Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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terça-feira, 24 de abril de 2012

IMOBILIDADE URBANA - compara tempo gasto com carro e transporte público na 'hora do rush' em SP


Repórteres viajaram de um lado a outro da maior cidade brasileira para mostrar o que os trabalhadores precisam enfrentar no deslocamento do emprego para casa.




O Jornal Nacional fez um teste na maior metrópole do Brasil. Nossos repórteres usaram meios de transporte diferentes para mostrar o que os trabalhadores precisam enfrentar no deslocamento do emprego para casa. O teste de mobilidade entre a Zona Sul e a Zona Leste de São Paulo foi gravado por duas equipes de reportagem na última sexta-feira (20), bem na hora do rush. Uma seguiu de carro. A outra, de ônibus, trem e metrô.

O Jornal Nacional escolheu horário das 18h para começar a pequena viagem porque é exatamente quando as pessoas saem do trabalho e vão para casa. A equipe vai até Cidade Tiradentes, um bairro no extremo leste de São Paulo. O repórter Fabio Turci vai de carro. O repórter César Menezes, de transporte público.

Até a estação, César Menezes anda mais rápido do que os carros. Logo depois, começa o aperto de quem depende de transporte público para circular na cidade. Para algumas pessoas, a viagem começou antes e o cansaço já era visível. A cada parada, o vagão fica mais cheio de trabalhadores voltando para casa. O destino - a Cidade Tiradentes - é o bairro que tem menos emprego por habitante. O oposto da Zona Sul de São Paulo.

O começo da viagem de Fabio Turci já dá uma ideia do que se vai enfrentar. Já se passaram dez minutos e o repórter ainda não andou um quilômetro. Para ser mais preciso, a distância percorrida foi de 700 metros em dez minutos. Para uma ambulância, esse ritmo de tartaruga é uma agonia.

Perto dali fica a linha de trem, onde está César Menezes, que vai mais rápido. Em 20 minutos, ele percorreu oito quilômetros e chegou a uma estação que faz integração com o metrô.

De carro, Fabio Turci continua quase no mesmo lugar. Imagine quem está pagando pelo tempo parado. “A gente gasta muito de táxi aqui, porque o trânsito é bem caótico”, diz uma mulher.

Uma hora depois, Turci percorreu três quilômetros e meio. Ou seja, uma velocidade média de 3,5 km/h, o que significa que, se estivesse caminhando, o repórter teria percorrido uma distância maior.

Já no caso do repórter César Menezes, a primeira parte da viagem é bem rápida. Não houve nenhum problema com as linhas. O trem e o metrô vão bem mais rapidamente. Por isso, às 19h, César já tinha ido do ponto de partida na Zona Sul até o Centro da cidade, enquanto Fabio não tinha andado quase nada.

A desvantagem do transporte público é o desconforto. Com os vagões lotados, demora para aparecer um assento livre. Após uma hora, o repórter César Menezes consegue sentar pela primeira vez.

Fabio Turci segue por avenidas que quase não têm semáforos. Mas há luz vermelha o tempo todo, por causa das luzes de freio dos automóveis à frente. O velocímetro mostra que a velocidade média do carro varia entre 10 km/h e 20 km/h.

A caminho do extremo leste de São Paulo, os vagões começaram a esvaziar. César Menezes também desembarca porque foi preciso pegar um ônibus para chegar ao destino. Ele usou o bilhete único, que vale para qualquer transporte público em um período de duas horas. César leva uma hora e 50 minutos de viagem. Se demorasse mais dez minutos, teria que pagar outra passagem.

Esther já se acostumou com o transporte público. Ela trabalha na Zona Sul, uma das regiões com mais oferta de emprego, e mora na Zona Leste, a mais populosa da metrópole. Gasta seis horas, ida e volta, todos os dias. Ela revela que, se tivesse uma boa opção de trabalho em outro local, pensaria duas vezes. “Até trocaria, dependendo da proposta.”

Faltavam dez para as 21h quando César Menezes desceu do ônibus e caminhou até o ponto de encontro com Fabio Turci. Ele ainda teve que esperar dez minutos até o colega chegar de carro.

E ainda tem a volta.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

MAUS-TRATOS A ANIMAIS - falta estrutura para polícia investigar casos

Jornal da Tarde

A investigação da morte de 37 animais que foram encontrados em 13 de janeiro na casa de Dalva Lima da Silva, de 42 anos, na Vila Mariana, zona sul da capital, expõe a falta de estrutura para apurar crimes contra animais.

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As necropsias, por exemplo, só foram feitas depois que protetores arrecadaram dinheiro na internet para pagar os exames, capazes de determinar a causa da morte. Mas esse não é o único problema enfrentado pelos policiais.

Em outras ocorrências, eles reclamam de não ter à disposição veterinários que possam atestar que um bicho está sofrendo maus-tratos. Quando conseguem provar o crime, não encontram lugar para deixar o animal agredido.

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Prefeitura afirma que envia veterinários para apurar denúncias feitas à polícia e reclamações recebidas pelo telefone 156. O órgão diz que só faz necropsias em casos excepcionais.

O CCZ não pode exceder sua lotação máxima, o que poderia configurar maus-tratos. Então, muitas vezes, animais apreendidos são encaminhados para organizações não governamentais ou casas de protetores de animais.

Desde janeiro, a Divisão de Crimes contra o Meio Ambiente do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) recebeu 214 denúncias de maus-tratos a animais. Todas são apuradas, segundo o delegado Wilson Correia Silva. Parte delas é motivada por vizinhos descontentes com barulho e não configuram crime.

O inquérito a respeito dos 37 gatos mortos ainda não foi encerrado. A promotora Vânia Tuglio diz que apura se houve formação de quadrilha, o que aumentaria a pena de Dalva. A promotora pretende estipular pena de pouco mais de dois anos a Dalva. Seu advogado, Martim Lopes, diz que ela aplicou eutanásia em seis gatos porque eles já iriam morrer.


    

terça-feira, 10 de abril de 2012

FARRA COM DINHEIRO PÚBLICO - Câmara de SP eleva de R4 94 mil para R$ 106 mil gasto com contratações por gabinete

Mesa Diretora elevou o limite mensal de gastos com a contratação de até 18 servidores nos gabinetes

Diego Zanchetta - O Estado de S. Paulo

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SÃO PAULO
- Por meio de um ato publicado nesta terça-feira, 10, no Diário Oficial da Cidade, a Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Paulo elevou de R$ 94.867,22 mensais para R$ 106.452,03 mensais o limite de gastos com a contratação de até 18 servidores em cada um dos 55 gabinetes de vereadores. O ato, segundo os parlamentares da Mesa, estende para os salários e gratificações dos 1.400 funcionários comissionados da Casa, indicados sem concurso público, os 12,2% de aumento concedido aos 600 servidores efetivos na semana passada.

Em ano eleitoral, cada vereador terá agora, além de 17 mil mensais para pagar despesas com gráfica, correio, telefone e combustível, mais R$ 11,6 mil adicionais para reajustar os salários e gratificações pagas aos seus comissionados. Ao todo, cada vereador terá por mês R$ 123,4 mil para gastar com a contratação de até 18 assessores e com os demais gastos para o gabinete - o que permite a cada parlamentar pagar um salário médio de R$ 5,9 mil mensais para cada funcionário de seu gabinete, que tem carga horária de 40 horas semanais.

O salário de cada vereador é de R$ 9.288 mensais. O gasto de cada vereador paulistano supera a despesa dos deputados federais, que é hoje de cerca de R$ 114,4 mil mensais. O custo/vereador só é inferior ao custo/deputado estadual, que em SP passou a ser de R$ 135,8 mil em 2012.

"É justo (o aumento). É importante o parlamentar ter verba para montar uma equipe qualificada. Não sou hipócrita de criticar algo que pode melhorar a produção Legislativa. Muitos estudos feitos aqui nos gabinetes dão embasamento para o desenvolvimento da cidade", argumentou o vereador Chico Macena, líder do PT.

Os 14 líderes de bancada apoiaram o ato da Mesa Diretora que elevou a verba de cada gabinete. A decisão de reajustar os vencimentos dos comissionados foi publicada hoje no Diário Oficial da Cidade. Poucos vereadores quiseram comentar o aumento. Nas cinco sessões extraordinárias abertas hoje à tarde, não houve acordo para a votação do projeto do prefeito Gilberto Kassab (PSD) que concede um terreno na região central para o Instituto Lula.



     Fonte Estadao

sábado, 31 de março de 2012

#COPA2014 - Empréstimo ao Itaquerão vai parar na Justiça

O Ministério Público Federal vai entrar com ação na Justiça para ter acesso a documentos e contratos do futuro estádio do Corinthians.

Nesta semana, o Banco do Brasil liberou um "empréstimo ponte" no valor de R$ 150 milhões à Odebrecht, empreiteira que ergue o Itaquerão.
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Rivaldo Gomes - 6.mar.12/Folhapress

Obras da arquibancada do futuro estádio corintiano em Itaquera


A construtora se compromete a pagar o empréstimo assim que conseguir o valor do BNDES, por meio da linha de crédito usada para a construção de estádios da Copa.

Na avaliação do procurador José Roberto Pimenta Oliveira, o fato de o Banco do Brasil garantir um futuro empréstimo do BNDES faz da União "a única a assumir todos os riscos do negócio, caso ocorra inconveniente no pagamento do empréstimo por parte das instituições Corinthians e Odebrecht".

Por isso, o procurador pediu ao Banco do Brasil todos os documentos relativos ao empréstimo. A instituição se recusou a fornecer os papéis, alegando que o contrato com a Odebrecht tem "cláusulas de confidencialidade".

O próximo passo do Ministério Público Federal é tentar o acesso aos documentos pela via judicial. Nota divulgada ontem pela procuradoria fala em "medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis".

Este é o segundo "empréstimo ponte" tomado pela Odebrecht para construir o estádio do Corinthians.

O outro, de R$ 100 milhões, foi tomado do banco Santander. A construtora diz que, após os R$ 150 milhões do Banco do Brasil, tal operação não será mais necessária até a conclusão da obra.


    
Fonte Folha

quarta-feira, 28 de março de 2012

FRAUDE NO METRÔ PAULISTA - MP denunciou 14 executivos de 12 construtoras por combinar resultado de licitação


Justiça de SP aceita denúncia do MP sobre fraude em licitação do Metrô
Promotoria denunciou 14 executivos de 12 construtoras.
Acusados de combinar resultado terão dez dias para se manifestar.

Do G1 SP

Promotor Marcelo Mendroni diz que empresas
fraudaram licitação
(Foto: Rafael Sampaio/G1 )

O juiz Marcos Fleury Silveira de Alvarenga, da 12ª Vara Criminal de São Paulo, aceitou nesta segunda-feira (26) a denúncia oferecida na semana passada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo contra 14 executivos de ao menos 12 construtoras acusados de fraude na licitação para a ampliação da linha 5-Lilás do Metrô. Com isso, eles são agora réus no processo e terão dez dias para apresentar a defesa.

As empresas, algumas delas formando consórcios, são acusadas de acertar os resultados da licitação mediante combinação de preços, o que configura formação de cartel, segundo o promotor Marcelo Batlouni Mendroni. O Metrô diz que não foi citado na denúncia.

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"Presentes indícios suficientes de autoria e prova da materialidade delitiva, recebo a denúncia", informou o magistrado, na decisão.

A expansão foi dividida em oito lotes, cada um com concorrência diferente. "Chegamos à conclusão de que essas pessoas, representando suas empresas, fraudaram a licitação de forma a combinar quem seriam os vencedores de cada um dos trechos que compõem a expansão", afirmou o promotor Marcelo Mendroni, em entrevista no Fórum Criminal da Barra Funda na sexta-feira (23).

Segundo o promotor, havia combinação para que a empresa vencedora oferecesse preço abaixo das demais no lote em que saísse vitoriosa. As outras construtoras ofereciam preços acima do limite estabelecido para o Metrô na licitação, de acordo com o promotor. Cada uma das empresas ou consórcios saíam, então, vencedores de um lote da expansão, pelo acordo denunciado pelo Ministério Público.



O valor total da expansão, que vai da estação Largo Treze da Linha 5-Lilás até as estações Santa Cruz (Linha 1-Azul) e Chácara Klabin (Linha 2-Verde), é estimado em R$ 8 bilhões. Devem ser criadas mais 11 estações, com 11,4 km de via a serem implementados. A Promotoria não pediu a paralisação das obras.

Os crimes de que são acusadas as empresas são de ordem econômica e administração estatal. O caso foi divulgado inicialmente pelo jornal "Folha de S.Paulo", que denunciou a combinação do resultado.

Os 14 funcionários denunciados são diretores, executivos e representantes comerciais das empresas, segundo Mendroni. "São representantes de alto nível [das construtoras], porque alguém de baixo nível não teria condições de fazer este tipo de acordo."

Não há gravações, escutas ou documentos que provem o acerto porque os dirigentes das empresas não deixaram rastros, de acordo com o promotor. "Não tenho dúvida, eu tenho certeza de que houve cartel e fraude na licitação. Com certeza a falta de provas diretas vai ser usada pela defesa para desqualificar o processo. Mas na maioria dos casos as provas diretas não ocorrem porque é muito difícil os diretores deixarem documentos. Mas as provas indiretas são bem robustas", afirmou Mendroni.

Em 2011, após uma ação anterior do Ministério Público, no âmbito cível, a Justiça suspendeu as obras de expansão da Linha 5-Lilás entre os dias 18 e 22 de novembro. O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) na época, José Roberto Bedran, liberou a continuidade da obra. O presidente do Metrô, Sergio Avelleda, também foi afastado do cargo, mas voltou ao cargo após uma nova decisão judicial.

Prejuízo de R$ 232,8 milhões Com a fraude na licitação, o prejuízo para os cofres públicos foi de ao menos R$ 232,8 milhões, segundo a denúncia do Ministério Público. Havia propostas inferiores às vencedoras que haviam sido feitas antes da concorrências e foram excluídas devido a uma norma da licitação, que impedia que empresas ganhadoras de outros lotes participassem. "Esse [valor] seria o mínimo de prejuízo causado por essas empresas, ao fazerem o acordo para decidir quem seriam os vencedores. Se não houvesse a cláusula de exclusão dos participantes, essas propostas menores do que aquelas que ganharam seriam consideradas", disse Mendroni.

O promotor afirmou que há indícios da participação de funcionários do Metrô na fraude, mas que são muito frágeis para serem incluídos no processo. "Há referências, insinuações, mas eu tenho que ter um mínimo de dedução e presunção da prática criminosa para fazer a denúncia", disse.

Todos os executivos negaram a participação em qualquer tipo de cartel durante os depoimentos à Polícia Civil, segundo o promotor.


Fonte G1
    

segunda-feira, 26 de março de 2012

TORCIDAS ORGANIZADAS - Mesmo proibidas as brigas e mortes continuam

Morre torcedor baleado durante briga na Zona Norte de SP, diz secretaria
Confronto de palmeirenses e corintianos deixou outros seis feridos.
Jovem de 21 anos foi atingido na cabeça por disparo neste domingo.

Do G1 SP



O estudante André Alves Lezo, de 21 anos, morreu na noite deste domingo (25) no Hospital da Vila Nova Cachoeirinha, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. Ele foi baleado na cabeça durante uma briga entre palmeirenses e corintianos ocorrida nesta manhã na região da Avenida Inajar de Souza, na Zona Norte de São Paulo. O conflito deixou dois baleados e pelo menos cinco feridos por paus, barras de ferro e pedras. A polícia não confirmou para qual time o jovem que morreu torcia, mas nas redes sociais há informações de que André era palmeirense.
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O confronto, que reuniu quase 300 torcedores, entre corintianos e palmeirenses, de acordo com a Polícia Militar, ocorreu por volta das 10h. A PM interveio e deteve dois torcedores palmeirenses suspeitos de participar do conflito. Os policiais do 72º Distrito Policial, onde o caso foi registrado, informaram que os dois foram vistos armados pela PM, mas não carregavam mais as armas ao serem abordados. Por isso, passaram por um exame residuográfico – para detectar a presença de pólvora nas mãos - e foram liberados.
Material apreendido após briga de torcedores na
Zona Norte de SP
(Foto: Rafael Brito/Futura Press)

O conflito teria sido agendado pela internet, segundo torcedores que conversaram com o G1 sem se identificar. Nesta tarde, Corinthians e Palmeiras jogaram no estádio do Pacaembu pelo Campeonato Paulista de Futebol. Dentro do estádio, o clima também estava tenso, com embates de palmeirenses e corintianos com a PM.

Além do rapaz de 21 anos, outro torcedor, um jovem de 23 anos, também foi ferido por disparo de arma de fogo na confusão. Ele foi atingido na bacia e acabou transferido, em estado estável, para o Hospital do Mandaqui. A terceira pessoa atendida nessa unidade médica é um torcedor de 27 anos, que teve traumatismo craniano após ser atingido por uma barra de ferro. Ele também sofreu outras fraturas e foi transferido para o Hospital Cruz Azul.

Nesta tarde, uma mãe aguardava em frente ao Hospital da Vila Nova Cachoeirinha informações sobre o filho internado, que é corintiano. Segundo ela, dedos das mãos do jovem foram quebrados por rivais. “Eles só pararam porque um policial tinha uma calibre 12, que é uma arma pesada, então eles se assustaram”, disse Marina Cezarina de Lima em entrevista ao Fantástico.

Os outros quatro feridos seguiram para o Hospital São Camilo, na Pompéia, na Zona Oeste. Três deles foram liberados. Por volta das 20h, um ferido continuava internado.

Prisão de suspeitos Os dois suspeitos presos estavam num carro abordado pela Polícia Militar. Outros três palmeirenses que estavam no veículo conseguiram fugir. "Por volta das 10h, a PM recebeu chamado de tumulto na Avenida Inajar de Souza. A PM foi para lá e 50 pessoas, entre corintianos e palmeirenses, se confrontavam perto do Terminal Vila Nova Cachoeirinha", disse o major Soffner. "Foram deslocadas as forças da PM de toda a cidade para os principais corredores e antecipamos o policiamento na cidade, por conta do jogo, que começaria meio-dia".


    Fonte G1

sexta-feira, 23 de março de 2012

ESCASSEZ DE ÁGUA - São Paulo terá de buscar água a 74 km de distância

Sistema de R$ 1 bi que entrará em operação até 2018 vai ligar capital a Juquitiba
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Artur Rodrigues e Rodrigo Burgarelli - O Estado de S.Paulo

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A escassez hídrica na Região Metropolitana vai obrigar o governo do Estado de São Paulo a criar um sistema de R$ 1 bilhão para buscar água a mais de 74 km de distância da capital e bombeá-la à altura de 500 metros - o equivalente a dez prédios de 17 andares. O Sistema de Produção São Lourenço deve estar em operação até 2018, mas mesmo assim não será suficiente para atender o crescimento da demanda nos próximos anos.

O sinal verde para o plano deverá ser dado na próxima quinta-feira dia 29, quando está prevista a votação do projeto no Conselho Gestor do Programa Estadual das Parcerias Público-Privadas (PPPs). Após a liberação, a Secretaria de Estado de Saneamento e Recursos Hídricos poderá lançar o edital para as obras, que devem durar de cinco a seis anos após a assinatura do contrato. A operação do sistema deverá custar R$ 500 milhões por ano.

Para se ter uma ideia do tamanho do esforço de subir a água por 500 metros de altura, o Sistema Cantareira, o maior do Estado, tem uma diferença de nível de 100 metros. Mas não havia outra opção, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a não ser investir mais para trazer a água de mais longe. "Ou você tem água ou pede para a população não crescer mais, para as indústrias não virem mais para cá", afirma o diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato.

O sistema vai tirar água da Represa Cachoeira do França, em Juquitiba, na bacia do Rio Ribeira, e alimentar bairros da zona oeste da capital (como Perdizes e Lapa) e municípios do oeste da Grande São Paulo.

A distância e o fato de Juquitiba estar em nível mais baixo do que o destino da água podem elevar o custo de transporte. "A captação está abaixo da Região Metropolitana. Só em termos de consumo de energia para bombear a água, pode ter um valor superior ao custo de tratamento", afirma o professor de engenharia José Carlos Mierzwa, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

Déficit. Mesmo com o novo sistema, o problema da falta de água na Região Metropolitana, uma das regiões com maior escassez hídrica do País, não será totalmente resolvido. O Sistema São Lourenço vai adicionar 4,7 metros cúbicos por segundo à capacidade de abastecimento na região, o que é suficiente para a demanda de 1,5 milhão de habitantes. Hoje, funcionam oito sistemas diferentes, que geram uma vazão média total de 67,8 m³ por segundo.

Até 2035, porém, o consumo na Grande São Paulo deve subir cerca de 40%, o que significa que a oferta de vazão precisaria subir ao menos 30 m³ por segundo. A Sabesp quer investir na diminuição de perdas com vazamentos e ligações irregulares para ajudar a resolver parcialmente o problema. "Temos de começar a agir agora para evitar problemas no futuro", afirmou o secretário de Recursos Hídricos, Edson Giriboni. A Região Metropolitana de São Paulo ganha 250 mil habitantes por ano - como se fosse uma nova cidade de Barueri a cada 12 meses.

Para o ambientalista Samuel Barreto, da ONG WWF-Brasil, outro foco deveria ser adotado. "O Estado tinha de apresentar a sua meta de controle de perdas e um plano de economia de água para os setores que mais consomem. É sempre a lógica da obra, sem a perspectiva de melhoria na manutenção e no gasto."

Fonte Estadao

quarta-feira, 14 de março de 2012

INDENIZAÇÕES EXCEPCIONAIS - Planilha revela indenizações milionárias a 5 desembargadores do TJ-SP

Planilha revela indenizações milionárias a 5 desembargadores do TJ-SP

Fausto Macedo, de O Estado de S. Paulo


SÃO PAULO
- Planilha intitulada “indenizações excepcionais superiores a R$ 400 mil” aponta os valores exatos concedidos a cinco desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo. Os maiores pagamentos foram feitos em favor de dois ex-presidentes do TJ, Roberto Antonio Vallim Bellocchi (2008/2009) e Antonio Carlos Viana Santos (2010), que morreu em janeiro de 2011.

Os dois receberam durante sua própria gestão na presidência. Bellocci ficou com R$ 1.440.536,91, assim divididos: R$ 585.446,16 no ano de 2008 (seu primeiro ano como presidente), R$ 738.404,37, em 2009 (segundo ano no poder) e mais R$ 90.557,20 em 2007, R$ 26.129,18 em 2010.

Vianna Santos ficou com R$ 1.260.369,51, a maior parte (R$ 914.831,91) em 2010. Ele havia recebido R$ 233.584,40 em 2009 (gestão Bellocchi), além de R$ 51.953,20 em 2007 e R$ 60 mil em 2006.

Outros três desembargadores fazem parte do rol que o próprio TJ classifica de “casos graves”. Ele integraram a Comissão de Orçamento e Finanças da corte. Servidores dos ordenadores de despesa foram contemplados com contracheques elevados. Por isso, o TJ decidiu intimar novamente esses desembargadores para que, no prazo de 15 dias, justifiquem desembolsos que teriam autorizado também para assessores no período entre 2006 e 2010.

O desembargador Alceu Penteado Navarro, presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que presidiu a Comissão de Orçamento do TJ, recebeu um total de R$ 640.309,96 - em 2010 ficou com R$ 170 mil; em 2009, R$ 412.246,92 e, em 2008, R$ 58.063,04.

Os desembargadores Fábio Monteiro Gouvea e Tarcisio Ferreira Vianna Cotrim receberam juntos R$ 1.344.853, 31. Gouvea, sozinho, recebeu R$ 713.222,64. Cotrim ficou com R$ 631.630,67.

 Fonte Estadao

domingo, 11 de março de 2012

MÁFIA DA MERENDA PAULISTA - MP-SP denuncia 35 envolvidos em cartel da merenda escolar

Empresários e executivos de empresas de fornecimento de merenda escolar, “testas de ferro”, dois advogados, um funcionário público e um falsário de documentos fiscais estariam entre os 35 participantes do “cartel da merenda escolar” em São Paulo, segundo acusação do Ministério Público do estado. A denúncia foi apresentada pelo órgão na última quarta-feira (7/3) por meio dos promotores de Justiça do GEDEC (Grupo Especial de Combate aos Delitos Econômicos) e da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social.

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A acusação imputou graves delitos a 35 pessoas e tomou providências penais junto ao JECRIM (Juizados Especiais Criminais) contra três nutricionistas do Departamento de Merenda Escolar. Foram denunciados os empresários Eloíso Afonso Gomes Durães, da SP Alimentação; Valdomiro Francisco Coan e Geraldo João Coan, da J. Coan; Marco Aurélio Ribeiro da Costa, da Sistal; Sérgio De Nadai e Fabricio Arouca De Nadai, da Convida, e Ignácio de Moraes Junior, da Nutriplus.

Depois de quase quatro anos de investigação criminal, os promotores de Justiça explicaram que o cartel funcionava em um esquema sofisticado que contava com empresário líder, secretário, tesoureiro e pessoas responsáveis pela corrupção de funcionários públicos para fraudar concorrências públicas. Segundo a denúncia, os empresários utilizavam códigos para contabilizar os pagamentos ilícitos a funcionários públicos, inclusive de outros Estados, bem como de várias empresas “fantasmas” – prestadores de serviços e fornecedores de hortifrúti.

O esquema teria a participação de um escritório de advocacia, cuja função era blindar o patrimônio ilícito auferido pelos representantes da Geraldo J. Coan & Cia Ltda. Os promotores dizem que os advogados concorreram ativamente para criação de empresas fantasmas e auxiliaram ainda na movimentação financeira dos valores em suas contas bancárias.

Se aceita a denúncia, os acusados responderão pelas práticas dos crimes de formação de cartel, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, quadrilha e lavagem de dinheiro


Fonte UOL

sábado, 10 de março de 2012

IRREGULARIDADE - Kassab comprou GPS ilegal por R$ 2,4 milhões para a Guarda Civil Metropolitana

Por Reynaldo Turollo Jr

A Guarda Civil Metropolitana de São Paulo investiu R$ 2,4 milhões em rastreadores GPS ilegais, que não podem ser comercializados no Brasil.

O material foi entregue com cinco meses de atraso pela empresa vencedora. Não se tratava do modelo oferecido inicialmente. E, agora que está nas mãos dos guardas, não funciona como deveria.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana, responsável pela compra, recebeu o produto sem ressalvas. Só depois de ser procurada pela Folha disse que os produtos ainda "não foram considerados aceitos" e que ainda não efetuou o pagamento.

O Tribunal de Contas do Município investiga o caso.

Outro Lado
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana, responsável pela Guarda Civil Metropolitana, disse em nota que "os equipamentos entregues estão sob avaliação e não foram considerados aceitos".

De acordo com a pasta, o pagamento de R$ 2.398.000 ainda não foi realizado.

 Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress



Fonte Folha 

MÁFIA DA MERENDA PAULISTA - Promotoria denuncia 35 acusados de envolvimento

Entre os acusados, estão empresários e o secretário de Saúde de SP, Januário Montone

Marcelo Godoy e Fausto Macedo, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou nesta sexta-feira, 9, 35 acusados de envolvimento na chamada máfia da merenda, como é conhecido o grupo de empresas que teria formado um cartel e uma quadrilha para fraudar licitações para o fornecimento de merenda escolar. O grupo ainda é acusado de corromper políticos e funcionários públicos, além de lavar o dinheiro da organização criminosa.



Jonne Roriz/AE
Secretário de Saúde de SP é acusado de receber R$ 600 mil de propina

Entre os acusados estão os empresários Eloízo Afonso Gomes Durães e Geraldo João Coan e o secretário de Saúde da cidade de São Paulo, Januário Montone. Todos negam as acusações. Incluído entre os acusados por causa de sua atuação quando era secretário de Gestão (governos Serra e Kassab), Montone é acusado de receber R$ 600 mil de propina do cartel da merenda.
Durante as investigações, ele teve seus sigilos bancário e fiscal quebrados pela Justiça depois da apreensão de memorandos internos da empresa SP Alimentação - a maior do ramo, de propriedade de Durães. Neles, segundo os promotores do Grupo Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (Gedec), havia a indicação de dois pagamentos em agosto de 2007 de R$ 50 mil a Montone. Só em 2007, ele teria recebido R$ 600 mil.

Os supostos pagamentos de propinas para a Prefeitura de São Paulo efetuados pela máfia da merenda teriam começado em 2003, durante a gestão de Marta Suplicy (PT). De agosto de 2003 a fevereiro de 2004, documentos apreendidos pelo Gedec mostram que foram pagos R$ 1,2 milhão de propinas para corruptos que trabalhavam na Secretaria Municipal de Abastecimento de São Paulo. Na primeira quinzena de 2004, foram pagos R$ 242 mil em propinas.

Fraudes. O esquema, segundo a denúncia, começou a ser articulado pelas empresas do setor, que formaram um cartel para impedir a concorrência no mercado. Por meio de lobistas, convenciam candidatos a prefeito e prefeitos a terceirizar o fornecimento de merenda escolar para as escolas. Em vez de garantir eficiência e um custo menor, a medida significava um aumento médio de 30% dos valores gastos pelos municípios com a merenda, pois o cartel impedia a concorrência.

O aumento dos gastos não se devia, de acordo com a acusação, a uma melhoria na qualidade dos alimentos. Pelo contrário: uma das formas de a máfia da merenda ganhar dinheiro era justamente o fornecimento de alimentos de péssima qualidade para as crianças. As empresa ainda superfaturavam o número de refeições fornecidas ou deixavam de entregar o que era devido para aumentar seus lucros. Era por meio dessas fraudes que os acusados arrumariam o dinheiro para pagar as propinas em 57 cidades de 9 Estados. Além de São Paulo, os promotores citam na denúncia pagamentos de propina para outros 22 municípios do Estado.

O dinheiro saía das empresas da merenda por meio da compra de notas fiscais frias de empresas fantasmas. Parte dele era depositado em contas bancárias de laranjas e das empresas fantasmas - no endereço de uma delas funcionava uma igreja evangélica em Indaiatuba (SP).
Fonte Estadao

    

sexta-feira, 9 de março de 2012

PANO DE FUNDO - Procon detecta aumento de até 51% nos combustíveis durante paralisação

Órgão recebeu 248 denúncias de cidadãos que pagaram mais caro pelo litro do combustível
SÃO PAULO - A Fundação Procon-SP detectou um aumento de até 51% no preço do combustível comercializado em 42 postos denunciados por consumidores na cidade de São Paulo, durante a paralisação dos caminhoneiros na capital paulista, iniciada na última segunda-feira, 5.

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De acordo com o órgão de defesa do consumidor, 18 postos de combustível serão autuados e 22 notificados a prestar esclarecimentos. Em apenas dois postos não foram encontradas irregularidades.

Até as 18h desta quinta-feira, 8, o Procon de São Paulo recebeu 248 denúncias de cidadãos que pagaram mais caro pelo litro do combustível.

Segundo o diretor-executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes, boa parte dos postos recebeu mais de uma denúncia. Alguns estabelecimentos, diz o diretor, receberam mais de 10 reclamações.

Fonte Estadão    

FARRA COM DINHEIRO PÚBLICO - TJ planeja obra de R$ 800 milhões em SP

Presidente do tribunal diz que R$ 320 milhões já estão reservados para empreendimento, mas projeto não anda porque é alvo de ação no STJ 

FAUSTO MACEDO - O Estado de S.Paulo 

O Tribunal de Justiça de São Paulo planeja construir um complexo de três torres no coração da cidade, vizinho à sede quase centenária da corte, na Sé, com custo estimado em R$ 800 milhões. Desse total, R$ 320 milhões já estão disponíveis. O restante poderá sair do spread de depósitos que o tribunal mantém em conta bancária especial, oriundos de receitas diversas que compõem o Fundo de Dotações Orçamentárias Próprias do TJ. 

O empreendimento, que deverá abrigar os gabinetes de todos os 360 desembargadores, é projeto antigo do TJ. O presidente do tribunal, desembargador Ivan Sartori, exige o enxugamento de gastos com aluguel de outros imóveis e quer eliminar um gargalo anacrônico do serviço forense, o trânsito de um prédio para outro de processos volumosos.

Duas inaugurações da pedra fundamental já ocorreram, mas a obra não sai do papel porque o contrato do TJ para serviço de gerenciamento e elaboração do projeto executivo está sendo questionado por uma empresa perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

"Há uma ação pendente no STJ e existe um dinheiro no Fundo Especial de Despesa do TJ que está afetado só para isso e que advém de parceria com o Banco do Brasil, pelas contas e tudo o que a instituição financeira faz, pela bandeira que usa aqui no TJ", diz Sartori. "O dinheiro veio há muito tempo e está parado, R$ 320 milhões que não podem ser usados para outra coisa."

Na última terça feira, em entrevista à rádio Jovem Pan sobre a fonte de recursos para tocar a obra, o presidente do TJ declarou que "poderia vir do próprio spread, por exemplo, do próprio fundo".

Spread é a diferença entre a taxa de juros que as instituições financeiras pagam na captação do dinheiro e a que cobram dos clientes. Ontem, Sartori assegurou que o spread do qual a corte poderá lançar mão não atingirá os créditos dos titulares de precatórios.

Fonte Estadão 

IMPOSTÔMETRO - Brasileiros já pagaram R$ 300 bilhões em impostos no ano, diz ACSP

'Impostômetro' atingiu a marca às 23h55 desta quinta-feira (8).
Em 2011, essa arrecadação só foi alcançada 13 dias mais tarde.
Do G1, em São Paulo
Os impostos municipais, estaduais e federais pagos pelos brasileiros atingiram a cifra de
R$ 300 bilhões no ano perto das 23h55 desta quinta-feira (8), segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Em 2011, o "Impostômetro", painel que calcula a arrecadação, só atingiu esta marca 13 dias mais tarde, no dia 21 de março.

Brasileiros já pagaram R$ 300 bilhões em impostos no ano (Foto: Reprodução)


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"O PIB cresceu 2,7% enquanto os tributos cresceram 4,3% em 2011. Esse crescimento maior dos impostos significa que a sociedade está tendo suas riquezas drenadas", disse, em nota, Rogério Amato, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Inaugurado em abril de 2005 pela ACSP, em parceria com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o painel eletrônico que calcula a arrecadação em tempo real está instalado na sede da associação, na Rua Boa Vista, região central da capital paulista. O total de impostos pagos pelos brasileiros também pode ser acompanhado pela internet na página do "Impostômetro".

Ao longo de 2011, os brasileiros pagaram um total de R$ 1,51 trilhão, segundo o "Impostômetro". De acordo com a projeção do Portal do Impostômetro, no último dia deste ano, os brasileiros terão pago ao todo mais de R$ 1,6 trilhão em impostos.
Fonte G1

quarta-feira, 7 de março de 2012

DIPLOMAS FALSOS - Professores da rede pública dão aulas com diplomas falsos em São Paulo

Dezenove docentes que apresentaram títulos falsos foram expulsos da rede desde 2005

Paulo Saldaña - O Estado de S.Paulo



As escolas públicas de São Paulo têm professores que dão aulas com diplomas falsos. O Estado levantou 19 casos de professores que apresentaram títulos fraudados à Prefeitura de São Paulo e acabaram expulsos. A maioria permaneceu por poucos meses na rede, mas há quem tenha dado aulas com documentos falsos no município por até três anos - outros continuam nas redes estadual e de prefeituras vizinhas.



Evelson de Freitas/AE
A.G., de 54 anos, dá aulas na rede estadual com um título falso

Na porta de uma escola estadual na Vila Matilde, zona leste da capital, alunos aprovam as aulas de matemática da professora M.N.R. "Ela é brava, mas é boa professora", disse um aluno de 13 anos que tem aulas com ela na 8.ª série B. A professora passou em um concurso da Prefeitura de São Paulo em 2005, mas, na apresentação do título (de matemática), a Secretaria da Educação apurou que era falso. O caso foi encaminhado imediatamente para o Departamento de Processos Disciplinares (Proced), mas a investigação ficou parada e ela deu aulas até 2008 - quando, enfim, teve a posse anulada.

A falsa professora já lecionava na rede estadual, sem que o Estado duvidasse do documento - situação que permanece. A reportagem fez contato com ela, que bateu o telefone assim que foi informada do tema. "Vocês não têm o direito de tocar nesse assunto", gritou. A Secretaria de Educação afirmou que vai apurar o caso encaminhado.

Também exonerada pela Prefeitura da capital, R.S.G., de 57 anos, confessou ao Estado que comprou um diploma para tentar dar aulas na rede. "Estava desesperada e precisava de dinheiro. O cargo (de professora de desenvolvimento infantil) pedia diploma de magistério e eu não tinha. Então procurei uma pessoa no centro da cidade e comprei", diz ela. "Foi desespero, errei."

O caso ocorreu em 2004 e ela deu aulas por cerca de seis meses até ser desligada, em 2005. No primeiro contato, R.S.G. disse que havia pedido demissão da Prefeitura e depois abandonado a educação - o que não é verdade. Hoje ela é diretora de uma escola municipal no Parque Brasília, em Guarulhos - cargo que já ocupava antes de 2004. Questionada, defendeu-se: "Tenho diploma de Pedagogia, certinho, só comprei aquele". Na escola, é conhecida por outro nome. 

A diretora afirma ter se formado em Pedagogia na Universidade de Guarulhos (UnG). A instituição informou que ela foi aluna, mas não poderia confirmar se houve formatura. A prefeitura da cidade diz que apurará o caso.

Investigações. Dos casos ocorridos na Prefeitura da capital levantados pela reportagem, dez são de professores concursados e nove, de temporários. Todos foram descobertos pela própria secretaria municipal.

Os concursados incluem os dois casos já citados. Os oito restantes apresentaram falsos títulos para evoluir na carreira. Tinham habilitação, mas tentaram novo cargo e salário com outro diploma (neste caso, falso). Uma docente tentou virar coordenadora pedagógica. Servidores antigos também tentaram a fraude, como M.G.V.A.F., que atuava em uma creche na zona leste havia 17 anos.

Seis desses casos foram registrados neste ano. Em 2011, foram oito - todos de professores temporários. A professora M.R.P.V. é um deles. Atuou na educação infantil desde 2009 e tentou no ano passado uma nova posição no ensino fundamental. Mas apresentou título falso e foi descoberta. "Vi no Diário Oficial que ela forjou o diploma. Nem acreditei. Era séria", disse uma educadora que trabalhou com ela.

Outro professor, M.R.C.A., deu aulas por quase um ano na Prefeitura - até ter o contrato anulado em agosto de 2011. Professor de artes, também lecionou até o ano passado em uma escola estadual na zona sul de São Paulo. A secretaria não informou se também descobriu a fraude, mas a reportagem apurou que ele abandonou as aulas. Ele foi aprovado em concurso em Ferraz de Vasconcelos, mas, segundo a prefeitura dessa cidade, ainda não foi convocado. Atualmente, comanda uma adega.

O advogado Adib Kassouf Sad, presidente da Comissão de Direito Administrativo da OAB-SP, diz que os casos levantados são apenas uma parte da realidade. "As secretarias são vítimas, mas lamentavelmente os casos não são isolados. O trânsito de documentos é complexo e burocrático e fica muito difícil ter certeza absoluta da validade de todos."
 
Fonte Estadão

sexta-feira, 2 de março de 2012

FAVORECIMENTO - TJ-SP reconhece ter pago juros em dobro a desembargadores

A Comissão de Orçamento do Tribunal de Justiça de São Paulo constatou que desembargadores da corte receberam, nos últimos dez anos, verbas salariais atrasadas calculadas segundo índice de juros de 1%, o dobro do que a legislação determina, informa reportagem de Flávio Ferreira,

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Karime Xavier - 26.dez.2011/Folhapress
Presidente do TJ-SP, Ivan Sartori
Presidente do TJ-SP, Ivan Sartori
A taxa deveria ser de 0,5% ao mês, de acordo com a comissão, que propôs a alteração do índice ao Órgão Especial do TJ, composto por 25 desembargadores, que ainda vai julgar o tema.
Segundo o recém-empossado presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Sartori, estão em estudo situações de desembargadores que poderão ser obrigados a devolver valor dinheiro ao tribunal por conta da eventual mudança de entendimento da corte.
O tribunal não informou o valor que teria sido pago a mais nesses dez anos, mas percentualmente, Sartori disse que sua estimativa é a de que a medida reduza em cerca de um terço o valor devido aos desembargadores.

Fonte Folha
   

quinta-feira, 1 de março de 2012

QUEM ACREDITA ??? - Serra diz que, se eleito, cumprirá os quatro anos de mandato

Por DANIELA LIMA
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Em sua primeira entrevista após entrar na corrida eleitoral de São Paulo, o ex-governador José Serra afirmou que não disputará as eleições de 2014 e que cumprirá "o mandato de prefeito por quanto tempo o mandato durar, ou seja, até 2016".
Questionado se prometeria não abandonar o cargo, disse: "Vou cumprir os quatro anos, isso é mais que uma promessa".

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Eleito em 2004 para a Prefeitura de São Paulo, o tucano renunciou ao cargo dois anos depois para disputar o governo de São Paulo. Na época, chegou a assinar um documento [em cartório] em que se comprometia a cumprir os quatro anos do mandato.
O ex-governador, que oficializou sua intenção de concorrer nas prévias do PSDB nesta terça-feira (28), justificou a entrada na disputa eleitoral dizendo ser fruto de uma necessidade e "gosto". "Necessidade por conta do quadro político e gosto por que gosto de ser prefeito. Conheço a cidade e sua gente".
Ele, no entanto, não descartou voltar a disputar à Presidência no futuro. Disse que um sonho pode permanecer adormecido por muito tempo. "Estou no auge da minha energia."
Questionado se falava sobre a disputa eleitoral pela Presidência em 2018, disse preferir não fazer conjecturas.

Fabio Braga/Folhapress
José Serra durante entrevista no diretório estadual do PSDB em que falou sobre sua pré-candidatura à Prefeitura de São Paulo
José Serra durante entrevista no diretório estadual do PSDB em que falou sobre sua pré-candidatura em São Paulo
PRÉVIAS
Em reunião tensa na noite de ontem, a Executiva municipal de São Paulo decidiu adiar para 25 de março a prévia que vai definir o candidato tucano na cidade. A consulta interna estava marcada anteriormente para acontecer no próximo domingo, dia 4.
Andrea Matarazzo e Bruno Covas, que estavam na disputa, abriram mão em favor de Serra. Continuam como pré-candidatos o secretário estadual de Energia, José Aníbal, e o deputado federal Ricardo Tripoli.

Fonte Folha
   

FICHA LIMPA - Assembleia de SP aprova Ficha Limpa

Efeitos não são retroativos e funcionários nomeados em cargos em comissão que estão inelegíveis não precisam ser demitidos; presidente da Casa tem 15 dias para promulgar a proposta
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Fernando Gallo, de O Estado de S.Paulo
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A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou na quarta-feira, 29, por unanimidade, uma proposta de emenda constitucional (PEC) que institui os critérios da Lei da Ficha Limpa para nomeações nos cargos de confiança nos três poderes do Estado.

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Câmara da capital aprova Ficha Limpa paulistana em primeira votação


De autoria do deputado Orlando Morando (PSDB), líder do partido na Casa, a proposta foi votada em dois turnos e tem 15 dias para ser promulgada pelo presidente da Assembleia, Barros Munhoz (PSDB) - por se tratar de uma emenda constitucional, não precisa ser sancionada pelo governador.

Os efeitos da PEC não são retroativos, ou seja, os funcionários nomeados em cargos em comissão que estão inelegíveis pela Lei da Ficha Limpa não precisam ser exonerados. Segundo Morando, sua assessoria entendeu ser inconstitucional a exoneração de funcionários que foram indicados quando o regime de contratação era outro.

Na semana passada, na esteira da aprovação da Ficha Limpa pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o governador Geraldo Alckmin anunciou que pretendia publicar até o fim do mês de março um decreto impedindo a nomeação de servidores con condenação em órgão colegiado para cargos de confiança no Executivo paulista.

Na ocasião, o governador afirmou que o decreto seria retroativo e valeria para os atuais servidores, que poderiam ser exonerados de seus cargos caso se encaixassem nas condições de inelegibilidade da Ficha Limpa.

"Vamos formatar o decreto que, pronto, vai ser divulgado e publicado", disse Alckmin na ocasião. "Ele não é só para os novos funcionários, mas para todos, independentemente do tempo que tiverem de serviço".

Fonte Estadao

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

#COPA2014 - Hotel para a Copa em Aparecida do Norte já recebeu R$ 17,4 milhões

Dyelle Menezes
Do Contas Abertas

Enquanto algumas obras previstas para realização da Copa do Mundo de 2014 patinam no ritmo de execução, a construção do hotel em Aparecida do Norte, São Paulo, que não é cidade-sede para o megaevento, vai de vento em popa. Segundo dados da Controladoria Geral da União (CGU), cerca de R$ 17,4 milhões foram executados, enquanto R$ 51,9 milhões já estão contratados. O Contas Abertas entrou em contato com o Santuário Nacional de Aparecida, questionando sobre o andamento das obras, já que boa parte dos recursos já foram executados, mas até o fechamento da matéria não obteve nenhuma resposta.

Ao todo, o empreendimento vai custar R$ 60 milhões, dos quais R$ 32,5 milhões serão financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Conhecida pelo turismo religioso, a cidades do interior de São Paulo foi a primeira fora do roteiro da Copa a receber benefícios do BNDES. O Santuário Nacional de Aparecida, instituição da Igreja Católica que administra a basílica de Aparecida, vai receber empréstimo do banco graças a linha de crédito ProCopa Turismo.

Segundo o BNDES, o projeto ProCopa Turismo não é exclusividade das cidades-sede. O empréstimo foi concedido a uma empresa, com CNPJ, recolhedora de impostos e que apresentou projeto adequado às regras e condições de financiamento.

Em entrevista ao jornal Folha Regional, o padre Luiz Claúdio Alves de Macedo, administrador do Santuário, foi questionado sobre a conveniência de receber financiamento em condições especiais que deveria ser voltado a empreendimentos turísticos ligados à Copa do Mundo. O padre explicou que o processo de financiamento solicitado pelo Santuário junto ao BNDES antecedeu à criação de linha de financiamento para o evento esportivo. O financiamento para o hotel foi aprovado na linha ‘Programa de Incentivo ao Turismo’, produto regular do banco”.

Na mesma publicação o BNDES confirmou a informação. O banco estatal, que divulgou o financiamento desde o momento em que fechou negócio (em abril do ano passado) afirma que transferiu o contrato de sua “linha de prateleira” para o ProCopa Turismo. Isso reduziu o custo para o cliente, pois o projeto se enquadra no que o BNDES entende ser um investimento relacionado à Copa-2014.

O banco afirmou ainda que a linha de financiamento Pro Copa Turismo tem R$ 1 bilhão disponível para empréstimos, dos quais, até agora, apenas R$ 438 milhões estão contratados. Assim, o hotel da Igreja não estaria disputando verbas com outros empreendimentos de maior afinidade com a Copa do Mundo.

Aparecida fica a 168 km de São Paulo e a 259 km do Rio de Janeiro, às margens da via Dutra, a principal ligação por terra entre as duas maiores cidades do país – que devem receber, respectivamente, a abertura e o encerramento da Copa de 2014. Mas a cidade não está entre as candidatas a sub-sede do Mundial.

De acordo com o portal do Santuário Nacional, o projeto tem como objetivo oferecer mais estrutura para acolhimento, construindo também um espaço para realização de convenções e outros eventos religiosos e culturais. O local também será usado para sediar as assembléias anuais da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a partir de 2013.

O hotel de 330 suítes está sendo levantado em uma área de 177 mil metros quadrados, onde funcionava um parque de diversões, a 700 metros da basílica. Toda a administração e operação será de responsabilidade do Santuário Nacional.

O empreendimento faz parte do projeto “Cidade do Romeiro”, que também prevê a construção de uma capela com capacidade para 600 pessoas, um centro de convenções para 1.200 participantes, além de readequação das áreas comerciais e de convívio já existentes no local, que será construído em fases.


 Fonte Contas Abertas

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

ANDAMENTO DAS OBRAS - São Paulo - SP #Copa2014

Quase três mil estacas já foram cravadas no terreno
em Itaquera, onde será construído o estádio do Corinthians
Foto: Aloisio Maurício / Terra

São Paulo, SP

Estádio: Estádio do Corinthians
Capacidade planejada: 65 mil torcedores

Sumário: Com a demora para definir qual seria o estádio de São Paulo na Copa do Mundo, as obras ficaram naturalmente atrasadas em comparação com o resto do Brasil. Mas o cronograma tem sido cumprido e os problemas, como o duto da Petrobrás, já foram superados. Recentemente, o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, disse que recusou uma proposta de R$ 300 milhões pelos naming rights do estádio. O clube acredita que conseguirá R$ 400 milhões e assim pagar todo o valor que deve pela obra.

Andamento das obras: 25%

O que já foi feito: Quase 3.000 estacas já foram cravadas, 450 blocos foram executados, 32 vigas jacaré foram instaladas na arquibancada inferior do edifício leste, além de 119 equipamentos já estarem colocados na área. Há um desenho de onde será o gramado no terreno em Itaquera.

O que tem por fazer: Faltam obras para fazer os estacionamentos, camarotes, assentos, sanitários, lojas de concessões, elevadores, escadas rolantes, auditório, cozinha industrial, fachada em pele de vidro, ar condicionados e cobertura metálica.

Previsão de conclusão: dezembro de 2013


6 jogos da Copa nesse estádio:

12/06 - Brasil x A2
19/06 - D1 x D3
23/06 - B2 x B3
26/06 - H1 x H4
01/07 - oitavas de final
09/07 - semifinal

Fonte Terra