Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II

quarta-feira, 13 de abril de 2011

CASO DAS CARTILHAS - TCU cobra R$ 4,5 milhões por desvio com cartilhas

O Globo

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a devolução de aproximadamente R$ 4,5 milhões supostamente desviados na produção de cartilhas com o balanço do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre 2003 e 2005.

Em acórdão emitido no fim do mês passado, o tribunal aponta sobrepreço e pagamento por serviços não realizados, entre outras irregularidades. O ex-ministro da Secretaria de Comunicação Luiz Gushiken, que encomendou a produção de 5 milhões de exemplares da revista, foi inocentado.

O tribunal decidiu cobrar a devolução do dinheiro de quatro ex-auxiliares do ex-ministro: o ex-subsecretário de Publicações Jafete Abrahão; o ex-subsecretário de Publicidade Expedito Carlos Barsotti; e os ex-assessores especiais Lúcia Maria Mendes e Luiz Antônio Moretti. Dos quatro, apenas Lúcia Maria permanece na Secretaria de Comunicação.

O tribunal estendeu a cobrança à Matisse Comunicação de Marketing e à Duda Mendonça & Associados e aplicou multa de R$ 2,6 milhões aos acusados. O relatório aponta sobrepreço de 179,2% em algumas revistas e de até 203,82 na produção de um livreto sobre inclusão social.

O TCU sustenta que não há comprovação de que parte das revistas tenha sido distribuída pelo PT, conforme alegou a defesa. Procurados, a assessoria de imprensa do PT e a Secretaria de Comunicação não comentaram o caso. Para o PT, o caso diz respeito a servidores do governo e não do partido.

terça-feira, 12 de abril de 2011

OLHEM QUE BARATO - CNJ oficializa a 'siesta' para servidores do Judiciário

Mariângela Galucci, da Agência Estado

Duas semanas após ter determinado que todo o Judiciário funcione ininterruptamente das 9 horas às 18 horas, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) voltou atrás nesta terça-feira e oficializou a "siesta" para funcionários. Agora, a Justiça poderá fechar para almoço.

Para ter o expediente flexibilizado, garantindo a pausa no almoço, basta que o órgão comprove que não tem o número suficiente de funcionários para cumprir o horário ininterrupto ou que mostre que precisa respeitar costumes locais. "O órgão vai ter de justificar por que não pode funcionar das 9 às 18 horas", garante o conselheiro Walter Nunes da Silva Junior, autor da proposta.

Segundo ele, o órgão que se encaixar nessa excepcionalidade vai ter de funcionar em dois turnos, pela manhã e pela tarde, com intervalo para almoço, totalizando um expediente de oito horas. "As unidades que não têm condições de abrir em tempo integral por falta de recursos humanos terão que comprovar a insuficiências de servidores para poderem funcionar em dois turnos, de 8 horas às 12 horas e das 14 horas às 18 horas, por exemplo", afirmou o conselheiro.

SENADO FEDERAL - Após gastar em controle, Sarney dispensa ponto-Eduardo Bresciani, O Estado de S.Paulo


Eduardo Bresciani, O Estado de S.Paulo


Dez dias depois de o Senado instalar um sistema de identificação biométrica do servidor para o ponto eletrônico, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), decidiu dispensar quase um terço dos funcionários de seu gabinete pessoal da obrigação de bater o ponto todos os dias.

O sistema biométrico, no qual o servidor tem de colocar sua impressão digital para registrar a presença, foi anunciado pelo Senado como uma forma eficaz de controlar a frequência de servidores e evitar funcionários fantasmas. O custo da instalação do equipamento foi de R$ 1,2 milhão para o Senado.

Dos 26 funcionários do gabinete de apoio de Sarney oito foram liberados da obrigação de bater o ponto por meio de ato publicado no Boletim Administrativo de Pessoal de ontem. A assessoria do senador disse que a medida foi tomada de acordo com as regras da Casa, mas não deu detalhes dos motivos que levaram Sarney a dispensar os subordinados do sistema que a Casa considera tão eficaz.

APADRINHAMENTO - Máquina Pública tem 6.689 funcionários sem concurso

31% dos cargos exercidos por quem tem função de chefia ou pela elite dos assessores do Executivo federal estão ocupados por não concursados, e 64% pelos servidores de carreira; postos mais cobiçados consomem R$ 100 mi de salários a cada ano

Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo

O retrato da máquina pública no início do governo Dilma Rousseff revela a existência de 6.689 funcionários não concursados nos cargos de confiança da Presidência e dos ministérios - o equivalente a quase um terço do total de postos preenchidos por nomeações. Destes, quase 500 estão nas duas faixas salariais mais altas do funcionalismo.

Dilma herdou da gestão Luiz Inácio Lula da Silva uma estrutura burocrática que permite a nomeação de cerca de 21,7 mil pessoas para cargos de confiança - os chamados DAS, exercidos por quem tem função de chefia ou direção e pela elite dos assessores da presidente, de ministros e de secretários.

Em fevereiro deste ano, 31% desses cargos eram ocupados por não concursados, e 64% por servidores de carreira, segundo dados do Portal da Transparência do governo federal. Há ainda uma pequena parcela de servidores cedidos por órgãos de outras esferas - do Legislativo, de governos estaduais e de prefeituras municipais, por exemplo.

Os postos DAS, que em conjunto consomem quase R$ 100 milhões por ano em salários, estão entre os mais visados pelos partidos que buscam acomodar seus representantes na Esplanada dos Ministérios.

Como Dilma procurou barrar o atendimento de indicações políticas para o segundo escalão até a votação do salário mínimo na Câmara, em fevereiro, é provável que o quadro retratado pelo Portal da Transparência ainda não reflita com exatidão o rateio de espaços na "cargolândia" da Esplanada.

TCU vê superfaturamento em cartilhas da gestão Lula

O TCU confirmou superfaturamento e pagamento por serviços fantasmas em contratos firmados pela Presidência para a impressão de 5 milhões de cartilhas de propaganda do governo Lula, entre 2003 e 2005, informa reportagem de José Ernesto Credencio, publicada na Folha desta terça-feira (íntegra somente para assinantes do jornal ou do UOL).

O montante desviado, segundo o TCU, é de cerca de R$ 10 milhões.

Foram aplicadas multas a gráficas, agências de publicidade e a parte do núcleo que comandava a área de comunicação do governo, então dirigida por Luiz Gushiken.(foto)

Os advogados dos envolvidos afirmam que vão recorrer da decisão.

ENERGIAS ALTERNATIVAS - Torres de usina eólica começam a ser montadas na fronteira oeste do Rio Grande do Sul




De acordo com o jornal Zero Hora, as torres que sustentarão 45 hélices da Usina Eólica Cerro Chato, em Santana do Livramento, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul, estão começando a aparecer. Já foram concretadas 20 bases e a primeira torre está sendo montada às margens da BR-293. Com previsão de funcionamento pleno para setembro deste ano, o parque deve gerar energia suficiente para abastecer uma cidade três vezes maior do que Livramento (90MW/h). 


Na semana que vem, as hélices começarão a ser colocadas. Até o dia 27 de abril, cinco torres já estarão funcionando e gerando energia. Para que o parque funcione, explica o coordenador de implantação Flanklin Fabrício Lago, além das torres, são necessárias uma subestação e uma linha de transmissão. A linha terá 25 km e liga o parque à subestação Livramento 2.


Ao todo, a Eletrosul e a alemã Wobben investiram R$ 400 milhões. Lago explica que em 2009 a Eletrosul participou de um leilão e vendeu energia para Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com compromisso de energização do parque, fornecendo 90 MW a partir de julho de 2012.

— Para colocação, precisamos contratar um guindaste que suporta 600 toneladas. Esse equipamento chegou na cidade dividido em 15 carretas — conta Lago.

FARRA DOS BANCOS - Bancos lucraram R$ 30 bilhões no segundo semestre de 2010, diz BC



BRASÍLIA - Os bancos brasileiros são capazes de resistir a choques econômicos sem comprometer seu capital, concluiu o Banco Central (BC), conforme o Relatório de Estabilidade Financeira, publicação semestral divulgada nesta segunda-feira.

De acordo com o documento, o lucro semestral do setor alcançou R$ 30 bilhões de junho a dezembro do ano passado, com crescimento de R$ 4,7 bilhões sobre os seis primeiros meses de 2010 (R$ 25,2 bilhões). A queda no desemprego e o aumento da renda teriam proporcionado aos bancos condições para ampliar o lucro, que superou, pela primeira vez, o patamar registrado antes da crise financeira internacional, que se tornou mais grave em setembro de 2008.

No documento, que se refere ao segundo semestre do ano passado, o BC afirma que, mesmo em cenários extremos de deterioração econômica, o sistema financeiro nacional não sofreria com a explosão da inadimplência, nem com a queda na qualidade do capital. De acordo com o documento, o Índice de Basileia, indicador usado para medir a segurança dos bancos, se manteria acima do valor mínimo aceitável.



O Índice de Basileia mede o capital que os bancos mantêm retidos em relação ao valor emprestado. Pelos padrões internacionais, para cada R$ 100 emprestados, o banco precisa manter pelo menos R$ 11 imobilizados. Os testes de estresse mostraram que, mesmo no pior cenário pesquisado pelo BC, o índice ficaria superior a 11%.

O relatório também concluiu que os bancos brasileiros conseguirão enfrentar as medidas de contenção do crédito sem necessidade de mudança na estratégia de negócios. Embora anunciadas em dezembro do ano passado, essas medidas só entraram em vigor neste mês.

Para segurar a expansão do crédito, o BC elevou o capital mínimo que os bancos precisam ter em caixa para operar determinadas modalidades de operações de crédito. A autoridade monetária também reduziu o limite para captação de depósitos com garantias especiais.

Em relação à expansão do crédito no ano passado, a autoridade monetária avaliou que o sistema apresentou rentabilidade satisfatória e a solvência permaneceu robusta. Segundo o BC, isso ocorreu porque o aumento do risco de inadimplência, proporcionado pelo maior volume de crédito, foi compensado pela incorporação de lucros, o que manteve a suficiência e a qualidade da base de capital.

Segundo o BC, o cenário para a economia brasileira continuou positivo no ano passado, apesar das dificuldades nos países desenvolvidos. Nesse período, afirma o relatório, os bancos captaram recursos suficientes para continuar a financiar a expansão das carteiras e, ao mesmo tempo, manter estoques elevados de ativos líquidos.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

CONGRESSO EM FOCO - 'Câmara: 271 políticos ligados à Casa têm parente na política'

O Globo

RIO - A tradição do poder patriarcal, familiar, é uma das grandes características da estrutura do "coronelismo", tanto explorada por historiadores no Brasil. Alcançado o regime democrático, no entanto, as relações políticas continuaram a persistir através do apadrinhamento de figuras públicas. Um levantamento do site "Congresso em Foco" explica em números esta constatação e mostra que 271 deputados federais titulares, suplentes e licenciados, de um total de 564, têm alguma relação de parentesco com alguém na esfera política.


A quantidade de políticos nesta condição representa 48% das pessoas ligadas à Câmara dos Deputados. Eles são filhos, netos, sobrinhos, pais, irmãos, cônjuges ou ex-cônjuges de quem já teve um mandato, exerceu algum cargo de nomeação política ou participou de eleição.

Dos 22 partidos, em ao menos 11 siglas mais da metade de seus representantes possuem familiares que já tiveram ou têm atuação política. O PMDB é a legenda que proporcionalmente mais comporta representantes com vínculo familiar na vida pública se desconsiderarmos o PRTB e o PTC (a primeira sigla tem dois políticos e a segunda apenas um, todos eles com ligações de parentesco, 100% das bancadas) : 55 do total de 84 representantes (65,5%). Em seguida, na lista do "Congresso em Foco" , aparecem o DEM (com 63,3% dos políticos), o PSC (63,2%) e o PP (63%).

O caso de manutenção do poder hereditário mais longínquo é o de Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), de 80 anos. Ele é descendente de José Bonifácio, o Patriarca da Independência, e faz parte da quinta geração de parlamentares federais.

Entre os principais partidos na Câmara, o PT é o que tem, proporcionalmente, menos representantes ligados a famílias de políticos. Dos 97 petistas que passaram pela Casa este ano, 23 têm algum parente na política


FRAUDE NA FUNASA - Polícia Federal prende quadrilha que desviava verba da Funasa no Amapá

Valor deveria ter sido empregado em obras e serviços em aldeia.
Grupo simulava uso do dinheiro, mas nada era executado


do G1

Três suspeitos de desviar verbas da Fundação Nacional da Saúde (Funasa) em Macapá foram presos pela Polícia Federal. Duas prisões foram feitas em Macapá, no sábado (9), e outra em Salvador, na quinta-feira (7). As investigações indicam que a quadrilha teria desviado mais de R$ 6 milhões em dois anos.

Segundo a Polícia Federal, o grupo simulava que usava o dinheiro. Um dos detidos recebia o valor que deveria ser investido nos serviços das aldeias e atestava que eles estavam sendo executados, mas nenhuma obra era realizada.

De acordo com a Polícia Federal, a verba desviada deveria ter sido empregada na compra de medicamentos, atendimento médico, pagamento dos salários dos agentes indígenas de saúde e obras de saneamento e tratamento de água nas aldeias.

Os três detidos foram encaminhados ao Instituto de Administração Penitenciária do Amapá, onde permanecem à disposição da Justiça.

domingo, 10 de abril de 2011

MÁFIA DAS MERENDAS - Força-tarefa investiga fraude com verba federal em contrato de merenda Por Marcelo Godoy e Fausto Macedo - O Estado de S.Paulo

Promotores de Minas e de São Paulo identificam simulações de compra de alimentos in natura em fornecedores pagos por pelo menos 7 cidades com repasses de fundo vinculado ao Ministério da Educação; União admite 180 termos com irregularidades


Marcelo Godoy e Fausto Macedo - O Estado de S.Paulo
Uma força-tarefa de promotores paulistas e mineiros investiga uma nova fraude ligada à chamada máfia da merenda: a simulação da compra de produtos in natura de pequenos produtores rurais para a liberação de verbas do Ministério da Educação. O caso envolveria sete cidades de Minas, entre as quais Uberaba, Contagem e Betim. O governo federal admite ter encontrado até agora irregularidades em 180 contratos com ONGs, empresas e prefeituras.
Andre Lessa/AE-23/9/2010
Andre Lessa/AE-23/9/2010
Laranjas. Eloizo Durães foi preso em setembro: o dono da SP Alimentação usaria dez empresas de Minas como fantasmas
Entre as prefeituras mineiras investigadas estão duas administrações petistas (Contagem e Betim), uma do PSB (Ribeirão das Neves) e uma do PMDB (Uberaba, chefiada por Anderson Adauto, ex-ministro dos Transportes do governo Lula). De acordo com o promotor Fabrício José da Fonseca Pinto, do Ministério Público de Minas, há indícios de improbidade administrativa nos contratos: uma empresa que recebe verba federal para obter os alimentos in natura vende os produtos para ela mesma, a fim de entregar a merenda terceirizada paga pelas prefeituras. "Só em Ribeirão das Neves estamos falando de um contrato de R$ 15 milhões", diz o promotor.
Ouvidas pelo Estado, as prefeituras e as empresas negam as irregularidades nos contratos. Nos últimos dois anos, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia do Ministério da Educação, encaminhou ao Ministério Público de diversos Estados 180 ocorrências com "indícios de crime" no uso de verbas destinadas à merenda escolar. Os casos envolvem contratos irregulares e desvios de recursos que prefeituras repassaram para ONGs e instituições que caíram na malha fina do FNDE, dirigido por um funcionário de carreira da Controladoria Geral da União (CGU). O fundo é o executor das políticas do ministério.
"A verba do fundo só pode ser usada na compra de alimentos. Não pode ser usada em terceirização", adverte Gil Loja, auditor chefe do FNDE. "Nossa parceria com o Ministério Público é muito intensa. Não podemos fazer investigação criminal. Quando identificamos alguma irregularidade, imediatamente comunicamos à promotoria. Tudo o que repassamos fica sob fiscalização e os destinatários têm de prestar contas permanentemente."
Bilhões. O FNDE cuida de uma verba de R$ 30 bilhões e atende 5.563 municípios, aos quais destina R$ 3 bilhões para merenda escolar. O fundo beneficia um universo de 45 milhões de alunos de190 mil escolas estaduais e municipais em todo o País.
Pela delação feita pelo empresário Genivaldo Marques dos Santos, atrás desse dinheiro estão as empresas do suposto esquema, que financiam campanhas eleitorais de políticos que se comprometem, caso eleitos, a terceirizar o fornecimento da merenda. Santos era sócio da Verdurama, uma das empresas que fariam parte do esquema.
Em um depoimento de 28 de maio de 2010, Santos disse que a administração petista de Recife recebia propina de 10% do valor dos contratos. Em sete depoimentos dados a partir de 26 de março, o empresário apontou 57 municípios em nove Estados nos quais teria havido financiamento ilícito de campanhas ou pagamento de propina, incluindo quatro capitais: São Paulo, Recife (PE), São Luís (MA) e Maceió (AL).
Santos também revelou que Minas seria um dos centros de produção de notas frias usadas pela máfia. Ao todo, dez empresas fantasmas ou laranjas foram localizadas naquele Estado. Elas seriam usadas pelas empresas SP Alimentação, do empresário Eloizo Durães, e pela Geraldo J. Coan, as duas maiores fornecedoras de merenda do País.
Um relatório conjunto dos promotores mostra que uma dessas empresas ficava em Contagem - a CJM. Já a SP Alimentação, segundo a delação de Santos, compraria notas fiscais frias de Baltazar Luiz de Melo. O mesmo esquema envolveria a venda de uniformes escolares. Cópias das notas supostamente frias foram apreendidas.
Cartel. Baseados em documentos apreendidos na sede da Geraldo J. Coan, após a delação premiada de Santos, o Ministério Público de São Paulo prepara um laudo sobre o suposto cartel das empresas da merenda para a fraude em licitações. Entre os papéis está um que demonstra a repartição do mercado no País. A Geraldo J. Coan predominaria no Rio. Em Minas, a Nutriplus seria a líder e no Paraná, o domínio seria da SP Alimentação. Em São Paulo, quatro empresas dominariam o mercado. 

CONGRESSO NACIONAL - Parlamentares justificam despesas com notas de seus Advogados

Para justificar maior parte das despesas com mandato, parlamentares mostram notas passadas por seus advogados

Maria Lima e Isabel Braga, O Globo

BRASÍLIA - Com a limitação do uso da verba indenizatória para pagamento de combustível em R$ 4,5 mil por mês, grande parte dos parlamentares agora usa a rubrica "consultoria" para justificar o grosso dos gastos com o mandato e receber os recursos do chamado "cotão". Em muitas situações, o serviço de consultoria é pago a advogados dos parlamentares. Um caso emblemático e curioso é o do deputado Davi Alves Silva Júnior (PR-MA), suplente do ministro do Turismo, Pedro Novais, que apresentou no mês de março uma nota de R$ 40 mil pela consultoria do escritório de advocacia Raul Canal Associados.

Davizinho(FOTO), como é conhecido, está no segundo mandato, mas não foi reeleito ano passado. Tomou posse, como suplente, no lugar de Novais. Ele não quis explicar o gasto, mas o advogado Raul Canal, por meio da assessoria, informa que elabora projetos e pareceres para o deputado, que gastou em março mais R$ 10 mil com locação de veículos e totalizou uma despesa de R$ 51.554,40, ultrapassando o teto mensal da bancada do Maranhão, que é de R$ 31.637,78.

Como o deputado pode avançar sobre a cota anual, vai ter mês em que ele terá menos dinheiro para gastar com seu mandato. Não é só o deputado Davizinho que tem usado o grosso da verba indenizatória para contratar escritórios de advocacia. O deputado Julio Campos (DEM-MT) pagou em março R$ 10,5 mil para Romero e Pedroso Advogados. Renan Filho (PMDB-AL), filho do senador Renan Calheiros, pagou em março R$ 21 mil em consultoria, sendo R$ 10 mil para Marcelo Vieira Advocacia.

O também suplente Chico das Verduras (PRP-RR) pagou R$ 25 mil de consultoria para Senna Advogados e Associados, segundo assessoria, para ser socorrido na elaboração de projetos. Essa, aliás, é a justificativa de quase todos. Em março a consultoria de R$ 22 mil foi paga por Chico das Verduras a uma empresa especializada em locação, corretagem e aluguel de imóveis, a Angra Associados Consultoria Administrativa e Planejamento Empresarial.

Já o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), em fevereiro, pagou a uma empresa de pesquisa de opinião, a Exata Opinião Pública Ltda., nada menos que R$ 27.572,00 a título de "consultoria".

Com denúncias de fraudes e notas frias para justificar gastos astronômicos com combustível em um passado recente, a Câmara limitou o gasto com essa rubrica. Agora, além de gastos maiores com consultoria e divulgação do mandato, os deputados ampliaram também despesas com telefone, incluídas no cotão.

E a farra das passagens aéreas, também incluídas no cotão, que varia de acordo com o estado de origem do deputado, também acabou. Antes, eles alegavam que tinham que assistir os eleitores, ajudando com passagens aéreas.

Agora gastam muito pouco em passagens aéreas, mas muito em locação de veículos e também com papelaria. O deputado Carlos Bezerra (DEM-MT), por exemplo, apresentou em março nota de R$ 37 mil com despesas na Gráfica e Papelaria BsB, a título de divulgação do mandato parlamentar.

sábado, 9 de abril de 2011

GASTOS PÚBLICOS - Governo gasta mais com passagens e imóveis

Regina Alvarez, O Globo

A execução do Orçamento da União nos primeiros três meses do governo Dilma Rousseff ainda não reflete a recomendação da equipe econômica de reduzir fortemente os gastos do Executivo com diárias, passagens, locomoção e aquisição de imóveis este ano.

De janeiro a março, os gastos com aquisição de imóveis, por exemplo, cresceram 62% em relação ao mesmo período de 2010. Passaram de R$ 37 milhões para R$ 61 milhões.

Os gastos com passagens e locomoção subiram 10% no período, passando de R$ 110 milhões para R$ 121 milhões. Já os valores pagos com diárias para servidores foram reduzidos.

Em fevereiro, os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Belchior, anunciaram um corte de R$ 50 bilhões nas despesas do Orçamento de 2011.

Na ocasião, eles informaram que os gastos com diárias e passagens teriam um corte de 25% nas áreas de polícia e fiscalização, e de 50% nas demais áreas, a ser estabelecido por meio de um decreto presidencial. A decisão acabou sendo editada somente no dia 1º de março.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

SENADO FEDERAL - Embora criticado, Senado decide trocar frota de 86 veículos

Para reduzir gasto anual de R$ 17 milhões por ano, Casa ainda avalia se vai comprar carros novos ou fazer contrato de locação

Rosa Costa, Agência Estado

Depois de várias desistências provocadas pela previsão de que a medida será criticada pelos contribuintes, o Senado vai mesmo trocar a frota de 86 veículos utilizados pelos parlamentares. A decisão foi adotada [ontem], 7, na reunião da Mesa Diretora.

O primeiro-secretário, senador Cícero Lucena (PSDB-PB), afirma que estão sendo examinadas duas alternativas: adquirir novos veículos em substituição aos Fiat Marea com média de oito anos de uso ou optar por um contrato de locação.

A medida atende a boa parte de senadores, incomodados com os problemas de oficina dos carros que usam. O Senado tem ao todo 188 veículos, entre os quais estão os 86 dos senadores, além de ônibus e microônibus utilizados no transportes de funcionários e convidados, vans para o transporte de integração até os estacionamentos, caminhões para transporte do mobiliário, ambulâncias, veículos leves e médios.

Lucena afirma que o alvo é reduzir o custo da Casa na área de transportes, hoje de R$ 17 milhões ao ano incluindo pessoal e demais despesas. O primeiro-secretário acredita que a substituição dos veículos reduzirá gastos com combustível, peças e manutenção da mão de obra.

"Quando você tem carro novo, tem vários modelos que dão quatro, cinco anos de garantia, dão manutenção", alega. "Eu não acredito que seja papel do Senado ter uma grande oficina".

Qualquer que seja a decisão, a troca será feita mediante leilão eletrônico. Lucena avalia que o valor dos veículos em uso deve girar em torno de R$ 14 mil a R$ 15 mil.


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SENADO FEDERAL - Dóris Peixoto manda pagar 4 milhões de reais para tratamento médico de senadores



A diretora-geral do Senado, Dóris Peixoto, reconheceu uma dívida de 4 milhões de reais em exames médicos e tratamento de senadores, ex-senadores, funcionários e dependentes. A Associação dos Médicos de Hospitais Privados do DF receberá 3,3 milhões reais e o Centro Brasiliense de Nefrologia, outros 780 000 reais.


Por Lauro Jardim
@veja

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quarta-feira, 6 de abril de 2011

MÁFIA DAS MERENDAS - Secretário é preso em Itaocara por desviar quentinhas de hospital


O secretário municipal de Obras de Itaocara, no Noroeste Fluminense, Sebastião Henrique de Souza, foi detido em flagrante no dia 1º de abril por desviar quentinhas do hospital municipal para funcionários da secretaria. O motorista Bruno da Cunha Costa e a coordenadora do hospital, Berenice Guimarães dos Santos, também foram encaminhados à 135ª DP (Itaocara) para prestar esclarecimentos. Dezesseis quentinhas foram apreendidas.

Uma diligência do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, com policiais do Grupo de Apoio aos Promotores (GAP), acompanhou a execução do esquema até o momento em que o secretário recebeu as refeições pessoalmente. O crime foi descoberto por meio de uma denúncia anônima enviada ao MP.