Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sábado, 14 de abril de 2012

IRREGULARIDADES NO PIAUÍ - O reitor da Universidade Federal do Piauí é acusado de gastos irregulares e de empregar a filha sem concurso

Magnífica suspeita
O reitor da Universidade Federal do Piauí é acusado de gastos irregulares e de empregar a filha sem concurso

LEANDRO LOYOLA / Revista Época

NA ESCOLA
O reitor Luiz de Sousa Santos Júnior. Acusado de usar uma fundação para gastar sem licitação, ele pode ser afastado do comando da UFPI
(Foto: José Alves Filho/Jornal Meio Norte)

Luiz de Sousa Santos Júnior
, reitor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), recebeu uma correspondência do Ministério da Educação em setembro do ano passado. No documento, ele é tratado pela protocolar denominação “Magnífico reitor”. “(...) Informo a Vossa Magnificência que os servidores abaixo relacionados encontram-se na condição de acusados (investigados)”, diz o texto do Ministério da Educação. A cerimônia no tratamento se choca com a dureza da informação. Entre os sete nomes da lista de acusados está o próprio magnífico da instituição. No cargo desde 2005, Sousa Santos é alvo de oito processos disciplinares do ministério, auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU), investigações da Polícia Federal e 12 ações do Ministério Público Federal no Piauí. Entre as acusações estão desvio de dinheiro público e dribles na lei para gastar sem concorrência pública, empregar a filha sem concurso e obstruir investigações. Pelo conjunto da obra, o Ministério Público Federal pediu o afastamento de Santos do cargo.

As irregularidades apontadas envolvem principalmente o uso indevido da fundação de apoio da universidade. O Ministério Público afirma que a gestão de Sousa Santos usou a Fundação Cultural e de Fomento à Pesquisa, Ensino e Extensão (Fadex) para fazer obras e comprar equipamentos sem licitação. Só em dezembro de 2007, a universidade mandou pagar R$ 37,5 milhões à Fundação. “Houve nítido desvio de finalidade no contrato”, afirma o procurador Leonardo Cavalcante. “A Fadex serve apenas como tesouraria da UFPI.” A CGU afirma que a universidade pagou R$ 1,4 milhão a pessoas contratadas sem processo de seleção. Entre elas está Larissa Chaves de Sousa Santos, filha do reitor. Larissa recebeu R$ 8.757,25.

 Estão querendo impor uma crise de governabilidade "
Luiz de Sousa Santos Júnior, reitor da UFPI

Sousa Santos foi eleito em 2004 e está no fim do segundo e último mandato. Ele contesta as acusações e diz que “estão querendo impor uma crise de governabilidade à universidade”. Afirma que os gastos com a contratação de pessoas sem concurso não provocaram “dano ao erário”. Sousa Santos diz ainda que sua filha Larissa passou por processo seletivo para ser contratada.

O ministério vê uma situação bem diferente e diz que a universidade usou a Fadex para promover concursos sem prestar contas dos valores arrecadados. Numa ação por improbidade administrativa, o procurador federal Tranvanvan Feitosa solicita o afastamento do reitor por ele ter vetado aos órgãos de controle o acesso a documentos capazes de esclarecer o destino do dinheiro. Professor da área de química, o reitor Sousa Santos terá de mostrar que é bom também em matemática, administração e Direito.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

NEPOTISMO - Mulher de Haddad é exonerada do Ministério da Saúde

Por Tales Faria

A ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, exonerou hoje, à pedido, a diretora do Programa de Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad.

Ana Estela é esposa do ex-ministro da Educação, Fernando Haddad. Nos últimos dias, foram publicadas reportagem mostravando que enquanto esteve à frente do ministério, Haddad usou jatinhos da força aérea para fazer diversas viagens com a esposa e a filha do casal.

A exoneração foi publicada hoje no Diário Oficial da União


Fonte IG / Poder On Line

sábado, 4 de fevereiro de 2012

TOMA LÁ, DÁ CÁ - Haddad nega relação entre cessão de terreno para Lula e acordo com Kassab

Pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo garantiu que a decisão do prefeito de ceder espaço para instituto do ex-presidente não interfere nas negociações sobre possível aliança eleitoral

Daiene Cardoso, de O Estado de S.Paulo 

O pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, tentou desvincular nesta sexta-feira, 3, a cessão de um terreno da Prefeitura de São Paulo para o Instituto Lula das eventuais negociações em torno de uma aliança com o PSD, partido do prefeito Gilberto Kassab. De acordo com o petista, a concessão do espaço não vai interferir na discussão da eventual composição entre PT e PSD nas eleições municipais da Capital, acordo que tem o aval do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "De maneira nenhuma. Não tem nada a ver uma coisa com outra", afirmou o ex-ministro da Educação, após reunião com parte de seu conselho político, na sede do diretório nacional do PT em São Paulo.

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Paulo Liebert/AE
Fernando Haddad: "De maneira nenhuma. Não tem nada a ver uma coisa com outra."

O petista defendeu o direito de ex-presidentes de exporem o seu acervo da época de governo à população. Ele lembrou que, em países desenvolvidos, há uma tradição de se expor documentos e objetos de ex-mandatários da Presidência da República em universidades. "Todo presidente tem de ter o seu acervo preservado da melhor maneira possível", afirmou. "Todos os presidentes", frisou. Haddad afirmou que, quando foi ministro da Educação, cogitou a possibilidade de manter o acervo dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardosos (PSDB) e José Sarney (PMDB) em universidades federais.

O pré-candidato do PT acredita que a instalação de um acervo do porte do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ficou à frente do Palácio do Planalto durante oito anos, é um privilégio que muitos municípios gostariam de ter. "Muitos prefeitos devem ambicionar manter um museu deste nas suas cidades", afirmou. O presidente do diretório municipal do PT, vereador Antonio Donato, também tentou separar a iniciativa do prefeito Gilberto Kassab do diálogo partidário. "É uma ação de governo, não tem nada a ver com a negociação de aliança", ressaltou.

Trabalho. No encontro desta sexta-feira, com membros do seu conselho político, o ex-ministro da Educação discutiu os principais eixos de sua futura plataforma de campanha eleitoral e anunciou que, a partir da semana que vem, deve começar a rever os planos de governo apresentados nas duas últimas eleições do PT em São Paulo, em 2008 e em 2010. Em 2008, na disputa pela Prefeitura de São Paulo, a candidata do PT era a senadora Marta Suplicy. Em 2010, o representante do partido à sucessão ao Palácio dos Bandeirantes foi o atual ministro da Educação, Aloizio Mercadante. O pré-candidato antecipou também que seu plano de governo deve ter a colaboração de intelectuais que não são ligados ao PT.

Na próxima semana, Haddad pretende ainda se encontrar com setores de movimentos sociais para discutir as demandas desses grupos e, principalmente, ouvi-los sobre a possibilidade de aliança com o PSD. "Vou conhecer a visão deles a partir da semana que vem", afirmou. O ex-ministro foi questionado sobre a ausência da senadora Marta Suplicy em sua pré-campanha. Ele enfatizou que contará com a ajuda da petista durante a disputa municipal e que fala com a senadora sempre que precisa. "É um equívoco imaginar que a nossa senadora não estará fortemente na nossa campanha", frisou. 

Fonte Estadão
           

    

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

NEGLIGÊNCIA NO ENEM - MEC ignorou alerta da PF de que vazamento do Enem no Ceará foi maior

Governo foi avisado de que, além de alunos do 3º ano do Colégio Christus, os do curso pré-vestibular também tiveram acesso a questões do Enem, mas nada fez

Rafael Moraes Moura, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA - O ministro da Educação e pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, ignorou informação da Polícia Federal de que o vazamento de 14 questões do Enem 2011 foi maior que o admitido oficialmente. Mesmo avisado de que a fraude não se restringiu a 639 alunos do Colégio Christus, de Fortaleza - atingindo também estudantes do curso pré-vestibular da instituição -, o MEC manteve a anulação das questões apenas para alunos do colégio. Agora, a pasta admite anular as 14 questões do Enem dos alunos do cursinho.


Emmanuel Cunha/AE - 27/10/2011
Alunos de Ensino Médio e pré-vestibular estudam nos mesmos prédios

Em resposta ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do MEC que cuida do Enem, a PF informou, em novembro, haver “evidências” de que tanto alunos regulares do Christus quanto os do cursinho pré-vestibular tiveram acesso ao material. Mas o MEC puniu apenas os estudantes regulares.

Em meados de novembro, o ministro já se lançara pré-candidato e a divulgação de que o vazamento fora maior poderia prejudicar sua agenda pré-eleitoral.

Questionado pelo Estado, o MEC confirmou estar “ciente” das evidências levantadas pela PF e admite possibilidade de anular questões da prova de cerca de 500 outros estudantes, do cursinho.

Para calibrar o grau de dificuldade das questões do Enem pela Teoria de Resposta ao Item (TRI), é aplicado um pré-teste. Em 2010, ele foi feito em 16 colégios, entre eles o Christus. O MEC afirmou ao Estado estar seguro de que o vazamento de questões desse pré-teste não se repetiu nas demais escolas.

Além de expor que o vazamento não ficou restrito aos alunos regulares do Christus, a investigação da PF revela falhas nos procedimentos de fiscalização do pré-teste, que teria ficado a cargo da própria escola. “A escola não é responsável por essa aplicação, até porque ela tem de estar isenta. O consórcio falhou, não se pode delegar à escola uma função que é de sua responsabilidade”, disse a presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Amábile Pacios.

Falhas. Em resposta ao Estado, a Fundação Cesgranrio, que aplicou a prova no Ceará, admite falhas na aplicação do pré-teste. “Houve, por parte de um dos representantes da Cesgranrio no Ceará, uma atitude inadequada quanto ao procedimento usual, que é a cessão de apenas uma parte da equipe de fiscalização à instituição onde se realizam as provas. Uma possível explicação para essa descabida atitude seria sua crença de que a observância a preceitos éticos fosse prevalecer, sobretudo por envolver uma tradicional instituição de educação”, disse o Cesgranrio. “Enfatizamos que, no treinamento ministrado pela representante da Cesgranrio enviada a Fortaleza, foi dado o comando de que os aplicadores não poderiam ter vínculo com a instituição, o que infelizmente não ocorreu.”

O MEC disse confiar no consórcio Cespe/Cesgranrio para a aplicação do pré-teste e do Enem e defendeu o aprimoramento das questões de segurança nos próximos exames.

COLABORARAM CEDÊ SILVA e LORENA AMAZONAS, ESPECIAL PARA O ESTADÃO.EDU

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

REFORMA MINISTERIAL - Planalto já avisou que Negromonte e Lupi perderão os cargos

Governo já negocia mudanças na primeira reforma ministerial de Dilma
Gerson Camarotti
Chico de Gois
Maria Lima

BRASÍLIA - O Planalto deu início às consultas partidárias para realizar as mudanças na primeira reforma ministerial do governo Dilma Rousseff. Nos últimos dias, PP e PDT já foram avisados que os ministros Mário Negromonte (Cidades) e Carlos Lupi (Trabalho) sairão do governo. Ao PP o governo garantiu que o partido ficará com a pasta e sugeriu à legenda que abra um processo discreto de consulta interna para apresentar um substituto de consenso. No caso do PDT, não há essa garantia.

Veja tambémVídeo de Gérson Camarotti: O dilema do PDT com Carlos Lupi
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Mas o PDT trabalha nos bastidores para manter a pasta, o que incomoda o Planalto. Diante da pressão pedetista, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral) afirmou nesta quarta-feira que a decisão de manter Lupi cabe só à presidente Dilma. Foi uma reação à movimentação de setores do partido para substituir Lupi antes da reforma e, assim, tentar manter a pasta com o PDT.
'Você viu? Se tivessem me ouvido lá atrás! Agora passou da hora. Perderam o timing!' 

- Primeiro, isso (o governo) não é um parlamentarismo. A presidente é que toma a decisão. Segundo, não há nenhuma manifestação formal do PDT de se retirar da base aliada. Pelo contrário. Há uma reafirmação. Acho que a atitude deles é muito nobre, de apoio ao governo. Para nós não tem nenhuma mudança, o Lupi continua. Nós precisamos é produzir, trabalhar - disse Gilberto.

Outros cinco nomes são cotados para siar na primeira reforma de Dilma: Fernando Haddad (Educação), Iriny Lopes (Secretaria das Mulheres), Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional), Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário) e Ana de Hollanda (Cultura). Os três primeiros porque avisaram que disputarão as eleições municipais. Os dois últimos são citados frequentemente na lista de ministros com fraco desempenho e sem apoio partidário.



PP tem três nomes para substituir Negromonte
Os primeiros sinais emitidos pelo Planalto aos partidos indicam que a reforma ministerial será bem menor do que previsto inicialmente. Isso porque as seis mudanças de ministros feitas ao longo no últimos cinco meses tiraram a margem de manobra que Dilma tinha para fazer o remanejamento nas pastas.

Nesta terça-feira, Gilberto recebeu em audiência o líder do PP, deputado Aguinaldo Nogueira (PB). Segundo relatos, o Planalto avalia que Negromonte perdeu as condições políticas para permanecer, principalmente por não ter o apoio da bancada.

Entre os cotados no PP para substituir Negromonte estão o deputado Márcio Reinaldo (PP-MG) e os senadores Francisco Dornelles (RJ), presidente do PP, e Ciro Nogueira (PP-PI).

No caso do Trabalho, a constatação no Planalto é que a situação de Lupi é insustentável politicamente. Mas Dilma não vai se submeter aos caprichos do PDT, resumiu um ministro. Nesta quarta-feira, o senador Pedro Taques (PDT-MT) criticou a estratégia do seu partido para continuar com a pasta:

- Você viu? Se tivessem me ouvido lá atrás! Agora passou da hora. Perderam o timing!

Jornal O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/planalto-ja-avisou-que-negromonte-lupi-perderao-os-cargos-3309029#ixzz1ecQj6r5N

terça-feira, 22 de novembro de 2011

OMISSÃO - Ex-secretários de Educação condenados a devolver à União R$ 263 mi

A Controladoria-Geral da União (CGU) referendou o processo de Tomada de Contas Especial (TCE), instaurado em 2010 pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que responsabiliza três ex-secretários estaduais de Educação da Paraíba pelo fato de o governo do estado não ter prestado contas dos recursos federais recebidos, entre 1994 e 1998, para a compra de merenda escolar.

De acordo com a TCE, Sebastião Vieira, Iveraldo da Costa e Carlos de Carvalho devem devolver aos cofres da União R$ 263,1 milhões (valor já atualizado monetariamente e acrescido dos juros legais de mora). Os recursos que não tiveram sua aplicação devidamente comprovada foram repassados entre junho de 1994 e dezembro de 1998.

Do valor total, segundo a TCE, Sebastião Vieira, que esteve no cargo de secretário estadual de Educação em 1994, deve devolver à Fazenda Nacional R$ 43,4 milhões. Já o débito atribuído a Iveraldo da Costa, que ocupou o cargo em 1995 e 1996, chega a R$ 116,7 milhões. O terceiro ex-secretário acusado de não prestar contas do dinheiro recebido, Carlos de Carvalho, deve R$ 103 milhões. Ele esteve no cargo em 1997 e 1998.

O parecer da CGU sobre a TCE já foi examinado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, que aprovou o teor das constatações e determinou o encaminhamento do processo ao Tribunal de Contas da União (TCU).

Tomada de Contas Especial
A Tomada de Contas Especial é um instrumento de que dispõe a Administração Pública para ressarcir-se de eventuais prejuízos que lhe forem causados, sendo o processo revestido de rito próprio e instaurado somente depois de esgotadas as medidas administrativas para reparação do dano.

Nos termos da Instrução Normativa/TCU n° 013/1996, e suas alterações, compete ao controle interno, ou seja, à CGU, manifestar-se sobre a adequada apuração dos fatos, indicando, inclusive, as normas ou regulamentos eventualmente infringidos, a correta identificação do responsável e a precisa quantificação do dano e das parcelas eventualmente recolhidas.

De janeiro de 2002 a junho deste ano o numero de TCEs encaminhadas ao TCU chegou a 12.001, totalizando um retorno potencial aos cofres públicos da ordem R$ 6,9 bilhões.

 
Fonte CGU / Assessoria de Comunicação Social http://www.cgu.gov.br/Imprensa/Noticias/2011/noticia20811.asp

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

EDUCAÇÃO NO RIO II - Um detento custa 9 vezes mais que um aluno do ensino médio

Gastos revelam subinvestimento e má gestão na educação e ineficiência do sistema prisional
Alessandra Duarte
Carolina Benevides


Debora Magalhães, ao lado do colega Alexandre, diz que o pouco estudo contribuiu para que a a mãe fosse presa há três meses. Gustavo Stephan / Agência Globo
RIO - Enquanto o país investe mais de R$ 40 mil por ano em cada preso em um presídio federal, gasta uma média de R$ 15 mil anualmente com cada aluno do ensino superior — cerca de um terço do valor gasto com os detentos. Já na comparação entre detentos de presídios estaduais, onde está a maior parte da população carcerária, e alunos do ensino médio (nível de ensino a cargo dos governos estaduais), a distância é ainda maior: são gastos, em média, R$ 21 mil por ano com cada preso — nove vezes mais do que o gasto por aluno no ensino médio por ano, R$ 2,3 mil. Para pesquisadores tanto de segurança pública quanto de educação, o contraste de investimentos explicita dois problemas centrais na condução desses setores no país: o baixo valor investido na educação e a ineficiência do gasto com o sistema prisional.

Apenas considerando as matrículas atuais, o chamado investimento público direto por aluno no país deveria ser hoje, no mínimo, de 40% a 50% maior, aponta a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que desenvolveu um cálculo, chamado custo aluno-qualidade, considerando gastos (de salário do magistério a equipamentos) para uma oferta de ensino de qualidade.

— Para garantir a realização de todas as metas do Plano Nacional de Educação que está tramitando no Congresso, seriam necessários R$ 327 bilhões por ano, o que dobra o investimento em educação — afirma Daniel Cara, coordenador da campanha.

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Verbas minguadas para educaçãoPara Cara, não seria o caso de falar em sobreinvestimento no preso, "até porque vemos como é precária a situação das penitenciárias brasileiras", e porque, lembra ele, a prisão é uma "instituição total, o preso vive lá":

— Mas há, sem dúvida, subinvestimento em educação. O que é mais grave se considerarmos que, nos direitos sociais, a educação é o que abre as portas para os outros direitos. A violência não vem pela pobreza, vem pela desigualdade. Por isso, um investimento maior no conjunto dos direitos sociais, e aí se inclui a educação, poderia diminuir a despesa com segurança.

O gasto com educação poderia melhorar com maior foco na aprendizagem, destaca Mozart Neves Ramos, do Todos pela Educação e do Conselho Nacional de Educação (CNE):

— É verdade que o Brasil ainda investe pouco na educação básica, e mais dinheiro é fundamental. No entanto, é necessário que a verba chegue à escola e que seja mais bem aplicada. Melhorar a eficiência da gestão dos recursos é importantíssimo. Uma boa gestão pode criar uma escola motivadora. E um aluno que tem sucesso escolar raramente abandona a escola e está mais longe de ser preso.

— Minha mãe, que está presa há três meses, estudou só até a 2 série. Eu acredito que ela está presa também por conta do pouco conhecimento que tem. Nunca soube que carreira seguir, nunca teve um ensino que a fizesse ter alguma perspectiva — diz Debora Magalhães, filha de Vitânia, presa por tráfico de drogas em Bangu.

Secretário estadual de Educação do Rio, Wilson Risolia diz que o país está preferindo "gastar mais com o sinistro do que com o seguro":

— É uma irracionalidade, um passivo que o Estado precisa resolver. Nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o custo por aluno no nível superior é cerca de três vezes maior do que na educação básica. No Brasil, é bem maior (mais de seis vezes). Mas não é suficiente aumentar o gasto, é preciso melhorar a qualidade. No Rio, fizemos uma recontagem de alunos e vimos que havia 120 mil que, apesar de constarem na base de dados, não eram mais da rede. A verba era passada para alunos que não existiam; um número X de provas ia para o colégio, e parte era jogada no lixo, por exemplo. Corrigindo, foram R$ 111 milhões alocados em outros lugares.

Apesar de a diferença entre o custo do aluno universitário e o do preso em presídios federais ser menor, ela é o que choca, diz o sociólogo Michel Misse, professor da UFRJ:

— Esse é um dado impressionante, porque o custo de um universitário, pelos gastos que uma universidade deve ter com pesquisa, deveria ser bem maior. É o custo de você formar um cientista, um médico, um engenheiro — afirma Misse, para quem, porém, não se deve pensar que uma prisão custe pouco. — O preso mora lá, e um aluno não mora na escola. O problema é analisar o gasto que se tem em relação às condições dos presídios.

Presidente do Conselho Nacional de Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej), Carlos Lélio Lauria Ferreira diz que quanto mais baixo o custo com o preso, piores as condições:

— O preço varia de acordo com o tratamento. Se o valor é baixo, desconfie. A alimentação pode ser lavagem. No Brasil, a média de custo de um preso num presídio estadual é de R$ 1,7 mil por mês. Mas nessa conta não está incluído o custo social e previdenciário. No presídio federal, o custo é mais elevado. O aparato tecnológico é caro, os salários dos servidores são mais altos e o número de agentes por preso é maior. Graças a isso, o país não gasta menos de 7 mil por preso ao mês.

— Apesar de investirmos tanto, as condições de regenerar alguém são mínimas. A pessoa é, na maioria das vezes, submetida a condições que a torna pior. É como se negássemos outra oportunidade — conclui Mozart

Fonte Jornal O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/aluno-custa-menos-que-detento-3283167#ixzz1eKh81qtf

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

EDUCAÇÃO EM SP - Invasores da reitoria da USP são soltos após pagamento de fiança

DE SÃO PAULO

Os 72 manifestantes detidos durante ação de reintegração de posse do prédio da reitoria da USP (Universidade de São Paulo) foram soltos na madrugada desta quarta-feira, após o pagamento de fiança. Eles foram levados em grupos ao prédio do IML (Instituto Médico-Legal) e liberados após passarem por exames de corpo de delito.

Cada grupo liberado era recepcionado com gritos de "greve, greve" e " não esquecemos a ditadura" por um grupo de aproximadamente 40 manifestantes que permaneciam em frente à delegacia. Os dois últimos estudantes foram liberados às 3h46.

Vídeos mostram ação da polícia na USP; veja
Veja imagens da reintegração de posse na USP
Após desocupação, reitoria da USP tem bagunça e pichação
Vídeo mostra invasão do prédio da reitoria da USP
Advogados dos alunos detidos na USP pedem habeas corpus



Hélio Hilarião/Folhapress

Manifestantes que invadiram reitoria da USP mostram alvará de soltura; liberação ocorreu após fiança

FIANÇA
Os manifestantes foram ouvidos durante todo o dia de ontem (8) e a liberação ocorreu após o pagamento de R$ 545 de fiança por cada um.

De acordo com o advogado Felipe Gomes Vasconcelos, que defende os estudantes, o valor total, de R$ 39.240, foi arrecadado com sindicatos, entidades e movimentos sociais.

Eles serão indiciados sob suspeita de desobediência a ordem judicial (não cumpriram o prazo de desocupar a reitoria até as 23h de ontem) e dano ao patrimônio público (o prédio foi danificado).

A pena prevista para o primeiro crime varia de 15 dias a 6 meses de detenção. Para o segundo, de 6 meses a 3 anos. Elas podem ser substituídas por serviços comunitários.



Editoria de Arte/Folhapress





GREVE

Na noite de terça-feira (8), um grupo de estudantes se reuniu em assembleia na USP e decidiu iniciar uma greve geral, em resposta à prisão dos 72 manifestantes.

Durante a assembleia, que contou com a presença de cerca de 2 mil pessoas, também ficou decidida a realização de um protesto na próxima quinta-feira (10) em frente à Faculdade de Direito, no largo São Francisco, no centro.

Hélio Hilarião/Folhapress

Estudantes reunidos em assembleia na USP decidem iniciar greve em resposta à prisão de manfestantes

REINTEGRAÇÃO DE POSSE

A reintegração ocorrreu por volta das 5h desta terça-feira. Segundo a PM, os estudantes estavam dormindo quando a operação começou. Cerca de 400 policiais da Tropa de Choque e da Cavalaria da PM foram acionados, além de um helicóptero Águia e de policiais do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) e do GOE (Grupo de Operações Especiais).

Os militares, portando cassetetes e escudos, fizeram um cordão de isolamento ao redor do prédio e retiraram os estudantes, que não resistiram à prisão. O prédio foi entregue pela polícia a um oficial de Justiça, já que a operação foi motivada por um mandado judicial.

Rahel Patrasso/Frame/Folhapress

Estudantes que haviam invadido a reitoria da USP são rendidos por policial militares; 70 alunos foram detidos

VIOLÊNCIA

Os estudantes detidos reclamam do tratamento que receberam da polícia. "A atuação foi brutal, uma presença muito forte e desproporcional. Para que agredir os estudantes, usando algemas? Os policiais quebraram várias portas da reitoria onde a gente nem tinha entrado. Temos consciência de que essa perseguição é política", disse Paulo Fávaro, 26, aluno de artes visuais.

Sob a condição de anonimato, os pais dos estudantes também reclamaram da atuação da PM. Numa folha de papel, eles escreveram uma carta à mão em que criticam a operação.

"Nós, pais de alunos da USP, repudiamos o modo como foi conduzido pela reitoria o processo envolvendo o movimento dos estudantes. Repudiamos a ação repressiva e truculenta das forças policiais no campus da universidade nessa madrugada de terça-feira. Estamos indignados com o fato de que uma instituição educativa utiliza como principal instrumento de solução de conflito social o uso da força policial. Nossos filhos são estudantes e não bandidos e estão em defesa de uma universidade onde existam debates democráticos", diz o texto.

O major da PM Marcel Soffner afirmou que a reintegração de posse foi tranquila e sem confronto. Sobre os possíveis abusos, o major informou que toda operação da PM foi gravada e as suspeitas de agressões serão apuradas. "Tudo foi documentado e, se houver qualquer suspeita, vamos apurar", disse.

HISTÓRICO

Os acontecimentos que levaram à ocupação da reitoria tiveram início no dia 27 de outubro, quando três alunos da USP foram detidos por posse de maconha. Houve reação de colegas, que investiram contra a PM. Policiais usaram bombas de efeito moral e cassetetes para levar os rapazes à delegacia --depois eles foram liberados.

Na mesma noite, um grupo de cem estudantes invadiu um prédio administrativo da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas). Na terça passada, mais de mil alunos realizaram uma assembleia que decidiu, por 559 votos a 458, pela desocupação do edifício.

A minoria derrotada, porém, decidiu invadir a reitoria. A USP toda tem cerca de 82 mil alunos (50 mil só na Cidade Universitária)

FOlha http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1003826-invasores-da-reitoria-da-usp-sao-soltos-apos-pagamento-de-fianca.shtml

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

POLÍTICA - Sob livre e expontânea pressão de Lula e Dilma, Marta desiste da corrida à prefeitura

BERNARDO MELLO FRANCO DE SÃO PAULO
CLÓVIS ROSSI
ENVIADO ESPECIAL A CANNES

Isolada no PT e sob pressão do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, a senadora Marta Suplicy desistiu de disputar a indicação para concorrer à Prefeitura de São Paulo em 2012.
A decisão abre caminho para o partido confirmar a candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad. Ele foi lançado por Lula e tem apoio de Dilma e da cúpula petista.
Marta acertou a saída em conversa reservada com a presidente na base aérea de Congonhas, na segunda-feira, antes de ela visitar Lula no hospital Sírio-Libanês.
O encontro foi divulgado ontem (1º) pela ministra Helena Chagas (Comunicação Social) na chegada da comitiva presidencial a Cannes, na França, para a cúpula do G20.
Segundo o relato dela, Dilma disse que Marta foi "a melhor prefeita que São Paulo teve", mas não deveria se candidatar de novo porque agora sua presença no Senado seria "mais importante".
Ficou combinado que a senadora ficaria responsável por anunciar publicamente a sua resposta. Ela convocou jornalistas para uma entrevista na quinta-feira (3), depois do feriado de Finados.
Em seu jantar de aniversário, na quinta-feira passada, Lula disse a aliados que procuraria a ex-prefeita para uma conversa definitiva. A descoberta de que ele tem câncer na laringe obrigou Dilma a assumir a tarefa.
Aliados de Marta e fontes do Planalto confirmaram à Folha que ela vai se retirar. Ontem à noite, seus apoiadores se reuniriam para decidir se declaram apoio a Haddad logo ou se esperam que ele seja oficializado candidato.

Editoria de Arte/Folhapress       
PRÉVIAS
A direção do PT agora tentará evitar a realização de prévias, marcadas para 27 de novembro. Os outros três pré-candidatos (os deputados Jilmar Tatto e Carlos Zarattini e o senador Eduardo Suplicy) são azarões, mas podem forçar uma eleição interna.
Abandonada por ex-aliados e sem apoio de nenhum dos 11 vereadores petistas em São Paulo, Marta já havia sinalizado que sairia, mas precisava de um discurso para justificar o recuo após desafiar a autoridade de Lula.
No PT, fala-se em "saída honrosa", mas sem prêmio de consolação. Dilma descartou oferecer um ministério à ex-prefeita, dizendo que não misturaria questões de governo com assuntos eleitorais.
Na base aérea, ela se limitou a dizer à aliada que sua permanência no Senado será essencial para ajudar o governo em votações importantes.
O presidente do PT, Rui Falcão, afirmou que o pedido da presidente tem "muito impacto" e que Marta continuará a ter "papel importante" no Senado. "Ela poderá inclusive participar de campanhas do PT nacionalmente."
Falcão afirmou que Haddad ainda pode ser obrigado a disputar prévias, mas deu como certa a sua vitória no partido. "Tudo indica que ele será o nosso candidato."
Outro dirigente disse que o câncer de Lula não apressou a saída de Marta. Se insistisse nas prévias, ela teria até a próxima segunda-feira para se inscrever. Depois disso, o custo político de uma desistência seria ainda maior.
Colaborou NATUZA NERY, de Brasília

sábado, 29 de outubro de 2011

FRAUDES NO ENEM - Juiz decide na 2.ª-feira sobre anulação do Enem #Educação

Justiça dá prazo de 72h para apresentação da defesa do MEC, que enviará equipe ao Ceará

Carmem Pompeu - Especial para O Estado de S. Paulo
 
O Inep tem até 13h45min de segunda-feira para se manifestar sobre o pedido de anulação total ou parcial das provas do Enem feito pelo Ministério Público Federal no Ceará. O prazo foi dado nesta sexta-feira pelo juiz da 1.ª Vara da Justiça Federal local, Luís Praxedes Vieira da Silva. Uma equipe do MEC chega a Fortaleza no domingo para contestar o pedido do MPF. Vieira da Silva prometeu dar sua posição sobre o caso na própria segunda.

O pedido de anulação foi feito procurador da República Oscar Costa Filho, por meio de uma ação civil pública. Nela, Costa Filho pede a anulação total das provas do Exame. Mas também aponta uma segunda opção que seria a anulação apenas das 13 questões que vazaram para alunos do Colégio Christus, de Fortaleza. Embora o procurador fale em 13 questões, o MEC já admitiu que os estudantes tiveram acesso a 14 itens da prova. 

Ao contrário do que o MEC anunciou, que fará uma nova aplicação do Enem somente para alunos do Christus, Costa Filho disse que o ideal seria a anulação do exame, total ou parcial, no País inteiro. "O concurso é nacional. A quebra da igualdade foi para todos. Vão fazer exame de DNA para saber quem teve ou não acesso às questões vazadas?", ironizou.

Segundo o procurador, obrigar apenas os alunos do Christus a refazer o Enem é puni-los antecipadamente por algo que ainda está sendo investigado. "É preciso corrigir no plano onde houve a contaminação. Do contrário, estão apenas elegendo bodes expiatórios."

Fonte Estadao http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,juiz-decide-na-2-feira-sobre-anulacao-do-enem,791919,0.htm

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

BEIJA A MÃO - Ministros e parlamentares prestigiam Dirceu em lançamento de livro

Ministros e parlamentares prestigiam Dirceu em lançamento de livro
Plantão | Publicada em 28/09/2011 às 21h37m
Gerson Camarotti (gcamarotti@bsb.oglobo.com.br)


BRASÍLIA - O lançamento do livro de artigos "Tempos de Planície" se transformou em um evento de demonstração de força política do ex-ministro e ex-deputado José Dirceu, autor da obra. No início da noite, começaram a chegar ministros e lideranças de todos os partidos, num restaurante em Brasília. Entre os ministros, estavam os petistas Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Fernando Haddad (Educação), Fernando Pimentel (Desenvolvimento), Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Luiz Sérgio (Pesca). O ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB), também foi prestigiar o companheiro Dirceu. Além de políticos de diversos partidos, os cineastas Vladimir Carvalho e Luiz Carlos Barreto foram ao lançamento para comprar o livro de Dirceu.

VÍDEO : Políticos pedem autógrafo de José Dirceu. Assista

ALEGAÇÕES FINAIS : Defesa de José Dirceu diz que mensalão foi desmentido durante processo penal

A fila era tamanha que alguns deles furaram fila para tirar foto com o companheiro Dirceu. Parlamentares de vários partidos também foram prestigiar o ex-ministro. E o clima era dos mais amenos.

O Zé Dirceu é como Che Guevara. É um sujeito polêmico, mas que tem muito prestígio. Não tem constrangimento não. Metade da República está aqui

Bem-humorado, Pimentel brincou com o episódio envolvendo sua visita ao hotel onde José Dirceu se hospeda em Brasília. Segundo reportagem da revista "Veja", Dirceu recebe políticos e autoridades nesse hotel, onde faria articulações políticas, algumas delas com o objetivo de conspirar contra o governo Dilma. A reportagem é ilustrada por imagens do circuito interno de TV, o que foi motivo para Pimentel compará-las com as fotos tiradas no lançamento do livro.

- A turma do hotel chegou. Agora vou ser fotografado com boa definição. No hotel, estava muito desfocado. Quem não entrou na turma do hotel agora vai entrar - disse, dirigindo-se ao deputado e pré-candidato a prefeito de São Paulo, Gabriel Chalita (PMDB), que também foi tirar foto com Dirceu e estava acompanhado por sua assessora, Lurian Lula da Silva, filha do ex-presidente Lula.

A turma do hotel chegou. Agora vou ser fotografado com boa definição. No hotel, estava muito desfocado. Quem não entrou na turma do hotel agora vai entrar

O ministro mineiro reafirmou que tem admiração e respeito por José Dirceu, que o livro mostra sua importância na vida política brasileira e que será "um testemunho desses tempos difíceis". A ministra Maria do Rosário também fez uma defesa enfática de José Dirceu.

- Ele está na direção do partido. Ainda que tenha vivido momentos duros, Zé Dirceu nunca deixou de ter a solidariedade do partido. E sempre teve solidariedade de todos nós.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), destacou que ele tem legitimidade para fazer política. Disse ainda que é importante que Dirceu seja julgado e que torce pela absolvição:

Ele está na direção do partido. Ainda que tenha vivido momentos duros, Zé Dirceu nunca deixou de ter a solidariedade do partido. E sempre teve solidariedade de todos nós

- Zé Dirceu nunca deixou de fazer política. Mesmo no período mais difícil. Se conseguirmos no ano que vem que ele seja julgado e absolvido, será o coroamento de uma trincheira.

Eram tantos os elogios, que o deputado Paulinho da Força (PDT-SP) procurou inovar e chegou a comparar Dirceu ao revolucionário argentino Che Guevara:

- O Zé Dirceu é como Che Guevara. É um sujeito polêmico, mas que tem muito prestígio. Não tem constrangimento não. Metade da República está aqui.

Se conseguirmos no ano que vem que ele seja julgado e absolvido, será o coroamento de uma trincheira

Também estavam presentes outros parlamentares, como o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Outro que compareceu foi o assessor do Ministério da Defesa José Genoino, que presidia o PT quando estourou o escândalo do mensalão. Alguns demonstraram desconforto ao serem abordados por jornalistas, o que foi minimizado pelo líder do governo na Câmara, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).

- Qualquer pessoa, lançando um livro, que seja da esquerda, será prestigiado. Vejo com naturalidade as pessoas aqui. Ele tem muitos amigos. Não estou constrangido - disse Vaccarezza.

A equipe do programa humorístico CQC, da Band, também apareceu no evento, o que causou constrangimento para alguns presentes. Um dos que fugiram do CQC foi líder do PMDB, Renan Calheiros

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/09/28/ministros-parlamentares-prestigiam-dirceu-em-lancamento-de-livro-925470097.asp#ixzz1ZKwG5z95
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

RIDÍCULO E IRRESPONSÁVEL - MEC recomenda fim da reprovação nos primeiros anos do Ensino Fundamental

O ministétio de baseia nos dados de uma pesquisa que diz que a evasão escolar tem aumentado nos primeiros anos de estudo.

A aprovação automática no ensino fundamental divide opiniões. Autoridades, professores e pais avaliam se a estratégia é eficaz. Especialistas acham que a aprovação automática funciona. Críticos defendem uma avaliação para que o aluno tenha melhor rendimento. Pesquisas mostram que os alunos que mais abandonam as escolas são os reprovados nos primeiros anos de estudo, mas a decisão final fica por conta das escolas.


JORNAL DA GLOBO NEWS - 18/02/2011

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

IRRESPONSABILIDADE E DESCASO (II) - MEC recomenda que escolas deixem de reprovar



Medida, que não tem caráter de lei, acaba com a reprovação nos três primeiros anos do ensino fundamental

Carolina Benevides, O Globo

No apagar das luzes do governo Lula, o ministro da Educação, Fernando Haddad, homologou a recomendação do Conselho Nacional de Educação (CNE) que acaba com a reprovação nos três primeiros anos do ensino fundamental e cria o Ciclo de Alfabetização e Letramento.

Já a partir deste semestre, gestores de todas as escolas do Brasil podem decidir se continuam com o sistema seriado, mantendo a possibilidade de reprovação, ou se adotam a recomendação.

A medida foi tomada, segundo a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda, a partir da constatação de que muitas crianças são reprovadas no primeiro ano:

— Tivemos um índice de aprovação de 94,9%, em 2009, o que nos mostra que, de cada cem crianças, cinco ainda são reprovadas logo que ingressam na escola. Pesquisas apontam que, se o aluno é reprovado, dificilmente terá sucesso. A recomendação, que não é lei, é para garantir que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos.

O Brasil tem, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), 31 milhões de alunos no ensino fundamental. Desses, quase dez milhões estão nos três primeiros anos. No entanto, pouco mais de dois milhões têm mais de cinco horas de aula por dia.

Polêmica, a aprovação automática divide educadores. Professor da USP, Ocimar Alavarsi, que já foi coordenador pedagógico da rede municipal de São Paulo, de 1995 a 2008, acredita que a "reprovação no ensino fundamental devia ser zero":

— Mais de 70 mil foram reprovados no primeiro ano em 2008, e isso não tem paralelo com outro país. A evasão escolar também é alta. Então, a recomendação é um avanço. Crianças devem ficar nove anos na escola, e o desafio é descobrir o que devemos fazer para que elas aprendam. Mesmo incompleta, já que o CNE não diz como as crianças devem ser acompanhadas, a recomendação abre o debate.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

GOVERNO DILMA - Corte no Ministério da Educação será de R$ 1 bilhão


 

 O ministro da Educação, Fernando Haddad - Foto: /Aílton de Freitas

Demétrio Weber e Roberto Maltchik, O Globo
O ministro da Educação, Fernando Haddad, reuniu-se nesta sexta-feira com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, para discutir sobre o corte de R$ 1 bilhão no orçamento da pasta em 2011.
A medida representará 1,3% a menos no orçamento do ensino, que deve cair dos R$ 72,8 bilhões previstos para R$ 71,8 bilhões.
Apesar do corte, o MEC recebeu sinal verde de que poderá nomear professores de universidades e escolas técnicas federais. A redução no orçamento é resultado do contingenciamento de R$ 50 bilhões em todo o governo, anunciado esta semana pela área econômica.
O ministério corre contra o tempo para contratar 3.500 professores temporários para lecionar neste primeiro semestre, em cursos criados pelo Reuni, o programa de expansão das universidades federais.
A ideia era realizar concursos, mas, por falta de tempo, a saída deverá ser a contratação de temporários, o que é feito por processo de seleção simplificado.
No MEC, o anúncio do corte de R$ 1 bilhão foi minimizado. O dinheiro deverá ser economizado com a redução de despesas de custeio, sem comprometer nenhum dos principais programas do ministério.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

CumpanheiroExamobras - MEC cogita criar estatal para gerir aplicação do Enem


   

  Alan Marques/Folha
Depois de gerir com a máxima competência a incompetência que tisnou as últimas rodadas do Enem (2009 e 2010), o MEC flerta com o inusitado.

Nos subterrâneos, a pasta “administrada” pelo ministro Fernando Haddad cogita criar uma nova estatal para cuidar da aplicação de seus exames.
Além de se ocupar do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), a ‘Examebras’ aplicaria o Saeb (Prova Brasil) e o Enad (Exame Nacional de Desempenho).
Deve-se a revelação ao repórterDemétrio Wéber. Ele conta que um grupo de trabalho dedica-se ao estudo da novidade.
Participam do debate representantes de dois ministérios: o da Educação e o do Planejamento.
O plano mastigado pelo grupo traz no miolo a ideia de aproveitar na nova estatal a estrutura do Cespe(Centro de Seleção e Promoção de eventos).
Vem a ser um órgão vinculado à UnB (Universidade de Brasília). Foi contratado pelo MEC para para realizar o novo Enem, em parceria com a Fundação Cesgranrio.
Longe dos refletores, a equipe de Haddad ocupa-se do debate sobre a ‘Examebras’ desde o ano passado.
Ouvido, o reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Júnior, disse ter tratado da matéria num par de reuniões com Fernando Haddad.
Conversaram pela primeira vez no final de 2010. Voltaram a conversar no início deste mês de janeiro.
Cabe a José Geraldo, como reitor da UnB, responder pelo Cespe. Ele observa a movimentação do MEC de esguelha.
A despeito de afirmar que desconhece os detalhes da proposta, receia que a nova estatal acabe por assumir as rédeas do Cespe, desvirtuando-o.
Hoje, além de realizar avaliações do ensino, o órgão da UnB organiza concursos públicos.  
No apagar das luzes da gestão Lula, o governo já havia pendurado no organograma do MEC uma nova estatal, dedicada à gestão de hospitais universitários.
Aplicando-se a mesma fórmula aos exames anuais, o MEC responderá ao inconcebível (a desmoralização do Enem) com o impensável (a criação da ‘Examebras’).

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

IRRESPONSABILIDADE E DESCASO - Fernando Haddad, ministro da Educação entra de férias neste sábado


BRASÍLIA - Apesar de toda a confusão nas inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que desde domingo prejudicam milhares de estudantes em todo o país, o ministro da Educação, Fernando Haddad, sairá de férias sábado. Ele decidiu adiar apenas por 48 horas o início do descanso, que estava previsto para começar nesta quinta-feira. As férias vão coincidir com o período de divulgação dos resultados do Sisu, isto é, a informação sobre quem conseguiu vaga no curso superior logo em sua primeira opção, e a fase de matrículas em 83 universidades e institutos tecnológicos que selecionam candidatos através do sistema, com base exclusivamente nas notas do último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Na prática, Haddad abrirá mão de dois dias de férias, já que a data de retorno ao trabalho, conforme o Diário Oficial, permanece 31 de janeiro, uma segunda-feira.
A divulgação dos resultados do Sisu está marcada para segunda-feira e as matrículas terão início na quinta. Nesta quarta-feira, o número de queixas dos alunos começou a diminuir. Até 18h, o balanço do MEC mostrava que 800 mil já haviam feito sua inscrição no Sisu. Como cada participante pode tentar vagas em um ou dois cursos - da mesma ou de diferentes instituições -, o número de inscrições atingia 1,46 milhão.
O total de candidatos na disputa este ano já supera o do 1º semestre de 2010, quando 793 mil pessoas tentaram uma vaga no Sisu. Em 2011, o sistema oferece mais vagas: 83.125, um aumento de 73% em relação às 47,9 mil do 1 semestre do ano passado.
O prazo de inscrição, que terminaria na última terça-feira, foi adiado para esta quinta-feira, às 23h59m. Isso ocorreu por causa da lentidão do sistema de in-formática, especialmente no domingo e na segunda-feira. Em todo o país, estudantes ficaram horas em frente ao computador, sem sucesso. Além disso, uma falha permitiu que candidatos tivessem acesso a dados pessoais e às notas no Enem de outros participantes.
MEC admite falha no planejamento
O MEC admitiu que o planejamento do Sisu foi in-suficiente. Num esforço para melhorar a performance do sistema, um equipamento foi trocado e os computadores de todos os funcionários do MEC tiveram seu acesso à internet restringido nos últimos dias.
Nesta quarta-feira, o funcionamento do sistema melhorou, superando até 900 inscrições por minuto - no domingo, 1º dia, a capacidade média era de 300 a 400.
Em nota, o MEC negou que o sistema tenha permitido ou provocado alterações indevidas nas inscrições de candidatos: "Técnicos do MEC repassaram e revisaram todo o movimento de acesso neste período e não registraram nenhuma ocorrência indevida de modificação de opção de curso".
No caso do estudante Lucas Ciarlini Guilhon, citado nesta quarta-feira em reportagem do GLOBO, o MEC informou que o Sisu registra a inscrição de Guilhon corretamente nos dois cursos que ele afirma ter es-colhido: Sistema de Informação, na Universidade Fe-deral do Estado do Rio (UniRio), e Meteorologia, na UFRJ.
Segundo a diretoria, a opção pelo curso da UniRio foi feita na segunda-feira, às 21h47m. E a segunda opção, na UFRJ, foi registrada na terça-feira, às 7h07m.
"Todos os outros acessos feitos pelo estudante foram de consulta, nenhum foi confirmado. Ele continua matriculado nos cursos que escolheu", diz a nota.
Guilhon contestou:
- Eu tenho o print screen e não estou maluco. Contra fatos não há argumentos. Tenho provas concretas. Como eles comprovam que eu não estive inscrito em outra universidade?
O MEC não explicou o caso da estudante Juliana Souza, que fez sua inscrição para o curso de Pe-dagogia, na UFRJ. Na 1ª vez que o estudante Lucas Guilhon teve acesso aos dados dela, às 20h41m de segunda-feira, a 1ª opção de curso aparecia como Cinema e Audiovisual na UFF, que não havia sido escolhida por ela. Depois, apareceu uma alteração para o curso de Engenharia Civil, na Universidade Federal do Paraná, opção que também não foi es-colhida por Juliana.

sexta-feira, 26 de março de 2010

GOVERNO LULA/MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO - MEC quer distribuir bicicletas com o dinheiro alheio


Mas despesas seriam bancadas por governos estaduais e municipais
De Demétrio Weber:
O Ministério da Educação (MEC) quer distribuir bicicletas, uniformes e cadernos escolares a alunos da rede pública. Mas a ideia é que as despesas sejam bancadas por prefeituras e governos estaduais, sem apoio financeiro da União, segundo a assessoria de imprensa do MEC.
Ao participar anteontem de audiência pública na Comissão de Educação da Câmara, o ministro Fernando Haddad citou a distribuição de bicicletas. Sem mencionar quem pagaria a conta, ele defendeu a iniciativa, que tem como público-alvo os estudantes de áreas rurais:
— A bicicleta é essencial para levar o jovem ao local por onde passa o ônibus, o barco ou até mesmo para ir até a escola — disse o ministro, observando que há alunos que percorrem até 15 quilômetros a pé em seus trajetos diários.
Leia mais em O Globo

 


 

sábado, 13 de março de 2010

GOVERNO LULA/MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO - Ministro Fernando Haddad faz um balanço da principal linha de ação de sua gestão: o caminho para acabar com o vestibular no país

Glória Tupinambás
Publicação: 13/03/2010 07:00

Belo Horizonte — O futuro do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), sobra de vagas nas universidades federais e possíveis mudanças no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) em 2010. Em visita a Belo Horizonte (MG) esta semana, o ministro da Educação, Fernando Haddad, falou sobre esses temas e traçou um panorama do novo modelo de seleção, lançado no ano passado com a meta de substituir os tradicionais vestibulares. A mudança no formato de ingresso nas universidades foi a mais radical e inovadora já implantada no país desde 1911, quando surgiu a primeira versão brasileira do vestibular. Mesmo entrando para a história da educação como divisor de águas, a versão ampliada do

Enem quase naufragou em meio a um turbilhão de problemas e trapalhadas e teve a sua credibilidade arranhada em episódios como a fraude da prova às vésperas da aplicação, o adiamento do teste, o índice recorde de desistência dos candidatos e a divulgação de gabaritos errados.

Criado em agosto de 1998 para ser uma simples ferramenta de avaliação do desempenho de estudantes que acabavam de concluir o ensino médio, o

Enem despontou, em março do ano passado, como a grande aposta de revolução no sistema de seleção de alunos interessados em vagas no ensino superior. No dia 25 daquele mês, o ministro Haddad propôs uma reformulação no teste para que o novo modelo substituísse os vestibulares das instituições federais de ensino. Os números superlativos davam a medida da importância do novo teste: mais de 4 milhões de candidatos inscritos para a prova que seria aplicada em 1.826 cidades brasileiras para ser adotada por 1.038 universidades, entre públicas e particulares, no lugar do processo seletivo tradicional, ou para compor a nota final dos alunos. Em Minas Gerais, 10 das 11 federais aderiram ao exame. Apenas a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) não deu seu voto de confiança ao sistema.

Entretanto, em 1º de outubro, o cenário de otimismo se converteu em pânico diante da denúncia de vazamento da prova, que seria aplicada nos dias 4 e 5 do mesmo mês. A fraude levou ao adiamento do Enem e, cercado de dúvidas e incertezas, o exame perdeu força entre muitas universidades que desistiram de usar o teste em seus processos seletivos. Os exemplos mais emblemáticos foram protagonizados por instituições paulistas, como a USP, a Unicamp, a Fundação Getulio Vargas e a PUC. Em seguida, foi a vez de os estudantes darem prova das desconfianças envolvendo o Enem. Mais de 40% dos inscritos desistiram de fazer a prova, aplicada em 5 e 6 de dezembro.

Sisu

Em janeiro deste ano, o Enem voltou às manchetes de jornais com o lançamento oficial do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que usou a nota do exame para oferecer 47,9 mil vagas em 51 universidades federais e institutos federais de educação, ciência e tecnologia. O modelo pioneiro no Brasil fez sucesso por ser um grande leilão de vagas, em que os candidatos têm a chance de consultar a nota dos demais inscritos em cada curso e, assim, saber as reais chances de aprovação. A novidade, no entanto, foi alvo de especulação por parte dos alunos. Na primeira etapa do Sisu, quase 800 mil se inscreveram no sistema, mas apenas 18,6 mil aprovados fizeram a matrícula na universidade. O problema se repetiu na segunda etapa e o Sisu chegou à terceira fase com 45% das vagas ociosas. Em Minas, o percentual foi ainda maior e chegou a 49,9%, com 2.586 lugares não preenchidos.

A sobra de vagas obrigou o Ministério da Educação a adotar uma lista de espera, em que os estudantes não selecionados na terceira e última etapa do Sisu podem manifestar interesse em continuar concorrendo a uma vaga. E, esta semana, o MEC cogitou a hipótese de fazer uma nova rodada de seleção, provavelmente em maio. A possibilidade ganhou ainda mais força depois que o ministério descartou, na última quarta-feira, a realização de uma nova edição do Enem no meio deste ano. Entre tantas novidades e especulação, o ministro Fernando Haddad fez um balanço do Enem em 2009 e falou das previsões de mudança para este ano. Leia abaixo os principais pontos da entrevista.