Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

INFLAÇÃO : Cesta básica fica mais cara em 10 capitais em outubro, diz Dieese

O preço da cesta básica subiu em 10 das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em outubro, segundo divulgação nesta quinta-feira (3).
As maiores altas foram apuradas em Porto Alegre (1,93%), Curitiba (1,61%) e Vitória (0,95%).
As principais reduções ocorreram em Natal (-2,63%), Fortaleza (-2,22%). Fora da região Nordeste, a única capital com queda no valor da cesta foi São Paulo (-0,08).
A alta em Porto Alegre e o recuo em São Paulo fizeram com que o custo da cesta na capital gaúcha continuasse o mais caro em outubro, a R$ 277,34. Em São Paulo, o valor do conjunto de alimentos correspondeu a R$ 266,97, seguido por Florianópolis (R$ 260,99).
Com base no maior valor apurado para a cesta e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o salário mínimo necessário, que em outubro correspondeu a R$ 2.329,94 (4,27 vezes o salário mínimo vigente, R$ 545).
Em setembro, o valor estimado era de R$ 2.285,83 ou seja 4,19 vezes o piso em vigor. Em outubro de 2010, o mínimo era estimado em R$ 2.132,09 ( 4,18 vezes o mínimo em vigor, de R$ 510).
A jornada de trabalho (do assalariado que ganha salário mínimo) necessária para a aquisição da cesta total foi, em outubro, de 94 horas e 04 minutos, pouco mais do que no mês anterior, que era de 93 horas e 58 minutos. Em outubro de 2010 a jornada exigida era bem menor, ficando em 94 horas e 11 minutos.
CUSTO DA CESTA BÁSICA EM SETEMBRO, EM R$:
Natal - R$ 200,55
Salvador - R$ 205,12
Vitória - R$ 251,98
Rio de Janeiro - R$ 251,97
Florianópolis - R$ 260,99
São Paulo - R$ 266,97
Fortaleza - R$ 198,68
Porto Alegre - R$ 277,34
Belém - R$ 237,85
Curitiba - R$ 245,97
Aracaju - R$ 182,68
Belo Horizonte - R$ 252,20
Goiânia - R$ 233,48
João Pessoa - R$ 195,14
Brasília - R$ 243,11
Manaus - R$ 251,58
Recife - R$ 206,17

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

MP acusa Incra de ROUBO em cestas básicas de trabalhadores


   


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Cuiabá - O Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF-MS) afirmou que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) comprava cestas básicas em número superior ao necessário para abastecer as famílias de trabalhadores rurais acampadas no Estado. A investigação apontou também indícios de desvio e venda de cestas por presidentes de sindicatos e líderes de acampamentos.

Segundo o MPF, o próprio Incra admitiu, depois de um recadastramento, que há 2.553 famílias em 110 acampamentos em todo o Estado, ou 16% do total estimado. O excedente de 13.447 cestas custou aos cofres públicos R$ 914 mil. Somente em agosto do ano passado, a autarquia determinou que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) adquirisse 16 mil cestas, ao custo de R$ 68 cada.

Em 2010 houve outras duas etapas de distribuição de cestas básicas, com aquisição de 13.587 e 13.671 unidades. Se for levado em conta o mesmo percentual de 16% de famílias, o excedente de 22.897 cestas saiu por mais de R$ 1,5 milhão. Em 2009 foram adquiridas 56.169 cestas de alimentos.

A Polícia Federal investiga as denúncias e apura suspeitas de exploração da distribuição das cestas com cunho eleitoral por servidores do Incra.

Além do recadastramento, o MPF determinou que a entrega de cestas de alimentos seja realizada com o preenchimento de um termo de declaração que certifique a moradia no acampamento. A entrega deve ser feita por servidores do Incra diretamente aos acampados, com recibos que contenham nome, CPF e assinatura do beneficiário.

Cada novo cadastro deve ser comprovado e comunicado ao Incra. Caso haja irregularidades, os responsáveis estarão sujeitos a penalidades previstas na legislação criminal. O MPF estuda ainda a abertura de processos por improbidade administrativa contra os diretores do instituto responsáveis pela distribuição das cestas.

Entenda o caso
Um investigação do MPF apontou irregularidades na distribuição de cestas básicas pelo Incra em quatro acampamentos localizados no município de Dourados. Em julho de 2010, o ministério visitou acampamentos no município de Dourados. Das 297 famílias de trabalhadores rurais cadastradas, apenas 16 efetivamente moravam nesses acampamentos e 94% dos beneficiários compareciam aos locais apenas para receber as cestas.

O MPF encontrou barracos praticamente abandonados, sem utensílios domésticos e que não apresentavam qualquer indício de criação de animais ou plantações. Foi encontrada até uma tabela de pontuação destinada a premiar aqueles que permanecessem acampados por maior período.