Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
Mostrando postagens com marcador recorde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador recorde. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

IMPOSTÔMETRO - Arrecadação soma R$ 969 bilhões em 2011 e bate recorde histórico

Crescimento real da arrecadação em 2011 foi de 10,1%, diz Receita.
Em reais, arrecadação avançou R$ 143 bilhões em todo ano passado.

Alexandro MartelloDo G1, em Brasília

A arrecadação federal – que inclui impostos, contribuições e demais receitas do governo federal, como os royalties – somou R$ 969 bilhões no ano de 2011, o que representa um aumento real (após o abatimento da inflação) de 10,1% em relação ao ano anterior, informou nesta sexta-feira (27) a Secretaria da Receita Federal. O crescimento ficou abaixo da taxa de expansão esperada pelo Fisco: entre 11% e 11,5% de elevação real.
 
saiba maisArrecadação federal sobe para R$ 805 bilhões em 2010 e bate recorde
 
Com isso, a arrecadação foi a maior da história, uma vez que o recorde anterior, para um ano fechado, havia sido registrado em 2010 (R$ 826 bilhões - valores já corrigidos pelo IPCA). De acordo com dados do Fisco, a arrecadação bateu recorde histórico em quase todos os meses do ano passado (entre janeiro e outubro).
 
A série histórica da Receita Federal começa em 1985. Entretanto, com valores corrigidos pela inflação (IPCA), tem início em 2003. De 2002 para 2003, a arrecadação caiu 1,85% em termos reais, mas em 2004 houve crescimento de 10,6%; de 5,65% em 2005; 4,48% em 2006; 11,09% em 2007; e de 7,68% em 2008. Em 2009, a arrecadação recuou 3% por conta dos efeitos da crise financeira internacional e, no ano de 2010, avançou 9,85%.
 
Comportamento da arrecadação

 O crescimento da arrecadação, no ano passado, se concentrou, principalmente, nos primeiros meses do ano. Isso se deve ao pagamento de tributos do ano anterior (2010), quando o crescimento da economia estava muito mais forte (7,5%). No primeiro trimestre de cada ano, o Fisco recolhe tributos que refletem o comportamento da economia no ano anterior.
 
Como a arrecadação está ligada aos ciclos econômicos, houve perda de ritmo de crescimento nos últimos meses do ano passado - o que tem relação, segundo economistas, com as medidas para conter o crescimento adotadas no início deste ano (subida de juros por parte do Banco Central) e, também, com a crise financeira internacional, que diminui a confiança das empresas e dos consumidores. De agosto do ano passado em diante, o ritmo de crescimento da arrecadação caiu para abaixo de 10%.
 
Aumento de R$ 143 bilhões em 2011

 Em termos nominais, a arrecadação cresceu R$ 143 bilhões no ano passado, ou seja, sem a correção, pela inflação, dos valores arrecadados no ano passado. Deste modo, esse crescimento foi contabilizado com base no que efetivamente ingressou nos cofres da União.
 
Entre as medidas que impulsionaram o crescimento da arrecadação no ano passado estão a atualização dos preços de referência da tabela de bebidas, que gerou R$ 948 milhões a mais, assim como o aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) para pessoas físicas para 3%, efetuada em abril do último ano - que elevou a arrecadação em R$ 3,19 bilhões.
 
Por outro lado, o governo abdicou de R$ 1,6 bilhão ao corrigir em 4,5% a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física em 2011, assim como também baixou a alíquota do PIS e da Cofins para compra de bens de capital (maquinário para a indústria) e também reduziu a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) dos combustíveis em outubro de 2011.
 
Dezembro de 2011

 No último mês do ano passado, a arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 96,6 bilhões, com queda real de 2,69% frente a igual mês de 2010 (R$ 99,3 bilhões em valores corrigidos pelo IPCA, a maior arrecadação mensal da história). Com isso, a arrecadação de impostos e contribuições federais não bateu recorde no último mês do ano passado.

Fonte g1 http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/01/arrecadacao-soma-r-969-bilhoes-em-2011-e-bate-novo-recorde-historico.html

terça-feira, 12 de abril de 2011

FARRA DOS BANCOS - Bancos lucraram R$ 30 bilhões no segundo semestre de 2010, diz BC



BRASÍLIA - Os bancos brasileiros são capazes de resistir a choques econômicos sem comprometer seu capital, concluiu o Banco Central (BC), conforme o Relatório de Estabilidade Financeira, publicação semestral divulgada nesta segunda-feira.

De acordo com o documento, o lucro semestral do setor alcançou R$ 30 bilhões de junho a dezembro do ano passado, com crescimento de R$ 4,7 bilhões sobre os seis primeiros meses de 2010 (R$ 25,2 bilhões). A queda no desemprego e o aumento da renda teriam proporcionado aos bancos condições para ampliar o lucro, que superou, pela primeira vez, o patamar registrado antes da crise financeira internacional, que se tornou mais grave em setembro de 2008.

No documento, que se refere ao segundo semestre do ano passado, o BC afirma que, mesmo em cenários extremos de deterioração econômica, o sistema financeiro nacional não sofreria com a explosão da inadimplência, nem com a queda na qualidade do capital. De acordo com o documento, o Índice de Basileia, indicador usado para medir a segurança dos bancos, se manteria acima do valor mínimo aceitável.



O Índice de Basileia mede o capital que os bancos mantêm retidos em relação ao valor emprestado. Pelos padrões internacionais, para cada R$ 100 emprestados, o banco precisa manter pelo menos R$ 11 imobilizados. Os testes de estresse mostraram que, mesmo no pior cenário pesquisado pelo BC, o índice ficaria superior a 11%.

O relatório também concluiu que os bancos brasileiros conseguirão enfrentar as medidas de contenção do crédito sem necessidade de mudança na estratégia de negócios. Embora anunciadas em dezembro do ano passado, essas medidas só entraram em vigor neste mês.

Para segurar a expansão do crédito, o BC elevou o capital mínimo que os bancos precisam ter em caixa para operar determinadas modalidades de operações de crédito. A autoridade monetária também reduziu o limite para captação de depósitos com garantias especiais.

Em relação à expansão do crédito no ano passado, a autoridade monetária avaliou que o sistema apresentou rentabilidade satisfatória e a solvência permaneceu robusta. Segundo o BC, isso ocorreu porque o aumento do risco de inadimplência, proporcionado pelo maior volume de crédito, foi compensado pela incorporação de lucros, o que manteve a suficiência e a qualidade da base de capital.

Segundo o BC, o cenário para a economia brasileira continuou positivo no ano passado, apesar das dificuldades nos países desenvolvidos. Nesse período, afirma o relatório, os bancos captaram recursos suficientes para continuar a financiar a expansão das carteiras e, ao mesmo tempo, manter estoques elevados de ativos líquidos.

domingo, 9 de maio de 2010

GOVERNO LULA - Previdência de servidor terá rombo recorde


   
Projeções indicam que deficit na aposentadoria de funcionários públicos federais alcançará R$ 32,4 bilhões em 2011
Estimativa representa inversão na tendência de redução do deficit, que vinha desde 2004; especialistas culpam aumentos salariais

De Julianna Sofia:

O próximo presidente enfrentará no primeiro ano de governo um deficit recorde no regime de aposentadoria dos servidores públicos federais.
Projeções do Ministério da Previdência indicam que o rombo no sistema alcançará a marca histórica de R$ 32,4 bilhões em 2011.
O valor projetado representa um aumento de 33% em relação ao saldo negativo esperado para este ano: R$ 24,3 bilhões. Em 2009, as contas fecharam no vermelho em R$ 23,2 bilhões. A previsão é que até 2035 a situação se deteriore progressivamente e o desequilíbrio atinja R$ 99,8 bilhões.
O cenário também é de aumento do rombo quando se calcula o deficit como proporção do PIB. O percentual previsto para 2011 alcançará 0,85% da soma de bens e serviços produzidos no país no período. Neste ano, a previsão é atingir 0,70%.
Com esse crescimento do saldo negativo em relação ao PIB, observa-se uma volta aos patamares registrados há mais de seis anos (veja quadro na pág. B3). Mais ainda: se consolida uma inversão na tendência de redução no deficit.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Nordeste não consegue escoar produção recorde

Jorge Araujo/Folha Imagem
Motorista recolhe soja para que o produto não caia de 
caminhão<br> em carregamento de colheita de fazenda em Balsas 
(MA)
A safra recorde de 65,1 milhões de toneladas de soja vai agravar a situação do já caótico sistema logístico nacional, relata Agnaldo Brito, enviado especial ao Maranhão. O Estado limita a produção por falta de porto. O Ministério da Agricultura e a CNA, confederação dos agricultores, calculam que a fronteira agrícola deixa de produzir 3 milhões de toneladas devido ao apagão portuário. O país perde o equivalente a US$ 1 bilhão.