Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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segunda-feira, 9 de abril de 2012

ILEGAL, MAS É MORAL?? - Vários Ministros de Dilma recebem auxílio-moradia.

Um em três ministros recebe auxílio-moradia

Benefício de até R$ 6.680 mensais não entra na conta do teto salarial de R$ 26,7 mil e ajuda a engordar rendimentos de 13 titulares da Esplanada

Eugênia Lopes e Eduardo Bresciani

BRASÍLIA - Além de turbinar os salários com jetons pagos por conselhos de estatais e empresas públicas, os ministros de Estado têm direito a receber auxílio-moradia. Assim como o pró-labore pago pelas empresas, o benefício está fora do teto salarial do funcionalismo público, que hoje é de R$ 26.723,15. Atualmente, eles têm direito a gastar até R$ 6.680 com habitação. Um terço dos 38 ministros do governo Dilma Rousseff recebe o benefício.

Veja também:

O Estado revelou na edição desse domingo, 8, que 13 dos 38 ministros ganham jetons de estatais e os respectivos rendimentos ultrapassam o teto.

O ressarcimento de despesas com moradia está previsto no artigo 172 da Lei 11.784, de 2008, e no artigo 60-D, da Lei 8.112, de 1990. A legislação estabelece como teto para o auxílio-moradia o correspondente a 25% do salário de ministro. Para receber o benefício, é preciso apresentar comprovante com o valor do gasto, que pode ser em aluguel de imóvel ou em diárias de hotel.

Levantamento feito pelo Estado mostra que 13 ministros recebem o auxílio. Desses, 12 estão enquadrados na lei do Executivo. Mendes Ribeiro (Agricultura) recebe da Câmara, da qual está licenciado. Como é necessário comprovar o gasto com moradia, os custos variam. O titular do Trabalho, Paulo Roberto Santos, recebe R$ 3.200, enquanto José Eduardo Cardozo (Justiça), Wagner Bittencourt (Aviação Civil), Marco Antonio Raupp (Ciência e Tecnologia), Eleonora Menicucci (Mulheres) e Ana de Hollanda (Cultura) têm benefícios acima de R$ 6 mil.

Outros 13 ministros declararam ao Estado não receber auxílio-moradia. Alguns residem em imóveis funcionais, como Gleisi Hoffmann (Casa Civil), que mora numa casa no Lago Sul, área nobre de Brasília, com o marido, Paulo Bernardo (Comunicações). Guido Mantega (Fazenda) também ocupa imóvel funcional.

Ministros que são parlamentares podem optar por receber o benefício da Câmara ou do Senado. É o que faz Mendes Ribeiro, que recebe R$ 3 mil. O petista Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário), que também é deputado pelo Rio Grande do Sul, foi nomeado em março e pediu à Câmara para deixar de receber o benefício. Outros ministros nessa situação, como Aguinaldo Ribeiro (Cidades) e Aldo Rebelo (Esporte), moram em apartamentos funcionais da Câmara.

Jetons. Entre os ministros do governo Dilma que engordam os rendimentos mensais com jetons de conselhos de estatais, como mostrou o Estado, o campeão é o ministro da Defesa, Celso Amorim, que acumula seu salário de R$ 26.723,15 com o pró-labore de R$ 19.400, pagos pela participação no Conselho de Administração da Itaipu Binacional. São R$ 46.100 mensais brutos. Amorim não recebe auxílio-moradia: ele ocupa um imóvel funcional da própria pasta.

Já Guido Mantega e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, ocupam a segunda posição de mais bem pagos da Esplanada, com renda mensal bruta de R$ 41.500. Ambos são conselheiros da Petrobrás e da BR Distribuidora, empresas com jetons que alcançam quase R$ 15 mil mensais.

Belchior ganha R$ 4.800 de auxílio-moradia. O acúmulo de salário com o jetom de conselhos de estatais e empresas públicas não é ilegal.

Fonte Estadao

sábado, 3 de março de 2012

FARRA COM DINHEIRO PÚBLICO - Deputados estaduais recebem até 18 salários no Maranhão

Por Aline Louise
Direto de São Luís

Dezoito salários por ano: essa é a remuneração dos 42 deputados do Maranhão. Neste Estado, as verbas de entrada e de saída, que estão sendo questionadas em todo o País, correspondem a 2,5 vezes o valor do subsídio recebido mensalmente. A distribuição do acréscimo custa para os cofres públicos mais de R$ 5 milhões por ano. Nos meses de dezembro e fevereiro, os parlamentares recebem uma "ajuda de custo" de R$ 50.105,85, determinada por decreto legislativo em 2006. Esse valor é adicionado ao salário pago normalmente, além de seus subsídios mensais de R$ 20.042,34. O total que os parlamentares recebem em cada um desses dois meses é de R$ 70.148,19.

Em 2010, o benefício foi estendido aos suplentes de deputado que, provisória ou permanentemente, assumissem o mandato parlamentar. No decreto legislativo 331/06, que regra a remuneração dos membros da Assembleia Legislativa, a justificativa para a concessão das verbas de entrada e de saída é de que elas serviriam para compensar as "despesas de transporte e outras imprescindíveis para o comparecimento à sessão legislativa ordinária".

A inclusão do benefício foi feita pelo então presidente da Assembleia Legislativa, João Evagelista, morto em 2010. Deputados não têm 13º salário e o cargo que ocupam não tem status de emprego, mas de função pública. Por isso, recebem subsídios em vez de salários e ficam privados do benefício garantido à maioria dos trabalhadores do País. Ainda assim, esse mesmo decreto diz que, caso compareça a 2/3 da sessão, o deputado terá direito a mais uma vez o mesmo valor de seu subsídio. Assim, totalizam 18 salários por ano.

Exercendo o quinto mandato consecutivo como deputado, o presidente da Assembleia Legislativa, Arnaldo Melo (PMDB), diz que não tem conhecimento da quantia disponibilizada pelas verbas de entrada e de saída no Estado, mas afirma estar avaliando junto aos demais componentes da Mesa Diretora da Casa as providências a tomar. "Todas as assembleias do Brasil estão debatendo esse assunto e aqui nós também estamos. Na semana que vem vamos avaliar os procedimentos tomados nas demais casas legislativas e definir o que fazer", afirmou.

A assessoria da Assembleia Legislativa não informou se todos os 42 deputados recebem efetivamente o benefício e disse que se pronunciará sobre o assunto somente depois da reunião da Mesa Diretora, que acontecerá na segunda-feira.

"Recebo como todos os outros. Não se trata de ser merecido ou não pelos deputados. Quando entrei na Assembleia, em 1995, essas verbas já existiam e não cabia a mim contestá-las", opinou Carlos Alberto Milhomem (PSD).

"Não sei qual é o valor específico, mas recebo a mesma remuneração de todos os deputados, inclusive as verbas de entrada e de saída", disse Roberto Costa (PMDB).

"É uma reslução da Casa que tem presunção de legalidade, de acordo com as últimas decisões judiciais. Inclusive declaro o recebimento no imposto de renda, pois entra como rendimento parlamentar. Se alguma coisa tiver que ser questionada, é a sua vigência daqui para frente", ressalto Rubens Pereira Junior (PCdoB).

Fonte Terra

terça-feira, 15 de novembro de 2011

ALUGUEL SOCIAL EM NITERÓI - TCE acata denúncia de @marcelofreixo sobre irregularidades no pagamento

No documento, o deputado estadual Marcelo Freixo afirma que diversas cláusulas do contrato foram descumpridas pelo município

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) acatou na última quinta-feira, denúncia do deputado estadual Marcelo Freixo referente a supostas irregularidades no convênio do aluguel social em Niterói. O contrato foi firmado entre a Secretaria de Estado de Assistência Social e de Direitos Humanos e a prefeitura de Niterói. No documento, Freixo afirma que diversas cláusulas do contrato foram descumpridas pelo município. Dentre elas, a não apresentação, na prestação de contas, de extratos bancários, além do pagamento aos desabrigados em dinheiro, em vez de fazê-lo por rede bancária.
A denúncia, feita em março deste ano, foi anexada a outro processo, de iniciativa do próprio TCE, com o objetivo de fazer uma auditoria na Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa). Este está sendo preparado pela equipe de inspeção no município. A auditoria, que ocorreu entre os dias 23 e 27 de maio, foi feita para examinar a legalidade, a legitimidade e a economicidade dos atos de gestores da Emusa.
Os processos ainda tramitam internamente, e o TCE não pode dar detalhes do relatório. Eles ainda serão analisados em sessão plenária por conselheiros do Tribunal.
Em fevereiro, O GLOBO-Niterói teve acesso a um relatório da assessoria de controle interno da Secretaria de Estado de Assistência Social e de Direitos Humanos. No documento, afirmava-se que os benefícios pagos pela prefeitura foram superiores aos estabelecidos pela secretaria, que foram determinados a partir de uma plano de trablho.
"Houve significativa variação na quantidade de famílias atendidas nos meses de maio, junho e julho entre a listagem dos credores do aluguel social e o quadro demonstrativo de beneficiários", informa o texto.

O OUTRO LADO
A Prefeitura de Niterói apresentou ao Tribunal de Contas do Estado, dentro do prazo legal, toda a documentação referente ao pagamento do Aluguel Social e não recebeu, pelo menos até agora, qualquer exigência adicional de esclarecimento a respeito do assunto. Como a própria matéria do site de O Globo afirma, o processo de análise ainda está em tramitação no Tribunal. A Prefeitura, de qualquer forma, se coloca à dispoisção dos conselheiros do TCE para esclarecer toda e qualquer dúvida que surja


Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/niteroi/tce-acata-denuncia-sobre-irregularidades-no-pagamento-do-aluguel-social-em-niteroi-3237493#ixzz1dmw7o141

terça-feira, 1 de novembro de 2011

MILÍCIAS NO BR - O perigoso crescimento das milícias (Editorial)

O Globo

Numa infernal inversão de valores, servidores públicos pagos para garantir a segurança da população chefiam grupos paramilitares armados que extorquem dinheiro do povo em troca de serviços e se envolvem em assassinatos.

Reportagem do GLOBO domingo mostrou que as chamadas milícias, frequentadoras assíduas das páginas policiais da imprensa carioca, atuam em pelo menos 11 estados brasileiros. Como no Rio, frequentemente há conluio de políticos com esses grupos, que multiplicam seus ganhos com ações espúrias.

Há também o caso de políticos que, por tentarem investigar a atuação das milícias, acabam em sua alça de mira. No Rio, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), presidente da CPI das Milícias, concluída em 2008, tem recebido ameaças. A maioria das 225 pessoas denunciadas e indiciadas pelo Ministério Público, entre elas deputados e vereadores, está presa.

A ministra Eliana Calmon, corregedora nacional de Justiça, do CNJ, alertou que as milícias estão por trás da maioria dos casos de violência contra magistrados brasileiros.

Em agosto, a juíza Patrícia Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, RJ, foi executada por homens armados quando chegava em casa, em Niterói. Patrícia investigava crimes cometidos por policiais em São Gonçalo e atividades da máfia das vans.

A Justiça decretou a prisão de 11 policiais militares envolvidos na execução da juíza, inclusive o tenente-coronel Claudio Luiz Silva de Oliveira, ex-comandante do 7 Batalhão da Polícia Militar (São Gonçalo) e apontado como mandante do crime.

Além do Rio de Janeiro, as milícias estão organizadas em São Paulo, Minas, Bahia, Espírito Santo, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Alagoas e Pará, conforme a reportagem. Sua atuação é majoritariamente urbana, mas também agem no meio rural, contratadas por grileiros e fazendeiros, como no Pará e em Mato Grosso do Sul.

Nas áreas urbanas, geralmente oferecem às comunidades proteção contra traficantes e bandidos, dos quais se livram sumariamente, usando homens, tempo, métodos e armas do poder público. Em seguida, tornam-se eles mesmos um perigo para a sociedade, passando a ameaçar todos os que não aceitam suas "regras" para receber "serviços" como fornecimento de gás, acesso à internet, etc.

O combate às milícias é uma das prioridades da Secretaria de Segurança do Estado do Rio. Esta também tem de ser a postura das secretarias dos demais estados brasileiros, com destaque para os outros dez onde os paramilitares comprovadamente já atuam.

O problema não é de fácil solução, uma vez que viceja na banda podre das polícias e se ramifica nos descaminhos dos Legislativos estaduais.

O combate a essa praga nacional exige a atuação decisiva do Poder Executivo federal em ajuda às autoridades dos estados para estancar e fazer retroceder a infiltração desses marginais nos aparelhos policiais. A existência das milícias é duplamente cruel para com cidadãos dos quais se cobram impostos elevados para receber serviços do Estado e que, se não pagarem também essa outra "tarifa", podem sofrer o impensável nas mãos de quem deveria protegê-los

 

InSEGURANÇA NO RIO - @MarceloFreixo aceitou convite da Anistia Internacional após ameaças. #Milícias

‘Minha saída é estratégica’, diz Freixo sobre temporada fora do país

Deputado estadual aceitou convite da Anistia Internacional após ameaças.
Segundo Freixo, só nó último mês foram sete ameaças à sua segurança.
 

Do G1, com informações da Globo News



Após aceitar o convite da Anistia Internacional, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), do Rio de Janeiro, afirmou, na noite desta segunda-feira (31), em entrevista ao Jornal das Dez, da Globo News, que decidiu passar uma temporada fora do país por questões estratégicas.

Menos de três meses após a execução da juíza Patrícia Acioli, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, ameaças de morte obrigaram o deputado a tomar a decisão.

Só nos últimos dias, o deputado foi informado de sete ameaças de morte. Para ele, além das prisões, é preciso tirar a fonte financeira das milícias, como o controle do transporte alternativo e TV a cabo. O deputado classificou as mílícias como uma "máfia que tenta calar o pode público". Freixo ressaltou, ainda, que o combate ao crime organizado deve envolver todo o estado.

Ainda sobre a sua temporada fora do país, o deputado ressaltou que essa não é uma forma de recuo. Ele reafirmou a sua proposta de combater as milícias e disse que retorna ao Brasil ainda neste mês, sem abrir mão da sua função pública.

"A minha saída é uma saída estratégica porque tem uma pressão muito grande. São sete ameaças e eu não posso brincar com isso. A Patrícia Acioli recebeu as mesmas ameaças e nós vimos no que deu. Então é um tempo de reorganizar a minha segurança, mas eu volto ainda no mês de novembro para continuar esse enfrentamento”, disse o deputado.

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Secretaria do RJ diz que Freixo pediu escolta para filho há cinco dias
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CPI das Milícias Freixo está no segundo mandato de deputado estadual e sempre esteve ligado a denúncias de grupos de extermínio. Em 2008 foi o presidente da CPI que investigou a ação das milícias no Rio e terminou com o indiciamento de mais de 220 pessoas, inclusive políticos e policiais. Desde então, ele passou a sofrer ameaças. Na semana passada, ele também pediu proteção para o filho.

“Não é uma viagem planejada, nem uma viagem dos sonhos. A Anistia Internacional é uma parceira de muitos anos na luta em defesa dos direitos humanos, eles estão insistindo há algum tempo para que eu saia um pouco desse foco. Ninguém mais pode duvidar da capacidade criminosa desses grupos. Porque, enfim, eles foram capazes de torturar jornalistas, matar uma juíza, são capazes perfeitamente de matar um deputado", completou Freixo.

O deputado atribuiu as ameaças ao trabalho que ele realiza na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ele afirmou que não possui nenhum problema particular ou pessoal com as milícia: “Não devo nada às milícias, não tem isso. Como é a mesma coisa do caso Patrícia Acioli, foi morta pelo exercício da sua função como juíza. E mais, como é bom lembrar, a Patrícia foi morta por pessoas que usaram as armas da própria polícia, com munição da própria polícia. Isso não foi um descuido, isso foi um recado”, disse.

Pedido de escolta A Secretaria de Segurança Pública do Rio afirmou em nota que o deputado Marcelo Freixo solicitou escolta para seu filho, por meio de uma carta, no dia 26 de outubro. Ainda de acordo com a secretaria, a escolta foi solicitada para começar em novembro.
Ofício enviado à secretaria pelo deputado Marcelo
Freixo (Foto: Divulgação/Secretaria de Segurança
Pública)

A secretaria enviou uma carta à presidência da Alerj nesta segunda informando que todas as ameaças ao deputado "foram verificadas e devidamete processadas", mas, "que esse tipo de investigação, por envolver a segurança de pessoas é realizada de forma sigilosa". E que o pedido de escolta foi "prontamente aceito" e "no mesmo dia, o comando da PM entrou em contato com o parlamentar".

A secretaria diz ainda que a segurança de Freixo é feita por diversos policiais da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core).

A secretaria divulgou também a carta enviada por Freixo solicitando a escolta. No entanto, no ofício, não é explicitado que a escolta só fosse iniciada em novembro. Ele pede, em caráter preventivo, segurança para o filho.

Já Freixo destacou que solicitou segurança para a família em 27 de agosto: "Dizer que as investigações foram feitas em caráter sigiloso, foi sigiloso demais, porque nem eu sei do resultado dessa investigação. Eu imagino que, mais do que o secretário, eu tenho o interesse em saber que investigação é essa. Foram 276 denúncias de informações e planos e nenhuma delas eu recebi um retorno da secretaria", disse o deputado.

Documento relata atentado No dia 17, representantes de diferentes partidos políticos e entidades se reuniram num ato em defesa do deputado, depois que um documento da Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar apontou que Freixo seria alvo de um atentado.

O documento da PM, endereçado à Coordenadoria Institucional de Segurança da Alerj, indica que o miliciano conhecido como Carlão planejava o assassinato de Marcelo Freixo. De acordo com a Coordenadoria, o miliciano receberia dinheiro de um ex-PM se executasse o deputado

 Fonte g1 http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/10/minha-saida-e-estrategica-diz-freixo-sobre-temporada-fora-do-pais.html

domingo, 30 de outubro de 2011

POLÍTICA NO RIO - Em entrevista @DepWagnerMontes diz que se prepara para 2014 #escracha

Mais novo integrante do PSD, Wagner Montes vai logo avisando: ‘Se houver desgaste, vou para outro partido’. Escraaaa-cha

POR ANDRÉ ZAHAR

Rio - O casamento com o PDT acabou, mas ele não está ‘solteiro’. Agora no PSD, o deputado estadual e apresentador de TV Wagner Montes busca liberdade para percorrer o estado e decidir se disputará o governo ou uma vaga no Senado em 2014.
Ele afirma que não faz de seu programa o próprio palanque eleitoral e que trocar de partido não significa abandonar as causas que tem defendido.

Wagner Montes promete não se submeter ao governo só porque o PSD é da base aliada, além de escolher sozinho quem apoiar na próxima eleição.

‘O DIA: O senhor era cotado para a prefeitura, recebeu vários convites para a Baixada Fluminense. Não quis se candidatar?
DEPUTADO ESTADUAL WAGNER MONTES: – O próprio PDT sugeriu que eu saísse candidato em algum município no Grande Rio. Fui chamado por vários partidos para concorrer no Rio de Janeiro e em outros municípios. Mas achei que não era a hora de ser candidato a prefeito. Eu nunca disse que seria candidato. Nunca. Na primeira pesquisa para a prefeitura, ligaram para o PDT, que apresentou três nomes e o meu nome disparou na frente. Dessa vez, pegaram a minha votação, que foi a maior da capital. Quando for candidato a prefeito, ao governo do estado ou ao Senado, eu vou dizer, mas isso lá em 2014.

Mas as pesquisas...
As pesquisas vão apontando. É bom porque estou vendo que o povo pede cada vez mais que eu saia candidato. Tenho me preparado. Não saí da primeira vez porque não tinha capacidade para ser prefeito nem governador. Durante os quatro anos de mandato, fui me aperfeiçoando, estudando, aprendendo, fui me capacitando para o cargo majoritário. Não quero ser um aventureiro, não quero ser mais um prefeito, mais um governador que passou pela história do Rio. Quando eu for candidato, serei o melhor.

A entrada no PSD está no projeto de se preparar? A entrada no PSD é um desafio muito bom. Tenho toda a possibilidade, a flexibilidade para trabalhar dentro do partido. Vou poder visitar todos os municípios do estado, participar da montagem dos diretórios. Vou viver a vida daquelas pessoas. É mais um projeto de qualificação. Quero chegar lá pronto para fazer um grande mandato.

O que espera do PSD? Que me tratem com o respeito que mereço como profissional, pela votação que tive. Porque o respeito político é o voto e o voto eu tenho. Espero também conseguir manter a minha independência.

O PSD vai lançar candidatos em várias cidades. Quem o senhor vai apoiar na eleição do ano que vem?
 Quem tiver o melhor programa de governo. Quem tiver condição de cumprir. Com esses anos todos, já sei se vai ter condição de fazer ou não. Estou me preparando para quando for candidato a prefeito, ao Senado ou ao governo poder dizer: ‘Vou poder fazer isso e isso. O que o candidato tal está prometendo, não vai poder fazer

Já tem os nomes dos que receberão seu apoio? Não, porque até agora eu não vi nenhum programa de governo de nenhum candidato a prefeito.

Alguém já pediu apoio? Eles têm direito de pedir. Dar o apoio é direito meu. Vou a qualquer palanque — e vou dizer em público — ‘ele sabe que é o seguinte: Só deve prometer aquilo que puder cumprir. Se não cumprir, vou ser o primeiro a escrachá-lo na televisão e o pau vai cantar em cima dele.’ Jogo muito aberto. Não faço politicagem. Já critiquei algumas vezes a (prefeita) Aparecida Panisset, de São Gonçalo, que é do PDT. Critiquei algumas vezes a (secretária estadual de Administração) Sheila Melo, que é do PDT. Já aplaudi algumas posições da Sheila, da Aparecida... Se fizer bem, não importa. Não faço do programa um palanque político meu. Falo de todos.

Como foi a conversa com o presidente do PDT e ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi? Uma conversa tranquila. Logicamente que o Lupi ficou sentido, como eu também fiquei sentido de sair. Mas era a hora de pensar um novo caminho. Se você vai trabalhar em outro lugar, vai chegar querendo mostrar serviço. É o que está acontecendo comigo, estou com gás novo.

O PDT está numa situação complicada, mas o senhor está saindo pacificamente. O PDT está bem, tem grandes nomes. Tem a deputada Cidinha Campos, o Paulo Ramos, Luis Martins, que é o líder do partido na Assembleia, e outros nomes importantes que eu acho que vão levar o PDT com muita tranquilidade. O PDT é um partido que tem tradição, história, não se pode falar em política neste País e se omitir o nome de Leonel Brizola.

O PDT tem bandeiras conhecidas, mas o PSD é um partido novo.
Tem a bandeira da sustentabilidade, da geração de empregos, da redução de impostos aqui no Rio de Janeiro, que hoje correspondem a 35% do PIB. É um absurdo! Essas brigas do PSD serão minhas brigas daqui pra frente, mas trazendo comigo também as brigas do PDT. Ou seja, não sou do PSD e esqueci do PDT, estou trazendo o Cieps, a batalha pela educação, pelo trabalhismo e fazendo um aditamento das bandeiras defendidas pelo PSD.

Com a mudança de partido, vai passar a votar com o governo?Não. Coloquei uma única condição: liberdade total. Eu tenho de votar de acordo com os interesses do povo. Falo para mais de 2,5 milhões de pessoas todos os dias, então, tenho uma responsabilidade muito grande. E vou manter a minha independência. O relacionamento com o partido político é como um relacionamento de homem e mulher. Ninguém vai para um partido pensando em se separar, em deixar o partido um dia. Fiquei dez anos casado com o PDT. Nós nos separamos amigavelmente. O PDT não perdeu suas qualidades. Não perdi as minhas. Ele vai ser feliz e eu vou tentar a minha felicidade também. Amanhã, se houver um desgaste no PSD, vou para outro. É igual a casamento. Não deu certo você vai ficar solteiro a vida toda ou vai brigar para ter um relacionamento estável?

E como fica o governo? O governo falou bem, disse coisa boa, eu aplaudo. Errou? Pau no gato, sem massagem.

Fonte O Dia http://odia.ig.com.br/portal/rio/html/2011/10/wagner_montes_se_prepara_para_2014_202875.html

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

POLÍTICA NO RIO - @DepWagnerMontes deixa PDT e entra na nova legenda, que passa a ter maior bancada na Alerj. ‘Escraaaacha’ agora no PSD

POR ANDRÉ ZAHAR
Brasília - Deputado estadual mais votado do Rio, com 528 mil votos na eleição de 2010, Wagner Montes deixou ontem o PDT para ingressar no PSD. A decisão foi anunciada após conversa, pela manhã, com o presidente da legenda e ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Outro deputado estadual do PDT, Marcos Soares decide até amanhã se faz o mesmo.

Em nota, a assessoria do deputado diz que Wagner “sempre foi muito respeitado (no PDT) e fez grandes amigos, entre eles o presidente Carlos Lupi”. O texto afirma que a saída ocorre “sem qualquer tipo de atrito”. “É um desafio novo, como nas vezes que troquei de emissora. Quero ajudar a construir o PSD”, disse o apresentador da TV Record.

Nos bastidores, comenta-se que Wagner estava desconfortável com a falta de espaço para decidir os rumos da legenda, em especial em relação à eleição de 2012. O PDT não o consultou, apesar de ser um potencial candidato a prefeito, antes de anunciar apoio à reeleição de Eduardo Paes.

Com Wagner, o PSD passa a ter, oficialmente, a maior bancada da Assembleia Legislativa do Rio, com 12 deputados em atividade e um licenciado (Christino Áureo, secretário estadual de Agricultura). Até então, a hegemonia era do PMDB, com 11.

Wagner diz que, apesar disso, não “vislumbra” concorrer em 2013 à presidência da Alerj, tradicionalmente ocupada pela maior sigla.

Líder do governo e colega de PSD, André Corrêa garante que o partido não exercerá o direito. “O partido não lançará candidato à presidência da Casa”, diz.

Wagner Montes Filho, filho do deputado e apresentador, também deixou o PDT, há dois meses, para concorrer a vereador pelo PRB.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

FOMINHA - Rossoni, Presidente da Assembleia do PR recebe salário em dobro

JEAN-PHILIP STRUCK
DE SÃO PAULO 

Eleito com a promessa de moralizar a Assembleia Legislativa do Paraná --palco de escândalos em 2010--, o presidente da Casa, Valdir Rossoni (PSDB), recebe salário em dobro, ultrapassando o teto do funcionalismo.

Ao todo, o presidente ganha R$ 40 mil por mês. O salário de um deputado estadual no Paraná é de R$ 20 mil. De acordo com a Constituição, o salário do funcionalismo não pode ultrapassar o de um ministro do Supremo Tribunal Federal, que atualmente é de R$ 26.700.

O pagamento extra recebido por Rossoni existe graças a um decreto de 1992, que após a publicação passou a beneficiar com mais um salário quem ocupa a presidência da Assembleia. Além de Rossoni, outros quatro deputados que ocuparam a presidência nos últimos 20 anos receberam o benefício.

O benefício foi revelado após a publicação de um decreto no "Diário Oficial" da Casa, no dia 28 de setembro. O novo decreto estabelecia que o salário duplicado seria estendido para o primeiro e o segundo-secretário da Assembleia.

Após a revelação, Rossoni disse que cancelou, anteontem, o decreto que estendia o pagamento. Ele afirmou que também revogou nesta semana o decreto de 1992 que garantia o pagamento extra para os ocupantes do cargo de presidente. Segundo Rossoni, o dinheiro era uma verba de representação.

O ato de revogação, no entanto, ainda não foi publicado no "Diário Oficial". Segundo a Assembleia, isso deve ser feito na quinta-feira (13).

"Era uma coisa legal, mas difícil de defender. Decidi revogar para não pôr em risco minha autoridade quando estão sendo executadas importantes reformas moralizadoras na Casa. Vou ser o primeiro presidente de Assembleia sem verba de representação em todo o país", disse Rossoni.

Desde que assumiu a presidência da Assembleia, em fevereiro deste ano, Rossoni promoveu diversas mudanças na administração. Ele trocou os diretores e exonerou os ligados ao ex-diretor-geral da Assembleia Abib Miguel, apontado pelo Ministério Público como chefe de um esquema que desviou recursos da Casa.

Em fevereiro, Rossoni chegou a pedir que a Polícia Militar cercasse a sede da Assembleia para impedir a volta de seguranças que, segundo ele, estavam ameaçando deputados.

Em 2010, a Assembleia foi sacudida por escândalos na contratação de funcionários fantasmas e pela falta de transparência na publicação de atos oficiais. O caso foi revelado pelo jornal "Gazeta do Povo", de Curitiba. 
Segundo o Ministério Público, cerca de R$ 100 milhões foram desviados da Assembleia entre 1994 e 2010

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

MILÍCIAS IN RIO - Descoberto plano para executar parlamentar @MarceloFreixo

Ex-policial foragido de presídio da PM receberia R$ 400 mil para matar deputado que presidiu CPI das Milícias
Publicada em 09/10/2011 às 23h35mSérgio Ramalho (sergio.ramalho@oglobo.com.br)

RIO - Ex-cabo da Polícia Militar que fugiu do Batalhão Especial Prisional (BEP), em setembro passado, estaria articulando um plano para executar o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL). Ligado a um grupo paramilitar de Campo Grande, na Zona Oeste, Carlos Ary Ribeiro, o Carlão, receberia R$ 400 mil para matar o parlamentar, que presidiu a CPI das Milícias. De acordo com documento reservado da Coordenadoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, o ex-PM já teria feito levantamento da rotina do político, inclusive dos horários em que ele dispensa a segurança da Assembleia Legislativa do Rio.

Procurado pelo GLOBO, Marcelo Freixo confirmou ter sido informado sobre a existência do plano pelo presidente da Alerj, deputado Paulo Melo (PMDB), que aumentou o aparato de segurança do parlamentar:

- Após a morte da juíza Patrícia Acioli as ameaças feitas a mim triplicaram. Isso pode ser um sinal de que o crime organizado no Rio pretende avançar nas suas fronteiras, não aceito que esse problema seja exclusivamente meu. As milícias continuam com seus negócios e territórios em expansão, somente as prisões não vão deter esses grupos. É preciso retirar deles as fontes de lucro. Convivo com o medo, a vontade de viver e de continuar fazendo o que acredito - afirma Marcelo Freixo.

As milícias continuam com seus negócios e territórios em expansão, somente as prisões não vão deter esses grupos. É preciso retirar deles as fontes de lucro. Convivo com o medo, a vontade de viver e de continuar fazendo o que acredito

Fuga pelo buraco do ar-condicionadoCarlão é ligado a grupos paramilitares de Campo Grande, agora, chefiados pelo ex-PM Tony Ângelo de Aguiar. Segundo investigações da Coordenadoria de Inteligência, Tony seria o financiador do suposto plano de atentado ao parlamentar.

Carlão fugiu do BEP menos de 24 horas após a Polícia Civil e a Secretaria de Segurança desencadearem uma operação contra a milícia da Zona Oeste . Na ocasião, 19 pessoas foram presas. O nome de Carlão figurava entre os que tiveram mandados de prisão expedidos pela Justiça. No caso do ex-PM, a determinação era para que fosse transferido do BEP para Bangu 8. Carlão, entretanto, fugiu da unidade prisional da PM antes de a mudança ser concretizada.

RELEMBRE: Mesmo presos, chefes de milícias comandam quadrilhas na Zona Oeste do Rio, no estilo do tráfico

Na ocasião, o então corregedor da PM, Ronaldo Menezes, disse que o ex-cabo escapou de sua cela pelo buraco do ar-condicionado, mas não explicou como o aparelho foi recolocado no local. A versão acabou questionada por promotores da Auditoria de Justiça Militar. No BEP, o ex-PM tinha transformado sua cela em suíte, com direito a cama de casal, ar-condicionado, TV, videogame e frigobar. Quatro meses antes da fuga, policiais da corregedoria e promotores encontraram um celular e um notebook na cela do ex-PM.

Suspeita de favorecimento dentro de unidade prisional Um levantamento da Promotoria da Auditoria Militar revela que as fugas de quatro ex-PMs - entre eles, Carlão -- presos no BEP aconteceram às vésperas de transferências deles para presídios comuns. Para a promotora Isabella Pena Lucas, isso evidencia a prática de favorecimento na unidade:

- Não estou falando de um caso isolado, mas de quatro fugas que aconteceram quando esses ex-PMs seriam transferidos para o sistema prisional - ressaltou Isabella. Comissão indiciou 225 pessoas

A CPI das Milícias, presidida por Marcelo Freixo, indiciou 225 pessoas, entre elas políticos, policiais civis e militares, além de bombeiros. O trabalho da comissão trouxe à tona o domínio territorial de vários desses grupos paramilitares. Principalmente em Campo Grande, onde os irmãos Natalino e Jerônimo Guimarães, respectivamente, ex-deputado estadual e ex-vereador, chefiavam a maior milícia da região. As investigações da comissão, associadas a inquéritos da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), resultaram nas prisões dos políticos e de vários integrantes da milícia.

Apesar de enfraquecido, o grupo paramilitar de Campo Grande continua atuando. O ex-PM Tony Ângelo de Aguiar estaria por trás do crime que era planejado contra o parlamentar, atendendo a ordens de Natalino, Jerominho e Ricardo da Cruz Teixeira, o Batman. Todos condenados e presos em penitenciárias federais fora do estado

Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/10/09/ex-policial-foragido-de-presidio-da-pm-receberia-400-mil-para-matar-deputado-que-presidiu-cpi-das-milicias-925542301.asp#ixzz1aNVEDzW2

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

CAMPEÃO DE AUDIÊNCIA - Deputado CASSADO, RÉU em 102 ações cíveis e criminais

À frente da assembleia, José Riva responde a 102 ações por suspeita de chefiar esquema

Anselmo Carvalho Pinto, O Globo

O deputado estadual José Geraldo Riva (PP), que responde a 102 ações pela suspeita de chefiar um esquema que desviou R$ 209 milhões dos cofres públicos, foi eleito ontem, pela quinta vez, presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A chapa única recebeu 22 dos 24 votos possíveis. Houve um voto contrário e uma abstenção.

Além de responder a processos criminais e cíveis, Riva, em junho do ano passado, foi cassado por compra de votos e uso de caixa dois na campanha eleitoral de 2006. Como sua candidatura para a eleição de 2010 já estava aceita e registrada no TRE, a inelegibilidade, segundo a Justiça Eleitoral, só seria válida para uma candidatura futura. Ele então conseguiu se candidatar e foi o mais votado, recebendo 93.594 votos.

Nos processos, Riva é réu com dezenas de pessoas e empresas que emitiram para a As$notas fiscais de produtos que não teriam sido entregues. Segundo o Ministério Público, as notas foram emitidas para justificar o desvio de recursos públicos.

Riva nega as acusações. Segundo o deputado, nenhuma investigação comprovou desvio de verba para suas contas. Ele contesta também a informação de que responde a 102 ações. Diz que, para se chegar a “esse número expressivo”, o MP abriu uma ação para cada nota fiscal considerada suspeita.

Em 2002, Riva foi acusado de ligação com o bicheiro João Arcanjo Ribeiro, que comandava o crime organizado em Mato Grosso. No cumprimento de um mandado de busca e apreensão, a Polícia Federal e o Ministério Público encontraram numa factoring do bicheiro 106 cheques da Assembleia, que teriam sido emitidos sem dotação orçamentária ou empenho.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

DENÚNCIA - Deputado dá entrada com representação contra secretário Sérgio Côrtes (via SRZD)


   
O deputado Paulo Ramos (PDT) enviou nesta quinta ao procurador geral de justiça, Cláudio Soares Lopes, uma representação contra o secretário de Estado de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes. Paulo Ramos, presidente da Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), justificou a representação pelo fato de Côrtes não ter comparecido a uma audiência pública da comissão, realizada nesta quarta-feira. O secretário foi convocado para explicar denúncias de superfaturamento na manutenção dos carros usados no combate à dengue por parte da empresa Toesa.

"Ele incidiu em crime de responsabilidade ao não comparecer. E sequer justificou a ausência, caracterizando um claro desrespeito ao Poder Legislativo", argumentou Paulo Ramos. Segundo o parlamentar, a constituição estadual determina que um secretário, quando convocado a participar de uma audiência, deve comparecer ou, ao menos, enviar "justificativa ou motivo razoável" para a ausência.

Descoberto superfaturamento em licitação

Uma investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) indicou que houve superfaturamento numa licitação para manutenção dos carros que a Secretaria usa para combate à dengue.

A empresa Toesa, vencedora da licitação, para manutenção dos carros e ambulâncias do estado, receberia por 1 ano quase R$ 5 milhões para cuidar de mais de cem veículos. De acordo com o contrato da Secretaria de Saúde, a manutenção de cada carro saía próximo de R$ 45 mil por ano. No entanto, o preço médio de mercado custaria R$ 34 mil.

O secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, decretou a anulação do contrato com a Toesa no início do mês. O subsecretário executivo da Secretaria estadual de Saúde, César Romero Viana, responsável pela licitação, foi exonerado do cargo no dia 1º de março por suspeita de envolvimento com as fraudes.

sábado, 24 de abril de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Ciro: ‘Lula se sente Todo-Poderoso e acha que vai batizar Dilma presidente’


   

Deputado prevê vitória de Serra na eleição e diz que não vai para a TV pedir voto para petista

Após ser vetado pelo próprio partido — o PSB alegou falta de apoio e mau desempenho nas pesquisas — para disputar as eleições presidenciais, o deputado federal Ciro Gomes retomou a língua afiada ao comentar o cenário atual da política brasileira, às vésperas da campanha eleitoral de outubro. Sobrou principalmente para o ex-chefe Lula, de quem Ciro foi ministro. Para o político cearense de 53 anos, Lula merece o alto nível de aprovação popular que tem, mas faz ressalvas. “Ele não é Deus. Lula está navegando na maionese. Ele está se sentindo o ‘Todo-Poderoso’ e acha que vai batizar Dilma presidente da República”, disse Ciro, em entrevista a um portal de Internet, sobre à pré-candidata petista escolhida para disputar a sucessão de Lula. “Pior: ninguém chega para ele e diz: ‘Presidente, tenha calma’. No primeiro mandato, eu cumpri esse papel de conselheiro, a Dilma, que é uma pessoa valorosa, fazia isso. Agora ninguém faz”.
Ciro disse que apoia Dilma junto com o partido, mas negou maior participação na campanha. “Não me peçam para ir para a TV declarar meu voto, que eu não vou”, afirma ele, que talvez se afaste da política.
Sobre a disputa entre Dilma e José Serra (PSDB), Ciro faz previsões menos otimistas para a petista. “Como o PT, apoiado pelo PMDB, vai conseguir enfrentar essa crise? Ela não aguenta. Serra tem mais chances. Minha sensação é que ele vai ganhar a eleição. Dilma é melhor como pessoa. Mas o Serra é mais preparado, mais legítimo, mais capaz”.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

DENÚNCIAS - Discussão entre a deputada @CidinhaCampos e José Nader

Deputada Estadual Cidinha Campos expõe os motivos para o também Deputado Estadual José Nader, para não ser aceito como Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.



 


 

sábado, 10 de abril de 2010

DENÚNCIA - Conselho de R$ 7 milhões


Deu no Ancelmo.com

Acorda, prefeito!

O deputado Marcelo Freixo foi o primeiro parlamentar a aderir ao movimento Acorda, Jorge!, que pretende despertar o prefeito de Niterói. O deputado do PSOL cobra que ele acorde, por exemplo, para dar fim à gastança com um conselho consultivo que não ajudou em nada a prevenir as sequelas das chuvas e no qual ele enterrou R$ 7 milhões desde o início de sua gestão.
Cada um dos 25 conselheiros, entre eles um cantor, um especulador imobiliário e um presidente de escola de samba, tem consumido salários de R$ 6 mil por mês.



 


 

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Ex-Detento Monta Cooperativa de Lixo

A CPI do PT do Rio perdeu o ônibus - Elio Gaspari

O DEPUTADO Alessandro Molon (PT-RJ) está coletando assinaturas para instalar uma CPI destinada a abrir a caixa-preta da Agetransp, a agência reguladora dos serviços do Metrô, dos trens da SuperVia e das barcas do Rio de Janeiro. Grande ideia, mas ficou faltando interesse pela mãe de todas as caixas, a das companhias de ônibus municipais. Em geral, as CPIs dão em nada, quando não resultam em coisa pior, mas nem isso a bancada do governador Sérgio Cabral aceita. Seu anjo de guarda, o deputado Jorge Picciani, presidente da Assembleia Legislativa, anuncia que vetará a iniciativa.
O Metrô do Rio tem transportecas arrogantes que mexem nos ramais sem se preocupar com o suplício que impõem aos clientes. A SuperVia tem trem que sai por aí sem maquinista e seguranças que chicoteiam os passageiros. As companhias de ônibus têm mais: cultivam um política extorsiva de tarifas e, com a cumplicidade dos prefeitos, bloqueiam a implantação do Bilhete Único, prometido por Cabral em 2007 e pelo seu prefeito, Eduardo Paes, em 2008, quando pedia votos.
Governadores, prefeitos, amigo$ e caixa$ de campanhas colocaram o Rio numa situação socialmente humilhante. Até 2004, quando a prefeita Marta Suplicy instituiu o Bilhete Único em São Paulo, as duas cidades estavam num mesmo patamar de desgraça no transporte público. Hoje, 50% dos paulistanos avaliam que os serviços de ônibus e de trens estão entre bom e ótimo. O Metrô vai a 82%. No Rio, esse índice de satisfação talvez não seja atingido nem entre os diretores das concessionárias.
O vexame não é consequência da herança escravocrata, do patrimonialismo ibérico ou da mudança da capital para Brasília. É obra de governos demófobos. Quem fez a diferença em São Paulo foram administradores petistas e tucanos que decidiram tirar o transporte público da vala.
Basta comparar a situação nas duas cidades.
O paulistano paga R$ 2,70 pelo seu Bilhete Único, tem direito a quatro viagens de ônibus num intervalo de três horas. O novo bilhete intermunicipal do Rio custa R$ 4,40, com direito a duas viagens de ônibus, trem ou metrô, por duas horas.
O Bilhete Único de São Paulo atende a todo o município e é usado em 12 milhões de viagens/dia. No Rio essa tarifa só existe para percursos intermunicipais. Estima-se que venha a atender 1,5 milhão de viagens/dia.
Desde ontem, com a nova tarifa municipal de R$ 2,35, um trabalhador que toma dois ônibus para chegar ao trabalho, mais outros dois na volta para casa (ao longo de 25 dias), gasta R$ 235. O de São Paulo gasta R$ 135. Com a diferença de R$ 100, tem direito a sete refeições de R$ 13,75 no carro-chefe do Mc Donald's (BigMac, batatas fritas na porção média, e um refrigerante médio). Para ele, almoço grátis existe.
(Na comparação com o bilhete intermunicipal do Rio, a diferença cai para seis refeições.)
O sistema de transportes públicos do Rio fez uma opção preferencial pela tunga dos passageiros dos ônibus. Antes da criação do bilhete intermunicipal de R$ 4,40, o cidadão que fazia duas viagens sobre trilhos pagava, e continuará pagando, R$ 3,80. Noutra modalidade de integração, passageiros de quatro cidades da Baixada Fluminense pagam R$ 4,00 pelo percurso ônibus-metrô. Os dois sistemas, privados e lucrativos, atendem cerca de 20 mil passageiros/dia.
A política de tarifas dos ônibus, do Metrô e dos trens do Rio é paleolítica. Nenhum concessionário dá desconto de fidelidade aos usuários. Em São Paulo a passagem de Metrô custa R$ 2,65. Se o cliente compra 50, fica por R$ 2,33. (Sobram R$ 16 para o McDonald's.) O Metrô do Rio prometeu esse tipo de desconto e quem acreditou fez papel de paspalho (inclusive o signatário). A Fetranspor carioca, que administra os altos interesses das empresas de ônibus, criou um RioCard, prometeu o programa de descontos e bobo foi quem acreditou (inclusive, de novo, o signatário).

FOLHA DE SÃO PAULO - ELIO GASPARI

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Personagem do Dia - Erasmo Dias




Erasmo Dias
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Antônio Erasmo Dias (Paraguaçu Paulista, 2 de junho de 1924 — São Paulo, 4 de janeiro de 2010) foi um coronel reformado do Exército Brasileiro que ficou conhecido por ter liderado uma violenta invasão à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP, em 22 de setembro de 1977, onde uma reunião de estudantes pretendia refundar a União Nacional dos Estudantes - UNE.

Índice [esconder]
1 Biografia
2 Após 1964
3 Invasão da PUC
4 Lei de Segurança Nacional
5 Citações
6 Referências
7 Ligações externas


Biografia
Formado e licenciado em História pela Universidade de São Paulo - USP e bacharel em Direito pela Universidade da Guanabara, Erasmo Dias entrou para o exército onde ficou por 35 anos. Durante o Regime Militar de 1964, Dias destacou-se na época por duas ações. Primeira: foi um dos fundadores do partido político situacionista ARENA na época do bipartidarismo. Segundo: Organizou as primeiras ações de caças aos comunistas depois de 1968. Durante o governo Médici (1973) assumiu a Secretaria de Segurança Pública em São Paulo entre março de 1974 a março de 1979, durante o governo de Paulo Egídio Martins.

Após 1964
Posteriormente foi deputado federal, depois deputado estadual e, por fim, vereador do Partido Progressista - PP, pela cidade de São Paulo.

Foi também professor licenciado de economia. Trabalhava com uma empresa de segurança que treina vigilantes particulares e exerceu o cargo de vereador até 2004.

Erasmo desejava receber indenização, como as que são pagas a perseguidos políticos da época do regime militar. Porém sua ação jurídica não obteve êxito.

Invasão da PUC
Quando era coronel, Erasmo Dias foi um dos braços direito do regime militar em São Paulo. Em 1977, ele comandou a invasão a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, ocorrida em numa quinta-feira à noite. Muitos estudantes saíram queimados devido ao uso de bombas de fósforo. Erasmo havia cercado a faculdade com tropas militares.

Cerca de 1.100 estudantes foram presos e levados ao quartel da polícia na avenida Tiradentes, centro de São Paulo, no Batalhão Tobias de Aguiar.

Lei de Segurança Nacional
Na época o então secretário da Segurança Pública, coronel Antônio Erasmo Dias, solicitou o enquadramento de 32 estudantes na Lei de Segurança Nacional[1].

Ele foram acusados de infringir o artigo 39, inciso 1°, que penaliza o ato de incitar a subversão da ordem, e o artigo 42, que pune a tentativa de reorganizar partidos, entidades e associações de classe extintas por lei.

Informava na época que cerca de 1.700 estudantes teriam sidos detidos na PUC, dos quais 1.500 passaram por triagem no próprio local. Cerca de 500, informava o coronel, teriam sido transferidos para o quartel do Batalhão Tobias de Aguiar, onde passaram por processo de cadastramento e qualificação.

Posteriormente, 92 estudantes foram conduzidos ao DOPS sendo que as autoridades da época decidiram pelo pedido de enquadramento de um grupo de 32 estudantes na Lei de Segurança Nacional. Foram enquadrados no artigo 39 previa pena de 10 a 20 anos de prisão, enquanto o artigo 43 estabelecia punição que varia de 2 a 5 anos de prisão.

Citações
"Sou estigmatizado por ter defendido com unhas e dentes o Brasil contra o regime comunista putrefato. Quero receber reparação. Tenho mais direito a ela do que aqueles terroristas que fizeram guerrilha e agora posam de heróis, ditando as regras neste país"


— Erasmo Dias

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"Minha filha, no final de 1977, prestou o vestibular de Direito na PUC. Passou. Quando foi fazer a matrícula, em 1978, identificaram-na e humilharam-na de uma forma intolerável para mim, como pai." A filha de Dias desistiu da PUC e foi para o Mackenzie.

— Erasmo Dias

Referências
↑ Lei de Segurança Nacional
[editar] Ligações externas
Página de Ersmo Dias no site da Câmara dos vereadores
Os Álbusn do DOPS. descrição do dia da invasão (pdf)
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Erasmo_Dias"