Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sábado, 5 de novembro de 2011

AGNELODUTO I - Uma nova investigação na Justiça Federal envolve Agnelo Queiroz em desvios no Ministério do Esporte

Por Murilo Duarte

A dinâmica dos escândalos em Brasília ensina que, quando o acusado deixa o governo, a situação arrefece. O caso do Ministério do Esporte contraria essa lógica. Orlando Silva deixou o cargo, mas a crise que chegou a seu antecessor, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), está longe do fim. Nos próximos dias, a Justiça Federal receberá um processo em que Agnelo é acusado de receber dinheiro desviado do Esporte para uma organização não governamental – prática denunciada em outros episódios envolvendo a pasta. O caso expõe ainda mais o atual governador, depois de ÉPOCA ter revelado que ele ajudou o policial militar e ongueiro João Dias a montar uma farsa na defesa de um processo sobre desvios de R$ 2 milhões. Agnelo nega a proximidade com Dias, mas foi desmentido pelo conteúdo de gravações telefônicas.
BATEU, LEVOU O governador Agnelo Queiroz transferiu um dos delegados que o investigaram para um posto de menor prestígio  (Foto: Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press)

No dia 27 de outubro, o juiz Omar Dantas Lima, de Brasília, determinou o envio do inquérito 018/2008 à esfera federal. Segundo a polícia, o presidente do Instituto Novo Horizonte, Luiz Carlos Medeiros, desviou R$ 3,4 milhões recebidos dos ministérios do Esporte e da Ciência e Tecnologia. De acordo com a testemunha Michael Vieira da Silva, Agnelo recebeu parte dos recursos desviados. Michael diz ter presenciado conversas telefônicas em que Agnelo pedia dinheiro a Medeiros. Diz ainda que Medeiros doou computadores e ajudou a financiar a campanha de Agnelo ao Senado em 2006, ao promover festas com garrafas de champanhe de R$ 300.

Um dono de ONG, acusado de desviar dinheiro público, promoveu festas para a campanha de Agnelo 
“Tal contribuição foi decisiva para que Agnelo repassasse o convênio do programa Segundo Tempo para a ONG”, diz Michael. Medeiros disse à polícia que Agnelo não teve participação na liberação dos recursos para sua entidade. Em nota, Agnelo nega ter recebido dinheiro de Medeiros e diz que não facilitou o convênio. Afirma apenas que Medeiros apoiou sua campanha.
Apesar do testemunho, o delegado Fábio de Farias não citou Agnelo em seu relatório. O promotor Mozar de Souza, porém, discordou e encaminhou a apuração à Justiça Federal. No governo Agnelo, o delegado Farias ganhou uma diretoria da Polícia Civil. O delegado Giancarlos Zuliani, que mencionou o envolvimento de Agnelo com as ONGs de Dias, passou a um posto de menor prestígio. Em meio aos diferentes interesses em jogo no Distrito Federal, a guerra de cargos continua. Na semana passada, Agnelo exonerou 68 delegados da Polícia Civil após a TV Globo divulgar áudios que revelam sua proximidade com Dias.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

ARRUDAGATE - Durval diz ter desviado R$ 160 milhões para suposto esquema de Arruda


   

Desvios começaram no governo Joaquim Roriz (PSC), segundo delator.
Ex-secretário depôs à Comissão de Ética da Câmara Legislativa do DF.

Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília
O ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal Durval Barbosa afirma ter participado do desvio de um montante de R$ 160 milhões em um suposto esquema comandado pelo ex-governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM). O valor foi mencionado pelo delator do escândalo conhecido como "mensalão do DEM" em depoimento à Comissão de Ética da Câmara Legislativa do Distrito Federal nessa quinta-feira (29/04). O G1 teve acesso neste domingo (2) às notas taquigráficas do depoimento. O G1 tentou contato com o advogado de Arruda, Nélio Machado, mas as ligações não foram atendidas.
O depoimento faz parte do processo contra a deputada Eurides Brito (PMDB), que foi líder do governo Arruda e aparece em vídeo gravado por Durval colocando dinheiro na bolsa. Por exigência do delator, somente a relatora do caso, Érika Kokay (PT), tomou seu depoimento em local escolhido pela Polícia Federal, uma vez que Durval está sob guarda do programa de proteção a testemunhas. O depoimento durou quase duas horas.
Durval conta no depoimento que o suposto esquema começou em novembro de 2002, ainda na administração do ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Segundo o delator, Roriz "entregou" para Arruda a Codeplan, que era responsável por contratos na área de informática. Durval era o presidente da empresa e, desde então, teria começado a desviar recursos para Arruda e seus aliados. O G1 entrou em contato com a assessoria de Roriz, mas ele só vai se pronunciar após ter acesso à íntegra do depoimento.
"Em 2002, final de 2002, após o Roriz ser vencedor da campanha, eu fui procurado pelo Arruda, que pediu autorização, na minha frente, ligou para o Roriz e pediu autorização para falar comigo. Ele (Roriz) falou: pode falar. Em 2002, final de 2002, novembro, e a partir dali nós começamos a estreitar uma relação aonde ele (Arruda) começou a comandar, mesmo, da forma que foi", diz Durval.
O delator do escândalo de corrupção no DF conta que era o operador dos pagamentos dentro do suposto esquema comandado por Arruda quando este ainda não era governador. Entre 2003 e 2006, Durval diz que fazia uma prestação de contas semanal a Arruda. "Ele (Arruda) controlava tudo e eu fazia prestação. De 2003 a 2006 eu fazia prestação para ele toda semana, prestação de conta. E era na casa dele". O recurso vinha de propina paga por empresas que atuavam na área de informática no governo do Distrito Federal.
Em janeiro de 2007, quando Arruda assumiu o cargo de governador, Durval diz ter deixado de fazer diretamente os pagamentos. Segundo ele, o dinheiro que recebia de propina era repassado para que outras pessoas fizessem o pagamento. Somando os dois períodos, Durval diz que o esquema desviou R$ 160 milhões.
"Os documentos estão todos dentro dos autos. Havia uma prestação de contas deste tamanho. A prestação de contas de, entre 2003 e 2006, 60 milhões destinados pelo Arruda. Está aí meu depoimento. Eu falei: vamos acabar com a hipocrisia. Passou pela minha mão, de tanto tempo, tanto tempo, R$ 60 milhões. Nada menos. De 2007 a novembro de 2009, R$ 100 milhões", afirmou o delator.
O delator chegou a se dizer surpreendido com o que chamou de "banalização" do desvio dos recursos e afirmou que Arruda centralizava o esquema. "Então tem coisas que surpreendem a gente. (...) A banalização do próprio crime. É porque o crime, ele é sistemático, ele é organizado setorialmente e ele é concentrado aqui numa só pessoa, que era o Arruda, que não deixava nada passar".
Arruda "empresário"
No depoimento, o delator afirma ainda que Arruda é um dos sócios de um grande empreendimento no Distrito Federal. Durval afirma que junto com o ex-vice-governador Paulo Octávio e o empresário José Celso Gontijo, Arruda participa da construção de um empreendimento na cidade de Taguatinga para a construção de 17 torres com 29 andares.
A menção é feita quando o delator fala do pagamento de propina para a aprovação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT). "Ali tinha inclusão de algumas áreas, tinha a junção de alguns terrenos e mudanças de gabarito, tudo ao mesmo tempo. Inclusive, tem um empreendimento do Arruda, Paulo Octávio e que o Zé Gontijo é um dos sócios, ali naquela descida do Pistão Sul de Taguatinga. São 17 torres de 29 andares".
O delator afirma que a expectativa dos aliados de Arruda era receber R$ 60 milhões em propina de empresários interessados em alterações no PDOT. Durval conta, no entanto, que o esquema não conseguiu o sucesso esperado e teria arrecadado "20 e poucos milhões".
O G1 tentou contato com a assessoria de Paulo Octávio, mas as ligações não foram atendidas. De acordo com a assessoria de imprensa da JC Gontijo, empresa da qual José Celso Gontijo é um dos sócios, a empresa não tem nenhum tipo de empreendimento com Arruda. A empresa informou ainda que vai acionar judicialmente Durval pelas declarações.
Eurides Brito
O delator afirma no depoimento que Eurides Brito (PMDB) recebeu pagamentos mensais do esquema entre 2003 e 2006, quando ele operava. A deputada aparece em um vídeo gravado por Durval no segundo semestre de 2006 colocando dinheiro na bolsa. Em sua defesa, a parlamentar afirmou que o dinheiro era para encontros que fez com eleitores e que pegou a quantia com Durval a mando de Roriz. O ex-governador classificou esta versão de Eurides como "fantasiosa".
No depoimento prestado à comissão de ética, Durval ataca a ex-líder de Arruda. Ele ironiza a justificativa dada pela deputada para o dinheiro recebido. "Se a Eurides vai ter que arrumar festa, ela vai ter que arrumar muita festa, porque, na realidade, era aquilo todo mês."
O delator afirma que entre 2003 e 2006 a parlamentar recebia R$ 30 mil mensais. Em alguns casos, ainda havia pagamentos extras para festas que ela promovia. Durval diz que saiu do esquema até dinheiro para pagar uma perícia usada por Eurides em sua defesa em outra investigação feita pela Câmara Legislativa. Durval afirma que a deputada tinha conhecimento de que a origem do dinheiro era de corrupção.
O G1 tentou contato com a deputada em seu telefone pessoal e por meio de sua assessoria, mas as ligações não foram atendidas.
Outros envolvidos
Durval avança no depoimento trazendo novos nomes para o escândalo. Ele cita os deputados distritais Doutor Charles (PTB) e Batista das Cooperativas (PRP) entre os que recebiam dinheiro.
Sobre Doutor Charles, o delator afirma que ele tinha "tratamento diferenciado", assim como Rôney Nemer (PMDB). Enquanto os colegas recebiam R$ 30 mil por mês, estes dois ficavam entre R$ 80 e R$ 100 mil. "O Doutor Charles recebia 80 mil, 100 mil. O Rôney também recebia uns 80. Não sei porque a diferença, mas eles recebiam diferenciado".
Nemer nega que tenha recebido dinheiro do suposto esquema. Ele destacou que votou contra várias matérias de interesse do governo durante a administração de Arruda.
Doutor Charles classificou a acusação como "hilária". Ele negou ter recebido recursos do suposto esquema e afirmou que Durval deveria estar dando explicações sobre os recursos que desviou enquanto atuou no governo do Distrito Federal.
Em relação a Batista, que relatou processos de impeachment contra Arruda, Durval diz que ele recebia dinheiro do esquema. "Agora, você vai dizer que, com aquela qualificação do Batista das Cooperativas, você acha que ele não estava dentro? Um camarada venal igual àquele?", questiona o delator. Durval afirma que Batista é "beneficiário de muitas coisas".
O deputado Batista classificou como “revanchismo” a acusação de Durval. Ele lembrou que atacou Durval no depoimento do delatar na CPI da Corrupção em 30 de março. Na ocasião, o deputado criticou o delator por este ficar calado na comissão. “Não acho que o senhor prestou um serviço para o Distrito Federal. Seu papel foi nefasto”, afirmou Batista. Na resposta, Durval afirmou que não gostaria de ser “herói” e falou que o “rolo compressor” estava por vir.
Batista afirmou que a acusação de Durval contra ele é “mentira de um bandido” e disse possuir uma certidão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) afirmando que ele não é investigado no caso.

sábado, 1 de maio de 2010

ARRUDAGATE - EURIDES E BRUNELLI TÊM BENS BLOQUEADOS


    Justiça ordena o bloqueio do patrimônio de Brunelli e Eurides. Junto com Prudente, eles podem ter de devolver R$ 16 milhões ao contribuinte


  • Ana Maria Campos



  • Carlos Moura/CB/D.A Press - 14/4/10
    Eurides Brito foi filmada por Durval Barbosa recebendo dinheiro e o colocando na bolsa em 2006

    Carlos Silva/Esp. CB/D.A Press - 2/10/09
    O ex-distrital Júnior Brunelli aparece nas imagens, também guardando recursos que seriam mesada
     

    O juiz Álvaro Ciarlini, da 2ª Vara de Fazenda Pública do DF, determinou o bloqueio dos bens da deputada Eurides Brito (PMDB) e do ex-distrital Júnior Brunelli (PSC). A decisão é a mesma tomada na semana passada em relação ao ex-presidente da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente (sem partido), que também está impedido de dispor de seus imóveis, carros e ações de empresas como medida preventiva para garantir a reposição de prejuízos aos cofres públicos e como indenização à população do Distrito Federal. Juntos, os três políticos têm de devolver R$ 16.215.572 ao contribuinte, segundo cálculos do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

    O pedido de bloqueio dos bens dos três parlamentares filmados por Durval Barbosa recebendo dinheiro em 2006 foi protocolado pelo Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (NCOC) do MPDFT junto com ações de improbidade administrativa, em que os promotores de Justiça pedem não só a devolução de recursos, como também pagamento de multa, pena de inelegibilidade, perda do cargo e impossibilidade de firmar contratos com o Poder Público. Todos os processos tramitam na 2ª Vara de Fazenda Pública do DF. No caso de Prudente, Ciarlini já encaminhou ofício à Receita Federal e ao Departamento de Trânsito (Detran-DF), com pedido de informações sobre os bens do ex-deputado.

    Cálculos
    De acordo com a ação do MP, Prudente teria de tirar do bolso R$ 6.354.080. Parte do dinheiro leva em conta depoimento de Durval, segundo o qual o ex-presidente da Câmara recebia mesada de R$ 50 mil para apoiar o governo de José Roberto Arruda. Para calcular uma indenização que Prudente deverá, segundo a ação, pagar à população do DF, pelo constrangimento causado pelas cenas explícitas de corrupção, o MP pede que ele desembolse o equivalente a despesas com assessores na Câmara e com a atividade parlamentar nos 40 meses entre a data em que o distrital foi filmado guardando dinheiro na meia até a deflagração da Operação Caixa de Pandora (veja arte). Prudente nega que tenha recebido propina ou mensalão. Afirma que o dinheiro depositado na meia era uma ajuda para a campanha de 2006.

    Brunelli — que também foi filmado recebendo dinheiro e rezando por Durval — teria uma dívida de R$ 5.554.080, segundo o MP. O valor é mais baixo porque, segundo Durval, a mesada de Brunelli seria de R$ 30 mil. A devolução calculada para Eurides, de R$ 4.304.412, leva em consideração que ela só assumiu o mandato de distrital em agosto de 2007, já que ficou na primeira suplência e só teve a chance de voltar à Câmara Legislativa com a renúncia de Pedro Passos (PMDB). Eurides disse ao Correio que não cometeu nenhum ato ilícito. Segundo a deputada, a imagem dela foi escolhida porque, como líder do governo, estava próxima ao ex-governador José Roberto Arruda. A peemedebista responde a processo por quebra de decoro parlamentar(1) na Câmara.

    1 - Delator do esquema
    A relatora do processo contra Eurides Brito, a deputada distrital Érika Kokay (PT), colheu na última quinta-feira o depoimento do ex-secretário de Relações Institucionais do GDF, Durval Barbosa, como testemunha das denúncias contra a peemedebista. Ele reafirmou as informações já prestadas anteriormente ao Ministério Público do DF e à Polícia Federal relacionadas à suposta mesada que Eurides recebia em troca de apoio a José Roberto Arruda no governo e no PMDB.

    domingo, 18 de abril de 2010

    ELEIÇÃO TAMPÃO DO GDF - A ficha dos eleitores do novo governador do DF


     
    Pela intervenção!

    A ficha dos eleitores do novo governador do DF

    Com 13 votos de um total de 25, Rogério Rosso (PMDB), ex-administrador da cidade de Ceilândia no governo Joaquim Roriz e ex-presidente de empresa estatal no governo José Roberto Arruda, acabou de ser eleito governador-tampão do Distrito Federal. Vamos à ficha da maioria dos deputados que o elegeu: 1. Ailton Gomes (PR) - denunciado por causa do escândalo do mensalão do DEM 2. Benedito Domingos (PP) - denunciado por causa do escândalo do mensalão do DEM 3. Benício Tavares (PMDB) - denunciado por causa do escândalo do mensalão do DEM. Aparece em vídeo. 4. Eurides Brito (PMDB) - denunciada por causa do escândalo do mensalão do DEM. Aparece em vídeo enchendo a bolsa com dinheiro 5. Rogério Ulysses - expulso do PSB. Denunciado por causa do escândalo do mensalão do DEM 6. Roney Nemer (PMDB) - denunciado por causa do escândalo do mensalão do DEM. Os deputados distritais Rubens Brunnelli e Leonardo Prudente renunciaram ao mandato por causa do escândalo do mensalão do DEM. Brunelli apareceu em vídeo rezando pela graça alcançada de receber dinheiro do esquema. Prudente, escondendo dinheiro nas meias. Os dois foram substituídos por Pedro do Ovo (PR) e Geraldo Naves (DEM), que também votaram em Rogério Rosso para governador-tampão. Naves foi aquele que esteve preso na Penitenciário da Papuda até recentemente. Envolveu-se na tentativa de Arruda de subornar o jornalista Edson Sombra, testemunha-chave do mensalão. Saiu da Papuda para ajudar a eleger o novo governador. Rosso teve ainda mais dois votos de fichas-sujas: * Batista das Cooperativas (PRP) - indicou funcionários para trabalharem na administração da cidade de Águas Claras. Vários deles fortam flagrados trabalhando na cooperativa do próprio deputado. * Aguinaldo de Sena (PRB) - responde a processo por improbidade administrativa. Foi secretário de Esportes do governo Arruda. Em resumo: dos 13 votos de Rosso, 10 estão manchados por escândalos. Tem ou não de haver intervenção no Distrito Federal? O Procuradror Geral da República está certo ao defender a intervenção. Siga o Blog do Noblat no twitter

     

    terça-feira, 13 de abril de 2010

    MINISTÉRIO PÚBLICO - MP do DF entra com ação contra ex-governador Joaquim Roriz


    MP quer punir ex-governador por improbidade administrativa.
    Se condenado, Roriz pode ficar inelegível por cinco anos.

    Débora Santos Do G1, em Brasília

    O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) entrou nesta terça-feira (13) com uma ação na terceira vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) pedindo que o ex-governador Joaquim Roriz seja punido por improbidade administrativa.

    Durante operação Aquarela, deflagrada pela Polícia Federal em 2007, o ex-governador teria sido flagrado por escutas telefônicas negociando a partilha de um cheque de R$ 2,2 milhões com o então presidente do Banco de Brasília (BRB), que chegou a ser preso. O G1 teve acesso à integra da ação em que Roriz é citado como participante, beneficiário e responsável pela indução a atos que prejudicaram o patrimônio público.

    Por meio de sua assessoria, Joaquim Roriz afirmou ter estranhado que o MP tivesse descoberto esse suposto crime três anos depois de revelado o conteúdo da investigação. “Não houve crime, porque não havia relação de hierarquia entre o então senador e o então presidente do BRB. Além disso, não houve prejuízo ao erário público, porque o cheque foi regularmente descontado e tinha fundos. É estranho que tenha chegado essa conclusão em pleno ano eleitoral”, afirmou a assessoria do ex-governador, que pretende concorrer nas eleições de outubro mais uma vez ao governo do DF.

    Pedido
    De acordo com o documento, o pedido de condenação se justifica porque a operação de desconto do cheque violou as leis que regem a atuação de agentes públicos e gerou prejuízo ao patrimônio do BRB. O MPDFT argumenta que o desconto do cheque na tesouraria do BRB seria irregular, pois o empresário Nenê Constantino, a quem o cheque estava nominal, não era correntista do banco.

    No texto da ação são reproduzidas as conversas telefônicas gravadas pela operação da PF, em que o ex-governador e o então presidente do BRB combinam como o dinheiro seria entregue na residência de Roriz e cita funcionários do banco que teriam participado a ação, violando regras da administração pública e de combate à lavagem de dinheiro. Nesse caso, a lei determina que considerando o alto valor do cheque a transação deveria ter sido informada ao Banco Central no máximo 24 horas depois da retirada do dinheiro, o que só teria acontecido sete dias depois.

    A operação Aquarela da PF investigou, em 2007, um esquema de corrupção, em que o Banco de Brasília (BRB) teria contratado empresas sem licitação, que repassavam dinheiro para ONGs sem prestar serviço ao estado. O episódio da partilha do cheque ficou conhecido como a compra da bezerra de ouro, porque para justificar a conversa, Roriz afirmou que se tratava de dinheiro emprestado para a compra de uma bezerra. As denúncias levaram Roriz, então senador pelo PMDB, a renunciar ao mandato para escapar do processo de cassação. Caso seja punido, o ex-governador pode ficar inelegível por cinco anos. Ele e os outros envolvidos também teriam de ressarcir os cofres públicos.


    Arruda
    Outro ex-governador do DF também tem problemas com a Justiça. José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) foi libertado nesta segunda-feira (12) pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele estava preso desde 11 de fevereiro por suspeita de tentar subornar uma testemunha do inquérito do mensalão do DEM de Brasília, que tramita no STJ einvestiga o esquema de pagamento de propina que envolve o ex-governador, deputados distritais, empresários e integrantes do governo do Distrito Federal. Arruda foi o primeiro governador preso no exercício do mandato.

    Depois de dois meses, os magistrados da Corte Especial do tribunal entenderam que ele já poderia ser solto, uma vez que a fase de depoimentos havia sido concluída pela Polícia Federal, e o ex-governador não poderia mais tentar atrapalhar as investigações. No início da carreira política, Arruda trabalhava no governo de Roriz, mas se afastaram e agora são inimigos políticos.



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    ARRUDAGATE - Preso por envolvimento no mensalão do DEM deve reassumir mandato na quarta


    Geraldo Naves foi solto nesta segunda-feira por decisão do STJ.
    Suplente deve participar das eleições indiretas ao governo do DF.

    Débora Santos Do G1, em Brasília

    • Aspas Qualquer deputado eleito pelo povo tem condições de votar, independente do envolvimento dele no inquérito. Não tem como impedir "
    O suplente de deputado distrital Geraldo Naves (sem partido, ex-DEM), envolvido no inquérito que investiga um suposto esquema de pagamento de propina no governo do Distrito Federal, conhecido como mensalão do DEM, deve assumir nesta quarta-feira (14) o mandato de deputado na Câmara Legislativa.
    Preso desde fevereiro sob suspeita de participar de tentativa de suborno a testemunha do caso, Naves foi solto nesta segunda-feira (12) depois de decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

    A vaga surgiu com a renúncia de Júnior Brunelli, no início de março. Brunelli ficou conhecido por aparecer nos vídeos do escândalo do mensalão do DEM de Brasília supostamente rezando após a propina.

    Segundo o advogado de Naves, Ronaldo Cavalcante, já foram entregues os documentos necessários para a posse, que deve ser oficializada na edição do Diário da Câmara Legislativa desta quarta. Caso isso aconteça, Naves começaria o trabalho no mesmo dia e no próximo sábado (17) poderá votar nas eleições indiretas para o governo do DF, que foram convocadas pela Câmara para definir quem ocupa o cargo até 31 de dezembro.

    O presidente interino da Câmara, deputado Cabo Patrício, confirmou o recebimento da documentação de Geraldo Naves e disse que não tem como impedir que ele participe das eleições indiretas, mesmo sendo citado no inquérito que investiga o mensalão do DEM. “Qualquer deputado eleito pelo povo tem condições de votar, independente do envolvimento dele no inquérito. Não tem como impedir”, afirmou Cabo Patrício.

    • Aspas Ele é mais limpo do que qualquer um dos deputados que está na Câmara. A prisão pode ter sido legal, mas foi injusta"
    O advogado de Naves reforçou que o envolvimento no inquérito não vai interferir no mandato de Naves. “Ele é mais limpo do que qualquer um dos deputados que está na Câmara. A prisão pode ter sido legal, mas foi injusta”, afirmou o advogado de Naves. A assessoria do suplente informou ao G1 que Naves descansa em casa, na companhia de familiares, e que só se pronunciará no plenário da Câmara.

     
    Crise política
    O Distrito Federal enfrenta uma crise política desde que a Polícia Federal deflagrou, em novembro de 2009, a Operação Caixa de Pandora. A PF investiga um suposto esquema de propina no governo distrital que envolveria o primeiro escalão do Executivo local, que levou à prisão e afastamento do então governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) por tentativa de suborno de uma testemunha do caso em fevereiro.

    Dias depois, o vice-governador Paulo Octávio renunciou ao cargo, assumindo interinamente o então presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima. Durante a prisão, Arruda teve o mandato cassado pelo TRE-DF por infidelidade partidária, deixando vago o cargo. Ele foi solto pelo Superior Tribunal de Justiça nesta segunda-feira (12), após dois meses preso.



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    terça-feira, 30 de março de 2010

    ARRUDAGATE - Durval Barbosa presta depoimento à CPI


    O delator do esquema de mensalão do Democratas de Brasília disse que um rolo compressor vem por aí.


    O homem que denunciou o mensalão do Democratas de Brasília falou nesta terça-feira, pela primeira vez, desde que o escândalo estourou e fez ameaças: disse que um rolo compressor vem por aí.

    O delator do esquema chegou à CPI com um habeas corpus, que lhe garantiu o direito ao silêncio. Foi o primeiro depoimento à comissão. A sessão durou meia hora, o suficiente para Durval deixar recados.

    “Eu já prestei mais de 40 depoimentos, e prestei a entidades em quem eu confio”, disse o ex-secretário Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa.

    O ex-secretário do governo de José Roberto Arruda responde a 37 processos na Justiça. Graças às denúncias que fez, conseguiu a delação premiada e está no programa de proteção a testemunhas. Disse que estava sendo pressionado pelo então governador e seu vice, Paulo Octávio.

    “Não estava aguentando mais os achaques do Seu Arruda, os achaques do Paulo Octavio, os achaques de quem tinha alguma coisa a ver”.

    Alguns deputados criticaram o silêncio de Durval. “Repudio a sua presença de ficar calado e, se tivesse poder para tal, não aceitava a decisão judicial”, declarou o deputado distrital Batista das cooperativas (PRP).

    Durval mandou o último recado. “O rolo compressor vem aí. Nem começou. Eu queria dizer ao senhor que nem começou. Vem o rolo compressor. E quem tiver sua culpa, que assuma”.

    Os detalhes desse rolo compressor foram revelados em depoimentos à Polícia Federal e estão sob segredo de Justiça. Durval teria incluído nomes na lista do mensalão, quase toda a Câmara Legislativa, com exceção de dois ou três deputados.

    Durval também teria dito que, apesar das denúncias, o esquema de propina continua por meio de contratos superfaturados, que já estão sendo investigados.

    O advogado do ex-governador José Roberto Arruda disse que as acusações de Durval não têm credibilidade e que ele vai ser desmascarado em juízo. O advogado do ex-vice-governador Paulo Octávio disse que entrará com processo contra Durval por calúnia e difamação.

     


     

    quinta-feira, 25 de março de 2010

    ARRUDAGATE - Paulo Octávio se cala em depoimento à PF


    O ex-vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio, se manteve calado durante depoimento, no início desta tarde, numa unidade da Polícia Federal (PF) localizada no setor sudoeste do plano piloto de Brasília.
    Octávio se antecipou e não esperou uma convocação da Polícia marcando data e hora de seu depoimento, preferiu ir hoje.
    Quem determinou que ele fosse ouvido foi o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Octávio é citado no inquérito da operação Caixa de Pandora, que apura o chamado mensalão do DEM.
    Segundo o advogado, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que defende Octávio, a orientação para permanecer em silêncio foi feita pela defesa.
    - Nós não tivemos acesso à integra do inquérito, nem às perícias. Fizemos esse pedido hoje. Como não tínhamos o material orientamos o Sr. Paulo Octávio, que até queria falar, a ficar em silêncio.
    Além de Kakay, Octávio foi à PF acompanhado da advogada Roberta Cristina Ribeiro de Castro.
    Também nas investigações do mensalão do DEM há a expectativa de que o ex-governador, José Roberto Arruda, preso desde fevereiro, preste hoje seu primeiro depoimento sobre o caso à Polícia.

     


     

    DISTRITO FEDERAL - Wilson Lima dá aumento e admite candidatura ao governo


    O governador interino do Distrito Federal, deputado distrital Wilson Lima (PR), admitiu agora há pouco que vai disputar as eleições indiretas na tentativa de se efetivar no cargo.
    - Eu sou oriundo dessa casa e todo deputado distrital pode se candidatar. Eu sou candidato.
    A declaração de Lima foi dada em vista à Câmara de Brasília, onde a eleição indireta, que tem como votantes os próprios deputados, vai ser realizada.
    Se eleito, Lima também poderá disputar o mandato 'normal', de quatro anos no governo, nas eleições de outubro.
    O governador esteve no Legislativo local para anunciar o envio de um projeto que aumenta o salário dos servidores do Distrito Federal.
    Ao todo, 20 categorias vão ser atingidas. O reajuste varia de 7 a 15%.
    O impacto nas contas do governo chega a R$ 37,3 milhões em 2010, R$ 168,9 milhões em 2011 e R$ 207,9 milhões em 2012.
    Durante a visita, Lima pediu agilidade para os deputados na aprovação dos reajustes.
    Para que o ato de bondade tenha efeito, a Lei precisa ser aprovada e sancionada até o final deste mês.
    Após o prazo, por se tratar de ano eleitoral, fica proibido o aumento de salário de servidores.

     


     

    terça-feira, 23 de março de 2010

    ARRUDAGATE - Câmara do DF convoca suplente preso para assumir vaga

     Câmara do DF convoca suplente preso para assumir vaga 


    A Mesa Diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal (DF) convocou o segundo suplente do Democratas (DEM) Geraldo Naves para assumir a vaga deixada por Junior Brunelli (PSC), deputado que aparece em vídeo orando em agradecimento pelo recebimento de suposto dinheiro de propina e que renunciou ao mandato para escapar da cassação.
    No entanto, Naves está preso no Complexo Penitenciário da Papuda desde o mês passado. acusado de participar da tentativa de suborno do jornalista Edson dos Santos, o Sombra, uma das testemunhas do suposto esquema de corrupção envolvendo deputados distritais e assessores do governo do DF. O esquema seria chefiado pelo governador José Roberto Arruda (sem partido), que esta preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na semana passada.
    Em parecer, a procuradoria da Câmara afirma que, mesmo preso, o suplente tem direito de tomar posse da vaga, pois não há sentença final judicial, nem decisão da Justiça Eleitoral sobre seu afastamento. Para assumir o mandato, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) precisa autorizar a soltura de Naves. Foi o STJ que decretou a prisão dele.
    De acordo com a Câmara Legislativa, Naves tem 30 dias para assumir o mandato ou se declarar impossibilitado.
    Agência Brasil


     

     

    segunda-feira, 22 de março de 2010

    ELEIÇÕES 2010 - Distrito Federal escolheu o seu candidato para GDF



    Foto: O Globo

    Agnelo Queiróz, ex-ministro dos Esportes do primeiro governo Lula, foi escolhido, hoje, pelo PT do Distrito Federal para ser seu candidato à sucessão do ex-governador José Roberto Arruda, preso há quase 50 dias sob a acusação de ter desviado dinheiro público. A escolha se deu por meio do voto direto de pouco mais de oito mil filiados ao partido. Agnelo derrotou o deputado federal Geraldo Magela.

     


     

    sábado, 20 de março de 2010

    ARRUDAGATE - Possível transferência de Arruda para a Papuda ainda não tem data

    Publicação: 20/03/2010 08:04

    Arruda saiu às 8h30 de ontem do Instituto de Cardiologia: 
mal-estar à noite - (Wilson Dias/ABR
)

    Arruda saiu às 8h30 de ontem do Instituto de Cardiologia: mal-estar à noite
    A primeira noite do governador cassado José Roberto Arruda fora da Polícia Federal desde 11 de fevereiro foi em claro. Ele havia sido submetido na quinta-feira (18/3) a um cateterismo no coração e a um ecocardiograma com estresse farmacológico. Os procedimentos(1) ficaram a cargo do cardiologista Leonardo Beck, do Instituto de Cardiologia do DF, no Hospital das Forças Armadas (HFA). Segundo relatos de funcionários do HFA que não quiseram se identificar, o quarto em que o político passou a noite era vigiado por quatro agentes da Polícia Federal.

    Às 8h30 dessa sexta, Arruda recebeu alta e deixou o HFA em uma caminhonete da Polícia Federal em direção ao Setor Policial Sul (SPS), onde permanece encarcerado em uma sala de 16 metros quadrados. Antes de entrar no carro, recebeu um beijo no rosto de Flávia Arruda, mulher dele, que ficou ao seu lado após o cateterismo. Ela não esteve na PF ao longo do dia.

    Por alguns segundos, da porta do hospital à do carro, o rosto de Arruda ficou aparente aos fotógrafos, apesar da tentativa dos agentes da PF de impedir que o agora ex-governador fosse visto. Vestido com uma blusa de frio escura de mangas longas, Arruda pareceu mais magro, tinha os olhos fundos e a expressão abatida.

    De acordo com o médico particular do político, o cardiologista Brasil Caiado, Arruda sentiu-se mal durante a noite, daí o motivo da insônia. “Ele já foi medicado e precisa de repouso”, disse Caiado. Perguntado sobre a possibilidade de ter sua recuperação prejudicada por permanecer preso na PF, o médico voltou a dizer que seria melhor em outro lugar. “Agora vai precisar de muito cuidado.”

    Sem internação
    O argumento de que Arruda precisaria se recuperar longe da prisão foi usado pelos advogados de defesa para pedir, ainda na quinta-feira, a prisão hospitalar do cliente ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em menos de três horas, o ministro Fernando Gonçalves — relator do inquérito que investiga as denúncias de corrupção e pagamento de propina do GDF para a base aliada — negou a petição. Ele usou

    como base o relatório dos médicos, que escreveu não haver, no momento, indicação para Arruda ser internado. Por isso, o ex-governador voltou à PF.

    Embora já tenha perdido as prerrogativas de governador, como a prisão especial, José Roberto Arruda não deve ser transferido tão cedo para a Papuda. A Procuradoria-Geral da República já informou que só tomará providências nesse sentido após e se a defesa de Arruda recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral contra a cassação do mandato determinada pelo TRE. E ainda está em tramitação no STJ um pedido de prisão domiciliar para o ex-chefe do Executivo local. Uma decisão a esse respeito, porém, só deve ocorrer depois da Páscoa, na reunião de 7 de abril da Corte Especial.

    O cateterismo foi realizado sem problemas e a recomendação é que Arruda mantenha-se em repouso e seguindo à risca o cronograma de medicação. São oito comprimidos por dia (leia quadro). Em cela especial, Arruda tem direito a 15 minutos de banho de sol diariamente.

    Apenas o advogado Thiago Bouza visitou o político na PF, ontem. Por volta de meio-dia, Bouza permaneceu por uma hora mas saiu sem falar com a imprensa. Nélio Machado, chefe da equipe que defende Arruda nos tribunais, não foi à Polícia porque estaria em São Paulo.

    1 - Resultado

    O cateterismo — realizado das 10h às 10h40 de quinta-feira — confirmou o que exames preliminares haviam indicado: a artéria descendente anterior do coração de Arruda está 50% obstruída por uma placa de gordura. No mesmo dia à tarde, entre as 15h e as 15h30, o governador cassado fez um ecocardiograma depois de tomar remédios para acelerar os batimentos cardíacos.

    O laudo indicou que, apesar do estreitamento da coronária, o músculo cardíaco está se contraindo normalmente.

    Colaborou Juliana Boechat


    Prescrição

    Arruda saiu do hospital com as seguintes orientações:


    # Oito comprimidos diários: dois para controlar a pressão arterial, quatro para eliminar a gordura na coronária e dois para a depressão.

    # Mudança alimentar: dieta pobre em gordura

    # Exercício físicos: durante o banho de sol a que tem direito diariamente, o ex-governador poderá fazer caminhadas

     

     

    sábado, 13 de março de 2010

    CAIXA DE PANDORA - MP pretende estender o benefício da delação premiada a Durval Barbosa em outros processos

    Como os que investigam a gestão de Joaquim Roriz
    Luísa Medeiros
    Publicação: 13/03/2010 07:00

    Os efeitos da delação premiada de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do GDF, que revelou o suposto esquema de arrecadação e pagamento de propina no governo de José Roberto Arruda (sem partido), começaram a surtir na Justiça. Para obter o benefício de redução de pena ou até a extinção a punibilidade, o pivô do maior escândalo político da capital do país terá que detalhar a participação de envolvidos em outras denúncias, como o ex-governador Joaquim Roriz (PSC). O Ministério Público do DF já começou a pedir, nos processos penais que tramitam contra Durval, a extensão da delação para avançar na investigação de fatos ocorridos em gestões anteriores.

    No último dia 24, o MP assinou petição em defesa da amplitude da delação premiada do ex-secretário. No entendimento do Ministério Público, a possibilidade de obter mais contribuições de Durval em denúncias que extrapolam o alcance do inquérito nº 650 da Superior Tribunal de Justiça (STJ), que deu origem à Operação Caixa de Pandora, está sendo discutida.

    Codeplan

    O pedido do MP foi juntado ao processo que corre na 5º Vara Criminal de Brasília sobre uma licitação sob suspeita para contratação de serviços xerográficos a favor da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), durante a última gestão de Roriz, entre 2003 e 2006. O contrato de um ano, sem licitação, estabelecia a impressão de cerca de 160 mil contracheques dos funcionários de órgãos da administração pública atendida pela instituição. Constatadas as irregularidades, o Tribunal de Contas do DF (TCDF) determinou que não fosse prorrogado por mais 60 meses o convênio, mas a decisão acabou desconsiderada.

    À época, Durval era diretor-presidente da Codeplan. Ele e mais três servidores são alvo da ação do Ministério Público do DF que investiga o crime de dispensar ou inexigir licitação fora das hipóteses previstas na lei (1). Inicialmente, a ação teve que ser remetida para o Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF porque o ex-secretário tinha foro privilegiado. Com a exoneração dele, o caso foi parar na 1º instância, nas mãos do juiz Marcio Evangelista Ferreira da Silva, que no último dia 26, aceitou a denúncia.

    Segredo de Justiça

    No início da tarde de ontem, o Ministério Público pediu que o processo contra Durval e os três servidores da Codeplan corresse em segredo de Justiça. Segundo a assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça, devido às férias do juiz responsável, os autos seguiram para a juíza substituta Andreza Alves de Souza, da 5ª Vara Criminal de Brasília. Até o fim do dia, ela não tinha tomado uma decisão sobre o pedido. Caso aceite a proposta, as informações do processo não estarão mais acessíveis ao público, apenas às partes envolvidas. Avaliações de juristas destacam que o pedido do sigilo sob o processo é um indício de que foi proposta a delação premiada para o ex-secretário revelar o que sabe sobre o governo de Joaquim Roriz. O assessor de imprensa do ex-governador, Paulo Fona, disse que não há nenhuma relação efetiva do MP ao Roriz porque não foi cometido nenhum crime.

    Reportagem do Correio publicada em 9 de janeiro deste ano antecipou que a delação premiada de Durval na Caixa de Pandora poderia se estender para uma eventual contribuição dos demais processos respondidos por ele no Tribunal de Justiça do DF. Isso não significa que ele esteja livre das acusações, mas é uma tentativa de reduzir a pena ou extinguir a punibilidade do ex-secretário, que responde a 37 ações, sendo 10 penais. Durval já foi condenado duas vezes por ato de improbidade administrativa, em processos que questionam contratos sem licitação com empresas de informática, por meio do Instituto Candango de Solidariedade.

    1 - Dispensa
    De acordo com o artigo 89 da Lei Federal nº 8.666, de 1993, é crime dispensar ou inexigir licitação fora das hipóteses previstas em lei, ou deixar de observar as formalidades pertinentes à dispensa ou à inexigibilidade. A pena varia de três a cinco anos de detenção e multa.

    O QUE DIZ A LEI
    A delação premiada foi criada no Brasil com a Lei nº 9.807, de 1999, como forma de avançar nas investigações sobre complexas quadrilhas infiltradas nas instituições públicas. É um incentivo para que integrantes do grupo criminoso, sob pressão de severas condenações, pudessem contribuir na elucidação dos crimes e na identificação de outros envolvidos. A depender da contribuição, o delator pode ver extinta a punibilidade dos crimes que praticou ou ter uma redução da pena, de um a dois terços. A concessão do benefício depende também do perfil do delator e precisa contar com o aval do Ministério Público e da autorização da Justiça.

     

     

    segunda-feira, 1 de março de 2010

    Aliado de Arruda diz que vai concorrer ao governo do DF

    Deputado Alberto Fraga (DEM) é o primeiro político local a se apresentar após crise
    Secretário afirma que "tem muita coisa boa que precisa dar continuidade'; possível candidatura é mais uma dor de cabeça para o DEM
    O deputado federal Alberto Fraga (DEM), um dos mais próximos colaboradores do governador afastado José Roberto Arruda (ex-DEM), anunciou ontem que será candidato ao governo do Distrito Federal "porque tem muita coisa boa que precisa dar continuidade". É o primeiro político local, em três meses de crise, a se apresentar à disputa -o nome mais forte especulado é o do ex-governador Joaquim Roriz (PSC).
    Desde que Arruda foi preso, há 19 dias, acusado de tentar subornar uma testemunha do escândalo do mensalão do DEM, Fraga já o visitou duas vezes. A Folha apurou que ontem ele teria um terceiro encontro, mas desistiu após a imprensa divulgar que Arruda tem mandado recados de dentro da prisão a antigos correligionários e citar Fraga como interlocutor dessas ameaças. 
    Secretário de Transportes na gestão de Arruda, Fraga só vai deixar o cargo nesta semana por imposição do DEM, que o ameaçou de expulsão.
    A candidatura significa mais uma dor de cabeça para o partido, que tenta sair da crise em que mergulhou ao ter seu único governador flagrado recebendo supostamente propina e preso por tentativa de suborno. Arruda e outros nomes do partido no DF se desfiliaram, o que não foi suficiente para desvincular a crise da legenda.

    Arruda: ex-aliados defendem renúncia

    deu no O Globo

    Abertura de processo de impeachment do governador deve ser aprovada amanhã
    De Bernardo Mello Franco:

    Deputados distritais que apoiavam o governo de José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) na Câmara Legislativa do Distrito Federal abandonaram o tom de cautela e aumentaram ontem a pressão para que ele renuncie ao mandato. O relatório que pede a abertura do processo de impeachment deve ser aprovado com folga amanhã, em plenário. Preso desde o dia 11, Arruda já admite ter perdido o controle da Casa, mas promete resistir no cargo.
    A tentativa de se agarrar ao mandato tem um motivo prático: se renunciar, Arruda perde o direito à prisão especial. Assim, ele seria transferido da sede da Polícia Federal para uma cela comum no presídio da Papuda, afastado do centro de Brasília. O Supremo Tribunal Federal (STF) julga na quinta-feira o pedido de habeas corpus para suspender sua prisão preventiva.
    Ontem, a deputada distrital Eliana Pedrosa (DEM) defendeu abertamente a renúncia do governador. Ela disse que suas ameaças contra aliados não impedirão o andamento do processo de impeachment.
    — A melhor solução é a renúncia. Ameaça por ameaça, temos a da intervenção federal, que é muito maior — desafiou.

    terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

    Bolsa claque

    Andrei Meireles e Marcelo Rocha - Revista Época
     
    Documento apreendido mostra que governador pagava manifestantes

      
     
    Apoio remunerado -- Valdirzão ao lado de Arruda em um palanque. PF investiga origem do dinheiro para animadores
    Em dezembro, os brasilienses se surpreenderam com a quantidade de pessoas que participavam de manifestações em defesa do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, acusado de chefiar um esquema de corrupção mostrado em vídeos com cenas de políticos recebendo propina e escondendo dinheiro em sacolas, meias e até na cueca. Na Câmara Legislativa, cenário dos protestos de estudantes e sindicalistas contra a corrupção, o movimento pró-Arruda exibiu força, organização e truculência. Comandava essa tropa governista o ex-policial militar Valdir Luís de França, o Valdirzão, conhecido por liderar mobilizações a favor de Arruda e reprimir protestos. Entidades favoráveis ao processo de impeachment do governador levantaram suspeitas de que por trás dessas manifestações estaria a máquina pública. Um documento apreendido pela Polícia Federal na Operação Caixa de Pandora pode ser a prova de que dinheiro público tenha financiado o grupo chefiado por Valdirzão.

    ÉPOCA teve acesso ao documento, encontrado pela PF no gabinete do jornalista Omézio Pontes -- ex-assessor de imprensa de Arruda, que desde o início de 2009 passou a cuidar também da arregimentação de pessoas para eventos na periferia de Brasília com a participação do governador. O papel apreendido é uma carta de Willams Cavalcante de Oliveira -- chefe da coordenação de projetos comunitários do GDF – para Rodrigo Arantes, sobrinho de Arruda. Até sexta-feira passada, Rodrigo era secretário particular do governador. Ele foi afastado do cargo pelo suposto envolvimento na tentativa de suborno de uma testemunha do escândalo do Panetone.
      Reprodução
    Clique na imagem e confira o documento
    Na carta, Willams apresenta um orçamento da equipe do Valdirzão, no valor de R$ 22,1 mil por mês. Entre outras atribuições, esse grupo de 15 pessoas convocaria moradores para eventos com Arruda e se encarregaria da animação da claque. Cada um dos animadores receberia um salário mensal de R$ 1 mil ( incluído alimentação e vale-transporte). Nas contas de Willams, são contabilizados também R$ 5 mil por mês para aluguel de uma van e despesa mensal de combustível no valor de R$2,1 mil. “Preciso que o governador indique a fonte que pagará essas despesas”, escreveu Willams. No papel apreendido há uma anotação do próprio punho de Arruda: “Omézio Isto é com você. Está sob o seu controle?”. (Leia a íntegra ao lado).

    ÉPOCA ouviu Omézio Pontes. Ele disse que não se lembrava na carta. Confirmou que atuava como coordenador de mobilização. “O que eu fazia era política”, afirma Omézio. Ele deixou o governo depois de aparecer em vídeos recebendo maços de dinheiro do ex-delegado Durval Barbosa, delator do esquema de corrupção em Brasília. Há 10 dias, ÉPOCA vem solicitando uma explicação de Arruda para a carta. Ele não quis se manifestar.

    A Polícia Federal investiga de onde saiu o dinheiro para financiar a equipe de Vadirzão: se foi diretamente desviado dos cofres públicos ou fruto de propina paga por empresas com contratos com o governo de Brasília. Os investigadores avaliam que, seja qual for a fonte do dinheiro, a carta é uma peça importante para a abertura de processo na Justiça contra Arruda.

    domingo, 7 de fevereiro de 2010

    Lançamento do bloco de carnaval Fora Arruda reúne 500 pessoas na Asa Sul

    Danielle Santos - Correio Brasiliense - Publicação: 07/02/2010 12:43 Atualização: 07/02/2010 12:53
     

    Cerca de 500 pessoas participam do pré-lançamento do bloco de carnaval Fora Arruda na manhã deste domingo (7/2). A manifestação começou por volta das 10h, na altura da 102 sul, e seguiu para a quadra comercial da 109/110, onde o trânsito está bloqueado.

    Os manifestantes cantam marchinhas e dançam ao som da bateria da escola de samba Acadêmicos da Asa Norte. Participam estudantes, famílias com crianças e idosos, além de movimentos sociais com a CUT-DF e políticos, como Reguffe (PDF) e Arlete Sampaio (PT).

    A mobilização será encerrada com o lançamento do bloco dos trabalhadores, da CUT-DF. Os manifestantes pretendem ficar no local até cerca de 13h30. Segundo a Polícia Militar, não há registro de ocorrências até o momento.

    sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

    Dinheiro para suborno foi obtido com sobrinho de Arruda

    Mensalão do DEM
    (Atualizada às 21h20)
    Em depoimento, esta tarde, na Polícia Federal, Antonio Bento, funcionário aposentado da Companhia de Energia de Brasília, disse que recebeu de Rodrigo Arantes, sobrinho e secretário-particular do governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal, os R$ 200 mil que entregou hoje pela manhã em um restaurante da cidade ao jornalista Edson Sombra, uma das testemunhas-chaves do caso do Mensalão do DEM.
    Bento foi preso por agentes federais logo depois do ato de entrega do dinheiro. Sombra havia contado com antecedência à polícia que estava em curso uma tentativa de suborná-lo comandada diretamente por Arruda.
    Em meados de janeiro último, Sombra fora visitado no seu apartamento, na Asa Norte, pelo deputado distrital Geraldo Naves (DEM), presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Legislativa.
    Segundo Sombra contou à polícia, Naves lhe deu um bilhete escrito por Arruda e adiantou qual era a oferta dele. Em troca de R$ 3 milhões, Sombra deveria dizer que haviam sido manipulados os vídeos gravados por Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do governo, onde aparecem Arruda e deputados que o apóiam embolsando dinheiro.
    Foi Sombra que convenceu Durval a denunciar o mensalão do DEM.
    No bilhete, já de posse da polícia, Arruda escreveu frases soltas. Algumas delas:
    * "Gosto dele". (Sombra entendeu que ele se referia a Durval.)
    * "Sei que tentou evitar". (Sombra entendeu que Arruda quis dizer que ele, Sombra, tentara impedir Durval de detonar o escândalo.)
    * "Preciso de ajuda. Sou grato".
    No bilhete, Arruda escreveu uma sigla - GDF. E ao lado dela, assinalou: "OK ". GDF é Governo do Distrito Federal. Sombra entendeu que Arruda sugeria que ele não teria dificuldades no âmbito do governo.
    Então decidiu procurar o jornalista Wellington Moraes, assessor de comunicação social de Arruda. Os dois se reuniram em uma sala do oitavo andar do edifício Liberty Mall.
    - Diz pro Arruda que não dá para negociar com um intermediário tão amador como é esse Geraldo Naves.
    Como prova do amadorismo de Naves, deu a Welligton o original do bilhete que Arruda lhe enviara. Guardou uma cópia.
    Em seguida, pediu emprestado o celular de Wellington e telefonou para Arruda na Granja de Águas Claras, residência oficial do governador do Distrito Federal.
    O diálogo com Arruda foi curto. Sombra encerrou-o dizendo:
    - O que já fizemos juntos no passado dispensa agora o uso de intermediários.
    Os dois foram amigos. Mas naquele momento o que Sombra pretendia era dar esperança a Arruda de que aceitaria a proposta de suborno feita por intermédio do deputado Naves.
    - Tratei do assunto várias vezes com Wellington e depois com Antonio Bento. Isso durou quase três semanas - revelou Sombra a este blog.
    Bento havia trabalhado de graça na campanha de Arruda para governador. Esperava depois ser nomeado para um cargo em comissão.
    Arruda ofereceu-lhe um cargo cujo salário era de R$ 2 mil mensais. Bento preferiu aceitar a oferta de Sombra, que é dono do jornal quinzenal O Distrital, e o empregou como "gerente comercial para o mercado privado".
    Foi Bento, que esteve três ou quatro vezes com Arruda da semana passada para cá, quem escreveu em papéis colecionados por Sombra as siglas BRB e CEB.
    BRB é Banco Regional de Brasília. Ali, adiantou Bento, a Arte Produção, empresa de Sombra, ganharia uma conta garantida de R$ 450 mil, prometera Arruda. CEB quer dizer Companhia de Eletricidade de Brasília.
    À CEB, Sombra deve mais de R$ 500 mil da época em que arrendou uma emissora de rádio que pertenceu ao ex-senador Luiz Estevão de Oliveira. A dívida seria perdoada ou renegociada, dissera-lhe Bento a pedido de Arruda.
    O que Bento não sabia, e só ficou sabendo hoje na Polícia Federal, é que Sombra gravou em vídeo várias conversas que teve com ele e Wellington.
    - Gravei cinco ou seis encontros que tive com Bento na minha casa.  E dos cinco encontros que tive com Wellington, gravei um. As fitas estão com a Polícia Federal. No total, somam mais de 12 horas - revela Sombra.

    Governador Arruda vai entregar 1ª etapa da rede coletora de esgotos do Jardim Botânico

    16:22 05/02/2010, Correio Braziliense
    Está concluída a 1ª etapa da rede coletora de esgotos do Setor Habitacional Jardim Botânico. O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e o diretor de Engenharia e Meio Ambiente da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), Cristiano Magalhães de Pinto, entregarão oficialmente a obra neste sábado (6/2), ás 10h em frente a Administração Regional do Jardim Botânico, Botânico, na avenida comercial número 26, condomínio San Diego.

    A rede coletora de esgotos atende aos condomínios Quintas do Sol, Jardim Botânico VI, San Diego e parte da área comercial. Ela é o eixo principal de um sistema que permitirá a interligação de diversos condomínios em fase de regularização. Outros 16 condomínios da região poderão ser ligados a esse sistema, aproveitando a tubulação já instalada.

    Foram executados cerca de 43 mil metros de redes coletoras, 11 mil metros de interceptores, totalizando 900 ligações que poderão ser ampliadas para 2.050. A população atendida no momento é de 700 habitantes, mas aproximadamente 10 mil pessoas serão beneficiadas no futuro. O valor investido nas obras foi de cerca de R$ 9 milhões. O sistema deverá encaminhar os esgotos para a Estação de Tratamento de Esgotos São Sebastião, localizada junto ao Ribeirão da Papuda, que possui capacidade para tratar esse novo aporte.

    quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

    Aliados de Arruda elegem novo presidente da Câmara do DF

    Wilson Lima (PR) foi eleito para mandato de um ano, derrotando o deputado Cabo Patrício (PT) na disputa
    Carol Pires, da Agência Estado
    Presidente interino, Cabo Patrício (PT), cumprimenta o eleito, 
Wilson Lima (PR)
    Andre Dusek/AE
    Presidente interino, Cabo Patrício (PT), cumprimenta o eleito, Wilson Lima (PR)
    BRASÍLIA - A base aliada ao governador José Roberto Arruda (sem partido) conseguiu retomar nesta terça-feira, 2, o comando da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Por 15 votos a sete, o deputado Wilson Lima (PR) foi eleito presidente da Casa, para mandato de um ano, derrotando o deputado Cabo Patrício (PT) na disputa.  
     
    Wilson Lima é aliado do governador José Roberto Arruda e assume o comando do legislativo local em meio à crise política que teve início com as revelações da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, sobre a existência de um esquema de arrecadação de dinheiro de empresas contratadas pelo governo e distribuição de propinas a secretários e deputados distritais. O governador é citado em inquérito policial como chefe e beneficiário do esquema.

    No comando da Câmara, Wilson Lima substitui o deputado Cabo Patrício, do PT, vice-presidente que exerceu o comando da Casa interinamente desde que o deputado Leonardo Prudente (sem partido) renunciou ao cargo, há três semanas. Prudente é o deputado flagrado em vídeo guardando nos bolsos e nas meias maços de dinheiro de suposta propina.

    Pressionado pelo seu partido, o DEM, e após vários protestos de estudantes em frente à Câmara Legislativa, Leonardo Prudente havia pedido afastamento da presidência da Câmara Legislativa em dezembro, por 60 dias. Menos de um mês depois, porém, ele saiu do DEM e, sem poder se candidatar nas próximas eleições, voltou ao comando da Câmara. Segundo os deputados de oposição, a estratégia de Prudente era manobrar a favor do governador durante a votação dos pedidos de impeachment de Arruda.

    'Crise passageira'

    A base aliada sofreu um revés, porém, em meados de janeiro, quando o Tribunal de Justiça do DF determinou o afastamento de Prudente do cargo, abrindo brecha para Cabo Patrício, da oposição, assumir seu lugar. Ao renunciar ao cargo, Leonardo Prudente forçou a realização de novas eleições. O nome de Wilson Lima surgiu como consenso na base aliada. Segundo um governista, Lima assumirá o ônus de comandar uma Casa em crise sem se importar com isto.

    Pouco antes da eleição que colocou um aliado do governador de volta no comando da Câmara, foi lida em plenário a mensagem de Arruda para o Ano Legislativo, que teve início nesta terça-feira. No texto, Arruda afirma que "toda crise passa" e se apresenta aos parlamentares "despido de amarras políticas", uma vez que, pressionado pelo seu ex-partido, DEM, pediu desfiliação.

    Sem legenda, não poderá disputar à reeleição. "Estou diante dos senhores como um administrador. Ponho diante desta digna presença vestido de uma única ambição: continuar meu governador, ser um administrador, um tocador de obras em tempo integral", afirma.

    Deputado distrital há três mandatos, Wilson Lima é natural de Ceres, Goiás, e foi subsecretário de Alimentação e Promoção Social da Secretaria de Estado de Solidariedade em 2002, durante o governo Joaquim Roriz (PSC). Filiado ao PR, ele já passou pelo PSD, PTB e PMDB e foi secretário-geral do Prona no DF. No site da Câmara Legislativa, no perfil do deputado, informa-se que ele tem ensino médio completo e, antes de ser eleito parlamentar, foi "vendedor de picolés, frentista, mecânico, lanterneiro, pintor, balconista e cobrador de ônibus" e que, como empresário, "foi sócio da rede de supermercados Organizações Lima".