Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
Mostrando postagens com marcador Ministro Orlando Silva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ministro Orlando Silva. Mostrar todas as postagens

sábado, 5 de novembro de 2011

CORRUPÇÃO - é um dos temas mais comentados nas redes sociais.

Isadora Peron, de O Estado de S.Paulo

Após a presidente Dilma Rousseff demitir seis ministros – cinco deles envolvidos em suspeitas de irregularidades – o tema ‘corrupção’ foi um dos mais comentados nas redes sociais. Só no mês de outubro, a palavra foi citada mais de 122 mil vezes no Twitter. A inflação, outra preocupação constante do brasileiro, também foi um assunto bastante repercutido. No mês passado, o tema somou cerca de 22,3 mil comentários nas redes.

Esses números foram reunidos pela MITI Inteligência, que fez um levantamento para descobrir quais foram os temas relacionados à política mais comentados pelos usuários em mídias sociais. “Copa do Mundo, Código Florestal, problemas com o MEC – livros didáticos e ENEM –, corrupção e inflação foram os assuntos mais repercutidos, tanto pela imprensa on-line quanto pelos usuários da web. Além de avaliar essa repercussão, buscamos compreender como está a imagem do governo diante dos internautas”, comenta Elizangela Grigoletti, gerente de inteligência e marketing da empresa.

A pesquisa mostrou também que a crise no Ministério Esporte, que culminou na saída do então ministro Orlando Silva do cargo, também marcou presença nas discussões dos internautas. Apenas uma matéria do Estadão – abordando a crise a Fifa e o governo brasileiro– foi compartilhada mais de 1,4 mil vezes no Facebook e atingiu 900 retweets.
Fonte Estadão

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

VARREDURA - Parcerias com ONGs atinge 121 entidades no Rio Grande do Sul

Decreto suspende convênios por pelo menos 30 dias
Fabiano Costa e Fábio Schaffner*
 
Na segunda-feira, o governo federal baixou um decreto que suspende por pelo menos 30 dias os convênios com entidades para que seja feita uma varredura nas parcerias. Isso não significa, porém, que as entidades atingidas estejam sob suspeita.

Na esteira do escândalo que derrubou o então ministro do Esporte, Orlando Silva, o Palácio do Planalto suspendeu, somente no Rio Grande do Sul, convênios com 121 entidades privadas sem fins lucrativos. O valor total dos recursos que serão auditados pelo governo federal no Estado é de R$ 173,4 milhões.

A decisão de fazer um pente-fino nos convênios firmados pelos ministérios pegou de surpresa entidades que contavam com o dinheiro federal para aquisição de equipamentos, realização de obras ou execução de programas.

É o caso do Hospital Ana Nery, de Santa Cruz do Sul, que aguarda um total de R$ 1.908.657,46. A verba seria destinada à compra de equipamentos e também para mobília da nova ala para atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

>>> Confira a lista dos convênios suspensos 
Com as paredes já levantadas, a obra de 678m², quando concluída, irá oferecer exclusivamente para pacientes do SUS 28 novos leitos.

— Fomos pegos de surpresa e precisamos avaliar o impacto. Mas, estamos tranquilos por estarmos fazendo tudo certo — afirmou a diretora administrativa da instituição, Márcia Diehl.

De acordo com o Ministério do Planejamento, esse montante que será auditado no Estado já foi empenhado pelo governo. Ou seja, já havia sido separado para liberação. Isso não significa que o dinheiro já foi desembolsado, pois isso ocorre durante a execução do convênio.

Colaboraram Luane Magalhães, Rafael Divério, Roberto Witter e Rodrigo Saccone
*fabiano.costa@gruporbs.com.br

*fabio.schaffner@gruporbs.com.br


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

ESPORTEDUTO - Policial cita irmão de Aldo em suposto esquema no Esporte

Em depoimento de mais de oito horas à Polícia Federal na semana passada, o policial militar João Dias Ferreira envolveu Apolinário Rebelo, vice-presidente do PC do B-DF e irmão do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), no suposto esquema de desvios no Ministério do Esporte, informa reportagem de Fernando Mello e Maria Clara Cabral, publicada na Folha desta sexta-feira (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Ferreira, que acusou o ex-ministro Orlando Silva de comandar um esquema de corrupção na pasta, disse que foi Apolinário quem indicou Fredo Ebling como "responsável pela arrecadação" do dinheiro fruto do suposto esquema.
Sérgio Lima/Folhapress
Aldo assumirá o Ministério do Esporte; posse será na segunda
Aldo assumirá o Ministério do Esporte; posse será na segunda
Ebling não retornou aos contatos da Folha.
Apolinário nega as acusações do delator. Disse que não tem poder para fazer indicações no ministério e afirmou que pretende entrar na Justiça contra Ferreira.
Aldo Rebelo foi confirmado ontem pelo governo como o novo ministro do Esporte. Ele vai substituir Orlando Silva, que pediu demissão na última terça-feira após as suspeitas iniciadas após as acusações de Ferreiras, feitas em entrevista à revista "Veja".

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Governo confirma saída de Orlando Silva. Decisão do STF de abrir inquérito foi decisiva. Quem será o próximo?

Ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, confirmou a informação nesta tarde; segundo ele, decisão do STF de abrir inquérito foi decisiva

26 de outubro de 2011 | 15h 15
 
Tânia Monteiro e Vera Rosa, de O Estado de S.Paulo 
Veja também:
Com 'grande satisfação', ministro enviou ofício diretamente a delator
Inquérito no STF agrava situação de Orlando
ESTADÃO ESPN: Advogado de Orlando Silva diz que defesa de ministro será fácil
ESPECIAL: Entenda as denúncias contra Orlando Silva
ESPECIAL: Denúncias de corrupção do governo Dilma


O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, confirmou há pouco que o ministro do Esporte, Orlando Silva, vai mesmo deixar o governo. Ele disse que a forma como se dará a saída de Orlando será definida na reunião a ser realizada no início da noite desta quarta-feira, 26, com a presidente Dilma Rousseff. "A abertura de inquérito pelo Supremo (Supremo Tribunal Federal) foi fator determinante para a mudança da situação", disse Carvalho.

Segundo Carvalho, o mais provável é que haja uma interinidade na Pasta. "É o mais provável". Ele disse ainda que a tendência é de que o cargo continue nas mãos do PCdoB. Carvalho não quis falar em nomes e elogiou o ministro Orlando Silva. "Orlando teve uma atitude madura. Eu respeito e louvo a atitude do PCdoB", disse o ministro relatando a conversa que teve na manhã de desta quarta com Orlando Silva e com o presidente do PCdoB, Renato Rabelo.

O encontro de Dilma com o ministro do Esporte será realizado logo mais, no Palácio do Planalto, após o encontro da presidente com representantes do grupo PSA Peugeot Citröen. Dia de expectativa. Mais cedo, após reunião para definir um posicionamento do partido, Rabelo afirmou que o PCdo B está tranquilo e que Orlando Silva foi atacado injustamente. "É um ministro jovem, com grande êxito no Ministério, foi atacado de forma injusta em uma tentativa de expô-lo", afirmou. "Vamos tratar a questão politicamente. Já enfrentamos desafios, embates muito mais complicados do que esse", disse.

Na manhã desta quarta, Orlando Silva ficou reunido por quase duas horas com o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, no Palácio do Planalto. “Depois da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), Orlando é um ministro que está saindo desde ontem”, resumiu ao Estado um assessor da Presidência. A ministra Carmem Lúcia do STF, atendendo o pedido feito pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, mandou nesta terça-feira, 25, abrir inquérito para investigar Orlando Silva. Participaram também da reunião desta manhã o presidente do PC do B (partido do ministro), Renato Rabelo, e os líderes do partido na Câmara, Osmar Júnior (PI) e no Senado, Inácio Arruda (CE).

Desde a tarde desta terça, Carvalho discutia com o PC do B o destino de Orlando Silva. O próprio Carvalho admitiu que a presidente Dilma Rousseff acompanhava atentamente as denúncias contra Orlando, e manifestou preocupação com a avalanche de acusações. "O quadro é de observância justa e preocupada", disse Carvalho. Entre os nomes considerados para assumir a pasta estariam o da ex-prefeita de Olinda (PE), a deputada Luciana Santos, e o deputado Aldo Rebelo, ambos do PCdoB.

Dilma demite. A decisão da direção do PC do B era de que Orlando fosse demitido pela presidente, para deixar claro que ele não se demitiu e não assume responsabilidade por participação no esquema de desvio de verba pública envolvendo os programas do Ministério do Esporte, principalmente o Segundo Tempo e Pintando a Cidadania.

Com a saída de Orlando Silva, são seis os ministros que deixaram o governo Dilma. Nos dez primeiros meses do primeiro ano do mandato da presidente Dilma, cinco ministros entregaram o cargo, quatro deles envolvidos em denúncias de corrupção.



Fonte Estadao http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,governo-confirma-saida-de-orlando-silva,790831,0.htm

terça-feira, 25 de outubro de 2011

ESPORTEGATE - @STFOficial abre inquérito para investigar Orlando Silva

Fonte G1
25/10/2011 13h52 - Atualizado em 25/10/2011 14h27

Supremo abre inquérito para investigar Orlando Silva
Ministra também quer analisar inquérito do STJ sobre Agnelo Queiroz.
Advogado diz que não há provas contra Orlando Silva nos autos.

Débora Santos Do G1, em Brasília
 

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia determinou nesta terça-feira (25) a abertura de inquérito para investigar o envolvimento do ministro do Esporte, Orlando Silva, em suposto desvio de dinheiro público do programa Segundo Tempo, que visa incentivar a prática esportiva entre crianças e adolescentes.

Cármen Lúcia também requisitou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a remessa em 48 horas ao Supremo do inquérito a respeito de possíveis irregularidades cometidas pelo atual governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), quando era ministro do Esporte.

 saiba mais
'Me sinto indestrutível', diz Orlando Silva em carta ao PC do B
Policial diz que não tem provas específicas contra Orlando Silva
Ministério do Esporte cria comissão de sindicância para apurar denúncia

A ministra quer verificar se há conexão entre os dois inquéritos antes de decidir se as investigações devem tramitar em conjunto, conforme pediu o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

"O fato de começar as investigações não significa que vão ter prosseguimento. Depende do que a Procuradoria Geral da República vai encontrar a partir de agora", disse Cármen Lúcia.

O advogado José Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que defende Orlando Silva, disse que não há provas contra o cliente. "Nós ficamos tranquilos ao ver que não há prova contra o ministro. É importante que a imprensa saiba que não tem nada de concreto contra Orlando Silva. O inquérito foi aberto apenas com matérias da imprensa e representações de partidos", declarou o advogado.

Os pedidos de investigação sobre Orlando Silva e de remessa do inquérito sobre Agnelo Queiroz do STJ para o Supremo foram feitos pelo procurador-geral da República na última sexta (21).

Segundo o procurador-geral, existe uma "relação muito intensa entre os fatos". Agnelo, que trocou o PC do B pelo PT, foi ministro do Esporte entre 2003 e 2006. Ao pedir a abertura de inquérito, Gurgel disse que há indícios de crime e que o suposto esquema de desvio de dinheiro teria escala “nacional”.

Na semana passada, governador do DF disse que se trata de uma denúncia de um "mercenário que recebeu dinheiro"

"Eu saí do Ministério do Esporte há seis anos. Há seis anos que eu não sou mais ministro. Não tenho um processo, um questionamento. E qualquer coisa como esse inquérito que estava no STJ é fruto da denúncia que foi feita na época da campanha que eu desmascarei, do mercenário que recebeu dinheiro para receber denúncia contra mim."

Informações do TCU A ministra Cármen Lúcia pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU) que envie para o Supremo informações sobre eventuais processos de fiscalização de convênios suspeitos do Ministério do Esporte.

O procurador-geral da República havia feito pedidos de depoimento de Orlando Silva, Agnelo Queiroz, do policial militar João Dias, que acusou Orlando Silva de envolvimento em desvio de verba, e do motorista Célio Soares Pereira, que afirmou ter visto o ministro receber dinheiro na garagem do ministério. Os pedidos de depoimento foram indeferidos pela ministra do Supremo.

Cármen Lúcia argumentou que é preciso primeiramente analisar o inquérito do STJ para depois definir os depoimentos.

Denúncias Na edição do último final de semana da revista "Veja", o policial militar João Dias Ferreira afirmou que o atual ministro do Esporte, Orlando Silva, tinha envolvimento em um suposto esquema de desvio de verba pública, nos últimos oito anos, do programa Segundo Tempo. Ferreira disse que Silva recebeu um pacote de dinheiro na garagem do ministério. O ministro nega as acusações, afirma que não há provas contra ele e que o policial mente.

Inquérito no STJ O governador do Distrito Federal é um dos investigados em inquérito que tramita no STJ. O processo tramitava na 12ª Vara da Justiça Federal e só foi para o tribunal por conta do foro de Agnelo - pela lei, governadores só podem ser investigados ou processados no STJ. O inquérito, de número 761, chegou ao gabinete do ministro Cesar Asfor Rocha, do STJ, na última terça (11).

Segundo o inquérito, o motivo pelo qual Agnelo aparece na investigação é o depoimento à Polícia Federal da testemunha Geraldo Nascimento Andrade, que afirmou ter entregue em 8 de agosto de 2007 a quantia de R$ 256 mil em dinheiro nas mãos do ex-ministro.

Na época, Agnelo já havia deixado o Ministério do Esporte. O ex-ministro e atual governador sempre negou a acusação, que chegou a ser explorada por adversários na campanha eleitoral do ano passado.

Por meio de nota divulgada pela assessoria de imprensa do governo do Distrito Federal, o governador Agnelo Queiroz afirma que o inquérito no STJ é "mero instrumento de apuração de fatos" e que "jamais foi considerado réu".


Fonte G1 http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/10/ministra-do-supremo-abre-inquerito-para-investigar-orlando-silva.html

AMBEV, Empresa de patrocinadora da CBF faz doações para bancada da bola

Blog do Perrone
  25.10.2011 - 7:00

A Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados investiga se a CBF ou o Comitê Organizador da Copa financiaram campanhas de políticos recentemente. Nenhum dos dois aparece como doador na última eleição. Porém, pelo menos um dos patrocinadores da confederação colaborou com as campanhas de membros da bancada da bola.

A Fratelli Vita Bebidas, de propriedade da AmBev, parceira da CBF, fez doações idênticas, no valor de R$ 30 mil, para pelo menos três integrantes da bancada que tem bom trânsito na CBF.

Um dos auxiliados é José Rocha, reeleito deputado federal pelo PR da Bahia. Ele foi nomeado vice-presidente da comissão que cuida da Lei Geral da Copa na Câmara. Também é ligado ao Vitória-BA e já recebeu doação da CBF anteriormente.

Na lista dos agraciados com R$ 30 mil da Fratelli Vita também está Darcísio Perondi, candidato a Deputado Federal pelo PMDB-RS. Ele tem ligação histórica com Ricardo Teixeira e é irmão de Emídio Perondi, ex-presidente da Federação Gaúcha e ex-vice da CBF.

Completa a relação Aldo Rebelo, deputado federal pelo PC do B e que já foi um dos maiores inimigos do dirigente da confederação. Isso quando presidiu a CPI da CBF/Nike.

O conflito é página virada. Com a ajuda do ex-presidente do Palmeiras, Mustafá Contursi, Rebelo se aproximou da CBF e é considerado por colegas no Congresso como representante da bancada da bola. No PT, uma corrente defende sua nomeação para o Ministério do Esporte em substituição a Orlando Silva Júnior.

Receber a ajuda da Fratelli Bebidas não foi um privilégio só dos aliados de Teixeira. Ao todo, a empresa da AmBev colaborou em 2010 com a campanha de 40 candidatos, da oposição e da situação. Gastou R$ 3,6 milhões. Cândido Vacarezza, líder do governo na Câmara, por exemplo, recebeu R$ 200 mil.

Recentemente, ele tomou uma decisão importante para CBF. Referendou o nome de Vicente Cândido, escolhido pelo PT como relator da Lei Geral da Copa.

Pelo menos num ponto a Lei da Copa é de interesse da AmBev: a liberação da venda de cerveja nos estádios durante o Mundial. A Budweiser, marca da InBev, da qual a empresa é uma das sócias, patrocina a Fifa. A proibição seria um desastre para a parceria comercial entre a Fifa e a cervejaria. Por meio de sua assesoria de imprensa, a AmBev disse ao blog que não fez doações pensando em obter benefícios no futuro.

Confira abaixo a resposta da AmBev na íntegra.
A Ambev adota a transparência em todos os seus atos, fazendo doações que são registradas e tornadas públicas pelos tribunais eleitorais. Não privilegia partidos, regiões ou grupos políticos.

Doa quantias proporcionais à representatividade das siglas. Nossas doações são parte de nosso compromisso com a democracia e os valores estão muito abaixo dos limites legais que nos são facultados



Fonte Blog do Perrone http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/2011/10/empresa-de-patrocinadora-da-cbf-doa-para-campanhas-de-deputados-da-bancada-da-bola/

ESPORTEGATE - Obra de centro esportivo, paralisada em 2007, recebeu R$ 1,37 mi da União

Convênio entre o Ministério do Esporte e a Prefeitura de Campos do Jordão foi assinado em 2006 pelo ministro Orlando Silva

24 de outubro de 2011 | 23h 43

Gerson Monteiro/Especial para o Estado

Projetado para fornecer infraestrutura ao esporte brasileiro em modalidades olímpicas e paraolímpicas, o Centro de Treinamento de Esportes de Alto Rendimento de Campos do Jordão, a 175 km de São Paulo, está longe de ficar pronto para servir de apoio na preparação de atletas para os jogos de 2016. Apenas três pessoas trabalham na obra que deveria ter sido entregue no fim de 2007, de acordo com nota do próprio Ministério do Esporte divulgada em 2006, e já recebeu o R$ 1,37 milhão previsto

  Veja também:
Policial diz que pelo menos 20 ONGs aceitam delatar esquema no Esporte
Esporte deu R$ 1,3 mi em cheques a fantasmas
ESPECIAL: Entenda as denúncias contra Orlando Silva
ESPECIAL: A corrupção no Brasil
ÁUDIO: 'Faxina era para inglês ver', diz ACM Neto  

Financiada com recursos do governo federal, por meio de contrato de repasse com o Ministério do Esporte e a prefeitura, a obra está paralisada desde 2007 por problemas com as empresas vencedoras da licitação, segundo o Executivo local. Só há dois meses foram retomados os trabalhos, que ainda assim já consumiram R$ 800 mil, segundo a prefeitura. Três operários trabalham de segunda a sexta-feira. Cavalos pastam livremente na imensa área reservada para o projeto.

O projeto do Centro de Treinamento foi assinado pelo ministro do Esporte, Orlando Silva, em 2006, e inclui participação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que será responsável pelo uso do espaço como centro de pesquisa científica e tecnológica na área do esporte.

Dados do Portal da Transparência, do governo federal, mostram o repasse do R$ 1,37 milhão para a Prefeitura de Campos do Jordão e a previsão de R$ 733 mil de contrapartida. A última liberação foi de R$ 1 milhão, em dezembro de 2006. A vigência do convênio é até 26 de dezembro deste ano. O Departamento de Convênios (Deconv) da prefeitura confirma que recebeu da União R$ 1,3 milhão.

 “O centro será referência para receber atletas de alto nível. É por meio de ações como essa que conseguiremos equipar e capacitar o País visando a sediar grandes competições internacionais, como a Olimpíada de 2016”, disse Orlando, na assinatura do convênio, segundo reportagem no site da pasta.

Depois da fase inicial de infraestrutura, com obras de terraplenagem, abertura de ruas e tubulações de água e esgoto, o projeto ficou parado desde 2007. Nesse período, a área destinada ao alojamento de 80 atletas serviu para criação de cabritos de moradores vizinhos. O local ainda guarda o cheiro forte das fezes dos animais, encontradas por todo o prédio. Um cômodo, fechado com madeira, serve de abrigo para parte do material básico de construção.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

MINISTÉRIO DOS ESPORTES - Campinas recebeu quase R$ 5 milhões

21/10/2011
Dyelle Menezes
Do Contas Abertas


A história é antiga: a cidade de Campinas entre os municípios que mais recebem recursos do Ministério do Esporte. O problema também é antigo: o ministro da Pasta, Orlando Silva, é cunhado do secretário de esportes da cidade paulista, Gustavo Petta. Apesar das investigações, neste ano a situação não é diferente. Segundo levantamento feito pelo Contas Abertas sobre a modalidade de aplicação denominada “Transferência à Municípios”, Campinas já recebeu quase R$ 5 milhões dos recursos transferidos à municípios e ocupa o terceiro lugar entre os que mais receberam verbas do órgão.

Em 2010, quando Gustavo Petta deixou a secretaria para ser candidato a deputado federal pelo PC do B, o município recebeu R$ 415,1 mil durante todo o ano. O repasse de recursos para Campinas passou a ser investigado depois de 2009, quando a cidade ocupou o primeiro lugar na transferência de recursos a municípios, recebendo a cifra de R$ 10,1 milhões.

No início da semana, os vereadores campinenses protocolaram pedido de esclarecimento à Secretaria Municipal de Esportes questionando a aplicação dos recursos do ministério na cidade, principalmente por meio do programa Segundo Tempo. O pedido foi feito e direcionado para Petta, mas o autor do requerimento, Campos Filho (DEM), afirma não ser em tom acusatório. “Quero que apenas seja esclarecido como foi utilizada a verba do ministério em Campinas”, explica.

A suspeita de desvio de verbas do Ministério do Esporte na cidade já foi investigada pelo Ministério Público Estadual, que encaminhou as conclusões da apuração ao Ministério Público Federal, já que se tratava de verba do governo federal. Cabe ao MPF formalizar as denúncias.

Segundo reportagem divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo, a Secretaria de Esportes tem uma sobra de recursos do ministério de R$ 2,4 milhões destinados ao programa Segundo Tempo. O contrato total da rubrica era de R$ 5,1 milhões, dos quais R$ 1,7 milhão de contrapartida da Prefeitura de Campinas.

Como a secretaria previa atender 50 mil crianças e o ministério reduziu a meta de atendimento, o programa atuou com cinco mil estudantes entre fevereiro de 2010 e julho de 2011. Segundo a secretaria, a prefeitura esperava aprovação para a continuidade do programa na cidade.

Neste ano, o montante destinado pelo Ministério do Esporte à Prefeitura de Campinas só perde para Prefeitura de São Bernardo do Campo, também em São Paulo, que recebeu R$ 5,3 milhões, e para a Prefeitura de João Pessoa, na Paraíba, que recebeu R$ 5,4 milhões. Ao todo, em 2011, o ministério desembolsou R$ 112,3 milhões para mais de 631 localidades brasileiras. A previsão é que mais de R$ 1 bilhão sejam destinados para modalidade de aplicação que visa transferir verba para os municípios.


Fonte Contas Abertas http://contasabertas.uol.com.br/WebSite/Noticias/DetalheNoticias.aspx?Id=682
 

CORRUPÇÃO - Ministério do Esporte aponta desvio de R$ 17 milhões em relatório

Brasília

Relatório apresentado pelo Ministério do Esporte em julho aponta desvios de R$ 17 milhões em convênios que a pasta assinou com organizações não governamentais sediadas em Brasília e em seus arredores, informa reportagem publicada na Folha desta segunda-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Encaminhado em resposta a um pedido de informações de um deputado do Distrito Federal, o documento descreve 15 projetos em que os recursos repassados pelo governo teriam sido desviados de sua finalidade.

Em nota, Dilma afirma que 'não condena ninguém sem provas'
Após reunião com Dilma, Orlando Silva diz que fica no cargo
Procuradoria pede ao STF inquérito para investigar Orlando e Agnelo
Fifa afasta ministro do Esporte de próxima reunião no Brasil

Os projetos receberam recursos do programa Segundo Tempo, que repassa dinheiro público a ONGs, prefeituras e governos estaduais para incentivar a prática de atividades esportivas em comunidades carentes.

O programa está no centro da crise enfrentada pelo ministro do Esporte, Orlando Silva, desde a semana passada, quando foi acusado de usar os convênios para desviar recursos públicos para os cofres do seu partido, o PC do B. Ele nega as acusações

CORRUPÇÃO : Outro programa do Esporte depositou R$ 1,3 milhão em contas de fantasmas

Dono de uma das firmas que receberam dinheiro ignora o que foi vendido e diz que só 'arranjou nota'
24 de outubro de 2011 | 0h 11

Leandro Cólon - O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - Dezenas de cheques de um convênio do Ministério do Esporte mostram que o descontrole no uso do dinheiro público não atinge só o programa Segundo Tempo. Pelo menos R$ 1,3 milhão do ministério foi parar no ano passado na conta de empresas fantasmas ou sem relação com o produto vendido para o programa Pintando a Cidadania.


Ed Ferreira/AE
Fachada. Guerreiros teria vendido cadarços e agulhas

Há cheques, por exemplo, de R$ 364 mil, R$ 311 mil, R$ 213 mil, R$ 178 mil, R$ 166 mil e R$ 58 mil. O dono de uma empresa destinatária dos cheques disse ao Estado que desconhece o que foi vendido, alegando ter "arranjado" a nota fiscal para um amigo receber dinheiro do ministério.

No dia 31 de dezembro de 2009, o secretário de Esporte Educacional, Wadson Ribeiro, assinou convênio de R$ 2 milhões com o Instituto Pró-Ação, com sede em Brasília. Ex-presidente da UNE e filiado ao PC do B, Wadson é homem de confiança do ministro Orlando Silva e assinou, nos últimos anos, boa parte dos convênios sob suspeita. Segundo o Portal da Transparência, o convênio com a Pró-Ação foi encerrado em abril deste ano e está em fase de prestação de contas.

O Pintando a Cidadania atua em parceria com outros projetos do ministério. para "fomentar a prática do esporte por meio de distribuição gratuita de material esportivo e promover a inclusão social de pessoas de comunidades reconhecidamente carentes".

O contrato com o Pró-Ação menciona uma conta corrente em nome do convênio. No dia 26 de abril de 2010, o instituto repassou um cheque dessa conta no valor de R$ 311.346,05 para a empresa Automatec Tecnologia e Serviços, registrada na cidade de Valparaíso de Goiás como uma loja de motos, a "Oliveira Motos". Segundo a nota fiscal emitida, o dinheiro do Esporte pagou "tecidos, algodão e tinta". Em entrevista ao Estado, Marcos Oliveira, dono da Automatec, disse desconhecer o Pró-Ação: "Não conheço a ONG. Eu arranjei o nome da empresa para um amigo, a gente joga bola junto".

Seu amigo é Edinaldo Moraes, dono da Contemporânea Comércio e Serviços, que também está na prestação de contas da ONG. Cinco cheques do convênio foram parar na conta dessa empresa. No mesmo dia 26 de abril de 2010, quando a loja de motos Automatec levou R$ 311 mil, um cheque de R$ 364 mil foi depositado em nome da Contemporânea. A empresa recebeu ao todo R$ 817 mil para supostamente vender fios de costura, agulhas e tecidos. No dia 20 de setembro de 2010, auge da campanha eleitoral, a ONG repassou R$ 213 mil para a Contemporânea.

Na época da "venda", a empresa era registrada numa sala em um sobrado em Valparaíso. Hoje, nada funciona naquele endereço. "A empresa não está mais funcionando. Faz tempo que não temos atividade", disse Edinaldo. Ele afirmou que fez a intermediação da venda com fornecedores indicados pela ONG. O convênio do Esporte com essas entidades permite que elas escolham seus subcontratados e, respectivamente, o destino dos recursos públicos repassados


Fonte Estadao http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,outro-programa-do-esporte-depositou-r-13-milhao-em-contas-de-fantasmas,789517,0.htm

domingo, 23 de outubro de 2011

CORRUPÇÃO - Assessores de Orlando Silva ajudaram PM a burlar fiscalização


 

 22/10/2011 - 09:47

 Escândalo no Esporte

Em gravações obtidas por VEJA, funcionários do ministério ajudam o PM a se livrar de ofício que o acusava de irregularidades


O PM João Dias, que narrou a VEJA os bastidores do esquema de corrupção operado no Ministério do Esporte (Lula Marques/Folhapress)




Clique nas imagens para ampliá-las

A edição de VEJA que chega às bancas neste sábado traz mais um capítulo do esquema de corrupção que transformou o Ministério do Esporte numa fábrica de dinheiro para o PCdoB - e também para políticos e entidades ligadas a ele.

Depois de relatar, na semana passada, denúncias do policial João Dias Ferreira contra o ministro Orlando Silva e seus comandados, VEJA teve acesso a novas provas da maneira como a máquina do Esporte se corrompeu. São gravações de uma conversa de abril de 2008 entre João Dias e dois assessores próximos de Orlando Silva: Fábio Hansen, então chefe de gabinete da Secretaria de Esporte Educacional, que cuida do programa Segundo tempo, e Charles Rocha, então chefe de gabinete da secretaria executiva do ministério.

 


Foi o próprio João Dias quem registrou a conversa. Militante do PCdoB e dirigente de uma ONG, ele havia sido pego de surpresa por um ofício do Ministério do Esporte, enviado à polícia militar, responsabilizando-o por irregularidades e desvios de dinheiro num convênio de sua entidade com o programa esportivo federal Segundo Tempo. Em sua visita aos assessores de Orlando Silva, ele cobrava uma solução para o problema. E a pressão surtiu efeito imediato.

A gravação demonstra que Hansen e Rocha se esmeraram para arquitetar uma fraude que livrasse João Dias da investigação. "A gente pode mandar lá um ofício desconsiderando o que a gente mandou", propôs Charles Rocha. E Hansen completou: "Você faz três linhas pedindo prorrogação de prazo." Ele ainda explicou que esses pedido de prorrogação deveria ter data falsa.


Nos dias seguintes, a operação foi realizada exatamente como programado. Os dois ofícios enviados à PM - o original e o que pede que a investigação seja esquecida - foram reproduzidos pelo site de VEJA.

Alvejado pelas denúncias de João Dias, o ministro Orlando Silva passou a semana se explicando. Tentou desqualificar o acusador, qualificando-o de "bandido". A gravação obtida por VEJA mostra que figuras graúdas do ministério não pouparam esforços para beneficiar o "bandido" com uma fraude.

Em depoimento no Congresso, Orlando Silva chegou a mencionar o vai-e-vem de ofícios entre o Esporte e a polícia militar, qualificando-o como procedimento administrativo regular. Também não é isso o que transpira das gravações.
 
Sim, é verdade que um terceiro documento, informando sobre a abertura de uma auditoria nos convênios do policial, foi enviado à PM pelo ministério. Só que um ano e meio depois da inacreditável - e reveladora - reunião entre João Dias, Hansen e Rocha, que VEJA esmiúça na edição desta semana

 Fonte Veja http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/assessores-de-orlando-silva-ajudaram-pm-a-burlar-fiscalizacao

CORRUPÇÃO : 'Esporteduto' montado por PC do B controla verba do governo federal

Partido ocupa postos-chave na área esportiva pública e se beneficia de programa do Ministério do Esporte

22 de outubro de 2011 | 23h 06
 
Daniel Bramatti e Julia Duailibi - O Estado de S.Paulo


SÃO PAULO - O mapa de repasses do programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, revela que o ministro Orlando Silva alimentou com verbas federais a rede de militantes que, nos últimos anos, o PC do B instalou em postos-chave do nicho esportivo no setor público. Nos últimos dois anos, prefeituras e secretarias municipais de Esporte controladas pelo partido estiveram entre as maiores beneficiadas por recursos do Segundo Tempo, criado para promover atividades físicas entre estudantes.

Veja também:
Em Goiás, secretaria de aliado está sob suspeita
PC do B expande no Rio hegemonia sobre setor 

A presença de comunistas nas duas pontas do "esporteduto" não é casual: mesmo antes de fincar bandeira na Esplanada dos Ministérios, no governo Luiz Inácio Lula da Silva, o partido havia estabelecido como estratégia concentrar no setor esportivo praticamente todas as reivindicações de cargos nas esferas federal, estadual e municipal.

Entre as prefeituras, de janeiro a outubro de 2011, a que recebeu o maior repasse per capita do Segundo Tempo foi a de Sobral (CE), cidade em que o coordenador do programa é um ex-candidato a vereador e dirigente municipal do PC do B. Foi quase R$ 1,5 milhão para uma população de cerca de 188 mil moradores, segundo levantamento do Contas Abertas, entidade especializada na análise de contas públicas.

Militantes do PC do B também administram os recursos liberados pelo ministério em Goiânia (R$ 2,2 milhões) e Fortaleza (R$ 980 mil), duas capitais nas quais o partido conseguiu nomear os secretários de Esporte por causa de acordos com o PT, que governa as duas cidades. Na capital cearense, o secretário é suplente de vereador e professor de história; em Goiânia, advogado e dirigente partidário.

Em números absolutos, Belo Horizonte é a líder no ranking das verbas deste ano, com R$ 2,6 milhões. Lá, o PC do B só não ocupa ainda a Secretaria de Esportes porque sua criação está pendente de aprovação pela Câmara. O partido já acertou a adesão ao governo do prefeito Márcio Lacerda (PSB), além do apoio à sua reeleição.

No ano passado, Sobral também esteve na lista das maiores beneficiadas pelo Segundo Tempo - recebeu o terceiro maior repasse. Em sexto lugar apareceu o município goiano de Anápolis, administrado pelo PT, onde a diretora financeira da Secretaria de Esportes é a presidente municipal do PC do B. E, no décimo posto, estava a cidade de Juazeiro, na Bahia, cujo prefeito também é comunista

sábado, 22 de outubro de 2011

FECHANDO O CERCO - “Orlando Silva era o operador do esquema”

Por Vannildo Mendes, no Estadão:
Em depoimento dado à Polícia Federal na última quarta-feira, o policial militar João Dias, delator do suposto esquema de corrupção no Ministério do Esporte, disse que foi informado por terceiros que aproximadamente metade do dinheiro desviado de convênios com ONGs ligadas ao PC do B era destinada ao ministro Orlando Silva.

“Parte dos valores recebidos pelo ministro era para proveito pessoal e parte para beneficiar o PC do B”, afirmou. O depoimento, ao qual o Estado teve acesso, durou mais de sete horas.

Dias não apresentou vídeos, áudios e outras provas prometidas, alegando que o fará na próxima segunda-feira. Mas ele detalhou o que seria um esquema de aparelhamento e arrecadação de propina que o PC do B teria montado na pasta. Segundo o delator, pelo menos quatro remessas de dinheiro foram entregues na garagem do ministério e numa delas Orlando Silva estaria presente e teria baixado o vidro do carro para falar com o entregador. “É muito pouco provável que o ministro não tenha visto a entrega dos malotes”, ironizou.

Questionado pelos delegados, o delator ressalvou que “nunca viu o ministro recebendo qualquer malote de dinheiro”. Ele disse que “todas as informações prestadas sobre coleta e distribuição dos recursos arrecadados foram prestadas por Célio (Soares), Toni Matos (ex-jogador de futebol) e Michael (Vieira), em conversas informais”. Os três seriam operadores do esquema.

O início. Dias relatou que, em 2004, foi procurado por uma comissão de cúpula do ministério, comandada pela coordenadora-geral da Secretaria de Esporte, Ralcilene Santiago, que lhe propôs parceria com o programa Segundo Tempo.
Em contrapartida, o policial teria de comprar materiais esportivos de fornecedores indicados pelo esquema e pagar uma fatia de 10% a 20% do valor do convênio a um escritório de advocacia designado pelo grupo. Metade do dinheiro arrecadado com o pedágio cobrado de Dias e de outras ONGs, segundo o delator, seria destinada à estruturação do PC do B no Distrito Federal.
Na hipótese mais branda, Dias deveria desembolsar R$ 340 mil, 10% dos convênios assinados. O maior deles foi firmado em 2005 com a Federação Brasiliense de Kung Fu, no montante de R$ 2 milhões, mais R$ 400 mil de contrapartida da ONG de Dias. Mas o policial se rebelou contra o alto valor do pedágio e aí começaram seus problemas.
Os recursos dos convênios, cerca de R$ 3 milhões, foram embolsados entre 2006 e 2008, inicialmente na gestão do ministro Agnelo Queiroz, hoje governador do DF pelo PT. Mas os serviços não foram prestados e Dias acabou preso em 2010 durante a Operação Shaolin, da Polícia Civil do DF. Na ocasião, Orlando Silva era secretário executivo da pasta. A partir de 2008, quando ele já era ministro, o policial alega que começou a ser alvo de auditorias e inspeções, que culminaram com a exigência para que devolvesse os R$ 3 milhões.
O policial militar disse que teve vários encontros com Orlando Silva durante a vigência dos convênios. O mais marcante deles teria ocorrido em 2008. Na presença de testemunhas, o ministro teria orientado Dias a comprar quimonos do fornecedor Miguel Santos Souza, espécie de chefe de operação do esquema de captação de dinheiro desviado por meio de uma rede de laranjas. Dias afirmou ainda ter ouvido diversas vezes de Ralcilene e de outros interlocutores que parte do dinheiro arrecadado ia parar no bolso do ministro. “Tenho certeza que Orlando Silva era o operador (maior) desse esquema”, afirmou.

SEGUE A CORRUPÇÃO VI - Orlando Silva Jr. Sob Suspeita

22/10/2011 - 08h01
Planalto e PC do B já avaliam nomes de sucessor no Esporte 

DE SÃO PAULO 

Antes de o destino do ministro do Esporte, Orlando Silva, ser oficialmente selado pela presidente Dilma Rousseff na noite de ontem, integrantes do Planalto e do próprio PC do B já discutiam, reservadamente, nomes que pudessem substituí-lo, informa reportagem de Natuza Nery, Andréia Sadi e Breno Costa, publicada na Folha desta sábado (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Em nota, Dilma afirma que 'não condena ninguém sem provas'
Após reunião com Dilma, Orlando Silva diz que fica no cargo
Procuradoria pede ao STF inquérito para investigar Orlando e Agnelo
Fifa afasta ministro do Esporte de próxima reunião no Brasil

Nos bastidores, auxiliares próximos à presidente afirmam que ela gostaria que Orlando se antecipasse e formalizasse sua exoneração, sinal que o partido e o próprio ministro se recusavam a emitir.

 Sérgio Lima - 18.out.2011/Folhapress

Orlando Silva, ministro do Esporte, se defende de denúncias durante audiência na Câmara; atrás dele, obra 'Tiradentes ante o Carrasco' (1951), de Rafael Greco, mostra o incofidente indo à forca


Após uma semana de desgaste, ele se reuniu na noite de ontem com a presidente Dilma Rousseff.

O ministro, que se diz inocente, disse ter esclarecido a Dilma todas as acusações que tem sofrido em reunião na noite de sexta. "Desmascarei todas as mentiras para a presidente", disse.

Após o encontro, o Planalto divulgou nota em que reafirmou a permanência de Orlando na pasta.

Após a reunião com o ministro do Esporte, Orlando Silva, a presidenta Dilma Rousseff disse que o governo "não condena ninguém sem provas e parte do princípio civilizatório da presunção da inocência", diz a nota da Presidência.

 Fonte Folha/Uol http://www1.folha.uol.com.br/poder/994858-planalto-e-pc-do-b-ja-avaliam-nomes-de-sucessor-no-esporte.shtml

SEGUE A CORRUPÇÃO V - Pequena empresa ganha concorrência de R$ 30,5 milhões do Ministério do Esporte

Publicada em 22/10/2011 às 10h10m

Chico de Gois (chico.gois@bsb.oglobo.com.br) e Thiago Herdy (opais@oglobo.com.br)
BRASÍLIA - Uma empresa com capital social de apenas R$ 15 mil ganhou uma concorrência, em outubro do ano passado, de R$ 30,5 milhões no Ministério do Esporte para fornecimento de material esportivo para o programa Segundo Tempo. Desse valor, R$ 26 milhões já foram pagos neste ano, de acordo com informações disponibilizadas no Sistema Integrado de Administração Financeira do governo federal (Siafi) e obtidas pela assessoria do DEM a pedido do GLOBO. A empresa deu um grande salto nos negócios com o governo - ano passado recebeu pouco mais de R$ 400 mil em recursos públicos.

NO CARGO : Dilma decide manter Orlando Silva no comando do Ministério do Esporte

EXPLICAÇÕES: Orlando Silva publica texto-defesa no site do Ministério do Esporte

INFOGRÁFICO : Os escândalos do governo Dilma

É mais um exemplo de como o programa cresceu nos últimos anos, inclusive em contratos de risco potencial como este, considerando que a VR Comércio de Calçados é uma Empresa de Pequeno Porte (EPP) - incompatível, em tese, com a prestação de um serviço na casa dos R$ 30 milhões. Ela enquadra-se nessa categoria especial, com direito a pagar menos impostos, companhias que, segundo a Receita Federal, obtêm faturamento anual entre R$ 120 mil e R$ 1,2 milhão.

A empresa foi criada em 2004 e inicialmente tinha como sócios Vera Rosania Correa Berte e Halisson Rodrigo Correa, este com participação de apenas R$ 750. Halisson depois foi substituído por Catiuscia Aparecida Correa.

Até o ano passado, o objeto social da empresa, conforme registro na Junta Comercial de Minas Gerais, era o comércio varejista de materiais de pesca, calçados, uniformes e artigos esportivos. Desde 2006 a VR mantém contratos com entidades do governo, como Colégio Naval, Escola Agrotécnica Federal e Universidade Federal de Itajubá, por exemplo. No entanto, de acordo com o Portal da Transparência, da Controladoria Geral da União (CGU), os pagamentos eram irrisórios.

Em 2006, a VR levou do governo federal R$ 7,7 mil; em 2007 foram R$ 3,4 mil; em 2008, R$ 35; em 2009, R$ 3,1 mil e em 2010, R$ 417 mil. Neste ano, até agora, foram R$ 26 milhões, segundo o Siafi - ou R$ 18,7 milhões, de acordo com o Portal da Transparência, que leva um tempo maior para registrar os pagamentos no sistema.

Em abril deste ano, quando já havia ganhado a licitação milionária do Ministério do Esporte, o capital da VR foi elevado para R$ 515 mil e, em agosto, mudaram-se os sócios: saíram Vera e Catiuscia e entraram Wilson Correa e sua mulher, Teresinha Fátima Correa. O objeto da empresa também mudou: em vez da venda no varejo de produtos esportivos, passou a ser atacadista que comercializa de tudo, como materiais esportivos, móveis e utensílios domésticos, veículos automotores e motocicletas, produtos odontológicos, medicamentos e até produtos funerários.

A concorrência homologada a favor da VR sofreu questionamento no Tribunal de Contas da União. A WR Comércio de Artigos Esportivos, que tem Wilson Correa (atual dono da VR) como sócio, insurgiu-se porque duas empresas que haviam sido declaradas vencedoras do pregão conseguiram uma segunda chance para apresentar o material, considerado fora do padrão pelo leiloeiro oficial.

O TCU acolheu a representação da WR e desclassificou as duas concorrentes. Uma terceira, a Emprefour, foi declarada vencedora por apresentar preço mais baixo, mas quem acabou levando foi a VR porque a Emprefour também não teria o material de acordo com o edital.

Wilson disse ao GLOBO que não é filiado ao PCdoB e garante que já fornecia material para outros órgãos do governo. Ele disse que tem fornecido tudo que o contrato o obriga e, esperançoso, afirmou que espera que o Ministério do Esporte renove o contrato, que vence em 24 de novembro deste ano.

De acordo com Wilson, graças ao contrato com o ministério, ele ampliou sua empresa e agora trabalha num galpão de 4 mil metros quadrados e emprega 135 funcionários, 45 a mais do que antes.

- Venham conhecer. Para mim será até bom, porque vai ser uma propaganda para minha empresa - disse Wilson, por telefone, à reportagem.

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO), líder do DEM no Senado, disse que vai pedir pra o Ministério Público investigar o contrato.

- É estranho uma empresa de fundo de quintal ter sido escolhida para um contrato milionário desses. Também é preciso ver se o material tem sido entregue mesmo.

A assessoria de imprensa do Ministério do Esporte informou que 19 empresas participaram do processo seletivo. Além da VR Comércio e da WR, o próprio Wilson Correa participou do certame. De acordo com o ministério, a VR foi a vencedora porque atendeu a todos os requisitos da licitação e apresentou atestado de capacidade técnica "comprovando a aptidão da licitante para desempenho de atividade pertinente e compatível com o objeto licitado"

Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/10/21/pequena-empresa-ganha-concorrencia-de-30-5-milhoes-do-ministerio-do-esporte-925634638.asp#ixzz1bWMEjdOV 

SEGUE A CORRUPÇÃO IV - ONG ligada a servidor do Ministério do Esporte também conseguiu outro contrato com o governo, no Ministério da Justiça

Publicada em 21/10/2011 às 23h11m

Evandro Éboli (eboli@bsb.oglobo.com.br)
BRASÍLIA - O Ministério do Esporte contratou uma ONG ligada a servidor da própria pasta. O Instituto Via BR foi contratado ano passado pelo ministério para a organização da IIIª Conferência Nacional do Esporte, em junho de 2010. A entidade foi registrada em nome de Vanessa Borba, sócia de Antônio Máximo em outra empresa, a Contra Regra. Máximo é chefe de gabinete de Wadson Ribeiro, secretário Nacional de Esporte Educacional do Ministério do Esporte.

NO CARGO: Dilma decide manter Orlando Silva no Ministério do Esporte

INFOGRÁFICO: Saiba quanto CGU cobra de cada ONG

Além da prestação de serviço para o Ministério do Esporte, a Via BR conseguiu outro contrato no governo. No fim de 2010, a organização foi contratada pela Comissão de Anistia, do Ministério da Justiça, para a produção de um documentário sobre desaparecidos políticos. Esse convênio foi no valor de R$ 278,9 mil, e o prazo de vigência de um ano. A ONG funcionava em São Paulo, no mesmo endereço da empresa Hermana Filmes e Produções, de propriedade de Ana Cristina Petta, mulher do ministro do Esporte, Orlando Silva.
No contrato com a Comissão de Anistia, a Via BR subcontratou a Hermana, e Ana Petta teve a incumbência de fazer o trabalho de pesquisa e análise do momento histórico relatado no documentário "Repare bem", que conta a história de três gerações de famílias de desaparecidos políticos. Ana Petta disse que, quando soube da ligação da Via BR com a pasta dirigida por seu marido, após ser procurada pela imprensa, devolveu os R$ 32,1 mil que recebera pelo serviço.

Ana Petta disse que tem uma carreira de atriz independente e que seu trabalho não tem vinculação com o do marido:

- Tenho minha própria carreira, independente do Orlando. Fiz o trabalho para qual fui contratada, ficou super bonito e devolvi o dinheiro quando soube da relação da empresa com o Ministério do Esporte.

O Ministério do Esporte confirmou que Antônio Máximo foi sócio da proprietário da Via BR numa outra empresa. Em nota, o ministério disse que para a contratação da ONG foi levada em conta apenas sua capacidade técnica. "O Ministério não se pauta por decisões de cunho ideológico e age sempre em respeito às normas que regem as celebrações de convênios", afirmou o Ministério do Esporte.

Para o ministério, o que importa é o trabalho feito pela entidade contratada e não cabe ao ministério julgar convênios de seus contratados com outros setores do governo.

O Ministério da Justiça confirmou o convênio com a Via BR. E informou que a entidade foi selecionada por edital e licitação publicado em junho de 2010. Em nota, o ministério afirmou que não há qualquer contrato firmado diretamente pela Pasta com a Hermana Filmes, de Ana Petta. "No escopo do convênio, consta que a Via BR contratou a empresa Hermana Filmes para desenvolver trabalho técnico especializado de pesquisa para subsidiar documentário".

O ministério confirmou que Ana Petta devolveu os R$ 32,1 mil e encaminhou cópia do recibo do depósito, feito no dia 26 de setembro, na conta do convênio. O documentário ficará pronto no final do ano.

Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/10/21/ong-ligada-servidor-do-ministerio-do-esporte-tambem-conseguiu-outro-contrato-com-governo-no-ministerio-da-justica-925634985.asp#ixzz1bWH7rTRQ 

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

SEGUE O ENTERRO III - Dilma decide tirar Orlando Silva, mas quer manter PC do B no Esporte

Presidente convocou reunião de emergência no Planalto na noite desta quinta ao voltar de missão na África; comunistas iniciam ofensiva contra PT para manter comando da pasta
21 de outubro de 2011 | 7h 28

João Bosco Rabello, Vera Rosa e Tânia Monteiro, de O Estado de S.Paulo 
BRASÍLIA - Preocupada com a crise no Ministério do Esporte, a presidente Dilma Rousseff convocou uma reunião de emergência logo que chegou de Angola, na noite desta quinta-feira, 20, com a coordenação política do governo. Apesar de não ter convicção do envolvimento do ministro Orlando Silva em fraudes nos convênios da pasta, Dilma está certa de que o desgaste político é irreversível. Ela decidiu substituir Orlando, mas a tendência é que mantenha o ministério com o PC do B.

Veja também:
PC do B usa programa na TV para se defender de denúncias de corrupção
Bosco: Crise é oportunidade para reformas ministerial e administrativa
ESPECIAL: Os escândalos de corrupção do governo Dilma


Dilma ouviu os relatos do ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, sobre o andamento das investigações na Polícia Federal e no Ministério Público. A pedido de Orlando, a Advocacia-Geral da União impetrou queixa-crime contra o policial militar João Dias Ferreira e o motorista Célio Soares Pereira, que o acusam de desvio de recursos no programa Segundo Tempo.

"Nós temos de ter muita serenidade nessa hora porque não apareceu nenhuma prova contra o Orlando", disse o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, momentos antes de participar da reunião com Dilma, no Palácio da Alvorada. Carvalho afirmou que o governo não planeja tirar o ministério do PC do B.

A saída de Orlando, porém, é considerada questão de tempo pelo Palácio do Planalto. Auxiliares de Dilma suspeitam de ações da Fifa e da CBF para desgastar o ministro, mas o PC do B vê o dedo do PT na operação e avisou que abrirá guerra contra o governador petista do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, caso seja abandonado à própria sorte.

Ainda em Angola, Dilma defendeu Orlando e o PC do B, definido por ela como um aliado histórico. "Não se faz apedrejamento moral de ministro", afirmou. "Temos de apurar os fatos, temos de investigar. Se apurada a culpa das pessoas, puni-las. Agora, isso não significa demonizar quem quer que seja, muito menos partidos que lutaram no Brasil pela democracia." Dilma qualificou como "tolice" os comentários de que o governo está em rota de colisão com o PC do B.

Orlando deve conversar nesta sexta-feira, 21, com Dilma. "Estou vivendo um verdadeiro linchamento moral e vou até o fim para lavar a minha honra", disse o ministro, que se reuniu ontem por cinco horas com a cúpula do PC do B. Nas fileiras comunistas, um dos nomes cotados para substituí-lo é o da ex-prefeita de Olinda (PE) Luciana Santos, hoje deputada. Era ela que Dilma gostaria de ter chamado quando montou a equipe. 

SEGUE O ENTERRO II - PCdoB resiste a entregar Esporte e Dilma chega da África direto para reunião de emergência

Crise no Ministério
PCdoB resiste a entregar Esporte e Dilma chega da África direto para reunião de emergência

Publicada em 20/10/2011 às 23h17m
Gerson Camarotti, Roberto Maltchik, enviado especial, Maria Lima e Luiza Damé (opais@oglobo.com.br)


BRASÍLIA e LUANDA - O PCdoB resiste a entregar o Ministério do Esporte e partiu nesta quinta-feira para uma ofensiva, em várias frentes, em defesa do ministro Orlando Silva. Levou ao Palácio do Planalto a disposição do partido de não entregar o cargo, deixando a decisão da eventual demissão exclusivamente nas mãos da presidente Dilma Rousseff. Também reforçou a ação partidária em defesa de Orlando, com discursos no Congresso, e mudou o programa partidário exibido à noite no rádio e na TV , para expor a defesa do ministro. Dilma chegou à noite da viagem de quatro dias à África e, em seguida, reuniu-se no Palácio da Alvorada com quatro ministros para discutir a crise política gerada pelas denúncias de irregularidades que envolvem o ministro do Esporte. A reunião terminou pouco antes da meia-noite e os ministros saíram sem falar com a imprensa.

O cargo é da presidente Dilma e ela faz o que quiser

INFOGRÁFICO: Entenda o motivo da queda dos ministros de Dilma

Mais cedo, o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, expôs a posição do partido em reunião no Planalto com os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria Geral), Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais). Esses três ministros e mais o titular da Justiça, José Eduardo Cardozo, foram chamados para a reunião à noite no Alvorada.

A presidente ouviria o relato da posição do PCdoB, parceiro tradicional do PT, que já tinha recebido na véspera sinais de que a crise no Esporte poderia comprometer a participação do partido no governo Dilma.

- Diante das investidas, deixei claro na reunião o nosso apoio ao ministro Orlando Silva. Tem uma operação em curso para derrubar os ministros do governo Dilma. Mas queremos que o desfecho, neste caso, seja diferente. Queremos reverter a situação. Não estou dizendo que vai acontecer. Mas vamos lutar por isso - disse Rabelo.

Mesmo com as declarações públicas da presidente Dilma de apoio a Orlando e ao PCdoB , dadas quando ela ainda estava em Angola nesta quinta-feira de manhã, permanece no núcleo do governo uma avaliação: a de que o ministro do Esporte está extremamente fragilizado e que sua permanência pode causar desgaste ao partido e ao governo.

Como revelou O GLOBO nesta quinta-feira, o Planalto sinalizou preferir que o PCdoB tomasse a iniciativa de conduzir o processo de saída do ministro . A notícia causou forte reação no núcleo do partido aliado, e, a partir desse momento, interlocutores do governo passaram a falar na construção de uma saída honrosa para Orlando. A defesa feita pela presidente fazia parte desse roteiro. Mas a posição enfática do PCdoB surpreendeu os operadores políticos escalados para administrar a crise.

Dilma: não se pode "demonizar" a siglaPara amenizar uma reação política, Gilberto Carvalho telefonou cedo para Renato Rabelo. Logo depois, a presidente deu declarações em Angola. Ela condenou o que classificou de "apedrejamento moral" do ministro e afirmou que não se pode "demonizar" o PCdoB:

- Meu governo respeita o PCdoB. Dizer que o governo está fazendo julgamento de um partido é uma tolice. O PCdoB tem quadros absolutamente importantes para o país. Não vamos entrar em um processo irracional. Vamos apurar, investigar e punir, o que não significa demonizar quem quer que seja e, muito menos, partidos que lutaram, no Brasil, pela democracia e que têm de ser respeitados.

Dilma voltou a falar em presunção de inocência e que seu governo não faz "apedrejamento moral":

- O governo não fez e não fará nenhuma avaliação e julgamento precipitado de quem quer que seja. Temos que ter um processo sistemático de investigação, de apuração de todos os malfeitos. Analisarei tudo com imensa tranquilidade e tomarei as decisões necessárias. Não só para preservar o governo, mas também para preservar os interesses do país.

Depois da reunião com Rabelo, o ministro Gilberto Carvalho disse que não há decisão do governo de tirar o Ministério do Esporte do PCdoB :

- Evidentemente, isso não corresponde à verdade. Nós temos com o PCdoB uma ligação histórica. Não é uma crise como essa que vai abalar a nossa relação. Asseguramos ao presidente Renato Rabelo que não está em pauta a nossa relação com o PCdoB. A decisão sobre ministérios compete única e exclusivamente à presidente.

Gilberto Carvalho disse que, até agora, não apareceu nenhuma prova contra o ministro e que as acusações são desqualificadas e inconsistentes:

- Por uma simples acusação, não se pode formar juízo. O governo está acompanhando com preocupação os fatos, mas Orlando Silva, com todo o seu trajeto, seu histórico e sua contribuição ao governo, e a maneira com que tem conduzido a Copa, em perfeita sintonia com a política do governo, tem merecido toda a nossa confiança. Até que fatos que comprovem alguma acusação dessas surjam, aí, sim, poderemos fazer juízo de valor. Juízo que cabe à presidente.

Pela manhã, na reunião do conselho político do PCdoB, os dirigentes do partido analisaram todos os cenários e concluíram que entregar os pontos rebaixaria a legenda e daria ao ministro o carimbo de culpado. Por isso a ofensiva em sua defesa - assumida no Senado pelos senadores Inácio Arruda (CE) e Vanessa Grazziotin (AM).

- Falar em nome para substituí-lo? Nem em sonho! O cargo é da presidente Dilma e ela faz o que quiser, mas não vamos tomar iniciativa nenhuma. O ataque não é só a ele, é ao partido como um todo. Se ele se demitir, vai parecer que se acovardou e saiu - disse a senadora após o discurso no plenário.

No mesmo tom, Inácio Arruda repetiu que ninguém arranca, no grito, o ministro do cargo:

- Nós não devemos e não tememos. Vamos até o fim, até as últimas consequências! O Orlando é 100% PCdoB e o partido no Brasil inteiro está concentrado em um nome: Orlando

Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/10/20/pcdob-resiste-entregar-esporte-dilma-chega-da-africa-direto-para-reuniao-de-emergencia-925627837.asp#ixzz1bPSlVkZE 


SEGUE O ENTERRO - Orlando Silva diz que está pronto para dar explicações à Dilma

A expectativa é de que ministro e presidente se encontrem nesta sexta.
Policial diz que Orlando Silva está envolvido em desvio de recursos.
 Do G1, com informações do Jornal da Globo                                
           


Suspeito de corrupção, o ministro do Esporte, Orlando Silva, disse nesta quinta-feira (20) que está pronto para dar todas as explicações à presidente Dilma Rousseff. Em entrevista ao Jornal da Globo, ele reafirmou que não há provas contra ele.
“O tempo vai passar, amanhã vai chegar, os próximos dias e perguntarei de novo: onde estão as provas? Não aparecerão porque as provas não existem. Disseram que eu recebi dinheiro. Onde estão as provas? Elas não existem, mas a verdade vai se impor”, afirmou Orlando Silva.
A presidente Dilma Rousseff chegou na noite desta quinta da África e foi direto para o Palácio da Alvorada. Logo em seguida, chegaram os ministros da Justiça, da Articulação Política e da Casa Civil, mais o secretário-geral da presidência.
saiba mais

Já o ministro Orlando Silva, permaneceu no ministério reunido com a equipe dele. A expectativa é de que o encontro entre ele e a presidente ocorra nesta sexta-feira (21).

Denúncias
Segundo o policial João Dias Ferreira, Orlando Silva estaria envolvido em um esquema de desvio de recursos do ministério do Esporte. O ministro vem negando as acusações.

Fonte G1 http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/10/orlando-silva-diz-que-esta-pronto-para-dar-explicacoes-dilma.html

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

ESPORTEGATE IV - Ministério confirma encontro de policial com cúpula do Esporte

O policial militar João Dias Ferreira e três pessoas da cúpula do Ministério do Esporte se reuniram, em 2008, para discutir detalhes da prestação de contas da ONG do PM, informa reportagem de Andreza Matais e Rubens Valente, publicada na Folha desta quinta-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
O encontro não constava da agenda dos funcionários. A confirmação do encontro foi feita pelo Esporte.
Lula Marques -19.out.2011/Folhapress
O policial militar João Dias Ferreira dá entrevista no Congresso após reunião com deputados e senadores da oposição
João Dias Ferreira dá entrevista no Congresso após reunião com deputados e senadores da oposição
Nas acusações que faz contra Orlando Silva, o policial diz que teve duas reuniões no ministério em 2008, uma delas com a presença do ministro. O ministro nega.
A segunda reunião teria sido com servidores.