Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
Mostrando postagens com marcador ciro gomes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ciro gomes. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

SOBRAL - CE : Prefeitura vai gastar R$ 5 milhões para a construção da Vila Olímpica com nome de Ciro Gomes

 A obra foi construída na gestão do ex-prefeito Leônidas Cristino (PSB), atual ministro dos Portos. 

Por: Roberta Farias
A questão sobre o investimento de R$ 5 milhões para a construção da Vila Olímpica do município de Sobral gerou polêmica na edição deste domingo da Folha de São Paulo, inclusive para o atual gestor municipal, Veveu Arruda (PT).

O atual ministro dos Portos do governo Dilma Rousseff, Leônidas Cristino (PSB), que até 2009 assumia a prefeitura do município, foi o responsável pelo investimento na obra, intitulada com o nome de "Ministro Ciro Gomes".

Veveu Arruda questiona o fato e classifica a obra como "ousada" ou "uma alternativa caso o Rio de Janeiro não comporte os Jogos Olímpicos de 2016".

Leia abaixo a matéria completa da Folha de São Paulo 
 
Sobral gasta R$ 5 mi em Vila Olímpica "Ciro Gomes"

Ministro dos Portos do governo Dilma Rousseff, Leônidas Cristino (PSB), quando prefeito de Sobral (CE), gastou R$ 5 milhões na construção de uma Vila Olímpica na cidade, obra que leva o nome de "Ministro Ciro Gomes".
Cristino deixou o cargo de prefeito em dezembro para assumir a pasta em Brasília sem concluir a obra -que vem sendo executada há cinco anos e já consumiu 77% dos recursos previstos.
O atual prefeito de Sobral, Veveu Arruda (PT), classifica a obra como "ousada" ou "uma alternativa caso o Rio de Janeiro não comporte os Jogos Olímpicos de 2016".
Os recursos para a Vila Olímpica saíram dos cofres municipal, estadual e federal. A maior parte, R$ 2,6 milhões, é proveniente de emendas ao Orçamento feitas por congressistas.
Durante a gestão de Cristino (2005-2010) foram construídos dois pequenos prédios com salas de aula, duas piscinas, uma plataforma para salto e arquibancadas. Os pedreiros colocaram peixes nas piscinas para preservar os azulejos, diante da falta de previsão para inaugurá-las.

PISO GUARDADO O piso para a pista de atletismo também já foi comprado por R$ 1,1 milhão. Chegou de navio do Canadá no ano passado, a dois meses da eleição estadual. Está guardado numa sala, sem previsão para ser assentado.
Comprado com dispensa de licitação, é o mesmo usado nas pistas dos Jogos Pan Americanos de 2007.
A parte mais vistosa da Vila Olímpica é justamente o nome "Ministro Ciro Gomes", pintado no muro que cerca o terreno de 60 mil m2. A homenagem ao padrinho político de Cristino é vedada pela Constituição -em obras públicas não podem "constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades e servidores públicos". O juiz Jorge Di Ciero Miranda questiona a construção da Vila Olímpica: "É uma obra sem justificativa, sem transparência nem respeito ao cronograma."
Uma das empresas responsáveis pelo projeto, a Tecnocon Tecnologia em Construções Ltda., doou R$ 51 mil para a campanha de Cristino à reeleição em 2008. Na cidade, a empresa é conhecida como "Tecnotudo" porque faz grande parte das obras do município. Nos últimos três anos, recebeu R$ 21,6 milhões da prefeitura.
No ministério de Dilma, Leônidas será responsável por um setor que movimenta 700 milhões de cargas por ano e representa 90% do comércio exterior do país.

METRÔ
Até o próximo ano, Sobral também deve ganhar um metrô. A cidade não conta com transporte público -os moradores dependem sobretudo de mototáxi. Mesmo assim, o governo Cid Gomes (PSB) abriu licitação para construir um metrô de superfície na cidade. Fortaleza, capital do Estado, ainda não tem metrô.
"O metrô é um absurdo. Aqui as ambulâncias são aquelas Paratys bem antigas. A Vila Olímpica é outro absurdo. A obra não sai porque o nome dado a ela é muito pesado", alfinetou o vereador Marco Prado (PSDB)

sábado, 22 de janeiro de 2011

APOSENTADORIA VITALICIA - Ex recebe mais que atual governador do CE


Legislação previa equiparação de salário ao de desembargadores, hoje em R$ 24,1 mil, enquanto Cid Gomes ganha R$ 13,2 mil por mês
Carmen Pompeu, O Estado de S. Paulo
O valor da aposentadoria vitalícia de alguns ex-governadores no Ceará chega a ser quase o dobro do salário pago ao atual governador Cid Gomes (PSB), que recebe R$ 13.184,91 por mês. Isso ocorre porque a lei que vigorava na época equiparava o benefício ao salário de um desembargador do Tribunal de Justiça do Estado - hoje fixado em R$ 24.117,62. Essa regra foi modificada em 1987 e, após essa data, os benefícios dos ex-governadores foram equiparados ao rendimento do titular do cargo.
A antiga lei estabelecia ainda que o benefício vitalício fosse dado àqueles que ocupassem o cargo de maneira permanente, sem determinar um período mínimo na função.
Esse benefício chegou a ser extinto em 1995 diante da repercussão negativa da concessão da aposentadoria ao deputado Chico Aguiar. Ele governou o Ceará por apenas alguns dias no lugar de Ciro Gomes, que renunciou ao cargo de governador para assumir o Ministério da Fazenda no fim do governo Itamar Franco. O vice de Ciro na ocasião, Lúcio Alcântara, também havia renunciado para se candidatar ao Senado.

terça-feira, 27 de abril de 2010

ELEIÇÕES 2010 - a nota de Ciro Gomes dizendo que não vai disputar a Presidência da República


    A cúpula de meu partido, o PSB, decidiu-se por não me dar a oportunidade de concorrer à Presidência da República. Esta sempre foi uma das possibilidades de desdobramento da minha luta. Aliás, esta sempre foi a maior das possibilidades. Acho um erro tático em relação ao melhor interesse do partido e uma deserção de nossos deveres para com o País.

Não é hora mais, entretanto, de repetir os argumentos claros e já tão repetidos e até óbvios. É hora de aceitar a decisão da direção partidária. É hora de controlar a tristeza de ver assim interrompida uma vida pública de mais de 30 anos dedicada ao Brasil e aos brasileiros e concentrar-me no que importa: o futuro de nosso País!

Quero agradecer, muito comovido, a todos os que me estimularam, me apoiaram, me ajudaram, nesta caminhada da qual muito me orgulho.
Quero afirmar que uma democracia não se faz com donos da verdade e que, se minhas verdades não encontram eco na maioria da direção partidária, é preciso respeitar e submeter-se à decisão. É assim que se deve proceder mesmo que os processos sejam meio tortuosos, às vezes.

É o que farei.

Deixo claro: acato a decisão da direção do partido. Respeitarei as diretrizes que, desta decisão em diante, devem ser tomadas em relação ao nosso posicionamento na conjuntura política brasileira .

Meu entusiasmo, e o nível de meu modesto engajamento, entretanto, compreendam-me, por favor, meus companheiros, irão depender  do encaminhamento, pelo partido, de minhas preocupações com o Brasil, com nossa falta de um projeto estratégico de futuro, com a deterioração ética generalizada de nossa prática política, com a potencial e precoce esclerose de nossa democracia.

Agradeço novamente aos companheiros de partido pelo apoio que sempre me deram.  Faço também um agradecimento especial ao  povo cearense pelo apoio de todas as horas; mas minha lembrança mais grata vai para o simpatizante anônimo, para o brasileiro humilde, para a mulher trabalhadora, para os jovens, em nome de quem renovo meu compromisso de seguir lutando!

ELEIÇÕES 2010 - O Canto do Cisne? (veja a entrevista na Rede TV)


   

Na véspera da reunião do PSB que definirá hoje o fim de sua candidatura, deputado só poupou Dilma dos ataques

São Paulo - Antevendo o resultado da reunião da cúpula do PSB, que hoje vai oficializar a retirada de sua candidatura à presidência da República, o deputado federal Ciro Gomes apontou sua metralhadora giratória contra PMDB, PT e o tucano José Serra, em entrevista ao programa ‘É Notícia’, da Rede TV!, veiculada na madrugada de ontem. A crítica mais contundente foi para o PMDB, a quem Ciro definiu como “ajuntamento de assaltantes”. “Hoje quem manda no PMDB não tem escrúpulo, não tem ética”, disse.
Na semana passada, já ciente que a tendência do PSB seria o apoio à pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, Ciro declarara que Serra era o candidato melhor preparado para disputar as eleições. Mas ontem, fez uma ressalva. “É preparado, mas é uma personalidade autoritária, tenebrosa, que com o poder na mão parece um grande perigo para o País”. Sobre Dilma e Marina Silva (PT) se limitou a dizer que se tratam de “grandes brasileiras”.


Pré-candidato
Se soube poupar Dilma das críticas, o mesmo não fez com o PT. “Há três ou quatro meses eu era o herói do PT. Três ou quatro meses depois, como não sou mais conveniente, sou agredido, de forma rasteira, pouco elegante, pouco educada”, disse ele, na entrevista.
Ciro reforçou no programa da Rede TV que até a reunião de hoje permanece pré-candidato. “Não há força humana que me faça desistir. Vou espernear até terça-feira (hoje), mas aceitarei”, afirmou. Ele disse que vai aceitar a posição do PSB e, caso seja confirmada, a sua saída, vai se afastar para “escrever, trabalhar e ganhar algum dinheiro”.
Chegou a ser veiculado que Ciro poderia ser alvo de retaliação do próprio partido com perda de cargos no governo, devido às críticas feitas semana passada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PSB. O partido, porém, desmentiu a possibilidade. Na mira dos dirigentes estaria a Secretaria de Portos, sob o comando de Pedro Brito, homem de confiança de Ciro Gomes.


segunda-feira, 26 de abril de 2010

ELEIÇÕES 2010 - PSB já prepara a conta


   
deu em o globo

PSB já prepara a conta

Com a saída de Ciro, legenda vai cobrar do PT acordos nos palanques regionais

De Cristiane Jungblut:

Depois de se reunir amanhã para sepultar, oficialmente, a candidatura à Presidência do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), a cúpula do PSB vai cobrar do comando da campanha da candidata petista Dilma Rousseff a contrapartida para o desgaste, nas palavras de um dirigente do partido.
A cúpula do PSB espera a liberação para que aliados, como PCdoB e PR, façam coligações regionais com o partido, sob o argumento de que a reciprocidade é esperada depois da retirada da candidatura de Ciro — que atacou Dilma e afirmou que o tucano José Serra está mais bem preparado do que ela.
A interlocutores, Ciro disse que, com o fim de sua candidatura, vai viajar para o exterior. Alguns integrantes do PSB estão irritados com Ciro e esperam que ele "pare de surpreender", ou seja, de atacar Dilma e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ciro disse que deve ficar fora por um período de 30 dias. O deputado não irá amanhã ao encontro da Executiva do partido, no qual deverá ser formalizada a aliança em torno de Dilma. A ausência de Ciro, afirmam os aliados, foi acertada com os dirigentes do partido.
A "conta" do partido já foi apresentada ao coordenador da campanha de Dilma, Fernando Pimentel. O PSB tem candidatos em unidades da federação. Há problemas em estados como São Paulo e Rio Grande do Sul.
Na semana passada, dirigentes do PSB, entre eles Márcio França e o líder na Câmara, Rodrigo Rollemberg (DF), se encontraram em Brasília e aproveitaram para conversar sobre os palanques regionais.
O presidente do PSB, o governador pernambucano Eduardo Campos, tem dito que o partido está em primeiro e segundo lugares em pelo menos oito estados.
Leia mais em O Globo

sábado, 24 de abril de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Ciro: ‘Lula se sente Todo-Poderoso e acha que vai batizar Dilma presidente’


   

Deputado prevê vitória de Serra na eleição e diz que não vai para a TV pedir voto para petista

Após ser vetado pelo próprio partido — o PSB alegou falta de apoio e mau desempenho nas pesquisas — para disputar as eleições presidenciais, o deputado federal Ciro Gomes retomou a língua afiada ao comentar o cenário atual da política brasileira, às vésperas da campanha eleitoral de outubro. Sobrou principalmente para o ex-chefe Lula, de quem Ciro foi ministro. Para o político cearense de 53 anos, Lula merece o alto nível de aprovação popular que tem, mas faz ressalvas. “Ele não é Deus. Lula está navegando na maionese. Ele está se sentindo o ‘Todo-Poderoso’ e acha que vai batizar Dilma presidente da República”, disse Ciro, em entrevista a um portal de Internet, sobre à pré-candidata petista escolhida para disputar a sucessão de Lula. “Pior: ninguém chega para ele e diz: ‘Presidente, tenha calma’. No primeiro mandato, eu cumpri esse papel de conselheiro, a Dilma, que é uma pessoa valorosa, fazia isso. Agora ninguém faz”.
Ciro disse que apoia Dilma junto com o partido, mas negou maior participação na campanha. “Não me peçam para ir para a TV declarar meu voto, que eu não vou”, afirma ele, que talvez se afaste da política.
Sobre a disputa entre Dilma e José Serra (PSDB), Ciro faz previsões menos otimistas para a petista. “Como o PT, apoiado pelo PMDB, vai conseguir enfrentar essa crise? Ela não aguenta. Serra tem mais chances. Minha sensação é que ele vai ganhar a eleição. Dilma é melhor como pessoa. Mas o Serra é mais preparado, mais legítimo, mais capaz”.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Isolado pelo PSB, Ciro sai do páreo


    Sem apoio dos diretórios do partido em 19 unidades federativas e preterido na disputa por alianças, o deputado se vê obrigado a jogar a toalha na corrida pelo Palácio do Planalto

Denise Rothenburg


Publicação: 23/04/2010 07:00
Oficialmente, o PSB ainda não declarou que Ciro Gomes está fora da disputa presidencial, mas, nos bastidores, o discurso é um só: o partido não deseja uma aventura sem dinheiro nem alianças em que falta até mesmo o apoio dos próprios socialistas. Apenas oito dos 27 diretórios estaduais do PSB estão hoje com a candidatura de Ciro para o que der e vier (veja quadro) e não impõem condições, como alianças, por exemplo. Nos outros 19, os socialistas ou só desejam a candidatura se houver a parceria de outros partidos ou já organizaram projetos eleitorais ao lado dos petistas e preferem ver o PSB na campanha de Dilma Rousseff, para não serem obrigados a separar os palanques. O próprio irmão de Ciro, o governador do Ceará, Cid Gomes, chegou a cometer um ato falho ontem ao sair da reunião com Lula e comentar o futuro de Ciro: “Ele estava…, está no projeto presidencial…”

Esse quadro dos estados (1)foi apresentado ontem a Ciro numa conversa de duas horas com o presidente do PSB, Eduardo Campos, e o vice, Roberto Amaral. Para despistar os jornalistas, o cenário para o encontro foi o escritório da Alcântara Ciclone Space, no Edifício Corporate, do Setor Comercial Norte. Ali, eles avaliaram prós e contras de uma candidatura. Amaral, por exemplo, lembrou que em 2002 o partido era menor e tinha menos estrutura do que tem hoje. Ainda assim, o PSB teve candidato à Presidência da República (Anthony Garotinho, hoje no PR) e obteve 15% dos votos, pouco atrás de José Serra (PSDB).

Da mesma forma que falaram da valentia do PSB em 2002, lembraram que, há oito anos, o PSB não tinha tantos candidatos a governador. Hoje são 11: Eduardo Campos (PE), Cid Gomes (CE), Iberê Ferreira (RN), Wilson Martins (PI), Camilo Capiberibe (AP), Serafim Corrêa (AM), Paulo Skaf (SP), Renato Casagrande (ES) e Beto Albuquerque (RS). Também não tinha tantos projetos de eleger senadores e deputados federais e estaduais. “Não há nenhum caso de disputa direta com o PT. O PSB em alguns estados não tem como ter chapa de deputado sozinho, precisa de alianças”, comentou Eduardo Campos.

Em quatro estados, o PT apoia o PSB e essa aliança está fechada: Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí, em que o acordo foi selado ontem: “Wilson Martins é o meu candidato”, anunciou o ex-governador Wellington Dias (PT), ao chegar com Martins para a reunião com Lula que tinha como objetivo oficial tratar da ferrovia Transnordestina. “A nossa tendência é apoiar Dilma”, contou Martins, depois do encontro com Lula. Ele, Campos e Cid Gomes aproveitaram a reunião com Lula para, ao fim, conversar sobre a aliança. De pé, num bate-papo de 15 minutos no gabinete presidencial na presença de Cid Gomes e Wilson Martins, Campos contou informalmente a Lula que a reunião com Ciro tinha sido positiva.

Lentidão
Ciro tem apoio incondicional daqueles que colecionam problemas com o PT nos estados ou contam com ele para tentar se fortalecer. No Pará, por exemplo, o presidente regional do PSB, Ademir Andrade, faz críticas aos petistas: “O que a gente entende é que o programa do PT não é o melhor. O PT é bom, mas não é o melhor. Muita coisa precisa ser mudada, o programa do Lula teve coisa boa, mas foi lento no investimento e a política ambiental deveria ser levada de maneira distinta”, diz. Andrade, no entanto, está quase sozinho na avaliação. “A gente entende aqui que o PSB pode caminhar sem candidatura própria. Estamos satisfeitos com o presidente Lula. Nos estados há toda uma arquitetura feita. Já existe articulação aqui para a gente apoiar a Dilma”, afirma Jessé Santiago, candidato do partido no Acre.

1 - Inconveniente para articulações

É justamente a situação nos estados que irá tirar Ciro oficialmente do páreo no dia 27. No DF, por exemplo, a tendência é ficar contra a candidatura. O deputado Rodrigo Rollemberg é um dos nomes para o Senado na chapa que terá Agnelo Queiroz (PT) como candidato ao governo. Mesma situação vive o PSB de Sergipe, em que Antonio Carlos Valadares será candidato a senador ao lado do governador Marcelo Déda, (PT) e da Bahia, em que a deputada Lídice da Mata desponta como promessa para uma das vagas ao Senado na chapa de Jaques Wagner (PT) à reeleição.

Colaborou Josie Jerônimo

quinta-feira, 22 de abril de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Cozinhando o galo


De Ilimar Franco:

O PSB não quer assumir o ônus de vetar a candidatura de Ciro Gomes à Presidência. Por isso, vai jogar a decisão final para junho. Até lá, seguirá acertando alianças com o PT para os governos estaduais (PE, RN, PI e CE) e apoio a seus candidatos ao Senado (BA e DF).
Quanto mais esses entendimentos avançarem, menor será o apoio interno a Ciro. A cúpula socialista espera, nesse contexto, que o próprio tome a iniciativa de se retirar.

 


 

quarta-feira, 21 de abril de 2010

ELEIÇÕES 2010 - PT e PSB pedem que presidente faça Ciro desistir


da Sucursal de Brasília


Líderes de PT e PSB pediram ao presidente Lula que chame o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) para uma conversa a fim de convencê-lo a desistir da candidatura à Presidência.
Para os partidos, o ideal seria que a conversa acontecesse antes da reunião da Executiva do PSB, marcada inicialmente para o dia 27. Com isso, Ciro poderia anunciar no encontro apoio à pré-candidata do PT, Dilma Rousseff.
Com o abandono, o PSB estuda oferecer a Ciro a coordenação das campanhas da sigla nos Estados.

Apoio na web
Ciro ganhou um apoio à campanha para conseguir sair pré-candidato à Presidência. É o site "Deixa o Ciro concorrer", que pede para os internautas pressionarem as lideranças do PSB em favor de Ciro.
Assinado por Wanderley Peixoto, o texto de abertura do site critica a polarização entre as pré-candidaturas do PT (Dilma Rousseff) e PT (José Serra) nas eleições de outubro. "O que assistimos hoje são os dois principais partidos do país, o PT e o PSDB, se unindo por baixo do pano para tentar que as eleições de outubro sejam uma disputa apenas entre eles, como se o Brasil não tivesse alternativas", diz o texto.
Ele compara essa polarização ao período da ditadura militar, "quando havia um partido oficial, a Arena, e uma oposição consentida, o MDB". "O bipartidarismo é uma lembrança de um período que, diria o saudoso Ulysses Guimarães, provoca ódio e nojo. Mas o que esses partidos tentam hoje é um bipartidarismo escamoteado."
"Um monte de partidos sob a batuta do PT fazendo parte da turma do Lula e outro monte de partidos sob a batuta do PSDB formando a turma do FHC. E os mentores dessa falsa polarização fazendo de tudo para sufocar candidaturas como a de Ciro Gomes, que tem muito a acrescentar ao debate."
Os argumentos do artigo do site são parecidos com o texto publicado na semana passada no site de Ciro (leia a íntegra). A reportagem não localizou Peixoto para comentar o artigo.
Colaborou a Reportagem Local

 


 

terça-feira, 20 de abril de 2010

ELEIÇÕES 2010 - PSB começa a negociar retirada de Ciro




 
Desistência do deputado vira moeda de troca na negociação com o PT nos Estados

De Eugênia Lopes, de O Estado de S.Paulo:

A cúpula do PSB começa hoje as negociações para a retirada da pré-candidatura do deputado Ciro Gomes da corrida presidencial. A pretexto de participar de comemoração pelos 50 anos de Brasília, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, deve desembarcar na capital para um conversa com Ciro.
Daqui a uma semana, dia 27, a Executiva Nacional do PSB pretende bater o martelo sobre a candidatura de Ciro à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva. Na contabilidade do PSB, a renúncia de Ciro pode virar moeda de troca na negociação com o PT em alguns estados.
"Temos de atender o apelo do Ciro e resolver logo isso. Existem vários diretórios do partido nos Estados que estão parados à espera de uma solução", afirmou o vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral.
A candidatura de Ciro, que já dividia o partido, perdeu força nos últimos dias após nota do deputado pressionando o PSB a decidir seu futuro. A avaliação de parte da cúpula do partido é que a nota de Ciro foi "grosseira" e "deselegante".
Amaral negou, porém, que o partido esteja "negociando" com o PT a retirada da candidatura de Ciro Gomes, em troca do apoio de petistas em alguns Estados. "Não existe isso. Até porque o PT tem muito pouco a oferecer hoje ao PSB", disse.
Em Estados como a Paraíba e o Espírito Santo, o PT já avisou que não vai apoiar os socialistas. Na Paraíba, o PSB lançou na disputa o ex-prefeito Ricardo Coutinho, que deverá contar com o apoio do PSDB.
O PT, por sua vez, decidiu ficar com o ex-governador Ronaldo Lessa, hoje no PDT. No Espírito Santo, o senador Renato Casagrande também perdeu as esperanças de ter o PT em seu palanque. Os petistas vão ficar com Ricardo Ferraço, do PMDB.
Em São Paulo, uma possível aliança PSB e PT é hoje inviável. Mas os socialistas almejam que o PT não breque o apoio de partidos, como o PP, à candidatura de Paulo Skaf (PSB) ao governo de São Paulo. O PT vai disputar o governo paulista com o senador Aloizio Mercadante.


 

sábado, 17 de abril de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Ciro falta a sessões na Câmara em abril e não justifica ausência

MARIA CLARA CABRAL
da Sucursal de Brasília
 
O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) não apareceu para trabalhar na Câmara em abril e até agora não justificou as faltas. Foram realizadas nove sessões, e não há registro da presença de Ciro.
Isolado no PSB já que insiste em disputar o Planalto, o deputado também tem evitado aparecer em eventos públicos em seu próprio Estado. Enquanto Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) estão em pré-campanha, as declarações de Ciro são frequentemente enviadas via aliados ou por artigos.
No mês passado, o quadro de presença do congressista na Câmara não foi muito diferente. Das 22 sessões realizadas, ele faltou a mais do que a metade. Na ocasião, no entanto, cinco ausências foram justificadas.
E este mês deve acontecer a mesma coisa. A assessoria de imprensa de Ciro diz que ele passou boa parte da semana passada realizando exames médicos e que outras faltas aconteceram em decorrência de problemas em aeroportos.
Ambas as justificativas são aceitas pela Câmara para que não haja desconto de salário.
No extremo, o excesso de faltas poderia até levar à cassação. Pela Constituição, um congressista que falta a um terço das sessões ordinárias em um ano pode perder o mandato. Ausências justificadas não entram na contagem e não há prazo para que os parlamentares apresentem os seus motivos.


 


 

sexta-feira, 16 de abril de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Ciro: 'Jamais imaginei viver o que vivo hoje'


Deu em O Globo

Ciro: 'Jamais imaginei viver o que vivo hoje'

Deputado afirma que não consegue entender o que seu partido espera dele: ‘O que é o PSB?’

De Adriana Vasconcelos:

Quatro dias depois de a pré-candidata petista Dilma Rousseff ter visitado seu principal reduto eleitoral, o Ceará, e inconformado com o tratamento recebido pela cúpula do PSB — que, estimulada pelo presidente Lula, tenta convencê-lo a sair da disputa presidencial —, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) reiterou ontem, em um artigo publicado em seu site (www.cirogomes.com), que não desistirá de sua candidatura à Presidência.
Em tom de desabafo, Ciro reclamou da situação enfrentada atualmente dentro do próprio partido e subiu o tom das críticas não só em relação ao PSB, como também ao PT, sugerindo que o interesse do partido é ter Lula de volta depois de 2014.
"Jamais imaginei, após 30 anos de vida pública, viver uma situação política como a em que me encontro. A pouco mais de 60 dias do prazo final para as convenções partidárias que formalizam as candidaturas às eleições gerais de 2010, não consigo entender o que quer de mim o meu partido", lamentou o pré-candidato em seu artigo.
Mas avisou: "Eu cumprirei com disciplina e respeito democrático o que decidir meu partido. Mas, tenham meus companheiros clareza: eu não desisto!".
Ciro foi duro com o PSB:
"O que é o PSB? Um ajuntamento como tantos outros, ou a expressão de um pensar audacioso e idealista sobre o Brasil? Vai se decidir isto agora".
Na sua opinião, a polarização "amesquinhada" da disputa eleitoral deste ano entre PT e PSDB é conveniente apenas às duas legendas, não ao país:
"A história acabou? Não há mais o que criticar ou discutir? Oito (anos) de Lula, quatro de Dilma, mais oito de Lula é o melhor que podemos construir pro futuro de nosso país?"

 


 

domingo, 4 de abril de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Vox Populi: Serra tem 34%, contra 31% de Dilma


Logo 
Terra


São Paulo - A pesquisa do Vox Populi, divulgada pelo Jornal da Band na noite deste sábado, 3, traz José Serra, do PSDB, com 34% das intenções de voto para presidente da República. Dilma Roussef, do PT, aparece com 31%. Ciro Gomes, do PSB, soma 10%. Marina Silva, do PV, tem 5%.

Como a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, está caracterizado um empate técnico entre os candidatos tucano e petista.

No cenário sem Ciro, Serra soma 38%, Dilma, 33%, e Marina, 7%. Foram ouvidas 2 mil pessoas entre 30 e 31 de março. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segunda-feira, 29 de março, com o número 7337/2010, encomendada pela Rádio e Televisão Bandeirantes.

Na sondagem eleitoral anterior do mesmo instituto, realizada entre 14 e 17 de janeiro, Serra registrava 34%, contra 27% de Dilma. Ciro tinha 11%, e Marina, 6%.


 


 

domingo, 28 de março de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Saída de Ciro vira problema para Lula

KENNEDY ALENCAR
Colunista da Folha Online
Além de embalar a pré-candidatura de Dilma Rousseff (PT), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem outra tarefa. No caso, bem mais espinhosa: como convencer Ciro Gomes, pré-candidato do PSB, a sair do páreo.
Apesar da pesquisa da Datafolha que mostrou crescimento do virtual candidato do PSDB, o governador José Serra (SP), Lula mantém a avaliação de que convém ao governo patrocinar uma disputa plebiscitária contra os tucanos. Nesse contexto, seria melhor retirar a candidatura de Ciro, deputado federal pelo Ceará.
O problema é que as relações entre Ciro e o PT pioraram nas últimas semanas. A versão de que Lula faz uma maldade com o aliado do PSB, tirando-lhe todo o gás político, parece que arranhou um pouco a boa relação pessoal entre os dois. Ciro estaria magoado, segundo interlocutores dele e de Lula.
A hipótese de Ciro ser vice de Dilma virou pó. O deputado federal fustiga todo dia o PMDB, partido ao qual está prometida a vice e legenda que não tem por ele apreço a ponto de renunciar a uma posição tal vital.
Após adiamentos, Lula deverá, sim, ter aquela conversa olho no olho com Ciro. O novo prazo agora é a segunda quinzena de abril.
Na última pesquisa Datafolha, Ciro ficou estacionado em relação ao levantamento anterior, assim como Dilma. Serra subiu quatro pontos e obteve 36%. Dilma oscilou negativamente um ponto percentual (27%). Ciro também, 11%. E a senador Marina Silva (PV-AC) manteve seus 8%.
*
Senadora patina
Desde a pesquisa Datafolha realizada entre 14 e 18 de dezembro, Marina continua com o mesmo percentual. Já realizou uma bateria de programas populares de TV e fez viagens pelo país. É verdade que sua exposição na mídia é baixa na comparação com as de Serra e Dilma.
Mas seu discurso é muito genérico. Para fugir do carimbo ambiental, faz propostas que soam semelhantes às de Serra e Dilma, patrocinados por máquinas políticas mais poderosas. É preciso inovar para sair da condição de mera coadjuvante.
Para ser uma sensação eleitoral, cairia bem terminar essa disputa na casa dos 15 pontos. Menos do que isso, garantirá um lugar de apoiadora de relevo no segundo turno. Hoje, esse apoio estaria mais para Serra do que para Dilma.
Kennedy Alencar, 42, colunista da Folha Online e repórter especial da Folha em Brasília. Escreve para Pensata às sextas e para a coluna Brasília Online, sobre bastidores do poder, aos domingos. É comentarista do telejornal "RedeTVNews", de segunda a sábado às 21h10, e apresentador do programa de entrevistas "É Notícia", aos domingos à meia-noite.

E-mail: kennedy.alencar@grupofolha.com.br


 


 

sexta-feira, 26 de março de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Ciro volta a disparar contra o PT

De Luciana Nunes Leal, da Agência Estado:

Em entrevista ao programa "3 a 1", da TV Brasil, exibido na noite de ontem, o pré-candidato do PSB à Presidência da República, deputado federal Ciro Gomes (CE), disse que o PT trata os aliados "como empregados" e que exige respeito do partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ciro reiterou que não é candidato a vice, mas a presidente, e que se considera "mais preparado" que a pré-candidata do PT, ministra Dilma Rousseff.
"Sou aliado do PT. Mas sou aliado que exige respeito. O PT tem mania de tratar seus aliados como seus empregados. Eu exijo respeito", afirmou o deputado.
"Acho que o PT teme que eu ultrapasse a Dilma na campanha. E se o PT teme que eu vá passar a Dilma, eu, que estou trabalhando nas unhas, então ela vai perder para o Serra", disse, citando o futuro candidato do PSDB, o governador de São Paulo, José Serra.
Para Ciro, a inexperiência de Dilma em disputas eleitorais pode prejudicá-la. "A Dilma tem grandes dotes, mas pode cometer erros na campanha eleitoral porque nunca foi candidata", disse.
Ciro Gomes disse que atendeu a um pedido do próprio presidente Lula quando transferiu a domicílio eleitoral para São Paulo, o que abriu a possibilidade de ser candidato a governador.
"O Lula me pediu para transferir meu título eleitoral para São Paulo. Falei para ele: ''Presidente, é uma honra, mas não estou preparado para governar o Estado de São Paulo''", contou o pré-candidato socialista aos entrevistadores.
Segundo Ciro, a única "força" capaz de demovê-lo da decisão de disputar o Palácio do Planalto "é o Partido Socialista Brasileiro".
O deputado criticou o Banco Central, apesar do elogio ao presidente da instituição, Henrique Meirelles. "O Meirelles é ótimo, mas só quer perseguir a menor inflação", afirmou. "O Banco Central constrange o crédito."

 

 

quinta-feira, 25 de março de 2010

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL - Se eleito, Ciro aposta que unirá PT e PSDB no governo


Da Reuters/Brasil Online, em O Globo:
O deputado Ciro Gomes tem um sonho e uma certeza. Se eleito presidente da República teria no centro de sua coalizão de governo os principais adversários do país: PT e PSDB.
"Eu vou governar com os dois", apostou o pré-candidato nesta quarta-feira. "Nós estamos prontos para fazer a estabilidade da política brasileira."
A tese dessa improvável aliança não é nova. Em 1994, foi Ciro, à época filiado ao PSDB, quem fez o convite a Luiz Inácio Lula da Silva. Oferecia uma chapa do tucano Tasso Jereissati (PSDB-CE) com o petista, naquela mesma hora rejeitada pelo hoje presidente.
Na ocasião, o PT apostou na crítica ao Plano Real e chamava a política de estabilização de "truque" para vencer as eleições". Oito anos mais tarde, Lula assumia o Executivo federal mantendo todos os pilares econômicos de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso.
"Isso já é uma realidade em vários Estados", argumentou o parlamentar, citando a experiência de Minas Gerais. Lá, os dois partidos se juntaram para eleger Márcio Lacerda, do PSB de Ciro, prefeito da capital. O pacto foi abençoado por Lula à época.

 


 

quinta-feira, 18 de março de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Não existe mais hipótese da candidatura de Ciro em SP, diz Vaccarezza


Líder do governo diz que o próprio deputado federal já disse não querer.
Nome do PT deve ser o de Aloízio Mercadante, segundo o líder do governo.

Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou nesta quinta-feira (18) que “não há mais a hipótese” de o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) ser candidato ao governo de São Paulo. Ciro é pré-candidato à Presidência, mas vinha sendo sondado por um grupo de partidos para disputar o governo de São Paulo. Com o deputado fora da disputa, Vaccarezza acredita que o senador Aloízio Mercadante será o candidato do PT no estado.

“Não existe mais a hipótese dele (Ciro) ser candidato ao governo de São Paulo. Ele já falou para mim e até publicamente que não quer ser candidato. Se não fosse definitivo, não teria falado”, disse Vaccarezza.

Diante da exclusão do nome de Ciro, o candidato do PT deve ser Mercadante, segundo o líder do governo. “Salvo qualquer modificação, o Mercadante será o nosso candidato”.

O líder do governo reconheceu que a ministra deverá ter mais de um palanque no estado. Além de Mercadante, ela poderá contar com o apoio de Paulo Skaf (PSB), que substituiria Ciro como candidato do PSB. “O mais provável e que a Dilma tenha um palanque duplo, o do Skaf e o do Mercadante”.

Leia mais notícias de Política



 


 

quinta-feira, 4 de março de 2010

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL - Ciro critica eventual chapa puro-sangue do PSDB

De Gabriela Guerreiro:
Pré-candidato do PSB à Presidência da República, o deputado Ciro Gomes (CE) criticou nesta quarta-feira a chapa puro-sangue do PSDB, caso o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), aceite sair candidato à vice-presidência da República na chapa do governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Na opinião de Ciro, Aécio tem força suficiente para se lançar candidato à Presidência, e não à vice.
"A turma de São Paulo quer resolver esse problema no gabinete. Querem tirar a política do povo. O Aécio tem delegação para ser presidente, não para ser vice de um cara [Serra] que impede ele de ser presidente", afirmou.
Sem poupar críticas ao pré-candidato tucano, Ciro disse que Serra não pensa no partido, mas em um projeto pessoal de se tornar presidente da República. "Para o Serra não existe partido, mas opção particular da carreira dele."
Ciro disse ser "improvável" sair candidato à vice na chapa de Aécio, caso o governador mineiro volte atrás na decisão de não disputar o Palácio do Planalto. "Não é provável", afirmou.
O deputado reiterou que será candidato à Presidência da República, mesmo com as pesquisas apontando a probabilidade de segundo turno entre Serra a pré-candidata do PT, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
"A minha candidatura não tem essa miudice de motivação [provocar o segundo turno]. Nunca uma pesquisa nessa data foi o [resultado] que aconteceu lá na frente", afirmou.
Ciro declarou que, se depender da sua vontade, leva a sua candidatura ao Palácio do Planalto até o dia 3 de outubro --data das eleições. O parlamentar, porém, não descarta desistir da corrida presidencial se reavaliar as condições da disputa.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Partidos pró-Ciro em SP vão se reunir com coordenação de pré-campanha de Dilma

Publicidade
PHILLIP DÂNTOM
colaboração para a Folha Online
 
O presidente do PT de São Paulo, Edinho Silva, disse nesta segunda-feira que o bloco dos nove partidos dispostos a apoiar a eventual candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ao governo de São Paulo deverá se reunir nos próximos dias com a coordenação da campanha da pré-candidata petista à Presidência da República, ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
De acordo com o petista, em pauta estará como poderá ser a atuação dos partidos (PSB, PT, PDT, PC do B, PTC, PRB, PSC, PTN e PT do B) na construção de um palanque forte para a ministra no Estado. A data para o encontro ainda não foi marcada.
"As pesquisas mostram uma tendência grande de crescimento da ministra Dilma. Então, precisamos estar preparados para dar apoio a essa candidatura aqui no Estado", disse Edinho, que hoje à tarde participou de uma reunião, na sede do PC do B, com cinco dos nove partidos que integram o grupo.
Além da reunião com a coordenação de Dilma, os partidos também voltaram a discutir como convencer Ciro Gomes a abandonar a disputa à Presidência e concorrer ao governo de São Paulo. Uma conversa entre o socialista e os partidos que o apoiam em São Paulo está marcada para acontecer ainda na primeira quinzena deste mês.
Segundo o petista, quanto mais se cristaliza uma polarização entre PSDB e PT na disputa pelo Palácio do Planalto, mais fica provado que "quem está fora dessa polarização terá uma margem de crescimento muito pequena no decorrer da campanha."
Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo aponta uma estagnação nos índices de Ciro Gomes e de Marina Silva (PV-AC) na corrida à Presidência. Conforme a pesquisa, Ciro tinha 13% em dezembro. Agora, fica com 12%, mesmo depois de voltar a se expor em programa na TV. Já Marina aparece com os mesmo 8% da última pesquisa.
Entretanto, Edinho Silva afirma que os números apontados pela pesquisa não serão usados para tentar convencer Ciro a entrar na disputa pelo governo de São Paulo. "O Ciro é um cara inteligente. Não precisamos usar desse discurso para convencê-lo. Ele vai saber decidir o que é melhor para todos, já que o grande objetivo é o âmbito nacional [eleição de Dilma Rousseff]", afirmou.
Pesquisa
Segundo reportagem publicada hoje pela Folha de São Paulo, mais do que o crescimento de Dilma, o resultado da pesquisa Datafolha mostrou, na avaliação de petistas, que está errado o discurso de Ciro Gomes de que é preciso ter dois nomes para enfrentar o tucano José Serra na disputa pela sucessão presidencial.
O resultado, na leitura de lideranças do partido, indica que Dilma se consolidou como a candidata do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O deputado federal Ricardo Berzoini (SP), ex-presidente nacional do PT, já fala em vitória no primeiro turno. "Quando vinculamos a Dilma ao Lula e ao PT ela cresce muito. Temos pesquisas que mostram a possibilidade de avançarmos a ponto de não precisar de segundo turno", disse.
Reservadamente, os petistas avaliam que os números darão mais argumentos para os socialistas contrários à postulação de Ciro se posicionarem dessa forma dentro do partido. E também para o presidente Lula, que deseja uma única candidatura no seu campo de apoio e pretende convencer Ciro a disputar o governo de São Paulo e não o Planalto.

Pesquisa que aponta queda da intenção de votos em Ciro Gomes para a Presidência

Resultado dá munição ao PT para pressionar o PSB a desistir da pré-candidatura do deputado ao Palácio do Planalto e favorecer a campanha de Dilma Rousseff
Tiago Pariz
Publicação: 01/03/2010 08:18
A pré-candidatura de Ciro Gomes perdeu fôlego, mas sua insistência
 pode custar caro ao PSB, que corre o risco de diminuir após as eleições
 deste ano - (Gustavo Moreno/CB/D.A Press )
A pré-candidatura de Ciro Gomes perdeu fôlego, mas sua insistência pode custar caro ao PSB, que corre o risco de diminuir após as eleições deste ano
Com a estagnação do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) na corrida pelo Palácio do Planalto, a cúpula do PT vai intensificar a pressão em cima do partido aliado para desistir da empreitada e apoiar a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Pesquisa do instituto Datafolha publicada na edição de domingo da Folha de S. Paulo mostra o pré-candidato socialista com 12% das intenções de votos, variando negativamente em relação ao último levantamento, realizado em dezembro, quando tinha 13%.

O PT acredita que a pesquisa é um ingrediente importante no processo de convencimento do PSB, que dá sinais de que a candidatura do deputado não é mais desejável. Como Ciro Gomes mantém a postura rígida em defesa de sua campanha, os petistas vão focar a pressão sobre a legenda aliada. A ideia é explorar a tese de que, insistindo no voo solo, o partido corre sério risco de encolher na eleição de outubro.

O deputado cearense tem dito que vale a pena o partido correr o risco por avaliar que terá uma candidatura competitiva, com apoio em estados importantes e com estrutura superior à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas campanhas de 1989 e 1994. O PSB tem governadores no Rio Grande do Norte, no Ceará e em Pernambuco. Mas vem justamente desse último governo, comandado por Eduardo Campos (PE), a principal dúvida sobre a viabilidade do projeto presidencial. A cúpula petista, comandada pelo presidente da legenda, José Eduardo Dutra, pretende insistir com os colegas do PSB que a candidatura de Ciro tende a se tornar cada vez mais descartável.

O PSB apostava que Ciro teria um crescimento pequeno, mas significativo, depois que foi ao ar a propaganda gratuita em rádio e televisão em fevereiro. Ele não só oscilou para baixo, como reforçou que sem seu nome na disputa, o governador de São Paulo, José Serra, o provável candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, não venceria mais em primeiro turno. Isso mostra que começa a fazer água a tese de Ciro Gomes de que, sem ele, o principal beneficiado é o tucano.

No cenário sem o deputado do PSB, o Datafolha mostra Serra com 38%, Dilma com 31%, e a senadora Marina Silva (PV) com 10%. Quando o levantamento inclui Ciro Gomes, ele chega aos 12%, o governador paulista mantém a liderança, com 32%, a petista alcança 28%, e Marina, 8%. O importante é que a ministra da Casa Civil mantém a linha ascendente e Serra, a descendente. Os petistas acreditam que, nesse ritmo, o empate técnico entre Serra e Dilma (com ou sem Ciro) deverá aparecer já em abril.

Estagnação
O senador Renato Casagrande (PSB-ES), secretário-geral do partido, afirmou que a estagnação de seu correligionário sofre com um cenário de instabilidade por haver um descompasso entre seus próprios interesses e os do partido. “A candidatura do Ciro é boa para o processo eleitoral e para a política, mas o partido faz uma reflexão. O risco está nos estados”, disse o parlamentar capixaba, referindo-se à análise sobre a meta de aumentar — e não diminuir — o número de deputados eleitos pelo partido.

Dentro do PSB, há quem defenda a candidatura de Ciro ao governo de São Paulo, exatamente como quer o presidente Lula. O deputado Márcio França (PSB-SP) tem demonstrado otimismo com a possibilidade de a disputa regional ser mais interessante do que a presidencial para seu colega de partido. Os petistas estão mais céticos e apostam que o deputado pelo Ceará não entrará em nenhuma das duas corridas.

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que Ciro é uma questão para ser resolvida pelo PSB. Ele preferiu comemorar o resultado e dizer que o seu partido não pode entrar na onda do já ganhou. “Precisamos trabalhar bastante, porque ainda não ganhamos nada”, afirmou. Segundo ele, a queda do governador de São Paulo nas pesquisas já era esperada. “Em 2002, o Serra foi rejeitado porque representava a continuidade e o povo queria a mudança. Agora, o Serra representa a mudança e o povo está dizendo que quer a continuidade. É azar dele”, alfinetou.