Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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terça-feira, 13 de março de 2012

TRÁFICO DE INFLUÊNCIA - Relator pede investigação de Ministro Fernando Pimentel na Comissão de Ética

No entanto, pedido de vista adia decisão da final para o dia 26 de março

Luiza Damé


Comissão de Ética da Presidência se reúne no Palácio do PlanaltoO Globo / Gustavo Miranda

BRASÍLIA - O conselheiro Fábio Coutinho votou, nesta segunda-feira, pela abertura de procedimento ético contra o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, mas o conselheiro Ricardo Caldas pediu vista. A Comissão de Ética Pública da Presidência deverá decidir sobre o caso de Pimentel em sua próxima reunião, no dia 26 de março.


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Em seu voto, Coutinho pediu que o ministro dê explicações sobre seu trabalho de consultor entre 2009 e 2010. A comissão vai decidir sobre a continuidade ou o arquivamento do procedimento ético contra Pimentel.

Em dezembro do ano passado, O GLOBO revelou que Pimentel faturou R$ 2 milhões, entre 2009 e 2010, com consultorias, inclusive durante o período em que ele atuou como um dos coordenadores da campanha eleitoral da presidente. Metade desse valor foi pago pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), por serviços de consultoria na elaboração de projetos na área tributária e palestras nas dez regionais da entidade, mas as palestras nunca ocorreram.

Com base nas reportagens, o PSDB apresentou representação contra Pimentel na comissão, pedindo avaliação da conduta do ministro “em razão da possível prática de ato atentatório contra os princípios éticos que norteiam as atividades dos órgãos superiores da Presidência da República e a quebra de decoro por parte do representado”.

Pedido de informações e censura ética
A Comissão de Ética decidiu também pedir informações ao ex-vice presidente do Banco do Brasil Alan Toledo sobre sua movimentação bancária de R$ 953 mil, no ano passado. Toledo disse que o dinheiro seria da aposentada Liu Mara Fosca Zerey e referente à venda de um imóvel em São Paulo.

A comissão determinou ainda aplicar censura ética ao ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi pela utilização de aeronave da Ourofino Agronegócios para viagens particulares. O conselheiro Américo Lourenço Masset Lacombe, desembargador aposentado do Tribunal Regional Federal da 3a. Região (São Paulo) estreou nesta reunião.

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/relator-pede-investigacao-de-pimentel-na-comissao-de-etica-4287999#ixzz1ozy4mJ00
    

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A queda do ministro do Turismo confirma que a faxina rejeitada pelo governo é feita pela imprensa independente e pelo Brasil que lê

por Augusto Nunes 14/09/2011às 18:08 \ Direto ao Ponto
A queda de Pedro Novais transformou o Brasil no novo recordista mundial da modalidade não-olímpica arremesso de ministros bandalhos: com o maranhense que pendura no cabideiro de empregos públicos até a governanta e o motorista da patroa, quatro pais-da-pátria perderam o emprego por envolvimento em casos de corrupção no período de 100 dias. Uma baixa a cada 25 dias é uma proeza de bom tamanho. Mas a presidente Dilma Rousseff não tem nada a ver com a medalha de ouro. A marca foi estabelecida em Dilma Rousseff parceria pela liberdade de imprensa e pela indignação do país que lê. O Brasil é recordista não por causa do governo, mas apesar dele.

Como Antonio Palocci, Alfredo Nascimento e Wagner Rossi, também Novais foi autorizado a despedir-se do cargo com pompas e fitas. Oficialmente, nenhum ministro foi demitido. Todos pediram demissão por escrito, em cartas repletas de referências elogiosas à presidente e si próprios. Todos mereceram afagos retóricos da chefe. Embora sejam todos casos de polícia, até agora nenhum foi convidado a explicar-se ao delegado. Liberado de audiências em tribunais, Novais logo estará exercendo o direito de ir e vir no Congresso. E o substituto terá sido indicado pela mesma turma do PMDB que pinçou do baixo clero da Câmara o inverossímil festeiro de motel.

Na entrevista ao Fantástico, Dilma reafirmou que perdem tempo os que insistem em vê-la de vassoura em punho. Se dependesse dela, reiterou, nenhum ministro seria demitido. Só continuarão a enxergar faxinas éticas, portanto, os ingênuos incuráveis e os cínicos demais. As ações de despejo vão prosseguir porque a imprensa independente seguirá publicando a verdade. E mais despejos serão consumados porque, como alerta uma das frases emblemáticas do movimento contra a corrupção, os padrinhos dos bandidos de estimação podem muito, mas não podem tud

quinta-feira, 1 de abril de 2010

GOVERNO LULA/MINISTÉRIO DA AGRICULTURA - Quem é o novo Ministro Wagner Rossi


Wagner Rossi é brasileiro, casado, pai de cinco filhos, com doze netos.
Tem 67 anos, é natural de São Paulo, Capital, vive em Ribeirão Preto desde o início da década de 1970.
Foi empresário e produtor rural por mais de trinta anos.
Foi parlamentar por cinco legislaturas até 2002.
Com sólida formação no país e no exterior, foi professor das mais prestigiosas Universidades brasileiras.
Ocupou também importantes cargos na administração estadual e federal.
A seguir, um sumário de seu curriculo.
Formação Acadêmica:
Formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo - USP em 1965.
Pós-Graduado em Economia Política pela Universidade de São Paulo - USP em 1967
Graduado em Administração de Empresas pela Universidade de Ribeirão Preto, SP, em 1974.
Mestrado em educação pela Universidade Estadual de Campinas - Unicamp em 1977.
Ph.D. em Administração e Economia da Educação pela Bowling Green State University, Ohio, USA, em 1980.
Fez curso de educação popular com o Prof. Paulo Freire, na University of Michigan, Ann Arbor, em 1979.

 Atividades no Executivo:
Secretário de Estado de Transportes do Estado de São Paulo 1992-1994.
Secretário de Estado da Infraestrutura Viária, 1991-92.
Secretário de Estado da Educação, 1989-90.
Secretário de Estado dos Esportes e Turismo, 1987-88.
Presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo, CODESP, 1999-2000.
Presidente da CONAB - Companhia Nacional de Abastecimento - CONAB, 2007-2010.

Participação em Conselhos, Comitês e Câmaras
Membro Titular do Conselho Nacional de Política Agrícola - CNPA, do Ministério; da Agricultura, Pecu&aacuteria; e Abastecimento.
Membro Titular do Conselho do Agroneg&oacutecio - CONSAGRO, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - 2007 até a presente data.
Membro Suplente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar - CONSEA, da Presidência da República - 2007 até a presente data.
Membro Suplente da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional, do Ministério do Desenvolvimento Social - 2007 até a presente data.
Membro Suplente do Grupo Gestor do Programa de Aquisição de Alimentos - PAA, do Ministério do Desenvolvimento Social - 2007 até a presente data.
Membro Titular do Conselho de Administração da CEAGESP - Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo.
Membro Titular do Conselho de Administração da CASEMG - Companhia de Armazéns e Silos do Estado de Minas Gerais.
Membro Titular do Conselho de Administração da CONAB - Companhia Nacional de Abastecimento.
Membro Titular do Conselho de Administração da CODESP - Companhia Docas do Estado de São Paulo.
Exerceu ainda, na iniciativa privada, cargos de administração, gerência e diretoria.


Atividades Legislativas:
Deputado Estadual - Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, 1983-86 e 1987-90.
Líder do Governo e do PMDB, 1984-85 e 1990.
Relator da Ordem Econômica e Social , na Constituinte Estadual.
Presidente das Comissões de Fiscalização e Controle e de Educação.
Deputado Federal - Câmara dos Deputados, 1991-94 , 1995-98 e 2001-02.
Primeiro Vice-Líder do PMDB, 1997-98 e 2001-02.
Vice Presidente Nacional do PMDB, 1997-98.

Atividades Docentes:
Foi Professor da Universidade de São Paulo-USP,
da Universidade Estadual de Campinas-UNICAMP,
da Universidade Federal de São Carlos-UFSCar,
da atual Universidade Estadual Paulista-UNESP (Franca) quando Instituto Universitário isolado do Estado,
e da Universidade de Ribeirão Preto - Unaerp.
Coordenou o primeiro curso de extensão universitária sobre administração rural para graduados, em 1978 na Universidade de Ribeirão Preto/SP.
Tem diversos livros publicados, além de artigos em jornais e revistas científicas. participou de reuniões e simpósios científicos, de bancas examinadoras de mestrado e doutorado e orientou teses acadêmicas.

Honras:
Medalha do Mérito Naval outorgada pela Marinha do Brasil.
Medalha do Mérito Legislativo outorgada pela Assembléia Legislativa de Minas Gerais.
Medalha Brigadeiro Tobias outorgada pela Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Medalha do Mérito da Defesa Civil, outorgada pela Secretaria Nacional de Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional.
Cidadania Honorária recebida em mais de cem Municípios paulistas.


 


 

GOVERNO LULA - Novo titular da Agricultura defende nomeações de cartolas


De Evandro Éboli:
A cerimônia de posse do novo ministro da Agricultura, Wagner Rossi, foi ofuscada pela revelação de que, na sua gestão à frente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nomeou para cargos técnicos, dois presidentes de clubes de futebol do interior de São Paulo e até um dentista, correligionários do PMDB.
Rossi os defendeu, negou que não conheçam o setor agrícola, mas não garantiu a permanência deles nos cargos. O loteamento da Conab, revelado pelo GLOBO, foi assunto de rodas de conversa dos convidados na solenidade.
Ao comentar a nomeação dos cartolas Ary José Kara, presidente do Taubaté, e de Vergilio Dalla Pria, do Rio Preto, Wagner Rossi disse que os dois são conhecedores do setor agrícola e que não vê problema que acumulem as duas atividades:
— Todo mundo sabe que presidente de clube no interior não é uma atividade full time (de tempo integral). Ele é o torcedor número um. Eu sou corintiano. E isso me desqualifica para ser ministro da Agricultura?!
Lembrado, porém, que ele não era o presidente do Corinthians, Rossi afirmou:
— Que diferença isso faz?!
Wagner Rossi disse ainda que os dois dirigentes dos clubes foram convidados por ele e aceitaram assumir os cargos contrariados, pois não desejavam a atividade.
— Ambos aceitaram meu convite contrariados. Já estavam aposentados. São pessoas de grande experiência e que vieram com salários muitíssimo menor que sempre tiveram — disse.
O novo ministro afirmou que optou por técnicos na escolha de seus assessores e disse que a reportagem do GLOBO é um falsa denúncia.
— As pessoas precisam ter mais cautela e não fazer foguetório em torno do nada. Foi o que aconteceu.
Leia mais em O Globo

 


 

quarta-feira, 31 de março de 2010

ESCULHAMBAÇÃO: Na Conab, abastecimento de cargos


Deu em O Globo

Um dos dez ministros que assumem hoje loteou postos na companhia entre amigos e aliados

De Evandro Éboli:

Escolhido para ministro da Agricultura com a saída de Reinhold Stephanes, o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o ex-deputado federal Wagner Rossi (PMDB), distribuiu e loteou mais de 20 cargos, que deveriam ser técnicos, entre aliados políticos e amigos.
Muitos deles nem comparecem a Brasília. Entre seus assessores há até dois presidentes de clubes de futebol do interior paulista, seu reduto político: Ary Kara José, do Esporte Clube Taubaté, e Vergilio Dalla Pria Neto, que comanda o Rio Preto Esporte Clube, de São José do Rio Preto, ambos da segunda divisão do Campeonato Paulista.
Depois de se reunir ontem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Reinhold Stephanes anunciou que Rossi será seu substituto.
Stephanes — um dos dez ministros que entregam os cargos hoje — deixará o ministério para disputar as eleições no Paraná. Ele será candidato a deputado federal.
Além de aliados de Rossi, a lista de assessores da Conab — que recebem salários entre R$ 6 mil e R$ 8 mil — é composta por cabos eleitorais do deputado estadual paulista Baleia Rossi (PMDB), filho do presidente da Conab e candidato a deputado federal.
Há também ex-prefeitos e dirigentes do PMDB de São Paulo e até um dentista, que divide as atividades da Conab com o consultório e aulas em universidade.