Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

FRAUDE EM GOIÁS - Presidente da Conab é acusado de fraude em Goiás


As investigações em torno do Ministério da Agricultura devem retornar após a denúncia do Ministério Público Federal de que o atual presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Evangevaldo Moreira dos Santos, teria fraudado o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Goiás. De acordo com a denúncia, em 2006, quando era presidente da Agência Ambiental naquele Estado, Evangevaldo foi denunciado pelos crimes de supressão de documento público, uso de documento falso e violação de sigilo funcional. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Integrantes da base aliada no Congresso dizem que Jovair Arantes teria retirado a candidatura a ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) e apoiado a deputada Ana Arraes (PSB-PE) numa troca para manter seu apadrinhado na Conab. Ao todo, em 18 ações, 101 pessoas foram acusadas por fraudes no exame. De acordo com o MP, Evangevaldo pagou a aprovação fraudada. Por meio de sua assessoria, o presidente da Conab disse que as acusações contra ele não procedem

 Fonte Terra http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5526436-EI7896,00-Presidente+da+Conab+e+acusado+de+fraude+em+Goias.html

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Parlamentares mantém sociedades em empresas que recebem recursos da União

 
Correio Brasiliense Publicação: 13/09/2011 08:00 Atualização:
 
Sessão no Congresso: 65 parlamentares declararam ao TSE serem proprietários de empreendimentos privados ( Edílson Rodrigues/CB/D.A Press - 1/2/11)
Sessão no Congresso: 65 parlamentares declararam ao TSE serem proprietários de empreendimentos privados


Em desrespeito explícito à Constituição Federal e ao discurso de oposição à presidente Dilma Rousseff, pelo menos 10 deputados e um senador dos principais partidos oposicionistas — PSDB, DEM e PPS — são sócios de empresas que receberam recursos do governo federal nos últimos três anos. As três legendas têm 122 representantes no Congresso, dos quais 65 são proprietários de empreendimentos privados, conforme as declarações de bens apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas últimas eleições que disputaram. Desse total, o Correio conseguiu identificar 11 parlamentares cujas empresas assinaram contratos com algum órgão do Executivo ou foram diretamente beneficiadas por programas das gestões petistas. Isso significa que pelo menos 9% da oposição fazem negócios com o governo que criticam. O percentual pode ser bem maior, uma vez que muitos nomes de empresas apresentadas ao TSE estão incompletos. Além disso, poucos congressistas informam o CNPJ ou mesmo a participação societária nos empreendimentos.

O artigo 54 da Constituição proíbe que deputados e senadores, a partir da posse nos cargos, sejam proprietários, controladores ou diretores de empresa que “goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público” (veja o que diz a lei). Os parlamentares também não podem firmar ou manter contrato com órgãos públicos. Mas o governo tem o costume de contratar companhias de parlamentares, prática recorrente na administração pública federal. Auditoria concluída recentemente pelo Tribunal de Contas da União (TCU) elaborou uma lista — mantida em sigilo pelo órgão — de todos os deputados e senadores sócios de empresas contratadas pelo governo. Além dos parlamentares da base aliada, os oposicionistas são beneficiados em contratos com a União, como mostra o levantamento do Correio.

Os negócios são os mais diversos. Vão da execução de obras aeroportuárias à compra de combustível para aviação. Há hospitais privados que recebem repasses do Sistema Único de Saúde (SUS), uma faculdade que teve aporte financeiro do Ministério da Educação e outra que recebeu dinheiro do Ministério da Fazenda.

Um exemplo dessa situação é a empresa do senador Cyro Miranda (PSDB-GO), GEM Agroindustrial e Comercial, que vende fubá para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Foram R$ 96,2 mil em vendas no ano passado e R$ 27 mil neste ano. Procurado pelo Correio, o senador disse, primeiro, desconhecer os pagamentos em dinheiro feitos pela Conab à sua empresa. Segundo ele, o fubá era fornecido como moeda de troca pelo milho recolhido dos armazéns da Conab. Depois, o senador informou já ter efetuado três vendas do produto à companhia. “Esse tipo de negócio não é atrativo. E hoje estou fora da administração da empresa.”

Deputados da oposição têm negócios mais graúdos com o governo federal. A Construtra Heco, empresa da qual participa o deputado Augusto Coutinho (DEM-PE), mantém contratos com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e com o Comando da Aeronáutica. A firma foi contratada por R$ 4,8 milhões para uma obra na Base Aérea de Santa Maria (RS), pela Aeronáutica, e tem outros dois contratos com a Infraero, um para prestar serviços de reparo no pavimento do Aeroporto de Santarém (PA), por R$ 96 mil, e outro para o Aeroporto de Imperatriz (MA), orçado em R$ 53 mil. Coutinho diz que a empresa detém tecnologia de reparo nos pisos e que, por isso, é prestigiada pela Infraero. Ele alega que está afastado da companhia desde 1992. “Meu pai tem essa empresa, meu irmão toca o empreendimento. Não tenho direito, por ser deputado federal, de exigir que eles não façam obras para órgãos públicos.”

Setor elétrico
Sem os empreendimentos públicos, a empresa CRE Participações e Empreendimentos, que tem o deputado Eduardo Sciarra (DEM-PR) como um dos sócios, perderia sua principal atuação. A empresa do setor elétrico compõe o consórcio Salto Natal Energética, que construiu uma hidrelétrica na região de Campo Mourão (PR), sob concessão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Estimativa do mercado projeta movimentação anual de R$ 23 milhões do consórcio formado pela empresa do parlamentar. Segundo a assessoria de imprensa do deputado, Sciarra não participa “há muito tempo” da concessão.

Do ramo da saúde, as empresas de dois deputados dependem de recursos do governo federal. César Colnago (PSDB-ES) é sócio do Vitória Apart Hospital, que recebe dinheiro do SUS. A unidade de saúde fica em Serra, na Grande Vitória. “São mais de 200 acionistas, eu tenho apenas 0,2%. Não trabalho com o hospital, não tenho contato”, justifica o deputado. A Casa de Saúde Santo Inácio, em Juazeiro do Norte (CE), também recebe repasses do Ministério da Saúde. A empresa é do deputado Manoel Salviano (PSDB-CE), que não deu retorno à reportagem do Correio. O Instituto de Medicina Nuclear de Itajubá, que tem como um dos sócios o deputado Eleuses Paiva (DEM-SP), conforme a declaração ao TSE, recebeu dinheiro do Ministério da Defesa no ano passado. O deputado também não respondeu aos recados deixados em seu telefone celular
 

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

FRAUDE - PRÁTICAS FRAUDULENTAS NO PAGAMENTO DE BÔNUS


Fiscais do próprio ministério descobriram ''práticas fraudulentas'' em operações de pagamento de bônus, que foram mantidas pelo governo

Leandro Colon, O Estado de S.Paulo

Fiscais do Ministério da Agricultura descobriram, segundo relatórios obtidos pelo "Estado", "práticas fraudulentas" em operações de pagamento de bônus pelo governo a compradores de milho.

O esquema envolve o "Prêmio de Escoamento de Produto" (PEP), um programa em que o governo estabelece que os compradores agrícolas devem pagar, por leilão, um preço mínimo, acima do valor de mercado, aos produtores rurais para adquirir e transportar o milho.

Em troca de pagar mais, os compradores já recebem do governo um subsídio para compensar a diferença de preço. Os relatórios informam que esses compradores, após o leilão, exigem dos produtores, por fora, a devolução dessa diferença. Ou seja, recebem duas vezes, uma do governo e outra dos produtores.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao ministério, recebeu os relatórios sobre as fraudes entre maio e dezembro de 2010, e, mesmo assim, autorizou o pagamento do "prêmio".

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

MP acusa Incra de ROUBO em cestas básicas de trabalhadores


   


Logo Terra


Cuiabá - O Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF-MS) afirmou que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) comprava cestas básicas em número superior ao necessário para abastecer as famílias de trabalhadores rurais acampadas no Estado. A investigação apontou também indícios de desvio e venda de cestas por presidentes de sindicatos e líderes de acampamentos.

Segundo o MPF, o próprio Incra admitiu, depois de um recadastramento, que há 2.553 famílias em 110 acampamentos em todo o Estado, ou 16% do total estimado. O excedente de 13.447 cestas custou aos cofres públicos R$ 914 mil. Somente em agosto do ano passado, a autarquia determinou que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) adquirisse 16 mil cestas, ao custo de R$ 68 cada.

Em 2010 houve outras duas etapas de distribuição de cestas básicas, com aquisição de 13.587 e 13.671 unidades. Se for levado em conta o mesmo percentual de 16% de famílias, o excedente de 22.897 cestas saiu por mais de R$ 1,5 milhão. Em 2009 foram adquiridas 56.169 cestas de alimentos.

A Polícia Federal investiga as denúncias e apura suspeitas de exploração da distribuição das cestas com cunho eleitoral por servidores do Incra.

Além do recadastramento, o MPF determinou que a entrega de cestas de alimentos seja realizada com o preenchimento de um termo de declaração que certifique a moradia no acampamento. A entrega deve ser feita por servidores do Incra diretamente aos acampados, com recibos que contenham nome, CPF e assinatura do beneficiário.

Cada novo cadastro deve ser comprovado e comunicado ao Incra. Caso haja irregularidades, os responsáveis estarão sujeitos a penalidades previstas na legislação criminal. O MPF estuda ainda a abertura de processos por improbidade administrativa contra os diretores do instituto responsáveis pela distribuição das cestas.

Entenda o caso
Um investigação do MPF apontou irregularidades na distribuição de cestas básicas pelo Incra em quatro acampamentos localizados no município de Dourados. Em julho de 2010, o ministério visitou acampamentos no município de Dourados. Das 297 famílias de trabalhadores rurais cadastradas, apenas 16 efetivamente moravam nesses acampamentos e 94% dos beneficiários compareciam aos locais apenas para receber as cestas.

O MPF encontrou barracos praticamente abandonados, sem utensílios domésticos e que não apresentavam qualquer indício de criação de animais ou plantações. Foi encontrada até uma tabela de pontuação destinada a premiar aqueles que permanecessem acampados por maior período.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

GOVERNO LULA - Novo titular da Agricultura defende nomeações de cartolas


De Evandro Éboli:
A cerimônia de posse do novo ministro da Agricultura, Wagner Rossi, foi ofuscada pela revelação de que, na sua gestão à frente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nomeou para cargos técnicos, dois presidentes de clubes de futebol do interior de São Paulo e até um dentista, correligionários do PMDB.
Rossi os defendeu, negou que não conheçam o setor agrícola, mas não garantiu a permanência deles nos cargos. O loteamento da Conab, revelado pelo GLOBO, foi assunto de rodas de conversa dos convidados na solenidade.
Ao comentar a nomeação dos cartolas Ary José Kara, presidente do Taubaté, e de Vergilio Dalla Pria, do Rio Preto, Wagner Rossi disse que os dois são conhecedores do setor agrícola e que não vê problema que acumulem as duas atividades:
— Todo mundo sabe que presidente de clube no interior não é uma atividade full time (de tempo integral). Ele é o torcedor número um. Eu sou corintiano. E isso me desqualifica para ser ministro da Agricultura?!
Lembrado, porém, que ele não era o presidente do Corinthians, Rossi afirmou:
— Que diferença isso faz?!
Wagner Rossi disse ainda que os dois dirigentes dos clubes foram convidados por ele e aceitaram assumir os cargos contrariados, pois não desejavam a atividade.
— Ambos aceitaram meu convite contrariados. Já estavam aposentados. São pessoas de grande experiência e que vieram com salários muitíssimo menor que sempre tiveram — disse.
O novo ministro afirmou que optou por técnicos na escolha de seus assessores e disse que a reportagem do GLOBO é um falsa denúncia.
— As pessoas precisam ter mais cautela e não fazer foguetório em torno do nada. Foi o que aconteceu.
Leia mais em O Globo

 


 

quarta-feira, 31 de março de 2010

ESCULHAMBAÇÃO: Na Conab, abastecimento de cargos


Deu em O Globo

Um dos dez ministros que assumem hoje loteou postos na companhia entre amigos e aliados

De Evandro Éboli:

Escolhido para ministro da Agricultura com a saída de Reinhold Stephanes, o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o ex-deputado federal Wagner Rossi (PMDB), distribuiu e loteou mais de 20 cargos, que deveriam ser técnicos, entre aliados políticos e amigos.
Muitos deles nem comparecem a Brasília. Entre seus assessores há até dois presidentes de clubes de futebol do interior paulista, seu reduto político: Ary Kara José, do Esporte Clube Taubaté, e Vergilio Dalla Pria Neto, que comanda o Rio Preto Esporte Clube, de São José do Rio Preto, ambos da segunda divisão do Campeonato Paulista.
Depois de se reunir ontem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Reinhold Stephanes anunciou que Rossi será seu substituto.
Stephanes — um dos dez ministros que entregam os cargos hoje — deixará o ministério para disputar as eleições no Paraná. Ele será candidato a deputado federal.
Além de aliados de Rossi, a lista de assessores da Conab — que recebem salários entre R$ 6 mil e R$ 8 mil — é composta por cabos eleitorais do deputado estadual paulista Baleia Rossi (PMDB), filho do presidente da Conab e candidato a deputado federal.
Há também ex-prefeitos e dirigentes do PMDB de São Paulo e até um dentista, que divide as atividades da Conab com o consultório e aulas em universidade.