Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quinta-feira, 19 de abril de 2012

DELTADUTO - Empresa financiou campanhas eleitorais, aponta investigação da PF

'Deltaduto' financiava campanhas eleitorais, aponta investigação da PF
Empresa de fachada repassou verba a pessoas jurídicas doadoras em 2010; Perillo foi beneficiado

Alana Rizzo, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA
- O rastreamento do dinheiro injetado pela Delta Construções em empresas de fachada, segundo a Polícia Federal, e ligadas ao esquema do contraventor Carlos Cachoeira, revela que a empreiteira carioca montou um “deltaduto” para irrigar campanhas eleitorais. A CPI do Cachoeira, que será instalada na quinta-feira, 19, no Congresso, vai investigar os negócios do contraventor e seus elos com a construtora e políticos.

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Empresas que receberam recursos da Alberto e Pantoja Construções Ltda., cuja única fonte de renda identificada pela Polícia Federal era a Delta Construções, abasteceram cofres de campanhas em Goiás, área de influência da organização criminosa de Cachoeira.

Segundo as investigações da Operação Monte Carlo da PF, a construtora de fachada (a Alberto e Pantoja) registrou operações atípicas durante o ano eleitoral, período em que movimentou R$ 17,8 milhões.

Duas empresas, que embolsaram R$ 210 mil da Pantoja, doaram R$ 800 mil a candidatos. Entre eles, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e o deputado federal Sandes Júnior (PP-GO), ambos citados nas investigações da PF por supostas relações com a quadrilha.

Registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que, um mês depois das eleições, Perillo recebeu R$ 450 mil da Rio Vermelho Distribuidora, de Anápolis (GO). A empresa também doou R$ 30 mil para a candidata a deputado federal Mirian Garcia Sampaio Pimenta (PSDB).

A Rio Vermelho é citada em laudos da PF que mostram, a partir da quebra de sigilo bancário, transferências feitas pela Alberto e Pantoja em 2010 e 2011. O atacadista recebeu R$ 60 mil da empresa, que tem como procurador Geovani Pereira, homem de confiança de Cachoeira.

De acordo com a Rio Vermelho, a doação para Marconi foi legal e está registrada no TSE. Com relação ao repasse da Alberto e Pantoja, a empresa afirma que o valor é referente à venda de um carro para Cachoeira.

Marconi Perillo. Este não é o primeiro elo entre o governador de Goiás e as investigações da Monte Carlo. A então chefe de gabinete de Perillo, Eliane Pinheiro, pediu demissão depois que escutas telefônicas mostraram a servidora passando informações sigilosas sobre as operações policiais que tinham como alvo o esquema do contraventor. Perillo, que já confirmou ter se encontrado com Cachoeira, também é citado em conversas de integrantes da quadrilha que mostram a influência do grupo em seu governo, incluindo nomeações para cargos-chave.

Doadora de R$ 300 mil para a campanha do deputado federal Sandes Júnior (PP), a Midway International recebeu R$ 150 mil da construtora investigada pela PF. A empresa de suplementos alimentares transferiu o dinheiro em duas parcelas de mesmo valor (R$ 150 mil) em 22 e 28 de setembro de 2010.

Sandes Júnior também é citado em grampos da Monte Carlo. A Midway doou ainda R$ 20 mil para o ex-senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO).

Wilton Batos Colle, da Midway, informou que pediu um empréstimo para uma empresa de Anápolis para fazer a doação. “Queria doar dinheiro para um grande amigo nosso, o deputado Sandes Júnior, mas estávamos sem dinheiro no caixa naquela época.” Segundo o empresário, a empresa escolhida para a operação foi a Libra Factoring, de um irmão de Cachoeira, também investigada no inquérito da PF. “Foi uma operação legal e declarada. Só não sabíamos que quem estava fazendo o negócio era essa Pantoja”, argumentou.
 

domingo, 23 de maio de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Jurisprudência dá base para Ficha Limpa vigorar já na eleição de 2010


   
FELIPE SELIGMAN
da Sucursal de Brasília
Decisões anteriores e uma resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) dão base para que o projeto Ficha Limpa entre em vigor já nestas eleições.
O texto aprovado pelo Senado, que impede a candidatura de quem for condenado por um colegiado, alterou a lei complementar 64, conhecida como Lei das Inelegibilidades, aprovada em maio de 1990.
Naquele ano, quando ocorreram eleições para governador, senador, deputados federais e estaduais, também houve polêmica sobre a partir de quando a legislação recém-aprovada entraria em vigor.
A dúvida jurídica à época era a mesma de hoje: uma regra que proíbe a candidatura altera o processo eleitoral?
A resposta a essa pergunta é importante porque o artigo 16 da Constituição diz que uma legislação só poderá mudar o processo eleitoral se for editada um ano antes do pleito. Ou seja, se o entendimento for que o projeto altera esse processo, o veto só entrará em vigor em 2012. Se não, vale para este ano.
Até o início do mês que vem, o TSE deverá responder uma consulta para resolver essa questão. Em 1990, os ministros se depararam com o mesmo questionamento e, por unanimidade, responderam que a legislação deveria entrar em vigor para a eleição daquele ano.
Relatada pelo então ministro Luiz Octávio Galotti, a consulta foi transformada em resolução, uma espécie de súmula que orienta o entendimento para julgamentos futuros do TSE e de tribunais regionais.
Essa resolução, editada em 31 de maio de 1990, diz que a Lei das Inelegibilidades deve ter "aplicação imediata, por se tratar da edição de lei complementar, exigida pela Constituição, sem configurar alteração do processo eleitoral, vedada pelo art. 16 da mesma Carta".
O argumento defendido pelos ministros era o seguinte: A lei entra em vigor porque não cria regras específicas para as eleições daquele ano, mas cria uma norma permanente.
Foi essa legislação de 1990 que criou, por exemplo, os prazos de descompatibilização de cargos públicos por aqueles que quisessem sair candidatos.
Na época, a posição do TSE foi alvo de resistência de procuradores eleitorais e até de tribunais regionais eleitorais, que argumentavam não ser possível aplicar a lei já naquele ano.
O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo), por exemplo, chegou a decidir neste sentido, ao afirmar que o tribunal guiaria suas decisões com base na legislação que estavam em vigor em 1989.
Um dia depois, porém, o TSE decidiu que anularia todas as decisões do TRE-SP baseadas no entendimento de que a lei não estaria em vigor.
A Folha apurou que essas decisões anteriores deverão ser levadas em conta agora, quando a corte responderá à mesma pergunta de 20 anos atrás. Ganha força no tribunal a tese de que o veto aos "ficha suja" deverá valer já em 2010.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Desandou o palanque de @DilmaBR no Paraná


Dilma Rousseff

   
De Ilimar Franco:
O comando da campanha da petista Dilma Rousseff está apreensiva com a situação eleitoral do Paraná. O senador Osmar Dias (PDT) desistiu de fazer qualquer coligação com o PT. Ele recebeu pesquisa na qual a aliança com o PT o faz perder votos entre os eleitores do sistema cooperativista.

Osmar Dias

Osmar está a um passo de fechar com a candidatura do tucano Beto Richa. Além disso, os petistas têm dificuldades para fechar um acordo com o PMDB.

O ex-governador Roberto Requião tem uma relação de amor e ódio com a cúpula local do PT. Tudo indica que a campanha de Dilma terá um palanque bastante frágil naquele estado.

Roberto Requião


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BETO RICHA
DILMA ROUSSEFF
OSMAR DIAS
ROBERTO REQUIÃO

quarta-feira, 12 de maio de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Demóstenes recepciona José Serra em Goiânia


   
O senador Demóstenes Torres recepcionou na manhã de hoje o presidenciável José Serra (PSDB) durante visita a Goiânia. O parlamentar aguardou o ex-governador de São Paulo no aeroporto Santa Genoveva e depois participou com Serra de intensa agenda pela cidade, que incluiu, entre outros pontos, a visita ao CRER. Na saída do hangar, O senador Marconi Perillo cedeu seu lugar no carro em que estava com Serra para que Demóstenes ficasse junto com o candidato à presidência.

(Foto: Benedito Braga)

domingo, 9 de maio de 2010

ELEIÇÕES 2010 - “O governo Lula é uma farsa”, diz Plínio à Bandnews.


  

MENSAGEM DE DILMA - Dia das Mães


   
Por: Dilma Rousseff | 09.05.2010

Esse domingo é nosso dia. O dia das mães. Quero dar parabéns a todas as mães brasileiras. Àquelas que ainda têm seus filhos pequenos e se dividem entre os cuidados com eles e a necessidade de trabalhar e garantir seu sustento. Àquelas que, com seus filhos crescidos, perdem noites de sono preocupadas com sua segurança e com os perigos da vida. E dou parabéns também àquelas que, num outro momento da vida, tiveram a alegria de ser mãe duplamente - como eu, que serei avó em alguns meses.
O dia também nos leva a refletir sobre o papel de mãe nos dias hoje, mais amplo e importante do que nunca. São tempos em que as mulheres enfrentam grandes desafios. O principal deles: transcender o espaço doméstico, ocupar seu lugar na sociedade e, ao mesmo tempo, criar os filhos e formar o cidadão do futuro.
Porque, para nós, o que importa, acima de tudo, é que nossos filhos e nossas filhas, crianças, adolescentes, adultos, vivam num país cada vez melhor, onde possam realizar seus sonhos num clima de paz e prosperidade.
 No dia das Mães, nossas filhas e filhos renovam, com abraços e beijos, seus laços de amor e carinho por nós. Mas mesmo em nosso dia, quando nos colocam no centro das atenções, não tem jeito. Para nós, quem vem sempre em primeiro lugar são eles - nossas filhas e nossos filhos. Mãe é assim mesmo.
Clique aqui para ouvir o Fala Dilma Dia das Mães.

ELEIÇÕES 2010 - Programas de renda encolhem com Serra


   
Pagamento de benefícios do Renda Cidadã vai ser menor neste ano do que em 2006, apesar de ter sido ampliado em março
A Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social atribui a queda no número de atendidos à melhora da renda no Estado no período

De Gustavo Patu:

Depois de terem merecido uma duplicação de verbas no ano eleitoral de 2006, os principais programas sociais de transferência de renda mantidos pelo governo paulista encolheram ao longo da administração do tucano José Serra.
Espécie de Bolsa Família local, o Renda Cidadã gastará menos com o pagamento de benefícios em 2010 do que há quatro anos, apesar de nova ampliação promovida em março -dias antes de Serra deixar o Palácio dos Bandeirantes com o objetivo de concorrer ao Planalto.
O orçamento atual do Ação Jovem, voltado para estudantes pobres de 15 a 24 anos, também é inferior ao do final do mandato de Geraldo Alckmin, que, como seu sucessor faz agora, tentava na época seu voo presidencial pelo PSDB.
Juntos, os dois programas respondem hoje por cerca de 80% das despesas estaduais com transferências diretas de renda, classificadas na contabilidade oficial como "auxílios a pessoas físicas", que caíram, de 2006 para 2009, de R$ 279,5 milhões para R$ 198,9 milhões. Considerada a inflação, a queda chega a 38%.

sábado, 8 de maio de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Marina Silva suspende viagem à Colômbia por ameaças


   
marina silva Foto: Sérgio Masson/Futura Press Marina Silva desiste de viagem à Colômbia
Foto: Sérgio Masson/Futura Press

A pré-candidata à Presidência do Brasil Marina Silva cancelou um encontro com o aspirante à Presidência da Colômbia Antanas Mockus, devido às ameaças de morte que este recebeu, informaram neste sábado (8) fontes políticas.
"Sabemos que a situação na Colômbia é muito tensa", declarou o presidente do Partido Verde brasileiro, Alfredo Sirkis, que citou a preocupação causada pela criação de um grupo na rede social Facebook denominado "Me comprometo a matar a Antanas Mockus antes de 30 de maio".
Filósofo e matemático de origem lituana, Mockus é o favorito nas pesquisas de opinião para as eleições presidenciais que serão realizadas na Colômbia em 30 de maio.
O encontro entre Marina Silva e Mockus, candidato do Partido Verde colombiano, seria no dia 20 de maio em Bogotá e teria como objetivo de discutir a articulação de um centro alternativo para a esquerda latino-americana.
Ao anunciar a reunião no último dia 5, Sirkis explicou que a ideia era criar uma alternativa de esquerda regional "que possa fazer frente à esquerda autoritária, populista e anacrônica", com a qual identificou aos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e Cuba, Raúl Castro.
EFE


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ELEIÇÕES 2010 - Lançamento de pré-candidatura de Alckmin vira ato de apoio a Serra e críticas ao PT


   
da Reportagem Local


O PSDB de São Paulo lançou neste sábado a pré-candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin ao governo do Estado. O evento virou um ato de apoio à pré-candidatura do tucano José Serra à Presidência e de críticas à gestão petista no governo federal.
Serra disse que não faria como o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deixou tudo para o último ano. "Vamos fazer as coisas desde o primeiro dia, não deixar tudo para o último ano, planejando e fazendo as coisas", afirmou ele.
O presidenciável relembrou o episódio dos dossiês encomendados para incriminar tucanos e disse que o PSDB governa para todos os partidos. "Nós não demonizamos a oposição, que são nossos adversários, não nossos inimigos. Nós não produzimos dossiês. [A oposição é uma força política que tem sua legitimidade", disse. "A nossa luta não é para fortalecer um partido, é pra fortalecer o Brasil."
Tucanos e aliados presentes fizeram elogios a Serra. O próprio Alckmin, que deveria ser a estrela do dia, deu crédito a Serra pelos avanços ocorridos em São Paulo. "Podemos nos orgulhar do que cada governo tucano fez até agora. Covas ajustou as finanças do Estado. Assumi um Estado sadio e avançamos. O Serra avançou ainda mais, com sua competência, trabalho e dedicação à causa pública."
O ex-secretário da Casa Civil de São Paulo Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), pré-candidato ao Senado, rendeu elogios a Serra e Alckmin. "Vamos eleger Serra. Vamos ajudar o Geraldo Alckmin a voltar ao Palácio dos Bandeirantes!", disse o ex-secretário.
O ex-governador Orestes Quércia (PMDB), pré-candidato ao Senado na chapa de Alckmin, também pediu votos para Serra e alfinetou a ex-ministra petista Dilma Rousseff, que nunca disputou uma eleição majoritária. "Não se pode colocar na Presidência da República uma pessoa que pode até ser boa, mas que não tem experiência, não passou por nenhuma eleição", disse ele.
Já o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez questão de dizer que o PSDB não tem nada para esconder. "Nossa história é a do Brasil. Nós damos passos firmes para o futuro. E não um passo para frente e outro para trás."
Serra disse que Alckmin dará seguimento ao seu estilo de governar em São Paulo. "Nós não governamos para um ou outro partido, nós governamos para todos, para o povo; não demonizamos a oposição, nós vemos a oposição como força política, como adversários. É esse nosso estilo. É esse estilo que o Alckmin vai aprofundar em São Paulo
Aloysio alfinetou os petistas, que dizem que o país regredirá se Serra for eleito. "Enquanto outros se esquivaram, nós trabalhamos pela redemocratização, na frente que derrotou a ditadura."

ELEIÇÕES 2010 - Dilma participa de evento do governo com Lula


   deu em O Globo - Letícia Lins*

*Enviada especial

IPOJUCA (PE) - Na primeira cerimônia oficial de governo com a presença da pré-candidata Dilma Rousseff como ex-ministra, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não conseguiu evitar o clima de campanha, no complexo de Suape. E acabou fazendo apelo à população para que não permita que seu projeto de governo seja interrompido, sob pena de o país regredir.


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- O que nós fizemos no Brasil não pode mudar. Se a gente deixar este país regredir... Sabemos que para se fazer é difícil. Para derrubar é fácil - disse o presidente, com Dilma a seu lado no palanque, para uma plateia de cerca de três mil pessoas, em sua maioria trabalhadores do complexo industrial portuário de Suape.
" O que nós fizemos no Brasil não pode mudar. Se a gente deixar este país regredir... Sabemos que para se fazer é difícil. Para derrubar é fácil "

Dilma sentou-se na primeira fila, a duas cadeiras do presidente. Em seguida, quando Lula dirigiu-se ao cais para ver o navio, ficou todo o tempo a seu lado, com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, e o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli. Foi lançado o primeiro navio do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef). A iniciativa conta com verbas do Programa de Aceleração do Crescimento, fato ressaltado nos cartazes e faixas no local.
Lula se referiu a Dilma quatro vezes. Na primeira, ao dizer que, antes de assumir, o Brasil era um país desprestigiado no exterior, com o povo com pouca autoestima. Disse que hoje há mais de cem empresas brasileiras atuando no exterior.
- Mas tudo isso aconteceu não foi por causa de Lula, não foi por causa do governador Eduardo Campos (do PSB, que estava ao lado dele), ou de minha companheira Dilma. Foi porque o povo brasileiro começou a perceber que era preciso mudar.
Bem mais descontraída do que nas visitas anteriores, com calça jeans e blusa de seda branca, e sorridente, Dilma disse que não participou do evento para tirar dividendos eleitorais, mas porque foi uma das pessoas que acreditaram e ajudaram na retomada da indústria naval.
- A legislação permite que eu compareça e obviamente sem falar, até que eu seja formalmente escolhida na convenção. Mas, quanto a participar calada, não vejo problema nenhum.
Dilma não discursou na cerimônia, mas foi citada várias vezes, sobretudo por líderes sindicais. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco, Alberto Alves dos Santos, apelou para um trocadilho ao registrar a preferência por Dilma:
- Aqui, presidente, o seu mandato seria igual ao de Fidel Castro. Como Vossa Excelência não quer, nós temos a obrigação de votar em quem o senhor indicar. Seu projeto não é só de desenvolvimento, mas de inclusão social. Bom Dilma para todos.


ELEIÇÕES 2010 / SÃO PAULO - Alckmin tenta manter hegemonia tucana em São Paulo


   

Tucano lança pré-candidatura ao governo paulista e vai tentar ajudar Serra


Silvia Amorim - O Estado de S.Paulo
Geraldo Alckmin 

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, lançará no sábado, 8, sua pré-candidatura ao governo paulista com a missão de levar o PSDB à sua quinta gestão no Estado e de ajudar o presidenciável José Serra chegar à Presidência.
somOuça a entrevista com Geraldo Alckmin, pré-candidato ao governo de São Paulo
especialVeja a situação dos candidatos na disputa pelo governo de SP
mais imagensTrajetória de Geraldo Alckmin em imagens
A aposta será o discurso da importância de se ter uma parceria afinada entre São Paulo e o Brasil para avançar. Fará parte da estratégia também acusar o PT do presidente Lula de ter olhado pouco para os paulistas.
"É fácil criticar, agora o PSDB tem feito. O governo federal coloca dinheiro no metrô no Brasil inteiro, em seis ou sete capitais, e nenhum centavo em São Paulo", diz Alckmin, em entrevista ao Estado.
Aos 57 anos, o ex-governador diz que se sente mais preparado e maduro para retornar ao cargo e considera a experiência seu maior diferencial em relação ao adversário, o senador Aloizio Mercadante (PT). Promete um governo de continuidade com "inovações".
Com uma história recente de disputa e desgaste dentro do próprio partido - Alckmin disputou as eleições de 2006 e 2008 com parte do PSDB trabalhando contra - , o pré-candidato atribui a volta por cima ao "povo". Ressalta a união do tucanato neste ano e prefere um tom diplomático ao falar do passado. "É natural que as pessoas tenham opções."
A seguir a entrevista:
Por que ser governador de novo?
Eu me sinto mais preparado, mais experiente para promover avanços ainda maiores. Entendo que o PSDB, nesse período que governou São Paulo, deu certo. A melhor prova disso foi que no ano passado o governo investiu mais de R$ 19 bilhões. Quem viu o governo do Estado 15 anos atrás praticamente com capacidade de investimento negativa, obras paradas, Banespa sob intervenção, o Estado com dívida. Acho que o PSDB em São Paulo estabeleceu um novo paradigma de gestão. Há desafios, mas avançou muito.
O que considera ser seu maior diferencial em relação ao Mercadante?
Eu vejo a questão da experiência. Nós temos uma experiência bem-sucedida no Estado. Para dar um exemplo, foram 33 hospitais novos. Nenhum funcionário público. E aqui há uma diferença. O PT entende que tem que ser estatal. Nós entendemos que tem que ser público, agora, o gerenciamento você pode ter um parceiro do terceiro setor.
O governo Serra enfrentou dificuldades com o funcionalismo. O episódio mais recente foi a greve dos professores. O PSDB tem cometido equívoco?
Fui governador 5 anos e meio e não tivemos nenhuma greve de professores. Essa greve teve inegavelmente uma motivação eleitoral. Há que se separar reivindicações justas, mas acho que temos avançado. Na educação, São Paulo foi um dos primeiros a estabelecer a meritocracia.
O sr. é a favor da política de bônus?
Sou e vou mantê-las. O bônus começou conosco.
O sr. fala em governo da continuidade com inovações, Como será isso?
É investir na qualidade do serviço público. Na educação, você universalizou, não tem criança fora da escola. Agora é avançar na qualidade, estímulo ao professor, maior tempo da criança na escola. Na saúde demos passos importantes, mas há que se dar outros. Vamos investir muito na prevenção e no tratamento do câncer e, na saúde mental, vamos ampliar os convênios.
E no desenvolvimento da economia?
Eu destacaria aí a inovação tecnológica e os parques tecnológicos, que vamos estimular para termos mais de 30. Hoje são três ou quatro implantados. Por outro lado, apoiar a empresa de fundo de quintal. Eu reduzi impostos. São Paulo tem o menor ICMS do País para o álcool. Outra medida que pretendo ampliar é a Nota Fiscal Paulista.
Como avalia a atuação do PSDB na segurança pública? As estatísticas mostram um aumento dos homicídios e roubos no início deste ano.
Um dos grandes trabalhos que fizemos foi na segurança pública. São Paulo tinha, em 2000, 12.800 homicídios. Foram 4.600 no ano passado. Esse primeiro trimestre teve uma subida, mas não dá para dizer que é uma tendência. Em 1997, o Estado era o quinto do Brasil em homicídios. Em 2007, foi 25º. Se você me perguntar se estamos satisfeitos, eu digo não. Agora, segurança também é um problema federal.
Todas as ações que propõe já existem. Quais são as inovações?
Você sempre traz novos passos. Isso é uma sequência de trabalho. Parque tecnológico está começando. Mas vai passar a ter escala. Os avanços precisam ser sucessivos. Eu diria que esse tem sido o sucesso do PSDB. O Rodoanel precisa ter continuidade e nós vamos fazer o possível para entregar as duas asas. Uma outra que não começou, porque depende do governo federal, mas eu pretendo participar, é o ferroanel. Vamos implantar uma rede de dutovias no Estado.
São projetos que se fala há anos. O que fará para viabilizá-los?
No alcooduto, vamos trabalhar para acelerar a aprovação ambiental, dar crédito e estímulo fiscal. O ferroanel é federal. Esperamos que o Serra chegando lá essa será uma das boas parcerias com São Paulo.
O sr. promete muitos investimentos. De onde virão os recursos, já que a capacidade de fazer empréstimo de SP está reduzida?
Ainda tem espaço para financiamentos. Ajuste fiscal também é um trabalho permanente e o mais importante é o crescimento da economia.
O PT critica a redução da participação de SP no PIB nacional.
Primeiro, nós não devemos ser contra que os Estados pobres cresçam. Isso é importante para o País. Por outro lado, Estado vem já há cinco anos crescendo acima da média do PIB brasileiro.
O PT também acusa o PSDB de não apresentar nada novo no Estado.
Todos os avanços da gestão pública em São Paulo foram do PSDB. Aliás no governo federal também. Qual o mérito do governo Lula? Foi dar sequência a uma macropolítica econômica do presidente Fernando Henrique. Nós vamos fazer avanços na gestão sob o ponto de vista do desenvolvimento do Estado e da qualidade dos serviços públicos.
Mercadante diz que o PSDB pouco agiu para melhorar o trânsito.
É fácil criticar, agora o PSDB tem feito. Hoje nós temos três obras simultâneas de metrô. Das dez melhoras estradas do Brasil, São Paulo tem as dez. Um fato que chama a atenção é que o governo federal coloca dinheiro no metrô no Brasil inteiro, em seis ou sete capitais, e nenhum centavo em São Paulo. No mundo inteiro nas regiões metropolitanas você tem recursos do governo central.
A que o sr. atribui isso?
Estou apenas constatando e acho que é injusto. Por que não coloca onde você tem mais necessidade? É a quarta cidade do mundo.
Essa eleição é a reafirmação da liderança de Alckmin no Estado?
Não é a liderança pessoal, mas a oportunidade de servir o povo.
Depois das disputas e desgastes no partido, o que foi decisivo para chegar a essa candidatura?
O povo, a população de São Paulo. O povo é muito fiel. O povo tem memória. O PSDB está totalmente unido e consciente de uma responsabilidade histórica. Nesta eleição somos favoritos no quadro nacional.
Há setores do partido que não queriam o sr. candidato. O próprio governador Alberto Goldman disse isso em público. O sr. espera apoio dele?
É natural que as pessoas tenham opções. Faz parte da vida política. Você vai num processo de aproximações sucessivas. Quem apostar na divisão do PSDB vai perder.
Há ressentimentos?
Não existe isso. Em partido grande é natural que hajam divergências.
O sr. tem planos presidenciais?
O meu sonho é ser um bom governador. O futuro a Deus pertence. Quero ajudar nosso Estado e o Serra para que chegue lá. O Serra é o líder que o Brasil precisa neste momento. Lula é Lula. Dilma é Dilma. Serra é Serra. Experiência não passa por osmose.


veja também

Geraldo Alckmin http://pt.wikipedia.org/wiki/Geraldo_Alckmin



quinta-feira, 6 de maio de 2010

ELEIÇOES 2010 - Política e religiosidade em debate no Mato Grosso



Postado em 05/05/2010 por Equipe Marina | Categoria(s): Geral
Em longa entrevista concedida aos jornalistas de Cuiabá, no Mato Grosso, Marina foi questionada sobre seus encontros com líderes religiosos e na possibilidade de fazer desses eventos também um momento para angariar votos.
“Não tem como subtrair a condição de pré-candidata, mas podem ficar tranquilos que eu nunca vou fazer dos púlpitos um palanque”, esclareceu.
Entre tantas outras perguntas, Marina falou sobre o apoio de Fernando Gabeira, pré-candidato pelo PV ao governo do Rio de Janeiro, e sobre a questão ambiental no estado do Mato Grosso.
Confira a íntegra desse material a seguir.
1. A senhora vai se encontrar com evangélicos, em geral um público conservador. Vem-se divulgando uma polêmica relacionada à decisão do STJ sobre a possibilidade de adoção de crianças por casais homossexuais. Gostaria de sabe a opinião da senhora a respeito desse ponto.
2. O PV aqui do Mato Grosso aprovou recentemente um indicativo de apoio ao candidato Mauro Mendes, do PSB, que em nível nacional vai estar com sua adversária, a Dilma Rousseff, do PT. A direção nacional do partido deu essa autonomia aos estados, especificamente ao Mato Grosso, para discutir esse tipo de composição com outros partidos que podem ser adversários também?
3. Complementando sobre essa aliança com o candidato Mauro Mendes. Existe um discurso que o palanque será pluralista, em que dividirão pessoas que estão apoiando Dilma Rousseff, José Serra e a candidatura da senhora também. A senhora vê algum problema desse pluralismo no palanque?
4. O deputado Fernando Gabeira chegou a dizer ontem que pode vir a apoiar José Serra no segundo turno.Me parece que a senhora já conversou hoje a respeito desse assunto. Gostaria de perguntar o que a senhora acha sobre essa declaração dele e o que conversou com ele?
5. Então ele continua apoiando a senhora?
6. Gostaria que a senhora falasse sobre sua vinda. Sobre a participação [em evento com representantes religiosos] tem a ver apenas com o fato de você ser evangélica ou vai aproveitar para pedir votos? Como será sua participação aqui?
7. A senhora declarou recentemente que o PT e o PSDB estão reféns de outros partidos, no caso, o PT do PMDB e o PSDB do DEM. Como a senhora avalia essa situação de uniões e do tempo inclusive que eles têm na televisão em detrimento de partidos menores?
“Acho que é um erro sim não termos essa capacidade de diálogo não fazer esse realinhamento histórico e colocar o Brasil acima dos interesses particulares e conjunturais de cada partido para formar uma maioria que nos leve a uma governabilidade em cima de ideias, de projetos e de programa. É a isso que estou me dispondo com esse debate com os partidos, com os meus concorrentes e o diálogo com a sociedade. Que a gente possa fazer um acordo social para que quem for eleito possa construir uma maioria em cima de programa e não do fisiologismo que tanto tem prejudicado o país e o Congresso Nacional.”
8. Se eleita for, como a senhora pretende conduzir a questão ambiental do país?
9. O PT e o PSDB já deram um pouco das articulações relacionadas aos candidatos a vice. Coloco também as dificuldades do PV que é um partido menor, em relação ao contingente, até no peso de um vice. Saiu uma pesquisa recentemente de perfis pessoais,, inclusive na aparência. Senadora, como a senhora vê essa questão da escolha do vice, que vai ser extremamente importante?
10. Sobre a questão do público evangélico nas últimas eleições e de alguns candidatos representarem as suas congregações, gerou um raxa em algumas igrejas e congregações. Como a senhora vê isso já que nos últimos tempos nós tivemos problemas com pessoas representando a área evangélica no Congresso envolvidas em escândalos. Hoje esse é um eleitor que está bastante preocupado e, por outro lado, também há aquele fator de massa de manobra. Como a senhora trabalha isso sendo pré-candidata e uma cristã evangélica?
“Eu trato os cristãos evangélicos como trato os cristãos católicos como trato os não-crentes. Trato-os como cidadãos, como pessoas. E acho que cada um vai fazer a sua escolha baseado nos princípios da democracia”, respondeu Marina. Ainda sobre essa dinâmica de seleção de candidatos, acredita que os cidadãos “vão olhar para o projeto de cada candidato, para o processo político em que teremos os debates e para o testemunho de vida de cada um”.
11. Fé e política, senadora, qual a relação?
12. Gostaria de saber da senhora como analisa a saída do Ciro [Gomes] do páreo e, consequentemente, as últimas pesquisas?
13. Como a senhora avalia a questão do governo de [Blairo] Maggi ambientalmente falando?
14. O governador Silval Barbosa irá participar do evento agora a noite e ele busca o apoio do PV. Qual a possibilidade disso acontecer?E quais seriam os critérios?
15. Diante desses problemas ambientais de Mato Grosso, a senhora pretende colocar em seu plano de governo plataformas específicas para estados que, como o Mato Grosso,, tiveram problemas de desmatamento?
16. Especificamente para Mato Grosso, que tipo de políticas a senhora pretende implantar em nível de governo federal?
17. Eu vou insistir na candidatura local, se os pré-candidatos oferecessem a vice [candidatura] ao partido, esse seria um dos critérios?
18. Hoje o Serra admitiu que tanto ele quanto Dilma estão transgredindo a legislação eleitoral. Dilma em maior grau e ele em menor. Colocou também que todos os pré-candidatos estariam transgredindo. Como a senhora analisa isso? E também sobre essa questão que a senhora colocou que o Ciro não teria saído, mas sim foi tirado. O Lula teria tido um papel determinante na retirada do nome de Ciro. A senhora não acha que foi uma deslealdade por parte do Lula com uma pessoa que foi ministro do governo dele, se isso realmente aconteceu?
19. A senhora, que teve uma vivência contemporânea ao Ciro no governo, falou que ele foi leal. Você acha que nesse processo o governo federal, mais especificamente o presidente Lula, teve uma postura desleal em relação a ele nessa história?
20. Como vai ser a estrutura de campanha do PV no Mato Grosso? A senhora mesma vai visitar os municípios?
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ELEIÇÕES 2010 - Plínio condena a construção de Belo Monte e veste o boné do #MST




        

Plínio condena Belo Monte                                   Plínio veste o boné em defesa do MST

ELEIÇÕES 2010 - PSB cobra de @dilmabr isonomia nos estados


   
De Givaldo Barbosa:

A cúpula do PSB reafirmou ontem que o partido apoiará a pré-candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, mas advertiu que é preciso resolver pendências regionais e cobrou isonomia nos palanques estaduais onde a legenda enfrentar o PT.
Em almoço com o PSB, Dilma ouviu que é preciso resolver esses problemas, mas os dirigentes petistas também cobraram reciprocidade, em alusão aos estados onde o PSB caminha para apoiar candidatos tucanos aos governos estaduais.
Para tentar superar o trauma da retirada do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) da disputa presidencial, Dilma avisou que vai procurá-lo, num claro esforço de neutralizar estragos em sua campanha.
O encontro foi em um hotel de Brasília. Dilma foi recebida pelo presidente do PSB, governador Eduardo Campos (PE), e por integrantes da Executiva do partido.
Com o presidente do PT, José Eduardo Dutra, e outros coordenadores da campanha, Dilma ouviu que o PSB formalizará apoio à sua candidatura em 21 de maio. Mas Campos foi incisivo ao cobrar participação do PSB no comando da campanha e no programa de governo:
— O apoio do PT não é suficiente para Dilma ganhar eleição. Ela precisa fazer campanha além do PT. Não pode ficar só com PT e PMDB, tem de alargar. É preciso tratamento isonômico às candidaturas estaduais na base de Dilma. Esse tem de ser um dos critérios para a aliança. Não queremos campanha discriminando um ou outro.

ELEIÇÕES 2010 - José Serra diz que não é nem oposição nem situação

   
SANDRA HAHN E CAROLINA FREITAS - Agência Estado
O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, afirmou hoje que não se considera nem como oposição nem como situação em relação ao governo. "Eu não me coloco como oposição nem como situação", disse, em entrevista a veículos da Rede Record em Porto Alegre (RS). "Eu me coloco como um candidato para o futuro", acrescentou, ao responder a uma questão sobre o fato de prometer preservar programas do governo Lula e, ao mesmo tempo, se colocar como oposição.
"Política para mim não é Fla-Flu, não é Grêmio versus Internacional", prosseguiu, recorrendo à rivalidades de clubes de futebol. Serra citou, como exemplo da sua atitude, seu comportamento durante o governo Fernando Collor de Mello, quando era líder de seu partido, opositor ao governo na ocasião. "Ninguém me viu trabalhar lá pelo quanto pior melhor", afirmou.
Na entrevista, Serra elogiou a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), do ponto de vista administrativo, e negou preocupação da cúpula do partido com o desgaste sofrido pela correligionária por causa de denúncias contra seu governo. "Não há essa preocupação", afirmou. "A Yeda submeteu-se à Justiça, que é o que devia ter sido feito", acrescentou, dizendo que houve "muita campanha política" para explorar a situação.
Segundo Serra, Yeda tem conquistas administrativas que são reconhecidas até por adversários. Serra disse que também não é um candidato "estritamente partidário". "Sou de um partido, batalho por ele, mas sou candidato para somar", declarou.
Agrado
Serra esforçou-se para mostrar identificação e agradar o eleitorado gaúcho. Em entrevista a jornalistas do Grupo RBS, principal empresa de comunicação do Estado, Serra elogiou o sotaque das mulheres do Sul, contou sobre uma ex-namorada gaúcha e fez uma promessa local: se eleito presidente, vai construir uma segunda ponte sobre o Rio Guaíba, ligando Porto Alegre à cidade de Guaíba. "Meu compromisso é de estar voltado para o Rio Grande. Eu vou olhar para cá. Vocês podem estar certos disso", disse.
A maioria das perguntas dos entrevistadores abordava preocupações regionais, como a dificuldade de se construir uma segunda ponte sobre o Rio Guaíba, para melhorar o trânsito na zona sul de Porto Alegre. "Eu vou fazer a segunda ponte do Guaíba. Não é uma promessa. É um anúncio", prometeu.
Para o presidenciável, o Rio Grande do Sul vem recebendo ao longo dos anos um "subinvestimento federal".

domingo, 2 de maio de 2010

ELEIÇÕES 2010 - Marina no Dia do Trabalhador


   
Postado em 01/05/2010 por Marina | Categoria(s): Geral
Assista abaixo a fala da Marina durante a comemoração ao 1º de maio da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores, Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), realizado em São Paulo.

A seguir, acompanhe o áudio das entrevistas feitas com a Marina antes dela participar de evento.
Confira também uma galeria com fotos da pré-candidata à Presidência pelo PV:

ELEIÇÕES 2010 - Festas do 1º de Maio em SP viram palcos para promover Dilma



DANIEL RONCAGLIA
YGOR SALLES
FLÁVIO FERREIRA
da Reportagem Local


As comemorações do 1º de Maio deste ano ganharam caráter eleitoral mais forte que o habitual. Em São Paulo, todas as festas de sindicalistas receberam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, pré-candidata petista à Presidência. Enquanto isso, José Serra, o pré-candidato do PSDB na disputa pelo Palácio do Planalto, foi para Santa Catarina, onde evento religioso pediu abertamente votos para o tucano.
Em todos os eventos pelos quais passou, Lula, sempre evitando citar nominalmente Dilma, defendeu a continuidade do seu governo --em todas elas, Dilma estava ao seu lado no palco.
Veja imagens do evento promovido pela Força Sindical neste sábado
Serra pede oração a evangélicos em SC
Dilma se apodera pela segunda vez de mote de Serra
Oposição entrará com nova representação contra Lula por propaganda eleitoral
* Em Ribeirão, Marina defende desenvolvimento com preservação
Na festa de 1º de Maio realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em São Bernardo do Campo, para um público estimado de 80 mil pessoas, Lula deu a receita para que seu governo tivesse sequência: "Para que continue, todos vocês sabem o que têm que fazer."
Mastrangelo Reino//Folha Imagem
Na
 festa da CUT, Lula chora ao lembrar que seu governo está acabando
Na festa da CUT, Lula chora ao lembrar que seu governo está acabando
Na festa da CUT, ele disse que poderia falar sobre eleições. "A legislação não me permite falar de candidatos." O público presente no evento reagiu à declaração de Lula com o coro "olê, olê, olá, Dilma, Dilma".
Mesmo dizendo que não falaria de eleição, Lula defendeu a continuidade de seu governo. "Não é possível resolver o problema de 500 anos em oito. É preciso um sequenciamento. Dilma, você ouviu o que eu disse? Sequenciamento..."
No palanque montado pela Força, Lula fez uma menção indireta à pré-candidata petista. "Vocês sabem quem eu quero", disse ele.
Em São Bernardo, o público presente no Paço Municipal entoava a todo momento os coros "olê, olê, olá, Dilma, Dilma" e "olê, olê, olá, Lula, Lula".
No meio do discurso, Lula alfinetou o antecessor tucano Fernando Henrique Cardoso ao lembrar que não tem diploma universitário. "O Brasil teve presidente professor, teve general, teve advogado, teve sociólogo. Mas o presidente que mais fez universidade fui eu."
Em tom de despedida, Lula lembrou que seu governo termina em dezembro. "Daqui a oito meses deixo a Presidência. Aí volto para essa cidade de cabeça erguida."
Propaganda
Sobre os discursos e aparições conjuntas, o PSDB e o DEM já disseram que vão apresentar à Justiça Eleitoral uma representação contra Lula por realização de propaganda eleitoral antecipada.
Questionado sobre o que achava do fato de Lula e Dilma terem participado das festas, Serra se esquivou. "Não acompanhei." Questionado se foi convidado, negou. "Se enviaram alguma coisa [convite], não chegou às minhas mãos", afirmou.
Para senador Álvaro Dias (PSDB-PR), Lula fez propaganda para a ex-ministra.
"O presidente fez um discurso político direcionado para a candidata dele. Até na forma cínica como se expressou. É proselitismo eleitoral", afirmou Dias.

ELEIÇÕES 2010 - Ao fugir de festas do 1º de Maio, Serra pede oração a evangélicos em SC


   
GRACILIANO ROCHA
da Agência Folha


O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, fez um discurso repleto de referências bíblicas diante de uma plateia de missionários evangélicos e foi saudado como "futuro presidente" por pastores da Assembleia de Deus, hoje à noite em Camboriú (SC).
"Orem, rezem a Deus, por mim no sentido de eu ter mais sabedoria para enfrentar as batalhas e as lutas que nós temos daqui por diante", discursou, aludindo a uma passagem do Velho Testamento em que o rei Salomão pede a Deus sabedoria para governar.
Na discurso, o católico Serra vinculou passagens da Bíblia à sua atuação como ministro da Saúde e governador. Citando trecho do Evangelho de João, sobre Cristo ter vindo à Terra para dar "vida abundante", o tucano lembrou que propôs legislação restritiva ao cigarro em São Paulo para dar "qualidade de vida" à população.
Serra falou para um auditório lotado com cerca de 10 mil pessoas, segundo pastores da Assembleia de Deus.
Líderes da igreja pentecostal afirmaram que o discurso foi ouvido por 160 mil pessoas que participaram do encontro 28º Encontro Internacional de Missões dos Gideões Missionários, espalhados em um parque de Camboriú. A Polícia Militar não fez estimativa de público.
O palanque evangélico de Serra foi articulado pelo pastor Everaldo Pereira, presidente do PSC (Partido Social Cristão), sigla aliada de Lula no Congresso e que deverá apoiar o tucano na eleição. A Assembleia de Deus é a igreja da pré-candidata Marina Silva (PV).
Pastores trataram Serra várias vezes como "futuro presidente". Durante sua oração, o pastor Cezino Cavalcante pediu que os fieis rezassem para que o presidenciável se elegesse e conclamou o ex-governador a voltar ao encontro em 2011 como presidente. O pré-candidato disse "amém".
O pastor Reuel Bernardino incentivou a ovação a Serra: "Esse povo não só ora como vota, haverá um rebuliço no país".
Após ganhar uma Bíblia de Cezino, Serra concedeu uma rápida entrevista em que defendeu o trabalho missionário das igrejas e negou ter ido a Santa Catarina apenas em busca do voto evangélico.
Ao sair do ginásio, diante de uma multidão que gritava seu nome, Serra fez o V de vitória.

sábado, 1 de maio de 2010

ELEIÇÕES 2010 - O trem das urnas


   
Deu no Correio Braziliense

O trem das urnas

Cabo eleitoral na campanha da reeleição de Lula, o trem-bala entre Rio e São Paulo volta agora com nova roupagem. Custo do empreendimento aumentou 82%: saltou de R$ 19 bilhões para R$ 34,6 bi

De Lúcio Vaz:

Assim como candidatos em busca de votos, ele aparece a cada quatro anos, sempre às vésperas das eleições, vendendo sonhos, fazendo promessas. Nada vira realidade. Estamos falando do trem-bala Rio-São Paulo, um projeto em estudo há quase 15 anos.
Nesta pré-campanha, saiu da gaveta mais encorpado. Em quatro anos, o custo pulou de R$ 19 bilhões para R$ 34,6 bilhões. O financiamento seria 100% da iniciativa privada. Agora, a União vai injetar R$ 20 bilhões, por meio do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), para viabilizar o empreendimento.
O governo tem pressa para lançar o projeto, mas o Tribunal de Contas da União (TCU) resiste e pede prazo para analisar os detalhes. Teme aprovar mais uma futura obra inacabada. Afinal, o Trem-Bala está sendo lançado a oito meses do fim do governo, que teve oito anos para preparar o projeto.
Assinante do jornal leia mais em O trem das urnas

ver tambem http://pt.wikipedia.org/wiki/Comboio_de_alta_velocidade