Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sexta-feira, 6 de abril de 2012

SEM NOVA LICITAÇÃO - Barcas devem R$ 87 milhões e MP investigará a venda para a CCR

MP vai investigar compra das barcas pela CCR


Promotora, que pede cancelamento da concessão, diz que outros grupos poderiam se interessar pela exploração do sistema

Duilo Victor
Emanuel Alencar


Catamarãs da Barcas S/A na Estação Praça Quinze: compra da concessionária pelo grupo CCR, que já administra a Ponte Rio-Niterói, monopolizando a travessia da Baía, será questionada na Assembleia Legislativa
Cezar Loureiro / O Globo

RIO
- O Grupo CCR — responsável pela operação da Ponte Rio-Niterói, da Rodovia Presidente Dutra e da Via Lagos — vai assumir o controle das barcas sob a mira do Ministério Público estadual. A promotora Gláucia Santana, da Promotoria de Tutela Coletiva, disse na quinta-feira que a compra de 80% das ações da Barcas S/A pela CCR será objeto de inquérito e ação civil pública. Além disso, a 4ª Vara de Fazenda Pública analisa outra ação, que pede a anulação do atual contrato de transporte hidroviário Rio-Niterói e a retomada do serviço pelo Estado. A ação deve ser julgada nos próximos meses.

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— A transferência do serviço deveria ser feita por licitação. Houve aumento recente de tarifa (R$ 2,80 para R$ 4,50), visando ao equilíbrio financeiro, e outros grupos empresariais poderiam se interessar em explorar o serviço. Vamos examinar a legalidade da operação — disse a promotora.

Anulação de contrato de concessão será julgada
No inquérito de 2003 que pede a anulação do contrato de concessão das barcas, o MP observou uma série de descumprimentos pela concessionária. A estação de Charitas, por exemplo, deveria ser construída dez meses depois da licitação (em fevereiro de 1998), mas só saiu do papel cinco anos depois. Muitas embarcações obsoletas foram retiradas de circulação sem substituição, acrescenta a promotora. O inquérito indica ainda que a concessionária conseguiu financiamentos do BNDES sem nunca investir em melhorias no sistema.

— Acredito que, dentro de um mês, esta ação esteja sendo julgada — diz Gláucia Santana.

Conforme O GLOBO anunciou na quinta-feira em primeira mão no site, o grupo CCR — holding controlada por Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Soares Penido — acertou com a Barcas S/A a compra de 80% das ações da concessionária, por R$ 72 milhões. O contrato foi assinado anteontem. Mas a CCR só assume o serviço em dois meses. A Agência Reguladora de Transportes (Agetransp) e credores ainda precisam homologar o acerto. A Barcas S/A tem dívidas de R$ 89 milhões.

A transação também será questionada na Assembleia Legislativa (Alerj). O deputado estadual Gilberto Palmares (PT), da Mesa Diretora, disse na quinta-feira que vai cobrar do governo do estado que faça uma auditoria independente nas contas da Barcas S/A. Palmares defendeu nova licitação do sistema e acrescentou que a aquisição do serviço de transporte hidroviário pelo Grupo CCR não poderia ter sido feita sem um prévio "pente fino" nas contas da concessionária. O governo estadual voltou a afirmar que ainda não foi informado da negociação.

— Ao ignorar a auditoria nas receitas e despesas da Barcas S/A, o governo está descumprindo a lei 6.138, de dezembro. É fundamental que haja a auditagem para que saibamos se o serviço dá lucro ou prejuízo. Quanto a concessionária ganha na linha de Charitas, nos estacionamentos? A partir daí pode-se estabelecer a tarifa. Nada foi feito, e as empresas ainda negociam uma troca de comando — criticou o parlamentar, que presidiu a CPI que investigou as barcas.

Segundo Palmares, o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, lhe enviou ofício anteontem esclarecendo que o poder público contratou a Fundação Coordenação de Projetos, Pesquisas e Estudos Tecnológicos (Coppetec) da UFRJ, por cerca de R$ 500 mil, para auditar o Bilhete Único das barcas.

— Eu pedi uma coisa no ofício e ele me respondeu outra. A auditoria precisa ser feita nas contas da concessionária — disse Palmares.

Em nota, o governo do estado informou que o contrato engloba, além da auditoria anual do sistema de Bilhete Único, uma auditoria específica para o subsídio que a Barcas recebe em razão da nova política tarifária, bem como a análise técnica do processo de revisão quinquenal do contrato de concessão. "Portanto, toda a auditoria prevista na legislação está inserida na contratação", disse o governo.

Passageiros temem monopólio do sistema
Na quinta-feira, às 17h42m, um catamarã que saiu do Rio teve problemas ao chegar a Niterói. Segundo a concessionária, o excesso de lixo na área de manobra pode ter prejudicado o motor da embarcação, que parou por cinco minutos, atrapalhando o desembarque, mas sem causar tumulto.

Nas estações, passageiros que trabalham no Rio e moram em Niterói não economizam nas críticas ao serviço.

— Agora chegamos de fato à falta de opção, ao monopólio. Ir a Niterói pela Ponte é mais demorado. Pelas barcas, é mais rápido, mas tem muito empurrra-empurra — disse a funcionária de uma corretora de seguros no Centro do Rio Aline Pereira Viglio, que viajou em outra barca.

O estagiário de finanças Jonatas de Carvalho também critica:

— Pela Ponte, o trânsito é impraticável. Nas barcas, o que mais prejudica é a qualidade do serviço. Na estação, há aglomerado de gente e tumulto. Somos tratados como animais.

Já a assistente administrativa Ana Maria Mendes teme pela concentração de poder por uma só empresa:

— Quando não há concorrência, todos perdem. O governo do estado deveria ter agido para que esse tipo de negócio não ocorresse



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mp-vai-investigar-compra-das-barcas-pela-ccr-4510103#ixzz1rFhjMjKf

terça-feira, 3 de abril de 2012

BAIXARIA NA @ALERJ - Cidinha Campos (PDT) e Clarissa Garotinho (PR) protagonizaram debate com ofensas pessoais


Após bate-boca, deputadas agora decidem se calar

Cidinha Campos (PDT) e Clarissa Garotinho (PR) protagonizaram um acalorado debate no plenário da Assembleia Legislativa, com direito a ofensas pessoais

Ediane Merola

RIO - Após protagonizarem um acalorado debate no plenário da Assembleia Legislativa, com direito a ofensas pessoais, as deputadas estaduais Cidinha Campos (PDT) e Clarissa Garotinho (PR) não pretendem dar continuidade ao bate-boca, ocorrido na terça e na quarta-ferias da semana passada e com trechos publicados na coluna "Nhenhenhém", de Jorge Bastos Moreno, no GLOBO, sábado passado. As duas também não planejam entrar com representação na Mesa Diretora, que precisa ser procurada por algum parlamentar para encaminhar pedido de análise de falta de decoro à corregedoria da casa.

Por meio de sua assessoria, o presidente da Alerj, Paulo Melo (PMDB), disse que a Assembleia é um espaço democrático e, por esse motivo, no plenário cabe todo tipo de debate. Ele informou ainda que, nos dois dias, a discussão não afetou a votação dos projetos, que ocorreram normalmente.

A discussão teve início após o deputado federal Anthony Garotinho (PR), pai de Clarissa, publicar em seu blog que Cidinha teria tentado esconder uma doação de campanha feita pelo PMDB. Ela negou as acusações e atacou o deputado em plenário, chamando os membros da família do deputado de "pivete" e "trombadinha". Um dia depois, Clarissa contra-atacou comparando Cidinha à personagem Dona Clotilde, a Bruxa do 71, do seriado "Chaves", e lembrando que, no passado, ela atentou contra a própria vida.

Na terça-feira, quando fez o discurso contra Garotinho, Cidinha confirmou que recebeu dinheiro do PMDB e afirmou que o valor foi declarado ao TSE em 2010. Ao chamar o deputado de deletério, ela explicou que a palavra quer dizer doente, incapaz. A parlamentar continuou sua defesa até o deputado estadual Gilberto Palmares (PT) fazer um aparte e declarar solidariedade a ela, "pois é um absurdo é esse tipo de denúncia". Neste dia, Clarissa não estava no plenário.

Durante votação realizada no dia seguinte, para concessão do título de benemérito do estado ao Secretário estadual de Defesa Civil, Sérgio Simões, a deputada Janira Rocha (PSol) criticou a medida e foi ironizada por Cidinha. Ela disse ter dúvidas se a parlamentar defende a PM ou o PM, numa referência ao marido de Janira, que é tenente da Polícia Militar e responde ao Conselho de Justificação por ter participado do movimento de luta dos policiais. O tema gerou polêmica, foi retirado da pauta e, ao ocupar o plenário para discursar, Clarissa saiu em defesa de Janira e dela própria, dizendo que Cidinha, como de costume, usou de sarcasmo com os deputados.

Nesta quinta-feira, ao conversarem com o GLOBO por telefone, Clarissa e Cidinha mantiveram os termos usados no bate-boca, mas afirmaram que não pretendem levar a discussão à Mesa Diretora. Clarissa acrescentou que não alimentará a conversa no plenário.

— A população não espera que o plenário seja palco de baixaria, mas jamais direcionei ofensa à deputada, é ela que sempre fala de nós, deputados da oposição. Apenas respondi à ofensa. Mas não pretendo levar à diante. Se quiser debater política, vamos debater — disse Clarissa, acrescentando que não entrará com representação. — Não penso em fazer isso, é isso o que ela quer, para depois ainda se fazer de vítima. Depois que ela perdeu o programa que tinha na TV fica usando a Alerj para falar besteira. Não vou mais entrar em debate, quero que ela reveja a postura dela.

Cidinha, que também pretende mudar o tom, diz que Clarissa é quem sempre a ataca, principalmente depois dos fins de semana, quando deve se encontrar com pai.

— Fico imaginando os dois falando de mim — contou Cidinha, acrescentando que não pretende denunciar o deputado federal. — Entrar contra o Garotinho? Ele não tem a menor credibilidade. Ele acha que não posso defender o atual governo, mas após a gestão dele é obrigação minha defender o Cabral. E a Clarissa disse que eu tentei o suicídio. Mas eu estava apaixonada, era jovem. E o que ela está fazendo? Está se juntando com outros para roubar.



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/apos-bate-boca-deputadas-agora-decidem-se-calar-4479788#ixzz1qyJQK5Cw

quinta-feira, 22 de março de 2012

MÁFIA DA PROPINA NO RIO III - Alerj deu medalha para a Toesa

Alerj deu medalha para a Toesa, mas situação pode mudar
Após denúncia de corrupção, deputada Cidinha Campos pediu a revogação das homenagens
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Bruno Rohde
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RIO - O empresário David Gomes da Silva, um dos sócios da Toesa Service, recebeu duas homenagens na Alerj. Mas essa situação pode mudar. Ele aparece nas gravações do "Fantástico" explicando as delicadas relações de proteção entre quem dá e quem recebe a propina:
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— Uma das coisas que eu passo pros (sic) meus filhos: eu protejo meu contratante, e o contratante me protege.

Isso foi o suficiente para que a deputada estadual Cidinha Campos (PDT) pedisse a revogação das homenagens. O pedido será analisado pela Comissão de Emendas Constitucionais e Vetos. Em seguida, deve ser submetido ao plenário.

Em 2005, o deputado Jodenir Soares (PTdoB) propôs a concessão da Medalha Tiradentes a David, que também recebeu o título de Cidadão do Estado do Rio de Aparecida Gama (PMDB).



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/alerj-deu-medalha-para-toesa-mas-situacao-pode-mudar-4379904#ixzz1pqAOKv9g



sexta-feira, 9 de março de 2012

AUMENTO NAS BARCAS NO RIO - Lista da votação na Alerj para aumento da tarifa #RIO

Divulgada lista de votação da Alerj para aumento da tarifa das Barcas

Dezesseis parlamentares foram contrários à proposta

Carla Rocha


RIO - Depois da polêmica sobre a autenticidade de listas na internet e das poucas informações dadas pela Assembleia Legislativa sobre a votação da lei de reestruturação tarifária das barcas, a lista completa com os votos dos deputados está abaixo, conforme a ata da sessão de 19 de dezembro de 2011:



VOTARAM A FAVOR
Alexandre Correa PRB

André Ceciliano PT

André Corrêa PSD

André Lazaroni PMDB

Aspásia Camargo PV

Átila Nunes PSL

Bebeto PDT

Bernardo Rossi PMDB

Bruno Correia PDT

Cidinha Campos PDT

Comte Bittencourt PPS

Coronel Jairo PSC

Dionísio Lins PP

Dr. José Luiz Nanci PPS

Edson Albertassi PMDB

Geraldo Moreira PTN

Gerson Bergher PSDB

Graça Matos PMDB

Gustavo Tutuca PSB

Inês Pandeló PT

Iranildo Campos PSD

Jânio Mendes PDT

João Peixoto PSDC

Luiz Martins PDT

Márcio Pacheco PSC

Marcus Vinícius PTB

Nilton Salomão PT

Paulo Melo PMDB

Pedro Fernandes PMDB

Rafael do Gordo PSB

Roberto Henriques PSD

Robson Leite PT

Rogério Cabral PSD

Rosângela Gomes PRB

Rosenverg Reis PMDB

Sabino PSC

Samuel Malafaia PSD

Thiago Pampolha PSD

Waguinho PRTB

Zaqueu Teixeira PT



 

VOTARAM CONTRA

Altineu Cortes PR

Andréia Busatto PDT

Clarissa Garotinho PR

Domingos Brazão PMDB

Edino Fonseca PR

Enfermeira Rejane PCdoB

Flávio Bolsonaro PP

Graça Pereira PSD

Janira Rocha PSOL

Luiz Paulo PSDB

Marcelo Freixo PSOL

Myrian Rios PDT

Paulo Ramos PDT

Samuquinha PR

Wagner Montes PDT

Xandrinho PV



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/divulgada-lista-de-votacao-da-alerj-para-aumento-da-tarifa-das-barcas-4264425#ixzz1ock6F3T2

FARRA COM DINHEIRO PÚBLICO - Alerj vai gastar R$ 2,9 milhões em novos carros para deputados

Carros comprados em 2007 vão ser substituídos por novos que custam cerca de R$ 76 mil

Carla Rocha


O mais exclusivo: Renault Fluence foi o escolhido pelos deputados
Marco Antônio Cavalcanti / O Globo

RIO - O mais exclusivo da linha Fluence, com rodas de liga leve de 17 polegadas, piloto automático, motor 2.0, 16 válvulas, bancos de couro. É assim que a Renault anuncia o modelo escolhido pelos deputados do Rio para substituir os "antigos" carros da Assembleia Legislativa (Alerj). A Mesa Diretora da Casa decidiu padronizar a frota e, com isso, saem de cena os Boras — comprados em 2007 — para entrar na garagem do Legislativo o Fluence Privilège, cujo preço oscila em torno de R$ 76 mil. Estima-se uma despesa de até R$ 2,9 milhões com a compra, que deve acontecer ainda no primeiro semestre deste ano, após licitação.

A notícia sobre a substituição dos veículos na Alerj foi revelada pela coluna de Ancelmo Gois no GLOBO. Nesta quinta-feira, novos detalhes sobre a aquisição foram esclarecidos. A presidência da Alerj explicou que uma análise técnica foi solicitada para que se encontrasse um veículo que estivesse no mesmo nível do Bora da Volkwagen, que saiu de linha, mas que não fosse tão caro quanto o Jetta, que chegou a ser cogitado pelos vereadores do Rio há um ano, mas acabou abandonado após uma polêmica sobre os gastos.

O estudo técnico para a padronização da frota que embasou a escolha do Fluence Privilège não foi divulgado. A responsabilidade foi entregue ao deputado Samuel Malafaia (PSD), da bancada evangélica, escolhido por ser engenheiro mecânico. Malafaia, que é da Assembleia de Deus, divulga em sua página que é formado pela Uerj, com especialização em tecnologias e sistemas de proteção ambiental. Ontem, ele não foi localizado e, segundo assessores, o estudo só poderia ser apresentado com a autorização dele. O presidente da Alerj, deputado Paulo Melo (PMDB), deu as informações, por meio de sua assessoria, mas não foi encontrado para falar sobre o assunto.

Já existe uma discussão sobre o que será feito com a antiga frota — que tanto podem ir a leilão quanto ser doada para prefeituras ou entidades de utilidade pública. Outra incógnita é sobre como será a distribuição dos veículos, já que o primeiro lote atende apenas à metade dos parlamentares. Nos bastidores já se fala que os carros novos vão deflagrar uma disputa entre os deputados. Assim como os veículos usados atualmente, eles não serão blindados.

De acordo com nota da Alerj, a escolha recaiu sobre o Fluence em razão da relação custo/benefício. Foram considerados itens como custo de manutenção, espaço interno, garantia e preço. Este último item, a propósito, pode variar para cima se os parlamentares optarem por exemplo por acessórios, como o "pack premium" ofertado pela concessionária. Ele prevê faróis de xénon e teto solar elétrico, com segurança extra: sistema anti-esganamento. Custa mais R$ 4.100. Se optarem pelo modelo sem esse pacote, a despesa, hoje, segundo os cálculos da própria Renault, ficariam em R$ 2,6 milhões. Já com "pack premium" chegaria a quase R$ 2,8 milhões, mais perto do valor total da concorrência.

Há um ano, Câmara desistiu de Jettas

A Câmara dos Vereadores do Rio também viveu uma polêmica quando tentou renovar sua frota em março do ano passado: uma compra de 51 Jettas, no valor de R$3,5 milhões. Depois da pressão popular e de uma série de reportagens do GLOBO, os vereadores fizeram uma reunião a portas fechadas e decidiram pelo cancelamento da compra dos veículos.

Na época, irritado com o impacto negativo na opinião pública, o presidente da Câmara, Jorge Felippe (PMDB), disse que a compra havia sido discutida e aprovada durante uma reunião com 46 vereadores, em 15 de março. Apenas cinco, de acordo com ele, se manifestaram contrários à medida desde o início: Teresa Bergher (PSDB), Leonel Brizola Neto (PDT), Eliomar Coelho (Psol), Paulo Pinheiro (PPS) e Andrea Gouvêa Vieira (PSDB). Com a repercussão, outros também passaram a questionar a compra e alguns rejeitaram os novos veículos.

Depois de um pedido da Câmara, a própria montadora Volkswagen decidiu devolver os recursos aos cofres públicos. Em nota, ela informou que atendia à solicitação da Câmara "em caráter excepcional e sustentada em parâmetros legais". Os Jettas que foram negociados na época eram do modelo 2012, com quatro airbags, bancos de couro, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, bicombustível, com motor 2.0 e direção hidráulica, entre outras características.

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/alerj-vai-gastar-29-milhoes-em-novos-carros-para-deputados-4264378#ixzz1obzXQAqD

sábado, 11 de fevereiro de 2012

#CaosNosTrilhos - Alerj cobra explicações da SuperVia sobre problemas com trens

Em nota, a comissão citou a vida útil dos trens, dizendo que "muitos trens em operação hoje tem mais de 50 anos e praticamente não há mais peças de reposição, o que dificulta o trabalho de manutenção"

Isabela Bastos

RIO - A Comissão de Transportes da Assembléia Legislativa (Alerj) informou na sexta-feira ter enviado ofício à SuperVia cobrando explicações sobre os seguidos problemas envolvendo os trens do Rio. Em nota, a comissão citou a vida útil dos trens, dizendo que "muitos trens em operação hoje tem mais de 50 anos e praticamente não há mais peças de reposição, o que dificulta o trabalho de manutenção". O presidente da comissão, deputado Marcelo Simão (PSB), disse que pretende agendar uma reunião com dirigentes da empresa para cobrar melhorias no sistema e a entrada em operação dos trens chineses comprados pelo governo estadual:


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"Temos sempre feito cobranças à Supervia e a concessionária promete soluções que não consegue cumprir. É preciso que os novos trens prometidos entrem logo em operação, pois a população não pode mais continuar sendo sumetida a um transporte caótico e precário", disse o parlamentar na nota.

O secretário de Estado de Transportes, Júlio Lopes, disse que quatro dos 34 trens chineses, encomendados pelo governo estadual, já foram entregues pelos fornecedores. Um deles já se encontra em testes de circulação com sacos de areia no lugar dos passageiros. Os outros trens ainda estão em fase de montagem nas oficinas da SuperVia. Mas para que as composições possam entrar em operação, elas precisam ser homologadas, o que ainda não aconteceu.

A Agetransp, agência que fiscaliza os transportes do Rio, anunciou que abriu processo administrativo para apurar os transtornos aos passageiros causados pela paralisação registrada anteontem no ramal Japeri, que gerou atrasos em série e tumultos em várias estações da SuperVia. O processo está em fase de instrução, que é a reunião de informações e provas documentais do incidente. Ele ainda será distribuído a um conselheiro relator. Ainda não há data para que o processo seja levado à análise em sessão regulatoria publica.

Um dia depois do quebra-quebra generalizado em quatro estações de trens do Rio, incluindo a Central do Brasil, a SuperVia voltou na sexta-feira a registrar problemas no transporte ferroviário. Segundo a Agetransp, a circulação do ramal Guapimirim da empresa ficou interrompida durante boa parte do dia, por conta de problemas mecânicos na locomotiva que movimenta os vagões. O serviço, ainda de acordo com a agência, só foi restabelecido às 16h40. A SuperVia informou que, por conta da pane, duas das seis viagens programadas não foram realizadas.

O ramal onde ocorreu o problema tem nove estações, entre Saracuruna, em Duque de Caxias, e a cidade de Guapimirim. A pane não foi divulgada pela empresa. Tanto o tele-atendimento gratuito da SuperVia, como o site da empresa, informavam que o ramal de Guapimirim estava funcionando normalmente. Já a página da SuperVia no Twitter não fazia qualquer menção a problemas em Guapimirim.

Fonte O Globo  http://oglobo.globo.com/rio/alerj-cobra-explicacoes-da-supervia-sobre-problemas-com-trens-3946735#ixzz1m3MgRYYR

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

DEBANDADA NA ALERJ - Deputados eleitos pelo Rio prestes a debandar

Na Alerj, 29 são pré-candidatos a prefeito; 16 dos 46 parlamentares federais devem abrir vaga para suplentes
Cássio Bruno

Juliana Castro

RIO - Com apenas um ano de mandato, deputados estaduais e federais do Rio já estão de olho nas próximas eleições municipais, em outubro. Levantamento feito pelo GLOBO mostra que pelo menos 29 (mais de um terço) dos 70 políticos em exercício na Assembleia Legislativa (Alerj) são pré-candidatos a prefeito em cidades do estado, principalmente em suas bases eleitorais. Além disso, 16 dos 46 parlamentares federais fluminense podem seguir esse caminho e deixar as cadeiras para os suplentes, se forem eleitos.


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Na Alerj, há casos em que bancadas inteiras devem concorrer. Uma delas é do PR. Os cinco representantes do partido têm interesse de disputar o pleito. Comandada pelo deputado federal Anthony Garotinho, ex-governador do Rio, a sigla foi a que mais perdeu deputados para o recém-criado PSD: quatro baixas. A nova legenda, que possui hoje 13 parlamentares, o maior número da Casa, vai lançar três deles como pré-candidatos.

Os três deputados estaduais do PSB também têm pretensão de disputar as prefeituras, assim como os dois do PV e os dois do PRB. Os únicos deputados de PTB, PRTB, PTdoB são outros da lista. Dos seis parlamentares do PT na Alerj, quatro tiveram os nomes indicados para concorrer.

Já entre o grupo que poderá se dividir entre o trabalho em Brasília e a campanha em cidades fluminenses estão quatro dos oito deputados federais do PMDB do Rio. Já o PSDB e o DEM, aliados nacionalmente, ficarão em lados opostos na disputa pela prefeitura do Rio, com Otavio Leite e Rodrigo Maia, respectivamente.

São Gonçalo, na Região Metropolitana, tem sete deputados estaduais e federais com a intenção de concorrer à prefeitura. Quatro deles, no entanto, estudam ainda a possibilidade de se unir em uma aliança formada por PMDB, PSC e PPS contra o indicado da atual prefeita, Aparecida Panisset (PDT) — que não pode se reeleger este ano. Com 653 mil pessoas aptas a votar, a cidade é o segundo maior colégio eleitoral do estado, atrás apenas da capital.

— Em São Gonçalo, a eleição é de dois turnos. Achamos que nos unindo estaremos no segundo turno — diz o presidente do PMDB do Rio, Jorge Picciani.

Na primeira eleição, PSD terá 17 candidatos próprios
No primeiro teste nas urnas desde sua criação, no ano passado, o PSD terá 17 candidaturas próprias no estado, das quais sete são prefeitos tentando reeleição em Cambuci, Carmo, Mangaratiba, Japeri, Rio Claro, Sapucaia e Natividade. Além dos três deputados estaduais pré-candidatos a prefeito, o partido indicará o deputado federal Dr. Paulo César à disputa em Cabo Frio, na Região dos Lagos.

— Se o DEM e o PR quiserem nos apoiar em algum municípios serão bem vindos, mas nós não vamos apoiá-los — avisa Indio da Costa, presidente regional do PSD, legenda que apoia o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes, ambos do PMDB.

A disputa de forças no estado ficará por conta de Cabral e Garotinho, este com o apoio do DEM e do ex-prefeito Cesar Maia. O grupo do governador tem fechado pelo menos 65 candidatos na cabeça de chapa do PMDB contra 60 do PR. As estratégias são distintas. Cabral não deverá pedir votos nas ruas para os aliados, com exceção de Paes, que disputará a reeleição. Garotinho vai percorrer todos os municípios ao lado dos apadrinhados.

— O Garotinho vai aparecer nas campanhas e será o puxador de votos de prefeitos e vereadores — conta o secretário-geral do PR no Rio, Fernando Peregrino.

— Vamos preservar o Cabral e selecionar as cidades em que ele aparecerá. No programa eleitoral na TV e no rádio, o governador gravará para todos os candidatos do PMDB e aliados — afirma Picciani



Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/pais/deputados-eleitos-pelo-rio-prestes-debandar-3677510#ixzz1jcAotMZ4

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

NÃO TÔ NEM AÍ - Sérgio Cabral ignora metade dos pedidos de informações

por ITALO NOGUEIRA
O governo do Rio ignorou mais da metade dos requerimentos de informação feitos este ano por deputados, contrariando a Constituição estadual. E, quando enviou as respostas, a administração não respeitou o prazo de um mês na maior parte das vezes.
O excesso de pedidos foi um dos motivos que, segundo o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), o levaram ao STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar restringir a formulação de pedidos de dados às comissões da Assembleia Legislativa do Rio, controladas por sua base aliada.
Levantamento feito pela Folha na Assembleia mostra que, no ano passado, a média de pedidos foi de um por deputado. Se a Casa usasse o limite autorizado pela Constituição --12 por integrante--, seriam 840 requerimentos anuais. Em 2011, foram 71.
Desses 71 pedidos endereçados a órgãos do governo estadual, 40 não tiveram resposta --outros cinco ainda estão dentro do prazo permitido pela legislação.
Dos 26 respondidos, 15 chegaram à Assembleia Legislativa com atraso superior a uma semana.
"Ele não responde aos requerimentos dos deputados e diz que há excesso? Quem evita a transparência se aproxima da corrupção", argumentou o deputado Marcelo Freixo (PSOL).
O governo do Estado afirmou que "cada requerimento tem que ser analisado de acordo com as suas especificidades". "Não se trata de uma questão simplesmente numérica."
A oposição teme que, com a alteração, todo requerimento tenha que ser aprovado nas comissões da Casa. Desta forma, pedidos incômodos ao governador seriam barrados pela base de Cabral.
"Se o papel do deputado é fiscalizar, como posso fazer isso sem informação oficial do governo?" disse a deputada Clarissa Garotinho (PR).
A prática já ocorreu ao menos três vezes na Mesa Diretora, presidida pelo deputado Paulo Melo (PMDB).
Contrariando o regimento interno da Assembleia, o aliado de Cabral não publicou três requerimentos que pediam informações sobre viagens do governador ao exterior, contratos com a Delta --do empresário Fernando Cavendish, amigo de Cabral-- e detalhamento das isenções fiscais às empresas de Eike Batista, também amigo do governador.
Clarissa ingressou com mandado de segurança pedindo a publicação do requerimento que fez sobre as viagens. O Tribunal de Justiça, porém, negou a liminar


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

TRÁFICO DE ARMAS NO RIO - Relatório da CPI é aprovado na @Alerj

Relatório apontou deficiências na fiscalização do mercado legal de armamento


O Globo

RIO - O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) que investiga o tráfico de armas, munições e explosivos foi votado nesta quarta-feira. O documento foi aprovado com modificações. O relatório apontou deficiências na fiscalização do mercado legal de armas e na comunicação entre as polícias. A CPI foi presidida pelo deputado Marcelo Freixo (PSol).

- Embora esta CPI esteja lidando com uma questão nacional, foi importante que o Legislativo fluminense fizesse esta discussão, pois o Rio de Janeiro tem relevância no quadro de tráfico de armas. A comissão não teve o caráter de fazer punições, mas propor um debate abrangente no Congresso Nacional e, mudanças que podem ser tomadas pelos órgãos de segurança. Uma delas, inclusive, aconteceu durante os nossos trabalhos, quando o Exército trabalhou para aumentar o efetivo para a destruição de armas - afirmou o parlamentar.

O relatório irá agora para aprovação no plenário da Alerj. A CPI concluiu que a estrutura da Delegacia de Armas da Polícia Federal não conta pessoal suficiente para controlar o mercado de armamento legal. Apenas dois delegados e 13 agentes exercem essa função. Um dos pontos de discórdia, durante a votação, referiu-se aos direitos dos colecionadores, atiradores e caçadores. Para o deputado Flávio Bolsonaro (PP), que apresentou voto contrário, o relatório joga a responsabilidade do tráfico de armamentos nestes portadores de armas, que, segundo ele, são os mais fiscalizados.

De acordo com os dados reunidos pela CPI, 2.024 pessoas foram indiciadas, processadas ou presas na última década no estado, envolvidas com crimes de tráfico de armas ou relacionados. Entre elas, há 82 policiais militares, 32 bombeiros, 29 policiais civis, quatro agentes penitenciários, três policiais federais, 88 membros das Forças Armadas (65 do Exército, 12 da Marinha, 11 da Aeronáutica), dois guardas municipais e 250 civis, além de 1.531 pessoas sem qualificação

Fonte O globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/relatorio-da-cpi-do-trafico-de-armas-aprovado-na-alerj-3449574#ixzz1gbMttz9Y

    

terça-feira, 29 de novembro de 2011

InSEGURANÇA NO RIO - Deputado Geraldo Moreira sofre tentativa de assalto na Rio-Magé

Carro oficial da Assembleia Legislativa foi atingido por três disparos, político não ficou ferido
Carla Rocha 

O carro oficial dirigido pelo deputado estadual Geraldo Moreira (PTN) foi atingido por três disparos Fernando Quevedo / O Globo
RIO - O deputado estadual Geraldo Moreira (PTN) foi vítima, na noite de segunda-feira, de uma tentativa de assalto ou atentado. Ele foi atacado quando passava pela Rodovia Washington Luís, na altura do antigo KM 18. Segundo o parlamentar, um grupo — provavelmente três homens — num carro prata o abordou, determinando que ele parasse. Ao perceber que se tratava de um ataque, Geraldo, que dirigia um Bora oficial da Assembleia Legislativa do Rio, contou que se desesperou e acelerou para fugir e teve seu carro atingido por por três disparos. O deputado, que não se feriu, foi perseguido por cerca de quatro quilômetros até se proteger num posto de gasolina.

O ataque aconteceu por volta das 23h. Moreira disse que tinha saído de sua casa, em Pilar, Duque de Caxias, para se encontrar com um líder comunitário de um loteamento conhecido como Chácara Rio-Petrópolis, perto de Santa Cruz da Serra. Ao voltar, sozinho, o deputado disse que dirigia em baixa velocidade, cerca de 50Km/hora, por causa do tempo chuvoso, quando um carro prata emparelhou com o dele. O motorista desceu armado.

— Ele gritava para, para. Fiquei atordoado. Logo vi que outro saía do banco de trás também armado. Engatei a primeira e fugi. Não sei se antes disso ou quase ao mesmo tempo houve os disparos. Um tiro deve ter passado a dois centímetros de onde eu estava, podia ter acertado a minha cabeça — contou o deputado, ao deixar a 60ª DP (Campos Elíseos), onde prestou depoimento.

Geraldo relatou que, ao parar no posto, os bandidos seguiram pela Washington Luís. Ele disse que a ação foi muito rápida e pôde apenas ver que um dos criminosos era jovem e usava boné. Geraldo acredita ter sido uma tentativa de assalto, mas outra possibilidade, de acordo com ele, será investigada. O deputado contou que, há cerca de dois meses, foi informado por meio de um telefonema anônimo para o seu celular que haveria um plano para matá-lo com origem no Batalhão de Operações Especiais (Bope). Moreira, que já presidiu a Comissão de Direitos Humanos da Alerj, disse que nesta terça-feira pedirá reforço de segurança à presidência do Legislativo e comunicará o fato à Secretaria estadual de Segurança.

— Na ocasião, não dei muita importância (à denúncia anônima), achei até que fosse algum tipo de brincadeira, mas agora vou tomar providências para reforçar minha segurança.

O Bora preto placa LKY 6657 usado por Geraldo Moreira tinha marca de dois tiros na porta do motorista e o vidro do mesmo lado estilhaçado por um terceiro disparo.

Geraldo Moreira é acusado no processo do assassinato do médico Carlos Alberto Peres Miranda — que teria sido namorado da ex-mulher do deputado, Leila Mayworm Costa — ocorrido em março de 2008 na Rua Andrade Neves, na Tijuca. O médico dirigia seu Peugeot 306 quando foi atacado a tiros e morreu na hora. O deputado é suspeito de ter sido o mandante do crime.

Logo após o assassinato, foram presos Ulisses Matheus Costa, de 23 anos, e Leandro Rosa da Silva, de 27. Eles contaram à polícia que tinham sido contratados por PMs e ex-policiais para matar o médico. Um dos PMs, Marcelo Gonçalves Brasil, de 31 anos, do 39 PM (Belford Roxo), foi preso na mesma noite do crime. Ele seria amigo do deputado Geraldo Moreira. No mesmo batalhão, também foi detido Ivan Luiz Bayer. O ex-PM Aílton Silva Diniz, o Abel, teve a prisão temporária decretada e está foragido. Os assassinos teriam recebido R$ 25 mil pela execução.

No ano passado, o deputado seria convocado a depor na 19ª DP (Tijuca), que investiga o caso, sob a acusação de que teria oferecido R$150 mil para convencer a testemunha-chave do processo de homicídio, que foi assessora dele na Assembleia, a mudar suas declarações para inocentá-lo das denúncias

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/deputado-geraldo-moreira-sofre-tentativa-de-assalto-na-rio-mage-3344649#ixzz1f5ITedEX
    

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

ULTIMA CANALHICE DOS SHOPPINGS - @Alerj proíbe cobrança de taxa em banheiros de shoppings

RIO - A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou nesta quinta-feira o projeto de lei 223/2011, que proíbe a cobrança de taxas para o uso de banheiros em shoppings e veda qualquer tipo de discriminação de raça, cor, origem ou condição social para a utilização dos sanitários.
De acordo com o projeto, de autoria do deputado estadual Coronel Jairo (PSC), se a lei for descumprida, o shopping terá que pagar uma multa de mil Ufirs (R$ 2.135), que será dobrada em caso de reincidência. Se continuar a cobrança, o centro comercial poderá perder sua inscrição estadual no cadastro de ICMS.
Em março deste ano, consumidores denunciaram a cobrança de R$ 1 pelo uso do banheiro no Shopping 45, na Tijuca. Uma roleta tinha sido posta na entrada dos toaletes, onde duas funcionárias faziam o controle de acesso.

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/alerj-proibe-cobranca-de-taxa-em-banheiros-de-shoppings-3315474#ixzz1eesZjWWH 

CPI DA CHEVRON - CPI vai investigar vazamento e convoca autoridades

Companhia tem atividades suspensas e pede desculpas a brasileiros por vazar óleo no mar

POR AURÉLIO GIMENEZ
Rio - A presidente da Comissão de Saneamento da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputada Aspásia Camargo (PV), conseguiu 50 assinaturas para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a fim de analisar as causas do vazamento de óleo na Bacia de Campos. Hoje, às 14h, também na Alerj, será realizada uma audiência pública para discutir a extensão dos danos territoriais do derramamento de óleo.

Além do presidente da Chevron, George Buck, foram convidados o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, o secretário de estado de Ambiente, Carlos Minc, e o diretor geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, entre outras autoridades.

Mancha de petróleo se espalhou rapidamente e precisou de grande operação para ser contida | Foto: Divulgação

“Seremos um contra-ponto às investigações dos órgãos federais. Vamos analisar as causas, para saber o que fazer para evitar novos acidentes no nosso estado”, defendeu Aspásia.

TCU inspeciona Chevron, ANP e Petrobras
O Tribunal de Contas da União decidiu abrir inspeção nos contratos entre a Petrobras e a Chevron relativos à exploração de petróleo no Campo de Frade. O órgão quer saber se a Petrobras será ressarcida pela empresa americana por ter apoiado no controle do vazamento. O TCU também vai avaliar se a ANP fiscaliza os planos de emergência.

Chevron impedida de perfurar
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) suspendeu ontem as atividades de perfuração da Chevron no Campo de Frade, Bacia de Campos, onde, há 16 dias, ocorreu vazamento de óleo. A medida valerá até que sejam identificadas causas e responsáveis pelo acidente e restabelecida a segurança na área. A agência também rejeitou pedido da petroleira para perfurar novo poço em Frade com o fim de atingir o pré-sal.

A ANP entendeu que a perfuração de reservatórios no pré-sal implicaria riscos de natureza idêntica à do poço que originou o vazamento, e ainda maiores e agravados pela grande profundidade. Em Frade, foram derramados cerca de 3 mil litros de óleo.

“A decisão se baseou nas análises e observações técnicas, que evidenciam negligência por parte da empresa na apuração de dado fundamental para a perfuração de poços e na elaboração e execução de cronograma de abandono, além de falta de maior atenção às melhores práticas da indústria”, informou o comunicado da ANP.

Ontem, em audiência pública da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, o presidente da Chevron, George Buck, pediu “desculpas” aos brasileiros e ao governo pelo vazamento no Campo de Frade. Ele afirmou que a companhia já atendeu a todas as solicitações do plano de emergência solicitado pelo Ibama. “Peço sinceras desculpas à população e ao governo brasileiro”, disse.

No fim da tarde, também por meio de nota, a Chevron informou também que “vai seguir todas as normas e regulamentos do governo brasileiro e suas agências”

 Fonte O Dia http://odia.ig.com.br/portal/economia/html/2011/11/cpi_vai_investigar_vazamento_e_convoca_autoridades_208174.html

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

EMPORCALHAMENTO da CHEVRON I : TCU aprova auditoria na ANP e Petrobras por causa de vazamento [Estão batendo muita cabeça]

Medida, em caráter de urgência, vai apurar responsabilidades sobre acidente da Chevron

Henrique Gomes Batista
Mônica Tavares
Geralda Doca


Imagem do vazamento de óleo da Chevron, no Campo do Frade, na Bacia de Campos, feita na última sexta-feira. Márcia Foletto/18-11-2011 / O Globo

RIO e BRASÍLIA - O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou em sessão plenária desta quarta-feira a realização de auditoria, em caráter de urgência, na Agência Nacional do Petróleo (ANP) e na Petrobras, para apurar responsabilidades sobre o vazamento de petróleo no Campo de Frade. Entre outros motivos, o TCU justifica a medida dizendo que a Chevron, responsável pela exploração na área, não identificou o problema e descumpriu ações de contingência previstas para incidentes desse tipo.

Segundo comunicado do TCU, na ANP, o enfoque será a regularidade na fiscalização de planos de emergência das empresas petrolíferas. O objetivo é prevenir ou, quando caso, detectar e responder rapidamente a eventuais desastres ambientais provocados pela exploração de petróleo e gás no litoral brasileiro.

Veja também
Cronologia do vazamento da Chevron na Bacia de Campos
Vídeo Veja vídeo submarino do vazamento da Chevron
Multas de até R$ 260 milhões para punir vazamento de óleo
Óleo que vazou na Bacia de Campos pode chegar às praias
Nos Estados Unidos, multa máxima é de US$ 75 milhões

 Na Petrobras, será verificado se há previsão contratual de ressarcimento das despesas que a estatal teve com equipamentos e mão de obra nas ações contingenciais decorrentes do acidente. Também serão verificados os cuidados tomados pela Petrobras para assegurar que as empresas parceiras possuem condições efetivas de detecção e de resposta a acidentes ambientais.

O TCU informou ainda que é importante realizar a auditoria, uma vez que estamos numa "fase de grande expansão" da atividade no litoral brasileiro, tendo em vista a descoberta do pré-sal. Segundo o tribunal, acidentes desse tipo trazem danos ao meio ambiente que são de difícil reparação, além de prejudicar a imagem do Brasil no exterior.

O TCU também afirma que é "urgente a necessidade de aprimoramento e de garantia de efetividade dos meios de prevenção de acidentes ambientais dessa natureza, bem como dos respectivos planos de contingência, especialmente quando se trata da exploração de petróleo por empresas privadas".

Alerj que ouvir direção da empresa
Apesar do pedido da direção da Chevron para adiar seu depoimento, a audiência na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) continua marcada para sexta-feira para debater o vazamento de petróleo no Campo de Frade. A reunião foi convocada pelos deputados para ouvir a versão da petroleira americana sobre o acidente. Segundo a Alerj, a convocação do evento já foi publicada no Diário Oficial - além disso, deputados se mobilizam recolhendo assinaturas para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o vazamento.

Além da investigação estadual, o deputado federal Dr. Aluizio (PV-RJ) está buscando assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados, em Brasília.-Precisamos saber por que a Chevron demorou tanto para comunicar o acidente, além de saber ao certo qual a veracidade das informações que foram prestadas - afirmou.

A CPI poderá nos ajudar a apontar os problemas que existem, como a ausência de garantias reais de segurança do trabalho e nos planos de contenção de acidentes - afirma o deputado, que é morador de Macaé.

Para o deputado, é preciso saber qual a capacidade técnica das empresas, estrangeiras ou não, de explorarem o petróleo em águas profundas e ultraprofundas no país. Além disso, Dr. Aluizio avalia que a atuação da Agência Nacional de Petróleo (ANP) na fiscalização e acompanhamento de acidentes como esse precisa ser reavaliada. Para abertura de uma CPI na Câmara dos Deputados são necessárias as assinaturas de 171 deputados, ou 1/3 do número total de parlamentares, que é de 513.

Enquanto o poder público cobra explicações da empresa, a Polícia Federal informa que o inquérito que investiga o vazamento de óleo na Bacia de Campos está em fase de coleta de depoimentos - mas o conteúdo das declarações não foi divulgado para não prejudicar o trabalho em andamento.

Gabrielli diz que o valor aplicado em segurança é ‘irrelevante’
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, voltou a dizer que cabe à Chevron, operadora do campo de Frade, responder as perguntas sobre o vazamento de óleo. Indagado sobre montante a ser investido pela Petrobras em segurança na exploração de petróleo, ele afirmou que este número é "absolutamente irrelevante":
— O problema principal é a prevenção do acidente é a tecnologia para contenção e recuperação. A prevenção envolve uma mudança de cultura e atitude que são muito mais importantes do que investimentos — destacou.
Em relação ao pagamento das multa aplicadas à Chevron, que podem chegar a R$ 260 milhões, apesar de a Petrobras deter 30% do campo, Gabrielli disse que pela legislação brasileira o operador é o sócio responsável pelo pagamento. A questão, no entanto, pode ser regulada pelo acordo entre as sócias no campo de exploração, mas os termos do acordo entre as duas empresas são confidenciais, afirmou. As declarações foram dadas durante o V Fórum Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de Óleo e Gás realizado no Jockey Club, no Rio de Janeiro.

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/tcu-aprova-auditoria-na-anp-petrobras-por-causa-de-vazamento-3303299#ixzz1eYmvjoqB 

domingo, 6 de novembro de 2011

LEIS NO RIO - O festival de regras inúteis que assola o estado

Alerj e Uerj firmam convênio para revogar absurdos e consolidar a legislação; grupo vai analisar 5.734 leis em vigor
Por Elenilce Bottari (elenilce@oglobo.com.br )

RIO - A legislação federal tornou rigorosas as regras para o registro e o porte de armas em todo o país, mas isso não impediu que a Assembleia Legislativa do Rio aprovasse uma lei para proibir - por aqui - a concessão de porte de arma a servidores públicos aposentados por doenças mentais. Entre as 5.734 leis em vigor que formam a legislação do Estado do Rio, há pérolas suficientes para uma nova edição do célebre "Febeapá - Festival de Besteiras que Assola o País", de Stanislaw Ponte Preta (personagem criado nos anos 60 pelo jornalista Sérgio Porto para satirizar a ditadura militar). No Rio, são tantas leis que é praticamente impossível cumpri-las. Só para cantar o Hino Nacional, por exemplo, existem oito.

VOTE: Qual a lei você escolheria para uma nova edição do 'Festival de Besteira Que Assola o País'?

Mas não há dificuldade que uma nova lei não possa sanar. Para consolidar a atual legislação estadual e expurgar os absurdos, a Mesa Diretora da Alerj fechou um convênio inédito com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Um grupo multidisciplinar - integrados por profissionais das áreas de Direito, Urbanismo, Administração Pública e Saúde, entre outras - começa a se reunir nas próximas semanas para analisar e propor a revogação, a consolidação e a reforma de leis.

E, no que depender do nosso parlamento, trabalho para esta equipe não vai faltar. A primeira reunião do grupo ainda não aconteceu, mas só a pauta de votação na Alerj da semana que passou tinha pelo menos 21 projetos de lei. Entre eles, há um que "dispõe sobre o livre exercício da crença religiosa" (direito garantido na Constituição de 1988) e um que autoriza a oferta serviço de transportes em hotéis (um serviço disponível há décadas). Outro prevê a proibição do uso de celulares, pagers, bips e até de walkman em concursos públicos. Até mesmo uma proposta para criar o dia estadual do blogueiro está em discussão na Alerj

Fonte O GLobo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/11/05/alerj-uerj-firmam-convenio-para-revogar-absurdos-consolidar-legislacao-grupo-vai-analisar-5-734-leis-em-vigor-925744414.asp#ixzz1cv0mWj8A



quarta-feira, 2 de novembro de 2011

TUDO EM FAMILIA - Cabral troca um PICCIANI por outro PICCIANI na Secretaria de Habitação

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), substituirá na próxima segunda-feira um irmão pelo outro na sua Secretaria de Habitação.
O deputado estadual Rafael Picciani (PMDB), 25, assume a vaga de Leonardo Picciani (PMDB), 31, que volta à Câmara dos Deputados para trabalhar contra a tentativa de mudar a atual distribuição dos royalties do petróleo.
Os dois deputados são filhos de Jorge Picciani, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, presidente do PMDB no Estado e candidato derrotado ao Senado nas eleições do ano passado.
Rafael está em seu primeiro mandato como deputado estadual. Leonardo volta à Câmara para seu terceiro mandato. Em 2010, ele foi o mais votado do PMDB no Estado, com 165.630 votos.

   

terça-feira, 1 de novembro de 2011

MILÍCIAS NO BR - O perigoso crescimento das milícias (Editorial)

O Globo

Numa infernal inversão de valores, servidores públicos pagos para garantir a segurança da população chefiam grupos paramilitares armados que extorquem dinheiro do povo em troca de serviços e se envolvem em assassinatos.

Reportagem do GLOBO domingo mostrou que as chamadas milícias, frequentadoras assíduas das páginas policiais da imprensa carioca, atuam em pelo menos 11 estados brasileiros. Como no Rio, frequentemente há conluio de políticos com esses grupos, que multiplicam seus ganhos com ações espúrias.

Há também o caso de políticos que, por tentarem investigar a atuação das milícias, acabam em sua alça de mira. No Rio, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), presidente da CPI das Milícias, concluída em 2008, tem recebido ameaças. A maioria das 225 pessoas denunciadas e indiciadas pelo Ministério Público, entre elas deputados e vereadores, está presa.

A ministra Eliana Calmon, corregedora nacional de Justiça, do CNJ, alertou que as milícias estão por trás da maioria dos casos de violência contra magistrados brasileiros.

Em agosto, a juíza Patrícia Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, RJ, foi executada por homens armados quando chegava em casa, em Niterói. Patrícia investigava crimes cometidos por policiais em São Gonçalo e atividades da máfia das vans.

A Justiça decretou a prisão de 11 policiais militares envolvidos na execução da juíza, inclusive o tenente-coronel Claudio Luiz Silva de Oliveira, ex-comandante do 7 Batalhão da Polícia Militar (São Gonçalo) e apontado como mandante do crime.

Além do Rio de Janeiro, as milícias estão organizadas em São Paulo, Minas, Bahia, Espírito Santo, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Alagoas e Pará, conforme a reportagem. Sua atuação é majoritariamente urbana, mas também agem no meio rural, contratadas por grileiros e fazendeiros, como no Pará e em Mato Grosso do Sul.

Nas áreas urbanas, geralmente oferecem às comunidades proteção contra traficantes e bandidos, dos quais se livram sumariamente, usando homens, tempo, métodos e armas do poder público. Em seguida, tornam-se eles mesmos um perigo para a sociedade, passando a ameaçar todos os que não aceitam suas "regras" para receber "serviços" como fornecimento de gás, acesso à internet, etc.

O combate às milícias é uma das prioridades da Secretaria de Segurança do Estado do Rio. Esta também tem de ser a postura das secretarias dos demais estados brasileiros, com destaque para os outros dez onde os paramilitares comprovadamente já atuam.

O problema não é de fácil solução, uma vez que viceja na banda podre das polícias e se ramifica nos descaminhos dos Legislativos estaduais.

O combate a essa praga nacional exige a atuação decisiva do Poder Executivo federal em ajuda às autoridades dos estados para estancar e fazer retroceder a infiltração desses marginais nos aparelhos policiais. A existência das milícias é duplamente cruel para com cidadãos dos quais se cobram impostos elevados para receber serviços do Estado e que, se não pagarem também essa outra "tarifa", podem sofrer o impensável nas mãos de quem deveria protegê-los

 

InSEGURANÇA NO RIO - @MarceloFreixo aceitou convite da Anistia Internacional após ameaças. #Milícias

‘Minha saída é estratégica’, diz Freixo sobre temporada fora do país

Deputado estadual aceitou convite da Anistia Internacional após ameaças.
Segundo Freixo, só nó último mês foram sete ameaças à sua segurança.
 

Do G1, com informações da Globo News



Após aceitar o convite da Anistia Internacional, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), do Rio de Janeiro, afirmou, na noite desta segunda-feira (31), em entrevista ao Jornal das Dez, da Globo News, que decidiu passar uma temporada fora do país por questões estratégicas.

Menos de três meses após a execução da juíza Patrícia Acioli, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, ameaças de morte obrigaram o deputado a tomar a decisão.

Só nos últimos dias, o deputado foi informado de sete ameaças de morte. Para ele, além das prisões, é preciso tirar a fonte financeira das milícias, como o controle do transporte alternativo e TV a cabo. O deputado classificou as mílícias como uma "máfia que tenta calar o pode público". Freixo ressaltou, ainda, que o combate ao crime organizado deve envolver todo o estado.

Ainda sobre a sua temporada fora do país, o deputado ressaltou que essa não é uma forma de recuo. Ele reafirmou a sua proposta de combater as milícias e disse que retorna ao Brasil ainda neste mês, sem abrir mão da sua função pública.

"A minha saída é uma saída estratégica porque tem uma pressão muito grande. São sete ameaças e eu não posso brincar com isso. A Patrícia Acioli recebeu as mesmas ameaças e nós vimos no que deu. Então é um tempo de reorganizar a minha segurança, mas eu volto ainda no mês de novembro para continuar esse enfrentamento”, disse o deputado.

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Secretaria do RJ diz que Freixo pediu escolta para filho há cinco dias
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Deputado Marcelo Freixo, do RJ, deixará o país após ameaças de morte

CPI das Milícias Freixo está no segundo mandato de deputado estadual e sempre esteve ligado a denúncias de grupos de extermínio. Em 2008 foi o presidente da CPI que investigou a ação das milícias no Rio e terminou com o indiciamento de mais de 220 pessoas, inclusive políticos e policiais. Desde então, ele passou a sofrer ameaças. Na semana passada, ele também pediu proteção para o filho.

“Não é uma viagem planejada, nem uma viagem dos sonhos. A Anistia Internacional é uma parceira de muitos anos na luta em defesa dos direitos humanos, eles estão insistindo há algum tempo para que eu saia um pouco desse foco. Ninguém mais pode duvidar da capacidade criminosa desses grupos. Porque, enfim, eles foram capazes de torturar jornalistas, matar uma juíza, são capazes perfeitamente de matar um deputado", completou Freixo.

O deputado atribuiu as ameaças ao trabalho que ele realiza na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ele afirmou que não possui nenhum problema particular ou pessoal com as milícia: “Não devo nada às milícias, não tem isso. Como é a mesma coisa do caso Patrícia Acioli, foi morta pelo exercício da sua função como juíza. E mais, como é bom lembrar, a Patrícia foi morta por pessoas que usaram as armas da própria polícia, com munição da própria polícia. Isso não foi um descuido, isso foi um recado”, disse.

Pedido de escolta A Secretaria de Segurança Pública do Rio afirmou em nota que o deputado Marcelo Freixo solicitou escolta para seu filho, por meio de uma carta, no dia 26 de outubro. Ainda de acordo com a secretaria, a escolta foi solicitada para começar em novembro.
Ofício enviado à secretaria pelo deputado Marcelo
Freixo (Foto: Divulgação/Secretaria de Segurança
Pública)

A secretaria enviou uma carta à presidência da Alerj nesta segunda informando que todas as ameaças ao deputado "foram verificadas e devidamete processadas", mas, "que esse tipo de investigação, por envolver a segurança de pessoas é realizada de forma sigilosa". E que o pedido de escolta foi "prontamente aceito" e "no mesmo dia, o comando da PM entrou em contato com o parlamentar".

A secretaria diz ainda que a segurança de Freixo é feita por diversos policiais da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core).

A secretaria divulgou também a carta enviada por Freixo solicitando a escolta. No entanto, no ofício, não é explicitado que a escolta só fosse iniciada em novembro. Ele pede, em caráter preventivo, segurança para o filho.

Já Freixo destacou que solicitou segurança para a família em 27 de agosto: "Dizer que as investigações foram feitas em caráter sigiloso, foi sigiloso demais, porque nem eu sei do resultado dessa investigação. Eu imagino que, mais do que o secretário, eu tenho o interesse em saber que investigação é essa. Foram 276 denúncias de informações e planos e nenhuma delas eu recebi um retorno da secretaria", disse o deputado.

Documento relata atentado No dia 17, representantes de diferentes partidos políticos e entidades se reuniram num ato em defesa do deputado, depois que um documento da Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar apontou que Freixo seria alvo de um atentado.

O documento da PM, endereçado à Coordenadoria Institucional de Segurança da Alerj, indica que o miliciano conhecido como Carlão planejava o assassinato de Marcelo Freixo. De acordo com a Coordenadoria, o miliciano receberia dinheiro de um ex-PM se executasse o deputado

 Fonte g1 http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/10/minha-saida-e-estrategica-diz-freixo-sobre-temporada-fora-do-pais.html

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

POLÍTICA NO RIO - @DepWagnerMontes deixa PDT e entra na nova legenda, que passa a ter maior bancada na Alerj. ‘Escraaaacha’ agora no PSD

POR ANDRÉ ZAHAR
Brasília - Deputado estadual mais votado do Rio, com 528 mil votos na eleição de 2010, Wagner Montes deixou ontem o PDT para ingressar no PSD. A decisão foi anunciada após conversa, pela manhã, com o presidente da legenda e ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Outro deputado estadual do PDT, Marcos Soares decide até amanhã se faz o mesmo.

Em nota, a assessoria do deputado diz que Wagner “sempre foi muito respeitado (no PDT) e fez grandes amigos, entre eles o presidente Carlos Lupi”. O texto afirma que a saída ocorre “sem qualquer tipo de atrito”. “É um desafio novo, como nas vezes que troquei de emissora. Quero ajudar a construir o PSD”, disse o apresentador da TV Record.

Nos bastidores, comenta-se que Wagner estava desconfortável com a falta de espaço para decidir os rumos da legenda, em especial em relação à eleição de 2012. O PDT não o consultou, apesar de ser um potencial candidato a prefeito, antes de anunciar apoio à reeleição de Eduardo Paes.

Com Wagner, o PSD passa a ter, oficialmente, a maior bancada da Assembleia Legislativa do Rio, com 12 deputados em atividade e um licenciado (Christino Áureo, secretário estadual de Agricultura). Até então, a hegemonia era do PMDB, com 11.

Wagner diz que, apesar disso, não “vislumbra” concorrer em 2013 à presidência da Alerj, tradicionalmente ocupada pela maior sigla.

Líder do governo e colega de PSD, André Corrêa garante que o partido não exercerá o direito. “O partido não lançará candidato à presidência da Casa”, diz.

Wagner Montes Filho, filho do deputado e apresentador, também deixou o PDT, há dois meses, para concorrer a vereador pelo PRB.

MILÍCIAS NO RIO - Deputado @MarceloFreixo diz que Beltrame seria alvo de atentado

RIO - O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) afirmou, na noite de terça-feira, que o Disque-Denúncia recebeu uma informação de que uma milícia de Campo Grande está planejando um atentado contra ele e o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. A ação ocorreria ainda esta semana. A assessoria de imprensa da secretaria disse desconhecer a denúncia.

De acordo com Freixo, o Disque-Denúncia repassou as informações para o coronel responsável pela segurança da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que o procurou imediatamente. O deputado disse que não vai deixar de trabalhar, mas deve alterar parte de sua agenda. Entre os compromissos que serão desmarcados, está um debate, nesta quarta-feira, na Uerj:

- Depois do que fizeram com a juíza Patrícia Acioli (assassinada em 11 de agosto), não podemos desconsiderar denúncias. A questão é que essas informações chegam, mas não são acompanhadas de providências.

Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/10/26/deputado-marcelo-freixo-diz-que-beltrame-seria-alvo-de-atentado-925661924.asp#ixzz1bsiRodTg


SAUDE NO RIO - Médicos do Rio protestam contra precariedade do SUS

PAULA BIANCHI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DO RIO
DE SÃO PAULO
Enquanto médicos de outros estados cruzaram os braços nesta terça-feira em protesto pelas más condições do SUS (Sistema Único de Saúde), os profissionais do Rio preferiram não aderir a paralisação.

Em vez disso, pela manhã, 80 médicos fizeram uma manifestação em frente à Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) para lembrar a falta de recursos e os baixos salários oferecidos aos profissionais conveniados ao sistema.

Atendimento no SUS é paralisado em 21 Estados do Brasil
Paralisação de médicos em Minas é parcial, diz governo

Eles foram recebidos pelo presidente da Comissão de Saúde da assembleia, deputado Bruno Correia (PDT), e entregaram um documento com todas as suas reivindicações.

Segundo a presidente do Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro), Márcia Rosa de Araújo, a carência de médicos nos hospitais do Rio é muito grande e parar os serviços iria apenas criar antipatia contra o movimento e aumentar as já longas filas de espera.

"Preferimos mostrar nossa indignação à sociedade em forma de protesto", explica. "Vários serviços estão fechando por falta de médicos. O CTI (Centro de Tratamento Intensivo) do Hospital Federal Cardoso Fontes está praticamente parado porque os médicos se aposentaram e não foram repostos".

Araújo reclama um salário de R$ 9.188 para os médicos do SUS -- segundo ela, hoje há concursos oferecendo R$ 1.500, valor insuficiente para atrair e manter os médicos no sistema.

O conselho pede também a convocação imediata de todos os profissionais de saúde aprovados em concursos e efetivação dos temporários, além da definição do plano de cargos e salários pelo Estado e mais vagas para residência médica.

PARALISAÇÃO
O protesto dos médicos contra as baixas remunerações e as más condições de trabalho na rede pública paralisaram os atendimentos em unidades do SUS (Sistema Unificado de Saúde) de 21 Estados do Brasil nesta terça-feira.

Participaram da paralisação durante todo o dia os Estados do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Sergipe.

No Estado do Piauí, a paralisação vai durar três dias.
Em São Paulo, houve suspensão do atendimento nos hospitais Emílio Ribas, Hospital do Servidor Estadual, Hospital Geral de Taipas, Hospital Geral da Vila Penteado, Hospital Vila Nova Cachoerinha e no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Em Santa Catarina, os médicos pararam por apenas uma hora.

"O SUS é um projeto ambicioso e moderno que serve de exemplo para outros países, mas nós temos problemas. A intenção do protesto não é prejudicar a população, mas chamar a atenção dos poderes Executivo e Legislativo para que se comprometam com o financiamento da saúde pública", disse Jorge Cury, vice-presidente da AMB (Associação Médica Brasileira).

SÃO PAULO
Para chamar atenção para o movimento, médicos "enveloparam" com a bandeira do Brasil a sede da APM (Associação Paulista de Medicina), no bairro da Bela Vista, centro de São Paulo.

Em seguida, fizeram um protesto na Assembleia Legislativa e na Câmara Municipal de São Paulo para denunciar as más condições de trabalho. Na rede estadual, salário é de R$ 1.700 e, na capital, de R$ 2.200 para 20 horas semanais.

 Rodrigo Paiva/Folhapress

Médicos de São Paulo seguem para a Câmara Municipal para denunciar as más condições de trabalho

 Fonte Folha