. O código de conduta da Comissão de Ética Pública, subordinado à Presidência da República afirma, porém, que "nomear, indicar ou influenciar, direta ou indiretamente, a contratação, por autoridade competente, de parente consanguíneo ou por afinidade para o exercício de cargo, emprego ou função pública" ofende o princípio da moralidade administrativa e compromete a gestão ética.

A nomeação do tio do ministro da Integração Nacional deve ser analisado pela Comissão de Ética Pública, que volta a se reunir em fevereiro.

Água e vinho. Osvaldo Coelho nega que seja nepotismo. "Eu e o ministro somos água e vinho, não temos nada para estarmos juntos. Apenas como eu tinha essa bandeira da irrigação, decidi aceitar o convite", explica o ex-deputado.

Fonte Estadao http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,depois-de-por-irmao-em-estatal-ministro-deu-cargo-ao-tio-em-comite,820720,0.htm

domingo, 23 de outubro de 2011

CORRUPÇÃO : 'Esporteduto' montado por PC do B controla verba do governo federal

Partido ocupa postos-chave na área esportiva pública e se beneficia de programa do Ministério do Esporte

22 de outubro de 2011 | 23h 06
 
Daniel Bramatti e Julia Duailibi - O Estado de S.Paulo


SÃO PAULO - O mapa de repasses do programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, revela que o ministro Orlando Silva alimentou com verbas federais a rede de militantes que, nos últimos anos, o PC do B instalou em postos-chave do nicho esportivo no setor público. Nos últimos dois anos, prefeituras e secretarias municipais de Esporte controladas pelo partido estiveram entre as maiores beneficiadas por recursos do Segundo Tempo, criado para promover atividades físicas entre estudantes.

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A presença de comunistas nas duas pontas do "esporteduto" não é casual: mesmo antes de fincar bandeira na Esplanada dos Ministérios, no governo Luiz Inácio Lula da Silva, o partido havia estabelecido como estratégia concentrar no setor esportivo praticamente todas as reivindicações de cargos nas esferas federal, estadual e municipal.

Entre as prefeituras, de janeiro a outubro de 2011, a que recebeu o maior repasse per capita do Segundo Tempo foi a de Sobral (CE), cidade em que o coordenador do programa é um ex-candidato a vereador e dirigente municipal do PC do B. Foi quase R$ 1,5 milhão para uma população de cerca de 188 mil moradores, segundo levantamento do Contas Abertas, entidade especializada na análise de contas públicas.

Militantes do PC do B também administram os recursos liberados pelo ministério em Goiânia (R$ 2,2 milhões) e Fortaleza (R$ 980 mil), duas capitais nas quais o partido conseguiu nomear os secretários de Esporte por causa de acordos com o PT, que governa as duas cidades. Na capital cearense, o secretário é suplente de vereador e professor de história; em Goiânia, advogado e dirigente partidário.

Em números absolutos, Belo Horizonte é a líder no ranking das verbas deste ano, com R$ 2,6 milhões. Lá, o PC do B só não ocupa ainda a Secretaria de Esportes porque sua criação está pendente de aprovação pela Câmara. O partido já acertou a adesão ao governo do prefeito Márcio Lacerda (PSB), além do apoio à sua reeleição.

No ano passado, Sobral também esteve na lista das maiores beneficiadas pelo Segundo Tempo - recebeu o terceiro maior repasse. Em sexto lugar apareceu o município goiano de Anápolis, administrado pelo PT, onde a diretora financeira da Secretaria de Esportes é a presidente municipal do PC do B. E, no décimo posto, estava a cidade de Juazeiro, na Bahia, cujo prefeito também é comunista

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Sem mandato desde fevereiro, o ex-deputado Ciro Gomes recebe mensalmente R$ 22 mil do PSB do Ceará.




A pedido do irmão Cid Gomes, governador cearense e mandachuva do PSB no Estado, Ciro foi designado “consultor político” do partido.

A revelação veio à luz nas pegadas de uma conflagração do diretório do PSB no Ceará, que se encontra em pé de guerra.

O conflito acentuou-se após recente troca de comando da legenda.

O novo presidente, Karlo Kardozo, acusa o antecessor, Sérgio Novais, de ter inviabilizado as finanças do PSB cearense.

Kardozo anuncia que levará o caso à polícia, registrando boletim de ocorrência sobre R$ 140 mil que, segundo diz, Novais sacou indevidamente da conta do partido.

Em meio ao lufalufa, Novais esteve na redação de ‘O Povo’, o mais importante jornal do Ceará. Munido de documentação, negou que tenha procedido mal.

Lero vai, lero vem Novais revelou que Cid Gomes disignara Ciro Gomes como consultor do PSB-CE. Mencionou também a remuneração mensal de R$ 22 mil.

Ciro ainda não se pronunciou sobre o episódio.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

POLÍTICA - #Lula amarra PSB com eleição de Ana Arraes ao TCU

22 de setembro de 2011
22h 02
CRISTIANE SAMARCO - Agência Estado
Não foi a vaga de ministro do Tribunal de Contas de União que levou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a mergulhar na ofensiva política conduzida pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, para eleger sua mãe e deputada Ana Arraes para o TCU. Com o PSDB do senador Aécio Neves (MG) fazendo a corte ao governador e presidente nacional do PSB, o que Lula queria era `amarrar'' Campos ao PT.

Foi o próprio Lula quem revelou seu objetivo tático na operação TCU em conversa com um correligionário. Questionado sobre se a vitória não deixaria Campos "forte demais", na condição de comandante de uma articulação nacional e suprapartidária bem sucedida, o ex-presidente foi direto ao ponto: "Não. Isso vai prendê-lo ainda mais ao nosso lado".
O secretário de governo de Pernambuco e deputado Maurício Rands (PT), que trabalhou votos até a última hora no plenário da Câmara para eleger Ana Arraes, diz não ter dúvida de que "o grande significado político da eleição foi reforçar a parceria progressista do PT com o PSB no âmbito da grande aliança que dá sustentação ao governo Dilma Rousseff". Ele entende que o fato é relevante porque dá mais equilíbrio interno à base governista e aproxima os dois partidos nas eleições municipais.

"PT e PSB saem muito mais próximos deste episódio", concorda o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, grato pela votação maciça dos petistas em Ana Arraes, a despeito da ala comandada pelo líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), ter apoiado o adversário Aldo Rebelo (PC do B-SP). Nas contas dos socialistas, mais de dois terços da bancada do PT votou na candidata do partido.

O PSDB também ficou majoritariamente com Ana Arraes, mas a avaliação no tucanato é que nenhuma ala tem o que comemorar. De um lado, perderam os serristas que votaram em Aldo Rebelo. De outro, os aecistas que apostaram em parcerias futuras com o PSB de Campos tiveram de amargar derrota dupla

terça-feira, 27 de abril de 2010

ELEIÇÕES 2010 - O Canto do Cisne? (veja a entrevista na Rede TV)


   

Na véspera da reunião do PSB que definirá hoje o fim de sua candidatura, deputado só poupou Dilma dos ataques

São Paulo - Antevendo o resultado da reunião da cúpula do PSB, que hoje vai oficializar a retirada de sua candidatura à presidência da República, o deputado federal Ciro Gomes apontou sua metralhadora giratória contra PMDB, PT e o tucano José Serra, em entrevista ao programa ‘É Notícia’, da Rede TV!, veiculada na madrugada de ontem. A crítica mais contundente foi para o PMDB, a quem Ciro definiu como “ajuntamento de assaltantes”. “Hoje quem manda no PMDB não tem escrúpulo, não tem ética”, disse.
Na semana passada, já ciente que a tendência do PSB seria o apoio à pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, Ciro declarara que Serra era o candidato melhor preparado para disputar as eleições. Mas ontem, fez uma ressalva. “É preparado, mas é uma personalidade autoritária, tenebrosa, que com o poder na mão parece um grande perigo para o País”. Sobre Dilma e Marina Silva (PT) se limitou a dizer que se tratam de “grandes brasileiras”.


Pré-candidato
Se soube poupar Dilma das críticas, o mesmo não fez com o PT. “Há três ou quatro meses eu era o herói do PT. Três ou quatro meses depois, como não sou mais conveniente, sou agredido, de forma rasteira, pouco elegante, pouco educada”, disse ele, na entrevista.
Ciro reforçou no programa da Rede TV que até a reunião de hoje permanece pré-candidato. “Não há força humana que me faça desistir. Vou espernear até terça-feira (hoje), mas aceitarei”, afirmou. Ele disse que vai aceitar a posição do PSB e, caso seja confirmada, a sua saída, vai se afastar para “escrever, trabalhar e ganhar algum dinheiro”.
Chegou a ser veiculado que Ciro poderia ser alvo de retaliação do próprio partido com perda de cargos no governo, devido às críticas feitas semana passada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PSB. O partido, porém, desmentiu a possibilidade. Na mira dos dirigentes estaria a Secretaria de Portos, sob o comando de Pedro Brito, homem de confiança de Ciro Gomes.


segunda-feira, 26 de abril de 2010

ELEIÇÕES 2010 - PSB já prepara a conta


   
deu em o globo

PSB já prepara a conta

Com a saída de Ciro, legenda vai cobrar do PT acordos nos palanques regionais

De Cristiane Jungblut:

Depois de se reunir amanhã para sepultar, oficialmente, a candidatura à Presidência do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), a cúpula do PSB vai cobrar do comando da campanha da candidata petista Dilma Rousseff a contrapartida para o desgaste, nas palavras de um dirigente do partido.
A cúpula do PSB espera a liberação para que aliados, como PCdoB e PR, façam coligações regionais com o partido, sob o argumento de que a reciprocidade é esperada depois da retirada da candidatura de Ciro — que atacou Dilma e afirmou que o tucano José Serra está mais bem preparado do que ela.
A interlocutores, Ciro disse que, com o fim de sua candidatura, vai viajar para o exterior. Alguns integrantes do PSB estão irritados com Ciro e esperam que ele "pare de surpreender", ou seja, de atacar Dilma e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ciro disse que deve ficar fora por um período de 30 dias. O deputado não irá amanhã ao encontro da Executiva do partido, no qual deverá ser formalizada a aliança em torno de Dilma. A ausência de Ciro, afirmam os aliados, foi acertada com os dirigentes do partido.
A "conta" do partido já foi apresentada ao coordenador da campanha de Dilma, Fernando Pimentel. O PSB tem candidatos em unidades da federação. Há problemas em estados como São Paulo e Rio Grande do Sul.
Na semana passada, dirigentes do PSB, entre eles Márcio França e o líder na Câmara, Rodrigo Rollemberg (DF), se encontraram em Brasília e aproveitaram para conversar sobre os palanques regionais.
O presidente do PSB, o governador pernambucano Eduardo Campos, tem dito que o partido está em primeiro e segundo lugares em pelo menos oito estados.
Leia mais em O Globo

sábado, 24 de abril de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Ciro: ‘Lula se sente Todo-Poderoso e acha que vai batizar Dilma presidente’


   

Deputado prevê vitória de Serra na eleição e diz que não vai para a TV pedir voto para petista

Após ser vetado pelo próprio partido — o PSB alegou falta de apoio e mau desempenho nas pesquisas — para disputar as eleições presidenciais, o deputado federal Ciro Gomes retomou a língua afiada ao comentar o cenário atual da política brasileira, às vésperas da campanha eleitoral de outubro. Sobrou principalmente para o ex-chefe Lula, de quem Ciro foi ministro. Para o político cearense de 53 anos, Lula merece o alto nível de aprovação popular que tem, mas faz ressalvas. “Ele não é Deus. Lula está navegando na maionese. Ele está se sentindo o ‘Todo-Poderoso’ e acha que vai batizar Dilma presidente da República”, disse Ciro, em entrevista a um portal de Internet, sobre à pré-candidata petista escolhida para disputar a sucessão de Lula. “Pior: ninguém chega para ele e diz: ‘Presidente, tenha calma’. No primeiro mandato, eu cumpri esse papel de conselheiro, a Dilma, que é uma pessoa valorosa, fazia isso. Agora ninguém faz”.
Ciro disse que apoia Dilma junto com o partido, mas negou maior participação na campanha. “Não me peçam para ir para a TV declarar meu voto, que eu não vou”, afirma ele, que talvez se afaste da política.
Sobre a disputa entre Dilma e José Serra (PSDB), Ciro faz previsões menos otimistas para a petista. “Como o PT, apoiado pelo PMDB, vai conseguir enfrentar essa crise? Ela não aguenta. Serra tem mais chances. Minha sensação é que ele vai ganhar a eleição. Dilma é melhor como pessoa. Mas o Serra é mais preparado, mais legítimo, mais capaz”.

sábado, 17 de abril de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Ciro falta a sessões na Câmara em abril e não justifica ausência

MARIA CLARA CABRAL
da Sucursal de Brasília
 
O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) não apareceu para trabalhar na Câmara em abril e até agora não justificou as faltas. Foram realizadas nove sessões, e não há registro da presença de Ciro.
Isolado no PSB já que insiste em disputar o Planalto, o deputado também tem evitado aparecer em eventos públicos em seu próprio Estado. Enquanto Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) estão em pré-campanha, as declarações de Ciro são frequentemente enviadas via aliados ou por artigos.
No mês passado, o quadro de presença do congressista na Câmara não foi muito diferente. Das 22 sessões realizadas, ele faltou a mais do que a metade. Na ocasião, no entanto, cinco ausências foram justificadas.
E este mês deve acontecer a mesma coisa. A assessoria de imprensa de Ciro diz que ele passou boa parte da semana passada realizando exames médicos e que outras faltas aconteceram em decorrência de problemas em aeroportos.
Ambas as justificativas são aceitas pela Câmara para que não haja desconto de salário.
No extremo, o excesso de faltas poderia até levar à cassação. Pela Constituição, um congressista que falta a um terço das sessões ordinárias em um ano pode perder o mandato. Ausências justificadas não entram na contagem e não há prazo para que os parlamentares apresentem os seus motivos.


 


 

segunda-feira, 1 de março de 2010

Pesquisa que aponta queda da intenção de votos em Ciro Gomes para a Presidência

Resultado dá munição ao PT para pressionar o PSB a desistir da pré-candidatura do deputado ao Palácio do Planalto e favorecer a campanha de Dilma Rousseff
Tiago Pariz
Publicação: 01/03/2010 08:18
A pré-candidatura de Ciro Gomes perdeu fôlego, mas sua insistência
 pode custar caro ao PSB, que corre o risco de diminuir após as eleições
 deste ano - (Gustavo Moreno/CB/D.A Press )
A pré-candidatura de Ciro Gomes perdeu fôlego, mas sua insistência pode custar caro ao PSB, que corre o risco de diminuir após as eleições deste ano
Com a estagnação do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) na corrida pelo Palácio do Planalto, a cúpula do PT vai intensificar a pressão em cima do partido aliado para desistir da empreitada e apoiar a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Pesquisa do instituto Datafolha publicada na edição de domingo da Folha de S. Paulo mostra o pré-candidato socialista com 12% das intenções de votos, variando negativamente em relação ao último levantamento, realizado em dezembro, quando tinha 13%.

O PT acredita que a pesquisa é um ingrediente importante no processo de convencimento do PSB, que dá sinais de que a candidatura do deputado não é mais desejável. Como Ciro Gomes mantém a postura rígida em defesa de sua campanha, os petistas vão focar a pressão sobre a legenda aliada. A ideia é explorar a tese de que, insistindo no voo solo, o partido corre sério risco de encolher na eleição de outubro.

O deputado cearense tem dito que vale a pena o partido correr o risco por avaliar que terá uma candidatura competitiva, com apoio em estados importantes e com estrutura superior à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas campanhas de 1989 e 1994. O PSB tem governadores no Rio Grande do Norte, no Ceará e em Pernambuco. Mas vem justamente desse último governo, comandado por Eduardo Campos (PE), a principal dúvida sobre a viabilidade do projeto presidencial. A cúpula petista, comandada pelo presidente da legenda, José Eduardo Dutra, pretende insistir com os colegas do PSB que a candidatura de Ciro tende a se tornar cada vez mais descartável.

O PSB apostava que Ciro teria um crescimento pequeno, mas significativo, depois que foi ao ar a propaganda gratuita em rádio e televisão em fevereiro. Ele não só oscilou para baixo, como reforçou que sem seu nome na disputa, o governador de São Paulo, José Serra, o provável candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, não venceria mais em primeiro turno. Isso mostra que começa a fazer água a tese de Ciro Gomes de que, sem ele, o principal beneficiado é o tucano.

No cenário sem o deputado do PSB, o Datafolha mostra Serra com 38%, Dilma com 31%, e a senadora Marina Silva (PV) com 10%. Quando o levantamento inclui Ciro Gomes, ele chega aos 12%, o governador paulista mantém a liderança, com 32%, a petista alcança 28%, e Marina, 8%. O importante é que a ministra da Casa Civil mantém a linha ascendente e Serra, a descendente. Os petistas acreditam que, nesse ritmo, o empate técnico entre Serra e Dilma (com ou sem Ciro) deverá aparecer já em abril.

Estagnação
O senador Renato Casagrande (PSB-ES), secretário-geral do partido, afirmou que a estagnação de seu correligionário sofre com um cenário de instabilidade por haver um descompasso entre seus próprios interesses e os do partido. “A candidatura do Ciro é boa para o processo eleitoral e para a política, mas o partido faz uma reflexão. O risco está nos estados”, disse o parlamentar capixaba, referindo-se à análise sobre a meta de aumentar — e não diminuir — o número de deputados eleitos pelo partido.

Dentro do PSB, há quem defenda a candidatura de Ciro ao governo de São Paulo, exatamente como quer o presidente Lula. O deputado Márcio França (PSB-SP) tem demonstrado otimismo com a possibilidade de a disputa regional ser mais interessante do que a presidencial para seu colega de partido. Os petistas estão mais céticos e apostam que o deputado pelo Ceará não entrará em nenhuma das duas corridas.

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que Ciro é uma questão para ser resolvida pelo PSB. Ele preferiu comemorar o resultado e dizer que o seu partido não pode entrar na onda do já ganhou. “Precisamos trabalhar bastante, porque ainda não ganhamos nada”, afirmou. Segundo ele, a queda do governador de São Paulo nas pesquisas já era esperada. “Em 2002, o Serra foi rejeitado porque representava a continuidade e o povo queria a mudança. Agora, o Serra representa a mudança e o povo está dizendo que quer a continuidade. É azar dele”, alfinetou.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Ranking dos Prefeitos de Capitais do Brasil

Pesquisa Datafolha:

1o.) Beto Richa - PSDB - Curitiba - PR - reeleito
2o.) Marcio Lacerda - PSB - Belo Horizonte - MG
3o.) José Fogaça - PMDB - Porto Alegre - RS
5o.) Gilberto Kassab - DEM - São Paulo - SP - reeleito
6o.) Dário Berger - PMDB - Florianópolis - SC - reeleito
7o.) Luizianne Lins - PT - Fortaleza - CE
8o.) Eduardo Paes - PMDB - Rio de Janeiro - RJ
9o.) João Henrique Carneiro - PMDB - Salvador - BA



sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Datafolha: Ranking dos Governadores Brasileiros

1o) Aécio Neves - PSDB - MG
2o) Eduardo Campos - PSB - PE
3o) Cid Gomes - PSB - PE
4o) José Serra - PSDB - SP
5o) Luiz Henrique - PMDB - SC
6o) Jacques Wagner - PT - BA
7o) Roberto Requião - PMDB - PR
8o) Sérgio Cabral - PMDB - RJ
9o) JosÉ Arruda - Sem partido - DF

Obs: A pesquisa foi feita entre os dias 14 e 18 de dezembro.