Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quarta-feira, 18 de abril de 2012

BUEIROS NO RIO - Bueiro solta fumaça no Centro do Rio

POR Luarlindo Ernesto

Rio
- Um bueiro soltou fumaça por volta das 9h30 desta quarta-feira no Centro do Rio, na Rua Visconde de Inhauma, entre a Rua da Quintada e Avenida Rio Branco. De acordo com testemunhas, o bueiro teria pegado fogo, mas às 9h40, havia apenas fumaça no local. Bombeiros já foram chamados e enviaram uma equipe para a ocorrência.

Duas faixas da via chegaram a ser interditadas mas foram liberadas às 10h. Por conta disso, há retenção chegando na Rua Primeiro de Março, altura da Avenida Presidente Vargas.

Bueiro solta fumaça no Centro do Rio | Foto: Leitor @catunda





sexta-feira, 6 de abril de 2012

VANDALISMO NO RIO - Fachada da Biblioteca Nacional é alvo da ação de pichadores

Fachada da Biblioteca Nacional é alvo da ação de pichadores
No Aterro do Flamengo, sede da Rio +20, placa de sinalização também sofre com vandalismo
Leonardo Gorges e Marcello Corrêa, com os leitores Saulo Dutra de Andrade e Marcos Aurélio Bassolli Alves

Prédio histórico do Centro sofre com a ação de vândalos
Foto do leitor Saulo Dutra de Andrade

RIO
- Um dos patrimônios históricos mais importantes do Rio, o prédio da Biblioteca Nacional não escapou da ação de vândalos, que picharam parte da fachada do edifício inaugurado no início do século passado, no Centro. A ação, registrada pelo leitor Saulo Dutra de Andrade, mostra pichações, algumas delas com referências a torcidas organizadas.

Segundo a arquiteta do Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Nacional (Iphan), Catherine Gallois, a limpeza só pode ser feita por mão de obra especializada para evitar danos ao edifício e deve ser executada o mais breve possível, a fim de evitar que as ações de vândalos continuem.

- O que mais inibe os vândalos é manter os locais limpos, já que muitas vezes a continuidade das pichações se dá por outros grupos para responder ao que já foi feito - diz a arquiteta.

Para o leitor, os responsáveis pelos atos de vandalismo precisam ser punidos.
“Quem vai pôr fim a esse tipo de agressão escancarada ao nosso patrimônio cultural e artístico? Prefeitura ou Estado? Quem vai identificar e levar à Justiça esses criminosos noturnos?”, indaga ele no relato que fez ao Eu-Repórter.

Segundo a Fundação Biblioteca Nacional, uma licitação está aberta para realizar os reparos na fachada e nova pintura. Por meio de nota, a fundação acrescenta que estão sendo mantidas negociações com outras instituições da região da Cinelândia para se criar um cinturão cultural. O objetivo é estimular um maior aproveitamento do local, o que coibiria a ação dos vândalos.

“Acreditamos que esta ocupação gerará um maior cuidado com o patrimônio, assim como uma maior conscientização da população”, diz o documento.

Aterro do Flamengo e igrejas históricas também sofrem com vandalismo
No Parque do Flamengo, uma das sedes da conferência Rio +20 em junho, uma placa de sinalização também foi alvo de vandalismo. O flagrante foi feito pelo leitor Marcos Aurélio Bassolli Alves, que reclamou da falta de conservação do local.

“Sou um frequentador do parque. Ando de um extremo ao outro, todo dia, e esse tipo de problema é recorrente. Aquela placa é belíssima, no formato do parque, mas, infelizmente, está malconservada”, relatou o leitor ao Eu-Repórter.

O local é administrado pela Fundação Parques e Jardins, que prometeu solicitar a limpeza da placa à Secretaria de Conservação e Serviços Públicos até a próxima segunda-feira (9).

Em março, leitores denunciaram que quatro igrejas cariocas, três delas tombadas pelo Iphan, também sofreram com a ação de pichadores. Naquele caso, a remoção seria ainda mais difícil pois as pichações foram feitas em pedras.

Segundo a arquiteta Catherine, neste caso, “pode parecer contraditório, mas quanto mais as pedras são limpas, mais elas se desgastam.” A limpeza pode ser agressiva devido aos produtos químicos que são utilizados.



Fonte O Globo Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/eu-reporter/fachada-da-biblioteca-nacional-alvo-da-acao-de-pichadores-4505184#ixzz1rFmMpXwO

domingo, 19 de fevereiro de 2012

VAI VENDER - Cabral negocia venda de terreno que abriga PM no Rio #RIO

Rio - O governador do Rio, Sérgio Cabral, afirmou hoje que estão avançadas as negociações para a venda de um terreno no centro da cidade do Rio que abriga atualmente o quartel general da Polícia Militar. Um dos interessados no terreno é a Petrobras.

Segundo o governador, o prédio histórico será preservado e se transformará em um museu. No resto do terreno, a estatal, se confirmada a compra, deverá construir um novo prédio. A nova sede da PM será nas proximidades do Sambódromo. "O terreno da Evaristo da Veiga, onde fica o atual quartel, vai ser vendido, provavelmente para a Petrobras, que precisa de uma nova torre. Aqui perto do Sambódromo vamos construir uma sede da PM com um novo conceito, de centro administrativo e não de quartel", disse

Fonte Agencia Estado     

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

PROJETO SUMIU - Projeto de prédio que desabou não é encontrado nos arquivos da prefeitura

Para especialistas, projeto estrutural pode determinar causas da tragédia.
Desabamento de prédios na Rua Treze de Maio deixou ao menos 17 mortos.
Do RJTV



Uma comissão de engenheiros especializados em estruturas, do Clube de Engenharia do Rio, afirmou que o projeto estrutural do Edifício Liberdade, um dos três prédios que desabaram no Centro do Rio, no dia 25 de janeiro, pode ser determinante para desvendar as causas do acidente. O laudo oficial que vai determinar a causa do desabamento ainda não foi divulgado, já que segundo o Clube de Engenharia, ele só poderá ser feito com o projeto estrutural do Edifício Liberdade. Mas esse projeto não está sendo encontrado nos arquivos da Prefeitura do Rio.
Em reunião na Câmara dos Vereadores, um grupo de engenheiros do Clube de Engenharia apresentou três projetos de lei para evitar desastres como o ocorrido no Centro da cidade.
Eles propuseram a criação de um banco de dados digital para abrigar as plantas de arquitetura, estrutura e instalação dos prédios; a obrigatoriedade da autovistoria, que seria feita a cada cinco anos por um engenheiro contratado; e a necessidade de licenciamento na prefeitura para obras internas que possam afetar a estrutura dos prédios.
A Secretaria de Urbanismo ainda não confirmou a informação de que o projeto de estrutura do prédio desapareceu dos arquivos. Já de acordo com a Defesa Civil, o Edifício Capital, prédio vizinho ao desabamento, só poderá ser liberado após o fim das obras que são feitas pelo próprio condomínio com a supervisão da Secretaria de Urbanismo. E a Secretaria disse que depende do cronograma de obras elaborado pela empresa responsável.~

17 vítimas identificadas
Na quarta-feira (8), a 17ª vítima do desabamento foi identificada. De acordo com a Polícia Civil, o corpo de Omar Mussi foi identificado por exames de DNA.
Desde o dia 25 de janeiro, quando os três prédios ruíram na Rua Treze de Mario, bombeiros resgataram 17 corpos. Mais cinco pessoas, de acordo com a Defesa Civil, estariam desaparecidas.

Especialista em tecnologia, Omar Mussi dava aula para um grupo de alunos em um curso avançado de TI no momento em que ocorreu o desabamento do Edifício Liberdade.  

Engenheiro é ouvido pelo Crea sobre obra em prédio que desabou
Na quarta-feira (8), c Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ) ouviu o engenheiro Paulo Sérgio Cunha Brasil, que emitiu uma explicação técnica sobre as obras da empresa T.O, que ficava no Edifício Liberdade, um dos três prédios que desabaram no Centro do Rio.
Paulo Sérgio argumentou que foi contratado pela T.O apenas para apresentar uma explicação técnica sobre o peso do entulho depositado no terceiro andar, que passava por obras. O documento foi solicitado pelo síndico do edifício. O engenheiro relatou que visitou o terceiro andar edifício, em novembro, apenas uma vez, e em seguida emitiu a explicação.
Paulo Sérgio contou que viu apenas três sacos de cimento, o que representa 150 quilos, em todo o andar. De acordo com o engenheiro, a norma diz que cada metro quadrado pode suportar até 150 quilos.
No entanto, para o Crea-RJ, o engenheiro pode ser penalizado com o pagamento de multa, já que ele deveria ter assinado a responsabilidade técnica da obra, quando vistoriou o terceiro andar da construção.
Para Luis Cossenza, integrante da Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes (Capa) do Crea-RJ, o engenheiro Paulo Sérgio emitiu um laudo, e não apenas uma explicação técnica.
O Crea-RJ informou que já convocou o síndico do Edifício Liberdade para prestar mais esclarecimentos sobre as obras realizadas no prédio.
Raio-x do Edifício Liberdade (Foto: Arte/G1)


 
   

sábado, 11 de fevereiro de 2012

BUEIROS VOADORES - Centro e Tijuca concentram a maioria dos bueiros #EutenhooMeuBueiro

Centro e Tijuca concentram bueiros-bomba
Bairros apresentaram o maior número de galerias à beira da explosão. Segunda, vistoria volta a ser feita só pela Light e CEG
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POR Christina Nascimento
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Rio - O Centro e a Tijuca são os bairros, de uma lista de 28, com o maior número de bueiros-bomba na cidade. O resultado consta em um relatório feito pela prefeitura durante seis meses de fiscalização. Nesse período, foram realizadas 40.320 vistorias, que apontaram 314 bueiros com alto risco de explosão.
A partir de segunda-feira, o Município deixa de fazer o monitoramento e devolve essa responsabilidade à Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio (Agenersa). A agência vai acompanhar o trabalho de vistoria, que deixará de ser feito por equipe contratada pela prefeitura e passará para a Light e CEG, as donas das galerias. Segundo o secretário municipal de Conservação, Carlos Roberto Osório, as empresas terão que enviar à prefeitura relatórios semanais sobre as inspeções.
“Estamos devolvendo a responsabilidade a quem é de direito. O trabalho preventivo justifica a redução de explosões nesses seis meses. Não há como ter garantia de 100%. Mas a chance de novos acidentes diminuiu bastante”, afirmou Osório.
O monitoramento será realizado por funcionários da Light e CEG que acompanhavam os técnicos da Concremat, empresa contratada pela prefeitura para fazer as medições do nível de explosividade. Serão quatro turmas, devendo cada uma vistoriar, no mínimo, 100 caixas por dia, totalizando a vistoria de 400 caixas diariamente.
Se for constatado índice de explosividade igual ou maior que 80%, CEG e Light devem enviar equipe ao local em até duas horas. Caso seja detectada a presença de gás canalizado, a CEG deverá consertar o problema rapidamente, monitorar o local e enviar a cada 48 horas para a Agenersa relatório detalhado sobre a situação.

Vias de risco
A vistoria em galerias subterrâneas feita pela Prefeitura do Rio mostrou quais são as ruas de cada bairro da cidade com maior número de bueiros com alto risco de explosão.
Centro: 155
Avenida Treze de Maio, Rua Primeiro de Março e Rua Mem de Sá
Tijuca: 49
Rua Conde de Bonfim e Rua Bom Pastor
Copacabana: 41
Avenida Nossa Senhora de Copacabana e Avenida Barata Ribeiro
Botafogo: 21
Praia de Botafogo e Rua da Passagem
Laranjeiras: 14
Rua das Laranjeiras e Rua Pinheiro Machado
Flamengo: 12
Rua Senador Vergueiro e Rua Silveira Martins também

Fonte O Dia

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

DESABAMENTO NO RIO - Laudo da perícia sobre tragédia no Centro deve sair em 30 dias

Segundo a Polícia Civil, documento vai explicar o porquê da tragédia
Rogério Daflon

RIO - O diretor do Departamento de Polícia Técnica da Polícia Civil do Rio, Sérgio Henriques, informou que o laudo da perícia sobre o desmoronamento do Edifício Liberdade, na Avenida Treze de Maio, no Centro, sairá daqui a 30 dias. O laudo, segundo ele, vai explicar em detalhes o porquê da tragédia. O desabamento do Liberdade, que tinha 20 andares, ocorreu no dia 25 de janeiro passado.— Há uma ansiedade da sociedade por esse laudo. Vamos tentar entregá-lo à 5 DP (Gomes Freire) até antes de completar um mês, talvez em 20 dias. Há três peritos trabalhando exclusivamente na conclusão do laudo — disse Henriques.

De acordo com o diretor, desde o dia da tragédia, dez peritos têm trabalhado no caso. O grupo é formado exclusivamente por engenheiros civis, alguns deles especializados em cálculo estrutural.

— Eles vêm analisando os escombros e vídeos. Além disso, cada depoimento à polícia é acompanhado por um desses peritos. O último documento que nos restava eram as plantas do edifício, e isso nós recebemos na última sexta-feira — disse Henriques.

Ele adiantou que já há duas hipóteses descartadas.

— Eliminamos, por exemplo, a possibilidade de explosão por gás da CEG. Há outra hipótese eliminada, mas ela será divulgada em outra oportunidade — disse.

Com o desabamento do Liberdade, outros dois prédios desmoronaram: o Edifício Colombo, de dez andares, e um outro de cinco pavimentos. Ambos foram destruídos pelos escombros do Liberdade.

Especialistas consideram que diferentes hipóteses devem ser levadas em conta. As mais citadas são: excesso de peso, que pode ter resultado da quebra de um pilar ou de outro elemento estruturante; uma obra no nono andar, que pode ter atingido uma viga ou um pilar; corrosão das ferragens dos pilares; ou algum problema na fundação. O fato de as obras do metrô terem causado no prédio uma pequena inclinação, em 1976, também deve ser estudado, na visão de especialistas.

Esta semana deve sair o laudo técnico sobre o Edifício Capital, na Avenida Almirante Barroso, que, por ser vizinho do Liberdade, foi atingido por destroços e acabou interditado. Ontem, profissionais que ocupavam os escritórios tiveram apenas dez minutos para entrar no prédio, pegar objetos de valor e sair. Alguns deles disseram já estar pensando em rescindir os contratos de aluguel.

— Estou esperando a garantia de que o prédio é seguro. Se ela não vier logo, vamos deixar nosso escritório aqui. Já existem profissionais que estão rescindindo o contrato — disse a advogada Denise da Silva Costa.

Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/rio/laudo-da-pericia-sobre-tragedia-no-centro-deve-sair-em-30-dias-3902138#ixzz1lgZtZDSl

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

DESABAMENTO DO RIO - Associação de vítimas quer responsabilizar prefeitura por desabamentos

Associação de vítimas quer responsabilizar prefeitura por desabamentos
Para eles, anos de omissão de fiscalização permitiram a ocorrência das irregularidades que causaram a tragédia
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Parentes e amigos das vítimas participam de missa de sétimo dia na catedral metropolitana
Foto: Rafael Andrade / O Globo
Parentes e amigos das vítimas participam de missa de sétimo dia na catedral metropolitana
Rafael Andrade / O Globo
RIO - O advogado Octávio Blatter, representante da recém-criada associação de vitimas do desabamento dos três prédios na Rua Treze de Maio, no Centro do Rio, defendeu a inclusão da Prefeitura do Rio no rol de réus das ações de indenização. Segundo ele, anos de omissão da fiscalização permitiram a ocorrência de inúmeras irregularidades que provocaram a tragédia. A associação já entrou na 5ª Vara de Fazenda Publica com ação cautelar para obrigar a prefeitura a garantir a guarda dos objetos que foram recuperados. Segundo ele, Não houve cuidado com os objetos, documentos, e até mesmo restos mortais das vítimas.
A associação está reunida na Casa do Advogado, no Centro. Durante a reunião, o dentista Antônio Molinaro reclamou da falta de apoio das autoridades:
- Se fôssemos escola de samba já teríamos recebido um milhão do prefeito.
Também na tarde desta quinta-feira, a Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro (CEG) informou que já obteve autorização da Defesa Civil para restabelecer o fornecimento de gás para as ruas localizadas próximas aos três prédios que desabaram. Técnicos da CEG trabalham no local, e o fornecimento de gás deve ser totalmente normalizado na sexta-feira. Ainda de acordo com a CEG, o fornecimento de gás, no entanto, continua interrompido por medida de segurança no lado para da Avenida Treze de Maio, na Rua Manuel de Carvalho, entre a Avenida Treze da maio e Rua Vieira Fazenda; e no ramal do Número 6 da Avenida Almirante Barroso.
Mais cedo, o arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, realizou uma missa na Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro em homenagem às vítimas. Cerca de 150 pessoas, entre elas membros de sete famílias de vítimas, estiveram presentes. Ainda há um corpo e doze partes de corpos no Instituto Médico Legal aguardando identificação. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, parentes de cinco desaparecidos vão se submeter a teste de DNA para tentar identificar os restos mortais.
A cerimônia na catedral foi marcada por muita emoção. Jorge Vasconcelos, de 78 anos, pai do funcionário da TO Tecnologia Organizacional Luís Leandro Vasconcelos, de 40 anos, estava entre os parentes que foram à missa.
- Não sei o que fazer da vida. Ainda estou desorientado - disse Jorge.
Luis era casado, deixou três filhos e trabalhava há três meses na TO.
A filha do zelador Cornélio Ribeiro Lopes, Sandra Maria Ribeiro, disse que o pai faria 73 anos nesta quinta-feira.
- A gente precisa se reunir e tentar ver o que vai sair. Alguma coisa tem que ser feita. Precisamos manter a fé e a esperança - disse Sandra. - Ele era um homem muito bom, alegre e ia voltar para sua terra no Ceará.
Eunice dos Santos Cabral, mulher do funcionário da TO Celso Renato Braga Cabral, contou que o marido tinha pedido demissão e sairia da firma um dia depois da tragédia.
O comandante da Guarda Municipal, coronel Lima Castro, que também esteve na missa, disse que, depois de reunião com a associação das vítimas, a prefeitura decidiu disponibilizar um contâiner com banheiro junto aos destroços da Rodovia Washington Luiz. Os parentes e funcionários de salas dos edificios que desabaram deverão se cadastrar na Policia Civil para poder acompanhar de perto o trabalho dos bombeiros.

Tremor causa pânico na tarde de quarta-feira
Algumas pessoas que estavam no Edifício Octávio Noval, localizado na Avenida Almirante Barroso 22, desceram das salas onde estavam por volta das 17h30m de quarta-feira após sentirem uma vibração no prédio. A construção fica aos fundos dos prédios que desabaram na Rua Treze de Maio, no Centro do Rio. No início da noite de quarta-feira, um técnico da Defesa Civil estava no térreo do prédio, informando aos condôminos que a vibração é normal, provocada pelas máquinas que estão revirando os destroços. O funcionário informou ainda que não há risco de a estrutura do condomínio ser afetada.
Ainda na região da tragédia, funcionários do Edifício Capital, na Rua Almirante Barroso, receberam autorização na quarta-feira para buscar seus pertences nos escritórios que estavam interditados. Homens da prefeitura orientam as pessoas a pegarem os objetos mais importantes, num prazo de dez minutos. O prédio ficará aberto aos funcionários sempre das 18h às 20h.

sábado, 28 de janeiro de 2012

#DESABAMENTORJ - Bens de vítimas de queda de prédios são desviados no Rio #NinguemMerece

Denise Menchen
Juca Varela
DO RIO

A falta de controle sobre os escombros retirados do local do desabamento dos três prédios no centro do Rio fez com que a zona portuária virasse ponto de garimpo, informa reportagem de Denise Menchen e Juca Varela publicada na edição deste sábado da Folha.

 Juca Varella/Folhapress

Funcionário de empresa que trabalha em construção de museu vasculha bolsa no meio de entulho retirado de prédios

O lugar funciona como entreposto do entulho, que depois segue para um terreno na Baixada Fluminense. A Folha flagrou operários revirando bolsas, álbuns de fotos, peças de metal, cabos elétricos e telefônicos.

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Eles usavam uniformes da Secretaria estadual de Obras e de empreiteiras que trabalham na região. A prefeitura, responsável pelo entulho, vai investigar o caso. O Estado diz que a roupa pode ter sido usada indevidamente.

SUSPEITAS
O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), afirmou ontem (26) que os indícios apontam que é improvável que o desabamento dos três prédios tenha sido causado por uma explosão. A principal hipótese aponta para um problema na estrutura de um dos prédios.

O ajudante de obras Alexandre Fonseca, 31, que sobreviveu ao desabamento ao se abrigar dentro do elevador, afirmou, porém, que não mexeu em pilares, vigas e lajes, que poderiam comprometer a estrutura do local.

Segundo o Crea, não havia qualquer registro da obra que estava sendo realizada em dois andares do edifício Liberdade. A prefeitura afirma que os imóveis estavam em situação regular.



Victor R. Caivano/Associated Press

Bombeiro busca vítimas nos escombros dos prédios que caíram no centro do Rio; veja galeria de imagens 


DESABAMENTO

Os três prédios localizados ao lado do Theatro Municipal desabaram por volta das 20h30. Os edifícios tinham 18 (Liberdade), 10 (Colombo) e 4 andares. O teatro não foi atingido, mas seu anexo, onde funciona a bilheteria, sofreu danos por causa dos escombros.

Devido ao trabalhos no local do desabamento, a avenida 13 de Maio --onde ocorreram os desabamentos-- permanece interditada. A avenida Almirante Barroso também foi bloqueada entre a rua Senador Dantas e a avenida Rio Branco. Já Senador Dantas funciona com mão invertida entre a Almirante Barroso e a rua Evaristo da Veiga.



Editoria de Arte/Folhapress


Fonte Folha http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1040679-bens-de-vitimas-de-queda-de-predios-sao-desviados-no-rio.shtml

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

DESABAMENTO NO RIO - Suspeita de negligência: prédio que desabou tinha obras sem licença


Tragédia tem seis mortos e 20 desaparecidos. Trabalho de resgate continua pela madrugada

O Globo

 
Bombeiros dão prosseguimento ao trabalho de resgate de vítimas no Centro do Rio 
Marcelo Piu / O Globo
 
RIO - Negligência. Uma única palavra pode ser o ponto de partida para explicar a tragédia que se abateu sobre o Centro, na quarta-feira à noite, quando três prédios desabaram, matando seis pessoas e deixando seis feridos. Há ainda 20 desaparecidos que mobilizam equipes de resgate no coração da cidade. Mal começa a baixar, a cortina de poeira revela um cenário de destruição, mas também os primeiros indícios de que a lei foi, mais uma vez, ignorada. No Edifício Liberdade, no número 44 da Avenida Treze de Maio, que foi o primeiro a ruir, estavam sendo realizadas duas reformas de grande porte no terceiro e no nono andares, mas nenhuma delas tinha registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ). A última obra de que se tem notícia por ali é de 2008.

— São obras irregulares, com certeza — disse o presidente da Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes do Crea, o engenheiro Luiz Antonio Cosenza. — Já entramos em contato com a empresa para que informe quem eram os engenheiros responsáveis e que obras eram essas.

Os dois andares em questão eram ocupados pela empresa TO Tecnologia Organizacional. Sem o conhecimento de órgãos técnicos, a empresa só poderia fazer discretas intervenções. Não é o que estaria acontecendo. Há relatos de que quase todas as paredes de um dos andares haviam sido retiradas, o que pode ter sido crucial para o abalo estrutural. Porém, o advogado da TO, Jorge Willians Soares, garante que os serviços executados se limitavam à troca de carpetes antigos e à pintura de paredes. Ele prometeu entregar documentos comprovando sua versão na 5ª DP (Gomes Freire), onde já foi aberto um inquérito. O delegado Alcides Alves de Moura já ouviu o depoimento de seis pessoas, entre testemunhas e donos de imóveis no Edifício Liberdade.

Se o Plano Diretor da Cidade tivesse sido cumprido, a obra no Edifício Liberdade deveria ter sido licenciada pela Secretaria municipal de Urbanismo. Por meio de nota, o município alegou que o artigo 57 do Plano Diretor dispensa a licença prévia quando as reformas não envolvem aumento da área construída. Mas o mesmo artigo da lei prevê exceções: o licenciamento é obrigatório se a obra estiver no entorno de um bem tombado.

O Edifício Liberdade ficava ao lado do Teatro Municipal, tombado pelo Iphan desde 1973. Tão próximo que teve sua bilheteria, num prédio anexo, atingida por destroços. Não bastasse o vizinho mais próximo, ainda ficam nos arredores, que integram o Corredor Cultural do Centro, imóveis igualmente ilustres, como o Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara de Vereadores, o Museu de Belas Artes e a Biblioteca Nacional.

O subsecretário de Patrimônio Cultural, Intervenção Urbana, Arquitetura e Design, Washington Fajardo, tem outro entendimento da legislação. Segundo ele, a lei não pode ser aplicada de forma genérica.

— Esse item diz respeito apenas à ambiência no entorno dos prédios, mas não às partes internas de imóveis. Essa sempre foi a regra adotada pela prefeitura. Uma agência bancária que funcionava num dos prédios alterou a fachada e por isso precisou de licença prévia do Patrimônio. Se alguém quiser instalar um letreiro, isso interfere na observação do imóvel tombado e por isso terá que ser analisado — argumentou Fajardo.

O Iphan preferiu não se manifestar por ser um órgão federal e as licenças de obras serem da alçada da prefeitura. Para o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio, Sidney Menezes, o grande problema está na própria legislação urbanística.

— As regras são confusas e dão margem a interpretações distintas. Realmente há décadas a prefeitura dispensou licenças para reformas. Mas, se existe uma outra interpretação, isso nem é uma questão para os arquitetos. Tem que ser resolvida pelos juristas — opinou.

Foi decretado luto oficial na cidade do Rio por três dias. Se o pior se confirmar — e não forem encontrados sobreviventes sob os escombros — , terá sido um desabamento tão trágico quanto o pior deles já registrado no Rio. Em 1971, uma falha estrutural levou ao chão 122 metros do Elevado Paulo de Frontin. Na época, 26 pessoas morreram.

Falta de licença ou falhas na fiscalização estão por trás de outros desabamentos ocorridos nos últimos anos. Foi o caso do prédio no número 55 da Rua do Rosário, no Centro, onde funcionou o Hotel Linda do Rosário. Apesar de ter seis andares, apenas dois pavimentos constavam no cadastro do IPTU. Em 2002, o desabamento matou um casal de hóspedes. No térreo, onde funcionava uma lanchonete, havia uma obra ilegal. O problema é crônico. Em 2007, um prédio de três andares caiu em Marechal Hermes, causando a morte de duas crianças e deixando sete feridos. O imóvel chegou a ser interditado pela Defesa Civil, mas o proprietário prosseguiu com a obra mesmo depois de receber cinco autos de infração.

Um dos casos mais emblemáticos do Rio, o desabamento parcial do edifício Palace 2, na Barra da Tijuca, em 1998, matou oito pessoas e deixou 130 famílias desabrigadas. O prédio desabou depois de uma obra irregular na cobertura, onde foi construída uma piscina. A perícia ainda constatou falhas no projeto de construção de dois pilares.

 
Fonte O Globo http://oglobo.globo.com/rio/suspeita-de-negligencia-predio-que-desabou-tinha-obras-sem-licenca-3774067#ixzz1keAjKhW4

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

DESABAMENTO NO RIO - 3 Prédios desabam no Centro na noite de quarta-feira

Ainda não há registro de mortos e famílias esperam notícias de desaparecidos 
O Globo
 

Prédio desaba na Avenida Treze de Maio e causa cenário de guerra no Centro
Marcelo Piu / O Globo



Veja tambémVeja galeriaPrédios desabam no Centro do Rio
Entenda como foi o desabamento de prédios no Centro
Vídeo Leitor registra desabamentos no Centro do Rio
Desabamento: especialistas não acreditam em vazamento de gás


RIO - Três prédios do Centro do Rio desabaram na noite de quarta-feira, próximo ao Teatro Municipal. Um deles, o Edifício Liberdade, era localizado na Avenida Treze de Maio 44 e tinha 20 andares, e caiu sobre um outro prédio, de quatro pisos, onde funcionava uma loja que não estava ocupada no momento do desabamento. Já a outra construção - o Edifício Colombo, de 10 andares - ficava localizada na Rua Manoel de Carvalho 16.

As primeiras informações diziam que havia pelo menos 11 mortos sob os escombros. Segundo o grupamento de resgate que trabalha no local, porém haveria uma lista com 20 nomes de possíveis desaparecidos. De acordo com o prefeito Eduardo Paes, a prioridade é o trabalho do corpo de bombeiros no resgate das vítimas, o mesmo Grupamento de Busca e Salvamento que atuou no Morro do Bumba, em, Niterói, em Angra dos Reis e no Haiti.

Em coletiva dada no local, na noite de quarta-feira, ainda não se sabia a causa do acidente. Mas Paes afirmou que a possibilidade de ter sido vazamento de gás é pequena, podendo ter sido um problema estrutural.

Segundo o coordenador da comissão de análise e prevenção e acidentes do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetuta (CREA), Luis consensa , havia duas obras no predio de 20 andares, uma no terceiro e outra no nono andar. Ele disse que convocaram especialistas em estrutura para fazer uma avaliação no local e ajudar a descobrir a causa do desabamento, ainda desconhecida.

- Haverá uma consultar ao banco de dados do CREA para saber se as obras estavam registradas e vamos convocar o resonsável para esclarecimentos. Queremos saber se as obras causaram o desabamento e que tipo de obra estava sendo feita. Caso a obra não tenha engenheiro responsável, o proprietario vai ser autuado por exercício ilegal da profissão- afirmou Consensa.

A prefeitura do Rio e a CET-Rio pedem que a população evite o local, nesta quinta-feira, para facilitar o trabalho das equipes de resgate.

Até às 6h desta manhã, cinco pessoas feridas foram resgatadas e deram entrada no Hospital Souza Aguiar, entre elas, Marcelo Antonio Moreira, zelador de um dos prédios e Francisco Rodrigo da Costa, operário que trabalhava dentro de outro prédio que caiu e foi resgatado no elevador. Ambos tiveram ferimentos leves. Uma mulher, porém, Cristiane do Carmo, de 28 anos, está com traumatismo craniano e com uma fratura no braço. Ela passou por uma cirurgia na unidade.

No posto de informação, montado pela prefeitura dentro da Câmara dos Vereadores, muitas pessoas relatam o desaparecimento de familiares, mas o número de vítimas ainda é desconhecido. Além da busca por corpos, os bombeiros procuram por sobreviventes, já que existe a possibilidade remota de terem se criado bolsões de ar no momento do desabamento, onde poderiam haver sobreviventes.

Para a quinta-feira, o prefeito pede que as pessoas evitem o local atingido e os arredores. Todos os prédios da Almirante Barroso, Treze de Maio e Manoel de Carvalho ficarão fechados. A presidente da CET-Rio, Cláudia Cecin, informou, nos primeiros minutos de quinta-feira, que a prefeitura fará modificações no trânsito da região dos desabamentos dos três prédios, no Centro do Rio. As principais alterações: a Avenida Treze de Maio ficará totalmente interditada; a Avenida Almirante Barroso permanecerá interditada entre a Rio Branco e a Senador Dantas; e a Rua Senador Dantas terá a mão invertida entre a Almirante Barroso e Evaristo da Veiga. Cláudia acrescentou que a CET-Rio fará avaliações no trânsito pela manhã para avaliar a necessidade de fazer outras mudanças. A partir das 6h, cem agentes da Guarda Municipal estarão nas imediações da Treze de Maio, orientando o trânsito. Seis painéis luminosos informação os motoristas. E o Metrô Rio informou que a Defesa Civil liberou as estações e nesta quinta-feira, o funcionamento será normal. Todas as estações abrirão às 5h.

Temendo que novas explosões colocassem em risco outros imóveis da Avenida Treze de Maio, agentes da Companhia Estadual de Gás (CEG) tentaram interromper a passagem de gás para os edifícios da rua. Numa medida de emergência, os funcionários da CEG precisaram quebrar nesta noite as calçadas da Avenida Almirante Barroso, na esquina com a Avenida Rio Branco, para fechar a tubulação de gás subterrânea.

Houve até um princípio de incêndio do Edifício Liberdade. O fogo ameaçou o edifício vizinho, Capital, esquina com a Rua Almirante Barroso. Segundo o Corpo de Bombeiros, o prédio apresenta rachaduras. Havia pessoas nos imóveis, acenando para os bombeiros. As escadas do Edifício Capital teriam sido obstruídas pelos escombros.

No Edifício Liberdade, na Avenida Treze de Maio, funcionavam, no térreo, uma agência do Banco Itaú e uma loja da empresa Mundo Verde. No prédio, funcionavam escritórios. As primeiras estimativas apontavam pelo menos 11 vítimas nos escombros. As informações iniciais apontaram ainda para uma explosão, devido ao forte cheiro de gás. A Light cortou a energia da região. De acordo com fontes da Defesa Civil, dois corpos haviam sido encontrados no local. No entanto, o prefeito Eduardo Paes afirmou, em coletiva no local, que não há óbitos.

Não houve prejuízos ao prédio do Teatro Municipal, nem danos estruturais, de acordo com a assessoria de imprensa da instituição. A única parte atingida por escombros foi a bilheteria, no prédio anexo, e nenhum funcionário foi atingido. A informação foi repassada pelo repórter do GLOBO Eduardo Fradkin.

Hospitais e UPAs em alerta
O prefeito Eduardo Paes chegou ao lugar da tragédia e circulou pelos escombros, avaliando a situação junto a bombeiros e agentes da Defesa Civil. Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Saúde colocou em alerta todos os hospitais da rede pública estadual as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) da Tijuca e Botafogo, que são as mais próximas. O secretário de Saúde Sérgio Côrtes também esteve no local, assim como dois fiscais do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RJ). Os especialistas buscaram as primeiras informações para detectar as causas do desabamento.

Os feridos saíram pela Rua Manoel de Carvalho, que fica ao lado do Teatro Municipal. Surgiram voluntários no local para ajudar, entre eles o anestesista José Antônio Diniz, que mora na Glória, e assim que viu pela TV o acidente ele se dirigiu ao local e se apresentou como voluntário aos médicos do Corpo de Bombeiros. O clima no entorno do prédio era muita comoção, parentes de pessoas que estavam nos escritórios do prédio, souberam do acidente e estiveram no local aguardando notícias dos bombeiros.

A argentina Débora Marconi, de férias no Rio e hospedada em frente ao Edifício Liberdade, disse que pedaços do prédio caíram antes de a estrutura vir abaixo por completo.

- Havia obras em três andares do prédio há bastante tempo - disse.

O advogado Luiz Antônio Jean Trajan, que trabalha num escritório no prédio número 45 da Avenida Treze de Maio, em frente ao edifício comercial que desabou, disse que se lembrou do ataque terrorista ao World Trade Center, em 11 de setembro de 2001.

- O prédio caiu todo, como se tivesse sido implodido. Parecia o World Trade Center. Ouvi um forte estrondo e vi tudo acontecer. Havia uma obra no prédio, acho que no sexto andar. Pelo menos dois funcionários estravam trabalhando na hora da tragédia - afirmou Trajan, que esteve na Treze de Maio, e disse que não sentiu cheiro de gás em qualquer momento.

Alexandre Trotta, que trabalha numa empresa de informática que funciona no quinto andar do Edifício Capital, vizinho ao que desabou, ouviu inicialmente um pequeno barulho como se fossem detritos caindo. Abriu a janela, quando aconteceu o desmoronamento:

- Foi um grande estronto. Era como se o mundo tivesse vindo abaixo. O prédio veio abaixo. Ele caiu para frente e para trás e levou o que estava nas janelas do meu prédio - contou ele.

Frotta desceu os cinco andares de seu prédio e, ao chegar no térreo, constatou que não tinha sobrado nada do edifício vizinho.

- Só tinha entulho. A banca de jornal que tinha no local foi destruída. Os carros estacionados na Treze de Maio acabaram - explicou.

O contador Heverton Ferreira, que trabalha no prédio, havia saído há cerca de meia hora do local, quando soube por um telefonema que o edifício tinha desabado. Ele não tem notícias de seu pai, que ainda estava num dos escritórios do edifício. Segundo Heverton, esta semana, porteiros falaram que a CEG faria uma inspeção no subsolo, por conta do forte cheiro de gás. No subsolo do edifício havia uma agência do Itaú.

- O prédio fechava às 21h. E faltava cerca de 30 minutos para isso. Mas ainda tinha muita gente lá. Ainda deviam ter umas 15, 20 pessoas dentro do prédio.

Vicente da Cruz costuma entregar galões d'água num escritório do sétimo andar do edifício. Ele conta que já estava do lado de fora do prédio, quando começou a ouvir explosões.

- Fui me afastando, me afastando. E de repente o prédio caiu. Tinha cerca de 20 pessoas próximas à marquise. Assim como eu, elas saíram correndo. Por um segundo, eu tinha morrido - contou.

Tosse e elevador salvam vítimas de desabamentos de prédios no Centro
Um dos bombeiros que trabalham na busca de sobreviventes contou que conseguiu resgatar um homem ao ouvi-lo tossindo intensamente. Segundo o sargento Alexandre Câmara, de 40 anos, um dos responsáveis pelo resgate, a vítima, que estava no edifício da Av. Treze de Maio, ainda encontrou forças para segurar o pé de outro bombeiro, o cabo Pinho, que pediu ajuda de outras oito pessoas para retirar o homem, que estava imprenssado pelos escombros.

- Ele estava tossindo muito alto e por isso conseguimos resgatá-lo. Ele ainda puxou o pé do outro bombeiro e, assim que conseguimos salvá-lo, ele reclamou de muitas dores nas pernas - relatou o sargento.

No mesmo prédio, um outro homem, que seria o zelador, conseguiu sair ileso do desabamento. De acordo com o cabo Josemar Figueiredo, de 37 anos, no momento da queda do edifício ele estava no elevador e conseguiu telefonar para o primo, que o aguardava do lado de fora do prédio e estava buscando socorro. Quando foi finalmente encontrado pelos bombeiros, o homem, de 50 anos, que estava sem ferimentos, ficou surpreso ao tomar conhecimento do que havia acontecido. Para ele, o prédio estava apenas com problemas na parte elétrica, que teria afetado o funcionamento do elevador.

- O cabo do elevador ficou pendendo, então pudemos ter noção da localização do rapaz. Fomos escavando até conseguir abrir espaço para retirá-lo de lá. Ele não estava ferido, o elevador tinha acabado de chegar ao térreo, e ele não sabia o que estava acontecendo. Achou que tinha faltado luz. Quando soube o que realmente tinha acontecido, entrou em choque e disse que estava desorientado - contou Figueiredo.

Ainda segundo informações dos bombeiros, quatro moradores de rua estariam dormindo na calçada do prédio no momento do acidente.

Empresa de tecnologia treinava funcionários no momento do desabamento do prédio
Uma empresa de tecnologia que ocupava o décimo andar do prédio que desabou na Avenida Treze de Maio 44 estava realizando treinamento de pelo menos dez funcionários no momento da queda do edifício. A informação é de uma contratada da empresa, a TO - Tecnologia Organizacional, que ainda não conseguiu contato com as pessoas que estariam sendo submetidas ao treinamento quando ocorreu a explosão que fez o prédio cair.

- Eu não estava lá, mas sei que, pela hora do desabamento, pelo menos dez funcionários estavam fazendo o treinamento interno. Consegui entrar em contato com alguns colegas, que não estavam agendados para esse treinamento, e nenhum deles conseguiu localizar quem estava marcado para participar desse encontro - afirmou uma funcionária, por telefone, que preferiu não se identificar.

Segundo a mesma funcionária, que estava na Avenida Treze de Maio, tentando ter notícias dos colegas, a empresa de tecnologia tem cerca de 50 funcionários.

- São muitas pessoas que trabalham lá, 50 só na TO, e não estou acreditando que estou vendo essa cena de horror de perto. Caiu tudo, meu Deus, é horrível. É muito triste, muito triste - concluiu.

De acordo com relatos de funcionários que aguardavam informações sobre os colegas do lado de fora do prédio, entre os desaparecidos está o técnico Omar Mussi, que comandava o curso.

Interdições no tráfego de veículos e em estações do Metrô Rio
O Centro de Operações informou que a Avenida Almirante Barroso, trecho entre a Rua Senador Dantas e Avenida Rio Branco, ficou interditada ao tráfego de veículos em ambos os sentidos por conta do incidente. De acordo com a nota, equipes da pefeitura já estão no local, assim como o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar do Rio de Janeiro. A Treze de Maio é uma via sem circulação de automóveis.

Já a Avenida Treze de Maio, Avenida Almirante Barroso entre Avenida Rio Branco e Senador Dantas permanecerão interditadas nesta quinta-feira. A Rua Senador Dantas vai funcionar com mão invertida entre Avenida Almirante Barroso e Evaristo da Veiga.

Em entrevista à Rádio CBN, o diretor do Centro de Operações do Rio de Janeiro, Joaquim Diniz, afirmou que a Avenida Rio Branco será totalmente interditada a partir da Avenida Presidente Vargas.

- Em termos de trânsito não temos problemas, estamos com as equipes todas da CET-Rio no local - disse.

De acordo com o Centro de Operações da Prefeitura do Rio, as estações do metrô da Presidente Vargas, Uruguaiana, Carioca e Cinelândia ficaram fechadas à noite. Ainda segundo o Centro, a Linha 1 trafegou de Ipanema até Glória e a Linha 2 até a Central

Fonte O GLobo  http://oglobo.globo.com/rio/predios-desabam-no-centro-na-noite-de-quarta-feira-3763234#ixzz1kYOj7hMf

quarta-feira, 23 de junho de 2010

RUAS, IGREJAS E MONUMENTOS DO RIO DE JANEIRO - Estação Central do Brasil #inforio

Estação Central do Brasil
Estação D. Pedro II
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A Estação Central do Brasil em 1899. Foto de Marc Ferrez.

Uso atual Estação de trens metropolitanos
Localização Praça Cristiano Ottoni, Centro - Rio de Janeiro, RJ
Coordenadas
Código RJ-1364
Linha {{{linha}}}
Linhas Deodoro
Santa Cruz
Japeri
Belford Roxo
Saracuruna
Administração SuperVia
Inauguração 1858
Fechamento
Movimento em Não disponível
Serviços ÔnibusRestaurante




































A Estação Central do Brasil é uma estação ferroviária, localizada no centro da cidade do Rio de Janeiro, e operada pela Supervia. É a estação de trens mais famosa do Brasil. Até o ano de 1998 era dominada Estação Dom Pedro II, denominação pela qual ainda é também conhecida.
A mesma teve um prédio construído em 1858 para inaugurar a linha da Estrada de Ferro Central do Brasil, a "Estação do Campo". Com o tempo teve seu nome alterado para estação da Corte e, mais tarde, Dom Pedro II. A estação hoje se chama Central do Brasil devido à antiga ferrovia extinta em 1971 por decisão da RFFSA. Este já era o nome informal da estação, e passou a oficial depois das filmagens do filme a que esta deu nome, que teve cenas rodadas na estação e concorreu ao Óscar, com Fernanda Montenegro na disputa pelo prêmio melhor atriz, em 1998.
O prédio construído em 1858 foi reformado anos mais tarde e finalmente demolido nos anos 30, para dar lugar ao atual, em razão das obras de eletrificação e expansão do sistema.
Dela hoje saem trens de diversos ramais, ligando o Centro aos demais bairros da Zona Norte e Oeste do Rio de Janeiro, e também aos municípios da Baixada Fluminense, inclusive o ramal de Saracuruna/Gramacho, do qual originalmente saíam da garagem de Barão de Mauá, por pertencerem à antiga Estrada de Ferro Leopoldina.



Torre do relógio da Estação Central

Estação Central do Brasil
Localização

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Bibliografia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

 

sexta-feira, 11 de junho de 2010

RUAS, IGREJAS E MONUMENTOS DO RIO DE JANEIRO - Rua 1o.de Março #inforio

A Rua Direita - História

O primitivo Caminho de Manuel de Brito, berço histórico da cidade, que ligava o Largo da Misericórdia ao Morro de São Bento, em data indefinida foi dividido em duas partes: a primeira que ficou sendo a Rua da Misericórdia ainda hoje existente e a segunda a Rua Direita, que ligava o Morro do Castelo ao Morro de São Bento.

A Rua Direita, no início do século XVII era apenas uma trilha precária, mas era o local preferido dos mercadores de escravos, no século XVIII, tornou-se uma das ruas mais movimentadas da cidade. Nela se instalaram os primeiros Governadores da cidade, numa casa que ficava na esquina com a Rua da Alfândega. Teve também o primeiro Palácio Episcopal, onde residiu o primeiro Bispo do Rio, D. José de Barros e Alarcão, em 1682.

Mais tarde os Governadores passaram a instalar-se na casa que antes era a Casa dos Contos, designação colonial do tesouro, onde depois veio a ser o Paço dos Vice-Reis e o Paço Real com a chegada da Família Real de Portugal ao Brasil. Em torno desta rua se desenvolveram as principais ruas da cidade. Posteriormente, nela se abrigaram o Banco do Brasil, os Correios, as Lojas da Moda, as confeitarias, já no século XIX. Em 1875 ela passou a chamar-se Rua Primeiro de Março, em homenagem à data da vitória da Batalha de Aquidabã, em março de 1870, que foi um marco importante para o fim da Guerra do Paraguai. Coincidentemente este dia também é o da Fundação da Cidade, 1º de Março de 1565..

Na Rua Direita surgiu, em 1835, a grande sensação da época, uma sorveteria. Foi a primeira rua a ser dotada de numeração nas casas, idéia do arquiteto francês Pedro Alexandre Cavroé. Devido à grande intensidade de tráfego, em 1847, adotou-se nela o sistema de mão e contra-mão. Segundo Ferreira da Rosa: " foi na Rua Direita que o Rio de Janeiro viu traçadas as primeiras linhas da sua grandeza; aí se soletrou a história fortunosa do desenvolvimento desta metrópole". Durante quase três séculos foi em torno da rua Direita, que giraram os grandes acontecimentos políticos da cidade. Só no início do século XX é que a área viu ser transferido o eixo principal da Metrópole para a nova Avenida Central, eixo monumental da nascente República.


Localização








Rua Direita, hoje Rua Primeiro de Março, fotos de Marc Ferrez. A primeira tirada em 1870 olhando-se em direção ao Morro do Castelo, que aparece ao fundo. Mais à frente pode ser visto o passadiço coberto que ligava o Paço ao antigo Convento do Carmo e que servia de caminho para que a Família Real pudesse ir ao Convento e à Catedral, sem passar pela curiosidade popular. Em seguida é vista a antiga Catedral do Rio de Janeiro, a Igreja do Carmo, o Beco dos Barbeiros e o Hotel do Globo.













Foto tirada em 1890 olhando-se em direção ao Morro de São Bento, vendo-se o prédio dos Correios, projetado por Antonio de Paula Freitas e terminado em 1877, seguido do prédio da Bolsa de Valores, recém inaugurado, este prédio depois veio a ser a Praça do Comércio e posteriormente a abrigar a sede do Banco do Brasil. Hoje é o Centro Cultural do Banco do Brasil, mas ainda mantém uma agência do Banco. O prédio em seguida foi destruído para a passagem da Avenida Presidente Vargas.



Rua 1o.de Março atualmente


As seis fotos abaixo mostram vistas da Rua Primeiro de Março. A primeira, tirada do Edifício Garagem Menezes Cortes, mostra uma lateral do antigo Paço Imperial, atualmente um Centro Cultural, e ao seu lado o Palácio Tiradentes. A segunda é uma vista tirada da calçada do antigo Convento do Carmo, mostrando a Igreja de São José, um prédio da Rua Erasmo Braga e a rampa de acesso ao prédio do Palácio Tiradentes, com uma das esculturas que ornamentam sua entrada. A terceira mostra o conjunto formado pelas duas Igrejas do Carmo, a antiga Catedral Metropolitana, hoje Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé e a Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo, duas das mais antigas e tradicionais igrejas da cidade.

A quarta apresenta uma vista tirada da calçada do Centro Cultural Paço Imperial, com a fachada do antigo Convento do Carmo e o conjunto das Igrejas do Carmo sendo que a Antiga Sé após a recente restauração para os festejos dos 200 anos da chegada de D. João ao Rio de Janeiro. A quinta mostra um detalhe da torre da antiga Catedral já restaurada. A última mostra uma vista da esquina da Primeiro de Março com a Avenida Presidente Vargas, onde se pode ver em primeiro plano os prédios do Centro Cultural Banco do Brasil e dos Correios e Telégrafos e ao fundo o conjunto das Igrejas do Carmo.









 


Bibliografia


Outras RUAS, IGREJAS E MONUMENTOS DO RIO DE JANEIRO