Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quinta-feira, 5 de abril de 2012

JIRAU EM GREVE - Trabalhadores aguardam Ministério do Trabalho

Sindicato informa que operários aguardam fiscalização do MTE para voltar ao trabalho em Jirau

Repórter da Agencia Brasil

Brasília
– O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil de Rondônia, Raimundo Enelson, disse à Agência Brasil que os operários da Camargo Corrêa estão aguardando a autorização do Ministério do Trabalho e Emprego para retomar as atividades na obra da Hidrelétrica Jirau (Rio Madeira - RO), interrompida ontem (3) após incêndio durante a madrugada.

Segundo a empreiteira, 4 mil trabalhadores estão na margem esquerda do rio aguardando o retorno do serviço. Do total de 7 mil empregados, apenas 200 pediram formalmente para serem desligados da empresa. Os trabalhadores e familiares que buscarem informações sobre a obra podem ligar gratuitamente no 0800 70 10 170. O serviço funciona de segunda à sexta das 8h às 21h; e aos sábados, das 9h às 16h.
O Ministério da Justiça está enviando mais 120 homens da Força Nacional de Segurança Pública para garantir a segurança na região. Já haviam um batalhão de 100 homens antes do incêndio. Hoje (4) pela manhã o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, classificou o incêndio, que está sendo investigado pela polícia civil, como “banditismo” e “vandalismo”.
Fonte Agencia Brasil    

sábado, 10 de março de 2012

IMPEDIDAS - CGU divulga lista de 164 ONGs impedidas de firmar convênios

Ministério do Trabalho é o campeão de irregularidades, com 39 ONGs suspeitas conveniadas
O Estado de S. Paulo


BRASÍLIA - A Controladoria-Geral da União divulgou nesta sexta-feira, 9, uma relação de 164 entidades privadas sem fins lucrativos, declaradas impedidas de conveniar com a Administração Federal.

O Ministério campeão de irregularidades é o do Trabalho, que firmou convênios com 39 ONGs suspeitas. A Pasta dos Esportes foi obrigado a encerra o convênio com oito entidades, que receberam cerca de R$ 7 milhões dos cofres públicos.

A farra dos convênios precipitou a queda de dois ministros de Dilma, Orlando Silva, na época titular dos Esportes, e Carlos Lupi, do Trabalho. No caso do presidente do PDT, ele foi acusado de usar favores de uma organização não governamental e de empresas para contratar aviões a serviço de viagens partidárias.

A lista, conforme informou a assessoria da CGU, é resultado da análise feita pelos diversos ministérios sobre a regularidade na execução de seus convênios com ONGs, determinada em outubro do ano passado depois uma série de denúncias. O universo analisado abrangeu, no total, 1.403 convênios em execução e com parcelas de recursos ainda a serem liberadas à época da edição do Decreto.

Dessa análise inicial, 305 convênios foram considerados "com restrição" e, por isso, reanalisados agora, sempre no âmbito de cada ministério convenente. Ao final da análise, as irregularidades foram consideradas graves e insanáveis em convênios firmados com as 164 entidades agora impedidas de celebrar novos convênios com o governo.


Fonte Estadao    

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

TRABALHO ESCRAVO - Cinquenta e dois trabalhadores escravos são libertados de fazendas no Pará




 Rio de Janeiro, 1 fev (EFE).- Ação realizada por fiscais do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) no município de Tailândia, no Pará, resgatou 52 empregados de três fazendas que trabalhavam em situação de escravidão

O Ministério do Trabalho informou em comunicado que entre os resgatados havia quatro menores, uma garota de 15 anos e três meninos, de 13, 14 e 16 anos.

Os trabalhadores viviam com seus filhos em sete acampamentos instalados nas propriedades. Os empregados receberam R$ 168,9 mil em verbas rescisórias.

Ano passado as autoridades brasileiras recuperaram 2.271 pessoas que trabalhavam em condições degradantes em 158 operações. Ao todo, foram aplicados R$ 5,4 milhões em multas.

Duzentas e noventa e quatro empresas foram denunciadas ao Ministério do Trabalho por utilizarem práticas análogas à escravidão. Essa lista é de acesso público e as companhias incluídas nela não podem solicitar crédito em bancos públicos.

Várias indústrias, associações de supermercados e de exportadores utilizam a lista para restringir a comercialização de produtos dessas empresas.


    

sábado, 3 de dezembro de 2011

#ForaLupi - Deputado processa Dilma na Justiça por não demitir Lupi

Por MARIA CLARA CABRAL

O deputado tucano Fernando Francischini (PR) protocolou nesta sexta-feira uma ação popular na 5ª Vara Cível da 4ª Região da Justiça Federal, do Paraná, contra a presidente Dilma Roussef, contra o ministro Carlos Lupi (Trabalho) e contra a União.

O deputado argumenta que Dilma se omitiu no dever de exonerar Lupi. Ele diz que o ministro, por sua vez, cometeu atos de improbidade administrativa. 
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Francischini pede que Lupi devolva aos cofres da União o salário que recebeu ao acumular dois cargos públicos distintos, na Câmara, em Brasília, e na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, conforme revelou a Folha anteontem.

A "acumulação remunerada de cargos públicos" é proibida pela Constituição e pode levar a ações judiciais por improbidade administrativa e peculato, com cobrança da devolução dos recursos recebidos de maneira irregular. 
Francischini afirmou que sua iniciativa se justifica na aversão que a população brasileira tem manifestado contra a corrupção e a impunidade, e se reforça na recomendação da Comissão de Ética Publica da Presidência da República de afastamento do ministro Lupi, sugerido à presidenta.

"O caso do ministro Lupi é uma vergonha. Quero que ele devolva todo salário que recebeu da Câmara dos Deputados sem trabalhar. Dinheiro público deve voltar para o bem público", disse o deputado. 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

#ForaLupi - Movimentos de combate à corrupção defendem saída de Lupi

Faxina é vista como farsa após pedido de informações de Dilma à Comissão de Ética
Bruno Góes
André de Souza
Marcio Allemand


Empresária Cristine Maza acusa presidente de realizar uma "falsa" faxina Marco Antônio Cavalcanti / O Globo
RIO e BRASÍLIA - Representantes de organizações anticorrupção criticaram nesta quinta-feira a demora da presidente Dilma Rousseff em demitir o ministro do trabalho, Carlos Lupi. Após a Comissão de Ética da Presidência recomendar sua exoneração, Dilma pediu mais informações sobre os motivos da sugestão. A empresária Cristine Maza, uma das organizadoras do movimento "Todos Juntos Contra a Corrupção", disse que a faxina atribuída à presidente é uma farsa e o fato dela não acatar a decisão da comissão, uma vergonha.

- O que começou de um jeito está terminando de outro. Se até a Comissão de Ética já recomendou a demissão do Lupi, por que ela precisa esperar até janeiro? - questiona a empresária.

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Cristine diz estar desconfiada que o ministro do Trabalho tem alguma carta na manga e que por isso ainda não foi demitido do cargo.

- Nada justifica que ele continue no Ministério do Trabalho. Ele deveria ter sido demitido logo após cair em contradição. Fico até com medo de qual vai ser a próxima bomba ou escândalo envolvendo os ministros deste governo - desabafou.

Marcelo Medeiros, representante do movimento 31 de julho - um dos que apoiou a realização de atos contra a corrupção na Cinelândia - diz que a presidente perdeu o "tempo" ao não demitir o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

- Ela deveria ter demitido quando a Comissão de Ética pediu. Agora ela está em uma saia-justa. Se não demitir, desmoraliza completamente o Comissão de Ética, que agiu corretamente. Se ela resolve demiti-lo, também vai ser pressionada por ter tomado uma decisão tardia - disse.

Marcelo também falou sobre as declarações de Lupi, que já o levaram a ser chamado de "fanfarrão" por parlamentares:

- As declarações dele são um dos tristes momentos do cenário político. Quando foi pego mentindo, disse que não tinha "memória absoluta". Uma piada, uma desculpa ridícula. Ele teve um comportamento que, de forma alguma, estava à altura de um ministro de Estado.

O economista e estudante de ciência política Leonardo Oliveira também criticou o comportamento do ministro Carlos Lupi de resistir ao cargo. Oliveira faz parte do projeto "Adote um distrital", que propõe fiscalizar os atos da Câmara Legislativa do DF e é uma das entidades que compõem o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE).

- O PDT deveria pedir sua demissão e ele próprio (Lupi) também - afirma Oliveira, que critica ainda a prática da "porteira fechada" nos ministérios:

- Eu fico mais indignado é com um ministério ser de um partido, porque não é só o Lupi que teve o nome envolvido em denúncias. É um barco e Lupi é o capitão.

Daniel Oliveira vê na presidente disposição para combater a corrupção, mas acredita que Dilma esbarra em problemas culturais da sociedade brasileira - que seria tolerante à corrupção - e no próprio PDT.

- Eu acho que, da parte dela, ela está interessada, mas sozinha não vai conseguir.

Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/movimentos-de-combate-corrupcao-defendem-saida-de-lupi-3365505#ixzz1fKBXWOkG



    

FANTASMA CAMARADA - Ministro acumulou ilegalmente cargos em Brasília e no Rio

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), ocupou simultaneamente, por quase cinco anos, dois cargos de assessor parlamentar em órgãos públicos distintos, a Câmara dos Deputados, em Brasília, e a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, informa reportagem de Fernando Mello e Andreza Matais,

 Reporagem da Folha do último sábado (26) mostrou que de 2000 a 2005 Lupi era assessor-fantasma da liderança do PDT na Câmara dos Deputados em Brasília.
Geraldo Magela - 17.nov.2011/Agência Senado

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, fala no Senado


Ao mesmo tempo, o ministro do Trabalho também ocupava o cargo de assessor de um vereador do seu partido na Câmara de vereadores do Rio, a quase 1.200 km da capital.

A Constituição proíbe a "acumulação remunerada de cargos públicos" e pode levar a ações judiciais por improbidade administrativa e peculato, com cobrança da devolução dos recursos recebidos de maneira irregular.

Ontem, a Comissão de Ética Pública da Presidência recomendou à presidente Dilma Rousseff a exoneração de Lupi do cargo de ministro do Trabalho.
Lupi foi envolvido nos últimos dias em uma série de irregularidades em convênios de sua pasta com entidades ligadas a seu partido.

OUTRO LADO

Lupi afirmou que "caso seja comprovada alguma irregularidade, será devolvido ao órgão valores recebidos que não estejam dentro da legislação".

Segundo a assessoria de imprensa, "está sendo encaminhada à Câmara Municipal [do Rio] uma consulta formal onde será analisada essa situação funcional".

sábado, 26 de novembro de 2011

TRABALHODUTO - Assessores de Carlos Lupi pediam 1 milhão de reais por registro sindical

Reportagem em VEJA desta semana mostra que sindicalista ligado ao PT alertou o Palácio do Planalto sobre o esquema de extorsão na pasta há nove meses, mas nada foi feito
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, em audiência da Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, em audiência da Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal (Dida Sampaio / AE)
Nas últimas semanas, o país conheceu a extensa lista de serviços prestados pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi – não aos brasileiros, mas ao seu partido, o PDT. A edição de VEJA que chega às bancas neste sábado acrescenta à relação mais uma traficância em curso na pasta: um esquema de extorsão envolvendo assessores de confiança do ministro que cobram propina para emitir o registro sindical. O governo foi alertado para o caso há nove meses por sindicalistas ligados ao PT, mas nada foi feito a respeito.
Claudio Gatti
Proposta Indecente - O sindicalista Irmar Batista diz que teve o registro negado por recusar pagar propina
Irmar Batista: registro negado por se recusar a pagar propina
Quem relata o caso é o mecânico Irmar Silva Batista, que foi pego na engrenagem quando tentava criar o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo (Sirvesp). Em 2008, o então secretário de Relações do Trabalho, Luiz Antonio de Medeiros, o apresentou a um assessor, Eudes Carneiro, que lhe pediu 1 milhão de reais para liberar o registro. Irmar se recusou a pagar e o registro não saiu até hoje.
Em fevereiro deste ano, Irmar enviou por e-mail uma carta para a presidente Dilma Rousseff e para o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho. No documento, ele narra o caso e pede providências. O Palácio do Planalto acusou o recebimento da carta em 9 de março, mas na semana passada a assessoria de imprensa da Presidência informou que não foi possível fazer nada. Por motivos técnicos: o trecho que narrava a denúncia, estranhamente, teria chegado cortado na mensagem recebida. Ouvidos por VEJA, todos os citados por Irmar Batista negaram o pedido de propina.
Em entrevista à reportagem, Irmar Batista contou em detalhes o pedido de propina. Confira a seguir duas das respostas publicadas por VEJA:
O senhor foi achacado no Ministério do Trabalho? No fim de 2008, fui a Brasília reclamar da demora para registrar o sindicato. Procurei o Medeiros (Luiz Antonio de Medeiros, então secretário de Relação do Trabalho), que me levou a uma sala ao lado e disse: "O que o Eudes acertar, está acertado". Então ficamos a sós com o Eudes Carneiro (assessor do ministério). Antes da reunião, o Eudes mandou a gente desligar os celulares. Sentamos à mesa e veio a proposta indecente: eles pediram 1 milhão de reais para liberar o registro do sindicato.
O senhor fala em esquema, o que sugere que seu caso não foi o único. Vários sindicatos foram extorquidos, mas o pessoal tem medo de aparecer. Há outros sindicatos que também foram vítimas disso que aceitaram pagar propina


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

REFORMA MINISTERIAL - Planalto já avisou que Negromonte e Lupi perderão os cargos

Governo já negocia mudanças na primeira reforma ministerial de Dilma
Gerson Camarotti
Chico de Gois
Maria Lima

BRASÍLIA - O Planalto deu início às consultas partidárias para realizar as mudanças na primeira reforma ministerial do governo Dilma Rousseff. Nos últimos dias, PP e PDT já foram avisados que os ministros Mário Negromonte (Cidades) e Carlos Lupi (Trabalho) sairão do governo. Ao PP o governo garantiu que o partido ficará com a pasta e sugeriu à legenda que abra um processo discreto de consulta interna para apresentar um substituto de consenso. No caso do PDT, não há essa garantia.

Veja tambémVídeo de Gérson Camarotti: O dilema do PDT com Carlos Lupi
Lupi agora diz ter voado em avião providenciado por empresário
Lupi depõe no Senado e aliados acham que ele deve sair

Mas o PDT trabalha nos bastidores para manter a pasta, o que incomoda o Planalto. Diante da pressão pedetista, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral) afirmou nesta quarta-feira que a decisão de manter Lupi cabe só à presidente Dilma. Foi uma reação à movimentação de setores do partido para substituir Lupi antes da reforma e, assim, tentar manter a pasta com o PDT.
'Você viu? Se tivessem me ouvido lá atrás! Agora passou da hora. Perderam o timing!' 

- Primeiro, isso (o governo) não é um parlamentarismo. A presidente é que toma a decisão. Segundo, não há nenhuma manifestação formal do PDT de se retirar da base aliada. Pelo contrário. Há uma reafirmação. Acho que a atitude deles é muito nobre, de apoio ao governo. Para nós não tem nenhuma mudança, o Lupi continua. Nós precisamos é produzir, trabalhar - disse Gilberto.

Outros cinco nomes são cotados para siar na primeira reforma de Dilma: Fernando Haddad (Educação), Iriny Lopes (Secretaria das Mulheres), Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional), Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário) e Ana de Hollanda (Cultura). Os três primeiros porque avisaram que disputarão as eleições municipais. Os dois últimos são citados frequentemente na lista de ministros com fraco desempenho e sem apoio partidário.



PP tem três nomes para substituir Negromonte
Os primeiros sinais emitidos pelo Planalto aos partidos indicam que a reforma ministerial será bem menor do que previsto inicialmente. Isso porque as seis mudanças de ministros feitas ao longo no últimos cinco meses tiraram a margem de manobra que Dilma tinha para fazer o remanejamento nas pastas.

Nesta terça-feira, Gilberto recebeu em audiência o líder do PP, deputado Aguinaldo Nogueira (PB). Segundo relatos, o Planalto avalia que Negromonte perdeu as condições políticas para permanecer, principalmente por não ter o apoio da bancada.

Entre os cotados no PP para substituir Negromonte estão o deputado Márcio Reinaldo (PP-MG) e os senadores Francisco Dornelles (RJ), presidente do PP, e Ciro Nogueira (PP-PI).

No caso do Trabalho, a constatação no Planalto é que a situação de Lupi é insustentável politicamente. Mas Dilma não vai se submeter aos caprichos do PDT, resumiu um ministro. Nesta quarta-feira, o senador Pedro Taques (PDT-MT) criticou a estratégia do seu partido para continuar com a pasta:

- Você viu? Se tivessem me ouvido lá atrás! Agora passou da hora. Perderam o timing!

Jornal O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/planalto-ja-avisou-que-negromonte-lupi-perderao-os-cargos-3309029#ixzz1ecQj6r5N

domingo, 20 de novembro de 2011

EMPREGOS - Brasil vira meca para mão de obra imigrante

Regularização de estrangeiros salta de 961 mil em 2010 para 1,466 milhão até junho

Pablo Pereira, de O Estado de S. Paulo

O agravamento do quadro econômico internacional nos últimos meses e o crescimento interno brasileiro colocaram o Brasil na rota da imigração de trabalhadores. Dados do Ministério da Justiça mostram um aumento de 52,5% no número de regularização de estrangeiros que buscam uma oportunidade de vida no País, saltando de 961 mil registros em 2010 para 1,466 milhão até junho. Portugueses, bolivianos, chineses e paraguaios lideram os índices de elevação da regularização do Departamento de Estrangeiros do Ministério. E a concessão de nacionalidade brasileira dobrou. Subiu de 1.119 (em 2008) para 2.116 novos brasileiros (em 2010).

Vento a favor. Artur Fuchs, da Efacec: 'Nós já trouxemos em 2011 entre 10 e 15 pessoas' - Werther Santana/AE
Werther Santana/AE
Vento a favor. Artur Fuchs, da Efacec: 'Nós já trouxemos em 2011 entre 10 e 15 pessoas'
No Brasil, os estrangeiros que mais procuram oportunidades de trabalho são os portugueses. No ano passado, a regularização de passaportes pelo Ministério da Justiça contemplou 276.703 portugueses até junho. De janeiro a junho deste ano, esse número pulou para 328.826 - 52.123 a mais do que no período anterior. Em seguida, aparecem os bolivianos. O Brasil acertou a situação de 35.092 deles em 2010 e outros 50.640 agora, em 2011. E há ainda crescimento no reconhecimento da migração de chineses e paraguaios.
Para o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, a crescente procura por oportunidades de trabalho no Brasil é resultado de uma mistura entre o momento da economia brasileira e a crise do emprego nos países centrais. Segundo Abrão, há ainda dois aspectos relevantes. "Do ponto de vista político, o Brasil adquiriu maior visibilidade internacional e teremos também importantes eventos nos próximos anos", observa, referindo-se à Copa do Mundo e à Olimpíada. Por outro lado, argumenta, há a forte demanda de empresas brasileiras que se beneficiam com a chegada de profissionais de alta qualificação.
Números do Ministério do Trabalho também apontam esse aumento de estrangeiros no mercado de trabalho formal. O País tem hoje taxas de desemprego na casa dos 6%, que é próximo do chamado pleno emprego. Segundo estudos do ministério, o total de autorização "temporária" para estrangeiros passou de 40 mil em 2009 para 53 mil em 2010. Comparados só os dois últimos primeiros semestres, a tendência se mantém. No primeiro semestre de 2010 foram 20 mil. No mesmo período de 2011, 24,6 mil.
Permanentes
Houve aumento também na concessão para "permanentes". De 1.428 (janeiro-junho de 2010) para 1.861 (janeiro-junho de 2011), segundo o Ministério do Trabalho. O número de "especialistas com vínculo empregatício" foi de 1.714 (janeiro-junho de 2010) para 2.024 (janeiro-junho de 2011). E entre os trabalhadores estrangeiros com prazo de 90 dias de autorização, sem vínculo empregatício, classificados também no item "assistência técnica", o número subiu de 3,7 mil para 5 mil.
Nas autorizações de trabalho permanente para profissionais como diretores de empresas e gerentes, o Brasil inclui cerca de 700 deles por semestre em seu mercado de trabalho. Os estrangeiros da categoria "investidor pessoa física" são cerca de 430 a mais por semestre, segundo o Ministério do Trabalho


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

AGONIA DE UM MINISTRO - Carlos Lupi deixou perguntas sem respostas nas idas ao Congresso

Dilma decide dar sobrevida a Lupi por temer racha no PDT
       
Veja os questionamentos que ministro não sanou depois dos depoimentos na Câmara e no Senado
Rui Nogueira, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, depôs na quarta feira passada, 10, na Comissão de Fiscalização da Câmara. Nesta quinta, 17, voltou ao Congresso, mas o depoimento foi na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. Os dois depoimentos deixaram, além das contradições, este saldo de perguntas sem respostas:
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POR QUE O MINISTRO DIZ, AGORA, QUE NÃO TEM DE PROVAR NADA?Na quarta-feira, 16, ao final da manhã, depois da audiência com a presidente Dilma Rousseff, no Planalto, o ministro Lupi havia prometido entregar no Senado, no dia seguinte, quinta, 17, as provas (notas fiscais) de quem pagou os voos feitos em dezembro de 2009. O deputado Weverton Rocha (PDT-MA) disse, por meio da assessoria de imprensa, que o partido estava providenciando as provas que seriam apresentadas por Lupi na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. O que aconteceu, já que as notas fiscais não apareceram?
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POR QUE O MINISTRO COMPARA UMA SUPOSTA CARONA EM UM TÁXI AÉREO COM UMA VIAGEM EM AVIÃO DE CARREIRA?
No depoimento desta quinta, 17, no Senado, Lupi disse que “todo o avião de carreira é também de um dono”. Não consta que as companhias aéreas estejam distribuindo caronas pelos ministros. Na TAM, Gol e Azul – e outras empresas que têm donos e acionistas e uma frota de aviões de carreira – quem quer viajar paga pela passagem. Carona em jatinho tem de ser um favor de alguém ou de alguma empresa. Afinal, o ministro viajou de carona bancada por quem?
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QUEM PAGOU O VOO DO SÊNECA?O ministro Lupi havia dito que o primeiro trecho da viagem pelo Maranhão foi em um avião Sêneca e que o diretório regional do PDT bancou a despesa. Igor Lago, presidente do diretório estadual, disse que não há nenhum pagamento do PDT do Maranhão bancando aviões. Se a viagem no segundo trecho, no King Air, foi uma carona, quem bancou a viagem do Sêneca? Também foi carona? Foi uma empresa?
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QUEM CONTRATOU O KING AIR?
O King Air, usado no segundo trecho da viagem de Lupi, em dezembro de 2009, pelo Maranhão, pertence à empresa goiana de táxi aéreo, Aerotec. O dono da Aerotec, Almir José, disse ao Estado que o cliente que contratou a aeronave foi a Pró-Cerrado, uma ONG do empresário Adair Meira, que já recebeu cerca de R$ 14 milhões em convênios com o Ministério do Trabalho de Lupi. Adair disse ao Estado que não pagou pelo aluguel da aeronave e que só indicou a empresa Aerotec para o ex-secretário de Lupi, Ezequiel do Nascimento, que teria sido o contratante do King Air. Quem contratou o King Air?
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QUEM PAGOU PELO VOO NO KING AIR?Depois de ter dito que as despesas eram bancadas pelo PDT, e de ter sido desmentido pelo próprio PDT, nesta quinta, 17, o ministro Lupi disse que ele só pegou carona em aviões que o Ezequiel arrumou. “Eu fui de carona do Ezequiel. Compete ao Ezequiel e à companhia aérea explicar”, disse Lupi no Senado. Se o Ministério do Trabalho não pagou, o PDT não pagou e a Pró-Cerrado não pagou, então quem bancou a “carona” do ministro?
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SE O MINISTRO NÃO TINHA RELAÇÕES PESSOAIS COM O ADAIR, COMO SABIA QUE ELE TINHA AERONAVE PESSOAL?Dia 10, no depoimento da Câmara, Lupi havia dito que não tinha nenhum relação com o dono da Pró-Cerrado, o Adair Meira. “Absolutamente nenhuma (relação)”, reforçou. E até fez questão de mostrar que não havia conseguido gravar o nome do empresário, que havia sido citado na pergunta dos deputados. Lupi revirou os papéis com as anotações e perguntou-se: “Como é o nome? Ah, seu Adair”. Nesta quinta, 17, no Senado, o ministro disse que, na quarta, ao negar que tivesse usado um King Air, estava apenas querendo dizer que nunca havia usado “a aeronave pessoal dele (Adair Meira)”. E quem disse que Adair tem uma aeronave pessoal? Por que essa suposição, se o ministro admite agora “conhecer” Adair, por conta dos convênios do ministério com a Pró-Cerrado, mas acrescenta que, em “absoluto”, ele não tem nenhuma relação pessoal com o empresário?
 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

NÃO COLOU III - PDT abandona Lupi e luta para preservar ministério

O PDT abandonou a defesa do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e cobrará explicações dele sobre as denúncias de irregularidades em reunião da Executiva do partido hoje, dia que também deve ser ouvido pelo Senado, informa reportagem de Andréia Sadi, Catia Seabra e Valdo Cruz

A cúpula do partido acredita que é melhor entregá-lo e indicar outro nome a perder a pasta para o PT numa reforma ministerial em 2012.
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A expectativa do PDT é que um novo indicado sobreviva à mudança de ministros planejada por Dilma Rousseff. Segundo a Folha apurou, a presidente, que conversou com Lupi ontem, prefere que ele resista.
O presidente do PDT, André Figueiredo, defendeu a saída do ministro, acusado de fraudes em convênios com ONGs.
"Como amigo do Lupi [mui amigo], preferia que ele saísse. Mas isso é uma decisão que o PDT vai tomar de forma institucional", disse.

NÃO COLOU II - Ministro vai hoje ao Senado para novas explicações

Depois de desmentido, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, volta hoje ao Congresso para esclarecer suas relações com o dono de ONG que providenciou um avião para que percorresse o interior do Maranhão. Lupi comparecerá à Comissão de Assuntos Sociais do Senado para tentar se explicar sobre a viagem na companhia do dirigente da Pró-Cerrado, Adair Meira.

Em depoimento à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara, na quinta-feira passada, Lupi negou ter feito essa viagem com o empresário e disse que o voo fora pago pelo PDT local. O comparecimento hoje, às 9h30, atende ao convite do líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR). Os senadores petistas Ana Rita (ES) e Eduardo Suplicy (SP) e Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), todos da base, subscreveram o convite.

Para Dias, o ministro Lupi deve se explicar sobre "fatos estranhos" sobre sua proximidade com Adair Meira, com quem negou ter relações. "São denúncias da maior gravidade", afirmou o líder tucano. Na semana passada, o PSDB pediu ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que investigue as denúncias relacionadas ao Ministério do Trabalho.

Ontem, em nova frente, a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara aprovou mais uma convocação do ministro. "Nem que seja debaixo de vara terá de vir para dar explicações", disse o deputado Pauderney Avelino (DEM-AM), autor do pedido.

NÃO COLOU I - Versão de Lupi para voo é implodida pelo próprio PDT, que pede entrega do cargo


                                                             Charge www.Fusca.com.br

BRASÍLIA - Desmentido quatro vezes pelos fatos – e ontem por seu próprio partido, o PDT –, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, não apresentou à presidente Dilma Rousseff provas materiais sobre o custo e pagamento do voo ao lado de um empresário dono de ONG que mantém convênios com a pasta que comanda e começou a ser abandonado por correligionários. O presidente interino do PDT, André Figueiredo (CE), aconselhou o ministro a deixar o cargo.

O Planalto aguarda novas versões que o ministro apresentará hoje, em depoimento ao Congresso, para avaliar quando ele será substituído.
Uma das versões de Lupi foi implodida nesta quarta-feira, 16, pelo próprio PDT. O ministro dissera que o voo com o empresário Adair Meira, da ONG Pró-Cerrado, com negócios suspeitos com o Trabalho, fora pago pelo PDT do Maranhão. Mas o orçamento da viagem do ministro não está na prestação de contas do PDT maranhense. O presidente estadual da partido, Igor Lago, negou que o diretório regional tivesse dinheiro em caixa para bancar o aluguel de aeronave e disse que o partido quer apenas “ajudar a esclarecer todos os fatos”.
Com a prestação de contas do partido em mãos, Igor Lago afirmou que o PDT maranhense não tem responsabilidade pelo aluguel de qualquer aeronave para deslocamento do ministro no Maranhão.
“Ontem (terça-feira, 15) mesmo recebi a declaração de contas, que está registrada no Tribunal (de Contas do Estado). Não consta nada sobre transporte aéreo, o diretório regional não arcou com esta despesa”, disse.
       
E emendou: “O PDT não tem condições financeiras para arcar com os custos de uma viagem dessas. Portanto, PDT não pagou os voos utilizados pelo ministro”.

Fonte Estadão http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,versao-de-lupi-para-voo-e-implodida-pelo-proprio-pdt-que-pede-entrega-do-cargo,799291,0.htm           

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

CARLOS LUPI PEGO NA MENTIRA III - Lupi mentiu para o Planalto ao negar viagem no King Air

Ministro do Trabalho perdeu sobrevida até a reforma de janeiro

Gerson Camarotti
Isabel Braga


A visita do Ministro Carlos Lupi ao município de Grajaú, no Maranhão, num avião que ele havia afirmado não ter usado Terceiro
BRASÍLIA - O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, não mentiu apenas ao Congresso Nacional. Mentiu também para o Palácio do Planalto. Na sexta-feira, quando o governo soube que seria divulgada reportagem na revista "Veja" sobre a viagem de Lupi ao Maranhão, o ministro enviou ao Planalto a informação de que não tinha ligação com o empresário Adair Meira, que comanda uma rede de ONGs conveniadas com o ministério, e negou que tivesse viajado num King Air oferecido pelo dirigente de ONGs.

No sábado, o ministério voltou a dizer em nota oficial que Lupi só utilizou o avião bimotor Sêneca. Mas o ministro foi desmentido pelas imagens. Nas palavras de um interlocutor direto da presidente Dilma Rousseff, a sobrevida dada a Lupi até a reforma ministerial em janeiro já não existe. Avaliação feita nesta terça-feira por integrantes do núcleo do governo foi a de que Lupi deve uma explicação pública convincente. E, se isso não ocorrer, o Planalto espera que o PDT conduza o processo de substituição de Lupi o mais rápido possível.
A expectativa no Palácio do Planalto era que, durante o feriado, a crise política envolvendo Lupi perdesse fôlego. Nesta terça-feira, porém, a constatação foi de que a crise só aumentou com as versões apresentadas sobre o mesmo fato. Para piorar a situação, o site da revista "Veja" divulgou nesta terça-feira vídeo em que Adair aparece nas mesmas imagens em que Lupi é filmado chegando a uma cidade do interior maranhense em dezembro de 2009. Os dois estavam a bordo do King Air, prefixo PT-ONJ, que pousou na cidade maranhense de Grajaú.
Segundo um ministro, Lupi está extremamente fragilizado e só piorou sua situação com declarações polêmicas nos últimos dias. No Planalto, Lupi é chamado de "fanfarrão". Já há avaliação interna de que sua permanência começa a contaminar a agenda do governo.

O constrangimento com Lupi nesse episódio não é só no Planalto, mas na base aliada e até no PDT. Apesar das negativas oficiais, integrantes da cúpula do PDT afirmaram nesta terça-feira ao GLOBO que Lupi não se sustenta mais.

- Lupi falou grosso demais e a realidade está contradizendo a retórica. Agora, acho que ele não teria mais o apoio de antes - avaliou um dirigente pedetista.

 

PDT do Maranhão não alugou avião

O desconforto também tomou conta dos partidos governistas.

- Desde que surgiram as denúncias, a situação de Lupi só piorou. Peixe morre pela boca. Até agora, ele só se atrapalhou - constatou o líder do PT, deputado Paulo Teixeira (SP).

Nesta terça-feira, o presidente do PDT do Maranhão, Igor Lago, disse ter ficado surpreso com a nota divulgada pelo Ministério do Trabalho, que atribuiu ao diretório regional, ao ex-governador do estado Jackson Lago, já falecido, e ao deputado Weverton Rocha a responsabilidade pelos deslocamentos feitos em 2009 para as agendas no interior do estado. Filho de Jackson, Igor disse que o pai não tinha recursos para bancar fretamento de aviões. Presidente do PDT do Maranhão desde junho deste ano, ele pediu as prestações de contas da legenda à Justiça Eleitoral em 2009. Pedetistas adiantaram que não consta despesa com aluguel de avião naquele ano, o que pode complicar ainda mais a delicada situação de Lupi.

- Envolver o nome do ex-governador, que sempre viveu do salário de médico e professor? Acredito que a nota tenha sido feita às pressas, para justificar a denúncia. Mas como fazer a nota sem checar com o diretório? Vou ver as prestações, mas, pelas informações que tenho dos companheiros, acho muito difícil que o partido tenha arcado com as despesas de fretamento de aeronave, até porque o partido não tem receita para isso - disse Igor

Para o deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), os recibos do fretamento da aeronave precisam ser apresentados. Ele lembrou que a bancada do PDT recebeu documentos com as explicações de Lupi sobre as primeiras denúncias, mas que novos fatos vieram à tona:

- Se surgem novas informações e os recibos, a ordem de pagamento, não são apresentados, fica complicado - disse Paulo Rubem.

A oposição vai bater na tecla de que Lupi mentiu no depoimento que deu à Câmara. Nesta quarta-feira, os partidos de oposição tentarão aprovar, na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, a ida à Câmara dos novos personagens da denúncia, como o ex-secretário do ministério Ezequiel Nascimento e Adair Meira. O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), afirmou que o partido vai pedir que a Mesa Diretora da Câmara abra um procedimento para apurar crime de responsabilidade cometido por Lupi. A assessoria de imprensa de Lupi não se manifestou.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/lupi-mentiu-para-planalto-ao-negar-viagem-no-king-air-3246612#ixzz1drLAdwUU
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CARLOS LUPI PEGO NA MENTIRA II - ONGs e aviões agravam situação de Lupi e Dilma pede novas explicações

Em vez de esperar reforma ministerial, em 2012, presidente vai traçar destino do ministro a partir das novas explicações que ele terá de dar hoje ou amanhã

RUI NOGUEIRA, DENISE MADUEÑO / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
 

Os indícios de que o ministro do Trabalho e o PDT usaram favores de uma organização não governamental (ONG) e de empresas para contratar aviões a serviço de viagens partidárias agravaram a situação de Carlos Lupi. Em vez de esperar para definir sua situação só na reforma ministerial, em 2012, a presidente Dilma Rousseff vai traçar o futuro do ministro a partir das novas explicações que ele terá de dar hoje ou amanhã por conta do noticiário dos últimos dias.

Veja também:
Vídeo mostra ministro em viagem oficial com dono de ONGs
Dono de ONG desmente Lupi e afirma que viajou com o ministro
Explicações de pedetista não convencem Planalto


Reprodução
Na Câmara, Carlos Lupi, disse que não possui nenhuma relação com Adair Meira (à esquerda na foto)

Além das novas explicações para Dilma, Lupi vai ter de se defender, no próximo sábado, na reunião do Diretório Nacional do PDT. Um dos itens da agenda da reunião é "a prestação de contas do ministro Carlos Lupi de suas ações à frente do Ministério do Trabalho e Emprego". Perante os cerca de 300 integrantes partidários, Lupi tentará uma sobrevida cavando, se possível, uma nota oficial de apoio do PDT à sua permanência na pasta.

Apesar de já ter trocado seis ministros - cinco deles por suposto envolvimento em casos de tráfico de influência e corrupção -, a presidente não deu ao ministro do Trabalho um salvo-conduto de permanência até o fim do ano. Um assessor do Planalto resumiu ontem ao Estado a situação do ministro: "Lupi não tem a garantia de que fica até a reforma ministerial; Lupi tem a garantia da presunção da inocência, que a presidente Dilma dá a todos, como manda a lei".

A presunção de inocência, contudo, fica cada vez mais difícil. Ontem o site da revista Veja publicou um vídeo que mostra Lupi e Adair Meira, dono da ONG Pró-Cerrado, desembarcando do avião King Air usado em viagem pelo Maranhão em 2009. Além deles, estavam presentes Ezequiel Nascimento, ex-secretário de Políticas Públicas de Emprego do ministério, o ex-governador Jackson Lago (já falecido) e o deputado Weverton Rocha (PDT-MA), ex-assessor de Lupi.

O noticiário de revistas e jornais deixou o ministro "com jeito de Wagner Rossi" - Rossi saiu da Agricultura ao admitir que usou o jatinho da OuroFino Agronegócios, empresa que mantinha contratos com o ministério e foi sua doadora eleitoral. Na avaliação do Planalto, o "jeito Rossi" do ministro do Trabalho quer dizer o seguinte: 1) apareceram indícios de que ele viajou de favor, num esquema envolvendo a Pró-Cerrado, ONG que já ganhou quase R$ 14 milhões em convênios com o Ministério do Trabalho e é próxima de lideranças do PDT de Goiás; 2) o próprio PDT não conseguiu dar uma resposta cabal sobre quem pagou os aviões usados pelo partido e pelo ministro, na viagem pelo interior do Maranhão.

A não ser que haja uma troca explícita de favores, nenhuma empresa de táxi aéreo aceita receber com dois anos de atraso por um serviço prestado. O dono da Pró-Cerrado admitiu, em entrevista ao Estado, que foi ele quem ajudou o PDT a fazer a reserva do King Air usado no Maranhão. Adair Meira lembrou, ainda, que também foi utilizado um bimotor Sêneca, que o deputado Weverton Rocha diz ter sido contratado pelo partido - mas o PDT não provou quem pagou.


Fonte Estadão http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,ongs-e-avioes-agravam-situacao-de-lupi-e-dilma-pede-novas-explicacoes-,798954,0.htm

terça-feira, 15 de novembro de 2011

CARLOS LUPI PEGO NA MENTIRA - Fotos mostram Ministro de Dilma em avião citado por revista

Imagens foram publicadas por site sediado em Grajaú, munícipio do Maranhão visitado por Carlos Lupi


Adriano Ceolin e Severino Motta, iG Brasília | 14/11/2011 22:31

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Imagens publicadas pelo site Grajaú de Fato mostram o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, descendo de aeronave de prefixo PT-ONJ. Trata-se do mesmo número relatado em reportagem da revista Veja desta semana sobre o avião alugado por uma Organização Não-Governamental de Goiás suspeita de irregularidades na pasta.

Exclusivo iG: Ex-secretário de Lupi é pressionado a mudar versão sobre uso de avião



Foto: Grajaú de Fato
Lupi desce de aeronave alugada por ONG, segundo revista

A 580 km de São Luís, Grajaú foi um dos sete municípios do Maranhão visitados por Lupi em viagens realizadas nos dias 11, 12 e 13 de dezembro. Em nota divulgada no sábado, ele confirmou “deslocamentos dentro do Estado do Maranhão”. No entanto, o ministro negou ter usado o avião citado pela revista, um King-Air branco em detalhes em azul, PT-ONJ.


Foto: Grajaú de Fato
Nascimento (camisa vermelha) é principal testemunha de uso de avião de ONG
Na nota, Lupi diz ter usado um Sêneca, fabricado pela Embraer. “Os deslocamentos realizados dentro do Estado do Maranhão para agendas, parte em veículos de filiados, e parte em aviões de pequeno porte, tipo Sêneca, foram de responsabilidade do Diretório Regional do PDT do Maranhão”, disse.

Nesta segunda-feira, a reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, conseguiu contato com Adair Meira, dono da ONG que teria sido responsável pelo aluguel da aeronove. Ele desmentiu Lupi e contou ter providenciado o avião para o ministro. Na quinta-feira passada, em audiência na Câmara dos Deputados, o ministro do Trabalho afirmou que não conhecia o dono da entidade.

Além de Lupi e Meira, participaram da viagem o então governador do Maranhão Jackson Lago, que morreu em abril deste ano, o atual deputado federal Weverton Rocha (PDT-MA) e o então secretário de Políticas do Emprego, Ezequiel Sousa do Nascimento. Nas imagens divulgadas pelo Grajaú de Fato, aparecem Lago, Lupi e Nascimento. 

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

DENÚNCIA NO TRABALHO - Ministério de Lupi vira 'mercado de lobby' comandado por ex-funcionários

LEANDRO COLON , MARTA SALOMON / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, permite a atuação de lobistas dentro do ministério para negociar a liberação do registro sindical.

São ex-funcionários da pasta, alguns ligados ao próprio Lupi, que agem como intermediários, com livre acesso aos gabinetes, para acelerar processos, furar a fila de outros, negociar pendências e garantir para um sindicato parte do bolo anual de R$ 2 bilhões arrecadados com o imposto sindical. Quem paga o pedágio do lobby tem a promessa de jogo rápido, segundo sindicalistas ouvidos pelo Estado.

De 2007 até hoje, período em que Carlos Lupi está no comando, cerca de 1.120 entidades sindicais conseguiram registro. Na terça-feira passada, Lupi encontrou a lobista Martha Moreira de Freitas na reunião do Conselho Curador do FGTS, presidido pelo ministro. Ela é do Grupo de Apoio Permanente (GAP) do conselho e ainda ganha dinheiro para cuidar dos interesses dos 400 sindicatos filiados à Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) nos processos de registro sindical no ministério. Tem trânsito livre no gabinete da secretária de Relações do Trabalho, Zilmara David de Alencar, que recebe os pedidos de carta sindical.

A relação próxima da secretária com a lobista é antiga. A "consultora" Martha de Freitas, como ela se apresentou ao jornal, trabalhou na pasta até 2009. Confessou ao Estado, inclusive, que ajudou a fazer a portaria 186, que estabeleceu em 2008 novas regras para o registro sindical. Hoje, ajuda sindicatos a consegui-lo. Procurada pela reportagem, ela disse: "Não cite meu nome pelo amor de Deus. Você quer f... com meu trabalho".

A lobista admitiu que sua influência é o segredo do negócio. "Se eu falar que não tenho contato, estou sendo hipócrita. Ajuda porque tenho conhecimento, não vou utilizar meu conhecimento? Eu ajudei a fazer a portaria", disse. Ela não quis revelar quanto cobra para conseguir o registro: "Não vou falar preço de nada. Tem sindicatos que podem pagar melhor, tem outros que tenho dó e faço de graça. Você quer complicar minha vida, a imprensa está desacreditada".

A contratação desta intermediação abre caminho, segundo sindicalistas, para agilizar os processos e, inclusive, barganhar o "preço" do registro, algo que o ministério sempre negou existir apesar de denúncias recorrentes. A Força Sindical, por exemplo, fez duas funcionárias do ministério, Samanta Costa e Monique Mondêgo, mudarem de lado. "Elas eram terceirizadas no ministério. Nós as levamos para trabalhar na Força para ajudarem a turma a montar sindicato", disse o presidente da central, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP).



Fonte http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,ministerio-de-lupi-vira-mercado-de-lobby-comandado-por-ex-funcionarios-,798386,0.htm

domingo, 13 de novembro de 2011

OPERAÇÃO SALVA LUPI - Presidente do PT sai em defesa de Lupi e Agnelo

Eduardo Bresciani 
O presidente do PT, Rui Falcão, saiu neste sábado, 12, em defesa do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, do PDT, e do governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz. Os dois têm sido alvos de denúncias nas últimas semanas. Falcão participa da abertura 2º Congresso da Juventude do PT, em Brasília.

Dida Sampaio/AE
Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, do PDT tem sido alvo de denúncias nas últimas semanas

Em relação às irregularidades no ministério do Trabalho, o presidente do PT não vê motivos para afastar Lupi da pasta. "Vendo o teor das denúncias, não vi razão para substituí-lo", afirmou. "Não tem nenhuma denúncia comprovada", completou Falcão.

Sobre a situação de Agnelo, que tem sido alvo de denúncias em relação a sua atuação no ministério do Esporte e na Anvisa no governo Lula, o presidente petista também não vê motivos para preocupação. "Recusaram um pedido de impeachment e ficou claro que o denunciante foi encomendado", comentou.

O presidente do PT citou Agnelo também no discurso que fez para a militância. "Esses canalhas e caluniadores tentam atingir o Agnelo,mas o objetivo é atingir o PT", disse. Falcão fez ainda uma saudação a "todos aqueles que votaram no Agnelo para acabar com aquela corja". O petista venceu a eleição no ano passado derrotando Weslian Roriz (PSC), esposa do ex-governador Joaquim Roriz (PSC), que desistiu da disputa no meio da eleição por ter sido enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

Falcão falou ainda sobre a candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad, para a prefeitura de São Paulo. Segundo ele, com a desistência dos adversários a oficialização da candidatura deverá  acontecer no início do próximo ano em um encontro do partido na cidade. Afirmou que o PT vai procurar outros partidos, mas considerou pequena a chance de um acordo com o PMDB já para o primeiro turno.

"Pelo que vimos no encontro do PMDB ele estão dispostos mesmo a lançar o Gabriel Chalita. Então, se não for possível no primeiro turno, vamos
 

sábado, 12 de novembro de 2011

DENUNCIA NO TRABALHO - Convênio suspeito beneficiou empresas de filiados do PDT

Uma ONG de Santa Catarina, presidida por um pedetista, usou verbas do Ministério do Trabalho para beneficiar empresas de filiados ao PDT, informa reportagem de Breno Costa e Fernando Mello, publicada na Folha deste sábado (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Muitos dos serviços não foram prestados ou foram pagos em duplicidade, segundo um relatório inédito da CGU (Controladoria-Geral da União) obtido pela Folha.

Veja Tambem

Gustavo Lima - 10.nov.2011/Agência Câmara
Ministro Carlos Lupi fala em comissão na Câmara

Ministro Carlos Lupi fala em comissão na Câmara

O convênio, firmado entre o ministério e a Adrvale (Agência de Desenvolvimento do Vale do Rio Tijucas e Rio Itajaí Mirim), é o mesmo que, como a Folha revelou ontem, tornou-se alvo de um inquérito da Polícia Federal por irregularidades em licitações.
A Adrvale diz que o atual presidente é filiado ao PDT, mas isso não influencia nas escolhas da entidade ou na contratação de empresas.
O Trabalho diz que o convênio foi assinado após seleção com chamada pública, com a escolha da entidade com maior capacidade técnica, "não sendo avaliadas por este ministério questões partidárias". Segundo a pasta, foram feitos dois "monitoramentos" que não encontraram irregularidades.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

SUPERFATURAMENTO - ONG do PDT superfatura computadores e lanches no Trabalho

iG teve acesso a relatório de técnicos do TCU que constatou irregularidades em convênios na pasta comandada por Carlos Lupi
Adriano Ceolin e Severino Motta, iG Brasília | 10/11/2011 07:30
            Veja Tambem
    
                

Foto: AE Ampliar
Ministro Lupi será ouvido hoje em audiência na Câmara dos Deputados

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou um rombo de R$ 249 mil na compra de lanches em prestação de contas de duas Organizações Não-Governamentais (ONGs) ligadas ao PDT e contratadas pelo Ministério do Trabalho para capacitar motociclistas em Goiás. Produzido por técnicos do tribunal, o relatório constatou também gastos acima do valor de mercado no aluguel de equipamentos de informática.
O iG teve acesso à integra do relatório. Por R$ 5,2 milhões, a Federação Interestadual dos Mototaxistas e Motoboys Autônomos de Goiás (Fenamoto) e o Sindicato dos Trabalhadores de Condutores de Veículos de Duas Rodas (Sindimoto) fizeram convênios com a pasta do Trabalho. As duas entidades são ligadas ao PDT, partido cujo presidente licenciado é Carlos Roberto Lupi, ministro do Trabalho. 

A Fenamoto e o Sindimoto têm entre seus fundadores o ex-vereador Robson Alves Paulino. Segundo o Sistema de Informações Sindicais do próprio Ministério do Trabalho, ele é o presidente da Fenamoto. Até meados de março deste ano, Paulino era o tesoureiro do diretório regional do PDT de Goiás. O iG procurou o dirigente sindical na Fenamoto, mas ele não deu retorno até a publicação desta reportagem.
Em 2010, o diretório goiano pededista sofreu um intervenção e foi presidido por Marcelo Panella, tesoureiro nacional do PDT. Panella é o principal braço financeiro do partido e homem de confiança de Lupi. Até agosto de 2011, ele foi chefe de gabinete do ministro do Trabalho. Acabou demitido em meio a suspeitas de que achacou ONGs que prestaram serviços à pasta. Em entrevistas, Panella tem negado todas as acusações e diz que deixou a pasta “por questões pessoais”.
Lanches
Na prestação de contas dos dois convênios em Goiás, o TCU verificou que a quantidade de lanches (os técnicos tratam como unidades de alimentação) distribuída é superior ao número de alunos dos cursos de capacitação. Do Sindimoto é cobrada a devolução de R$ 200 mil. Da Fenamoto, os técnicos reclamam a não comprovação de R$ 48,4 mil gastos.
“Considerando esses 2.472 alunos, que teriam 200 horas/aula, com uma carga diária e 5 horas/aula, teríamos o total de 98.880 u.a (unidades de alimentação) que deveriam ter sido fornecidas. Da diferença entre as 162.540 u.a. e as 98.880 u.a, apura-se um débito de R$ 200.529,00”, diz trecho do relatório produzido por técnicos do TCU.
  Os problemas no Ministério do Trabalho
No convênio com a Fenamoto, a mesma constatação é feita. Há um número de lanches incompatível em relação à quantidade de alunos: “Assim, se há no cadastro do convênio 931 alunos, o que diminuiria as unidades de alimentação fornecidas, haveria um débito de R$ 48.436,75, pois em vez de 52.715, deveriam ter sido fornecidas, apenas, 37.240 u.a”.
Equipamentos de informática
De acordo com relatório do TCU, a Fenamoto alugou projetores, notebooks e impressoras com valores acima do mercado. “Os valores pagos pelo aluguel superam os valores para aquisição de equipamentos similares”, diz o relatório.
“Observa-se que a Fenamoto pagou pela locação de cada equipamento, para os dias contratados, os seguintes valores: R$ 4.400,00 por projetor, R$ 550,00 por notebook e R$ 3.300,00 por impressora”.
De acordo com a fiscalização, a entidade também não identificou a marca dos equipamentos. “Não obstante a falta de informações sobre os equipamentos alugados, como marca e modelo, o que impossibilitou efetuar orçamento exato das locações”, relatam os técnicos do TCU.
Além dos problemas identificados com equipamento de informática e compra de lanches, os técnicos do TCU listaram outras irregularidades como “o pagamento de despesas em duplicidade e de despesas sem respaldo legal; pagamentos de serviços de transportes não prestados; e contratação direta de serviços advocatícios sem demonstração de singularidade do objeto”.
O iG procurou os dirigentes da Fenamoto e do Sindimoto, mas até a publicação desta reportagem eles ainda não haviam se manifestado. O portal também encaminhou questionamentos ao Ministério do Trabalho. Até agora não houve resposta