Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sábado, 4 de fevereiro de 2012

TOMA LÁ, DÁ CÁ - Haddad nega relação entre cessão de terreno para Lula e acordo com Kassab

Pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo garantiu que a decisão do prefeito de ceder espaço para instituto do ex-presidente não interfere nas negociações sobre possível aliança eleitoral

Daiene Cardoso, de O Estado de S.Paulo 

O pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, tentou desvincular nesta sexta-feira, 3, a cessão de um terreno da Prefeitura de São Paulo para o Instituto Lula das eventuais negociações em torno de uma aliança com o PSD, partido do prefeito Gilberto Kassab. De acordo com o petista, a concessão do espaço não vai interferir na discussão da eventual composição entre PT e PSD nas eleições municipais da Capital, acordo que tem o aval do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "De maneira nenhuma. Não tem nada a ver uma coisa com outra", afirmou o ex-ministro da Educação, após reunião com parte de seu conselho político, na sede do diretório nacional do PT em São Paulo.

Veja também:
Vereadores petistas diminuem críticas ao prefeito
Kassab vai ceder área na Nova Luz para Instituto Lula
Prefeito dá conversas com o PSDB como ‘encerradas’
'PSD já é aliado do PT em diversos Estados', diz Edinho


Paulo Liebert/AE
Fernando Haddad: "De maneira nenhuma. Não tem nada a ver uma coisa com outra."

O petista defendeu o direito de ex-presidentes de exporem o seu acervo da época de governo à população. Ele lembrou que, em países desenvolvidos, há uma tradição de se expor documentos e objetos de ex-mandatários da Presidência da República em universidades. "Todo presidente tem de ter o seu acervo preservado da melhor maneira possível", afirmou. "Todos os presidentes", frisou. Haddad afirmou que, quando foi ministro da Educação, cogitou a possibilidade de manter o acervo dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardosos (PSDB) e José Sarney (PMDB) em universidades federais.

O pré-candidato do PT acredita que a instalação de um acervo do porte do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ficou à frente do Palácio do Planalto durante oito anos, é um privilégio que muitos municípios gostariam de ter. "Muitos prefeitos devem ambicionar manter um museu deste nas suas cidades", afirmou. O presidente do diretório municipal do PT, vereador Antonio Donato, também tentou separar a iniciativa do prefeito Gilberto Kassab do diálogo partidário. "É uma ação de governo, não tem nada a ver com a negociação de aliança", ressaltou.

Trabalho. No encontro desta sexta-feira, com membros do seu conselho político, o ex-ministro da Educação discutiu os principais eixos de sua futura plataforma de campanha eleitoral e anunciou que, a partir da semana que vem, deve começar a rever os planos de governo apresentados nas duas últimas eleições do PT em São Paulo, em 2008 e em 2010. Em 2008, na disputa pela Prefeitura de São Paulo, a candidata do PT era a senadora Marta Suplicy. Em 2010, o representante do partido à sucessão ao Palácio dos Bandeirantes foi o atual ministro da Educação, Aloizio Mercadante. O pré-candidato antecipou também que seu plano de governo deve ter a colaboração de intelectuais que não são ligados ao PT.

Na próxima semana, Haddad pretende ainda se encontrar com setores de movimentos sociais para discutir as demandas desses grupos e, principalmente, ouvi-los sobre a possibilidade de aliança com o PSD. "Vou conhecer a visão deles a partir da semana que vem", afirmou. O ex-ministro foi questionado sobre a ausência da senadora Marta Suplicy em sua pré-campanha. Ele enfatizou que contará com a ajuda da petista durante a disputa municipal e que fala com a senadora sempre que precisa. "É um equívoco imaginar que a nossa senadora não estará fortemente na nossa campanha", frisou. 

Fonte Estadão
           

    

domingo, 9 de maio de 2010

ELEIÇÕES 2010 - “O governo Lula é uma farsa”, diz Plínio à Bandnews.


  

ELEIÇÕES 2010 - Programas de renda encolhem com Serra


   
Pagamento de benefícios do Renda Cidadã vai ser menor neste ano do que em 2006, apesar de ter sido ampliado em março
A Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social atribui a queda no número de atendidos à melhora da renda no Estado no período

De Gustavo Patu:

Depois de terem merecido uma duplicação de verbas no ano eleitoral de 2006, os principais programas sociais de transferência de renda mantidos pelo governo paulista encolheram ao longo da administração do tucano José Serra.
Espécie de Bolsa Família local, o Renda Cidadã gastará menos com o pagamento de benefícios em 2010 do que há quatro anos, apesar de nova ampliação promovida em março -dias antes de Serra deixar o Palácio dos Bandeirantes com o objetivo de concorrer ao Planalto.
O orçamento atual do Ação Jovem, voltado para estudantes pobres de 15 a 24 anos, também é inferior ao do final do mandato de Geraldo Alckmin, que, como seu sucessor faz agora, tentava na época seu voo presidencial pelo PSDB.
Juntos, os dois programas respondem hoje por cerca de 80% das despesas estaduais com transferências diretas de renda, classificadas na contabilidade oficial como "auxílios a pessoas físicas", que caíram, de 2006 para 2009, de R$ 279,5 milhões para R$ 198,9 milhões. Considerada a inflação, a queda chega a 38%.

sábado, 8 de maio de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Plínio Arruda Sampaio diz que Lula está `surfando´ em investimentos


   

Da Redação

brasil@eband.com.br

“O governo atual desindustrializou o país e o presidente Lula está “surfando” no excesso de investimento que está vindo para o Brasil”, disse o pré-candidato do PSOL à Presidência da República, Plínio de Arruda Sampaio.

O promotor público aposentado concedeu entrevista à Band News TV nesta sexta-feira. Segundo ele, o PSOL é a composição das esperanças que criaram o PT e negou que seu partido cogitou uma coligação com o PV.

"Marina Silva defende que não se pode mexer no capitalismo em benefício do meio-ambiente”. Segundo Sampaio, não é possível deixar os dois intactos, sem que um seja modificado em prol do outro.

O promotor público aposentado disse que, se for eleito, fará uma grande reforma agrária, estabelecendo um limite de 1 mil hectares para as propriedades rurais. Além disso, promete auditar a dívida pública e decretar o fim do pagamento dos juros.

Na política externa, Plínio quer reforçar a integração entre os países latino-americanos e a relação econômica do Brasil com o Mercosul.

Plínio de Arruda Sampaio inaugurou nesta sexta-feira a nova sede nacional do PSOL, na Vila Mariana, em São Paulo.

ELEIÇÕES 2010 - Lançamento de pré-candidatura de Alckmin vira ato de apoio a Serra e críticas ao PT


   
da Reportagem Local


O PSDB de São Paulo lançou neste sábado a pré-candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin ao governo do Estado. O evento virou um ato de apoio à pré-candidatura do tucano José Serra à Presidência e de críticas à gestão petista no governo federal.
Serra disse que não faria como o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deixou tudo para o último ano. "Vamos fazer as coisas desde o primeiro dia, não deixar tudo para o último ano, planejando e fazendo as coisas", afirmou ele.
O presidenciável relembrou o episódio dos dossiês encomendados para incriminar tucanos e disse que o PSDB governa para todos os partidos. "Nós não demonizamos a oposição, que são nossos adversários, não nossos inimigos. Nós não produzimos dossiês. [A oposição é uma força política que tem sua legitimidade", disse. "A nossa luta não é para fortalecer um partido, é pra fortalecer o Brasil."
Tucanos e aliados presentes fizeram elogios a Serra. O próprio Alckmin, que deveria ser a estrela do dia, deu crédito a Serra pelos avanços ocorridos em São Paulo. "Podemos nos orgulhar do que cada governo tucano fez até agora. Covas ajustou as finanças do Estado. Assumi um Estado sadio e avançamos. O Serra avançou ainda mais, com sua competência, trabalho e dedicação à causa pública."
O ex-secretário da Casa Civil de São Paulo Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), pré-candidato ao Senado, rendeu elogios a Serra e Alckmin. "Vamos eleger Serra. Vamos ajudar o Geraldo Alckmin a voltar ao Palácio dos Bandeirantes!", disse o ex-secretário.
O ex-governador Orestes Quércia (PMDB), pré-candidato ao Senado na chapa de Alckmin, também pediu votos para Serra e alfinetou a ex-ministra petista Dilma Rousseff, que nunca disputou uma eleição majoritária. "Não se pode colocar na Presidência da República uma pessoa que pode até ser boa, mas que não tem experiência, não passou por nenhuma eleição", disse ele.
Já o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez questão de dizer que o PSDB não tem nada para esconder. "Nossa história é a do Brasil. Nós damos passos firmes para o futuro. E não um passo para frente e outro para trás."
Serra disse que Alckmin dará seguimento ao seu estilo de governar em São Paulo. "Nós não governamos para um ou outro partido, nós governamos para todos, para o povo; não demonizamos a oposição, nós vemos a oposição como força política, como adversários. É esse nosso estilo. É esse estilo que o Alckmin vai aprofundar em São Paulo
Aloysio alfinetou os petistas, que dizem que o país regredirá se Serra for eleito. "Enquanto outros se esquivaram, nós trabalhamos pela redemocratização, na frente que derrotou a ditadura."

ELEIÇÕES 2010 / SÃO PAULO - Mercadante ainda tenta aliança com o PTB


Aloizio Mercadante   
AE - Agência Estado

Seguindo o tom ditado pelo Planalto, o pré-candidato do PT ao governo do Estado de São Paulo, Aloizio Mercadante, afirmou que prefere "aguardar o desdobramento da investigação e não fazer pré-julgamentos" sobre as denúncias de envolvimento com a máfia chinesa que atingem o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior.
Em evento com lideranças do partido em Barueri, na Grande São Paulo, Mercadante afirmou que o episódio não deve atrapalhar uma possível aproximação com o senador Romeu Tuma, do PTB, que procura uma chapa para se lançar candidato à reeleição, depois que o PSDB decidiu lançar Aloysio Nunes e Orestes Quércia (PMDB). "Nunca fizemos aliança com o PTB. Mas há uma insatisfação muito grande pelo tratamento que foi dado ao senador Romeu Tuma nesse processo", disse o petista.
Mercadante reafirmou o discurso que vem dando nas últimas semanas, de que as portas estão abertas para quaisquer alianças - sendo que um novo partido deve ser anunciado na coligação na próxima semana. Elogiou inclusive o vereador Gabriel Chalita, do PSB, que também é cotado para entrar na chapa como candidato ao Senado, ao lado de Marta Suplicy.
No entanto, desde quinta-feira, o pré-candidato ao governo anda pelo Estado com Netinho (PCdoB) a seu lado. "Em Brasília, temos a figura do nobre senador. Com Netinho, teremos o mano senador", repetiu Mercadante ontem nos eventos de sua agenda em Itapevi, Jandira, Barueri e Carapicuíba, onde Netinho cresceu e começou sua carreira de pagodeiro. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

veja também


Aloízio Mercadante - http://pt.wikipedia.org/wiki/Aloizio_Mercadante
Partido dos Trabalhadores http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_dos_Trabalhadores

ELEIÇÕES 2010 / SÃO PAULO - Alckmin tenta manter hegemonia tucana em São Paulo


   

Tucano lança pré-candidatura ao governo paulista e vai tentar ajudar Serra


Silvia Amorim - O Estado de S.Paulo
Geraldo Alckmin 

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, lançará no sábado, 8, sua pré-candidatura ao governo paulista com a missão de levar o PSDB à sua quinta gestão no Estado e de ajudar o presidenciável José Serra chegar à Presidência.
somOuça a entrevista com Geraldo Alckmin, pré-candidato ao governo de São Paulo
especialVeja a situação dos candidatos na disputa pelo governo de SP
mais imagensTrajetória de Geraldo Alckmin em imagens
A aposta será o discurso da importância de se ter uma parceria afinada entre São Paulo e o Brasil para avançar. Fará parte da estratégia também acusar o PT do presidente Lula de ter olhado pouco para os paulistas.
"É fácil criticar, agora o PSDB tem feito. O governo federal coloca dinheiro no metrô no Brasil inteiro, em seis ou sete capitais, e nenhum centavo em São Paulo", diz Alckmin, em entrevista ao Estado.
Aos 57 anos, o ex-governador diz que se sente mais preparado e maduro para retornar ao cargo e considera a experiência seu maior diferencial em relação ao adversário, o senador Aloizio Mercadante (PT). Promete um governo de continuidade com "inovações".
Com uma história recente de disputa e desgaste dentro do próprio partido - Alckmin disputou as eleições de 2006 e 2008 com parte do PSDB trabalhando contra - , o pré-candidato atribui a volta por cima ao "povo". Ressalta a união do tucanato neste ano e prefere um tom diplomático ao falar do passado. "É natural que as pessoas tenham opções."
A seguir a entrevista:
Por que ser governador de novo?
Eu me sinto mais preparado, mais experiente para promover avanços ainda maiores. Entendo que o PSDB, nesse período que governou São Paulo, deu certo. A melhor prova disso foi que no ano passado o governo investiu mais de R$ 19 bilhões. Quem viu o governo do Estado 15 anos atrás praticamente com capacidade de investimento negativa, obras paradas, Banespa sob intervenção, o Estado com dívida. Acho que o PSDB em São Paulo estabeleceu um novo paradigma de gestão. Há desafios, mas avançou muito.
O que considera ser seu maior diferencial em relação ao Mercadante?
Eu vejo a questão da experiência. Nós temos uma experiência bem-sucedida no Estado. Para dar um exemplo, foram 33 hospitais novos. Nenhum funcionário público. E aqui há uma diferença. O PT entende que tem que ser estatal. Nós entendemos que tem que ser público, agora, o gerenciamento você pode ter um parceiro do terceiro setor.
O governo Serra enfrentou dificuldades com o funcionalismo. O episódio mais recente foi a greve dos professores. O PSDB tem cometido equívoco?
Fui governador 5 anos e meio e não tivemos nenhuma greve de professores. Essa greve teve inegavelmente uma motivação eleitoral. Há que se separar reivindicações justas, mas acho que temos avançado. Na educação, São Paulo foi um dos primeiros a estabelecer a meritocracia.
O sr. é a favor da política de bônus?
Sou e vou mantê-las. O bônus começou conosco.
O sr. fala em governo da continuidade com inovações, Como será isso?
É investir na qualidade do serviço público. Na educação, você universalizou, não tem criança fora da escola. Agora é avançar na qualidade, estímulo ao professor, maior tempo da criança na escola. Na saúde demos passos importantes, mas há que se dar outros. Vamos investir muito na prevenção e no tratamento do câncer e, na saúde mental, vamos ampliar os convênios.
E no desenvolvimento da economia?
Eu destacaria aí a inovação tecnológica e os parques tecnológicos, que vamos estimular para termos mais de 30. Hoje são três ou quatro implantados. Por outro lado, apoiar a empresa de fundo de quintal. Eu reduzi impostos. São Paulo tem o menor ICMS do País para o álcool. Outra medida que pretendo ampliar é a Nota Fiscal Paulista.
Como avalia a atuação do PSDB na segurança pública? As estatísticas mostram um aumento dos homicídios e roubos no início deste ano.
Um dos grandes trabalhos que fizemos foi na segurança pública. São Paulo tinha, em 2000, 12.800 homicídios. Foram 4.600 no ano passado. Esse primeiro trimestre teve uma subida, mas não dá para dizer que é uma tendência. Em 1997, o Estado era o quinto do Brasil em homicídios. Em 2007, foi 25º. Se você me perguntar se estamos satisfeitos, eu digo não. Agora, segurança também é um problema federal.
Todas as ações que propõe já existem. Quais são as inovações?
Você sempre traz novos passos. Isso é uma sequência de trabalho. Parque tecnológico está começando. Mas vai passar a ter escala. Os avanços precisam ser sucessivos. Eu diria que esse tem sido o sucesso do PSDB. O Rodoanel precisa ter continuidade e nós vamos fazer o possível para entregar as duas asas. Uma outra que não começou, porque depende do governo federal, mas eu pretendo participar, é o ferroanel. Vamos implantar uma rede de dutovias no Estado.
São projetos que se fala há anos. O que fará para viabilizá-los?
No alcooduto, vamos trabalhar para acelerar a aprovação ambiental, dar crédito e estímulo fiscal. O ferroanel é federal. Esperamos que o Serra chegando lá essa será uma das boas parcerias com São Paulo.
O sr. promete muitos investimentos. De onde virão os recursos, já que a capacidade de fazer empréstimo de SP está reduzida?
Ainda tem espaço para financiamentos. Ajuste fiscal também é um trabalho permanente e o mais importante é o crescimento da economia.
O PT critica a redução da participação de SP no PIB nacional.
Primeiro, nós não devemos ser contra que os Estados pobres cresçam. Isso é importante para o País. Por outro lado, Estado vem já há cinco anos crescendo acima da média do PIB brasileiro.
O PT também acusa o PSDB de não apresentar nada novo no Estado.
Todos os avanços da gestão pública em São Paulo foram do PSDB. Aliás no governo federal também. Qual o mérito do governo Lula? Foi dar sequência a uma macropolítica econômica do presidente Fernando Henrique. Nós vamos fazer avanços na gestão sob o ponto de vista do desenvolvimento do Estado e da qualidade dos serviços públicos.
Mercadante diz que o PSDB pouco agiu para melhorar o trânsito.
É fácil criticar, agora o PSDB tem feito. Hoje nós temos três obras simultâneas de metrô. Das dez melhoras estradas do Brasil, São Paulo tem as dez. Um fato que chama a atenção é que o governo federal coloca dinheiro no metrô no Brasil inteiro, em seis ou sete capitais, e nenhum centavo em São Paulo. No mundo inteiro nas regiões metropolitanas você tem recursos do governo central.
A que o sr. atribui isso?
Estou apenas constatando e acho que é injusto. Por que não coloca onde você tem mais necessidade? É a quarta cidade do mundo.
Essa eleição é a reafirmação da liderança de Alckmin no Estado?
Não é a liderança pessoal, mas a oportunidade de servir o povo.
Depois das disputas e desgastes no partido, o que foi decisivo para chegar a essa candidatura?
O povo, a população de São Paulo. O povo é muito fiel. O povo tem memória. O PSDB está totalmente unido e consciente de uma responsabilidade histórica. Nesta eleição somos favoritos no quadro nacional.
Há setores do partido que não queriam o sr. candidato. O próprio governador Alberto Goldman disse isso em público. O sr. espera apoio dele?
É natural que as pessoas tenham opções. Faz parte da vida política. Você vai num processo de aproximações sucessivas. Quem apostar na divisão do PSDB vai perder.
Há ressentimentos?
Não existe isso. Em partido grande é natural que hajam divergências.
O sr. tem planos presidenciais?
O meu sonho é ser um bom governador. O futuro a Deus pertence. Quero ajudar nosso Estado e o Serra para que chegue lá. O Serra é o líder que o Brasil precisa neste momento. Lula é Lula. Dilma é Dilma. Serra é Serra. Experiência não passa por osmose.


veja também

Geraldo Alckmin http://pt.wikipedia.org/wiki/Geraldo_Alckmin



quinta-feira, 6 de maio de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Plínio condena a construção de Belo Monte e veste o boné do #MST




        

Plínio condena Belo Monte                                   Plínio veste o boné em defesa do MST

ELEIÇÕES 2010 - José Serra diz que não é nem oposição nem situação

   
SANDRA HAHN E CAROLINA FREITAS - Agência Estado
O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, afirmou hoje que não se considera nem como oposição nem como situação em relação ao governo. "Eu não me coloco como oposição nem como situação", disse, em entrevista a veículos da Rede Record em Porto Alegre (RS). "Eu me coloco como um candidato para o futuro", acrescentou, ao responder a uma questão sobre o fato de prometer preservar programas do governo Lula e, ao mesmo tempo, se colocar como oposição.
"Política para mim não é Fla-Flu, não é Grêmio versus Internacional", prosseguiu, recorrendo à rivalidades de clubes de futebol. Serra citou, como exemplo da sua atitude, seu comportamento durante o governo Fernando Collor de Mello, quando era líder de seu partido, opositor ao governo na ocasião. "Ninguém me viu trabalhar lá pelo quanto pior melhor", afirmou.
Na entrevista, Serra elogiou a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), do ponto de vista administrativo, e negou preocupação da cúpula do partido com o desgaste sofrido pela correligionária por causa de denúncias contra seu governo. "Não há essa preocupação", afirmou. "A Yeda submeteu-se à Justiça, que é o que devia ter sido feito", acrescentou, dizendo que houve "muita campanha política" para explorar a situação.
Segundo Serra, Yeda tem conquistas administrativas que são reconhecidas até por adversários. Serra disse que também não é um candidato "estritamente partidário". "Sou de um partido, batalho por ele, mas sou candidato para somar", declarou.
Agrado
Serra esforçou-se para mostrar identificação e agradar o eleitorado gaúcho. Em entrevista a jornalistas do Grupo RBS, principal empresa de comunicação do Estado, Serra elogiou o sotaque das mulheres do Sul, contou sobre uma ex-namorada gaúcha e fez uma promessa local: se eleito presidente, vai construir uma segunda ponte sobre o Rio Guaíba, ligando Porto Alegre à cidade de Guaíba. "Meu compromisso é de estar voltado para o Rio Grande. Eu vou olhar para cá. Vocês podem estar certos disso", disse.
A maioria das perguntas dos entrevistadores abordava preocupações regionais, como a dificuldade de se construir uma segunda ponte sobre o Rio Guaíba, para melhorar o trânsito na zona sul de Porto Alegre. "Eu vou fazer a segunda ponte do Guaíba. Não é uma promessa. É um anúncio", prometeu.
Para o presidenciável, o Rio Grande do Sul vem recebendo ao longo dos anos um "subinvestimento federal".

terça-feira, 4 de maio de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Distrito Federal - Agnelo encurta distância de Roriz


   
Do blog de Paola Lima:
Petistas comemoram neste final de semana o crescimento de seu pré-candidato Agnelo Queiroz nas intenções de voto para o Governo do Distrito Federal.
Os dados são da mais recente pesquisa do Instituto Dados, feita em parceria com o grupo Comunidade (veja aqui). Na sondagem para governador, a diferença registrada entre Joaquim Roriz (PSC) e Agnelo Queiroz (PT) é uma das menores dos últimos tempos: cerca de 8%.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (9.879/2010) e no Tribunal Regional Eleitoral (9.423/2010) e ouviu 2.500 eleitores em todo o Distrito Federal entre os dias 24 e 28 de abril. A margem de erro é de 2%.

domingo, 2 de maio de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Festas do 1º de Maio em SP viram palcos para promover Dilma



DANIEL RONCAGLIA
YGOR SALLES
FLÁVIO FERREIRA
da Reportagem Local


As comemorações do 1º de Maio deste ano ganharam caráter eleitoral mais forte que o habitual. Em São Paulo, todas as festas de sindicalistas receberam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, pré-candidata petista à Presidência. Enquanto isso, José Serra, o pré-candidato do PSDB na disputa pelo Palácio do Planalto, foi para Santa Catarina, onde evento religioso pediu abertamente votos para o tucano.
Em todos os eventos pelos quais passou, Lula, sempre evitando citar nominalmente Dilma, defendeu a continuidade do seu governo --em todas elas, Dilma estava ao seu lado no palco.
Veja imagens do evento promovido pela Força Sindical neste sábado
Serra pede oração a evangélicos em SC
Dilma se apodera pela segunda vez de mote de Serra
Oposição entrará com nova representação contra Lula por propaganda eleitoral
* Em Ribeirão, Marina defende desenvolvimento com preservação
Na festa de 1º de Maio realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em São Bernardo do Campo, para um público estimado de 80 mil pessoas, Lula deu a receita para que seu governo tivesse sequência: "Para que continue, todos vocês sabem o que têm que fazer."
Mastrangelo Reino//Folha Imagem
Na
 festa da CUT, Lula chora ao lembrar que seu governo está acabando
Na festa da CUT, Lula chora ao lembrar que seu governo está acabando
Na festa da CUT, ele disse que poderia falar sobre eleições. "A legislação não me permite falar de candidatos." O público presente no evento reagiu à declaração de Lula com o coro "olê, olê, olá, Dilma, Dilma".
Mesmo dizendo que não falaria de eleição, Lula defendeu a continuidade de seu governo. "Não é possível resolver o problema de 500 anos em oito. É preciso um sequenciamento. Dilma, você ouviu o que eu disse? Sequenciamento..."
No palanque montado pela Força, Lula fez uma menção indireta à pré-candidata petista. "Vocês sabem quem eu quero", disse ele.
Em São Bernardo, o público presente no Paço Municipal entoava a todo momento os coros "olê, olê, olá, Dilma, Dilma" e "olê, olê, olá, Lula, Lula".
No meio do discurso, Lula alfinetou o antecessor tucano Fernando Henrique Cardoso ao lembrar que não tem diploma universitário. "O Brasil teve presidente professor, teve general, teve advogado, teve sociólogo. Mas o presidente que mais fez universidade fui eu."
Em tom de despedida, Lula lembrou que seu governo termina em dezembro. "Daqui a oito meses deixo a Presidência. Aí volto para essa cidade de cabeça erguida."
Propaganda
Sobre os discursos e aparições conjuntas, o PSDB e o DEM já disseram que vão apresentar à Justiça Eleitoral uma representação contra Lula por realização de propaganda eleitoral antecipada.
Questionado sobre o que achava do fato de Lula e Dilma terem participado das festas, Serra se esquivou. "Não acompanhei." Questionado se foi convidado, negou. "Se enviaram alguma coisa [convite], não chegou às minhas mãos", afirmou.
Para senador Álvaro Dias (PSDB-PR), Lula fez propaganda para a ex-ministra.
"O presidente fez um discurso político direcionado para a candidata dele. Até na forma cínica como se expressou. É proselitismo eleitoral", afirmou Dias.

ELEIÇÕES 2010 - Ao fugir de festas do 1º de Maio, Serra pede oração a evangélicos em SC


   
GRACILIANO ROCHA
da Agência Folha


O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, fez um discurso repleto de referências bíblicas diante de uma plateia de missionários evangélicos e foi saudado como "futuro presidente" por pastores da Assembleia de Deus, hoje à noite em Camboriú (SC).
"Orem, rezem a Deus, por mim no sentido de eu ter mais sabedoria para enfrentar as batalhas e as lutas que nós temos daqui por diante", discursou, aludindo a uma passagem do Velho Testamento em que o rei Salomão pede a Deus sabedoria para governar.
Na discurso, o católico Serra vinculou passagens da Bíblia à sua atuação como ministro da Saúde e governador. Citando trecho do Evangelho de João, sobre Cristo ter vindo à Terra para dar "vida abundante", o tucano lembrou que propôs legislação restritiva ao cigarro em São Paulo para dar "qualidade de vida" à população.
Serra falou para um auditório lotado com cerca de 10 mil pessoas, segundo pastores da Assembleia de Deus.
Líderes da igreja pentecostal afirmaram que o discurso foi ouvido por 160 mil pessoas que participaram do encontro 28º Encontro Internacional de Missões dos Gideões Missionários, espalhados em um parque de Camboriú. A Polícia Militar não fez estimativa de público.
O palanque evangélico de Serra foi articulado pelo pastor Everaldo Pereira, presidente do PSC (Partido Social Cristão), sigla aliada de Lula no Congresso e que deverá apoiar o tucano na eleição. A Assembleia de Deus é a igreja da pré-candidata Marina Silva (PV).
Pastores trataram Serra várias vezes como "futuro presidente". Durante sua oração, o pastor Cezino Cavalcante pediu que os fieis rezassem para que o presidenciável se elegesse e conclamou o ex-governador a voltar ao encontro em 2011 como presidente. O pré-candidato disse "amém".
O pastor Reuel Bernardino incentivou a ovação a Serra: "Esse povo não só ora como vota, haverá um rebuliço no país".
Após ganhar uma Bíblia de Cezino, Serra concedeu uma rápida entrevista em que defendeu o trabalho missionário das igrejas e negou ter ido a Santa Catarina apenas em busca do voto evangélico.
Ao sair do ginásio, diante de uma multidão que gritava seu nome, Serra fez o V de vitória.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

ELEIÇÕES 2010 - 1º de Maio de Luta!

Dia do TrabalhadorO pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL, Plínio de Arruda Sampaio participará amanhã do 1º de Maio na Praça da Sé, a partir das 10hs da manhã, logo após acompanhar a missa do trabalhador na Catedral da Sé.
O 1º de maio na Praça da Sé tem se notabilizado como um ato independente, classista, organizado com recursos próprios, sem o patrocínio do governo e de empresas. Tem sido o contraponto aos megashows, sorteios de casas e de carros feito por outras centrais sindicais que distorcem o caráter do 1º de maio, que maculam seu sentido histórico de um dia de luta e resistência da classe trabalhadora em todo o mundo.
Organizado pela Intersindical, as Pastorais Sociais, a Conlutas e mais um conjunto de entidades e os partidos de esquerda – PSOL – PCB e PSTU – o ato contará também com a presença dos deputados Ivan Valente, Raul Marcelo e Carlos Giannazi.

   

ELEIÇÕES 2010 - Em baixa no NE, Serra percorrerá interior


Pré-candidato fará caravana de cinco dias de carro pela região, a única em que fica atrás de Dilma nas pesquisas eleitorais
Roteiro final ainda não foi definido, mas deve incluir PI, CE, PB e PE; ideia é ir a locais que possam ser focos de desenvolvimento no futuro

De Breno Costa:

Em mais um capítulo da tentativa de conquistar o eleitorado do Nordeste, o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, prepara uma caravana pela região em maio -única na qual ele fica atrás da adversária Dilma Rousseff (PT) nas pesquisas de intenção de voto.
O plano da coordenação da campanha tucana, segundo a senadora Marisa Serrano (MS), designada pelo PSDB para cuidar da agenda de Serra, é que ele passe cinco dias seguidos na região, viajando de carro pelo interior. A maratona deve ocorrer dentro de duas semanas.
O roteiro será definido até o início da semana que vem. Ontem, a senadora se reuniu com o colega Tasso Jereissati (PSDB-CE) para tratar do assunto. Um pré-roteiro já inclui visitas a Piauí, Ceará, Paraíba e Pernambuco, nessa ordem. Os municípios, contudo, ainda estão sendo discutidos.
"Será uma viagem na qual o candidato possa se aproximar de realidades do Nordeste em geral, percorrendo a região. A ideia é ele ficar a semana toda no Nordeste, com endereço lá", diz o senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB e coordenador nacional da campanha de Serra. Assinante do jornal leia mais em: Em baixa no NE, Serra percorrerá interior

   

quinta-feira, 29 de abril de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Maria e eu #eleicoes2010


   

Maria da 
Conceição Tavares


Maria e eu

José Serra

Artigo publicado em O Globo, em 24/04/2010

Conheci Maria da Conceição Tavares em 1966, no Chile.

Estava exilado e começando, tardiamente, a estudar economia. No Brasil, eu havia cursado quatro anos de engenharia.

Fiquei assombrado com ela. Eu a conhecia pelos relatos dos economistas cariocas Cláudio Salm e Francisco Biato, com quem dividia o apartamento na capital chilena. Falavam-me dela o Carlos Lessa, que estava na CepalIlpes, e o Aníbal Pinto, considerado seu mestre por ela — e meu também.

Como chefe do escritório da Cepal no Brasil, dom Aníbal, grande economista chileno, deu à Conceição a ideia e, por que não dizer, a orientação para um estudo que se tornou um clássico: “Auge e declínio do processo de substituição de importações no Brasil”. Um trabalho que eu já lera e virara pelo avesso. Aliás, nosso mestre foi também o inspirador de outro estudo clássico, “Quinze anos de política econômica no Brasil”, do Lessa.

Por que o assombro? Porque ela parecia um vulcão que expelia inteligência, criatividade, veemência, gritos.

Opinava sobre todos os temas e massacrava eventuais contestadores do que dizia, às vezes até com ameaças de beliscões. Massacres? Que nada, era só estilo.

Ela se mudou com seus dois filhos para o Chile, em 1968, e ficou até 1972, trabalhando na Cepal. Descobri logo que prestava muita atenção e sempre levava em conta, do seu jeito, aquilo que os outros diziam. Não era dogmática e mudava de ideia segundo a qualidade dos argumentos alheios ou as mudanças das realidades. Respeitava e elogiava quem lhe ensinara coisas, como era o caso, entre vários, do ex-ministro Otávio Bulhões. E era de uma generosidade insuperável no trabalho intelectual, doando ideias para amigos aproveitarem em seus trabalhos e jamais reclamando os créditos. Marca registrada, também, do Aníbal Pinto.

Quando eu estava na Cepal, no final de 1970, escrevemos juntos um artigo sobre a economia brasileira, que acabou virando um texto importante na época: “Além da estagnação: uma discussão sobre o estilo de desenvolvimento recente do Brasil”, título sugerido por Aníbal Pinto. Lembro que passei uns dias com ele na sua casa de praia, revisando linha por linha. O Cláudio Salm escreveu recentemente uma longa e interessante análise sobre esse trabalho.

Uma coisa pouco ou nada sabida: durante alguns meses, em 1972, a Conceição assessorou o governo chileno, para contribuir nas tentativas de dar algum estabilidade à economia, assolada pelo galope da superinflação e do desabastecimento, que levava ao mercado negro. Interrompeu esse trabalho quando voltou ao Brasil, e sugeriu-me substituí-la, coisa que fiz, não por achar que, àquela altura, as coisas iriam terminar bem, mas para tentar alargar os limites do possível. Cheguei até a elaborar o esboço de um plano de estabilização e arrumação econômica, bancado pelo ministro da Fazenda, mas que virou pó diante do acirramento dos conflitos e da crise.

Oito momentos inesquecíveis com a Conceição:
• eu, de cama durante semanas, com febre tifoide grave e reincidente, entupido de antibióticos enjoativos, ouvindo dela a notícia da assinatura do AI-5;
• vendo, em sua casa, o Neil Armstrong pisar na lua e falar com um Nixon eufórico;
• depois de um jantar, na casa do Aníbal Pinto, minha mulher, Mônica, chilena, sorridente mas abismada, contemplando um grupo de pessoas — a Conceição, eu, o Aníbal e a Malucha, sua mulher e bailarina, como a Mônica — cantando e dançando samba puladinho, que ela nunca tinha visto na vida. Conceição tinha o samba no pé e, confesso, foi com ela que aprendi de verdade a deixar o ritmo comandar as pernas;
• de madrugada, na maternidade, na mesma sala onde a Mônica sofria as dores do parto de nossa filha, discutindo política e economia com a Conceição, sempre enfática, embora mais doce do que de costume, dadas as circunstâncias;
• na Cepal, de manhã, ela entrando na sala do dom Aníbal, com quem eu trabalhava, e ele dizendo: “A ver, Doña Emergencia, cuál es el problema grave y urgente en el mundo hoy día? A ver!”
• por incrível que pareça, de novo na maternidade, nas mesmas circunstâncias, quando meu filho nasceu, em junho de 1973 — ela estava de passagem por Santiago e passamos a noite prevendo o golpe que iria derrubar Allende pouco mais de dois meses depois;
• no Rio, em meados de 1977, quando voltei do exílio, então nos Estados Unidos, por um mês e meio apenas — depois de prescrita uma condenação que tivera —, e me hospedei no apartamento dela, na Praia do Flamengo. Um calor daqueles, sem ar refrigerado, e conversa durante toda a madrugada, ela controlando o volume da voz para não acordar os filhos. Lembro muito bem que Conceição e o Lessa, entre outros, tiveram grande influência para que eu fosse convidado a ser professor da Unicamp, ao voltar definitivamente para o Brasil, em 1978. Lá, fomos colegas e continuamos a conviver;
• em São Paulo, na casa dos professores João Manoel Cardoso de Mello e Liana Aureliano, em 1980, ela fazendo 50 anos de idade e ouvindo o ”Parabéns pra você“.

Conceição sempre teve hábitos austeros, noves fora a modéstia dos seus rendimentos face aos encargos familiares.

Eu implicava com sua geladeira, invariavelmente semivazia… Ela poderia ter ganhado muito dinheiro, na iniciativa privada, porque possuía uma boa formação em matemática, além do seu conhecimento de economia, dois requisitos importantes para faturar no mercado financeiro. Manteve-se, no entanto, sempre professora e pesquisadora, sua grande vocação. Na política, fora próxima do PCB, nos anos 50, mas não parecia ter paciência para uma militância organizada. Por isso, me surpreendi quando ingressou no PT e se elegeu deputada, talvez na campanha mais barata já feita no Rio de Janeiro. Desistiu, porém, de concorrer a outro mandato e retomou sua vida de sempre.

Ao longo dos anos 80, com meu afastamento gradual da atividade acadêmica, nossos encontros foram se tornando mais raros. Mas carrego sempre comigo o afeto e a admiração por esta amiga tão inteligente, austera, excêntrica, doce e generosa.


Maria da Conceição Tavares http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_da_Concei%C3%A7%C3%A3o_Tavares


ELEIÇÕES 2010 - Plínio de Arruda Sampaio ´NA Manifestação dos Servidores Públicos federais que Aconteceu Que, Na Av. Paulista. #eleicoes2010


   

terça-feira, 27 de abril de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Plínio de Arruda Sampaio em entrevista à TV Sorocaba/SBT

   

ELEIÇÕES 2010 - Serra promete fortalecer Zona Franca de Manaus se for eleito


   
GABRIELA GUERREIRO
da Sucursal de Brasília


O tucano José Serra (PSDB) prometeu tornar permanente a Zona Franca de Manaus (AM) se for eleito presidente da República nas eleições deste ano. Em entrevista à TV Rede Amazônica, gravada na última sexta-feira, Serra disse que sua proposta é fortalecer a região, com indústrias que possam impulsionar a produção local.
"No governo, se eu chegar como espero, eu vou mais longe, tornando a Zona Franca perene. Não é preciso ficar renovando constantemente seu período de duração. Ela já está consolidada e já tem uma certa divisão de trabalho com o resto do Brasil. Portanto, eu tiraria essa coisa de que seu tempo vale até tanto. Tem a Zona Franca na Constituição, ou seja, tornaria a Zona Franca permanente", afirmou.
A íntegra da entrevista de Serra foi divulgada nesta terça-feira pela emissora. Na opinião do presidenciável, a Zona Franca ajuda a preservar a floresta Amazônica. "Você já imaginou se toda essa gente que trabalha lá não tivesse essa opção? Iria pra onde? Iria para a floresta. Então quando se analisa a Zona Franca, é preciso pensar em um patrimônio que está sendo preservado e que vale muito."
Além de defender a Zona Franca, o tucano também se mostrou favorável à construção de um novo porto em Manaus por ser um "fanático" pelos transportes hidroviários.
Apesar das críticas da oposição ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), com ameaças de extinguí-lo, Serra prometeu finalizar programas do PAC 2 na região Norte --em especial a BR-319, ligando Manaus a Porto Velho, com ênfase no licenciamento ambiental.
O tucano disse que se sente "mais preparado" para assumir a Presidência da República hoje do que em 2002, quando disputou o cargo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, porque administrou a cidade e o governo de São Paulo. Na opinião de Serra, o clima político atual é diferente porque em 2002 o Brasil "queria reeleger o Lula".
"Fizemos um único debate no segundo turno, que eu queria ter tido, mas tudo com nível, com altura, mas o Brasil decidiu a sua escolha. A derrota de 2002 também é uma experiência importante, porque na democracia a gente ganha e a gente perde também. Temos que ser altivos na derrota e humildes na vitória. Isso eu acredito que fiz."
Serra voltou a lembrar sua infância humilde em São Paulo, sua época de militante estudantil e o período do exílio durante a ditadura militar (1964-1985).
Belo Monte
Na entrevista, Serra defendeu a produção de energia elétrica com a construção da usina de Belo Monte (AM), mas disse que o governo precisa discutir melhor o assunto antes de colocá-lo em prática. "É uma obra que custa de R$ 19 a 30 bilhões. Dezenove é o que aparece, mas você ouve aí gente especializada dizendo que pode custar até 30. Não tem aquele rendimento que se imaginava, em quilowatts", afirmou.
O tucano disse que, se o assunto Belo Monte nascer "de uma maneira encrencada, encrenca no caminho e fica tudo se arrastando".

ELEIÇÕES 2010 - O Canto do Cisne? (veja a entrevista na Rede TV)


   

Na véspera da reunião do PSB que definirá hoje o fim de sua candidatura, deputado só poupou Dilma dos ataques

São Paulo - Antevendo o resultado da reunião da cúpula do PSB, que hoje vai oficializar a retirada de sua candidatura à presidência da República, o deputado federal Ciro Gomes apontou sua metralhadora giratória contra PMDB, PT e o tucano José Serra, em entrevista ao programa ‘É Notícia’, da Rede TV!, veiculada na madrugada de ontem. A crítica mais contundente foi para o PMDB, a quem Ciro definiu como “ajuntamento de assaltantes”. “Hoje quem manda no PMDB não tem escrúpulo, não tem ética”, disse.
Na semana passada, já ciente que a tendência do PSB seria o apoio à pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, Ciro declarara que Serra era o candidato melhor preparado para disputar as eleições. Mas ontem, fez uma ressalva. “É preparado, mas é uma personalidade autoritária, tenebrosa, que com o poder na mão parece um grande perigo para o País”. Sobre Dilma e Marina Silva (PT) se limitou a dizer que se tratam de “grandes brasileiras”.


Pré-candidato
Se soube poupar Dilma das críticas, o mesmo não fez com o PT. “Há três ou quatro meses eu era o herói do PT. Três ou quatro meses depois, como não sou mais conveniente, sou agredido, de forma rasteira, pouco elegante, pouco educada”, disse ele, na entrevista.
Ciro reforçou no programa da Rede TV que até a reunião de hoje permanece pré-candidato. “Não há força humana que me faça desistir. Vou espernear até terça-feira (hoje), mas aceitarei”, afirmou. Ele disse que vai aceitar a posição do PSB e, caso seja confirmada, a sua saída, vai se afastar para “escrever, trabalhar e ganhar algum dinheiro”.
Chegou a ser veiculado que Ciro poderia ser alvo de retaliação do próprio partido com perda de cargos no governo, devido às críticas feitas semana passada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PSB. O partido, porém, desmentiu a possibilidade. Na mira dos dirigentes estaria a Secretaria de Portos, sob o comando de Pedro Brito, homem de confiança de Ciro Gomes.


segunda-feira, 26 de abril de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Repercussão da visita de Plínio a Votorantim

Plínio de 
Arruda Sampaio
O pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, visitou ontem a cidade de Votorantim, no interior do estado de São Paulo. Ao lado do deputado estadual Raul Marcelo, Plínio apresentou suas propostas para enfrentar a falsa disputa de projetos entre as pré-candidaturas de Dilma (PT), Serra (PSDB) e Marina (PV). A atividade aconteceu na sede da Associação Cultural de Votorantim.